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Transcrição:

http://www.lodiwine.com/ http://www.fatosdesconhecidos.com.br/5-fatosimpressionantes-que-voce-nao-sabe-sobre-vinho/

O vinho possui uma longa história que remonta pelo menos 6.500 a.c., pensando-se que tenha tido origem nos atuais territórios da Geórgia, Turquia ou Irã.

Vitivinicultura: mais de 40 países. Maiores produtores de vinho: França, Itália, Espanha Brasil é o 16 produtor mundial de vinhos. 90% da produção nacional de vinhos finos está no RS.

Tradicionais: França, Espanha, Itália, Portugal Emergentes no setor: Brasil, Chile, Argentina, Uruguay, África do Sul, EUA, Austrália

Fonte: http://www.doespana.com/es/noticia-el-top-ten-de-los-principales-paisesvitivinicolas-del-mundo-294.html

9000000 8000000 7000000 6000000 5000000 4000000 Uva Vinho 3000000 2000000 1000000 0 África do Sul Argentina Austrália Brasil Chile Espanha EUA França Itália Portugal

6000000 5000000 4000000 3000000 2011 2012 2013 2000000 1000000 0 África do Sul Argentina Austrália Brasil Chile Espanha EUA França Itália Portugal

12000 Exportações (milhões US$) 10000 8000 6000 4000 2000 0 Argentina Austália Chile França Espanha Itália Portugal EUA Fonte: FAOSTAT

1535: introdução da videira pelos portugueses; Final XIX: impulso, com os italianos (RS); Situa-se entre o paralelo 30 S, no Estado do Rio Grande do Sul, e o paralelo 9 S, na Região Nordeste. Principais estados: RS, PE, SP, SC, MG, BA, PR. Grande evolução em Pernambuco e Bahia.

No Brasil há 10 regiões que produzem vinhos; Os finos são elaborados com Vitis vinifera L. (européia). Os vinhos de mesa: Uvas americanas: Vitis labrusca e Vitis bourquina A vitivinicultura é desenvolvida nas regiões Sul e Nordeste. Na Sul colhe-se uma safra/ano; Nordeste são 3 em 2 anos.

1875-1915: produtos da uva para consumo local; 1915: Caxias-Montenegro: escoamento para Brasil; Década 70: crescimento da indústria brasileira: lançamento de novos produtos (qualidade e preço); Diminui diferenças entre Brasil e tradicionais;

Década de 90: entrada dos vinhos estrangeiros. Difusão de novas tecnologias, chegando até às vinícolas; Tanques aço: qualidade e competitividade, insere o produto gaúcho no mercado internacional (FARIAS, 2008).

Principais tintas: Merlot; Cabernet Sauvignon; Cabernet Franc; Pinot Noir; Sirah; Tannat Principais brancas: Chardonnay; Moscato; Riesling; Prosecco; Sauvignon Blanc

90.000 80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 Brasil Rio Grande do Sul 30.000 20.000 10.000 0 2010 2011 2012 2013 2014 Fonte: PAM/IBGE

1.600.000 1.400.000 1.200.000 1.000.000 800.000 Brasil RS 600.000 400.000 200.000 0 2010 2011 2012 2013 2014 Fonte: PAM/IBGE

20.000 18.000 16.000 14.000 12.000 10.000 Brasil RS 8.000 6.000 4.000 2.000 0 2010 2011 2012 2013 2014 Fonte: PAM/IBGE

características de clima, solo variedades de uvas sistemas de produção tecnologia de vinificação técnicas de envelhecimento

Devido às condições de clima e solo do RS que são mais favoráveis ao cultivo de uvas viníferas utilizadas na produção de vinhos finos, do que regiões como SC, SP, MG e PR, o RS tornou-se o maior produtor de uvas viníferas, sendo responsável por mais de 95% da produção (EMBRAPA, 2007).

