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19/02/2019. Professor Hugo Penna Curso de Direito Processual Civil vols 1, 2 e 3 Humberto Theodoro Júnior

Transcrição:

AULA 14 PG 1

Este material é parte integrante da disciplina Linguagem e Argumentação Jurídica oferecido pela UNINOVE. O acesso às atividades, as leituras interativas, os exercícios, chats, fóruns de discussão e a comunicação com o professor devem ser feitos diretamente no ambiente de aprendizagem on line. AULA 14 PG 2

Sumário AULA 14 A LINGUAGEM DOS REQUERIMENTOS...4 Conceitos essenciais...4 BIBLIOGRAFIA...7 AULA 14 PG 3

AULA 14 A LINGUAGEM DOS REQUERIMENTOS Nesta aula traçaremos a distinção entre requerimentos simples e complexos, apontando neles o que há de mais importante a ser observado nessa diferenciação. Iremos também levantar os pontos mais relevantes em um requerimento, bem como a ordem da linguagem que deverá ser adotada, a fim de tornar esse documento o mais legível possível. Conceitos essenciais rogar. Requerimento é substantivo do verbo requerer, o qual, por sua vez, significa solicitar, pedir, Por meio dos requerimentos o que se faz é estabelecer uma relação impessoal entre as partes, dado o excesso de formalismo que o caracteriza. O requerimento deve ser escrito sem o uso de palavras gentis ou de agradecimentos, visto que seu papel é o de formalizar um pedido de deferimento a uma solicitação feita pelo requerente. São partes do requerimento: vale dizer, no cabeçalho, a autoridade à qual o requerimento se dirige, jamais a nomeando, mas, sim, indicando a em razão do cargo que ocupa; nomear e qualificar o requerente, de modo que ele possa ser facilmente identificado; narrar sobre os fatos e dizer qual seja o pedido que se quer ver deferido; solicitar o deferimento (atendimento) do pedido; mencionar o lugar onde o requerimento está sendo confeccionado e datá lo; assinar o documento. Muito bem. Distinguimos requerimento simples e complexo a partir da observação das matérias neles tratadas. Em termos estruturais, contudo, eles são idênticos. Quando não houver a necessidade de grandes aprofundamentos legais, esse requerimento pode ser confeccionado na forma simples, por meio de apenas um parágrafo, objetivamente, dando conta o texto da miúda questão de direito ali tratada. Quando houver a necessidade de serem abordados vários pontos de direito por meio da conjugação lógica de ideias que se sucedem, esse requerimento é entendido por complexo. AULA 14 PG 4

No requerimento complexo deverão ser observadas as seguintes regras: (a) o requerente precisa fazer a narração temporal dos fatos, mencionando os de trás para frente, por meio de uma sucessão cronológica, de modo que deixe clara a lógica e corelação existente entre eles; (b) na estrutura estética do texto, poderá o requerente usar de um espaço maior entre os parágrafos, o que possibilita para o leitor do requerimento uma melhor distribuição das ideias, tornando as de mais fácil compreensão; (c) talvez seja o caso de numerar os parágrafos, em clara demonstração de que, cada um, trata de um aspecto fático diferente na sucessão temporal dos acontecimentos e (d) o pedido que será feito ao final do requerimento, se for possível, deve ser acompanhado dos respectivos documentos que comprovem, um a um, os fatos narrados pelo requerente e, de preferência, numerados um a um segundo essa ordem de ideias. Na prática, é de se ressaltar que, ao final de toda a exposição de ideias dentro de um requerimento, deve se, sempre, escrever: Nesses termos, pede e espera deferimento, ou, se forem mais de uma pessoa: Nesses termos, pedem e esperam deferimento. Com essa providência, aquele que lê o requerimento saberá que toda aquela narrativa e consequente fundamentação de direito têm uma razão de ser, ou seja, que a autoridade que a está apreciando manifeste se ao final da leitura, seja para atender a solicitação formulada pelo requerente, seja para não atender, mas que, de qualquer maneira, manifeste se quanto ao pedido posto. Em continuidade, devemos sempre nos lembrar de que os requerimentos podem ser Judiciais ou Extrajudiciais. Denominaremos de Judiciais os requerimentos endereçados a juízes ou a tribunais e dentro de um processo, de uma ação. Desse modo, se o requerimento é feito no ambiente de um processo, podemos, também chamá lo de petição. Assim, é possível que um requerimento verse sobre um pedido de juntada de documentos; um pedido de modificação de endereço; um pedido de manifestação de perito etc. O que é de crucial importância nesse sentido é que, quando uma solicitação é feita por meio de um requerimento, é indispensável que o texto e os fundamentos do que se pede sejam claros e objetivos. Extrajudiciais, portanto, serão todos os outros requerimentos que forem feitos fora do ambiente de um processo, ou seja, pode se dirigir requerimento para chefes de departamento em AULA 14 PG 5

uma universidade; para um diretor de empresa (pública ou privada); para algum escrivão de cartório; para alguma autoridade seja do Judiciário, do Legislativo ou do Executivo. AULA 14 PG 6

BIBLIOGRAFIA Germano, Alexandre Moreira. Técnica de redação forense. Disponível em: < http://www.tj.sp.gov.br/museu/redacao/redacao.aspx>. Acesso em: 8 abr. 2009. Damião, Regina Toledo. Curso de português jurídico. São Paulo: Atlas, 2008. Acquaviva, Marcus Cláudio. Redação forense e petições iniciais. São Paulo: Ícone, 1991. AULA 14 PG 7