Prosa Regionalista de 30 Influências: 1)romantismo (Taunay, Távora, T Alencar) 2)realismo/naturalismo (Inglês de Sousa, Domingos Olímpio, Júlio J Ribeiro) 3)pré-modernismo (Euclides da Cunha e Graça a Aranha)
Prosa Regionalista de 30 Congresso Regionalista do Recife de 1926 Gilberto Freyre José Lins do Rego José Américo de Almeida
Prosa Regionalista de 30 1928, A A Bagaceira José Américo de Almeida 1930, O O Quinze Rachel de Queiroz
Prosa Regionalista de 30 Três direções ões: 1. Prosa Urbana Prosa Regionalista 2. Prosa Regionalista Prosa Intimista 3. Prosa Intimista
Jorge Amado (1912-2001) 2001) apenas um baiano romântico e sensual ; Autor dos livros de maior tiragem da nossa literatura Ciclo do cacau (afrescos da Região do Cacau); Gosto pelo exótico e pelo efeito; Regionalismo: Bahia social e folclórica rica;
Jorge Amado (1912-2001) 2001) 1) Romance proletário rio e social. País s do Carnaval (1931), Cacau (1933), Suor (1934). 2) Depoimentos líricosl ricos. Jubiabá (1935), Mar Morto (1936) Capitães da Areia (1937). 3) Escritos de pregação partidária ria. O O Cavaleiro da Esperança (1945) e Mundo de Paz (1951). 4) Afrescos da região do cacau. Terras do Sem Fim (1943) e São Jorge dos Ilhéus us (1944). 5) Crônicas amaneiradas da costumes provincianos Gabriela Cravo e Canela (1958), Dona Flor e seus dois maridos (1967), Tereza Batista Cansada de Guerra (1973), Tenda do Milagres (1970) e Tieta do Agreste (1977).
a) Foco Narrativo: Narrador onisciente em terceira pessoa. b) Estrutura: Dividida em 4 partes: Cartas à redação ão Suposta reportagem de jornal seguida pela transcrição de cinco cartas de leitores em resposta ao artigo citado. Sob a lua, num velho trapiche abandonado Onze capítulos. Noite da grande paz, da grande paz dos teus olhos Oito capítulos. Canção da velha Bahia, canção da liberdade Oito capítulos.
c) Enredo Episódios e Peripécias cias: Embora respeite uma evolução linear, a narrativa é cortada por mergulhos no passado (=flash back) ) e no futuro (flash forward) entrelaçando ando ações a circunstanciais(=episódios) e ações a dinâmicas(=peripécias). cias). ações circunstanciais(=episódios) dios): : se encerram em si mesmas sem avançar ar a narrativa. ações dinâmicas(=peripécias) cias): : dinamizam a narração modificando o modo de agir das personagens e articulando o enredo numa relação de causalidade.
d) Tempo: A cronologia na narrativa é imprecisa pois não apresenta uma data definida. Por analogia (greves de 1917, suposta morte de seu pai) podemos apontar a data de 1918, ano em que Pedro Bala, com cinco anos, entra para os Capitães da Areia. Valendo tal hipótese, a ação a central do romance transcorreria por volta de 1928, ano em que Pedro Bala tinha cerca de quinze. Assim a narrativa abrangeria o período entre 1928 e 1935. Contexto: Decadência da República Velha; Revolução de Outubro de 1930; Era Vargas; Intentona Comunista (1935); Estado Novo (1937), mesmo ano da primeira edição da obra quando cerca de oitocentos exemplares do livro foram apreendidos do estoque da Editora José Olympio e incinerados publicamente em Salvador.
e) Espaço: Transcorre a narrativa na cidade de Salvador com algumas referências a locações sertanejas da Bahia. Salvador: Espaço o público p mundo suburbano Espaço o privado mundo burguês f) Personagens principais: Pedro Bala Rapaz entre quatorze e quinze anos, órfão desde os cinco, cujo pai, Raimundo, apelidado de Loiro, era doqueiro, morto como ativista. Pedro Bala é o líder l do bando e sua trajetória, ria, de certa forma, resgata o engajamento do pai. João Grande Negro de treze anos que se distingue não pela inteligência, mas pela força a e bondade natural ao proteger os mais fracos.
João José,, o Professor Inteligente, alfabetizado, respeitado, leitor nato e bom desenhista. sta. Sua aguçada ada imaginação criou melhores planos de roubo. Depois da morte de Dora, que amara em segredo, é o primeiro a deixar os Capitães da Areia, aceitando a proteção de um poeta (Dr. Dantas), que se impressionara com o talento do menino para o desenho mandando-o o para o Rio de Janeiro aprender pintura. Faria sucesso com uma pintura de traço o singular e forte conteúdo de crítica social. Sem-Pernas Garoto coxo, dissimulado, usava sua condição para ganhar a confiança a das pessoas. Embora respeitado, poucos gostavam dele. Era cruel, maldoso, ridicularizava todos, briguento e cultivava a raiva. No fundo era a carente de afeto, fato que lhe alimentava o ódio. Pirulito Religioso com vocação para o sacerdócio. cio. Antes de partir para o interior do sertão, Padre José Pedro, conseguiria encaminhar Pirulito como frade na irmandade dos capuchinhos. O rapaz deixa o trapiche para ensinar catecismo a crianças as numa igreja do bairro da Piedade em Salvador.
