Teoria e Exercícios Parte 03



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OPERAÇÕES COM MERCADORIAS E ESTOQUES Há uma frase, em particular do autor, que cita o seguinte: Um ser humano não vive sem o coração e sem seus pulmões. O coração de uma empresa é o dinheiro e seus pulmões, os estoques. IUDÍCIBUS, MARTINS E GELBKE (2003, p. 115) tratam o assunto, principalmente relacionado à estoques, como bens intimamente ligados às principais áreas de operação das Cia s e envolvem problemas de administração, controle, contabilização e, principalmente, avaliação. No caso de Cia s industriais e comerciais, os estoques representam um dos ativos mais importantes do capital circulante e da posição financeira, de forma que sua correta determinação no início e no fim do exercício é essencial para uma apuração adequada do lucro líquido do exercício. Os estoques nada mais são que bens tangíveis adquiridos ou produzidos pela empresa com objetivo de venda ou utilização própria no curso normal de suas atividades. Normalmente os estoques são representados por: a) Itens que existem fisicamente em estoques, excluindo-se os que estão fisicamente na empresa, mas que são de propriedade de terceiros, seja por terem sido recebidos em consignação, seja para beneficiamento ou armazenagem por qualquer outro motivo; b) Itens adquiridos pela empresa, mas que estão em trânsito, a caminho da entidade, na data do balanço, quando sob condições de compra FOB, ponto de embarque (fábrica ou depósito do vendedor); c) Itens da empresa que foram remetidos para terceiros em consignação, normalmente em poder de prováveis fregueses ou outros consignatários, para aprovação e possível venda posterior, mas cujos direitos de propriedade permanecem com a sociedade; d) Itens de propriedade da empresa que estão em poder de terceiros para armazenagem, beneficiamento, embarque, etc. Conceitos Básicos Compra: Ato pelo qual uma empresa comercial adquire a propriedade sobre as mercadorias para revenda ou materiais para produção. Venda: Ato pelo qual a empresa vende ou revende suas mercadorias, produtos ou serviços, havendo a transferência de propriedade do fornecedor ao cliente. Devolução: Ato em que as mercadorias compradas retornam do cliente ao fornecedor, por não estarem de acordo com o pedido de compra. Deverá existir, na devolução, uma nota fiscal a fim de acompanhá-la, com a devida tributação gerada na compra, caso o comprador seja contribuinte do tributo (ICMS). Abatimento: Se o cliente estiver insatisfeito com a mercadoria adquirida, por culpa do fornecedor, e não julgar necessário devolvê-la pode o mesmo solicitar ao fornecedor um acordo e exigir um abatimento, evitando assim a devolução. Fatos como deterioração parcial, perda da qualidade, divergências técnicas, atrasos na entrega podem gerar abatimentos. Este ato não terá Nota Fiscal por ocorrer posteriormente à venda, sendo assim, não haverá tributação sobre o abatimento, visto que a mercadoria não circula. Desconto Incondicional (comercial): É aquele dado incondicionalmente pelo fornecedor ao cliente, visto que não depende das condições de pagamento, e sim em função de outros fatores, tais como a qualidade adquirida, interesse promocional ou cliente preferencial. Este é concedido no ato da venda e aparece na nota fiscal. Assim, não haverá a incidência de ICMS sobre a parcela do desconto. Como exemplo, se a Empresa CLS vender para a empresa XYZ mercadorias no valor de R$ 500 com desconto incondicional de 10%, o total da nota será de R$ 450 (500 50). Para o Fornecedor (CLS) houve um Desconto Incondicional Concedido (Dedução da Receita Bruta) de R$ 50. Para o cliente (XYZ) houve um Desconto Incondicional Obtido de R$ 50. Existe também o Desconto Condicional (Despesa ou Receita Financeira) que ocorre em função de uma condição para o pagamento da duplicata, geralmente na antecipação do pagamento. Transferência: É a movimentação de mercadorias entre estabelecimentos componentes da mesma empresa (geralmente matriz e filial). Como há circulação de mercadorias, há também a incidência do ICMS. Consignação: É a remessa de mercadorias de propriedade da empresa para terceiros, os quais, de posse das mesmas, se encarregarão da sua venda, ganhando estes comissão. Para a proprietária das mercadorias, esta