Controlo da Qualidade em Vinhos OCRATOXINA A OCHRACARD Sandra Sá Ribeiro 23/02/2012 R-Biopharm AG An der neuen Bergstraße 17 64297 Darmstadt, Germany info@r-biopharm.de www.r-biopharm.com
INTRODUÇÃO ÁS MICOTOXINAS Substancias tóxicas produzidas por certos fungos Cerca de 600.000 espécies de fungos foram já identificadas, bem como cerca de 400 micotoxinas. Os fungos podem crescer durante o desenvolvimento da planta ou no armazenamento. O crescimento das micotoxinas é influenciado pela temperatura, ph, humidade, etc. São encontradas numa grande variedade de culturas, mas a distribuição regional/geográfica dos fungos pode determinar as culturas afectadas. Podem existir na sua forma original ou podem ser modificadas em metabolitos tóxicos nos animais ou durante o processamento. Por ultimo, muitas das micotoxinas são extremamente robustas e não são destruídas durante o processamento dos alimentos.
EFEITOS TÓXICOS DAS MICOTOXINAS Os efeitos tóxicos para a saúde dependem da concentração e do tempo de exposição dos organismos, bem como da sua sensibilidade. Muitas podem acumular-se em certos orgãos e causar cancro ou outras doenças. Nos animais uma intoxicação por micotoxinas podem levar a uma perda na produção ou recusa de alimento, sendo que uns animais são mais susceptíveis que outros. O diagnostico é muitas vezes difícil pois as micotoxinas produzem sintomas similares a outro tipo de doenças.
MICOTOXINAS NO VINHO Sempre que os bolores estão presentes podem existir micotoxinas. Os bolores aparecem geralmente em numero elevado (>10 6 cfu/g). Alguns podem ser até desejados- Botrytis cinerea - podem produzir óptimos vinhos. Os métodos de concentração de extrato podem ser um risco. As vindimas tardias também aumentam o risco. O vinho tinto é mais susceptível às micotoxinas (Maceração)
MICOTOXINAS NOS VINHOS Micotoxinas Relevantes nos Vinhos Ocratoxina (Aspergillus) Menos relevantes, mas também podem existir: Alternariol (Alternaria) Ácido Tenuazonico (Alternaria) Patulina (Penicillium) Ácido micofenólico (Penicillium) Fumonisina (Aspergillus) Apenas a OCRATOXINA está regulamentada no vinho e uvas (secas).
OCRATOXINA A OCRATOXINA A Fungo que a produz: Penicillium ou Aspergillus O vinho dos países do sul da Europa é mais sujeito ao aparecimento da Ocratoxina A. O vinho tinto apresenta contaminações mais elevadas que o branco. Cancerígena, afecta os rins e é também embriotóxica.
OCRATOXINA A NO VINHO - PREVENÇÃO Durante alguns anos a OTA foi um problema nos vinhos do sul da Europa. Para prevenir a GAP (Good Agriculture Practices) e GMP (Good Manufacturing Practices) elaboraram o Código de Práticas OIV: Controlo pré-vindimas (controlo de pestes, condições de crescimento) Controlo durante a vindima (selecção das uvas) Controlo durante a produção (menor maceração, carvão enológico)
ESTUDO PUBLICADO PELA OIV, 1999
ESTUDO ESPANHOL Estudo Espanhol publicado em 2004, Journal of the Science of Food and Agriculture
ESTUDO FRANCÊS - GREGO Estudo Francês e Grego para Vinho Tinto e Vinagre (2001)
OCRATOXINA A OCURRÊNCIA O esmagamento e a maceração originam a transferência da OTA da uva para o vinho. Fermentação alcoólica não afecta a concentração da OTA. Fermentação malo-láctica diminui a OTA (cerca de 25% a 50%). Dependendo do agente, a clarificação poderá diminuir a OTA. A concentração de OTA diminui durante o envelhecimento. Os melhores pontos de controlo são o mosto e o vinho após a fermentação alcoólica.
