SÍNTESE CLORETO DE CHUMBO

Documentos relacionados
SÍNTESE DO SULFATO DE TETRAMINOCOBRE MONOIDRATADO

ESCOLA SECUNDÁRIA DE MONTEMOR-O-NOVO

DETERMINAÇÃO DA FÓRMULA DE UM SAL HIDRATADO

G1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 08/04/06

SÍNTESE ÁCIDO ACETILSALICÍLICO

[Cu(NH3)4]SO4. H2O (aq) + 4H2O (l)

Para compreender o conceito de reacção de precipitação é necessário considerar as noções básicas de dissolução e de solubilidade de sais em água.

MINERALIZAÇÃO E DESMINERALIZAÇÃO DA ÁGUA

OTIMIZAÇÃO DA REAÇÃO DE TRANSESTERIFICAÇÃO DO ÓLEO DE MAMONA

SÍNTESE DO SULFATO DE TETRAAMINA COBRE (II) MONO HIDRATADO

FMJ MEDICINA FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ

Semana 04. CANTO, E. L. Minerais, minérios, metais: de onde vêm?, para onde vão? São Paulo: Moderna, 1996 (adaptado).

PROVA MODELO 1 PROPOSTA DE RESOLUÇÃO

Química Geral. Docente: Dulce Gomes

Para compreender o conceito de reacção de precipitação é necessário considerar as noções básicas de dissolução e de solubilidade de sais em água.

Exercícios Métodos de Separação. Professor (a): Cassio Pacheco Disciplina: Química Data da entrega: 01/06/2017

Considerando os pontos A e B e a curva dada, pode-se afirmar corretamente que:

O que se pode fazer com amoníaco?

LISTA DE EXERCÍCIOS SOBRE ESTEQUIOMETRIA

SÍNTESE TRANSFORMAÇÕES FÍSICAS

Figura 1. Variação da solubilidade dos compostos em função da temperatura. fonte: 2010, 2008, 2005, 2002 por P. W. Atkins e L. L. Jones.

Nome : n o Classe: 2 1MA. Estequiometria

Esta actividade laboratorial será realizada à microescala utilizando uma folha de laboratório e pequenas quantidades de reagentes.

UNISA MEDICINA Primeiro semestre UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO

OFICINA DE FORMAÇÃO. Utilização e Organização dos Laboratórios Escolares. Formador: Professor Vitor Duarte Teodoro

Curso Profissional de Técnico de Energias Renováveis 1º ano. Módulo Q 2 Soluções.

Experiência 02 - SOLUBILIDADE SOLUBILIDADE

SÍNTESES. Francisco Roque, nº9 11ºA

Título do vídeo: Síntese de sulfato de tetraminocobre (II) mono-hidratado

2.3.1Mineralização das águas e processos de dissolução

ENEM Prova resolvida Química

Equilíbrio de solubilidade

AULA 10 EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE

Experimentos de Química Orgânica

Teste de Laboratórios de Química I e soluções

Projeto Ciência Viva INTRODUÇÃO À QUÍMICA VERDE, COMO SUPORTE DA SUSTENTABILIDADE, NO ENSINO SECUNDÁRIO

Exercícios 1. Deduzir a relação:

Reacções de precipitação

SÍNTESE DO SULFATO DE COBRE PENTAIDRATADO

TIPOS DE MÉTODOS ELETROANALÍTICOS

Exercícios sobre Solubilidade - conceitos e curvas

Escola Básica 2º e 3º Ciclos de Santo António Disciplina: Ciências Físico-Químicas Ano Lectivo: 10/11. Professor: Trabalho elaborado por:

EXPERIÊNCIA 2 - SOLUBILIDADE

R E L A T Ó R I O D A A C T I V I D A D E L A B O R A T O R I A L

Figura 1: Ilustração do processo de dissolução do NaCl em água.

CURSO PRÁTICO QUI 328 e 128 SÍNTESE DE COMPOSTOS ORGÂNICOS

Escola Secundária / 3º CEB da Batalha ACTIVIDADE LABORATORIAL DE FÍSICA E QUÍMICA A FORMAÇÃO ESPECÍFICA ENSINO SECUNDÁRIO. Ano de Escolaridade : 11

SOLUBILIDADE DE SÓLIDOS EM LÍQUIDOS

ENEM Prova resolvida Química

Centro Universitário Anchieta Engenharia Química Físico Química I Prof. Vanderlei I Paula Nome: R.A. Gabarito 4 a lista de exercícios

Síntese do acetato de n-butilo ou etanoato de n-butilo

Alexandra Silva Fernandes

Esta actividade laboratorial será realizada à microescala utilizando uma folha de laboratório e utilizando pequenas quantidades de reagentes.

