ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO GRAMÁTICA E REDAÇÃO 4º BIMESTRE
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- Cristiana Bernardes Bardini
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1 ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO GRAMÁTICA E REDAÇÃO 4º BIMESTRE Nome: Nº 3ª Série Data: / / 2015 Professor(a): Bruno e Thais Nota: (Valor 10,0) Conteúdos do 3º bimestre: 1. Variedades Linguísticas 1.1 Seja capaz de identificar, em textos de diferentes gêneros, as variedades linguísticas sociais - registro formal e informal -, geográficas regionais - e históricas, por meio do reconhecimento das marcas linguísticas que singularizam as diferentes variedades. 1.2 Relacione os preconceitos sociais aos usos de determinados registros da língua, a fim de construir uma visão crítica por meio do estudo das variedades linguísticas. 1.3 Escolha com critério a variedade adequada à situação de comunicação, inclusive nas produções textuais, reconhecendo os efeitos de sentido resultantes do uso dos recursos linguísticos. 2. A dimensão discursiva da linguagem 2.1 Reconheça os diferentes elementos em que se baseia a teoria da comunicação. 2.2 Identifique as diferentes funções da linguagem. 2.3 Compreenda o papel da interlocução no uso da linguagem e aplique esse conhecimento ao produzir os próprios textos. 2.4 Explique como cada uma dessas funções atua na criação de efeitos de sentido. 2.5 Reconheça marcas de autoria em textos de diferentes gêneros discursivos. 2.6 Analise textos literários e não-literários observando o emprego das funções da linguagem. 3. Recursos estilísticos: figuras de linguagem 3.1 Explique o que são as figuras de linguagem. 3.2 Compreenda por que o uso das figuras de linguagem decorre de um trabalho com o estilo. 3.3 Identifique ocorrências de figuras sonoras, de palavras, de sintaxe e de pensamento em textos de diferentes gêneros. 3.4 Recorra a figuras de linguagem para criar efeitos de sentido no momento da produção de texto. 3.5 Analise textos literários e não-literários utilizando as figuras de linguagem. 3.6 Analise as figuras de linguagem em textos literários e não-literários, observando que efeitos de sentido elas produzem. 4. Sintaxe de Regência Nominal e de Regência Verbal 4.1 Reconheça a natureza da relação estabelecida entre os termos de um sintagma. 4.2 Utilize adequadamete as preposições quando elas forem exigidas por um termo que as rege.
2 4.3 Reconheça os casos de múltiplas regências de alguns verbos e atente ao importante efeito de sentido resultante de cada uma das possíveis construções. 5. Crase 5.1 Domine as regras de utilização do acento grave. 5.2 Seja capaz de aplicá-las corretamente no momento da produção textual. 5.3 Aplique corretamente as regras no momento da resolução de exercícios. 6. Produção de texto: dissertação - modelo Enem Ao final do bimestre, espera-se que o aluno: 6.1 Reconheça as características da dissertação solicitada pelo Enem. 6.2 Aplique esses recursos nas próprias produções. Conteúdos do 4º bimestre: 1. Acentuação gráfica 1.1 Seja capaz de acentuar corretamente as palavras ao produzir textos que exijam o uso da norma padrão. 1.2 Consiga resolver exercícios sobre o tópico estudado. 2. Ortografia, Paronímia e Homonímia 2.1 Conheça as regras ortográficas da língua portuguesa e seja capaz de aplicá-las. 2.2 Perceba as incoerências de sentido decorrentes do mau uso de palavras parônimas e homônimas. 2.3 Identifique os efeitos de sentido e possíveis ambiguidades produzidos por meio de palavras parônimas e homônimas. 3. Colocação Pronominal 3.1 Aprenda as regras de colocação pronominal e seja capaz de utilizá-las no momento de produzir textos que exijam o uso da norma padrão. 3.2 Consiga resolver exercícios sobre o tópico estudado. 4. Pontuação 4.1 Aprenda as regras de pontuação e seja capaz de utilizá-las no momento de produzir textos escritos. 4.2 Consiga resolver exercícios sobre o tópico estudado. 6. Produção de texto: dissertação - preparação para os vestibulares Ao final do bimestre, espera-se que o aluno: 6.1 Reconheça as características da dissertação solicitada pelos principais exames. 6.2 Aplique esses recursos nas próprias produções.
