Integrais Impróprias

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Transcrição:

GOVERNO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO CÂMPUS JUAZEIRO/BA COLEG. DE ENG. ELÉTRICA PROF. PEDRO MACÁRIO DE MOURA CÁLCULO II 2015.2 Discente CPF Turma A2 Sala NT 02 CCA Data 30 de Novembro de 2015 Integrais Impróprias Integrais com limites de integração infinitos Seja uma função contínua e não negativa em um intervalo infinito e Se, então a área sob o gráfico de de até, conforme Figura 1, é dada por: Se existir, então o limite pode ser interpretado como a área da região sob o gráfico de, acima do eixo e à direita de, conforme ilustrado na Figura 2. Usa-se o símbolo Para denotar este número. Se, não podemos atribuir uma área a esta região (ilimitada). A parte da próxima definição generaliza as observações precedentes para o caso em que pode ser negativa para algum em. 1

Definição 01 Integrais com limites infinitos de integração são integrais impróprias do tipo I Onde é um constante real qualquer. Desde que as integrais impróprias à direita seja convergentes. Se uma das integrais à direita em diverge, diz-se então que diverge. Se para todo, então o limite na definição pode ser encarado como a área sobre o gráfico de, acima do eixo e à esquerda de (veja figura 3) As expressões na Definição 01 são integrais impróprias. Elas diferem das integrais definidas pelo fato de um dos limites de integração não ser um número real. Diz-se que uma integral imprópria converge se o limite existe; o limite é então o valor da integral imprópria. Se o limite não existe, a integral diverge. 2

Integrais com assíntotas verticais Outro tipo de integral imprópria surge quando o integrando tem uma assíntota vertical uma descontinuidade infinita em um limite de integração ou em algum ponto entre os limites de integração. Suponhamos, por exemplo, que é não negativa no intervalo semiaberto e que. Se, então a área sob o gráfico de até (Figura 4) é Se existe, então o limite pode ser interpretado com a área da região ilimitada sob o gráfico de, acima do eixo, e entre e (Figura 5). Denotaremos este número por Para o caso em que temos, e definimos como o limite de. Definição 02 Integrais de funções que se tornam infinitas em um ponto dentro do intervalo de integração são integrais impróprias do tipo II Se é continua em e descontinua em, então 3

Se é continua em e descontinua em, então Se tem uma descontinuidade em um número do intervalo aberto, mas é contínua em todo outro ponto de, então Desde que ambas as integrais impróprias à direita sejam convergentes. Se ambas convergem, então óvalo da integral imprópria é a soma dos dois valores. Exercícios Determine se a integral converge ou diverge; se convergir ache seu valor. a) b) c) d) Teorema 1 Teste de comparação direta Sejam e contínuas em com para qualquer. Então Teorema 2 Teste de comparação no limite Se as funções positivas e são contínuas em, e se Então São ambas convergentes ou divergentes. 4

Nos exercícios 1-10, utilize a integração, o teste da comparação direta ou o teste da comparação no limite para testar as integrais quanto à sua convergência. Se mais de um método puder ser aplicado, use o de sua preferência. Bom Estudo! Sucesso! Bibliografia: FLEMMING, Diva Marília e GONÇALVES, Mirian Buss. Cálculo A: Funções, Limite, Derivação, Integração. Vol. 1, 6ª ed. São Paulo: Pearson, 2006. STEWART, James. Cálculo. Vol. 1, 7ª ed. São Paulo: Cengage Learning, 2014. ANTON, Howard, BIVENS, Irl, DAVIS, Stephen. Cálculo. Vol. 1, 10ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2014. THOMAS, G. B. Cálculo. vol. 1, 12ª ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012. 5