ANÁLISE DE RISCO TOXICOLÓGICO



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Transcrição:

ANÁLISE DE RISCO TOXICOLÓGICO Giuliano Marchi Luiz Roberto G. Guilherme São Paulo, 2/4/2009

ROTEIRO INTRODUÇÃO DEFINIÇÕES E CONCEITOS PRINCÍPIOS GERAIS EXEMPLO Metais pesados: os fertilizantes são seguros?

ANÁLISE DE RISCO O que é? Porque é feita? Todas as nossas decisões do diaa-dia acontecem a partir de uma análise de risco

Quais riscos são mais aceitos? Voluntários vs Involuntários Riscos voluntários são aqueles associados a atividades que nós decidimos realizar (e.g., dirigir um carro ou uma motocicleta, fumar, ingerir bebidas alcoólicas). Riscos involuntários associados a atividades que acontecem conosco sem o nosso conhecimento ou consentimento. Fenômenos da natureza como relâmpagos, inundações, tornados, etc., e a exposição a contaminantes ambientais são exemplos de riscos involuntários.

ANÁLISE DE RISCO O que é? Porque é feita? Todas as nossas decisões do dia-a-dia acontecem a partir de uma análise de risco A saúde humana e o ambiente Estabelecimento de base científica regulatória para proteção da saúde pública e do ambiente A complexidade das transferências no ambiente Estabelecimento de prioridades Agentes químicos, físicos e biológicos

Análise de risco vs Estabelecimento de prioridades Quais poluentes são prioritários? O exemplo dos EUA: 2007 (USEPA & ATSDR) Fonte: 1. Arsênio 2. Chumbo 3. Mercúrio 4. Cloreto de vinila 5. Bifenilas policloradas 6. Benzeno 7. Cádmio 8. Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos 9. Benzo(a)pireno 10. Benzo(b)fluoranteno 11. Clorofórmio 12. DDT, P,P' 13. Aroclor 1254 14. Aroclor 1260 15. Dibenzo(a,h)antraceno 16. Tricloroetileno 17. Dieldrin 18. Cromo, hexavalente 19. Fósforo, branco http://www.atsdr.cdc.gov/cercla/07list.html 20. Clordane

Região/UF Nº Brasil (BR) 703 Norte (N) 87 Rondônia (RO) 12 Acre (AC) 10 Amazonas (AM) 15 Roraima (RR) 11 Pará (PA) 10 Amapá (AP) 11 Tocantins (TO) 18 Nordeste (NE) 192 Maranhão (MA) 11 Piauí (PI) 7 Ceará (CE) 13 Rio Grande do Norte (RN) 21 Paraíba (PB) 13 Pernambuco (PE) 84 Alagoas (AL) 11 Sergipe (SE) 9 Bahia (BA) 23 Sudeste (SE) 285 Minas Gerais (MG) 42 Espírito Santo (ES) 16 Rio de Janeiro (RJ) 70 São Paulo (SP) 157 Sul (S) 59 Paraná (PR) 24 Santa Catarina (SC) 30 Rio Grande do Sul (RS) 70 Centro-Oeste (CO) 80 Mato Grosso do Sul (MS) 20 Mato Grosso (MT) 34 Goiás (GO) 8 Distrito Federal (DF) 18 http://portal.saude.gov.br/portal/saude/gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=26236

DEFINIÇÕES E CONCEITOS

Análise de Risco Terminologia Padrão (IUPAC) Fonte: Adaptado de Duffus (2001); Guilherme (2005). http://www.biotecnologia.com.br/revista/bio34/bio34.pdf

Definições e conceitos Perigo (do Inglês, hazard): propriedade inerente de um agente (químico, físico ou biológico) ou uma situação capaz de causar efeito adverso em algo. Exposição: concentração, duração, freqüência ou intensidade de um agente particular que atinge um sistemaalvo. Risco (do Inglês, risk): probabilidade de ocorrência de efeitos adversos Perigo + Exposicão = Risco

Definições e conceitos Dose de referência (RfD, em Inglês) É uma estimativa de dose de uma exposição diária de uma população humana (incluindo grupos sensíveis) que provavelmente não apresenta risco de efeitos adversos (durante toda a vida).

