ROTEIRO DE ESTUDOS DE GRAMÁTICA E REDAÇÃO Nome: Nº Série: 3 a. Data: / / 16 Professor(a): Bruno e Thais Nota: 3 Bimestre OBJETIVOS: 1. A dimensão discursiva da linguagem 1.1 Reconheça os diferentes elementos em que se baseia a teoria da comunicação. 1.2 Identifique as diferentes funções da linguagem. 1.3 Compreenda o papel da interlocução no uso da linguagem e aplique esse conhecimento ao produzir os próprios textos. 1.4 Explique como cada uma dessas funções atua na criação de efeitos de sentido. 1.5 Reconheça marcas de autoria em textos de diferentes gêneros discursivos. 1.6 Analise textos literários e não-literários observando o emprego das funções da linguagem. 2. Recursos estilísticos: figuras de linguagem 2.1 Explique o que são as figuras de linguagem. 2.2 Compreenda por que o uso das figuras de linguagem decorre de um trabalho com o estilo. 2.3 Identifique ocorrências de figuras sonoras, de palavras, de sintaxe e de pensamento em textos de diferentes gêneros. 2.4 Recorra a figuras de linguagem para criar efeitos de sentido no momento da produção de texto. 2.5 Analise textos literários e não-literários utilizando as figuras de linguagem. 2.6 Analise as figuras de linguagem em textos literários e não-literários, observando que efeitos de sentido elas produzem. 3. Sintaxe de Concordância 3.1 Reconheça a natureza da relação estabelecida entre os termos de um sintagma. 3.2 Reconheça os casos de múltiplas concordâncias específicas da língua portuguesa. 4. Produção de texto: dissertação - modelo Enem Ao final do bimestre, espera-se que o aluno: 4.1 Reconheça as características da dissertação solicitada pelo Enem. 4.2 Aplique esses recursos nas próprias produções.
Parte I: Redação Reescreva a redação bimestral. Para isso, utilize uma das folhas do bloco de rascunho. Parte II: Gramática Resolva os exercícios abaixo: 1. (FUVEST) Leia atentamente este texto: Dos púlpitos dessa igreja, o padre Antônio Vieira pronunciara com sua voz de fogo os sermões mais célebres de sua carreira, escreveu Jorge Amado, protestando [contra o projeto de demolição da igreja da Sé]. Conta Jorge que correu na época [decênio de 1930] a notícia de que o arcebispo embolsou gorjeta grande para permitir que a Companhia Linha Circular de Carris da Bahia abatesse o templo. Não há provas do suborno, é certo, mas o fato é que o arcebispo, em documento assinado por ele mesmo, deu a sua inteira aquiescência à obra destrutiva. A irritação anticlerical de Jorge Amado subiu então ao ponto de ele fazer o elogio dos índios patriotas que, nos primeiros dias coloniais, haviam realizado uma experiência culinária com o bispo Sardinha. Acrescentando ainda que, naquela década de 1930, baiano já não gostava de bispo nem como alimento. Antonio Risério, Uma história da cidade da Bahia. Adaptado. a) As expressões inteira aquiescência e índios patriotas, citadas no texto, procedem, ambas, da mesma fonte (autor que utilizou tais expressões)? Justifique sua resposta. b) Tendo em vista o contexto, é correto afirmar que a expressão experiência culinária é usada com sentido irônico? 2. (UNICAMP) Os turistas que visitam as favelas do Rio se dizem transformados, capazes de dar valor ao que realmente importa, observa a socióloga Bianca Freire-Medeiros, autora da pesquisa Para ver os pobres: a construção da favela carioca como destino turístico. Ao mesmo tempo, as vantagens, os confortos e os benefícios do lar são reforçados por meio da exposição à diferença e à escassez. Em um interessante paradoxo, o contato em primeira mão com aqueles a quem vários bens de consumo ainda são inacessíveis garante aos turistas seu aperfeiçoamento como consumidores. No geral, o turista é visto como rude, grosseiro, invasivo, pouco interessado na vida da comunidade, preferindo visitar o espaço como se visita um zoológico e decidido a gastar o mínimo e levar o máximo. Conforme relata um guia, O turismo na favela é um pouco invasivo, sabe? Porque você anda naquelas ruelas apertadas e as pessoas deixam as janelas abertas. E tem turista que não tem desconfiômetro : mete o carão dentro da casa das pessoas! Isso é realmente desagradável. Já aconteceu com outro guia. A moradora estava cozinhando e o fogão dela era do lado da janelinha; o turista passou, meteu a mão pela janela e abriu a tampa da panela. Ela ficou uma fera. Aí bateu na mão dele. (Adaptado de Carlos Haag, Laje cheia de turista. Como funcionam os tours pelas favelas cariocas. Pesquisa FAPESP no. 165, 2009, p.90-93.)
a) Explique o que o autor identifica como um interessante paradoxo. b) O trecho em itálico, que reproduz em discurso direto a fala do guia, contém marcas típicas da linguagem coloquial oral. Reescreva a passagem em discurso indireto, adequando-a à linguagem escrita formal. 3. (FUVEST) Leia o texto. Ditadura / Democracia A diferença entre uma democracia e um país totalitário é que numa democracia todo mundo reclama, ninguém vive satisfeito. Mas se você perguntar a qualquer cidadão de uma ditadura o que acha do seu país, ele responde sem hesitação: Não posso me queixar. Millôr Fernandes, Millôr definitivo: a bíblia do caos. a) Para produzir o efeito de humor que o caracteriza, esse texto emprega o recurso da ambiguidade? Justifique sua resposta. b) Reescreva a segunda parte do texto (de Mas até queixar ), pondo no plural a palavra cidadão e fazendo as modificações necessárias.