3 Etapas do Roteiro de Recuperação: A) Conteúdos referentes ao 3º bimestre (estes exercícios só devem ser feitos por aqueles que não ficaram de recuperação no 3º bimestre): Redação: Reescreva a redação bimestral do 3º bimestre. Para isso, utilize uma das folhas do bloco de rascunho. (0,5) Gramática: Resolva os exercícios a seguir: (0,5) 1. (FUVEST) Leia atentamente este texto: Dos púlpitos dessa igreja, o padre Antônio Vieira pronunciara com sua voz de fogo os sermões mais célebres de sua carreira, escreveu Jorge Amado, protestando [contra o projeto de demolição da igreja da Sé]. Conta Jorge que correu na época [decênio de 1930] a notícia de que o arcebispo embolsou gorjeta grande para permitir que a Companhia Linha Circular de Carris da Bahia abatesse o templo. Não há provas do suborno, é certo, mas o fato é que o arcebispo, em documento assinado por ele mesmo, deu a sua inteira aquiescência à obra destrutiva. A irritação anticlerical de Jorge Amado subiu então ao ponto de ele fazer o elogio dos índios patriotas que, nos primeiros dias coloniais, haviam realizado uma experiência culinária com o bispo Sardinha. Acrescentando ainda que, naquela década de 1930, baiano já não gostava de bispo nem como alimento. Antonio Risério, Uma história da cidade da Bahia. Adaptado. a) As expressões inteira aquiescência e índios patriotas, citadas no texto, procedem, ambas, da mesma fonte (autor que utilizou tais expressões)? Justifique sua resposta. b) Tendo em vista o contexto, é correto afirmar que a expressão experiência culinária é usada com sentido irônico? 2. (UNICAMP) Os turistas que visitam as favelas do Rio se dizem transformados, capazes de dar valor ao que realmente importa, observa a socióloga Bianca Freire-Medeiros, autora da pesquisa Para ver os pobres: a construção da favela carioca como destino turístico. Ao mesmo tempo, as vantagens, os confortos e os benefícios do lar são reforçados por meio da exposição à diferença e à escassez. Em um interessante paradoxo, o contato em primeira mão com aqueles a quem vários bens de consumo ainda são inacessíveis garante aos turistas seu aperfeiçoamento como consumidores. No geral, o turista é visto como rude, grosseiro, invasivo, pouco interessado na vida da comunidade, preferindo visitar o espaço como se visita um zoológico e decidido a gastar o mínimo e levar o máximo. Conforme relata um guia, O turismo na favela é um pouco invasivo, sabe? Porque você anda naquelas ruelas apertadas e as pessoas deixam as janelas abertas. E tem turista que não tem desconfiômetro : mete o carão dentro da casa das pessoas! Isso é realmente desagradável. Já aconteceu com outro guia. A moradora estava cozinhando e o fogão dela era do lado da janelinha; o turista passou, meteu a mão pela janela e abriu a tampa da panela. Ela ficou uma fera. Aí bateu na mão dele. (Adaptado de Carlos Haag, Laje cheia de turista. Como funcionam os tours pelas favelas cariocas. Pesquisa FAPESP no. 165, 2009, p )
4 a) Explique o que o autor identifica como um interessante paradoxo. b) O trecho em itálico, que reproduz em discurso direto a fala do guia, contém marcas típicas da linguagem coloquial oral. Reescreva a passagem em discurso indireto, adequando-a à linguagem escrita formal. 3. (FUVEST) Leia o texto. Ditadura / Democracia A diferença entre uma democracia e um país totalitário é que numa democracia todo mundo reclama, ninguém vive satisfeito. Mas se você perguntar a qualquer cidadão de uma ditadura o que acha do seu país, ele responde sem hesitação: Não posso me queixar. Millôr Fernandes, Millôr definitivo: a bíblia do caos. a) Para produzir o efeito de humor que o caracteriza, esse texto emprega o recurso da ambiguidade? Justifique sua resposta. b) Reescreva a segunda parte do texto (de Mas até queixar ), pondo no plural a palavra cidadão e fazendo as modificações necessárias. 4. (UFPE) Muitos imaginam que os que falam errado falam de qualquer jeito. Mas é bastante fácil mostrar que, de fato, os que erram apenas seguem outras regras. O problema é que essas regras não são aceitas ou são consideradas desvios. Vejamos um exemplo: É comum que crianças digam Mamãe fazeu um bolo gostoso! e Eu também sabo abrir esse pacote de bolacha. O que estão fazendo? É simples: tratando verbos irregulares como se fossem regulares. (Adaptado de POSSENTI, Sírio. Questões de linguagem. São Paulo: Parábola, 2011, p.33.) Com base no texto acima, escreva um comentário em que você explique a regra que seguem os
