CURSO DE INICIAÇÃO À EXPORTAÇÃO Módulo III www.commex.com.br cursos@commex.com.br 1
SUMÁRIO 1 EXECUÇÃO DO PROCESSO DE EXPORTAÇÃO... 04 1.1 Credenciamento Junto ao SISCOMEX... 04 1.1.1 Usuários do SISCOMEX... 05 1.1.2 Inscrição no Registro de Exportadores e Importadores... 05 1.1.3 Habilitação para Operar no SISCOMEX... 06 1.1.4 Registro de Exportação RE... 1.1.5 Registro de Venda RV... 1.1.6 Registro de Operação de Crédito RC... 1.2 Contato Preliminar com o Importador... 1.3 Emissão da Fatura Pro Forma... 1.4 Análise do Pedido... 1.5 Preparação das Mercadorias... 1.6 Preparação do Romaneio ou Packing List... 06 07 07 07 08 10 10 10 1.7 Emissão do Registro de Exportação RE... 10 1.8 Emissão da Nota Fiscal... 1.9 Emissão do Conhecimento de Embarque... 1.10 Emissão dos Certificados... 1.11 Despacho Aduaneiro de Exportação... 1.11.1 Etapas do Despacho Aduaneiro... 11 11 11 11 11 2
2. PREPARAÇÃO DOS DOCUMENTOS APÓS O EMBARQUE DAS MERCADORIAS... 2.1 Fatura Comercial... 2.2 Saque ou Cambial... 2.3 Certificado ou Apólice de Seguro... 2.4 Fatura e/ou Visto Consular... 15 15 15 15 15 2.5 Conhecimento de Embarque... 15 2.6 Carta de Crédito... 15 2.7 Certificados... 16 2.8 Carta de Entrega... 16 3. PARTICULARIDADES DOS DOCUMENTOS DE EXPORTAÇÃO... 17 3.1 Para Trânsito das Mercadorias... 3.2 Para Fins de Embarque para o Exterior... 17 17 3.3 Para Fins de Negociação Junto à Instituição Financeira... 17 3.4 Para Fins Fiscais e Contábeis... 18 REFERÊNCIAS... 19 3
1. EXECUÇÃO DO PROCESSO DE EXPORTAÇÃO Para que uma exportação possa ser concretizada, exige a preparação da empresa, seja ela industrial ou comercial, uma vez que há necessidade de ser encontrado, no exterior, um parceiro que esteja convencido de que a aquisição do produto que se almeja exportar irá atender ao desenvolvimento de suas atividades. A abertura de mercado permite relativa liberdade na prática das importações, tornando-as menos restritivas, trazendo, como conseqüência, um natural impulso nas exportações, uma vez que somente com a prática do comércio, na amplitude de seu termo, haverá possibilidade do alcance do desenvolvimento. Antes da tomada de decisão sobre seu ingresso na atividade exportadora, a empresa deve avaliar, com profundidade, suas reais perspectivas, no sentido de resultar em benefícios para seu desempenho como um todo. Esta diversificação a que se lança redundará numa ampliação das atividades comerciais e, por conseguinte, na redução dos riscos da empresa em seu contexto geral. Ao decidir alcançar o exterior com seus produtos, deve a empresa, além das providências que se seguem, respeitar a seqüência de passos que são mencionados posteriormente. 1.1. Credenciamento Junto ao SISCOMEX O Sistema Integrado de Comércio Exterior - SISCOMEX é um sistema informatizado, por meio do qual é exercido o controle governamental do comércio exterior brasileiro, se constituindo em uma ferramenta facilitadora que permite a adoção de um fluxo único de informações, eliminando controles paralelos e diminuindo significativamente o volume de documentos envolvidos nas operações. É um instrumento que agrega competitividade às empresas de pequeno e médio porte, na medida em que reduz o custo da burocracia. 4
O SISCOMEX começou a operar em 1993, para as exportações e, em 1997, para as importações. É administrado pelos chamados órgãos gestores, que são: a Secretaria de Comércio Exterior - SECEX, a Secretaria da Receita Federal - SRF e o Banco Central do Brasil - BACEN. 1.1.1 Usuários do SISCOMEX Importadores, exportadores, depositários e transportadores, por meio de seus empregados ou representantes legais; Secretaria da Receita Federal - SRF, Secretaria de Comércio Exterior - SECEX, Órgãos Anuentes e as Secretarias de Fazenda ou de Finanças dos Estados e do Distrito Federal, por meio de seus servidores; Instituições financeiras autorizadas pela SECEX a elaborar licença de importação, por meio de seus empregados; Banco Central do Brasil - BACEN e as instituições financeiras autorizadas a operar em câmbio, mediante acesso aos dados transferidos para o Sistema de Informações do Banco Central - SISBACEN, por meio de seus servidores e empregados. 1.1.2. Inscrição no Registro de Exportadores e Importadores - REI Para as pessoas jurídicas, a inscrição é automática no ato da primeira operação de exportação. As pessoas físicas (agricultor ou pecuarista, com registro no Incra, artesãos, artistas ou assemelhados, registrados como profissionais autônomos) deverão solicitar a sua inscrição no Registro de Exportadores e Importadores - REI ao DECEX - Departamento de Operações de Comércio Exterior. 5