4. (ITA) Flor amarela Atrás daquela montanha tem uma flor amarela; dentro da flor amarela, o menino que você era. Porém, se atrás daquela montanha não houver a tal flor amarela, o importante é acreditar que atrás de outra montanha tenha uma flor amarela com o menino que você era guardado dentro dela. O poema acima é de Ivan Junqueira. O texto, (Em: Poemas reunidos. Rio de Janeiro: Record, 1999.) I. na 1ª estrofe, trata da infância por meio de metáforas construídas com elementos naturais ( montanha e flor amarela ). II. na 2ª estrofe, por meio da conjunção porém, rompe com a representação metafórica presente na 1ª estrofe. III. na sequência da 1ª para a 2ª estrofe, faz com que as metáforas apontem mais para a interioridade do sujeito que para a exterioridade da natureza. Está(ão) correta(s) apenas a) I. b) I e II. c) I e III. d) II. e) II e III. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Vontade de punir Deu no Datafolha que 87% dos brasileiros querem baixar a maioridade penal. Maiorias assim robustas, que já são raras em questões sociais, ficam ainda mais intrigantes quando se considera que, entre especialistas, o assunto é controverso. Como explicar o fenômeno? Estamos aqui diante de um dos mais fascinantes aspectos da natureza. Se você pretende produzir seres sociais, precisa encontrar um modo de fazer com que eles colaborem uns com os outros e, ao mesmo tempo, se protejam dos indivíduos dispostos a explorá-los. A fórmula que a evolução encontrou para equacionar esse e outros dilemas foi embalar regras de conduta em instintos, emoções e sentimentos que provocam ações que funcionam em mais instâncias do que não funcionam. Assim, para evitar a superexploração pelos semelhantes, desenvolvemos verdadeiro horror àquilo que percebemos como injustiças. Na prática, isso se traduz no impulso que temos de punir quem tenta levar vantagem indevida. Quando não podemos castigá-los diretamente, torcemos para que levem a pior, o que, além de garantir o sucesso de filmes de Hollywood, torna a justiça retributiva algo popular em nossa espécie. Isso, porém, é só parte do problema. Uma sociedade pautada apenas pelo ideal de justiça soçobraria. Se cada mínima ofensa exigisse imediata reparação e todos tivessem de ser tratados de forma rigorosamente idêntica, a vida comunitária seria impossível. A natureza resolve isso com sentimentos como amor e favoritismo, que permitem, entre outras coisas, que mães prefiram seus próprios filhos aos de desconhecidos. Nas sociedades primitivas, bandos de 200 pessoas onde todos tinham algum grau de parentesco, o sistema funcionava razoavelmente bem. Os ímpetos da justiça retributiva eram modulados pela empatia familiar. Agora que vivemos em grupos de milhões sem vínculos pessoais, a vontade de punir impera inconteste. SCHWARTSMAN, Hélio. Folhaonline, em 24 jun. 2015.
5. (UFPR) Considere o verbo grifado na seguinte frase extraída do texto: Uma sociedade pautada apenas pelo ideal de justiça soçobraria. Um dos objetivos de um dicionário é esclarecer o significado das palavras, apresentando as acepções de um vocábulo indo do literal para o metafórico. Entre as acepções para o verbo grifado acima, adaptadas do Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa (Rio de Janeiro: ed. Objetiva, 2001), assinale a que corresponde ao uso no texto. a) t.d. revolver de cima para baixo e vice-versa; inverter, revirar <o ciclone soçobrou o que encontrou no caminho>. b) t.d/int. emborcar, virar (geralmente uma embarcação) e ir a pique, naufragar ou fazer naufragar; afundar(-se), submergir (-se) <temiam que a tempestade os soçobrasse> <a embarcação soçobrou>. c) t.d/int. por metáfora: reduzir(-se) a nada; acabar (com), aniquilar(-se) <com tanta dissipação, sua fortuna soçobrara>. d) t.d. e pron. por metáfora: tornar-se desvairado; agitar-se, perturbar-se <soçobrou-se ante a negativa dela>. e) pron. por metáfora: perder a coragem, o ânimo; desanimar, esmorecer, acovardar-se <soçobrar-se não é próprio dele>. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: A ROSA DE HIROXIMA Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A antirrosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada. Vinicius de Moraes, Antologia poética. 6. (FUVEST) Dentre os recursos expressivos presentes no poema, podem-se apontar a sinestesia e a aliteração, respectivamente, nos versos a) 2 e 17. b) 1 e 5. c) 9 e 18. d) 14 e 3. e) 8 e 15.