ROTEIRO DE ANÁLISE DE ACIDENTES DO TRABALHO

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Transcrição:

ROTEIRO DE ANÁLISE DE ACIDENTES DO TRABALHO Roteiro elaborado pela equipe de pesquisa do Projeto de Aprimoramento do SIVAT Sistema de Vigilância em Acidentes do Trabalho Piracicaba (Políticas públicas FAPESP 06/51684-3). Instituições participantes: Departamento de Saúde Pública da UNESP - Botucatu; Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública/USP, UNIMEP, UNICAMP. Instituição Parceira: CEREST- SMS Piracicaba. Apoio: Gerência Regional do Min. Do Trabalho Emprego Piracicaba, Ministério Público do Trabalho 15ª Região. Proponente do roteiro: Prof. Dr. Ildeberto Muniz Almeida UNESP Botucatu 1

Teste de dificuldade no uso do Roteiro: Durante a investigação do seu caso /exercício avalie a dificuldade de uso do roteiro. Marque com um X nos quadros indicados atribuindo uma nota de dificuldade para sua compreensão ou dificuldade para o seu preenchimento. Muito fácil Compreensível Fácil Pequena dificuldad Difícil mas superável (usei o manual ou precisei de ajuda) Muito difícil impossível (mesmo com manual ou ajuda) Além de avaliar a dificuldade, faça sugestões para melhoria do roteiro. Sugestões: 2

ANÁLISE DE ACIDENTE DO TRABALHO Parte 1: Apresentação 1.1 Objetivos Prevenir acidentes do trabalho. Difundir a compreensão de acidentes do trabalho como fenômenos resultantes de rede de fatores em interação, superando a visão dicotômica (atos/ condições inseguras); Identificação de múltiplos fatores de acidentes, cuja interação levou ao evento, sobretudo os mais a montante da lesão, relacionados a aspectos organizacionais e gerenciais do sistema em questão; Investigação da situação de trabalho normal e das origens das mudanças e alterações que ocorreram, contribuindo para o evento, bem como a análise de barreiras existentes e de seu efetivo funcionamento; A partir do caso específico avaliar fatores relacionados ao gerenciamento de riscos adotado na organização de forma a contribuir com a prevenção de novos eventos. Subsidiar ações de outros órgãos e instituições. 1.2 Metodologia Inspeções no local do acidente, com coleta de informações (croquis, filmagens e fotografias, entrevistas com trabalhadores e supervisores direta ou indiretamente envolvidos com o acidente); - Análises de documentos; Sistematização das informações obtidas, visando a compreensão de como o acidente ocorreu; Emissão de parecer conclusivo e recomendações de intervenção. 3

2: Identificação de Vítimas, Empresas, Empreendimentos ou Outros Envolvidos no Acidente 2.1 Informações da Empresa Contratante Razão Social: Nº de funcionários: CNPJ/MF: GR: CNAE 1 : End: Nº Bairro: Município: UF: SP Em caso de empresa terceira inserir novo quadro com os dados da empresa principal 2.2 Informações Preliminares sobre o Acidente de Trabalho Nº de trabalhadores acidentados: Data do Acidente: Hora aproximada: Local do Acidente: Tipo de Acidente: Acidente típico Entrevistados que contribuíram para a análise (Não registrar nomes, indique funções e, caso tenha realizado encontro de validação, indique local, dia, hora e participantes.) 2.3 Informações sobre o(s) Acidentado(s) Nome do Acidentado: Doc. de Identidade nº: CIC ou CPF Nº da NIT 2 : Data de Nascimento: Estado Civil: Escolaridade: Endereço: Sexo: Bairro: UF: Ocupação: Nome da mãe Nome da esposa: Data de Admissão/ início atividade: Município: CEP: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO): Tempo na Função: 1 Classificação Nacional de Atividades Econômicas. solicitar da empresa ou obter no site do Ministério da Fazenda: www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/cnaefiscal/cnaef.htm 2 Número de identificação do trabalhador junto á Previdência Social. Corresponde ao PIS/PASEP para trabalhador formal ou Número de inscrição na Previdência para os autônomos (ver no carnê de contribuição). 4

