Prof.: Eduardo Campos



Documentos relacionados
Definição: As dispersões são misturas nas quais uma substância está disseminada na forma de partículas no interior de uma outra substância.

Definição: As dispersões são misturas nas quais uma substância está disseminada na forma de partículas no interior de uma outra substância.

QUÍMICA RECUPERAÇÃO PARALELA. Prof. ALEXANDRE D. MARQUIORETO

É o cálculo das quantidades de reagentes e/ou produtos das reações químicas.

Prática 1 Determinando o Teor de Sacarose em Bebidas

Curvas de Solubilidade

Após agitação, mantendo-se a temperatura a 20ºC, coexistirão solução saturada e fase sólida no(s) tubo(s)

Experiência 07: Preparo de Solução a partir de Substâncias sólidas, Liquidas e de Solução Concentrada

Lista de Exercícios. Estudo da Matéria

As dispersões coloidais são compostas por dispersante e disperso. O dispersante é o equivalente ao solvente e o disperso é o equivalente ao soluto.

Critérios Específicos de Classificação da Questão Aula

GOIÂNIA, / / PROFESSORA: Núbia de Andrade. DISCIPLINA:Química SÉRIE: 2º. ALUNO(a):

Água e óleo. Solução de CuSO 4. Qual dos sistemas é uma dispersão? Por que?

Maria do Anjo Albuquerque

A) 11,7 gramas B) 23,4 gramas C) 58,5 gramas D) 68,4 gramas E) 136,8 gramas

Classificação Solução Colóide Suspensão Exemplo: açúcar na água, sal de cozinha na água, álcool hidratado.

Dispersão: disperso dispersante ou dispergente

Unidade 2 Substâncias e átomos

Química 1 Cecília e Regina 2ºEM/TI 2º. Química 1-2ºTI

PROPREDADES COLIGATIVAS Folha 03 João Roberto Mazzei

Átomos & Moléculas. Definição: é uma porção de matéria que tem propriedades bem definidas e que lhe são característica.

Escola Básica e Secundária da Calheta. Físico-Química 7.º Ano de escolaridade

QUÍMICA Tipos de soluções Edson Mesquita

De acordo com o estado de agregação da solução. De acordo com o estado físico do soluto e do estado físico do solvente

AS SOLUÇÕES. Soluções, colóides e suspensões. disperso), se distribui de maneira uniforme ao longo

CURSO APOIO QUÍMICA RESOLUÇÃO

Lista de Exercícios Estequiometria

QUÍMICA PISM II (MÓDULO I)

Apostila de Química 21 Soluções

Volumetria de Neutralização Ácido-Base

Professor: Fábio Silva SOLUÇÕES

Ministério da Educação Universidade Federal do Paraná Setor Palotina. Soluções e cálculos de soluções

Reacções de precipitação

Propriedades da Matéria Folha 05- Prof.: João Roberto Mazzei

SOLUÇÕES PARTE 1. Giseli Menegat e Maira Gazzi Manfro

Escola Secundária de Lagoa. Ficha de Trabalho 4. Física e Química A 11º Ano Turma A Paula Melo Silva. Revisão 10º Ano: As três miudinhas

ferro bromo brometo de ferro 40g 120g 0g 12g 0g 148g 7g 40g 0g 0g x g 37g

C o l é g i o R i c a r d o R o d r i g u e s A l v e s

Escola Secundária de Casquilhos Teste 1 de Física e Química A 10º ANO 22/10/ minutos

Colóides. 2) Indique em que fase de agregação se encontram respectivamente o disperso e o dispergente nas dispersões coloidais abaixo:

gás ou sólido (soluto)

Dependendo do diâmetro (Ø) das partículas que constituem o disperso, as dispersões podem ser:

Neste caso o sistema recebe o nome de DISPERSÃO

SOLUÇÕES Folha 03 João Roberto Mazzei

FÍSICO-QUÍMICA PROF. ALEXANDRE LIMA

A ÁLISE TITRIMÉTRICA

SEBENTA DE FÍSICA E QUÍMICA SOLUÇÕES

Profº André Montillo

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Biologia Prof. Hugo Henrique Pádua M.Sc. Fundamentos de Biofísica.

Série: 2º ano. Assunto: Estequiometria

Substâncias Puras e Misturas

PROPRIEDADES COLIGATIVAS PARTE 2

CURSINHO TRIU QUÍMICA FRENTE B

MASSA ATÔMICA, MOLECULAR, MOLAR, NÚMERO DE AVOGADRO E VOLUME MOLAR.

