CAPÍTULO III METODOLOGIA

Documentos relacionados
ÍNDICE GERAL ÍNDICE DE TABELAS.. INDICE DE QUADROS.. ÍNDICE DE FIGURAS.. ÍNDICE DE ANEXOS ABREVIATURAS.. CAPÍTULO I:. 1 INTRODUÇÃO..

CAPÍTULO V: INTERPRETAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Curso de Treinadores Grau 2 Federação de Andebol de Portugal CONTRA-ATAQUE CONTRA-ATAQUE. Departamento Técnico FAP

CURSO DE TREINADORES DE FUTSAL NÍVEL I TÉCNICO TÁCTICA CADERNO DE EXERCÍCIOS ESTRUTURA DOS CONTEÚDOS A ABORDAR NAS DIFERENTES SESSÕES:

CURSO DE TREINADORES DE FUTSAL NÍVEL II TÉCNICO TÁCTICA CADERNO DE EXERCÍCIOS ESTRUTURA DOS CONTEÚDOS A ABORDAR NAS DIFERENTES SESSÕES:

O Treinador e o Treino de Hóquei em

TER AS IDEIAS CLARAS!!!

A SUPERIORIDADE NUMÉRICA OFENSIVA

Escola Básica da Madalena Grelha de Conteúdos Educação Física - CEF 2º ano Ano letivo

Modelo de Jogo de MARCO SILVA e sua Operacionalização. Treinador do Sporting CP (14/15)

Intervenção nos Jogos Desportivos Coletivos de Invasão. Pontos comuns entre o Basquetebol, Andebol e Futebol

CADERNO DE EXERCÍCIOS

Processo Ofensivo Neste jogo, na 1ª fase de construção de jogo, procuram jogar de forma curta com os dois defesas centrais a receberem a bola do guard

ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES PLANIFICAÇÃO ANUAL. ENSINO SECUNDÁRIO DISCIPLINA: Educação Física ANO: 10º ANO LETIVO 2011/2012

Um projecto de formação em futebol. Prof. Frederico Ricardo Rodrigues

Recuperação Defensiva

EDUCAÇÃO FÍSICA FUTSAL 1 SITUAÇÕES ESPECIAIS 1.1 PONTAPÉ DE SAÍDA 1.2 GUARDA-REDES 1.3 REPOSIÇÃO DA BOLA EM JOGO

A bola Tem um perímetro de 62 a 64 cm e peso entre as 400 e as 440g (bola nº 4 bola de Futsal).

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 10º ANO. Grupo Disciplinar de Educação Física

PALESTRA. Hélder Antunes. 23 de Abril de Ourém

P L A N I F I C A Ç Ã 0 E n s i n o S e c u n d á r i o

PEP GUARDIOLA. Construção no último terço do campo: criação de oportunidades de golo

CURSO DE TREINADORES GRAU 1 CARATERIZAÇÃO DO JOGO

Este documento foi elaborado com a observação da selecção do Brasil, durante a Taça das. Confederações, entre 15 de Junho e 30 de Junho.

Resumo das posições dos jogadores

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 11º ANO 12º ANO

GABINETE COORDENADOR DO DESPORTO ESCOLAR REGULAMENTO ESPECÍFICO DE ANDEBOL

Alternativas táticas para ser vantajoso na subfase de finalização do jogo.

Sistema Defensivo 5:1

Escola Secundária Dr. João Araújo Correia

ANÁLISE DOS PADRÕES DE RECUPERAÇÃO DA POSSE DE BOLA DA SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL NA COPA DO MUNDO FIFA 2014

Agrupamento de Escolas Eng. Fernando Pinto de Oliveira FUTEBOL (DE 11)

Fase Preparatória. Tempo P T 5. Objectivos comportamentais / Componentes críticas. Chamada e instrução sobre os exercícios a realizar na aula.