comissão será uma despesa operacional (comercial ou de vendas) por nome de Comissões Passivas. Para a empresa que tem a posse, tal comissão será uma receita (outras receitas operacionais) por nome de Comissões Ativas. Nota fiscal: Sempre que houver circulação de mercadorias, a qualquer título (venda, devoluções, remessa, consignação, transferências etc.) e, para as prestadoras de serviços, deve ser emitida nota fiscal. Para empresas varejistas comerciais, pode, em substituição da nota fiscal, ser emitido o Cupom Fiscal, através de equipamentos emissores deste documento. Duplicata: É um título de crédito comercial, usado em vendas a prazo. Recebe este nome, por possuir os mesmos dados principais da fatura (número de notas fiscais, valores de vendas, vencimentos). Quem emite a duplicata é o credor (vendedor ou fornecedor) e quem aceita é o devedor (comprador ou cliente). Aceite de Duplicata: É o ato pelo qual o cliente assina a duplicata, reconhecendo assim, a autenticidade da dívida. Caso o cliente não concorde com a duplicata, não dará o aceite. Fatura: Não é um título de crédito, mas é um documento comercial que comprova a venda a prazo efetuada ao mesmo cliente, o qual pode englobar uma ou mais notas fiscais. A FATURA deve ser emitida pelas empresas que realizam venda de mercadorias a prazo não inferior a 30 dias. Sua principal finalidade é informar ao cliente a relação de notas fiscais, para que o mesmo confira suas compras a prazo, e as datas em que o mesmo deverá efetuar o pagamento parcelado ou em quota única. Nota Fiscal Fatura: Pode ser usada quando se deseja evitar o trabalho do faturamento após a emissão das notas fiscais. Tal documento é, ao mesmo tempo, uma nota fiscal e uma fatura. Critério de avaliação O inciso II do Art. 183 da Lei 6.404/76 trata do critério básico de avaliação dos estoques, como segue: Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 1

Os direitos que tiverem por objetos mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, serão avaliados pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo a valor de mercado, quando este for inferior. Cabe lembrar que esta provisão (para ajuste a valor de mercado), a partir de 01/01/1996 tornou-se indedutível conforme o Art. 13 da Lei 9.249/95, inciso I. Apuração do Custo de Aquisição Segundo IUDÍCIBUS, MARTINS E GELBKE (2003, p. 119), a apuração do estoque é um dos aspectos mais complexos na contabilidade, não apenas por ser um dos ativos de maior significância, mas também pelo fato de sua determinação por um ou outro valor tem reflexo direto na apuração do resultado do exercício, e ainda, em face da grande quantidade de itens que normalmente compõe o estoque, cuja movimentação de entradas e saídas é constante. Logicamente, por ser extensa, trataremos aqui seus aspectos principais, considerando seus reflexos nas Demonstrações Contábeis. Componentes do custo Um primeiro aspecto a ser considerado sobre o custo de aquisição é saber o que representa e o que inclui tal custo. Os itens do estoque têm normalmente seu custo identificado pela documentação da compra (notas fiscais citadas anteriormente). Todavia, o conceito de custo de aquisição é que deve agrupar o preço do produto comprado, mais os custos incorridos adicionalmente, até estar o item no estabelecimento da empresa. Nesse sentido, os custos de embalagem, transporte e seguro, quando por conta da empresa, devem ser considerados como parte do custo de aquisição e debitados a tais estoques. No caso dos tributos, devem-se considerar: ICMS No caso de ser incluso no preço, ou pago, e não sendo recuperável fiscalmente, tal imposto deve integrar o custo de aquisição (caso das não contribuintes do ICMS como algumas prestadoras de serviços). No caso, todavia, em que o ICMS é fiscalmente recuperável, não deverá fazer parte dos estoques. IPI Este tributo não está incluso no preço da compra, mas é agregado ao valor da compra por ser um imposto por fora. Caso a empresa adquirente não seja contribuinte do IPI, este também deverá agregar o custo de aquisição. Do contrário, caso a empresa adquirente seja contribuinte, o valor do IPI não deverá fazer parte dos estoques. PIS Mediante a Lei 10.637/2002 o PIS deixou de ser um tributo cumulativo passando a ter um tratamento semelhante à não