VI Olimpíada Norte - Nordeste de Química e

Mistura: material formado por duas ou mais substâncias, sendo cada uma destas denominada componente.

AS TRANSFORMAÇÕES DA MATÉRIA.

4. SISTEMAS COLOIDAIS

7. EQUILÍBRIO QUÍMICO

Propriedades coligativas: são propriedades que dependem da concentração de partículas (solutos) dissolvidas, mas não da natureza dessas partículas.

Concentrações. Flavia de Almeida Vieira Tatiana Dillenburg Saint Pierre

SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E SEPARAÇÃO DE MISTURAS

P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 08/10/07

Profº André Montillo

Título: Iodometria. Aula Experimental n 16

Potencial hidrogeniônico e hidroxiliônico - ph e poh

GOIÂNIA, / / PROFESSORA: Núbia de Andrade. Antes de iniciar a lista de exercícios leia atentamente as seguintes orientações:

2º ano do Ensino Médio Profª Luiza Martins

Química Fascículo 06 Elisabeth Pontes Araújo Elizabeth Loureiro Zink José Ricardo Lemes de Almeida

Tamanho das partículas dispersas Até 1 nm (nanômetro) de 1 nm a 100 nm maior que 100 nm

t 1 t 2 Tempo t 1 t 2 Tempo

DISPERSÕES. Profa. Kátia Aquino

Boas Práticas Laboratoriais Preparo de soluções

Química Analítica I Tratamento dos dados analíticos Soluções analíticas

Resolução: Resposta: D. Resolução: Resposta: B.

Aulas 13 e 14. Soluções

Cálculo Químico ESTEQUIOMETRIA

Para compreender o conceito de reacção de precipitação é necessário considerar as noções básicas de dissolução e de solubilidade de sais em água.

Lista de Exercícios Química Geral Entropia e energia livre

HOMOGÊNEO HETEROGÊNEO

2ª SÉRIE roteiro 1 SOLUÇÕES

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 10/09/08

Prof.: HÚDSON SILVA. Soluções. Frente 2 Módulo 5. Coeficiente de Solubilidade.

Teoria sobre SOLUÇÕES

Água e óleo. Solução de CuSO 4. Qual dos sistemas é uma dispersão? Por que?

Concurso de Seleção 2004 NÚMERO DE INSCRIÇÃO - QUÍMICA

Química C Extensivo V. 2

tem-se no equilíbrio que 1 mol de HCl reagiu com 1 mol de NaOH, ou seja: n(hcl) = n(naoh)

Química. Exercícios sobre soluções I. Resumo. 2. Observe a tabela de solubilidade abaixo para várias substâncias:

CONDIÇÃO: Sólidos que facilmente são separados à mão ou com a ajuda de um. CONDIÇÃO: Sólidos com densidades diferentes, em que um deles facilmente é

Titulações Ácido-Base Titulações de Neutralização

DISPERSÕES. Prof. Tatiane Kuchnier de Moura

a) 20 d) 100 b) 40 e) 160 c) 80

Aluno(a): Nº. Professor: Série: 1 Disciplina: Data da prova:

Introdução à Volumetria. Profa. Lilian Lúcia Rocha e Silva

Estequiometria Folha 03 Prof.: João Roberto Mazzei

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS

Aos materiais que a Química usa como matéria-prima podemos classificá-los como:

CIÊNCIAS PROVA 1º BIMESTRE 9º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ

MASSA ATÔMICA. 1u corresponde a 1, g, que equivale aproximadamente à massa de um próton ou de um nêutron.

Transcrição:

Prof.: Eduardo Campos

Definição: As dispersões são misturas nas quais uma substância está disseminada na forma de partículas no interior de uma outra substância.

Vejamos alguns exemplos: Ao agitar a mistura, a sacarose (disperso) se dissemina na água (dispersante) sob a forma de pequenas partículas, as quais se distribuem uniformemente na água.

Quando agitada, a gelatina (disperso) se dissemina na água (dispersante) sob a forma de pequenas partículas, as quais se distribuem uniformemente na água.

Ao agitarmos a mistura por um dado momento, o enxofre se dissemina na água, sob a forma de partículas que se distribuem uniformemente na água. Pouco tempo depois o enxofre sedimenta-se, e o sistema deixa de ser uma dispersão

Classificação das disperções O tamanho médio das partículas do disperso é um critério para classificar as dispersões (1nm = 10-9 m).

