Regime dos Bens em Circulação (RBC)



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Transcrição:

1

Regime dos Bens em Circulação (RBC) Decreto-Lei n.º 147/2003, de 11/7 Alterado pelo Decreto-Lei n.º 198/2012, de 24/8 Alterado pela Lei n.º 66-B/2012 (OE/2013) Portaria 160/2013 de 23 de Abril Portaria 161/2013 de 23 de Abril 2

Objectivos de Formação Rever conceitos relacionados com Bens em circulação Conhecer as formas de emissão de DT Conhecer as formas de comunicação de DT 3

Programa de trabalho Objectivos Conceitos Exclusões Requisitos dos DT Emissão DT Comunicação DT Situações especiais Documentos pré impressos tipograficamente Portaria 160/2013 4

Programa de trabalho Objectivos Conceitos Exclusões Requisitos dos DT Emissão DT Comunicação DT à AT Situações especiais Documentos pré impressos tipograficamente Fiscalização / Infracções Portaria 160/2013 5

Objectivos das alterações Desmaterializar e informatizar o processo Objectivos das alterações Aumentar a eficácia no controle dos bens em circulação Aumentar a eficácia inspectiva e de cobrança 6

Programa de trabalho Objectivos Conceitos Exclusões Requisitos dos DT Emissão DT Comunicação DT à AT Situações especiais Documentos pré impressos tipograficamente Fiscalização / Infracções Portaria 160/2013 7

Conceitos Bens Os que puderem ser objecto de transmissão nos termos do art. 3º CIVA Documento Transporte Fatura, Guia Remessa, Nota devolução, Guia Transporte, ou Doc Equivalente Remetente Transportador Quem colocou os bens à disposição transportador Transportador proprietário dos bens Quem se propõe realizar o transporte Destinatário Pessoa a quem os bens são postos à disposição 8

Conceitos Adquirente Quem adquiriu os bens Local de início Local em que o adquirente colocou os bens à disposição do transportador Local de destino Local em que os bens forem entregues ao destinatário Primeiro local de chegada Local onde se verifica a primeira rotura da carga 9

Conceitos Todos os que estiverem fora dos locais de Produção Fabrico Transformação Exposição Estabelecimentos Bens em circulação Por motivo de Transmissão onerosa Troca Transmissão gratuita Devolução Afectação a uso próprio Entrega a experiência Demonstração Incorporação em prestação serviços Consignação Transferência Efectuadas por Sujeitos Passivos IVA 10

Conceitos E ainda Os que estejam a bordo de veículos mesmo dentro de estabelecimentos comerciais, que não sejam casas de habitação Expostos em feiras e mercados 11

Âmbito de aplicação Território Bens em Nacional Circulação Documento Transporte Operações Realizadas por SPS 12

Programa de trabalho Objectivos Conceitos Exclusões Requisitos dos DT Emissão DT Comunicação DT à AT Situações especiais Documentos pré impressos tipograficamente Fiscalização / Infracções Portaria 160/2013 13

Exclusões Bens para uso particular Bens activo imobilizado Taras e embalagens retornáveis Resíduos sólidos urbanos Veículos automóveis com matrícula definitiva Filmes e material publicitário destinados a exibição em sala espectáculos 14

Exclusões Bens Sujeitos a IEC quando circulem em regime suspensivo Transacções intracomunitárias Transacções com países 3ºs (regimes Trânsito e Exportações) Mudanças de instalações comunicadas às DF s (min. 8 dias úteis antecedência) 15

Tipo de bens Exclusões Condições Bens provenientes de produtores: Agrícolas Apícolas Desde que Silvícolas Pecuária Produção própria Transportados pelo próprio ou por sua conta Bens mostruário Amostras destinadas a ofertas de pequeno valor* Material de propaganda Desde que Em conformidade com os usos comerciais Não se destinem a venda * Portaria 497/2008 de 7 de Julho 16

Exclusões Bens provenientes de retalhistas com destino a consumidores finais que previamente os tenham adquirido Excepto Materiais de construção Mobiliário Máquinas eléctricas Aparelhos receptores, leitores, gravadores de imagem ou som Transportados em veículos de mercadorias Quando 17

Programa de trabalho Objectivos Conceitos Exclusões Requisitos dos DT Emissão DT Comunicação DT à AT Situações especiais Documentos pré impressos tipograficamente Fiscalização / Infracções Portaria 160/2013 18

