NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

Documentos relacionados
Comércio internacional: Determinantes. Reinaldo Gonçalves

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME

3-O conceito associado à especialização de cada país na produção de alguns produtos e aquisição dos restantes ao Resto do Mundo intitula-se...

ECONOMIA. Macroeconomia. Fundamentos Macroeconômicos Parte 02. Prof. Alex Mendes

Comércio internacional. Reinaldo Gonçalves Prof. Titular IE-UFRJ

REGIMES CAMBIAIS LEITURA OBRIGATÓRIA

Economia. Funções do governo. Prof. Me. Diego Fernandes Emiliano Silva diegofernandes.weebly.com

Setor externo da economia

Aula 01 Balanço de Pagamentos e Contas Nacionais

Balanço de pagamentos. Reinaldo Gonçalves

Profa. Alicia Ruiz Olalde

Comércio Internacional Auditor Fiscal da RFB

AULA 2 TEORIA CLÁSSICA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL. Mercantilismo, Teoria das Vantagens Absolutas Sílvia Helena G. de Miranda. LES 596 Agosto/2015

Balanço de pagamentos. Reinaldo Gonçalves

Aula 05. LIBERALISMO ECONÔMICO e o LIBERALISMO MODERNO. Adam Smith é conhecido como o pai do Liberalismo.

Economias Aberta e Fechada. 29. Macroeconomia Aberta: Conceitos Básicos. Economia Aberta. O Fluxo de Bens. O Fluxo de Bens.

FUNDAMENTOS TEÓRICOS DAS TROCAS INTERNACIONAIS

REGIMES ADUANEIROS APLICADOS AOS PORTOS

Agrupamento de Escolas de Cascais

CONTABILIDADE GERAL. Procedimentos Específicos. Importação e Exportação Tratamento Contábil Parte 2. Prof. Cláudio Alves

Introdução à Microeconomia

A Economia Aberta ANATOMIA DO BALANÇO DE PAGAMENTOS

Economia A Elsa Silva Rosa Moinhos. Unidade 10. As relações económicas com o Resto do Mundo

Setor Externo: Ajuste Forçado e Retomada da Economia Brasileira

P L AN I F I C AÇ Ã O AN U AL

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ DEPARTAMENTO DE ECONOMIA

Unidade I SISTEMÁTICA DE IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO. Profa. Lérida Malagueta

VANTAGEM ABSOLUTA VANTAGEM COMPARATIVA HECKSCHER-OHLIM Smith, Ricardo e HO...

EXPORTAÇÃO PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE TRIBUTOS, INCENTIVOS FISCAIS E CUSTOS

Formação Analista em Comércio Exterior

BREVE SÍNTESE SOBRE AS OPERAÇÕES DE CÂMBIO. Não é a moeda forte que faz o país. O país é que faz a moeda forte... Fernando Henrique Cardoso

Internacional Marketing. Milton Henrique do Couto Neto

COMÉRCIO INTERNACIONAL

Logística Internacional

Fatores para o cálculo do preço de exportação

Modelos de industrialização e Industrialização no Brasil. Todo o nosso conhecimento tem princípio nos sentimentos (Leonardo da Vinci)

COMÉRCIO INTERNACIONAL

GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS. Prof. Walfredo Ferreira

Nota de Informação Estatística Lisboa, 21 de fevereiro de 2013

A Balança de Pagamentos

X. Japão: do crescimento acelerado à recessão internacionalizada

O Comércio Internacional e seus porquês

RECOF-SPED: Novidades e Benefícios

IDH e Globalização. Uma longa viagem começa com um único passo (Lao Tsé).

REVOLUÇÕES INDUSTRIAIS E DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO

PROCESSO DE AGREGAÇÃO

TÓPICOS DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA (CÓD. ENEX60075) PERÍODO: 1º PERÍODO

Economia dos Recursos Naturais. Agentes e Circuito Económico

REPETRO Benefícios do Estado

Nota de Informação Estatística Lisboa, 21 de Fevereiro de 2011

Planejamento Tributário: PIS/Cofins - Importação e Disposições Legais. Editora Saraiva São Paulo 2006

Os negócios internacionais referem-se ao desempenho de atividades de comércio e investimento por empresas, 1 através das fronteiras entre países.

v. 01 Política comercial Reinaldo Gonçalves Professor titular UFRJ

Ponto de Situação da Execução da Carta de Qualidade da DSE 2012

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

APOSTILA DE MACROECONOMIA Cap. 1

Os benefícios do câmbio desvalorizado para o saldo da Balança Comercial

Interdependência e Ganhos de Troca

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

ECONOMIA. Macroeconomia. Economia Internacional Parte 02. Prof. Alex Mendes

Exportação Passo a Passo

Economia Brasileira Ciclos do Pós-Guerra

Conceito de Comércio exterior

Transcrição:

NEGÓCIOS INTERNACIONAIS Aula 01 - Fundamentos teóricos, parte I. Economia internacional Vs Comércio exterior. Teorias do Comércio Internacional (liberalismo vs protecionismo)

COMÉRCIO INTERNACIONAL Onde tudo começa? Necessidade de consumo e produção Divisão do trabalho Trocas

COMÉRCIO INTERNACIONAL É o processo de trocas comerciais (compra e venda) feito para além das fronteiras nacionais. As compras são representadas pelas importações As vendas pelas exportações

ECONOMIA INTERNACIONAL Engloba o comércio internacional (exportações e importações), prestação de serviços, transferências unilaterais (donativos, remessas de imigrantes ou para imigrantes) e movimento de capitais.