5 usuários da língua portuguesa quando falam ou escrevem um enunciado como o seguinte: Nos últimos meses, subiu os preços de vários produtos e, consequentemente, diminuiu os lucros do mercado. 5. (UNICAMP) Leia, a seguir, um poema de Carlos Drummond de Andrade. Passagem da noite É noite. Sinto que é noite não porque a sombra descesse (bem me importa a face negra) mas porque dentro de mim, no fundo de mim, o grito se calou, fez-se desânimo. Sinto que nós somos noite, que palpitamos no escuro e em noite nos dissolvemos. Sinto que é noite no vento, noite nas águas, na pedra. E que adianta uma lâmpada? E que adianta uma voz? É noite no meu amigo. É noite no submarino. É noite na roça grande. É noite, não é morte, é noite de sono espesso e sem praia. Não é dor, nem paz, é noite, é perfeitamente a noite. Mas salve, olhar de alegria! E salve, dia que surge! Os corpos saltam do sono, o mundo se recompõe. Que gozo na bicicleta! Existir: seja como for. A fraterna entrega do pão. Amar: mesmo nas canções. De novo andar: as distâncias, as cores, posse das ruas. Tudo que à noite perdemos se nos confia outra vez. Obrigado, coisas fiéis! Saber que ainda há florestas, sinos, palavras; que a terra prossegue seu giro, e o tempo não murchou; não nos diluímos! Chupar o gosto do dia! Clara manhã, obrigado, o essencial é viver! a) Explique o sentido metafórico da "noite" e o uso do verbo "sentir", na 1 a estrofe. b) Explique o sentido metafórico do "dia" e o sentimento a ele associado, na 2 a estrofe.
6 6. (FGV) Leia os versos de Carlos Drummond de Andrade. "Os amantes se amam cruelmente e com se amarem tanto não se veem. Um se beija no outro, refletido. Dois amantes que são? Dois inimigos." a) Reescreva os dois versos iniciais, passando-os para a primeira pessoa do plural. b) Reescreva os dois últimos versos, substituindo UM por EU. c) Indique a função da linguagem predominante no texto e justifique sua resposta. Texto para as duas próximas questões. Diz Alfredo Bosi a respeito de Guimarães Rosa: "'Grande Sertão: Veredas' e as novelas de 'Corpo de Baile' incluem e revitalizam recursos da expressão poética: células rítmicas, aliterações, onomatopeias, rimas internas, ousadias mórficas, elipses, cortes e deslocamentos de sintaxe, vocabulário insólito, arcaico ou de todo neológico, associações raras, metáforas, anáforas, metonímias, fusão de estilos, coralidade". (Alfredo Bosi, História Concisa da Literatura Brasileira, p. 430.) 7. (UFSCAR) Levando-se em conta as associações raras, mencionadas por Bosi, a) explique o significado da expressão "alto rio", logo no início do texto. b) Qual a base analógica para a criação dessa expressão? 6
7 8. (UFSCAR) a) De qual dos recursos enumerados Guimarães Rosa faz uso no trecho "Eu disse isso. E o canoeiro me contradisse"? Explique. b) Com qual desses recursos pode ser associada a frase "Até fosse crime, fabricar dessas, de madeira burra!"? Explique. 9. (UFF) A prática da gramática não deve estar desvinculada da percepção das diferenças na produção de sentido, encaminhadas pela língua no processo de comunicação. Explique as diferentes regências do verbo "combater" e as decorrentes produções de sentido no contexto em que se inserem: "Combateremos a sombra. Com crase e sem crase." 7