Requisitos dos DT Requisito RBC CIVA FT DT Data X X X X Numeração sequencial X X X X Nome e sede do prestador X X X X Nome e sede do adquirente X X X X Nif prestador X X X X NIF adquirente X X X X QTD e designação usual dos bens X X X X Preço líquido de imposto X X Taxas aplicáveis X X Imposto devido X X Motivo da não aplicação do imposto X X 19

Requisitos dos DT Requisito RBC CIVA FT DT Data em que os bens foram colocados à disposição adquirente X X Autorização ministerial para impressão (tipografias) X X X Locais de carga e descarga X X X Data e hora do início do transporte X X X Menção de que o destinatário não é sujeito passivo IVA X X X Emissão em 3 exemplares X X X 20

Programa de trabalho Objectivos Conceitos Exclusões Requisitos dos DT Emissão DT Comunicação DT à AT Situações especiais Documentos pré impressos tipograficamente Fiscalização / Infracções Portaria 160/2013 21

Momento de emissão do DT Emissão de DT O DT deve ser emitido antes de iniciado o transporte Emitido em triplicado 22

Emissão de DT Via electrónica Programa informático certificado Formas de emissão de DT Software produzido internamente, na empresa ou no grupo que detenha os direitos de autor No portal das finanças Em papel, em pré impressos tipograficos 23

Emissão de DT 4 Tipos de Documentos de Transporte ( DT ) Factura Guia remessa Guia transporte Nota devolução Em tipografia autorizada que fará comunicação electrónica prévia à AT de todas as séries requisitadas Via electrónica Programa informático certificado ou produzido internamente Portal das Finanças Papel 24

Dispensa de emissão de DT Emissão de DT Aplicável apenas vendedores ambulantes e em feiras e mercados, retalhistas dos regimes do 53º e 60º CIVA, quando substituem o DT pela Factura de aquisição. 25

Programa de trabalho Objectivos Conceitos Exclusões Requisitos dos DT Emissão DT Comunicação DT à AT Situações especiais Documentos pré impressos tipograficamente Fiscalização / Infracções Portaria 160/2013 26

Comunicação de DT Operador Portaria 161/2013 de 23 de Abril Económico 27

Comunicação de DT à AT 28

Comunicação de DT à AT A regra é geral? Há excepções? Como se processa? Quem comunica? 29

Comunicação de DT à AT Os sujeitos passivos cujo volume de negócios ( IR ) no ano anterior não tenha ultrapassado 100.000 3 excepções Quando a factura servir de documento de transporte e for emitida por via informática caso em que deve acompanhar os bens dispensada comunicação prévia Documentos de transporte em que o destinatário ou adquirente seja consumidor final. Art. 2.º n.º 2 da Portaria n.º 161/2013 de 23/04 Nota: as dispensas de comunicação não dispensam a obrigação de emissão 30

Comunicação de DT à AT Via electrónica Via informática No Portal Finanças "!! Papel 31

Comunicação de DT Quem deve efectuar a comunicação? Remetente dos bens Pode habilitar 3ºs para efectuar esta comunicação em seu nome e por sua conta 32

Comunicação de DT Manual de comunicação DT Webservice Formas electrónicas de comunicação Submissão de ficheiro (SAFT-PT) Registo directo no Portal das Finanças 33

Comunicação de DT Comunicação por Webservice Incorporado nos software s de emissão Respeitar as regras de segurança e de comunicação Utilização menos restrita do que para a comunicação das faturas 34

Comunicação de DT Comunicação por ficheiro (SAFT) Header Customers Suppliers MovementOfGoods 35

Comunicação de DT Recomendações para envio do SAFT Enviar apenas DT s não enviados anteriormente (Sem código de identificação) Apenas os documentos de transporte com data de inicio de transporte entre a data de início e data fim de período de ficheiro (Ano, Mês, Dia); Apenas clientes e fornecedores mencionados em DT Envio do ficheiro no(s) dia(s) anteriores ao transporte 36

Comunicação de DT Comunicação por Ficheiro (SAFT) Operador Económico 37

Emissão de DT Obrigação de comunicação electrónica Artigo. 3º nº 3 Portaria 161/2013 SP a utilizar software certificado DT s emitidos informaticamente "!# 38

