DELIRIUM E DEMÊNCIAS

Documentos relacionados
ENFERMAGEM SAÚDE DO IDOSO. Aula 8. Profª. Tatiane da Silva Campos

Aula Teórica Demência

DEMÊNCIA? O QUE é 45 MILHOES 70% O QUE É DEMÊNCIA? A DEMÊNCIA NAO É UMA DOENÇA EM 2013, DEMÊNCIA. Memória; Raciocínio; Planejamento; Aprendizagem;

Doenças do Sistema Nervoso

Distúrbios Neurodegenerativos

PSEUDODEMÊNCIA visão do neurologista

Doenças Adquiridas do Neurônio Motor. Msc. Roberpaulo Anacleto

AGITAÇÃO PSICOMOTORA. Karoline Senna Juliana Suzano Gabriela Vieira Orientador: Dr. Alexandre Pereira

VII CONGRESSO BRASILEIRO DE NEUROPSIOUIATRIA GERIÁTRICA CONGRESSO BRASILEIRO DE AL2HEIMER CENTRO DE CONVENÇÕES FREI CANECA I SÃO PAULO I SP

ALTERAÇÃO COGNITIVA E COMPORTAMENTAL NA DOENÇA DE ALZHEIMER: ORIENTANDO O FAMILIAR E O CUIDADOR

Delirium. Sammylle Gomes de Castro

SEÇÃO 1 IMPORTÂNCIA DO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL E DE SUA PREVENÇÃO

Demência de Alzheimer. Dra. Célia Petrossi Gallo Garcia Médica Psiquiatra PAI-ZN

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (ISQUÊMICO) Antônio Germano Viana Medicina S8

DIRETRIZES SOBRE COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS EM DEPENDÊNCIA AO ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS DEPENDÊNCIA AO ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS E TRANSTORNOS PSICÓTICOS

ENFERMAGEM DOENÇAS CRONICAS NÃO TRANMISSIVEIS AVE / AVC. Profª. Tatiane da Silva Campos

BENEFÍCIOS DA FISIOTERAPIA NOS SINTOMAS DA DOENÇA DE ALZHEIMER

Pseudo-demência / défice cognitivo ligeiro

Maria Dionísia do Amaral Dias

Álcool e Drogas na Terceira Idade. UNIAD/UNIFESP Elton Pereira Rezende GERP.13

Delirium na Sala de Urgência

Guia rápido sobre Alzheimer. Fases e diagnóstico

Conceitos importantes. Droga qualquer entidade química ou mistura de entidades que alteram a função biológica e possivelmente sua estrutura.

DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS. Prof. Douglas Monteiro

INTERFACE DOS DISTÚRBIOS PSIQUIÁTRICOS COM A NEUROLOGIA

Status Epilepticus. Neurologia - FEPAR. Neurofepar Dr. Carlos Caron

Status Epilepticus. Neurologia - FEPAR. Neurofepar Dr. Roberto Caron

CURSO: ENFERMAGEM NOITE - BH SEMESTRE: 2 ANO: 2012 C/H: 60 PLANO DE ENSINO

Saúde Mental do Adolescente. Perturbações Psicóticas

Declínio Cognitivo Leve. José Mourão de Aquino Neto 6º semestre - Medicina

Envelhecimento do Sistema Nervoso. Profa. Dra. Eliane Comoli

Projeto de Acessibilidade Virtual RENAPI/NAPNE. Julho de 2010

ENFERMAGEM CUIDADOS DE ENFERMAGEM. Aula 3. Profª. Tatiane da Silva Campos

Envelhecimento do sistema nervoso

FUNDAMENTOS BÁSICOS E TEORIA EM SAÚDE MENTAL

Curso de Formação de Terapeutas em Dependência Química 2018 MÓDULO I

ENFERMAGEM SAÚDE DO IDOSO. Aula 11. Profª. Tatiane da Silva Campos

Mal de Alzheimer. Disciplina: Gerontologia. Profª. Juliana Aquino

Adultos com Trissomia 21

Processos Psicológicos Básicos II. Prof.ª Melissa Fernanda Fontana Aula 2

INCOGNUS: Inclusão, Cognição, Saúde

Genes e Epilepsia: Epilepsia e Alterações Genéticas

Fragilidade. Dra Silvana de Araújo Geriatria - UFMG Julho/2007

Síndrome Periódica Associada à Criopirina (CAPS)