Recuperação 2ºBimestre

DETERMINAÇÃO DE ALDEÍDOS E CETONAS EM ALIMENTOS POR VIA EXPERIMENTAL

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 09/09/11

CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO 2012

Qual a quantidade de halogenetos que existe na água do mar?

Experiência 04 - Solubilidade

SUBSTÂNCIAS E MISTURAS

ACTIVIDADE LABORATORIAL - QUÍMICA 12º ANO. Produção de BIODIESEL a partir de óleo alimentar usado

Quí. Quí. Allan Rodrigues Monitor: João Castro

QUÍMICA 12º ANO ACTIVIDADE DE PROJECTO CONSTRUÇÃO DE UMA PILHA PROPOSTA DA METODOLOGIA 2010/ º Período

TERMOQUÍMICA. Prof. Harley P. Martins Filho

Qui. Allan Rodrigues Xandão (Victor Pontes)

Gabarito - Lista de Mol 2016

UNISA MEDICINA Segundo semestre UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO

ACÇÃO DE FORMAÇÃO GUIÃO DE ACTIVIDADE PRÁTICA. (Versão Professor)

Prof.: HÚDSON SILVA. Soluções. Frente 2 Módulo 5. Coeficiente de Solubilidade.

SISTEMAS MATERIAIS. Conceitos Fundamentais, Classificação, Purificação. Reis, Oswaldo Henrique Barolli.

Este ácido pode ser obtido por reação entre o ácido salicílico e o anidrido acético:

Escola Secundária de Lagoa. Ficha de Trabalho 15. Física e Química A 11º Ano Paula Melo Silva. Escola Secundária de Lagoa Paula Melo Silva Página 1

UNIFEV MEDICINA - Segundo Semestre CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOTUPORANGA

GOIÂNIA, / / PROFESSORA: Núbia de Andrade. Antes de iniciar a lista de exercícios leia atentamente as seguintes orientações:

Determinação da Entalpia de uma Reacção

REALIZAÇÃO EXPERIMENTAL - MICROESCALA (adaptada de Pike et al, Microscale Inorganic Chemistry, exp.16, p )

Secção 3. Aplicações das equações diferenciais de primeira ordem

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 22/03/2014

Reações em Soluções Aquosas

Microscopia Química: estudo de reacções químicas à lupa estereoscópica

Síntese do acetato de n-butilo ou etanoato de n-butilo

Equilíbrio de solubilidade de precipitação

EXAME NACIONAL 2009 ÉPOCA ESPECIAL PROPOSTA DE RESOLUÇÃO

UNISA MEDICINA 2014 UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO

QUÍMICA FARMACÊUTICA

Recristalização da Acetanilida

CUSC MEDICINA Segundo Semestre CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO CAMILO

Agrupamento de Escolas de Bobadela Escola EBI de Bobadela. Preparação de soluções aquosas de sulfato de cobre

Interbits SuperPro Web. Gabarito: Ca(OH) 2HC CaC H O. 200mL 1 mol/l n 0,2 1 0,2mol. Na CO 2HC 2NaC H O CO. 22mL 0,4000M. n ,4000.

EXPERIÊNCIA 5 SOLUBILIDADE

CURSO PRÁTICO QUI 328 e 128 SÍNTESE DE COMPOSTOS ORGÂNICOS. Síntese II (Alaranjado II) Benzeno Nitrobenzeno Anilina Ácido Sulfanilico Alaranjado II

Escola Secundária de Alcácer do Sal Química 12º ano teste 5 25/05/2004

Transcrição:

Escola Secundária do Padre António Martins Oliveira de Laoa Técnicas Laboratoriais de Quíica SÍNTESE DO CLORETO DE CHUMBO Pedro Pinto Nº 14 11ºA 06/10/00