1.1.3 Habilitação para Operar no SISCOMEX Para operar o SISCOMEX, o exportador (pessoa física ou jurídica) deve estar habilitado por meio de senha obtida junto à Secretaria da Receita Federal. Entretanto, poderá ser utilizado serviço de terceiros que possuam senha, sem descaracterizar sua condição de exportador direto, uma vez que o exportador estará identificado por seu CPF/CNPJ. Essa senha é única e intransferível e obtida mediante apresentação do Termo de Responsabilidade. 1.1.4. Registro de Exportação - RE O RE é o registro eletrônico das informações de natureza comercial, financeira, cambial e fiscal que caracterizam a operação de exportação de uma mercadoria. O processamento da exportação inicia-se, na maioria dos casos, com a apresentação, diretamente no sistema, do Registro de Exportação no SISCOMEX, pelo exportador ou por seu representante legal. O RE será validado e deferido automaticamente pelo Sistema se estiver com todos os seus campos preenchidos corretamente e se atender às normas de comércio exterior previstas. Algumas operações ou mercadorias dependem da manifestação de órgãos anuentes. Em regra, o RE deverá ser efetuado previamente à declaração para despacho aduaneiro e ao embarque da mercadoria. Existem duas situações em que o RE poderá ser solicitado posteriormente ao embarque da mercadoria, são elas: no fornecimento de combustíveis, lubrificantes, alimentos e demais produtos para uso e consumo em embarcações e aeronaves, exclusivamente de tráfego internacional, de bandeiras brasileiras ou estrangeiras; nas vendas no mercado interno, a não residentes, de pedras preciosas e semipreciosas, metais preciosos, suas obras e artefatos de joalheria. 6
O Registro de Exportação será preenchido pelo exportador ou seu representante legal e será analisado pelo próprio Sistema, sendo automaticamente efetivado pelo SISCOMEX, na quase totalidade das operações. O Registro receberá um número e data, fornecidos pelo Sistema, quando da sua solicitação pelo exportador. 1.1.5. Registro de Venda - RV O Registro de Venda é o conjunto de informações que caracteriza o instrumento de venda de commodities ou de produtos negociados em bolsas de mercadorias. O RV deve ser solicitado no SISCOMEX previamente à solicitação do RE. Estão sujeitas a RV as exportações de café em grão, soja, açúcar, alumínio, dentre outras. 1.1.6. Registro de Operação de Crédito - RC O Registro de Operação de Crédito é um dos módulos do Sistema Integrado de Comércio Exterior - SISCOMEX e representa o conjunto de informações de natureza comercial, financeira e cambial que caracteriza as vendas de mercadorias e serviços ao exterior, realizadas a prazo (exportações financiadas) e com incidência de juros, em cambiais distintas das do principal. Cabe ao exportador, diretamente ou por seu representante legal, prestar as informações necessárias ao exame e efetivação do Registro de Operação de Crédito - RC, em terminal conectado ao SISCOMEX. O RC deve ser solicitado previamente ao RE, inclusive para exportação amparada por financiamento do próprio exportador. 1.2. Contato Preliminar com o Importador Este primeiro contato deve ser entendido como aquele que visa detectar um comprador para o produto, sendo, por esta razão, denominado de contato preliminar ou exploratório. Seu objetivo é o de levar a conhecer, ao interessado, no exterior, que o exportador existe e que seu produto também. Conseguindo, por 7
este primeiro contato, despertar o interesse do possível comprador, o exportador partirá para o contato de cotação propriamente dito. Este consiste, em geral, em remeter ao interessado a Fatura Pro Forma de um produto. 1.3. Emissão da Fatura Pro Forma A Fatura Pro Forma conterá todas as particularidades e condições que o exportador precisa cumprir para a venda de um produto ao exterior. Assim, esta fatura conterá, obrigatoriamente, os seguintes itens: a) denominação Fatura Pro Forma; b) caracterização adequada do possível comprador ou destinatário; c) descrição do produto (esta deve ser a mais precisa possível); d) modalidade da venda (esta baseia-se, em geral, no Incoterms 2000 e define quais os deveres e direitos do vendedor e do comprador, em uma operação internacional de mercadorias, podendo ser: FOB, CFR ou outras; e) condições de pagamento (aqui o exportador deve reunir certos conhecimentos para poder