RELIGIOSIDADE DE MATRIZ AFRICANA.

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Transcrição:

RELIGIOSIDADE DE MATRIZ AFRICANA. RELIGIÕES AFRICANAS E AFRO BRASILEIRAS. NÚCLEO REGIONAL DA EDUCAÇÃO DE APUCARANA.

OBJETIVO Não pretendemos aqui adentrar as especificidades das Religiões Africanas e Afrobrasileiras, muito menos doutrinar ou cometer qualquer tipo de proselitismo. A abordagem será feita á partir de um víés histórico e metodológico de modo a desconstruir paradigmas, estereótipos e preconceitos.

...não há religiões falsas. Todas são verdadeiras á seu modo: todas correspondem, ainda que de maneiras diferentes, a condições dadas da existência humana. Èmile Durkhein

AFROTHEOFOBIA Afro = Africa/negro Theo = Deus Fobia = Medo

Afro= de África + theo= Divino+ fobia = medo

CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

Recorrentemente as religiões de matriz africana não são consideradas religiões por supostamente não apresentarem filosofia e teologia que caracteriza as correntes religiosas tradicionais

. Algumas considerações acerca da filosofia e teologia: Descartes:...o estudo da sabedoria...por sabedoria não se entende somente prudência das coisas, mas um perfeito conhecimento de todas as coisas que o homem pode conhecer tanto para a conduta de sua vida quanto para a conservação da sua saúde e a invenção de todas as artes

Algumas considerações acerca da filosofia e teologia: Boff: No grego antigo, teologia possuía sentido de hino de louvor, ou ainda proclamação do divino em geral Platão: estudo critico racional dos deuses da mitologia que objetiva a criação de bons cidadãos e bons dirigentes, enquadrando a teologia nos critérios de bondade e veracidade para a interpretação dos mitos.

. Algumas considerações acerca da filosofia e teologia: A partir do século III a Igreja Católica se apropria inteiramente da teologia numa relação teleológica e depois pelos Protestantes da Reforma, havendo para isso quem assegure que a teologia é, indubitavelmente um termo cristão.

Algumas considerações acerca da filosofia e teologia: Segundo Honório Rito, a sentença que fica é a de que em qualquer cultura a palavra 'teologia' vai significar um discurso sobre 'Deus (1999, p.26), que pode ser um discurso de qualquer noção de Deus e não necessariamente de Deus na visão de mundo ocidental judaico-cristã.

Algumas considerações acerca da filosofia e teologia: Não se tem mais nenhum questionamento sobre a comprovação de que a África é o nascedouro do ser humano, berço da civilização humana, assim como o Egito Africano é a fonte da Civilização Ocidental. Os sistemas teológicos e filosóficos gregos também se originaram no Egito, onde vários escritores [...]como Sócrates, Platão, Tales, Anaxágoras e Aristóteles estudaram com sábios africanos. NASCIMENTO, 1996,p.43

Algumas considerações acerca da filosofia e teologia: A África é o continente onde surgiu a humanidade e se deu a primeira manifestação/relação do Ser Humano (homem e mulher) do e com o Transcendente.

COSMOLOGIA Compreendida como filosofia da natureza e depois passando por aprofundamento de vários teóricos, a cosmologia, em Kant, é definida como a ciência que procura determinar as características gerais do universo em sua totalidade (ABBAGNANO, 1999, p. 215).

COSMOGONIA O dicionário a define como mito ou doutrina referente á origem do mundo (ABBAGNANO, 1999, p. 215) Qualquer doutrina ou narrativa a respeito da origem, da natureza e dos princípios que ordenam o mundo ou o universo, em todos os seus aspectos[...] FERREIRA (1999,p.58)

Compreensões que se fazem necessárias sobre a cosmologia e a cosmogonia africana: o entendimento do valor simbólico como valor interagente nas relações sociais de um povo e as coletividades de uma cosmovisão na qual a dicotomização ou o maniqueísmo não se configuram como partes estanques da realidade, do cotidiano.

Os mitos apontam, sobretudo, para os valores e os princípios capazes de garantir orientação para o melhor caminho da existência social, das relações humanas e soluções de problemas. Os mitos são metáforas da potencialidade espiritual do ser humano. Considerando, deste modo, os mesmos poderes que animam a nossa vida, animam a vida do mundo. [...] Aliás, o herói mitológico sempre foi uma necessidade do homem...