Objectivo do Trabalho O objectivo da experiência é a síntese do cloreto de chubo, utilizando a cristalização. Alé disso a experiência teve coo objectivo deterinar o rendiento da cristalização. Fundaentos teóricos As reacções quíicas tê coo base a procura de novos ateriais que tenha uso na nossa sociedade, de odificare, elhorando os já existentes ou coo eio de percebere os seredos e os ecanisos destas reacções. Reproduzir e laboratório aquilo que a Natureza produz ou criar aquilo que não existe na Natureza é sintetizar. As sínteses laboratoriais procura a obtenção de novos produtos co as suas propriedades ais acentuadas, ais concentradas do que as existentes na Natureza ou copostos co propriedades inexistentes nos produtos naturais ou ainda produtos e quantidades superiores àquelas que são possíveis extrair de fontes naturais. Podeos portanto afirar que a síntese está presente e toda a nossa vida pois revolucionou o undo ao peritir a produção e assa de copostos uito ais potentes dos que estão presentes na Natureza. Se ela, a nossa vida não seria coo é hoje, não teríaos televisões porque não se podia sintetizar os plásticos que entra no seu fabrico, etc... A cristalização de u constituinte de ua fase líquida consiste na sua separação por foração de ua fase sólida cristalina. Esta operação unitária constitui u processo clássico de separação e de purificação e os cristais pode ser obtidos através de processos físicos ou quíicos. Esta experiência teve coo u dos objectivos a síntese de sais siples, os sais siples são copostos iónicos, constituídos por u único tipo de catião e u único tipo de anião, que se pode obter por reacção entre u ácido e ua base. Ao reair-se o cloreto de sódio co o nitrato de chubo, dá-se ua reacção de precipitação, esta é ua reacção que se fora u produto insolúvel que se precipita (deposita-se no fundo do recipiente), nesta experiência o produto insolúvel que se precipitou foi o cloreto de chubo, u dos produtos da reacção.

Material - Balança de precisão - Centrifua - Copo de precipitação de 150 l - Erleneyer - Estufa - Funil - Papel de filtro - Pipetas raduadas de 5 l - Pipeta raduada de 10 l - Pipetador - Placa de aqueciento - Proveta de 100 l - Tubos de centrifua - Vareta - Vidro relóio Reaentes / Produtos - NaCl 4 ol d - - Pb(NO ) 1 ol d - - Áua destilada Procediento 1. Dividiu-se a tura e 5 rupos, preparou-se 5 soluções aquosas (ua por rupo), de nitrato de chubo e de cloreto de sódio.. Pesou-se,1 de nitrato de chubo.. Co a ajuda de ua pipeta de 10 l, retirou-se 10 l de áua destilada e colocou-se nua proveta de 100 l. 4. Transferiu-se os 10 l de áua destilada e o nitrato de chubo para u copo de precipitação, aitou-se co ua vareta a solução aquosa.

5. Juntou-se a solução aquosa de nitrato de chubo, co os outros rupos que tabé preparara soluções idênticas, nu copo de precipitação. O eso aconteceu co as soluções aquosas de cloreto de sódio. 6. E seuida, ediu-se co ua pipeta,,0 l de solução aquosa de nitrato de chubo para u tubo de centrifua. 7. Adicionou-se,0 l, edidos co ua pipeta, da solução aquosa de cloreto de sódio; aitou-se co a vareta. 8. Centrifuou-se a suspensão e desprezou-se o líquido. 9. Lavou-se o precipitado co áua destilada elada (aitou-se co ua vareta). 10. Centrifuou-se de novo e rejeitou-se o líquido de lavae. 11. Para recristalizar o sal forado, transferiu-se totalente o sólido para u copo contendo aproxiadaente 50 l de áua destilada orna e aitou-se até à sua dissolução. 1. Concentrou-se, aquecendo. Suspendeu-se o aqueciento e observou-se a rápida foração dos cristais. 1. Deixou-se o recipiente e repouso durante ua seana. 14. Pesou-se o papel de filtro destinado à filtração por ravidade. 15. Repetiu-se o procediento 14 co outro papel de filtro, pois o papel de filtro rasou-se. 16. Filtrou-se e secou-se os conjuntos de papel + cristais na estufa, a cerca de 90 ºC, até à obtenção de peso constante. 17. Deterinou-se o rendiento da reacção. Observação O cloreto de sódio e o nitrato de chubo são abos sais siples. Ao efectuar-se a reacção entre cloreto de sódio e o nitrato de chubo, observase a foração do cloreto de chubo e nitrato de prata, este deposita-se no fundo do recipiente, e é insolúvel e está no estado sólido. O cloreto de chubo encontrava-se na fora de cristais, estes não era be definidos. Utiliza-se áua elada para lavar o precipitado, te coo objectivo retirar os resíduos do nitrato de sódio, e ao eso evitar que o cloreto de chubo se dissolva. 4

