AS MIL CORES DO REPOLHO ROXO Elaboradores: Bruno Reis Martins Jordana Dinorá de Lima Karolayne Gonçalves da Silva Rafael de OIiveira Fratoni Aplicadores: Bruno Reis Martins Jordana Dinorá de Lima Karolayne Gonçalves da Silva Rafael de OIiveira Fratoni Supervisão: Carla Toncovitch Orientação: Márcia Helena Mendonça Ruth Janice Guse Schadeck Esta prática aborda o uso e da importância dos indicadores de ph. Trata-se dos conceitos de ácido e base, envolvendo brevemente as noções de concentração de íons hidrogênio. Objetiva-se também a desconstrução da utilização de características como gosto e sensação tátil como determinantes da natureza das soluções. Para tal, utiliza-se, com os alunos, a solução resultante do fervimento de repolho roxo e tiras de papel indicador universal para indicar o ph de diversas substâncias presentes no dia-a-dia. Além disto, ainda abordando os indicadores naturais de ph, fala-se sobre as Hortênsias, plantas que podem indicar o ph do solo onde se localizam.
MATERIAIS Chá de repolho roxo, béqueres, tubos de ensaio e os seguintes materiais ácidos e básicos: suco de limão, vinagre, detergente, leite, água sanitária, sabão em pó, bicarbonato de sódio, creme dental, alvejante, leite de magnésia, soda cáustica. PROCEDIMENTOS INDICAÇÃO DO PH DAS SUBSTÂNCIAS Fazer uma breve introdução/revisão do que é ph. Dividir a turma em grupos, de forma que cada grupo receba um béquer com a solução aquosa de uma das substâncias que terão seu ph medido e um tubo de ensaio com o chá de repolho roxo; Cada grupo deve colocar o chá de repolho roxo no béquer da substância, misturando-as; ATENÇÃO: A soda cáustica é um produto que, em solução, tem característica corrosiva. Por isso, ela não deve ser manipulada por alunos e sua mistura com o chá de repolho roxo para a indicação do ph deve ser feita pelo professor. Dicas É interessante que cada grupo realize sua mistura em momento distinto, com todos os outros grupos observando. Assim, há um maior aproveitamento por parte dos alunos e um maior controle por parte do professor. As duas primeiras demonstrações, podem ser de uma substância básica e uma ácida para que os alunos comecem entendendo que há uma escala de cores e que, dependendo da natureza da substâncias, a mistura com o chá de repolho roxo vai tender para uma determinada cor.
A cada mistura realizada, pode se pedir para que os alunos reforcem se a substância é ácida ou básica, de acordo com o a cor observada. Pode-se utilizar, também, tiras de papel indicador universal de ph, um método mais confiável, para reforçar a característica da substância. É interessante levar ramos com flores de hortênsia, tanto azul quanto cor-de-rosa. Estas plantas funcionam como indicadores naturais do ph do solo onde estão inseridas. Quando em solos ácidos, suas flores são azuis e quando em solo básico apresentam flores cor-de-rosa. RESULTADOS ESPERADOS Na abordagem inicial, espera-se que os alunos relacionem o sabor de determinadas substâncias com o ph que imaginam para ela. O suco de limão, por exemplo, apresenta gosto azedo e, por isso, os alunos tendem a classificálo como ácido. Pela mesma razão do sabor, espera-se que o creme dental também seja classificado como tal. A partir destas concepções e dos problemas envolvidos em sua aplicação (como a inexistência de uma relação entre a natureza do ph e o sabor de substâncias ou a impossibilidade de se testar todas as substâncias desta forma), introduz-se a importância dos indicadores de ph. Aqui, pode-se abordar de maneira simples o conceito de concentração de íons hidrogênio. No momento da mistura das substâncias com o chá de repolho roxo, espera-se que os alunos associem as cores formadas com a natureza daquela substância. Como cada grupo fará sua mistura para os demais grupos, esperase o reforço dos conceitos ao longo da aula. Dentre as substâncias testadas, espera-se os seguintes resultados: ph ácido (apresentando cores tendendo ao vermelho e ao rosa): suco de limão, vinagre; ph neutro (apresentando cores próximas ao roxo): leite e detergente; ph básico (apresentando cores tendendo ao amarelo, ao vede ao azul): água sanitária, sabão em pó, bicarbonato de sódio, creme dental, alvejante, leite de magnésia, soda cáustica.
RESULTADOS OBSERVADOS NA APLICAÇÃO AO 9 ANO DA ESCOLA ESTADUAL GOTTLIEB MUELLER Na aplicação desta aula, observou-se a escala que se pode ver na foto a seguir (a sequência das substâncias, na foto, não representa a escala que vai do mais ácido ao mais básico): Figura 1: Substâncias após a mistura com o chá de repolho roxo. Da direita para a esquerda: suco de limão, vinagre, detergente, leite, água sanitária, alvejante, soda cáustica, sabão em pó, leite de magnésia, bicarbonato de sódio e creme dental. Após esta primeira etapa, como havia disponível na escola, foram colocadas tiras de papel indicador nas substâncias para que se comparasse os diferentes métodos de indicação do ph. Em um outro momento, foram mostradas aos alunos as flores de Hortência e trabalhado com eles a questão da indicação do ph do solo. Figura 2: Comparação entre as cores apresentadas na mistura com o chá de repolho roxo e aquelas apresentadas no papel de indicação universal.
Durante a explicação com os ramos contendo flores de Hortência, uma aluna perguntou o que aconteceria se usássemos essência destas flores nas substâncias apresentadas. Aproveitando a situação e com o intuito de desenvolver nos alunos a curiosidade científica, foram maceradas flores em um cadinho com água, de forma a se obter uma essência das mesmas. Após, essa essência foi misturada com uma substância básica e uma ácida. Por fim, constatou-se, em aula, que a essência de flores de Hortência também serve como indicador de ph. No entanto, devido ao tempo, não foi possível construir toda a escala de cores com as substâncias presentes. Figura 3: Macerados de flores de Hortência. Sites interessantes Simulação, em flash, da medição de ph de certas substâncias: http://www.emultimedia.com.pt/simulacaoph/ Vídeo do Manual do Mundo demonstrando utilização do chá de repolho roxo: http://youtu.be/ezpsweug40a