Plano de curso da disciplina de NEUROLOGIA

Reunião de casos clínicos

A esquizofrenia é uma perturbação psiquiátrica caracterizada pela presença de comportamento psicótico ou amplamente desorganizado;

DIRETRIZES SOBRE COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS EM DEPENDÊNCIA AO ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS

APRESENTAÇÃO E-PÔSTER DATA: 18/10/16 LOCAL: SALAS PRÉDIO IV

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CONCURSO DOCENTE, EDITAL Nº 14/2015 PONTOS DAS PROVAS ESCRITA E DIDÁTICA

EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS. Diego Ortega dos Santos

Residência Médica 2019

EPILEPSIA PÓS- TRAUMÁTICA

Abordagem da Criança com Cefaléia. Leticia Nabuco de O. Madeira Maio / 2013

AULAS TEÓRICAS QUINTA- FEIRA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS III - 3ª FASE 2010/2

TG D Fon o t n e t : e : CID 10 1

Há 18 anos a Dana Alliance for Brain Initiatives, tem por objetivo ampliar a consciência pública sobre a importância e os avanços das pesquisas sobre

Internato de Neurologia Quinto Ano Médico. Ano 2015

Saúde do Homem. Medidas de prevenção que devem fazer parte da rotina.

Insuficiência Cardiaca

Os Benefícios da Atividade Física no Tratamento do Transtorno no Uso de Drogas

Centro Universitário Maurício de Nassau Curso de Psicologia Disciplina de Neurofisiologia

Hidroclorotiazida. Diurético - tiazídico.

Tetania da. Lactação e das. Pastagens

CRONORAMA DE AULAS

APRESENTAÇÃO E-PÔSTER DATA: 19/10/16 LOCAL: SALAS PRÉDIO IV

Transtornos de Aprendizagem. Carla Cristina Tessmann Neuropsicóloga

Aspectos Anatômicos: CÉREBRO E TDAH

P ERGUNTAR ( o máximo possível):

26/10/2018. Delirium. Introdução. Definição. Introdução. Introdução. Critérios de diagnóstico (DSM-5)

Psicopatologia do Uso Abusivo de Álcool e Outras Drogas

MANEJO DO ALCOOLISMO ENCERRAMENTO E AVALIAÇÃO

ANEXO II CONTEÚDO PROGRAMÁTICO EDITAL Nº. 17 DE 24 DE AGOSTO DE 2017

Clínica Jorge Jaber. Dependência Química. Luciana Castanheira Lobo de Araújo

Sistemas Humanos. Sistema Nervoso

Antipsicóticos 27/05/2017. Tratamento farmacológico. Redução da internação. Convivio na sociedade. Variedade de transtornos mentais

Avaliação neuropsicológica. Medindo a mente através do comportamento

Efeitos Neuropsicológicos ao longo da vida. Maria Alice Fontes, Psy. Ph.D.

Depressão. Em nossa sociedade, ser feliz tornou-se uma obrigação. Quem não consegue é visto como um fracassado.

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Doença de Alzheimer Ministério da Saúde - Novembro de 2017

EM MEDICINA INTERNA. curso de atualização AUDITÓRIO MUNICIPAL DE VILA DO CONDE PROGRAMA 18 A 23 DE NOVEMBRO DE 2019 HEMATOLOGIA CUIDADOS PALIATIVOS

DOSE EFEITO DO ETANOL

Ansiedade Edvard Munch 1894

Síndrome Periódica Associada à Criopirina (CAPS)

RESPOSTA RÁPIDA 44/2014 Informações sobre carbamazepina, Gardenal,Rivotril e Risperidona

1) Qual a frequência que ocorre, particularmente na doença de Alzheimer?