Gato O malandro elegante, antes dos quatorze jáj é amante da prostituta Dalva. Tinha aptidão para trapacear no jogo de baralho. Partiria para IlhI lhéus acompanhado da amante se tornando gigolô e jogador. Boa-Vida Talento para sambista, vagabundo e arruaceiro. Um personagem plano. Um dos valentões da cidade. Volta Seca Menino sertanejo, afilhado de Lampião, sonhava voltar para o sertão e entrar para o bando do padrinho, quando então se tornaria um dos mais violentos do bando. Por seus crimes no cangaço o será preso e condenado a trinta anos. Querido-de de-deus Mestre de capoeira respeitado na Bahia, luta que ensina a Pedro Bala, Gato e João Grande. Pescador, nutre simpatia pelo bando de meninos. Don Aninha Grande mãe de santo de todos os negros e de todos os pobres da Bahia. B
Padre José Pedro Fora operário rio por cinco anos numa tecelagem e conseguira entrar para o seminário através s de promessa do patrão feita ao bispo que visitava a fábrica. f Trabalhou como bedel para custear o final de sua ordenação. Por sua origem simples e pouco rendimento nos estudos foi discriminado pelos colegas. Homem de comportamento exemplar que nutre uma sincera devoção para o sacerdócio. cio. Depois de ordenar-se, enquanto esperava a designação de uma paróquia, tenta catequizar os Capitães da Areia. Por seu engajamento sofre a hostilidade das beatas e da própria pria Igreja, que o acusa de comunista. Ele seria transferido para uma paróquia no sertão da Bahia, para onde mais ninguém m queria ir, por medo dos cangaceiros que aterrorizavam a região. João de Adão Um dos mais velhos estivadores do porto de Salvador. Líder L de sua categoria profissional foi companheiro de Loiro, pai de Pedro Bala. Militante político exerce o papel de organizador de greves e membro de uma organização clandestina.
Alberto Ativista político de esquerda e estudante universitário rio engajado. Foi apresentado por João de Adão a Pedro Bala. O chefe dos Capitães da Areia vai se transformando em líder l e organizador do proletariado por influência do estudante. Também m faz parte da organização clandestina,, que ao que tudo indica, seja o Partido Comunista Brasileiro. Dora Antes de completar quatorze anos perde os pais que, muito pobres, sucumbiram com a varíola. Tem que cuidar do irmão de seis anos, ZéZ Fuinha, sem ter o que comer nem onde morar. ZéZ Grande e Professor, compadecidos, levam a menina e seu irmão ao trapiche. LáL Dora sofre tentativa de estupro pelos garotos alvoroçados ados que não admitiam mulheres nos Capitães da Areia. ZéZ Grande e Professor defenderam a menina perante os outros e perante Pedro Bala, que comovido com o olhar da menina, cede aos apelos dos dois amigos. Com o tempo Dora e Pedro P Bala ficam noivos. Ambos são presos em flagrante durante um roubo o que fizeram com outros quatro colegas que conseguiram fugir da casa invadida. Na delegacia Pedro Bala é espancado mas não revela o esconderijo do bando. Dora vai para o orfanato e Pedro Bala para o reformatório. rio. A menina adoece com uma febre que não passa, o menino foge do reformatório. rio. Pedro Bala resgata a amada doente que revela que se tornara moça a no orfanato, insistindo para que ele a possuísse. sse. A união acontece, na manhã seguinte a menina está morta. Querido-de de-deus leva seu corpo para sepultá-lo lo no mar.
Dona Ester e Dr. Raul Casal renomado e rico de Salvador. g) Estilo e Características: Neorrealismo regionalista (Geração de 30 do Modernismo Brasileiro); Forte conteúdo de crítica social; Postura de defesa da luta socialista para a transformação revolucionária ria da sociedade; O uso do padrão culto da língua l incorporando elementos da fala popular (coloquialismo estilizado literariamente); Adequação dos falares com a realidade lingüí üística de cada personagem; Pouca profundidade psicológica na elaboração das personagens; Vocabulário e estruturas sintáticas ticas simples; Prosa elegante, quase poética; Uso das três formas discursivas: Discurso Direto Discurso Indireto Discurso Indireto Livre
Jorge Amado (1912-2001) 2001)