cumulatividade. Algumas empresas contribuintes do Imposto de Renda e da Contribuição Social com base no Lucro Real têm o direito de descontar do PIS devido o montante equivalente a 1,65% do valor das mercadorias e matérias-primas adquiridas no mês, desde que os bens adquiridos não sejam submetidos à incidência monofásica nem à substituição tributária. Nesse caso, o PIS equivalente à 1,65% do custo de aquisição, não deverá fazer parte dos estoques. COFINS A partir de Fevereiro de 2004, com base no Decreto Lei nº 10.833 29/12/2003 e IN SRF nº 381 30/12/2003, a COFINS (contribuição para financiamento da seguridade social) incidente sobre a compra de mercadorias ou materiais para o estoque, também deixou de ter o caráter cumulativo para empresas contribuintes do IR e CS pelo Lucro Real, podendo, assim como o PIS e o ICMS, ser recuperável. A alíquota para tal recuperação é de 7,6% sobre o custo de aquisição dos produtos. Este também não deverá fazer parte dos estoques. Lembrando que: - Atualmente, pela Constituição Federal, o IPI (Imposto s/ produtos Industrializados) e o ICMS (Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) são os únicos impostos não cumulativos. Sendo assim, as empresas que cobram estes dois impostos em suas vendas (contribuintes), devem recolher este valor ao Estado e/ou à União, deduzidos do valor pago pelos mesmos quando da compra de mercadorias (comércio) ou materiais (indústria). Se o saldo dos impostos sobre as compras for maior que o saldo dos impostos sobre as vendas, haverá créditos contra o governo. Caso o saldo dos impostos sobre as compras for menor que o saldo dos impostos sobre as vendas, haverá débitos com o governo. - O ICMS é um tributo de competência estadual, chamado de por dentro, ou seja, já embutido no valor da operação. Porém, o IPI, tributo federal, é um imposto chamado de por fora, ou seja, não está incluso no valor da operação. O IPI somente será recuperável se a empresa adquirente também for CONTRIBUINTE do imposto. O mesmo ocorre para o ICMS. - O ICMS não incide sobre o valor da compra mais o IPI, SOMENTE sobre o valor da compra. - Todos os gastos assumidos pela empresa comercial para que as mercadorias adquiridas cheguem ao seu estabelecimento, devem integrar o custo de aquisição, tais como fretes, seguros e armazenagens. O frete e o seguro podem ser cobrados pelo próprio fornecedor, incluindo os respectivos valores na nota fiscal. Sendo assim, haverá a tributação do ICMS e do IPI também sobre os dois custos, cujo valor será recuperável. Todavia, se o transporte não for pago (ou a pagar) pela empresa adquirente (compradora), não haverá tal recuperação. - O PIS e a COFINS, tem caráter não cumulativo para as empresas que apuram o Imposto de Renda pelo Lucro Real. Sendo assim, não fazem parte dos estoques e podem ser recuperados. - Caso a mercadoria adquirida seja importada, a empresa compradora ainda pagará o II (Imposto sobre Importação). Como este imposto tem caráter cumulativo, visto que apenas o ICMS e o IPI não o são, o mesmo deverá compor o custo de aquisição, não podendo ser recuperado. Exemplo: A Industrial Prata Ltda. realizou operações de venda para a Comercial Ouro Ltda. no valor de R$ 22.000, cujo ICMS sobre a venda foi de R$ 4.700. O IPI foi de 10% do valor da venda. Ao comprar o mesmo produto antes de revendê-lo, o custo foi de R$ 15.000, com ICMS de R$ 3.600 e IPI de R$ 1.200. Sendo assim: Na Industrial Prata: Total da nota fiscal: 15.000 + 1.200 = 16.200 *Note que o IPI não está incluso no valor da compra, sendo assim, deve ser adicionado ao custo de aquisição. Entrada em estoques: CB = 15.000 + 1.200 1.200 3.600 = 11.400 ICMS s/ venda (a pagar) = 4.700 ICMS s/ compra (a recuperar) = 3.600 2 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