A INFLUÊNCIA DA DIETA CETOGÊNICA NO TRATAMENTO DO MAL DE ALZHEIMER

ENFERMAGEM DEPENDÊNCIA. ALCOOLISMO Aula 4. Profª. Tatiane da Silva Campos

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE E DO SONO. Marco Aurelio Soares Jorge

Sinapses. Comunicação entre neurônios. Transmissão de sinais no sistema nervoso

Transcrição:

DELIRIUM E DEMÊNCIAS Aplicações clínicas, diagnóstico diferencial e tratamento. Prof. Humberto Müller Saúde Mental - FACIMED

Delirium Sinônimos: Estado de confusão aguda Síndrome cerebral aguda Encefalopatia metabólica Psicose tóxica Insuficiência cerebral aguda Mente versus Cérebro

Delirium Conceitos Básicos É um síndrome, não uma doença! Delirium Fora do rumo - Hipócrates utilizava a palavra delirium para definir a confusão mental decorrente de febres ou TCE. Perturbação da consciência e alteração da cognição que se desenvolvem em curto período de tempo KAPLAN & SADOK Início repentino, curso breve e oscilante, tendo rápida melhora quando fator causal é identificado!

Delirium - Epidemiologia Chance de apresentar Delirium: 10 30% dos pacientes hospitalizados; 40 50% dos pacientes em recuperação por cirurgia de quadril; 90% dos pacientes cardiotomizados; 80% dos pacientes com doença terminal; 60% dos residentes de clínicas geriátricas; Sub-reconhecido e sub-diagnosticado

Delirium Fator de risco Fator de risco para desenvolver Delirium: Idade avançada Episódios prévios Lesões cerebrais preexistentes (ex.:ca) Dependência de álcool Doenças médicas (ex.:dm, CA, Cegueira) Desnutrição Gênero masculino

Delirium - Etiologia Possíveis desencadeadores: (Uni ou Multifatoriais) Doenças SNC; Doenças sistêmicas; Intoxicação ou Abstinência; Reação farmacológica adversa; Desequilíbrios eletrolíticos; Infecções;

Delirium - Etiologia Causas do Delirium: Intracranianas: Epilepsia, TCE, Infecções (meningite, encefalite), Neoplasias Subst. Farmacológicas: Anticolinérgicos, Anticonvulsivantes, Opióides, Sedativos, Insulina, Esteróides, Venenos ou metais pesados... Endocrinológicas: Hiper/Hipofunção em Hipófise, Tireóide... Doenças sistêmicas: IC, Hipoxia, Distúrbio eletrolítico, Encefalopatia hepática ou urêmica... Doenças carênciais: Tiamina, B12, Ac. Fólico... Estados pós-operatórios Adaptada de Charles E. Wells, M.D.

Delirium - Subclassificações Delirium devido a condição medica geral (ex.: Infecção) Delirium induzido por substâncias (ex.: Cocaina) Delirium por causas múltiplas (ex.: TCE + D. renal) Delirium sem outra especificação (ex.: Privação do sono)

Possíveis causas de Delirium...

Delirium - Fisiopatologia Alteração Neuroquímica: Ach Área neuroanatômica: Formação reticular do tronco encefálico (Regula excitação e atenção)

Delirium Características clínicas Consciência; Atenção; Principais alterações: Orientação (Auto / Alopsíquica); Memória; Sensopercepção; Conduta (do torpor à agitação); Alt. Neurológicas: Tremor, Incont. Urinaria, Nistagmo, falta de coordenação

Delirium Características clínicas Apresentação Curso da síndrome: Início rápido; Duração breve; Oscilações (dia / noite); Variações de lucidez à desorganização;

Critérios diagnósticos DSM-IV-TR

Delirium - Diagnóstico Critérios Diagnósticos: Perturbação da consciência; Alteração na cognição (memória, orientação e linguagem); Desenvolve-se em curto período de tempo; Existem evidências (história, exame físico/laboratorial) que a perturbação é causada por conseqüências fisiológicas diretas de uma condição médica geral. American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 4th ed. Text rev. 2000