optar pela condição que mais se adequará às diretrizes de sua empresa. Apenas a título de exemplo, as condições usuais no comércio internacional são: pagamento antecipado, cobrança e carta de crédito; f) embalagem de apresentação e de transporte; g) volumes mínimos e máximos que o exportador poderá respeitar; h) transporte internacional (nas modalidades CFR e CIF, este será pago pelo exportador e reembolsado pelo importador quando do pagamento da operação. Assim, o conhecimento de embarque que acompanhará a mercadoria levará a indicação prepaid. Na modalidade FOB, o pagamento do frete será feito pelo importador e o conhecimento de embarque levará a observação collect ; i) seguro internacional (na modalidade CIF, o seguro é contratado 8
pelo exportador e, por conseqüência, é ele também quem efetua o pagamento, recebendo do importador o valor correspondente, quando do resgate da operação; j) preço do produto (este deverá abranger todos os itens que compõem a operação: em termos de prazo, quantidade, forma de pagamento, tipo de embalagem etc.; k) prazo de entrega (sempre o exportador deverá, quando oferecer seu produto, fixar para o comprador o prazo de que necessitará, a contar da data do recebimento do pedido, para ter disponível a mercadoria para embarque. Este prazo não pode deixar de levar em conta a existência de transporte; l) validade da cotação (esta indicará por quanto tempo ou até que data as condições poderão ser consideradas "firmes" para o comprador no exterior; m) fontes de referência (normalmente este item é parte integrante de uma primeira cotação de produto junto àquele comprador e seu objetivo é o de permitir que, para o futuro, o exportador possa estar munido de informações cadastrais que poderão vir a lhe permitir a prática de uma condição de pagamento mais acessível, sem a exigência de eventuais garantias; n) documentos (normalmente quando se faz uma cotação, são indicados aqueles que, como regra, o exportador remete. Esta forma de agir visa dar conhecimento prévio ao importador para que, no caso de precisar de outros documentos para atender exigências da legislação de seu país, estes possam vir a ser solicitados. Concluída a fase de cotação, o exportador fica na expectativa de um pedido por parte do importador. 9
1.4. Análise do Pedido O recebimento do pedido ou da carta de crédito dá início a uma nova fase de providências a serem tomadas pelo exportador com vistas ao integral respeito às condições expressas na compra. Tanto em um caso como em outro, é necessária uma análise detalhada de todos os seus elementos. Esta providência é desenvolvida comparando-se a cotação ou Fatura Pro Forma com o conteúdo do pedido ou carta de crédito. Encontrando-se as condições expressas nesses documentos conforme aquelas constantes da cotação, o exportador ingressa numa nova etapa de decisões administrativas, ou seja, na preparação da mercadoria e dos documentos necessários à execução da encomenda, tanto para fins de transporte da mercadoria até o destino estipulado como também para a devida negociação junto aos bancos. 1.5. Preparação das Mercadorias A preparação e embalagem da mercadoria a ser exportada, ao ser concluída, resultarão no documento denominado romaneio ou packing list. 1.6. Preparação do Romaneio ou Packing List Este documento é necessário para o desembaraço da mercadoria, tanto na saída promovida pelo exportador (pois indica os volumes e respectivos conteúdos) como também para orientar o importador (quando da chegada da mercadoria no país de destino). 1.7. Emissão do Registro de Exportação - RE De posse do romaneio, torna-se possível o preenchimento do RE, no Sistema Integrado de Comércio Exterior - SISCOMEX. Para esta providência, o exportador deverá estar credenciado, mediante "senha", a fim de operar o sistema. 10
1.8. Emissão da Nota Fiscal Preparado o RE, o passo seguinte é a emissão da Nota Fiscal que acompanhará a mercadoria desde a saída do estabelecimento até seu efetivo desembaraço para o exterior. 1.9. Emissão do Conhecimento de Embarque Este documento é emitido pelo transportador internacional da mercadoria ou seu agente, sendo primordial a negociação junto ao banco com o qual estiver sendo conduzida a operação. 