Saldo (a pagar a recuperar) = 1.100 (ICMS a recolher para o governo) IPI s/ vendas (a pagar) = 2.200 (10% de 22.000) IPI s/ compra (a recuperar) = 1.200 Saldo (a pagar a recuperar) = 1.000 (IPI a recolher para o governo) *Note que na Industrial, o IPI também é recuperável pelo fato da empresa ser contribuinte do mesmo. Caso o valor do ICMS e do IPI a recuperar fossem maiores que o valor a pagar, a empresa poderia se beneficiar da recuperação nos próximos exercícios. Escrituração: Pela entrada do produto em estoque quando da compra: D Estoques 11.400 D ICMS a recuperar 3.600 D IPI a recuperar 1.200 C Caixa /Bancos/ Duplicatas a pagar 16.200 Pela saída do produto em função da venda: D Custo do produto vendido (CPV) 11.400 C Estoques 11.400 Pelo reconhecimento da receita de vendas: D Caixa /Bancos/ Duplicatas a receber 24.200 C Faturamento Bruto (Receita + IPI)* 24.200 * Veremos a seguir. Pelo lançamento dos impostos (ICMS e IPI): D ICMS s/ vendas (despesa) 4.700 C ICMS a recolher 4.700 D IPI s/ vendas (despesa) 2.200 C IPI a recolher 2.200 Pela confrontação dos impostos a recolher e a recuperar: D ICMS a recolher 3.600 C ICMS a recuperar 3.600 D IPI a recolher 1.200 C IPI a recuperar 1.200 * Note que, como o saldo das contas ICMS e IPI a recolher é maior que o saldo a recuperar, estas últimas serão encerradas (zeradas) para que se possa apurar o saldo a recolher. Sendo assim, o saldo da conta ICMS a recolher no período será de R$ 1.100 (já calculado anteriormente) e o saldo da conta IPI a recolher será de R$ 1.000 (também já calculado anteriormente). Na Comercial Ouro: Total da nota fiscal: 22.000 + 2.200 = 24.200 *Note que o IPI não está incluso no valor da compra, sendo assim, deve ser adicionado ao custo de aquisição. Entrada em estoques: CB = 22.000 + 2.200 4.700 = 19.500 ICMS s/ compra (a recuperar) = 4.700 *Note que, enquanto a Comercial Ouro não vender esta mercadoria, o ICMS será recuperável até o prazo de cinco anos. Pelo fato de ser uma empresa comercial, a mesma não é contribuinte do IPI, não podendo assim, recuperar o imposto. O valor do IPI (2.200) pago pela comercial deverá ser agregado ao valor da compra, como foi feito. Escrituração: Pela entrada do produto em estoque quando da compra: D Estoques 19.500 D ICMS a recuperar 4.700 C Caixa /Bancos/ Duplicatas a pagar 24.200 CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS Custo da mercadoria / produto ou serviços vendidos O cálculo do CMV / CPV é simples. Como já sabemos, uma empresa procura manter sempre sua continuidade ano a ano. Se a empresa apresentou o estoque no final do ano, este será o mesmo no início do ano seguinte, portando, descobriremos o valor dos estoques da seguinte maneira: Fórmula : CMV = EI +CL - EF onde: CMV / CPV = Custo da mercadoria / produto vendido EI = Estoque Inicial CL = Compras Líquidas EF = Estoque Final *Obs.: Geralmente, nesta fórmula do CMV, utiliza-se apenas as Compras Líquidas. Porém, se no ato da compra efetuada não houver fretes, seguros ou deduções, utilizar-se-á então, as Compras Brutas. VENDAS BRUTAS ou RECEITAS BRUTAS O valor das vendas brutas ou receitas brutas corresponde ao valor original da operação, sem nenhuma adição ou subtração. O Faturamento Bruto corresponde à RECEITA BRUTA + IPI. Como o IPI é um imposto por fora, ele não será uma dedução Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 3

da receita (despesa que veremos a seguir), ao contrário dos outros tributos incidentes diretamente sobre as vendas. Assim podemos ter: Venda da Industrial Prata: Valor da venda: 22.000 ICMS s/ venda: 4.700 IPI s/ venda: 2.200 O valor da RECEITA BRUTA será de: 22.000 O valor do FATURAMENTO BRUTO será de:22.000 + 2.200 = 24.200 Obs.: O Faturamento Bruto é deduzido do IPI sobre as vendas e demonstrado anteriormente à Receita Bruta na elaboração da DRE Demonstração do Resultado do Exercício. É comum encontrarmos esta demonstração elaborada diretamente com o valor da Receita Bruta. VENDAS LÍQUIDAS ou RECEITA LÍQUIDA Como vimos anteriormente (vide item 8.1.1.2), a receita líquida é o resultado entre as RECEITAS OPERACIONAIS BRUTAS e as DEDUÇÕES DA RECEITA. Dentre as deduções diretas sobre as vendas estão: - Devoluções de vendas - Abatimentos sobre as vendas - Descontos Incondicionais concedidos - Impostos e Contribuições incidentes s/ a receita bruta (PIS, COFINS, ICMS, ISS, SIMPLES e IE). ***** Atenção: As DEDUÇÕES DA RECEITA devem ser consideradas despesas, até mesmo para facilitar o entendimento. Porém, na DRE, são indicadas como RETIFICADORAS DA RECEITA BRUTA. O ISS (Imposto sobre serviços, também conhecido como ISSQN qualquer natureza) é de competência municipal. Será dedução da Receita de Serviços, caso a empresa tenha esta atividade. IE (Imposto sobre a Exportação) também será dedução para as empresas que