Risco vs RfD Perigo e Exposição variam em intensidade PERIGO EXPOSIÇÃO

Risco vs RfD RISCO PERIGO EXPOSIÇÃO RfD Margem de exposição

Risco vs RfD RISCO PERIGO EXPOSIÇÃO

Risco vs RfD RISCO PERIGO Quanto maior a exposição a um dado agente perigoso, maior é o risco, podendo mesmo extrapolar aquele risco considerado aceitável EXPOSIÇÃO

PRINCÍPIOS GERAIS

Valores orientadores para solo Modelo conceitual Nenhum estudo Nível de estudo é necessário específico do sítio Valor de referência background Valor orientador RfD Intervenção claramente necessária Valor de intervenção Concentrações elevadas Fonte: http://www.epa.gov/superfund/resources/soil/ssg496.pdf

Avaliação de risco à saúde Rotas principais de exposição Fonte: Adaptado de Fairman et al. (1999) por Guilherme (2008)

EXEMPLO Metais em fertilizantes

Luiz R oberto G uimarães Guilherme & Giuliano M archi Métodos consistentes - Ciência Cenários representativos Protetor da saúde humana

Metodologia Estudo do TFI (EUA): Cálculo inverso do risco concentração baseada em risco (RBC) Três passos: Delimitar escopo: maiores riscos possíveis Estudo de Caso Brasileiro: Mesmo escopo do TFI: Cálculo das RBCs usando dados do Brasil Comparar RBCs Brasil com RBCs estudo TFI Deduzir RBC para cada metal Comparar RBCs com análises de fertilizantes (indústria e literatura) Comparar RBCs com análises de fertilizantes Comparar RBCs com valores da IN 27

Estudo TFI (EUA) 2 categorias de fertilizantes inorgânicos: fosfatados e micronutrientes 12 metais: arsênio, cádmio, cromo, cobalto, chumbo, mercúrio, molibdênio, níquel, selênio, vanádio e zinco; e um radionuclídeo, o rádio 226 Residentes rurais, incluindo adultos e crianças 3 rotas de exposição Ingestão involuntária de solo Contato do solo com a pele Ingestão de produtos agrícolas Cenários de propriedades agrícolas: um grupo e vários grupos de culturas

LIMITE (mg/kgdia) Princípios adotados no concentração do metal no fertilizante que desenvolvimento das pode ser considerada segura (RBC) RBCs taxa de aplicação do fertilizante fatores que determinam quanto do metal pode entrar no organismo humano

Em uma avaliação de risco quantitativa clássica: DOSE = LIMITE (RfD) LIMITE / DOSE = 1 DOSE = quantidade (metal no solo) * fatores (determinam quanto metal entra no organismo) quantidade = (taxa*concentração*acumulação) DOSE = (taxa*concentração*acumulação)*fatores LIMITE (taxa *concentração concentração * acumulação) * fatores = 1 LIMITE (taxa * acumulação) * fatores = CONCENTRAÇÃO (RBC)

Caso Brasil Taxa de aplicação de fertilizantes (kg nutriente/ha) Fosfatados: vegetais = 133; raízes = 429; grãos = 72 Micronutriente: 6 kg de Zn/ha (cada 3 anos) Fator de acumulação de metais no solo Kd para metais em solos do Brasil (exceto Mo, Se, V) 1500 mm chuva/ano Massa corporal e ingestão de alimentos: IBGE Fator de absorção pelas plantas Dados de PUF do Brasil (Cu, Hg, Ni, Pb, Zn) ou TFI (demais) Toxicidade (~ LIMITE) Dados do TFI, exceto para Pb OMS (mais protetor)