8 B) Conteúdos referentes ao 4º bimestre (estes exercícios devem ser feitos por todos os alunos): 1. Redação: Reescreva a redação bimestral. Para isso, utilize uma das folhas do bloco de rascunho. (0,5) 2. Gramática: Resolva os exercícios abaixo: (0,5) 1. (UFU) O dino está nu Coloquem penas nesse velociraptor Se ele não tivesse dito que atualizaria os dinossauros, tudo bem, reclama Maurilio Oliveira, um dos mais renomados paleoartistas brasileiros. Ele, no caso, é Colin Trevorrow, o americano que assina a direção de Jurassic World, quarto filme da franquia inaugurada em 1993 por Steven Spielberg. E quando ele fez essa promessa, anos atrás, toda a comunidade paleontológica sentiu um bem-estar. As expectativas submergiram quando saiu a divulgação do filme, semanas atrás. Garanto que no Brasil fui um dos primeiros a assistir ao trailer. Como fã, quero estar na primeira fila da primeira sessão. Mas como paleoartista, alguém cujo trabalho é traduzir em imagens a visão científica dos dinossauros, tenho sérias reservas. A decepção começou já na cena inicial em que surgem os protagonistas. Aqueles bichos correndo junto com humanos, os raptores ele se refere aos bípedes esverdeados de bracinhos inúteis que trotam ao lado de um jipe de safári, aqueles bichos tinham penas. Informações como essa surpreendem o leigo incauto que conhece o Mesozoico apenas por intermédio de Hollywood e ainda reluta em acreditar que dinossauros de 60 milhões de anos atrás nunca perseguiram homens das cavernas de 6 milhões. DUARTE, Douglas. O dino está nu. Piauí. São Paulo, ano 9, n. 100, p. 13, jan (Fragmento) Com base na leitura do texto, explique a) qual é a função das aspas empregadas ao longo do texto. b) qual é o posicionamento do autor do texto em relação aos dizeres colocados entre aspas, indicando outro elemento textual que contribuiu para que você reconhecesse a opinião do autor sobre o tema tratado. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Texto 1 A imaginação A imaginação é provavelmente a maior força a atuar sobre os nossos sentimentos maior e mais constante do que influências exteriores, como ruídos e visões amedrontadores (relâmpagos e trovões, um caminhão em disparada, um tigre furioso), ou prazer sensual direto, inclusive mesmo os intensos prazeres da excitação sexual. O que esteja realmente acontecendo 8
9 é, para um ser humano, apenas uma pequena parte da realidade; a maior parte é o que ele imagina em conexão com as vistas e sons do momento. A imaginação constitui o seu mundo. O que não quer dizer que seu mundo seja uma fantasia, sua vida um sonho, nem qualquer outra coisa assim, poética e pseudofilosófica. Isso significa que o seu mundo é maior do que os estímulos que o cercam; e a medida deste, o alcance de sua imaginação coerente e equilibrada. O ambiente de um animal consiste das coisas que lhe atuam sobre os sentidos. Coisas ausentes, que ele deseje ou tema, provavelmente não têm substitutos em sua consciência, como as imagens de tais coisas na nossa, mas aparecem, quando por fim o fazem, como satisfações de necessidades imperiosas, ou como crises em seu espreitar e reagir mais ou menos constante. [...] No centro da experiência humana, portanto, existe sempre a atividade de imaginar a realidade, concebendo-lhe a estrutura através de palavras, imagens ou outros símbolos, e assimilando-lhe percepções reais à medida que surgem isto é, interpretando-as à luz das ideias gerais, usualmente tácitas. Esse processo de interpretação é tão natural e constante que sua maior parte decorre de modo inconsciente. LANGER, Suzanne K. Ensaios filosóficos. São Paulo: Cultrix, p ; Apud ARANHA, M. L. de Arruda & MARTINS, M. H. Pires. Filosofando: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, p Texto 2 Sobre que você está pensando agora? Como minhas palavras estão sendo comunicadas a você pela página impressa, que é um meio de mão única, esta é uma pergunta difícil para eu responder. Se, porém, eu estivesse apresentando essa pergunta sentado em uma mesa à sua frente, eu já teria uma resposta, ou pelo menos uma suposição mesmo que você ficasse calado o tempo todo. Suas expressões faciais, os movimentos dos olhos, a linguagem corporal estariam enviando um constante fluxo de informação sobre seu estado interno sinais que intuitivamente eu perceberia e interpretaria. Veria suas pálpebras se abaixarem durante uma argumentação mais complicada, notaria a risada durante uma das minhas tentativas de fazer humor, registraria o modo como se senta empertigado