SOLUÇÃO- As partículas da fase dispersa: Não se sedimentam sob ação da gravidade, nem de centrífugas; Não são retidos por filtros; Não são visíveis ao microscópio.

COLÓIDES- As partículas da fase dispersa: Não se sedimentam sob ação da gravidade, nem de centrífugas comuns, mas sedimentam-se com uso de ultracentrífugas; Não são retidos por filtros comum, apenas por ultrafiltros; Não são visíveis ao microscópio comum e são visíveis no ultramicroscópio.

SUSPENSÃO- As partículas da fase dispersa: Sedimentam sob ação da gravidade; São retidos por filtros comuns; São visíveis ao microscópio comum.

Classificação dos colóides: SOL Colóide constituído por: Disperso = sólido Dispersante = líquido Exemplos: gelatina em água; goma arábica em água; vernizes e tintas.

GEL Colóide constituído por: Disperso = líquido Dispersante = sólido Exemplos: geléias; manteiga; queijo.

EMULSÃO Colóide constituído por: Disperso = líquido Dispersante = líquido Exemplos: maionese; leite.

ESPUMA Colóide constituído por: Disperso = gás Dispersante = líquido Exemplos: ar na espuma de sabão; ar no chantilly; no colarinho do chope.

AEROSSOL Colóide constituído por: Disperso = sólido Dispersante = gás (o ar) Exemplos: fumaças.

Estudo das soluções: Solução é toda mistura homogênea.

SOLUÇÕES são misturas homogêneas de duas ou mais substâncias. SOLUÇÕES SOLUÇÃO = SOLUTO + SOLVENTE menor proporção em geral H 2 O Exemplos: açúcar em água, ar, ligas metálicas,...

Como se forma uma solução? substância A substância B mistura A + B (solução) SOLUÇÕES O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O parede de separação removendo a parede A disseminação do soluto no solvente ocorre de forma espontânea!

Classificação das soluções: 1 º Critério: De acordo com o estado físico. Sólida: Liga metálica formada por 75% de ouro e 25% de cobre, ligas metálicas, medicamento na forma de comprimidos,... Líquida: Solução aquosa de sacaroseágua mineral (sem gás), soro fisiológico, bebidas,... Gasosa: Ar atmosférico isento de partículas sólidas.

2 º Critério: De acordo com a natureza do soluto. Solução molecular: As partículas do soluto são moléculas; C 6 H 12 O 6(sólido ) C 6 H 12 O 6(aquoso) Solução iônica: As partículas do soluto são íons. NaCl(sólido) Na+(aquoso) + Cl-(aquoso)

3 º Critério: De acordo com a solubilidade do soluto. A solubilidade de um soluto é a quantidade máxima do soluto que pode ser dissolvida em uma determinada quantidade de solvente a uma dada temperatura e pressão.

Exemplo: A solubilidade do KCl em água a 20 o C é de 34g do sal em 100g de água. Representação: 34g de KCl/100g de água. Interpretação: 34g é a quantidade máxima de KCl que pode ser dissolvida em 100g de água a 20 o C.

Solução Saturada Quando a quantidade de soluto dissolvida for igual à especificada pela solubilidade. Solução Insaturada Quando a quantidade de soluto dissolvida for inferior à especificada pela solubilidade.

Solução Supersaturada Quando a quantidade de soluto dissolvida for superior à especificada pela solubilidade.

Trata-se de: Solução saturada com corpo de fundo, corpo de chão ou precipitado quando a temperatura é de 20 o C.

Vamos aquecer o sistema a 50 o C.

A 50 o C, conseguimos dissolver 40g do KCl em 100g de água. Como estão dissolvidos 36g, é uma solução insaturada.

Com a diminuição lenta da temperatura e sem nenhuma agitação, conseguimos dissolver 36g do KCl em 100g de água a 20 o C; logo, uma solução supersaturada.