Filtrou-se outra vez o precipitado, pois o filtro estava furado, desta vez utilizouse áua. Tabé teve outra função, a de retirar os últios resíduos de nitrato de sódio que se encontrava no copo de precipitação, e assi obter u elhor rendiento. Para realizar a síntese do cloreto de chubo, é necessário ter e conta as condições e que tal é feito, pois estas afecta sinificativaente o rendiento final. O rendiento é calculado pela razão entre quantidade de produto obtida experientalente e a quantidade obtida teoricaente. Portanto, o valor do rendiento nunca poderá exceder os 100%, pois coo é óbvio, a quantidade de produto obtida nunca é superior à que deveríaos obter. Este facto deve-se à possível ocorrência de reacções paralelas, á atosfera de trabalho e até eso a á condição do aterial, tabé ao efectuar-se a decantação e a filtração existe perdas, para alé disso o cloreto de chubo e contacto co a áua reaiu, pois não é copletaente insolúvel. Reisto de Medições Preparação da solução aquosa de Pb(NO ) Massa de Pb(NO ),1 Massa dos cristais e dos filtros Filtro A Filtro B filtro PbCl 0,7 0,14 filtro PbCl 0,70 0,16 Massa total de PbCl 0,14 + 0,16 0,0 5

Cálculos Deterinação da assa de cloreto de sódio e nitrato de chubo necessários para a experiência (preparou-se 0 l de cloreto de sódio e 0 l de nitrato de chubo): V V NaCl 0 l 0 l Pb ( NO ) C C NaCl 4 ol / d Pb( NO ) 1 ol / d NaCl? Pb( NO )? M ( NaCl),0 + 5,5 58,5 / ol c n n 4 n 0, V 0,0 1 ol n 0,1 7, M 58,5 0 M Pb( NO ) ) 07, + (14,0 + 16,0) 1, / ol ( c n n 1 n 0, V 0,0 0 ol n 0,0 9, M 1, 96 Deterinou-se que seria necessário 7,0 de cloreto de sódio e 9,94 de nitrato de chubo, para preparar as soluções aquosas de fora a fazer 0 l de solução aquosa de cloreto de sódio e 0 l de solução aquosa de nitrato de chubo. Deterinação do rendiento da reacção: NaCl ( aq) + Pb( NO ) ( aq) PbCl ( s) + NaNO 0,00 d 0,00 d?? ( aq) M ( NaCl),0 + 5,5 58,5 / ol c n n 4 n 0, V 0,00 01 ol 6

M Pb( NO ) ) 07, + (14,0 + 16,0) 1, / ol ( c n n 1 n 0, V 0,00 00 ol Deterinação do reaente liitante: 0,01 0,00 NaCl : 0, 006 ol Pb( NO ) : 0, 00 ol 1 Reaente Liitante 1 ol Pb( NO ) 1 ol PbCl x 0,00 ol PbCl 0,00 ol Pb( NO ) x M ( PbCl ) 07, + 5,5 78, / ol n 0,00 0, M 78, 85 qt. real 0,0 η 100 η 100 η 6 qt. prevista 0,85 % Deterinou-se que o rendiento da reacção foi 6%. Conclusões Conclui-se que a reacção do cloreto de sódio co o nitrato de chubo, obté-se cloreto de chubo e nitrato de sódio, sendo o cloreto de chubo insolúvel e encontra-se no estado sólido. Co esta experiência aprendeos o que são sais siples, a cristalização e a reacção de precipitação. Os cristais obtidos são de cloreto de chubo. Conclui-se que o rendiento obtido foi uito baixo, sendo apenas 6%, assi, existe diversas causas que pode explicar o sucedido, coo as perdas durante a decantação e a filtração, assi coo a reacção entre a áua e o cloreto de chubo, pois este não é copletaente insolúvel. 7

O reaente liitante nesta reacção é o Pb(NO ), pois é o reaente que está e enor quantidade, coo se pode ver na equação quíica que traduz esta reacção (cálculos). Durante a filtração ropeu-se o filtro, devido ao excesso de volue, tiveos de a voltar a filtrar. Bibliorafia SIMÕES, Teresa; QUEIRÓS, Maria; SOMÕES, Maria Técnicas Laboratoriais de Quíica Bloco I, Porto, 1.ª ed., Porto Editora, 000. SIMÕES, Teresa; QUEIRÓS, Maria; SOMÕES, Maria Técnicas Laboratoriais de Quíica Bloco II, Porto, 1.ª ed., Porto Editora, 001. ROSENBERG, Jeroel; EPSTEIN, Lawrence Quíica Geral, Portual, 1.ª ed., McGraw-Hill, 001. 8