na cadeira quando minhas palavras prendem sua atenção. Eu não poderia proibir minha mente de fazer essas inferências, nem você poderia proibir sua mente de interpretar minhas palavras como linguagem. Estamos ambos ligados em uma dança de comunicação de extraordinária profundidade e, por incrível que pareça, temos pouca consciência do processo como um todo. Os seres humanos são leitores de mente inatos. Nossa habilidade de imaginar os estados mentais das pessoas situa-se em um patamar tão elevado quanto a nossa aptidão para a linguagem e o nosso polegar opositor. É uma característica tão natural para nós e engendrou tantos efeitos colaterais, que é difícil pensarmos sobre ela como uma habilidade especial. Ainda assim, a maioria dos animais não é capaz de ler mentes como uma criança de quatro anos. [...] JOHNSON, Steven. Emergência. A dinâmica de rede em formigas, cérebros, cidades e softwares. Trad. de M. C. Dias. Rio de Janeiro: Zahar, p (PUCRJ) a) Os dois textos acima tratam da imaginação - o primeiro, em relação à interpretação da realidade, e o segundo, em relação à interpretação da mente das pessoas. Aponte e explique qual é o aspecto comum a essas duas habilidades. b) Reescreva o texto abaixo, pontuando-o de acordo com as regras da norma culta. Segundo Einstein criador da teoria da relatividade a imaginação é mais importante do que o conhecimento pois enquanto este é limitado a imaginação dá volta ao mundo. 9
10 TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 3. (UNESP) Tomando como referência o sistema ortográfico, explique por que o cartunista Henfil, ao aportuguesar, com intenção irônica, a expressão inglesa my brother, colocou o acento agudo em Bróder. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: O que eu lhe dizia Não sei se é certo ou não o que eu li outro dia, Onde, já não me lembra, ó minha noiva amada: - "A posse faz perder metade da valia À cousa desejada." Não sei se após haver saciado no meu peito, Quando houver de possuir-te, esta ardente paixão, Eu sentirei em mim, de gozo satisfeito, Menor o coração. Sei que te amo, e a teus pés a minh'alma abatida Beija humilde e feliz o grilhão que a tortura; Sei que te amo, e este amor é toda a minha vida, Toda a minha ventura. Talvez haja entre mim que os passos te acompanho, E a abelha que a zumbir vai procurar a flor, - Alma ou asas movendo - o mesmo fluido estranho, seja instinto ou amor; Talvez o que eu presumo irradiação divina, Minha nobre paixão, meu fervoroso afeto, Por sua vez o sinta o verme da campina, O inseto ao pé do inseto... (ALBERTO DE OLIVEIRA. Poesias - segunda série ( ). Rio de Janeiro: H. Garnier, 1906, p ) 10
11 4. (UNESP) No terceiro verso da quarta estrofe, o eu-poemático escreve "o mesmo fluido estranho". Considerando que o vocábulo "fluido" foi adequadamente empregado, explique por que o poeta não poderia ter usado a forma acentuada "fluído". 5. (UNICAMP) Reportagem da "Folha de São Paulo" informa que o presidente do Brasil assinou decreto estabelecendo prazos para o país colocar em prática o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que unifica a ortografia nos países de língua portuguesa. Na matéria, o seguinte quadro comparativo mostra alterações na ortografia estabelecidas em diferentes datas: Sobre o acordo, a reportagem ainda informa: As regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entram em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2009, vão afetar principalmente o uso dos acentos agudo e circunflexo, do trema e do hífen. Cuidado: segundo elas, você não poderá mais dizer que foi mordido por uma jiboia, e sim por uma jiboia. (...) Adaptado de E. Simões, Que língua é essa? "Folha de S. Paulo", Ilustrada, p. 1, 28/09/2008. a) O excerto acima supõe que alterações ortográficas modifiquem o modo de falar uma língua. Mostre a palavra utilizada que permite essa interpretação. Levando-se em consideração o quadro comparativo das mudanças ortográficas e a suposição expressa no excerto, explique o equívoco dessa suposição. Ainda sobre a reforma ortográfica, Diogo Mainardi escreveu o seguinte: Eu sou um ardoroso defensor da reforma ortográfica. A perspectiva de ser lido em Bafatá, no interior da Guiné-Bissau, da mesma maneira que sou lido em Carinhanha, no interior da Bahia, me enche de entusiasmo. Eu sempre soube que a maior barreira para o meu sucesso em Bafatá era o C mudo [como em facto na ortografia de Portugal] (...) D. Mainardi, Uma reforma mais radical. Revista VEJA, p. 129, 8/10/
