1. Nome do projeto Cultivando a terra 2. Local onde o projeto será instalado/executado O local de execução do projeto corresponde a uma área de aproximadamente 1300 m 2 pertencente à Congregação Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição (CONFHIC) sob a responsabilidade da Irmã Nivalda Matos Cardoso no endereço Rua Maria Rosa Viterbo s/n ao lado do Colégio FLAMA, Vila Oprerária, Xerém, Duque de Caxias, Rio de Janeiro. A área pode ser visualizada nas figura 1. A área encontrava-se sem uso e funcionava como um criadouro de mosquitos, mato alto e abrigo de insetos e outros animais. A relevância do local se dá principalmente por contemplar uma área suficientemente adequada ao desenvolvimento de atividades ligadas à horticultura e demais tipos de cultivo e ainda, funcionar como espaço de produção de mudas de variadas espécies. A Congregação (CONFHIC) iniciou a revitalização do espaço com a implantação de uma horta orgânica juntamente com alguns moradores do entorno e em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (SMMAAA) e a Emater-Rio. Na área existe um conjunto habitacional com 200 apartamentos, residências e é cercada por escolas da rede pública e particular. O local também poderá funcionar como espaço de capacitação para atividades ligadas à agricultura como a produção de mudas de diversas espécies, compostagem, jardinagem, cultivo de espécies medicinais, cultivo em estufas entre outras atividades.
Figura 1. Visualização da área de desenvolvimento do projeto Cultivando a terra. 3. Descrição do projeto (máx. 500 palavras) O projeto Cultivando a terra tem como objetivo principal fomentar a atividade agrícola nos moradores do entorno da área de desenvolvimento do projeto e com isso, estimular a criação de espaços domésticos para o cultivo de plantas, desenvolver o hábito de se cultivar o próprio alimento, o consumo de alimento mais saudável e nutritivo, incentivar a horticultura visando a economia no orçamento e um meio de obtenção de renda. O site da Revista Veja de 03 de Julho de 2009 divulgou que a The Economist, mais interessada em finanças do que em jardinagem, publicou uma matéria sobre o assunto, contando como as hortas caseiras podem ajudar a aliviar o sofrimento da crise financeira. Até o presidente dos Estados Unidos aderiu à idéia e mandou cultivar uma horta na Casa Branca, para dar o exemplo e doar a produção aos pobres de Washington. A boa nutrição dá resistência ao organismo contra as doenças, assim as hortas ajudam a melhorar a saúde da família. Atualmente, a dieta tradicional de muitas pessoas foi modificada e o consumo de alimentos processados tornou-se um hábito da maioria da população. Por causa destas tendências, a dieta da população de baixa renda perdeu
sua variedade original de alimentos tradicionais, e essa população não possui renda suficiente para pagar por uma dieta variada e adequada. Neste sentido, o projeto Cultivando a terra já está sendo desenvolvido desde Junho de 2011 na área descrita anteriormente onde estão sendo cultivados alface, couve, chicória, beterraba, cenoura, rúcula, salsa, coentro, cebolinha, nabo, rabanete, acelga, espinafre, milho, aipim, berinjela, jiló e pimentão, sem agrotóxicos (Figuras 3 e 4). O trabalho tem sido realizado em parceria com a Congreção (CONFHIC), a SMMAAA, a Emater-Rio e também alguns membros da comunidade, inclusive crianças e tem funcionado como espaço de referência na comunidade, onde as pessoas vão buscar um alimento orgânico e saudável, as crianças procuram por uma atividade diferente e prazerosa, sendo vista por muitos como uma atividade terapêutica e as professoras com seus alunos utilizam-no para um aprendizado contextualizado em suas aulas. O material necessário ao desenvolvimento do projeto como ferramentas e sementes foi fornecido pela SMMAAA e o esterco usado como adubo orgânico tem sido adquirido por doação de proprietários de gado da região. Porém, a irrigação das plantas é precária, com uma bomba de água inadequada, de baixa potência, sendo feita predominantemente com regador e uma mangueira velha, comprometendo assim, a irrigação. Faz-se necessária a aquisição de uma bomba adequada, tubulações, mangueiras e aspersores para a implantação de um sistema de irrigação adequado para o desenvolvimento do projeto e aumento da produtividade da área. Também há a necessidade da construção de uma pequena estufa de baixo custo para a produção de mudas.