1.10. Emissão dos Certificados Dependendo da mercadoria que se esteja embarcando para o exterior, poderá vir a ser exigido algum certificado que ateste a qualidade ou certas especificações do produto, seja para atender imposições da legislação brasileira, ou exigências do importador face às normas vigentes em seu país. 1.11. Despacho Aduaneiro de Exportação Despacho de Exportação é o procedimento fiscal mediante o qual se processa o desembaraço aduaneiro da mercadoria destinada ao exterior, seja ela exportada a título definitivo ou não (IN SRF nº 28/94). Uma vez estando a mercadoria pronta para o embarque, a empresa, de posse de todos os documentos exigidos para a exportação, deverá providenciar a Declaração do Despacho de Exportação - DDE, por meio do SISCOMEX. 1.11.1. Etapas do Despacho Aduaneiro 1ª Etapa - Registro da DDE no SISCOMEX Após o deferimento do Registro de Exportação - RE, o mesmo estará disponível para ser utilizado em uma Declaração para Despacho de Exportação - DDE, porém, uma vez vinculado a uma determinada DDE, o RE não poderá ser alterado ou reutilizado em outra declaração. A formulação da DDE inicia o despacho de exportação. Nesse momento, o DDE recebe uma numeração 11
fornecida pelo sistema. A partir do registro da DDE no SISCOMEX, o exportador tem o prazo de 15 dias para fazer a entrega da documentação à unidade da SRF de despacho. Caso isto não ocorra, a DDE será cancelada pelo sistema por expiração de prazo. NO entanto, se o RE estiver dentro do prazo de validade, ficará liberado para utilização em nova DDE. A DDE poderá conter um ou mais Registros de Exportação, desde que esses se refiram, cumulativamente: ao mesmo exportador, a mercadorias sejam negociadas na mesma moeda e na mesma condição de venda, às mesmas unidades da SRF de despacho e de embarque. 2ª Etapa - Confirmação da Presença de Carga A confirmação de carga, obrigatória para todos os despachos, pode ser feita pelo depositário, em recinto alfandegado, cujo serviço seja explorado por permissionário ou pelo exportador, em local não alfandegado, cujo serviço seja explorado por permissionário. 3ª Etapa - Entrega de Documentos Após a informação da presença da carga, a fiscalização da aduana recepcionará os documentos que instruem o despacho e registrará tal fato no sistema. O registro da entrega dos documentos de instrução do despacho no SISCOMEX marca o início do procedimento fiscal e impede quaisquer alterações na declaração para despacho, pelo exportador. No caso de transporte por via rodoviária, fluvial ou lacustre, os documentos somente serão recepcionados após o registro, no sistema, dos dados de embarque da mercadoria, pelo transportador ou pelo exportador. 4ª Etapa - Fiscalização Aduaneira Parametrizada A fiscalização aduaneira é feita por amostragem, segundo parâmetros estabelecidos pela SRF, a saber: 12
Canal Verde - O sistema procederá ao desembaraço automático da mercadoria, dispensando o exame documental da declaração e a verificação física da mesma; Canal Laranja - É efetuado o exame documental do despacho e é dispensada a verificação física da mercadoria; Canal Vermelho - É efetuado o exame documental e a verificação física da mercadoria. 5ª Etapa - Desembaraço Aduaneiro Após adotados os procedimentos correspondentes ao canal selecionado para despacho, o funcionário da aduana registrará no sistema o desembaraço da mercadoria, estando a mesma pronta para embarque. 6ª Etapa - Registro dos Dados de Embarque Efetivado o embarque, se a via de transporte for rodoviária, fluvial ou lacustre, já terá havido o registro dos dados de embarque pelo transportador ou pelo exportador. Se a via for aérea, marítima ou ferroviária, o transportador registrará os dados de embarque imediatamente após a realização do mesmo, com base nos documentos por ele emitidos (Manifesto e Conhecimento de Carga). 7ª Etapa - Averbação do Embarque É o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação, pela fiscalização aduaneira, do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. Se os dados informados pelo transportador (em alguns casos, pelo exportador, como no transporte rodoviário) coincidem com os constantes da DDE, haverá averbação automática do embarque pelo sistema. Caso contrário, a documentação apresentada se r analisada e confrontada com os dados relativos ao desembaraço e ao embarque, sendo efetuada a averbação manual, com ou sem divergência, em função da situação diagnosticada. 13
8ª Etapa - Emissão do Comprovante de Exportação Concluída a operação de exportação, com sua averbação no sistema, será fornecido ao exportador, quando solicitado, o documento comprobatório da exportação emitido pelo SISCOMEX. A emissão do comprovante de exportação caberá à unidade de despacho, mesmo no caso em que a unidade de embarque seja diferente. 14