Delirium - Diagnóstico EEM; Exame físico (Temperatura, PA, HGT, Inspeção e palpação, exame neurológico); Diagnosticar doença base; Levantar histórico do paciente (álcool); EEG (Diagnóstico diferencial);

Delirium Curso e Prognóstico Duração: Dias a semanas (causa dependente) Prognóstico: 20-30% morrem após três meses 50% morrem após um ano Pior Prognóstico: Maior idade e mais delirante Episódios prévios

Delirium - Tratamento Tratar causa subjacente! Tratamento não medicamentoso: Contenção física; Apoio sensorial; Apoio ambiental;

Delirium - Tratamento Tratamento Farmacológico: (Sintomatológico) APM ou Psicose: Haldol ou AP atípicos Insônia: BDZP (Lorazepam) Obs.: Evitar medicações anticolinérgicas

DEMÊNCIA REVERSÍVEIS X IRREVERSÍVEIS

DEMÊNCIA Déficit cognitivo lento e gradual, na presença de nível estável de consciência As funções cognitivas que podem ser afetadas na demência incluem a inteligência geral, a percepção, a atenção e a concentração, o julgamento e as habilidades sociais Sintomas resultam em comprometimento no funcionamento social/ocupacional e causa um declínio considerável, comparado ao nível de funcionamento anterior O transtorno pode ser progressivo ou estático, permanente ou reversível

Demência - Epidemiologia Doença de pessoas idosas (Após 60 anos) Pessoas acima 65 anos: 5% D. Grave e 15% D. Leve Pessoas acima 80 anos: 20% D. Grave EUA: Pacientes com D.A. ocupam 50% leitos em instituiçôes de saúde Do diagnóstico à morte: 5 9 anos.

Demências Classificação D. Alzheimer 50 60% (F>M) D. Vascular (Multiinfartos, Lacunar...) 15 30% (M>F) D. Mista 10-15% Drogas ou toxinas (D. álcoolica) Traumáticas (D. pugilística) D. Neurodegenerativas (Pick, Parkinson, Huntington, ELA) D. Infecciosa (SIDA, Neurossífilis, Creutzfeldt-Jakob) D. Nutricionais (WK-B1, B12, Folato) D. por Doença inflamatória crônica (LES, Esclerose)

Possíveis causadores de Demência...

Avaliação: Laboratorial \ Imagem

Demência do tipo Alzheimer Alois Alzheimer Relato de caso: Mulher, 51anos, com curso de quatro anos e meio de demência progressiva Diagnóstico final exigiu exame neuropatológico do cérebro

Demência do tipo Alzheimer (DA) FATORES GENÉTICOS: 40% tem historia familiar de DA. DA tem ligação com cromossomo 1, 14, 21 (Gene da proteína precursora de amilóide PPA - localiza-se no braço longo do cromossomo 21) Gêmeos mono X dizigóticos ( 43% vs. 8%)

Demência do tipo Alzheimer Características Neuroanatômicas

Demência do tipo Alzheimer Características (Necropsia) Placas Amilóides/Senis (fora neurônio) - Proc. Anormal proteína amilóide Emaranhados neurofibrilares (dentro neurônio) - Causado por hiperfosforilação de proteína TAU nos microtubulos neuronais. MORTE DIFUSA DOS NEURÔNIOS NO CORTEX!

Alzheimer - Fisiopatologia Hipótese cascata amilóide: Anormalidade genética PPA -> produz peptídeos tóxicos (PT) -> PT se reúnem e formam Oligômeros -> Estes se aglomeram e formam Placas amilóides (PA) -> PA causam resposta inflamatória e liberação compostos tóxicos -> PA + C. Tóxico causam fosforilação de proteina TAU e convertem microtubulos em emaranhados neurofibrilares no interior do neurônio...... Placa amilóide + emaranhado neurofibrilar levam a disfunção e morte do neurônio