ECONOMIA INTERNACIONAL As economias podem ser: Abertas (interagem livremente com outras economias do mundo) Fechadas (não interagem com outras economias do mundo)

IMPORTAÇÃO Processo de venda de produtos e serviços, produzidos no exterior, no mercado doméstico.

IMPORTAÇÃO Por que importar? Necessidades de matéria-prima Aquisição de alta tecnologia sem os custos de P&D Às vezes é mais barato comprar do que produzir

EXPORTAÇÃO Processo de vendas no exterior de produtos e serviços produzidos no mercado doméstico. É a atividade que proporciona a abertura do país para o mundo - José Lopes Vasquez

EXPORTAÇÃO Por que exportar? A exportação gera empregos e divisas Devemos exportar mesmo quando não abastecemos o mercado interno? Produtos destinados à exportação devem ser tributados?

EXPORTAÇÃO Drawback O exportador importa matéria-prima para confeccionar mercadorias que serão exportadas Pode ser concedido via suspensão, isenção ou restituição Drawback verde-e-amarelo: isenta matéria-prima nacional do IPI se for utilizada para exportação

EXPORTAÇÃO ZPE Zonas de Processamento de Exportação São áreas geográficas, com limites definidos, que são isentas de impostos internos e sua produção é considerada como se tivesse sido efetuada no exterior. São áreas de livre comércio com o exterior (foreign zones)

IMPORTAÇÃO Zonas francas áreas geográficas com benefícios fiscais e aduaneiros para as mercadorias estrangeiras ali ingressadas

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Viagens internacionais (inclui turismo) exportar turistas é importação. Importar turistas é exportação. Transportes (fretes, serviços portuários, alugueis de contêineres, fornecimentos de combustível, reparos) Seguros (garantias no comex)

OUTROS Rendas Transferências unilaterais (não geram contrapartida) Movimentos de capitais (investimentos, empréstimos, financiamentos, etc)

COMÉRCIO INTERNACIONAL Balança comercial: diferença entre exportações e importações Importações > Exportações Importações < Exportações Importações = Exportações Déficit comercial Superávit comercial Equilíbrio comercial

COMÉRCIO INTERNACIONAL Fatores que afetam a balança comercial Gostos e preferências dos consumidores Preços dos produtos e serviços no país e no exterior A taxa de câmbio através da qual as pessoas podem comprar moeda estrangeira

COMÉRCIO INTERNACIONAL Fatores que afetam a balança comercial A renda dos habitantes de um país Os custos logísticos para enviar um produto de um país para outro As políticas do país a respeito do comércio internacional

COMÉRCIO INTERNACIONAL Fatores que contribuíram para o crescimento do comércio exterior Divisão do trabalho (produção em escala, excedente) Desigualdade de distribuição das jazidas minerais no planeta Diferenças de solos e climas Diferenças dos estágios de desenvolvimento econômico

TEORIAS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL Qual a ideia que rege o comércio internacional? O país deve ser o mais eficiente no uso de seus ativos, acumulando riquezas

Teorias: TEORIAS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL Teoria de vantagem absoluta ou competitiva de Adam Smith Cada país deve concentrar seus esforços no que pode produzir a custos mais baixos e trocar o excedente desta produção por produtos que custem menos em outros países (vantagens de custos)

Teorias: TEORIAS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL Teoria de vantagem relativa ou comparativa de David Ricardo Diferenças de produtividade oriundas de um fator distinto de bens (vantagem de clima, terra, mão de obra, etc)

Exemplificando a teoria da vantagem comparativa Quantidade de homens/hora para a produção de uma unidade de mercadoria. Tecido Inglaterra Portugal 100 homens/hora 90 homens/hora Vinho Inglaterra Portugal 120 homens/hora 80 homens/hora.

POLÍTICAS ECONÔMICAS As principais políticas econômicas são: Liberalismo Protecionismo Liberalismo moderno

POLÍTICAS ECONÔMICAS Liberalismo regime contra a intervenção do Estado na economia. Prega que o equilíbrio econômico nasce por meio da livre iniciativa.

POLÍTICAS ECONÔMICAS Liberalismo, características Mercado livre: ausência do Estado na economia Livre concorrência: preços se formam em função do mercado Iniciativa individual: qualquer indivíduo pode exercer a função que quiser Desregulamentação: Estado deve remover obstáculos que inibem a atividade econômica Divisão internacional do trabalho: países produzindo o que for economicamente mais conveniente e trocando o excedente

POLÍTICAS ECONÔMICAS Protecionismo Regime em que o Estado é intervencionista, dita a política comercial interna e externa através da burocracia estatal

POLÍTICAS ECONÔMICAS Protecionismo, características Proteção da indústria nacional: multinacionais se utilizam de economia de escala, o que torna seus custos menores Proteção aos recursos naturais: exploração controlada pelo Estado garante o futuro do país (petróleo, ferro) Proteção de natureza estratégica: segmentos de interesse vital para a segurança do país (energia, telecomunicações)

POLÍTICAS ECONÔMICAS Liberalismo moderno Regime moderado, o governo assume políticas de intervenção e de não intervenção de acordo com a situação econômica e do interesse social em dado momento.

POLÍTICAS ECONÔMICAS Prós e contras A liberação financeira é algo como o fogo. É bom ter, mas você pode queimar toda a sua casa. Só há três saídas para o país: galeão, cumbica ou liberalismo.

Atividade em sala Formem grupos. Tema de discussão: Quais as desvantagens do liberalismo e do protecionismo?

Referências bibliográficas MAIA, Jayme de Mariz. Economia internacional e comércio exterior. São Paulo: Atlas, 2000. (caps. 1 e 5)