Orientações e Dicas para a Saúde Vocal do Docente



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Transcrição:

Orientações e Dicas para a Saúde Vocal do Docente

Prezado (a) Professor (a), A sua voz é um instrumento indispensável para o seu trabalho; por isso, atenção e cuidados especiais devem ser dados a ela. Reunimos, aqui, informações e dicas importantes para que você comece a promover sua saúde vocal. Equipe CDRH Programa Saúde do Servidor UESC, OUTUBRO, 2012

Cuide da Voz Orientações e Dicas para a Saúde Vocal do Docente Principais sinais de alterações na voz Principais alterações vocais entre professores Como manter a saúde vocal Exemplos de mau uso e/ou abuso vocal Algumas orientações específicas para sala de aula Algumas orientações específicas para sala de aula Fontes

PRINCIPAIS SINAIS DE ALTERAÇÕES NA VOZ A voz pode nos dar sinais auditivos de que está sofrendo alguma alteração, exigindo, portanto, cuidado e atenção, como por exemplo: Falhas na voz durante as conversações do dia a dia. Voz rouca por vários dias. Voz mais rouca na sexta feira e de boa qualidade após o descanso no fim de semana. Fadiga vocal. Diminuição do volume da voz, gerando esforço para conseguir falar um pouco mais alto ou gritar. Voz mais grave do que no início da profissão. Pigarro constante. Dor ou desconforto na área do pescoço. Tosse seca persistente. Ardência na garganta. Sensação de "bolo" na garganta. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES VOCAIS ENTRE PROFESSORES Nódulos, Pólipos, Edemas de Reinke e o Câncer de Laringe. Existem ainda as alterações estruturais mínimas que são de origem congênita e tendem a se manifestar apenas quando avoz é solicitada de forma mais intensa. São elas: assimetria de laringe, cisto, sulco e vasculodisgenesias. COMO MANTER A SAÚDE VOCAL Hidratação: a água hidrata o organismo, inclusive as pregas vocais, fazendo com que vibrem de forma mais solta, o que diminui o esforço, além de evitar ou reduzir a quantidade de muco viscoso e a sensação de garganta seca. Cigarros: a fumaça do cigarro atinge as pregas vocais, nas quais parte da nicotina se deposita. Com o tempo, podem surgir lesões malignas ou, de uma forma menos grave, lesões benignas, como edemas ou leucoplasias.

Bebidas alcoólicas: provocam a sensação de relaxamento, porém podem causar irritação da mucosa do aparelho fonador, sobretudo as bebidas destiladas (pinga, uísque, vodca). Alimentação: a relação dos alimentos sobre a voz é indireta, pois somente o ar passa pela laringe e pelas pregas vocais. O mel pode ajudar como lubrificante e o própolis tem propriedades anti inflamatórias, mas nenhum desses alimentos é tratamento para um problema de voz. Alimentos derivados do leite produzem maior quantidade de muco, gerando muito pigarro. Uma fruta especial é a maçã que tem a propriedade de ser adstringente, limpando parte do trato vocal responsável pela ressonância. Além disso, o movimento de mastigar a maçã deixa mais solta a musculatura responsável pela articulação das palavras. Balas, pastilhas e sprays orais: tendem a mascarar algumas sensações que são sinais de alterações vocais. Utilizar apenas com indicação médica. Antibióticos, sprays nasais, diuréticos, hormônios, tranquilizantes: quando administrados incorretamente provocam efeitos e reações colaterais que podem comprometer a voz. Utilizar apenas com indicação médica. Mudanças de temperatura: os choques térmicos devem ser evitados. Ingerir alimento ou bebida muito quente e respirar o ar muito frio, ou vice versa, ocasionam uma mudança vascular que pode levar, momentaneamente, a uma baixa na imunidade, causando edemas nas mucosas, aumento de secreção de muco ou até processos inflamatórios. Atividade física: reduz o estresse e as tensões e favorece maior relaxamento geral do corpo, o que contribui de forma direta com a fonação. As melhores atividades para os profissionais da voz são: natação, ioga, caminhada ou exercícios de alongamento. Vestuário: recomenda se utilizar roupas confortáveis que permitam movimentos livres para escrever no quadro, falar com os alunos e andar pela classe, sem produzir tensões desnecessárias; evitar as roupas apertadas na cintura (para não comprimirem o diafragma) e as golas muito firmes ao redor do pescoço.

Postura corporal: deve se procurar uma postura de equilíbrio, livre de tensões desnecessárias que interfiram no livre movimento da região cervical e no funcionamento pleno da musculatura laríngea. Respiração: deve estar coordenada com a fala, evitando tensões musculares na laringe. A respiração oral e o ronco são prejudiciais à saúde vocal. Você deverá procurar um médico, caso seja um respirador oral ou esteja roncando. Durante o período pré menstrual, durante os primeiros dias da menstruação e na gestação, distúrbios vocais são observados. Por isso, as mulheres devem evitar o abuso vocal nessas ocasiões. EXEMPLOS DE MAU USO E/OU ABUSO VOCAL Competição sonora: evite falar competindo com ruídos ambientais ou querendo se sobrepor à fala alta do(s) interlocutor(es). Pigarrear: esse ato de raspar a garganta pode se tornar um hábito empregado de modo desnecessário e lesivo, uma vez que as pregas vocais são forçadas de forma exagerada. Gritar: ato que machuca as pregas vocais pela tensão e atrito exagerados.

ALGUMAS ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS PARA SALA DE AULA Beba água, em pequenos goles, em temperatura ambiente, durante todo o período em que estiver ministrando aulas. Evite fumar ou ficar perto de fumantes no intervalo das aulas. Disponha de outros mecanismos didáticos para tornar a aula mais dinâmica, poupando a voz. Evite falar na presença de ruídos externos não controláveis. Evite gritar. Quando estiver escrevendo no quadro, evite falar olhando para a classe, para que a laringe não fique mal posicionada. Procure utilizar os intervalos entre as aulas para repousar a voz. Fale em intensidade moderada e num tom confortável para não forçar as pregas vocais. Procure manter o corpo ereto, ou seja, o pescoço alinhado à coluna vertebral. Procure coordenar a fala com a respiração. Após o período de aulas, procure ficar alguns minutos em silêncio, em repouso vocal. Não recorra às "receitas caseiras", caso você esteja sentindo a voz r o u c a, p r o c u r e u m f o n o a u d i ó l o g o e u m m é d i c o otorrinolaringologista. FONTES: MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. Superintendência Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional. Cartilha Saúde e Comportamento Vocal do Professor. D i s p o n í v e l e m : <http://www.planejamento.mg.gov.br/servidor/saude_ocupacional/saude_ vocal.asp>. Acessado em: 24 de agosto de 2012. SOCIEDADE BRASILEIRA DE FONOAUDIOLOGIA. Respostas para perguntas freqüentes na á r e a d e V o z. 2 0 0 9. D i s p o n í v e l e m : <http://www.sbfa.org.br/portal/pg.php?id=depto_motricidade&ttpg_comis sao=voz&tpc=cinza&ttpg=>. Acessado em: 23 de agosto de 2012.

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