Motta (2003) destaca as potencialidades da campanha do RS para a produção de Vitis vinifera. A região apresenta melhores condições para a produção de uvas destinadas à vinhos finos quando comparada à serra gaúcha. Condições climáticas (sol e pouca umidade no verão) são favoráveis à maturação da uva, assim como menores custos devido à redução no uso de fungicidas, produzindo um vinho de melhor qualidade.

Na Campanha, os municípios de Santana do Livramento, Dom Pedrito, Bagé cultivam uvas para vinhos finos. Dom Pedrito está entre os principais produtores da região, envolvendo uma diversificação de cultivos e propiciando desenvolvimento tanto econômico como social.

Tintas: Pinot Noir; Cabernet Franc; Cabernet Sauvignon; Merlot; Tannat Brancas: Chardonnay; Gewurztraminer; Sauvignon Blanc

Repouso vegetativo: abril- agosto Brotação: agosto Floração-frutificação: outubro/novembro Maturação e colheita: janeiro-março

Crítico para definir, em grande parte, a quantidade de uva a ser colhida na safra; tempo seco e ensolarado (T acima de 18ºC); Metade de outubro, precoces (Chardonnay, Pinot Noir, Gewürztraminer); Meados de novembro, tardias (Cabernet Sauvignon).

maior importância para a qualidade das uvas; dias ensolarados e baixa precipitação: obtenção de uvas sadias equilibrada relação açúcar/acidez elaboração de vinhos de qualidade.

Fonte: IBRAVIN

Ano Chile Argentina Itália França Portugal Total 2011 26,7 17,7 13,2 5,1 8,6 77,6 2012 30,3 15,6 11,6 5,0 9,8 79,5 2013 28,4 13,5 9,2 4,4 14,2 76,1 2014 35,5 14,2 9,5 4,7 9,8 80,7 2015 36,9 12,9 9,1 4,8 10,4 81,9 Fonte: http://aliceweb.mdic.gov.br

Ano Valor das importações (milhões US$) Valor das exportações (milhões US$) 2011 294 4,5 2012 300 6,8 2013 290 13,5 2014 324 10,2 2015 292 4,0 Fonte: http://aliceweb.mdic.gov.br

Fonte: IBRAVIN

Fonte: IBRAVIN

Fonte: IBRAVIN

60.000 50.000 40.000 30.000 Série1 20.000 10.000 0 Pernambuco Bahia São Paulo Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul

1.000.000 900.000 800.000 700.000 600.000 500.000 Série1 400.000 300.000 200.000 100.000 0 Pernambuco Bahia São Paulo Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul

O consumo per capita de vinhos no Brasil é de apenas 2 litros/ano, ocupando uma das últimas Posições no mundo, se comparado à Europa (40), Chile e Argentina, ambos com média de 25 litros/ano (UVIBRA, 2010).

Falta de mão de obra qualificada; Concorrência com vinhos importados; Baixo consumo de vinhos finos no Brasil; Logística de armazenagem e transporte; Falta de maior organização da cadeia;

Condições edafoclimáticas; Boa tecnologia de produção e vinificação; Aumento no consumo de vinhos no Brasil; Cepas adaptadas à região;

A Aprovale - Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos conta com 26 vinícolas associadas e 43 empreendimentos de apoio ao turismo, entre hotéis, pousadas, restaurantes, artesanatos, queijarias, ateliês de artesanato e antiguidades e outros.

A partir de 2012, com o reconhecimento do Vale como Denominação de Origem (DO), os produtos passaram a obedecer a regras mais específicas em relação à produção da uva e à elaboração do vinho. De acordo com informações da Aprovale, a obtenção do selo de indicação geográfica foi outro elemento fundamental para o aumento da qualidade da produção vitícola e vinícola nesta região.

Vitivinicultura tem grande potencial na região e Brasil; Avançar em tecnologia e mão de obra qualificada; Reduzir entrada de vinhos de outros países; Campanhas de valorização do vinho nacional; Tendências: vinhos orgânicos, rastreabilidade; Certificação ambiental.