Situação quanto à relação de trabalho (Em caso de dúvida descrever a atividade para posterior codificação): Horas após início da jornada de trabalho e prática de horas extras: Horário de trabalho (prescrito e real. Detalhar): Parte(s) do corpo atingida(s): 3: Descrição Do Trabalho Normal (Sem Acidente) (Atenção: a leitura do manual de preenchimento é recomendada antes dessa descrição) 4: Início da Descrição do Acidente 4.1) Descrição sucinta da seqüência de eventos do acidente. 4.2) Descrição detalhada do acidente. Análise de mudanças propriamente dita 5

4.3) Análise de barreiras (vide orientações de preenchimento do quadro) 6

4.3. Análise de barreiras: Identificação de perigos e barreiras presentes ou inexistentes. Barreiras Presentes Indicadas /ausentes Sem falha Com falha Energia, condição ou evento com potencial nocivo Observações (Comentar falha ou ausência) 7

4.4 Orientações sobre a condução da Análise de Barreiras: Explorar falhas e inexistência de barreiras. Orientação para preenchimento: Com base no quadro do item anterior, de perigos e riscos identificados, checar se a Descrição detalhada do acidente identifica as barreiras que falharam ou não existiam e se explora as condições do sistema ou razões que explicam essas ocorrências. 8

5 Análise da gestão e ampliação conceitual da análise. 5.1) Gestão de Segurança: 1 2 3 4 Há registro de acidente anterior com características assemelhadas: Sim: Não Caso sim: solicitar cópia de relatórios de análises, atas de reuniões em que foi discutido e medidas adotadas. Comentar (orientações) Houve acidente semelhante no passado analisado por SESMT ou CIPA de modo que atribui culpa e perde oportunidade de identificar origens e propor correções? Há evidências de falha crônica e persistente na adoção de medidas preventivas conhecidas ou definidas em lei? Há registros (livro de atas de CIPA, relatórios de acidentes, outros?) de pedido de solução para problema de segurança que persiste sem atendimento por parte de gerências? Caso sim, identificar envolvidos e explorar razões. Outros aspectos relacionados à gestão de segurança? (falhas na identificação de perigos e riscos, atrasos na ou não solicitação de correções; falhas no desenho da alça de segurança do sistema; etc) Sim: Sim: Sim: Sim: Não: Não: Não: Não: 9

5.2) Gestão da Produção e de sua variabilidade Há contribuição da gestão da produção e de sua variabilidade relacionada: A escolhas de tecnologias? À gestão de pessoal? Á gestão de tempos de trabalho ou pressões de tempo? À gestão de jornadas de trabalho, horas extras, intervalos de descansos, etc? À adequação de demandas aos recursos ou capacidade instalada do sistema (aceitar encomendas acima da capacidade de produção do sistema, impor sobrecargas de trabalho, etc) Ás estratégias utilizadas para lidar com as variabilidades de componentes do sistema ou da atividade? (impor recuperações manuais de incidentes em situações de risco, etc) À gestão de materiais: compras de materiais de qualidade e preços inferiores em detrimento da segurança; falhas na logística: atrasos de fornecedores interferindo na produção, etc. Explorar razões. À gestão de manutenção (não incluir equipamento em programa, não definir critérios de avaliação e de ação em caso de problemas repetidos; etc)? À sobreposição da lógica de produção às demais lógicas do sistema, inclusive a de segurança? À circulação de informações, restrições á comunicação vertical e horizontal? Outros fatores da gestão do sistema que tenham contribuído para as origens de acidentes? Por favor, descreva-os. 10

5.3 Há necessidade de ampliação conceitual da análise. (Responda consultando o manual de preenchimento) 6. Conclusões. 6.1) Medidas adotadas pela empresa após o acidente. 6.2) Conduta da vigilância em relação ao Acidente: 6.3) Enquadramento legal de fatores participantes do acidente: 6.4) Resumo explicativo dos principais achados da análise. (Ver sugestões de exemplos no manual) 11

7. Equipe de análise 8. Local e data: 9. Lista de anexos ao relatório: 12