GOIÂNIA, / / 2016 PROFESSOR: Daniel DISCIPLINA: Literatura SÉRIE: 2 ano ALUNO(a): Data da prova: 17/09/2016. No Anhanguera você é + Enem Antes de iniciar a lista de exercícios leia atentamente as seguintes orientações: - É fundamental a apresentação de uma lista legível, limpa e organizada. Rasuras podem invalidar a lista. - Questões discursivas deverão ser respondidas na própria lista. - Não há necessidade de folhas em anexo, todas as respostas serão exclusivamente na lista. - O não atendimento a algum desses itens faculta ao professor o direito de desconsiderar a lista. - A lista deve ser feita a caneta. P2-3 BIMESTRE 01. No texto introdutório ao Ubirajara, José de Alencar adverte que historiadores, cronistas e viajantes do período colonial fixaram uma imagem do índio brasileiro. Para contrapor-se a ela, o autor constrói um protagonista que (A) quebra um dos costumes culturais da tribo ao recusar o casamento. (B) enfrenta outros povos indígenas para manter o poder pessoal. (C) modifica as regras de hospitalidade na jornada iniciática. (D) assegura o nível hierárquico de jovem caçador da nação aborígene. (E) assume postura de cavalheiro diante do inimigo vencido em combate. 02.O herói que José de Alencar constrói em Ubirajara passa por ritos de amadurecimento, sendo que de cada fase surgirá um nome específico. Explique o sentido de cada nome e por que a personagem o recebe. a) Jaguarê b) Ubirajara c) Jurandir
03. No tocante à descrição dos costumes indígenas, José de Alencar, em Ubirajara, retoma um procedimento já utilizado nos relatos dos cronistas do século XVI. No romance, o tratamento das informações referentes à cultura indígena resulta na (A) transformação do passado colonial do Brasil. (B) idealização da figura do indígena nacional. (C) indicação dos sentidos da cultura autóctone. (D) apresentação dos primeiros habitantes do Brasil. (E) introdução do índio na literatura brasileira. 04. (UEL-PR) Tanto na prosa de José de Alencar quanto na poesia de Gonçalves Dias, a figura do índio é caracterizada: a) com os atributos da honradez de um cavaleiro medieval; b) como um herói pagão movido pelas forças da natureza; c) como uma mescla de ingenuidade e violência incontrolável; d) por meio de uma fiel descrição de seus valores naturais; e) de maneira realista, sem nenhum tipo de concessão idealizante. 05. Analisando as várias linhas de seu projeto de escritor, José de Alencar vincula-se às grandes fases da vida brasileira. Assim, sua ficção abrange: I. as lendas e mitos da terra selvagem e conquistada; II. o romance histórico, ambientado no período colonial; III. uma literatura de cor local, regionalista, capaz de apanhar "tradições, costumes e linguagens" do nosso povo. Prendem-se a essas três linhas, respectivamente, seus romances: a) As minas de prata, Senhora e Iracema b) Senhora, O gaúcho e A viuvinha c) Iracema, O guarani e O gaúcho d) O guarani, Iracema e Senhora e) A viuvinha, O gaúcho e As minas de prata 06. (ENEM) Ele era o inimigo do rei, nas palavras de seu biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, um romancista que colecionava desafetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil. Assim era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guarani e Iracema, tido como o pai do romance no Brasil. Além de criar
clássicos da literatura brasileira com temas nativistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor de jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas facetas desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito será digitalizada. (História Viva, n.99,2011.) Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alencar e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que: a) a digitalização dos textos é importante para que os leitores possam compreender seus romances. b) o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante porque deixou uma vasta obra literária com temática atemporal. c) a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digitalização, demonstra sua importância para a história do Brasil imperial. d) a digitalização dos textos de José de Alencar terá importante papel na preservação da memória linguística e da identidade nacional. e) o grande romancista José de Alencar é importante porque se destacou por sua temática indianista. 