Art. 3.º n.º 6 da Portaria n.º 161/2013 de 23/04 Bens provenientes de produtores: Agrícolas, Apícolas, Silvícolas, Pecuária Desde que Comunicação de DT Produção própria Transportados pelo produtor ou por sua conta? ) $$ )' #()*+!! " # # $ % &" "# $! $%!& $& ' 39 ( % $

Comunicação de DT Comunicação por Telefone # $$ $! Quando * $ %+!, Art. 4º n.º 1 da Portaria n.º 161/2013 de 23/04 40

Comunicação por Telefone Sistema automático de gravação de voz Comunicação de DT Acesso controlado por introdução de: PIN (a requerer no PF) NIF Comunicação de parte dos elementos dos DT: Nº DT (4 últimos dígitos e se < milhar deve ser precedido por zeros ) Data (dia e mês) / hora de início (hora e minuto) NIF adquirente AT valida comunicação => Atribui Código comunicação telefónica Introdução dos dados do DT nos 5 dias úteis seguintes no PF (acesso ao registo através código telefónico) 41 41

Comunicação de DT Casos de inoperacionalidade Inoperacionalidade do sistema de comunicação Formas de Inoperacionali dade Inoperacionalidade dos sistemas da AT Não está prevista a inoperacionalidade dos sistemas dos operadores económicos 42

Comunicação de DT Inoperacionalidade dos sistemas da AT Comunicação # -./ $ 0 1& $ & 2-, 2345$ Art. 5.º da Portaria n.º 161/2013 de 23/04 *,!+ $$ 43

Comunicação de DT Inserção dos DT emitidos papel pode ser efectuada 6'- "-! 7 $!, Art. 7.º da Portaria n.º 161/2013 de 23/04 44

Comunicação de DT à AT Alterações ao local destino Não aceitação total ou parcial dos bens Alterações de:. Data. Hora Antes de iniciado o transporte de DT s comunicados via electrónica Quando processados em impressos tipográficos pelo transportador Fazer referência Doc. alterado ' #% #()*+- $$ 45 Art. 2.º n.º 5 da Portaria n.º 161/2013 de 23/04

Programa de trabalho Objectivos Conceitos Exclusões Requisitos dos DT Emissão DT Comunicação DT à AT Situações especiais Documentos pré impressos tipograficamente Fiscalização / Infracções Portaria 160/2013 46

Casos especiais Caso 1.1 Destinatário dos bens desconhecido Entrega ou distribuição faseada Emissão Impresso obrigatoriamente Doc. Transporte Global Referência Doc. Transporte Parcelar por cada entrega 2x Referência Doc. Transporte Parcelar por cada entrega 2x 47

Casos especiais Caso 1.2 Destinatário dos bens desconhecido Bens a incorporar em Prestações de Serviços Impresso obrigatoriamente Emissão Doc. Transporte Global Referência DT, Folha de Obra Referência DT, Folha de Obra 48

Casos especiais Caso 2 Alterações imprevistas ao local descarga Não aceitação total ou parcial dos bens Emissão Hip 1 Doc. Transporte Original Referência Novo documento em papel identificando a alteração e o documento alterado Se emitido em papel por transportador, este apenas poderá comunicar em nome e por conta do emitente (Pois é sp o emitente que tem a obrigação) 49

Casos especiais Caso 2 Alterações imprevistas ao local descarga Não aceitação total ou parcial dos bens Emissão Hip 2 Doc. Transporte Original Referência Novo documento electrónico ou informático identificando a alteração e o documento alterado 50

Programa de trabalho Objectivos Conceitos Exclusões Requisitos dos DT Emissão DT Comunicação DT à AT Situações especiais Documentos pré impressos tipograficamente Fiscalização / Infracções Portaria 160/2013 51

Impressão Tipográfica DT Requisição escrita de DT pelo requerente / utilizador Pedido Tipografia Autorizada Registo do pedido ->Suporte Informático (arquivo => 4 anos) Será alerta Caso o requerente não se encontre registado para o exercício de uma atividade Comunica pedido à AT Via eletrónica (Portal das Finanças) Notificação (mensagem eletronica instantanea) Verifica Situação Tributária em sede de IVA (Art. 10.º) 52

Impressão Tipográfica DT DT Pré Impresso Tipograficamente Referências obrigatórias (Mantêm-se) Autorização ministerial da tipografia Elementos identificativos tipografia: Designação social Sede NIF / NIPC (Art. 4.º n.º 3) 53

