Resposta em Frequência dos Circuitos

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Transcrição:

Instituto Federal de Santa Catarina Curso Técnico em Telecomunicações PRT- Princípios de Telecomunicações Resposta em Frequência dos Circuitos Prof. Deise Monquelate Arndt São José, abril de 2016

Resposta em frequência dos circuitos A análise CA de um circuito é feita fixando um valor de frequência de operação do circuito, por exemplo: v (t)= A sen(120 π t) Desta forma o circuito opera sempre em uma frequência de 60Hz. As reatâncias dos indutores e capacitores variam apenas com em valores nominais. O cálculo da reatância é dado por: X L = j ω L (Reatância Indutiva) X C = 1 jωc (Reatância Capacitiva)

Resposta em frequência dos circuitos Entretanto, em muitos circuitos a frequência de operação varia, e se faz necessário avaliar o seu comportamento em toda uma faixa de frequência. O mesmo ocorre quando o sinal à ser processado pelo circuito possui um conjunto de frequências específicas. É o caso da telefonia onde a faixa de frequência utilizada está na faixa de 300 a 3400 Hz. Componentes passivos como: o resistor, capacitor e o indutor apresentam comportamentos específicos conforme a frequência do sinal aplicadas a eles.

Comportamento de R, XL e XC na frequência

Resistor (frequência) A resistência independe da frequência do sinal aplicado. Terá sempre o mesmo comportamento, conforme a Lei de Ohm: R= V I

Capacitor (frequência) A reatância capacitiva depende da frequência do sinal aplicado a ele. Sua variação é inversamente proporcional à frequência do sinal. Observamos que: X C = 1 ωc = 1 2 π f C Quanto maior a frequência do sinal aplicado, menor será a reatância capacitiva. Para frequências muito altas o capacitor se torna um curto-circuito. Quanto menor a frequência do sinal aplicado, maior será a reatância capacitiva. Para frequências muito baixas o capacitor se torna um circuito aberto.

Indutor (frequência) A reatância indutiva depende da frequência do sinal aplicado a ele. Sua variação é diretamente proporcional à frequência do sinal. Observamos que: X L = ω L = 2π f L Quanto maior a frequência do sinal aplicado, maior será a reatância indutiva. Para frequências muito altas o indutor se torna um circuito aberto. Quanto menor a frequência do sinal aplicado, menor será a reatância indutiva. Para frequências muito baixas o indutor se torna um curto-circuito.

Resposta em frequência dos circuitos A análise do circuito em função da frequência é realizada através da resposta em frequência. Ela pode ser obtida de duas formas: Através da função matemática que descreve a relação entre a tensão de saída e de entrada em função da frequência, chamada Função Transferência -H(w); Através de gráficos de ganho e diferença de fase entre as tensões de entrada e saída do circuito para cada frequência, chamada Diagrama de Bode Ganho e Fase.

Função de Transferência H(w) Trata-se da relação entre a tensão do sinal de saída e de entrada em função da frequência. Matematicamente podemos descrevê-la como: Onde: V S V E H (ω) = V S V E = Tensão de saída do circuíto = Tensão de entrada do circuíto

Exemplo da Função de Transferência: A partir do circuito abaixo preencha a seguinte tabela:

Diagrama de Bode O que é? É a análise (gráfica) em frequência da função de transferência do filtro (circuito). Para que serve? Para descobrir os ganhos e as defasagens que o filtro aplica ao sinal de entrada. Como obter? É necessária a função de transferência (FT) do circuito. A FT é uma equação matemática da razão do sinal de saída pelo sinal da entrada, cuja variável é a frequência. Como interpretar? São dois gráficos: a) gráfico dos ganhos da FT (em db) o ganho (db) soma com a amplitude (db) do sinal de entrada. b) gráfico da fase da FT a fase do filtro soma com a fase do sinal de entrada, determinando a fase na saída.

Calculo do Ganho de tensão em db

Exemplo Diagrama de Bode