Disposição Tática. Processo Ofensivo

Versão Referenciais de FORMAÇÃO. Andebol

UNIDADE DIDÁCTICA DE FUTSAL

UNIVERSIDADE DE COIMBRA. Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física

Exercícios de Treino dos Melhores Treinadores de

CURSO DE TREINADORES GRAU 1 CARATERIZAÇÃO DO JOGO

P L AN I F I C AÇ Ã O AN U AL

7º Ano 8º Ano 9º Ano JDC. Andebol Basquetebol Voleibol Ginástica. Ginástica Acrobática (pares e trios) Atletismo

P L A N I F I C A Ç Ã 0 E n s i n o S e c u n d á r i o

Referenciais de FORMAÇÃO

UNIDADE DIDÁCTICA DE ANDEBOL

Sistemas: Distribuição ordenada dos componentes de uma equipe em quadra, visando facilitar a aplicação das diferentes manobras.

Santa Cruz do Bispo, 13 de Junho 2009 I CONGRESSO DE FUTSAL DE FORMAÇÃO. Guarda-redes. Posturas de Prontidão Desportiva.

Ricardo Alves Análise de Jogo SL Benfica

Colégio Adventista de Rio Preto. Futsal. 9º ano. Prof. Daniel Prandi. Prof. Sheila Molina

ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES PLANIFICAÇÃO ANUAL. ENSINO SECUNDÁRIO DISCIPLINA: Educação Física ANO: 11º ANO LETIVO 2011/2012

Sistema de Ataque Triângulo Lateral

História do Basquetebol

REPORT MANCHESTER UNITED

Documento de Apoio de Andebol

CARACTERIZAÇÃO DAS AÇÕES DE FINALIZAÇÃO EM JOGOS DE FUTSAL: uma análise técnico-tática

Evolução Tática do Futebol. Prof. Esp. Sandro de Souza

TABLE FOOTBALL ACADEMIES

DOMÍNIO CONTEÚDOS TEMPOS 2 Subtema 1 - Introdução ao Programa / Apresentação do Manual / Regras de funcionamento/ Critérios de avaliação.

HANDBALL. Táticas defensivas

Federação Portuguesa de Basquetebol

JORGE CASTELO EXERCÍCIOS PARA TREINAR A MANUTENÇÃO DA POSSE DA BOLA. Fórum dos Treinadores Portugueses de Futebol 2013

Agrupamento de Escolas da Sé - Guarda Escola Básica Carolina Beatriz Ângelo Grupo Disciplinar de Educação Física

Táctica Básica de Pares Mistos

2012 / Programa Nestum Rugby nas Escolas. Nível 2 Tag-Rugby e Bitoque

Análise ao Manchester United

Versão Referenciais de FORMAÇÃO HÓQUEI

Princípios Táticos. Aprofundamento em Futebol

Ricardo Alves Análise de Jogo Manchester City. Informação retirada do site: zerozero.pt

04. PPT Princiṕios do Jogo PPT Caracterizac aõ Ni veis Desempenho 26 Caderno Exercićios 45 Documento Apoio Formac aõ Futsal FPF -DE FINAL 102

Educação Física! Agrupamento de Escolas Martim de Freitas! Francisco Pinto

Report SC Internacional

Fase Preparatória. Tempo P T 5. Objectivos comportamentais / Componentes críticas. Chamada e instrução sobre os exercícios a realizar na aula.