Alzheimer - Fisiopatologia Placas amilóides destroem neurônios colinérgicos no Prosencéfalo Basal (Núcleo Meynert) causando distúrbios de memória. Base para tto sintomático: Drogas que reforçam a enzima Acetilcolina - inibidores da Acetilcolinesterase -

Alzheimer - Fisiopatologia Acetilcolina (Ach) e Demência: Bloq. Recep. Colinérgico (Escopolamina) produz distúrbio de memória em voluntários saudáveis. Se usarmos Inib.Ache, reverteremos o prejuízo e também estimularemos o funcionamento da memória. Núcleo de Meynert: É o principal centro cerebral dos neurônios colinérgicos (formadores de memória)

Alzheimer Característica Clínica DSM-IV-TR A. Múltiplos déficits cognitivos (1+2) (1) Memória (2) Afasia, Apraxia, Agnosia e/ou perturbação do funcionamento executivo B. Déficits (1 e 2) causam comprometimento social e ocupacional associado a declínio ao nível anterior de funcionamento C. Início gradual e declínio continuo D. Déficits 1 e 2 não se devem por doenças SNC (Vascular, Parkinson...) ou sistêmicas (def. vitamina, HIV, TSH...) E. Déficits não ocorrem exclusivamente no curso do Delirium

Alzheimer Característica Clínica Alterações memória e personalidade Limitações intelectuais e esquecimento Evasão / negação / Confabulação Instabilidade emocional / Comentários desinibidos / Apatia / Aparência desleixada Incapacidade em reconhecer objetos ou pessoas Prejuízo em executar atividades motoras com funcionamento motor intacto Perturbação na linguagem

Exame Estado Mental (EEM)

Demência Vascular Principal causa é doença cerebral vascular múltipla. Mais comum em homens, especialmente naqueles com HAS ou outros fatores de risco cardiovascular. Afeta principalmente os vasos cerebrais pequenos e médios As causas de infarto podem incluir a oclusão dos vasos por placas arteriosclerótica ou trombroembolia de origem distante (ex.: Válvula cardíaca)

Demência Vascular Sintomatologia similar a D.A. Sintomas associados com área cerebral afetada por infarto

Demência de PICK Alteração comportamental precede a alteração de memória

Demência Outras causas Características clínicas: Doença de Parkinson W-K (tríade clínica) Pseudodemência Transtorno Factício (Tempo antes q. pessoa / Recente antes q. remota)

Dôto, to com poblema de memória, que que eu tenho? ANAMNESE CLÍNCA É SOBERANA! Cronologia do problema Historia médica / psiquiátrica geral Uso de fármacos Historia pregressa História familiar Exame físico (Inspeção, sinais vitais...) MINI MENTAL (>20) Teste: Memória, matemática, Leitura, capacidade construtiva e visuoespaciais...

Dôto, to com poblema de memória, que que eu tenho? Delirium versus Demência Início da síndrome? Consciência (Grau de lucidez)? Curso da síndrome (Oscilação)? Duração? Prognóstico?

Dôto, to com poblema de memória, que que eu tenho? Parte 2 Exames laboratoriais Sangue: Hmg, Eletrólitos, Toxicológico, Função Hepática, renal e tireóide,b- HCG,Glicemia,Vitaminas, Virologia Urina: EQU, Toxicológico e metáis pesados Imagem: TC ou RM, PET ou SPECT

Dôto, to com poblema de memória, que que eu tenho? Parte 3 Após avaliação clínica e laboratorial: Estabelecer etiologia Reversível X Irreversível

TRATAMENTO NÃO - MEDICAMENTOSO Suporte (prevenção acidente); Apoio e proximidade familiar; Adequação ambiental: - Rotina - Estimular orientação - Atividade física / Psíquica

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Demências irreversíveis Alzheimer: IAch Vascular: Controle HAS, Dieta, anticoagulante, Pick: Controle sintomático Demência reversível Reposição vitamina Estabilização eletrolítica Tratar infecção vigente

Conclusão No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer......Daqui alguns anos seremos velhas de seios grandes ou velhos de pinto duro, mas que não nos lembraremos para que servem!