Impressão Tipográfica DT Regime Transitório Utilização de documentos de Transporte impressos até 30/Junho/2013 (antes da entrada em vigor das novas regras) Podem ser utilizados até 31/12/2013 (sejam faturas (DT) ou outros) No entanto, caso possua faturas (impressas tipograficamente) que não sejam utilizadas como DT.. Não há prazo de validade para a sua utilização (Art. 201.º OE/2013) 54

Programa de trabalho Objectivos Conceitos Exclusões Requisitos dos DT Emissão DT Comunicação DT à AT Situações especiais Documentos pré impressos tipograficamente Fiscalização / Infracções Portaria 160/2013 55

Fiscalização / Infrações Entidades Fiscalizadoras (art. 13.º n.º 1) GNR Unidade c/ as atribuições tributárias, fiscais e aduaneiras Restantes autoridades, Designadamente PSP Devem prestar toda a colaboração para o efeito 56

Fiscalização / Infrações Entidades Fiscalizadoras (art. 13.º n.º 4) GNR Unidade c/ as atribuições tributárias, fiscais e aduaneiras Acesso individual e certificado P/ Consulta da base dados bens circulação 57

Fiscalização / Infrações Infrações no decurso da circulação de bens. => ALTERAÇÔES Sempre que não tenham sido observadas as normas de EMISSÃO ou de COMUNICAÇÃO constantes no art. 5.º e 8.º =>>> CONSIDERAM-SE NÃO EMITIDOS OS DOCUMENTOS. (Art. 14.º n.º 6) A não apresentação imediata do código previsto no n.º 7 do art. 5.º =>> CONSIDERA-SE FALTA DE EXIBIÇÃO DO DOCUMENTO DE TRANSPORTE 58

Entrada em vigor Entrada em vigor 1 de Julho de 2013 59

Programa de trabalho Objectivos Conceitos Exclusões Requisitos dos DT Emissão DT Comunicação DT à AT Situações especiais Documentos pré impressos tipograficamente Fiscalização / Infracções Portaria 160/2013 60

Portaria 160/2013 Altera a estrutura SAFT Portaria 160/2013 de 23/04 Altera regras certificação Adia a entrada em vigor da nova estrutura do SAFT e das regras de assinatura de documentos para 1 de Julho 2013 61

Comunicação de DT Alterações à estrutura do SAFT 62

Alterações à estrutura do SAFT Portaria 160/2013 Prevê a emissão de documentos por 3ºs Adiciona a tabela de documentos de movimentação de mercadorias Adiciona a tabela de documentos de documentos de conferência de entrega de mercadorias ou da prestação de serviços (Consultas de Mesa) Clarifica a inexistência de valores negativos 63

Alterações à estrutura do SAFT Portaria 160/2013 Aumenta o tamanho de alguns campos Adiciona contas da Contabilidade Analítica à tabela de código de contas Tabela de clientes deixa de conter todos os registos de clientes para passar a conter apenas os movimentados no período Tabela de produtos deixa de conter todos os registos de produtos para passar a conter apenas os movimentados no período 64

Alterações à estrutura do SAFT Portaria 160/2013 Prevê a situação de Não sujeição na tabela de impostos Clarifica que na tabela de Documentos comerciais devem constar todos os documentos de venda e rectificativos destes Abandonada a possibilidade de transformar FS em FT Cria a figura de Documento de resumo 65

Alterações à estrutura do SAFT Cria novos tipos de documentos FS e FR Portaria 160/2013 Clarifica que os tipos de documentos VD, TV, TD, AA e DA são apenas para dados até 31-12-2012 Novos campos com a identificação do utilizador que criou o documento Novos campos relativos ao modo de pagamento dos documentos comerciais Novos campos relativos retenção na fonte IRS, IRC ou IS 66

Comunicação de DT Alterações às regras da Certificação 67

Portaria 160/2013 Alterações à regras da Certificação Elimina a expressão Documentos equivalentes Considera programa de facturação aquele que emita apenas documentos de transporte Adiciona os documentos rectificativos de facturas aos requisitos de certificação Clarifica quais os campos a assinar dos documentos de transporte e dos documentos de conferência de entrega de mercadorias ou PS 68

Obrigado 69