As ٢١ ٨ ٦ ٥٧ ٥ ٤٣ ١ ٥ ٩٥ ٥٦ ٥٨ ٢ ٢ ٣٩ ١٩ ٦٩ ٤ ٠٢ ٨ ٣ ٢٤ ٩ ٣٨ ١ ٨ ٤٤ ١٨ mg/kg, % Zn ٠, ٦ ٣١ ٦٣ ٢ ٨٩ ٧ ٧ ٤٨ ١ ١٦ ٦ ٥ ٥٣ ١ ٨٥ ٣ ٨١ ٨ ٨١ ٤٧ ٠ ٣٥ ١ ٥, ٨ ٢, ٩ ١٠٠٠٠٠٠ ١٠٠٠٠٠ ١٠٠٠٠ ١٠٠٠ ١٠٠ ١٠ ١ ٠,١ ١٢ ٨ Caso Brasil mg/ kg, % P٢O٥ Cd Cr(III) Co Cu Pb Hg Mo Ni Se V Zn Fosfatados: As, Cd, Hg e Zn RBCs Brasil mais restritivas que EUA Por que? > Kd, > acumulação no solo, > risco de transferência para planta, contato dermal ou ingestão acidental de solo Para Zn, além do > Kd, também > PUF > transferência para planta Micro: Brasil menos restritivo que TFI dose Zn ~ 5,5 vezes menor

Caso Brasil: Resultados de análises de fertilizantes são maiores que as RBCs estimadas? P: 1 excedente para Cd em 04-14-08 (Gabe & Rodella, 1999) e nenhum excedente para As, Cr, Cu, Hg, Ni, Pb e Zn (9 categorias de fertilizantes fosfatados e 111 amostras) Micro: 2 (dois) excedentes para Cu em produtos do tipo fritas (Vale & Alcarde, 2003) e nenhum excedente para Cd, Cr, Cu, Ni e Pb (28 amostras analisadas)

Caso Brasil: RBCs vs IN 27 (Anexo I) mg / kg para ١ % nutriente ١٠٠٠٠٠٠ ١٠٠٠٠٠ ١٠٠٠٠ RBC Fosfatado ٨١٤٧٠ RBC Zn ١٠٠٠٠٠٠ ١٠٠٠٠٠ ١٠٠٠٠ IN٢٧ P ١٠٠٠ ٣٥١ ١٥ ٥٠٠ ٧٥٠ ٣١ ١٠ ١٠ ١ ١٠٠ As ١٠ ٠,١ ٣٨١٨ ٥٠٠ ١٢٨ ١٠٠ ١٠٠٠ ١ IN٢٧ Micro ٤٠ ٢,٩ ٢ ٥,٨ ٤ Cd ٨٥ Cr(III) Pb Hg ٢٠ ٠,٦ ٠,٠٥ ٠,٠١ As Cd Cr(III) Pb Hg Obs: Dados para micro na IN 27 consideram a somatória de todos os micronutrientes e a RBC somente considera a presença de Zn.

Propósito Primeira tentativa de estabelecimento de valores orientadores para metais sugere limites (RBCs) orientação para fins reguladores visando à proteção da saúde humana no cenário atual de uso de fertilizantes no Brasil Dados levantados: Indicam que os metais não causam danos à saúde humana após a aplicação de fertilizantes inorgânicos no Brasil (fertilizantes minerais que contenham o nutriente fósforo e fertilizantes com micronutrientes visando o fornecimento de zinco) Sugerem que os limites equivalentes às RBCs estabelecidos pela legislação brasileira (IN27) são seguros do ponto de vista da avaliação de risco à saúde

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MUITO OBRIGADO!!! Giuliano Marchi giuliano.marchi@cpac.embrapa.br Luiz Roberto Guimarães Guilherme guilherm@ufla.br