LEGISLAÇÃO PARA OTA EM VINHO OIV (Organisation Internationale de la Vigne et du Vin) 2 µg/l EU regulamento EC123/2005 2 µg/l Aplica-se a vinho tinto, branco e rosé, sumo de uva e mosto. Para lotes >500 garrafas devem ser retiradas 3 amostras (Directiva 2005/5/EC)
LEGISLAÇÃO PARA OTA EM VINHO
MÉTODOS DE ANÁLISE COMO ESCOLHER? Factores a considerar na escolha do método de ensaio Legislação Tipo de matriz Equipamento disponível Tipo de resultados pretendido (qualitativo ou quantitativo) Nº de amostras Validação das técnicas
MÉTODOS DE ANÁLISE IAC OCHRAPREP OU OCHRARHONE Colunas de imunoafinidade (IAC) e posterior detecção em HPLC. Na validação da OIV 11 dos 16 laboratórios usaram as OCHRAPREP. Resolução OENO 16/2001
MÉTODOS DE ANÁLISE - ELISA RIDASCREEN OCRATOXINA A Em combinação com colunas, permite a determinação de OTA, por ELISA. O tempo de teste é de cerca de 15 minutos. O limite de detecção é de 0,3 ug/l. O teste foi sujeito a estudos de validação em sobremesas produzidas com uvas secas que foram testadas com o Ridascreen, após passagem em colunas IAC e por HPLC. Os resultados apresentaram uma boa correlação.
MÉTODOS DE ANÁLISE SCREENING COM OCHRACARD OCRACARD Teste qualitativo para a determinação de Ocratoxina A em várias matrizes, entre as quais: VINHO. - Tem possibilidade de diferentes limites de detecção. Utiliza colunas IAC e o tempo de teste é de 30 minutos. - Solvente de extracção: Metanol Notas de Aplicação Vinhos: Vinho branco 2 ppb e 1 ppb Vinho Tinto 2 ppb; 1 ppb e 0,5 ppb
MÉTODOS DE ANÁLISE - SCREENING COM OCHRACARD OCHRACARD Testes de screening que cumprem com os limites legais da EU. Podem ser usados por pessoal não técnico. Geralmente sem necessidade de equipamento. Preferencialmente sem uso de solventes tóxicos. Sem necessidade de padrões de micotoxinas.
OCHRACARD - PRINCIPIO DO TESTE
OCHRACARD O controlo deve desenvolver uma cor visivelmente purpura. A amostra é negativa (abaixo do limite do card) quando a cor da amostra e do controlo se desenvolvem. A amostra é positiva quando apenas a cor do controlo se desenvolve.
OCHRACARD - VANTAGENS Sensível: os limites garantem o cumprimento da legislação. De Confiança: controlo interno em cada teste. Robusto: 10 meses de prazo de validade. Rápido: resultados em poucos minutos Resultados Visuais: sem necessidade de equipamento. Preciso: boa correlação com resultados de HPLC. Estável: Mantém a informação e pode ser fotocopiado para guardar os resultados. Fácil de usar.
OCHRACARD - VALIDAÇÕES Foram efectuados estudos de validação em 8 vinhos franceses com uma concentração de OTA entre 0,3 e 7,7 ppb; Apresenta uma boa correlação com o HPLC. Não apresenta falsos positivos a 2 ppb.
OCHRACARD - VALIDAÇÕES 30 vinhos italianos com valores até 8,8 ppb, incluindo 2 materiais de referencia. Boa correlação com HPLC. Sem falsos negativos a 2 ppb. 1 falso positivo a 2 ppb. Ambos os estudos são uma boa ferramenta para considerar o uso de Ochracard para a determinação de Ocratoxina A no vinho.
CERTIFICADOS Os kits RBR são produzidos em Glasgow sob QC s e sistemas ISO. Todos os kits têm Certificados de Conformidade. Amostras testemunho são retidas em todos os lotes produzidos. Metodologias aprovadas pela AOAC. Kit s ELISA testados por US FGIS. Vários estudos de validações externas: EC collaborative studies.
Obrigada pela V. atenção!