A cultura afro-brasileira, no seu aspecto religioso, tem como fundamento muitos mitos para organizarse. Pelo conhecimento do mito, o iniciado pode empenhar-se melhor na manutenção das relações individuais e coletivas. Através dos mitos, dos Itans dos oduns (histórias dos caminhos), é que chegamos ao conhecimento de nós mesmos e do grupo ao qual pertencemos e participamos. E por mais sociais e humanos que sejamos, os mitos africanos mantêm o ser humano também conectado à unidade da natureza (MACHADO, 2002, p. 122-123).

Uma vez que se liga ao comportamento cotidiano do homem e da comunidade, a cultura africana não é, portanto, algo abstrato que possa ser isolado da vida. Ela envolve uma visão particular do mundo, ou, melhor dizendo, uma presença particular no mundo um mundo concebido como um Todo onde todas as coisas se religam e interagem (BÂ, 1982, p. 183, grifo do autor).

a A tradição africana consegue colocar-se ao alcance dos homens, falar-lhes de acordo com o entendimento humano, revela-se de acordo com as aptidões humanas, reafirmando que Ela é ao mesmo tempo religião, conhecimento, ciência natural, iniciação à arte, história, divertimento e recreação, uma vez que todo pormenor sempre nos permite remontar à Unidade primordial (BÂ, 1982, p. 183).

Um Itan dos yorubás. Antes que o Universo existisse, havia somente ar e água. No início dos tempos, não havia nem mesmo água, somente ar. Olorum era uma massa infinita de ar. Um dia, esta massa começou a mover-se lentamente, a se agitar, a respirar, e uma parte do ar transformou-se em água. Foi assim que nasceu Orisanlá. Os ares e as águas continuaram a mover-se e uma espécie de terra molhada, de argila, surgiu. Desta argila emergiu uma colina, uma forma vermelha semelhante a um rochedo. Foi a aparição da matéria. Olorum admiroua. Inclinou-se sobre a forma, respirando fortemente. Foi assim que Ele transmitiu o seu corpo a esta matéria. A colina começou a viver. O primeiro ser a ter vida foi Exu (VOGEL, 2001, p. 56-57).

Religiões africanas e afrobrasileiras Características invariáveis da visão de mundo africana: - a unidade. - a comunidade e a hierarquia das ordens e seres do universo. - a representação dos ancestrais de grandes méritos. - o vínculo indissolúvel entre o visível e o invisível e, mais especificamente, entre os mortos, os espíritos e os vivos. - a importância primordial do ato de viver.

(...) identificar a experiência espiritual que atua por trás das religiões afro-brasileiras, participadas por milhões e milhões de pessoas de nosso país. É uma experiência profundamente ecológica, ao redor da realidade do axé, que corresponde mais ou menos ao que o Shi para os orientais ou o Espírito Santo para a tradição judaico-cristã: uma energia cósmica que penetra todo o universo e impregna toda a realidade, concentrando-se no ser humano, fundamentalmente mais na mulher do que no homem, e fazendo com que toda realidade seja irradiada e viva.

.O exu não é o demônio que devemos expulsar,mas o portador por excelência do axé, da energia universal. O axé atua dentro de cada um de nós, como força de irradiação, como abertura para captar mais energia e colocá-las a serviço dos demais (BOFF,2001, p. 61-63).

Religiões de Matriz Africana. Religiões de Matriz Africana são aquelas cuja essência teológica e filosófica seja as oriundas das tradicionais religiões vivenciadas no continente africano. As religiões de Matriz Africana podem ser divididas em dois tipos: as religiões tradicionais africanas e as religiões afroamericanas.

As religiões tradicionais africanas são aquelas praticadas no continente, geralmente em zona rural e atualmente mais ligada ás famílias. Cerca de 29% da população africana praticam suas religiões tradicionais. 35% praticam o Cristianismo e outros 35% o islamismo. Cerca de 1% praticam outras religiões incluindo o hinduísmo.

Religiões africanas e afrobrasileiras As religiões afro-americanas estão dividas em dois grandes grupos: -religiões afro-caribenhas -religiões afro-brasileiras

As religiões afro-americanas são advindas principalmente dos grupos vindos da África durante a Diáspora Africana. Os grupos que predominam a base da religião africana na América, são os Bantos, Iorubás ou Nagôs e Fon.

Religiões africanas e afrobrasileiras - Religiões afro-caribenhas: Vodu é o nome da religião afro no Haiti. Muito sincrética, é uma mistura de elementos da religião dos povos jeje do antigo Daomé, hoje República do Benin, que cultuavam os vodun, divindades muito semelhantes aos orixás do povo vizinho, os iorubás com a religião indígena das ilhas. Santería é o nome da religião afro em Cuba. O sincretismo aqui é com o catolicismo. Cultuam os orixás dos iorubás, que chamam de lucumi (nome antigo destes), é muito parecido com o candomblé. Também é chamado de Regla Del Ocha, ou simplesmente Regla. Seus praticantes são os santeros.