12 b) O excerto acima apresenta uma ironia. Em que consiste essa ironia? Justifique. 6. (UNICAMP) Millôr Fernandes foi dramaturgo, jornalista, humorista e autor de frases que se tornaram célebres. Em uma delas, lê-se: Por quê? é filosofia. Porque é pretensão. a) Explique a diferença no funcionamento linguístico da expressão porque indicada nas duas formas de grafá-la. b) Explique o sentido do segundo enunciado do texto (Porque é pretensão), levando em consideração a forma como ele se contrapõe ao primeiro enunciado. Considere em sua resposta apenas o sentido atribuído à palavra pretensão que se encontra abaixo. pretensão: vaidade exagerada, presunção. 7. (UNICAMP) O parágrafo reproduzido abaixo introduz a crônica intitulada Tragédia concretista, de Luís Martins. O poeta concretista acordou inspirado. Sonhara a noite toda com a namorada. E pensou: lábio, lábia. O lábio em que pensou era o da namorada, a lábia era a própria. Em todo o caso, na pior das hipóteses, já tinha um bom começo de poema. Todavia, cada vez mais obcecado pela lembrança daqueles lábios, achou que podia aproveitar a sua lábia e, provisoriamente desinteressado da poesia pura, resolveu telefonar à criatura amada, na esperança de maiores intimidades e vantagens. Até os poetas concretistas podem ser homens práticos. (Luís Martins, Tragédia concretista, em As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 132.) a) Compare lábio e lábia quanto à forma e ao significado. Considerando a especificidade do poeta, justifique a ocorrência dessas duas palavras dentro da crônica. 12
13 b) Explique por que a palavra todavia é usada para introduzir um dos enunciados da crônica. 8. (UNICAMP) Leia atentamente o folheto (distribuído nos pontos de ônibus e feiras de Campinas), e as definições de "simpatia" extraídas do "Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa". Centro Espírita Vovó Maria Conga Mãe Maria Ensina qualquer tipo de simpatia, pois com uma única consulta, ela desvendará todos os mistérios que lhe atormenta: casos amorosos, financeiros, prosperidade em seu trabalho, vícios, doenças, impotência sexual, problemas de família e perseguições. Desvendará qualquer que for o problema. Não perca mais tempo, faça hoje mesmo uma consulta com MÃE MARIA, pelos BÚZIOS - CARTAS E TAROT. ORAÇÃO HEI DE VENCER Traga sempre consigo esta oração. Bendito seja a luz do dia, Bendito seja quem o guia, Bendito seja o filho de Deus e de Virgem Maria assim é como Deus separou a noite do dia, separe minha alma de má companhia e meu corpo da feitiçaria. Pelo poder de Deus e da Virgem Maria. ATENDIMENTO TODOS OS DIAS DAS 9:00 ÀS 20:00 HS Fone: (019) Rua Dr. Lúcio Peixoto, Chapadão - Campinas - SP - 1. afinidade moral, similitude no sentir e no pensar que aproxima duas ou mais pessoas. [...] - 3. impressão agradável, disposição favorável que se experimenta em relação a alguém que pouco se conhece. [...] - 6. atração por uma coisa ou uma ideia. [...] - 9. Brasileirismo: usada como interlocutório pessoal (- qual o seu nome, simpatia?) "Brasileirismo": ação (observação de algum ritual, uso de um determinado objeto etc.) praticada supersticiosamente com finalidade de conseguir algo que se deseja. a) Dentre as definições do dicionário Houaiss mencionadas, qual é a mais próxima do sentido da palavra "simpatia" no texto? 13
14 b) Há no texto duas ocorrências de "desvendar", sendo que uma delas não coincide com o uso padrão desse termo. Qual é, e por quê? c) Independentemente do título, algumas características da segunda parte do texto são de uma oração ou prece ou reza. Quais são essas características? 14
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