O Coeficiente de Solubilidade ou de Saturação (CS) é a quantidade máxima de um soluto sólido, que pode ser dissolvida em certa quantidade de um solvente, em dada temperatura. O CS é uma grandeza determinada experimentalmente e apresentada em tabelas. Por exemplo: NaCl CS = 36 g/100 g de água, à 20 o C CaSO4 CS = 0,2 g/100 g de água, à 20 o C KNO3 CS = 13,3 g/100 g de água, à 20 o C

CS do NaCl a 0 C = 35,7 g / 100g de H 2 O CS do NaCl a 25 C = 42,0 g / 100g de H 2 O (200/1000)X100=20g 200 g de NaCl 357 g de NaCl 400 g de NaCl 1L de água a 0 C 1L de água a 0 C 1L de água a 0 C insaturada Saturada Saturada com corpo de fundo

As soluções supersaturadas são preparadas aquecendo uma solução que apresenta corpo de fundo, até a total dissolução do soluto presente. Após, a mesma sofre lento resfriamento até a temperatura de referência (20 o C), o que possibilita que o excesso de soluto (além do CS) permaneça dissolvido. Entretanto são soluções muito instáveis ondeo excesso irá precipitar por simples agitação mecânica, choque térmico ou adição de um germen de cristalização. Germen de cristalização = macro-cristal do soluto, sobre o qual o excesso dissolvido se aglutina.

Solubilidade e temperatura Para solutos sólidos, em geral, o aumento da temperatura provoca aumento na solubilidade. Esse efeito varia de substância para substância e pode ser facilmente evidenciado em diagramas de solubilidade. Para substâncias gasosas o fenômeno é oposto pois o aumento da temperatura diminui a solubilidade. Por esse motivo devemos conservar um refrigerante, após aberto, em geladeira, pois a menor temperatura favorece a dissolução do CO 2.

Curvas de Solubilidade são gráficos que apresentam a variação dos coeficientes de solubilidade das substâncias em função da temperatura. Exemplo: Solubilidade de KNO 3 (nitrato de potássio) em água. Temperatura ( ºC ) gramas de KNO 3 em 100 g de água 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 13 20 32 46 64 85 110 137 169 204 246

CURVAS DE SOLUBILIDADE CS (g/100g de água) Comportamento normal CS 1 Comportamento anormal T 1 T C

Curvas com ponto(s) de inflexão referem-se a solutos hidratados. Na temperatura da inflexão ocorre um decréscimo (total ou parcial) do número de moléculas de hidratação na fórmula do composto. Curva ascendente dissolução endotérmica Curva descendente dissolução exotérmica Soluções Curvas de Solubilidade

C O N C E N T R A Ç Õ E S Concentração é a relação entre a quantidade de soluto (massa, n o de mols, volume,..) e a quantidade de solução. Exemplo Soro fisiológico (NaCl) 0,9 % -em cada 100 gramas dessa solução há 0,9 gramas de NaCl e 99,1 gramas de H 2 O.

C O N C E N T R A Ç Õ E S Unidades de massa grama = 10 3 miligramas quilograma (kg) = 10 3 gramas miligrama = 10-3 gramas = 10-6 kg Unidades de volume Litro = 10 3 mililitros = dm 3 m 3 = 10 3 litros mililitro = cm 3 = 10-3 litro

C O N C E N T R A Ç Õ E S Concentração Comum (C) É a razão entre a massa, em gramas, do soluto (m 1 ) e o volume, em litros(v), da solução. C m 1 = unidades: grama/litro V

C O N C E N T R A Ç Õ E S Exemplo Uma solução de NaOH apresenta 200 mg dessa base num volume de 400 ml de solução. Qual a Concentração (g/l)? Solução: m 1 =200mg=0,2g;V=400mL=0,4L C=0,2g/0,4L = 0,5grama/Litro Resposta: C = 0,5 g/l

C O N C E N T R A Ç Õ E S Título ou % em massa (T) É a razão entre a massa, em gramas, do soluto (m 1 ) e a massa, em gramas, da solução(m). m m m m m T 2 1 1 1 + = = sem unidades Ainda: T% = T. 100

C O N C E N T R A Ç Õ E S Exemplo Foram dissolvidas 80 gramas de NaCl em 320 gramas de água. Qual o título da solução? Solução: m 1 =80g ;m 2 =320g ;m=400g T=80/80+320=80/400=0,2 Resposta: T = 0,2 ou T% = 20 %

C O N C E N T R A Ç Õ E S Título em volume (T v ) É a razão entre o volume, em L ou ml, do soluto (V 1 ) e o volume, em L ou ml, da solução(v). T v = V V 1 = V1 V + V 1 Ainda: T v % = T v. 100 2 sem unidades O Título em volume é usado para expressar a graduação alcoólica das bebidas. Ex.: 38 o GL = 38 %

C O N C E N T R A Ç Õ E S Exemplo Uma bebida alcoólica apresenta 25% de etanol (álcool). Qual o volume, emml,doetanolencontradoem2litros dessa bebida? Solução: T v %=25% T v =0,25 ;V=2L V 1 =T v.v=0,25.2=0,5l=500ml Resposta: V 1 = 500 ml = 0,5 L