2. PREPARAÇÃO DOS DOCUMENTOS APÓS O EMBARQUE DAS MERCADORIAS Embarcadas as mercadorias para o exterior, inicia-se nova fase, que poderia ser denominada de preparação dos documentos necessários à negociação da operação junto ao banco. Quando a operação estiver amparada por carta de crédito, o exportador deve redobrar suas atenções para a confecção dos documentos, visto que estes deverão respeitar rigorosamente o contido nesse instrumento de pagamento. Os documentos usualmente exigidos para a negociação junto aos bancos são: 2.1. Fatura Comercial Documento elaborado, como regra, após a efetivação do embarque, devendo conter todos os elementos básicos da operação. 2.2. Saque ou Cambial Também denominado draft, representa o título de crédito da operação. 2.3. Certificado ou Apólice de Seguro Necessária sua apresentação nas operações conduzidas sob a modalidade CIF. 2.4. Fatura e/ou Visto Consular Necessária quando o país de destino da mercadoria impuser este documento. 2.5. Conhecimento de Embarque Seus originais são documentos básicos para a negociação, uma vez que o importador os utilizará para o desembaraço da mercadoria no destino. 2.6. Carta de Crédito Nas operações conduzidas sob esta condição de pagamento, o original deste documento é imprescindível para que o exportador possa concretizar a entrega e o recebimento de seu valor junto ao banco. 15
2.7. Certificados Tanto aqueles certificados porventura exigidos para o embarque da mercadoria para o exterior como também aqueles que atestam a origem do produto exportado devem fazer parte dos documentos que estão sendo negociados. 2.8. Carta de Entrega Consiste em uma carta na qual são relacionados todos os documentos que estão sendo negociados (entregues ao banco). A cópia desta carta, devidamente protocolada pelo banco, representa a prova do exportador ter cumprido o compromisso de negociar, imposto pelo Banco Central do Brasil. 16
3. PARTICULARIDADES DOS DOCUMENTOS DE EXPORTAÇÃO A título de particularidades que devem ser cumpridas em um processo de exportação, são apresentados a seguir alguns itens que poderão orientar na condução do referido processo, a saber: 3.1. Para Trânsito Interno das Mercadorias Para esta finalidade é exigido apenas a Nota Fiscal. 3.2. Para Fins de Embarque para o Exterior Para que as mercadorias possam ser embarcadas para o exterior, faz-se necessário a apresentação dos seguintes documentos: Nota fiscal, conhecimento de embarque, RE - Registro de Exportação, romaneio ou packing list e certificados (se necessários). 3.3 Para Fins de Negociação Junto á Instituição Financeira Para que o exportador possa realizar a negociação com alguma instituição financeira, após o embarque das mercadorias para o exterior, são exigidos os seguintes documentos: fatura comercial; conhecimento de embarque; original da carta de crédito (se esta for a condição de pagamento); saque ou cambial; certificado ou apólice de seguro (se exigido pela operação); fatura e/ou visto consular (se exigido); certificados (quando solicitados); romaneio ou packing list; carta de entrega. 17
3.4. Para Fins Fiscais e Contábeis As cópias dos documentos de exportação que devem ser encaminhadas para a contabilidade são os seguintes: contrato de câmbio e alterações (se houver); protocolo da carta de negociação; comprovante de exportação emitido pelo SISCOMEX; nota fiscal; certificado ou apólice de seguro; conhecimento de embarque; fatura comercial. 18
REFERÊNCIAS Câmara de Comércio Internacional. INCOTERMS 2000. 1ª Edição. Edições Aduaneiras. GARCIA, Luiz Martins. Exportar: Rotinas e Procedimentos, Incentivos e Formação de Preços. 7ª Edição. Edições Aduaneiras. KEEIDI, Samir. ABC do Comércio Exterior. 2ª Edição. Edições Aduaneiras., Samir. Transportes, Unitização e Seguros Internacionais de Carga. 2ª Edição. Edições Aduaneiras. LOPEZ, José Manoel Cortinas e Marilza Gama. Comércio Exterior Competitivo. 2ª Edição. Edições Aduaneiras. MAIA, Jaime de Mariz. Economia Internacional e Comércio Exterior. 9ª Edição. Editora Atlas. Regulamento Aduaneiro Decreto nr. 4.543/02. VASQUEZ, José Lopes. Comércio Exterior Brasileiro. 6ª Edição. Editora Atlas. VIEIRA, Aquiles. Teoria e Prática Cambial Exportação e Importação. 2ª Edição. Edições Aduaneiras. www.apexbrasil.com.br www.bb.com.br www.bndes.gov.br www.braziltradenet.gov.br www.desenvolvimento.gov.br www.mre.gov.br www.planalto.gov.br www.receita.fazenda.gov.br 19