Figura 2. Área cultivada projeto Cultivando a terra 4. Benefícios ao meio ambiente (máx. 200 palavras) No passado as comunidades tinham o hábito de cultivar hortas no quintal de casa e muitos dos produtos consumidos não eram comprados e também não eram produzidos com agrotóxicos. No decorrer do desenvolvimento econômico, das cidades e de novos hábitos, a prática foi extinguida e tudo passou a ser comprado. Da mesma maneira, o uso de agrotóxicos também passou a ser indiscriminado e a produção de alimentos menos saudáveis aumentou juntamente com a contaminação dos solos e da água devido aos agrotóxicos utilizados degradando o meio ambiente. As pequenas hortas próximas às residências sempre foram uma importante contribuição para a nutrição e renda familiar, promovendo uma dieta variada rica em vitaminas, sais minerais vitais, carboidratos e proteínas.
O incentivo do projeto ao cultivo de hortas caseiras ou em pequenas áreas disponíveis no entorno das residências, escolas, creches ou igrejas podem contribuir para a melhoria da nutrição familiar e da saúde, estimulo das variedades tradicionais, produção de plantas medicinais e de plantas ornamentais, bem como a economia na renda familiar com a redução de gastos com remédios, hortaliças, legumes, verduras e incremento da renda, com a venda plantas ornamentais ou até mesmo destes alimentos produzidos sem agrotóxicos minimizando a contaminação da área de produção e a degradação do meio ambiente. 5. Pessoa responsável pela realização do projeto (nome, profissão, telefones de contato) Nome: Irmã Nivalda Matos Cardoso Profissão: Religiosa com formação em Serviço Social Tel: 21-2679-1604 Endereço: Rua Amazonas 39 Vila Operária Xerém Duque de Caxias - RJ 6. Fornecedor a ser contratado para a realização do projeto: (se aplicável) Não aplicável
7. Plano de custos (informações obrigatórias sobre como o orçamento do projeto será gasto): Os recursos do projeto Cultivando a terra serão aplicados na aquisição de material para a implantação do sistema de irrigação e construção de uma estufa de produção de mudas de baixo custo com área de 30 m 2. O detalhamento dos custos estão discriminados nas Tabelas 1 e 2. Tabela 1. Aquisição de material para implantação do sistema de irrigação. Material/Especificação Unidade Quantidade Valor Unitário (R Valor Total (R$) Bomba Autotranspirante ½ cv sucção/elevação 3/4 01 01 500,00 500,00 Aspersor 360º 2 m Ø 01 100 7,00 700,00 Conexão T ½ 01 110 0,90 99,00 Joelhos ½ 01 05 1,50 7,50 Mangueira ½ m 50 4,00 200,00 Microaspersores 01 06 5,00 30,00 Tubo ½ com 6 m peça 37 11,00 407,00 Adaptador 2 reduções de ¾ para ½ 01 02 1,00 2,00 Adaptador de ½ para ½ 01 03 3,90 11,70 Engate rápido de ½ 01 05 6,00 30,00 Filtro e redutor de vazão 01 01 140,00 140,00 Terminal 01 10 6,75 67,50 Total Estimado R$ 2.194,70
Tabela 2. Aquisição de material para a construção da estufa de 30 m 2. Especificação Unidade Quantidade Valor Unitário (R$) Valor Total (R$) Sombrite 50% com 3 m largura Plástico agrícola de 100 micra com 4 m de largura Perna de três de Massaranduba 3,70 m m 25 7,90 197,5 m 20 5,30 106 peça 6 36,19 217,14 (6 x 6 cm) Perna de três de Massaranduba 2,50 m (6 x 6 cm) Caibro de Massaranduba 6,00 m (6 x 4 cm) Caibro de Massaranduba 1,70 m (6 x 4 cm) Massaranduba 3,00 m (6 x 4 cm) Ripa de Cedrinho 4,00 m (3 x 1,5 cm) peça 6 24,52 147,12 peça 2 38,14 76,27 peça 8 10,90 87,16 peça 4 19,41 77,64 peça 8 9,58 76,60 Prego 19 x 36 C/C kg 2 8,21 16,42 Prego 15 x 15 C/C kg 1 8,72 8,72 Vergalhão 3/8 com 10 m peça 5 22,80 114,00 Mangueira de polietileno ¾ m 30 4,82 144,6 Arame n o 12 kg 5 12,10 60,5 Total Estimado R$ 1329,67 Observação: Os valores demonstrados são uma média de orçamento em estabelecimentos pela internet.