Mapas temáticos e gráficos

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Transcrição:

Mapas temáticos e gráficos

Tipos de representações gráficas Mapas temáticos: representam os diversos fenômenos sociais e naturais. Gráficos expressam numericamente os mesmos fenômenos, facilitando o entendimento.

Os mapas temáticos Informações essenciais em um mapa: Onde se localiza o fenômeno? Para responder a isso, utilizamos a rede de coordenadas. Qual é o tamanho do fenômeno representado? A escala revela a proporção entre os elementos representados no mapa e seus correspondentes na realidade. Os mapas podem representar, também várias diversidades: qualitativa, quantitativa, classificação, dinâmica.

Qualitativa O quê? Representa os diferentes elementos cartografados. Exemplo: cidades, rios, mineração, indústrias, climas, cultivos.

Representações qualitativas Mostram a presença, localização e extensão de ocorrências dos fenômenos que se diferenciam por sua: Natureza e Tipo. São classificados por critérios estabelecidos pelas ciências que estudam os tais fenômenos. Conforme os fenômenos sejam pontos, linhas ou polígonos, suas representações no mapa terão uma variação visual com a propriedade compatível com a diversidade: a seletividade visual.

Em manifestação pontual, usa-se a variação de forma ou orientação. Pode-se explorar os símbolos evocativos ou icônicos.

Na manifestação linear, usa-se a variação de forma.

Na manifestação zonal, a cor tem grande eficácia, e também a textura (pontual ou linear, com o mesmo valor).

Quantitativa Quanto? Indica números e permite a comparação entre territórios diferentes. Exemplo: população urbana, quantidade de chuva mensal, total da produção industrial.

As representações são empregadas para evidenciar a relação de proporcionalidade entre objetos (por exemplo, B é quatro vezes maior que A). Aqui, esta relação é transcrita por uma relação visual de mesma natureza (de tamanho). Conforme a representação seja um ponto, linha ou polígono, utiliza-se estes símbolos que tenham uma variação compatível com a proporcionalidade visual.

Classificação Registra a ordenação, a hierarquia na qual um fenômeno está arranjado num determinado território. Exemplo: a ordem das cidades no mapa de hierarquia urbana brasileira.

São utilizadas quando os fenômenos admitem uma classificação segundo uma ordem, com categorias deduzidas de interpretações qualitativas, quantitativas ou de datações. Conforme a variação do fenômeno representado (ponto, linha ou área), os símbolos utilizados terão uma variação visual com propriedade perceptiva compatível com a ordenação: a ordem visual.

Dinâmica Mostra a variação de um fenômeno ao longo do tempo e sua movimentação no espaço geográfico. Exemplo: fluxo de população no território brasileiro, fluxo e mercadorias no comércio internacional.

Podem ser representados os fenômenos no espaço e no tempo. Exemplo: grau de destruição da Mata Atlântica desde o começo da ocupação do território. Movimentação da população deste o início do processo de industrialização do país. Além de direções pode-se representar as quantidades proporcionais dos fluxos, na forma de linhas ou setas.

Anamorfose As áreas dos países são mostradas em tamanhos proporcionais à importância de sua participação no fenômeno representado. Na verdade, trata-se de um cartograma, chamado de anamorfose geográfica. Neles os elementos representados não aparecem em escala cartográfica e não há fidelidade nas formas. Sua atração está na facilidade de percepção do peso de participação de cada país no fenômeno representado.

Os mapas temáticos auxiliam o processo de planejamento porque permitem registrar o processo de uso da terra, permitindo a compreensão dos temas e fenômenos que o compõem. Estes (sociais ou naturais) estão interligados no espaço geográfico. Assim, a interferência de um determinado elemento gera em outros alterações, que podem ser cartografadas por meio dos mapas temáticos.

Gráficos Estabelece relação entre as informações que podem ser quantificadas, sendo utilizados para expressar dados estatísticos de forma mais simples, rápida e clara do que tabelas. Também trabalha com o sistema de coordenadas cartesianas, com duas variáveis, uma sobre o eixo X e outra sobre o eixo Y, a partir da origem. No gráfico, cada par dessas variáveis define um ponto P.

Tipos de gráficos Gráficos de linha são indicados para representar séries cronológicas. Exemplo: taxa de inflação durante um ano ou décadas, temperatura mensal durante o ano, crescimento da população num período. Gráficos de colunas ou de barras podem ser usados para representar qualquer série estatística, principalmente as categóricas. O gráfico de setores é indicado para representar fenômenos categóricos, ressaltando as partes em que se divide. O gráfico polar é baseado na representação polar ou trigonométrica dos pontos num plano. É ideal para mostrar séries que apresentam determinada periodicidade (pluviosidade ou temperatura ao longo de um período).