EDUCAÇÃO FÍSICA 9º ANO PLANIFICAÇÃO

Futebol. Origem. Caraterização

Referenciais de FORMAÇÃO

INICIAÇÃO AO FUTEBOL. Concepções metodológicas do treinamento INTRODUÇÃO:

Análise ao Villarreal Club de Fútbol

Análise ao Sport Lisboa e Benfica. Liga Nos

2012 / Programa Nestum Rugby nas Escolas. Introdução ao Tag-Rugby e ao Bitoque

Escola Secundária De São Pedro Da Cova. Voleibol Ano lectivo 2010/2011 1

Agrupamento de Escolas da Sé - Guarda Escola Básica Carolina Beatriz Ângelo Grupo Disciplinar de Educação Física

Relatório de Jogo SD EIBAR VS CELTA DE VIGO 1-1. Liga BBVA

FUTSAL A ORGANIZAÇÃO DINÂMICA DO JOGO. SISTEMAS DE JOGO Subsistema estrutural

UNIDADE DIDÁCTICA DE FUTSAL

1º PERÍODO 39 AULAS PREVISTAS Competências Essenciais Conteúdos Estratégias Recursos Materiais Avaliação

Didáctica das Actividades Físicas Basquetebol

CURSO DE TREINADORES DE FUTEBOL UEFA C GRAU I Nome: Nº Data: / /

FUTSAL A ORGANIZAÇÃO DINÂMICA DO JOGO SISTEMAS DE JOGO

JOGOS DESPORTIVOS COLECTIVOS

Madrid, Junio Todos los derechos reservados PROGRESSÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA 3.1 EM EQUIPAS DE FORMAÇÃO.

Transcrição:

CAPÍTULO III METODOLOGIA 1. Amostra Para a realização deste trabalho foram recolhidos dados de 4 jogos completos de Hóquei em Patins, relativos ao Campeonato Europeu de Juvenis, nos quais havia necessariamente um vencedor e um vencido. Da amostra fazem parte 5 selecções, Portugal, Espanha, Itália, França e Suíça. Foram analisadas na totalidade 520 acções de jogo. Tabela 1. Número de acções de jogo observadas por jogo. Jogos Nº de acções observadas 1ª Parte Nº de acções observadas 2ª Parte Portugal / Suíça 57 70 Portugal / França 55 73 Itália / Espanha 96 61 Portugal / Espanha 54 54 N = 262 N = 258 2. Procedimentos A primeira fase para a realização deste trabalho, consistiu na recolha bibliográfica e respectiva análise, imprescindível para a realização da observação dos jogos, que foram analisados segundo uma ficha de observação e um campograma, baseados em Ferreira (2003). Foram seleccionados alguns jogos do Campeonato da Europa de Juvenis, sendo posteriormente escolhidos 4 para a amostra final. De seguida foram analisados os jogos, sendo os dados registados na respectiva ficha de observação (anexo 1), sempre com a 19

ajuda do campograma (anexo 2), que servia de referência para registo das zonas e áreas de acção no terreno de jogo. Para a contagem do tempo de cada acção de jogo, foi utilizado um cronómetro digital, através da acção manual. Depois de recolhidos, todos os dados foram analisados, realizando-se o respectivo tratamento estatístico, através da estatística descritiva, na qual foram calculados os valores absolutos, relativos e médios das variáveis estudadas. 3. Categorias utilizadas Para o registo dos dados relativos a cada jogo, foram utilizadas diversas categorias para as respectivas acções de jogo, utilizando-se termos que permitam uma linguagem clara de modo a que os observadores compreendam aquilo que se está a analisar, de modo a não criar dúvidas na posterior análise dos dados recolhidos. 3.1 Origem da posse de bola: Segundo Ferreira (2003), define-se pela acção individual ou colectiva que leva à aquisição da posse de bola por parte de uma equipa, como tal: - Início de jogo (IJ): origem da posse de bola coincidente com o inicio do jogo. - Desarme (DS): recuperação da bola através de uma disputa da mesma. - Falta (F): origem da posse de bola coincidente com uma falta do adversário. - Passe interceptado (PI): origem da posse de bola depois de interceptado um passe da equipa adversária. - Ressalto ofensivo (RSO): recuperação da posse de bola após ter ganho o ressalto da mesma em situação ofensiva. - Ressalto defensivo (RSD): recuperação da posse de bola após ter ganho o ressalto da mesma em situação defensiva. - Recuperação defensiva (RD): recuperação da posse de bola após um passe falhado da equipa adversária ou remate, sem que a bola tenha sido interceptada, e sem disputa de ressalto. 20