Babaçuê Maranhão, Pará. Batuque Rio Grande do Sul Cabula Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Candomblé Em todos os Estados do Brasil. Culto aos Egungun Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Culto de Ifá Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo. Encantaria Maranhão, Piauí, Pará, Amazonas. Omoloko Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo.

Pajelança -Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas. Quimbanda Em todos os estados do Brasil. Tambor de Mina Maranhão, Pará. Terecô Maranhão Umbanda Em todos os estados do Brasil. Xambá Alagoas e Pernambuco Xangô do Nordeste Pernambuco

CANDOMBLÉ - Candomblé ou canzuá é uma religião derivada do animismo africano onde se cultuam os orixás, voduns ou nkisis, dependendo da nação. Sendo de origem totêmica e familiar, é uma das religiões de matriz africana mais praticadas, tendo dois milhões de seguidores em todo o mundo, principalmente no Brasil. Também é possível encontrar o chamado povo do santo em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá, México, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha

CANDOMBLÉ - A religião tem, por base, a anima (alma) da Natureza, sendo, portanto, chamada de anímica. Os sacerdotes africanos que vieram para o Brasil como escravos, juntamente com seus orixás/nkisis/voduns, sua cultura, e seus idiomas, entre 1549 e 1888, é que tentaram de uma forma ou de outra continuar praticando suas religiões em terras brasileiras, portanto foram os africanos que implantaram suas religiões no Brasil, juntando várias em uma casa só para a sobrevivência das mesmas. Portanto, não é invenção de brasileiros

Religiões africanas e afrobrasileiras UMBANDA - Umbanda é uma religião heterodoxa brasileira, cuja evolução do polissincretismo religioso existente no Brasil foi resultado de motivações diversas, inclusive de ordem social, que originaram um culto à feição e moda do país. O surgimento da Religião de Umbanda inaugura de certa forma a teologia das alteridades espirituais. Num conglomerado teológico a Umbanda se constitui, inicialmente, mediante as teologias e filosofias de natureza Kardecista, Indígena e Cristã.

TEMAS POLÊMICOS: HOMOSSEXUALIDADE ABORTO SACRIFÍCIOS

CONSIDERAÇÕES FINAIS Embora a Religião de Matriz Africana e Afro- Brasileira não se inscreva no rol das tradições judaico cristãs, a mesma se enquadra nos parâmetros do monoteísmo. Os Orixás, Inkices e Voduns não são deuses e sim divindades. A Religião Afro se reporta a um Deus a que denomina de Olorum, Eledumaré ou Obatalá (yorùbá), de Zambi (bantu), de Mawu (fon).

Em suma, a Religião de Matriz Africana e Afro-Brasileira e seus locus de reterritorialização simbólica e material (Ilê, Casa de Religião, Terreiros/as, Comunidades-Terreiras, Abaça, Templo, Canzuá, Roça) constituem-se em territórios nos quais a diversidade ou as alteridades se move sem que nenhum estranhamento seja percebido.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOFF, Clodovis. Teoria do método teológico: versão didática. 2. ed. Petrópolis, Vozes, 1998. BOFF, Leonardo. A voz do arco-íris. Brasília: Letraviva, 2000.. Espiritualidade: um caminho de transformação. Rio de Janeiro: Sextante, 2001. DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins Fontes, 1996. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. LUZ, Marco Aurélio. Cultura negra e ideologia de recalque. Rio de Janeiro: Achiamé, 1983 NASCIMENTO, Elisa Larkin (Org.). Sankofa: matrizes africanas da cultura brasileira. Vol. 2. Rio de Janeiro: EDUERJ,1996. PERRI, Flávio. O encanto dos orixás. Rio de Janeiro: Expressão e Cultural, 2002. REZENDE, Antonio (Org.). Curso de fi losofi a: para professores e alunos dos cursos de segundo grau e de graduação.13. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. RITO, Honório. Introdução à teologia. 2. ed. Petrópolis, Vozes, 1999.

Axé a todos e, que Olorum, nos abençoe sempre. Membros da Equipe: 1. Alenir Aparecida Pinheiro; 2. Carla Aparecida Coccia; 3.Luiz Antonio Burim; 4. Norma Salomão Castilho; 5. Roselaine Maria Bertoli. EQUIPE MULTIDISCIPLINAR novembro de 2016.