C O N C E N T R A Ç Õ E S Concentração Molar ou Molaridade (M) É a razão entre o n o de mols do soluto(n 1 ) e o volume, em litros (V), da solução. M = n1 V unidades: mol/litro ou M

C O N C E N T R A Ç Õ E S Exemplo UmasoluçãodeH 2 SO 4 contém0,75 mols desse ácido num volume de 2500 cm 3 desolução.qualamolaridade? Solução: n 1 =0,75mol ;V=2500mL=2,5L M =n 1 /V=0,75/2,5=0,3mol/Lou0,3M Resposta: M = 0,3 mol/l

C O N C E N T R A Ç Õ E S Relações entre C e T V m C 1 = m m m m m T 2 1 1 1 + = = dividindo C por T, resulta d ou µ densidade V m m m V m T C 1 1 = = = =

C O N C E N T R A Ç Õ E S Observações: 1. A Concentração (C) sempre deve ser expressa em g/l; 2. Se a densidade também está expressa em g/l a relação resultará C = T. d 3. Se a densidade está expressa emg/ml(oug/cm 3 )arelaçãoresultará C = T. 1000. d

C O N C E N T R A Ç Õ E S Relações entre C, T e M V m C 1 = m m m m m T 2 1 1 1 + = = V n1 M = como n 1 = m 1 / M 1 m 1 = massa do soluto M 1 = massa molar do soluto M= M d 1000 T M C M V m V n 1 1 1 1 1... = = =

C O N C E N T R A Ç Õ E S Exemplo Uma solução de HCl contém 36,5 %, em massa do ácido e densidade 1,2 g/ml.qual a Molaridade? Solução: T%=36,5% T=0,365;d=1,2g/mL M =T.1000.d/M 1 =0,365.1000.1,2/36,5 M = 12,0molou12,0Mou12,0Molar Resposta: M = 12,0 mol/l

D I L U I Ç Õ E S Diluir uma solução é adicionar solvente (em geral água) mantendo a quantidade de soluto constante.

Solução 1 Solução 2 D I L U I Ç Õ E S + V água M = n 1 / V M = n 1 / V n 1 = M.V n 1 = M.V M. V = M. V

D I L U I Ç Õ E S Exemplo Foram adicionados 750 ml de água destilada à 250 ml de uma solução 0,5 M de HCl. Qual a molaridade da solução formada? Solução: V água =0,75L;V=0,25L;M =0,5;M =? M.V = M.V M = M.V / V M = 0,5. 0,25 / 1,0 = 0,125 mol/l ou 0,125 M Resposta: M = 0,125 mol/l

I- MESMO SOLUTO(sem reação química) M Solução 1 Solução 2 Solução 3 I S T + U R A S n 1 = M.V n 1 = M.V + = donde resulta: n 1 = M.V n 1 + n 1 = n 1 M.V + M.V = M.V

M I S T U R A S Exemplo Foram misturados 0,5 L de solução 1 M de NaOH, com 1,5 L de solução 2 M, da mesma base. Qual a Molaridade resultante? Solução: M = 1 ; V = 0,5 ; M = 2 ; V = 1,5 ; V = 2,0 ; M =? M.V + M.V = M.V M = M.V + M V / V M =(1. 0,5) + (2. 1,5) / 2,0 = 1,75 mol/l = 1,75 M Resposta: M = 1,75 M

II - SOLUTOS DIFERENTES (c/ reação química) M I S T U R A S Ex.: solução de HCl + solução de NaOH Nesse caso devemos levar em conta a estequiometria da reação, no seu ponto final. 1mol 1mol HCl + NaOH NaCl + H 2 O No ponto finalda reação n o mols ácido = n o mols da base n ácido = n base M ácido.v ácido = M base. V base

II - SOLUTOS DIFERENTES (c/ reação química) M I S T U R A S Nesse caso adiciona-se uma solução sobre a outra e o ponto final da reação pode ser visualizado pela adição de um indicador ácidobase. ácido base

Exemplo M I S T U R A S Foram neutralizados 600 ml de solução 1 M de NaOH, com 1,5 L de solução de HCl. Qual a Molaridade da solução ácida? Solução: M b = 1 ; V b = 600 ml = 0,6 L ; M a =? ; V a = 1,5 Para essa reação, no ponto final, M a.v a = M b. V b M a = 1. 0,6 / 1,5 = 0,4 mol/l Resposta: M = 0,4 mol/l