07. (ENEM) O sertão e o sertanejo Ali começa o sertão chamado bruto. Nesses campos, tão diversos pelo matiz das cores, o capim crescido e ressecado pelo ardor do sol transforma-se em vicejante tapete de relva, quando lavra o incêndio que algum tropeiro, por acaso ou mero desenfado, ateia com uma faúlha do seu isqueiro. Minando à surda na touceira, queda a vívida centelha. Corra daí a instantes qualquer aragem, por débil que seja, e levanta-se a língua de fogo esguia e trêmula, como que a contemplar medrosa e vacilante os espaços imensos que se alongam diante dela. O fogo, detido em pontos, aqui, ali, a consumir com mais lentidão algum estorvo, vai aos poucos morrendo até se extinguir de todo, deixando como sinal da avassaladora passagem o alvacento lençol, que lhe foi seguindo os velozes passos. Por toda a parte melancolia; de todos os lados tétricas perspectivas. É cair, porém, daí a dias copiosa chuva, e parece que uma varinha de fada andou por aqueles sombrios recantos a traçar às pressas jardins encantados e nunca vistos. Entra tudo num trabalho íntimo de espantosa atividade. (TAUNAY, Visconde de. Inocência.) O romance romântico teve fundamental importância na formação da ideia de nação. Considerando o trecho acima, é possível reconhecer que uma das principais e permanentes contribuições do Romantismo para construção da identidade da nação é a:
a) possibilidade de apresentar uma dimensão desconhecida da natureza nacional, marcada pelo subdesenvolvimento e pela falta de perspectiva de renovação. b) consciência da exploração da terra pelos colonizadores e pela classe dominante local, o que coibiu a exploração desenfreada das riquezas naturais do país. c) construção, em linguagem simples, realista e documental, sem fantasia ou exaltação, de uma imagem da terra que revelou o quanto é grandiosa a natureza brasileira. d) expansão dos limites geográficos da terra, que promoveu o sentimento de unidade do território nacional e deu a conhecer os lugares mais distantes do Brasil aos brasileiros. e) valorização da vida urbana e do progresso, em detrimento do interior do Brasil, formulando um conceito de nação centrado nos modelos da nascente burguesia brasileira. 08. A leitura de Lucíola, de José de Alencar, revela a(o): a) preferência pelo uso de regionalismos. b) visão idealizada da mulher, mesmo em seus aspectos negativos. c) sentimento indianista do autor. d) preocupação em exaltar a natureza. e) descrição materialista e carnal do amor. 09. Em relação a Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antonio de Almeida, pode-se afirmar que: a) o personagem central narra suas aventuras no Rio de Janeiro à época de Dom João VI. b) o romance se distancia do caráter idealizante que marcou a prosa romântica brasileira. c) o romance focaliza a trajetória de um militar empenhado em manter os ideais monárquicos. d) a obra pode ser vista como um romance ligado à vida das elites brasileiras da época. 10. A prosa romântica não é dividida em fases, mas sim em tipos de romances. Assinale a alternativa que NÃO corresponde aos tipos de romance do romantismo: a) Tipo 1: romance regionalista, passado em ambiente rural, com mostra de costumes e valores de uma região e histórias que trazem um herói sertanejo, que preza a moral e é totalmente contrário às liberdades do meio urbano. b) Tipo 2: romance histórico, que resgata e traz os costumes de uma época passada, podendo misturar ficção e realidade. c) Tipo 3: romance indianista, que resgatava os costumes e modo de vida indígena. O índio surge como herói e protagonista e a história tem como cenário a paisagem natural brasileira. d) Tipo 4: romance melancólico, publicado em folhetins, contando histórias que mostravam as desventuras da juventude boêmia da época. É carregado de sentimentalismo e pessimismo e quase sempre termina na morte dos protagonistas.