- Recuperação ofensiva (RO): origem da posse de bola que resulta de uma perda momentânea da mesma, sem que a equipa adversária tenha exercido controlo. - Golpe Duplo (GD): origem da posse de bola após golpe duplo. 3.2 Fim da posse de bola Ferreira (2003), define o fim da posse de bola como o período de jogo em que uma das equipas perde o seu controlo sobre a movimentação da bola, excepto se continuar na posse da mesma. Assim: - Remate (R): acção individual que tem como objectivo finalizar uma acção ofensiva. - Desarme (DS): perda da posse da bola através de uma disputa da mesma. - Falta (F): Acção individual ou colectiva que culmina com uma falta à equipa atacante. - Golo (G): Fim da posse de bola resultante da concretização de um golo. - Recepção falhada (RF): perda da posse de bola resultante de uma recepção falhada. - Passe falhado (PF): perda da posse de bola após a realização de um mau passe que conduziu a bola à equipa adversária. - Passe interceptado (PI): origem da posse de bola depois de interceptado um passe da equipa adversária. - Final do jogo (FJ): perda da posse de bola que coincide com o final de cada parte do jogo. 3.3 Zona e Áreas de início e fim de posse de bola. Através destas zonas representadas no campograma, registamos as zonas do campo em que decorrem as acções de jogo. - Zona Intermédia (ZI): Zona compreendida entre as linhas de anti-jogo (Inclusive). - Zona de Ataque (ZA): zona do meio-campo ofensivo compreendida entre a linha de 22m, e a tabela de fundo. 21

- Zona de defesa (ZD): zona do meio-campo defensivo compreendida entre a linha de 18m, e a tabela de fundo. - Área atrás da baliza (A): área compreendida entre a tabela de fundo e uma linha imaginária disposta a toda a largura do campo, que passa pela linha de baliza. - Área intermédia (E): área compreendida entre duas linhas imaginárias paralelas, dispostas a toda a largura do campo, que passam pelos pontos C. - Área central (B2): área compreendida entre os pontos C e D, a zona intermédia e área de grande penalidade. - Área de baliza (B1): área correspondente à área de baliza. - Área lateral direita (D): área compreendida entre a linha lateral da área direita e a tabela lateral direita. - Área lateral esquerda (C): área compreendida entre a linha lateral da área esquerda e a tabela lateral esquerda. 3.4 Fases de jogo. Através das fases de jogo, analisamos se determinada acção decorreu em contraataque, ataque organizado ou ataque rápido. - Contra-ataque (CA): Situação de progressão no terreno de jogo, caracterizada por uma superioridade numérica dos atacantes em relação aos defesas, contrariando a acção ofensiva anterior da equipa adversária. - Ataque rápido (AR): ataque que não necessita de estruturas tácticas para a tentativa de concretização, devido à falta de organização da equipa adversária, embora os defesas se encontrem entre os atacantes e a baliza. - Ataque organizado (AO): acção de uma equipa no meio-campo ofensivo, com o objectivo de criar uma situação de finalização. 22

3.5 Sistema defensivo. Através deste parâmetro, será registado e analisado o tipo de oposição defensiva de uma equipa perante a outra. - Defesa individual (HxH): tipo de oposição defensiva em que existe uma marcação individual dos defesas aos atacantes no seu meio-campo defensivo. - Pressão (P): marcação cerrada dos defesas aos atacantes, de modo a recuperarem a posse de bola o mais rápido possível. No capítulo IV serão ainda utilizados outros termos como: - Erro do adversário: quando a origem da posse de bola resulta de um passe interceptado ou de um desarme. - Outra: quando a origem da posse de bola resulta de uma falta, continuação da posse de bola, início de jogo. 23