e) Tipo 5: romance urbano, com histórias passadas nos centros urbanos e que criticavam e retratavam os costumes dessa sociedade. Os heróis/heroínas precisavam passar por várias provações para alcançar a felicidade e o amor. 11. Em linhas gerais, o romance A Moreninha, de Joaquim Manoel de Macedo, é: a) o relato de uma história de fidelidade ao amor de infância, na sociedade brasileira do século passado. b) a crônica de um caso amoroso ocorrido em fins do século XVII nas imediações do Rio de Janeiro. c) uma história baseada no problema da escravidão, na sociedade brasileira do Segundo Império. d) a história dramática de uma heroína às voltas com um amor impossível. e) uma história que mostra a oposição Roça/Corte no século passado, através de um episódio amoroso. 12. Avaliando-se a contribuição de José de Alencar para a literatura brasileira, pode-se afirmar que é extremamente significativa, porque o autor: a) empenhou-se no projeto nacionalista de expressar esteticamente tempos e espaços distintos da realidade. b) foi quem primeiro utilizou a figura do índio em nossas letras. c) se concentrou inteiramente na expressão da sociedade rural, analisando com finura os hábitos burgueses. d) se concentrou na produção de uma literatura dramática em que era proeminente a figura do escravo. e) superou o Romantismo de seus contemporâneos, lançando entre nós um romance realista de universal. 13. O Guarani e Iracema destacam-se dos romances românticos brasileiros porque José de Alencar, na tentativa de retomar ao passado, procura: a) criar um ambiente medieval, cheio de mistérios. b) na cidade, o lugar de refrigério, de tranqüilidade, onde o seu espírito pode encontrar a paz. c) novas situações que o conduzem às terras distantes, às paisagens exóticas orientais. d) mostrar o sofrimento do homem escravizado, nas terras baianas dos senhores do cacau. e) identificar-se com as origens da nacionalidade brasileira exaltando o índio. 14. Assinale a alternativa que não se aplica ao romance Iracema, de José de Alencar. a) Iracema, virgem tabajara, apaixona-se por Martim, jovem cavaleiro português. b) Do amor da índia com Martim, nasce Moacir, o primeiro cearense. c) O livro tem correspondentes históricos, pois é inspirado na história dos primeiros colonizadores portugueses. d) A jovem heroína é defendida por Peri, um índio goitacá. e) Iracema morre, segundo os preceitos anunciados pelas divindades indígenas. 15. No romance Memórias de um sargento de milícias, considerado como um todo, há uma forte caracterização dos tipos populares entre os quais destaca-se a figura de Leonardo filho. Indique a alternativa que contém dados que caracterizam essa personagem. a) Narrador das peripécias relatadas em forma de memórias, conforme vem sugerido no título do livro, tornase exemplo de ascensão das camadas sociais menos privilegiadas. b) Anti-herói, malandro e oportunista, espécie de pícaro pela bastardia e ausência de uma linha ética de conduta. c) Herói de um romance sem culpa, representa as camadas populares privilegiadas dentro do mundo da ordem. d) Representante típico da fina flor da malandragem, ajeita-se na vida, porque protegido do Vidigal, permanece
imune às sanções sociais e em momento algum é recolhido à cadeia. e) Herói às avessas que incorpora a exclusão social, porque, não tendo recebido amparo de nenhuma espécie, não alcança a patente das milícias e se priva de qualquer tipo de herança. 16. Considere as seguintes assertivas relacionadas à prosa romântica. I. Augusto e Carolina são personagens centrais do romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo. II. A obra de José de Alencar pode ser dividida, didaticamente, da seguinte forma: romances urbanos ou de costumes; romances históricos e indianistas; romances regionalistas. III. Manuel Antonio de Almeida, em Memórias de um sargento de milícias, constrói uma narrativa de costumes, que tem como cenário o Rio de Janeiro, e os personagens pertencem, na maioria, a classes populares. A opção que apresenta a resposta correta é: a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e III. e) I, II e III. 17. Assim como as novelas de televisão da atualidade, os romances românticos foram inicialmente editados em capítulos nos jornais, aumentando extraordinariamente a tiragem dos periódicos. Esses folhetins caíram no gosto do público burguês, e para atender a essa demanda, os escritores precisavam satisfazer as expectativas e os valores ideológicos desses leitores. Nessa perspectiva, leia os trechos abaixo e analise as proposições que vêm a seguir. Isto tudo me parece um sonho, respondeu Augusto, porém, dê-me este breve! A menina, com efeito, entregou o breve ao estudante, que começou a descosêlo precipitadamente. Aquela relíquia era sua última esperança. Só falta a derradeira capa do breve ei-la que cede e se descose salta uma pedra e Augusto, entusiasmado, cai aos pés de D. Carolina, exclamando: O meu camafeu! O meu camafeu! A srª D. Ana e o pai de Augusto entraram nesse instante na gruta e encontraram o feliz e fervoroso amante de joelhos e a dar mil beijos nos pés da linda menina, que também chorava de prazer. (Joaquim Manuel de Macedo, A Moreninha) O que é isto, Aurélia?- Meu testamento. Ela despedaçou o lacre e deu a ler a Seixas o papel. Era efetivamente um testamento em que ela confessava o imenso amor que tinha ao marido e o instituía seu herdeiro universal. Essa riqueza causa-te horror? Pois faz-me viver, meu Fernando. É o meio de a repelires. Se não for bastante, eu a dissiparei. As cortinas cerraram-se, e as auras da noite, acariciando o seio das flores, cantavam o hino misterioso do santo amor conjugal. (José de Alencar, Senhora) ( ) a. Os folhetins, assim como as novelas, trabalham com a estratégia do suspense, interrompendo a narrativa num ponto culminante, de modo a prender o leitor/telespectador até o capítulo seguinte. ( ) b. Ao submeter-se às exigências do público e dos diretores de jornais, o escritor romântico não podia criticar os valores da época, criando uma arte de evasão e alienação da realidade. ( ) c. O gênero folhetinesco pretendia atender às necessidades de lazer e distração do público leitor. ( ) d. O gênero folhetinesco pretendia formar um público exigente e crítico, capaz de mudar os rumos de sua história.
18. Identifique a afirmação correta sobre José de Alencar. a) Seus três romances indianistas fazem parte do projeto maior: retratar aspectos típicos da realidade e dos mitos nacionais. b) Com Memórias de um sargento de milícias, deu-nos um colorido painel da sociedade carioca ao tempo de D. João VI. c) Embora tenha escrito belos poemas líricos, foi pela poesia abolicionista que se notabilizou como escritor. d) Deve ser considerado o pioneiro do Naturalismo no Brasil, com obras-primas no conto, no romance e na novela. e) Seus romances têm a marca inconfundível da prosa intimista, em que tudo se resume às memórias e pensamentos subjetivos. 19. O gênero "romance" surgiu no Brasil durante o Romantismo e moldou-se segundo os gostos e preferências da burguesia em ascensão. Com uma temática diversificada, logo tornou-se o tipo de leitura mais acessível a essa nova classe social. Dentre as afirmativas seguintes, assinale aquela que NÃO corresponde às tendências do "romance romântico": a) b) c) d) e) As obras românticas conhecidas como romance de "folhetins" caracterizaram-se pelo tom "água-comaçúcar", pela presença de elementos pitorescos e pela superficialidade de seus conflitos. O romance romântico identificado como "histórico" retratou os fatos políticos brasileiros da época, e também as correntes materialistas daquela segunda metade do século XIX. As narrativas ambientadas na cidade foram rotuladas como "romances urbanos", sendo ainda conhecidas como obras de "perfis de mulher", por privilegiar as personagens femininas e seus pequenos conflitos psicológicos. O romance "indianista" enfatizou nossa "cor local" ao retratar as lendas, os costumes e a linguagem do índio brasileiro, acentuando ainda mais o cunho nacionalista do Romantismo. A narrativa romântica de caráter "regionalista" tematizou, de forma idealizada, a vida e os costumes do "brasileiro" do interior. 20. A ficção romântica é repleta de sentimentalismos, inquietações, amor como única possibilidade de realização, personagens burgueses idealizados, culminando quase sempre com o habitual "... e foram felizes para sempre". Assinale a alternativa que não corresponde à afirmação acima: a) amor constitui o objetivo fundamental da existência e o casamento, o fim último da vida. b) Não há defesa intransigente do casamento e da continência sexual anterior a ele. c) A frustração amorosa leva, incondicionalmente, à morte. d) Os protagonistas são retratados como personagens belos, puros, corajosos. e) A economia burguesa determina os gostos e a maneira de ver o mundo ficcional romântico.