tem operações de vendas de mercadorias ou produtos para o exterior. Pode alterar bastante em função de incentivos à exportação. PIS (programa de integração social) é uma contribuição social de competência federal. Sua alíquota era, até o ano de 2001, de 0,65% sobre o faturamento mensal (receita de vendas). Atualmente, a alíquota continua a mesma para as empresas que não apuram o IR pelo Lucro Real. Caso a empresa adote o Lucro Real, a alíquota do PIS será de 1,65% e poderá recuperar o PIS sobre a compra quando do recolhimento. COFINS (contribuição para financiamento da seguridade social) também é uma contribuição social de competência federal. Sua alíquota era, até Janeiro de 2004, de 3,00% sobre o faturamento mensal (receita de vendas). Atualmente, a alíquota continua a mesma para as empresas que não apuram o IR pelo Lucro Real. Caso a empresa adote o Lucro Real, a alíquota da COFINS será de 7,6% e poderá recuperar a COFINS sobre a compra quando do recolhimento. Na elaboração da DRE, verificamos que a mesma começa da seguinte forma: Receita Operacional Bruta (-) Deduções da Receita (=) Receita Operacional Líquida (-) CMV / CPV / CSP (=) Lucro Operacional Bruto (ou Resultado com Mercadorias) Este valor do Lucro Operacional Bruto é o mesmo que RESULTADO COM MERCADORIAS. Por ser a operação principal da empresa, a apuração deste resultado é disposta primeiramente na elaboração da demonstração. Apuração Contábil das operações com Mercadorias e Estoques Vimos anteriormente como encontrar o valor do CMV (custo da mercadoria vendida) e o valor do RCM (resultado com mercadorias conhecido também como LUCRO OPERACIONAL BRUTO) de forma extra contábil, ou seja, matematicamente. A partir deste momento, será visto como é feita a apuração dos estoques contabilmente, por meio de razonetes e no livro diário. Para a apuração dos estoques, as empresas podem adotar duas formas distintas chamadas de INVENTÁRIOS que podem ser divididos em: Periódicos Permanentes Inventário Periódico RIBEIRO (2002, p. 160) comenta que, por este sistema, o valor do estoque só é conhecido no final do período, mediante o levantamento (inventário) físico realizado. Este conceito pode ser complementado por FERRARI (2003, p. 352) em função de que este sistema é utilizado quando a empresa não controla seus estoques ao longo dos períodos. Este sistema é mais utilizado em pequenas empresas, estendendo-se também a algumas médias empresas em função da facilidade em realizar o levantamento físico em um determinado período. Existem duas formas de se contabilizar os estoques por este sistema: Conta Mercadorias Mista Conta Mercadorias Desdobrada CONTA MERCADORIAS MISTA Consiste em utilizar uma única conta, que poderá ser chamada de MERCADORIAS para registrar todas as operações com mercadorias (estoque inicial, final, compras, vendas, devoluções de compras e vendas). Ao mesmo tempo ela é uma 4 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

conta PATRIMONIAL e conta de RESULTADO. Identifica-se ai a mistura entre estes dois tipos de contas, dando origem a esta denominação. Cabe salientar que este é um caso exclusivo, visto que nenhuma outra conta tem este aspecto misto. A conta desdobrada, desmembra todas as operações que envolvem os estoques. Exemplo: No Início de um período, o estoque de mercadorias da Comercial Lindolfo Ltda. totalizava R$ 13.000. Ao longo do período ocorreram as seguintes operações: a - Compra de mercadorias a prazo no valor de R$ 20.000 b - Devoluções de R$ 4.000 das compras anteriores c - Vendas de mercadorias a prazo R$ 40.000 d - Recebimento em devolução de R$ 5.000 das vendas Sabendo-se que o inventário físico do estoque foi, ao fim do período, de R$ 8.000, o resultado com mercadorias matematicamente e contabilmente utilizando conta mista. Matematicamente: CMV = EI + CL EF CMV = 13.000 + (20.000 4.000) 8.000 = 21.000 RCM = VL - CMV RCM = 40.000 5.000 21.000 = 14.000 Inventário Permanente Para RIBEIRO (2002, p. 160), consiste em controlar permanentemente o valor do estoque de mercadorias, Assim, a cada compra efetuada, seu custo é incluído no estoque e, a cada venda efetuada, seu custo é diminuído do estoque, permitindo que o estoque fique atualizado constantemente. FERRARI (2003) atribui este sistema às grandes empresas, tendo em vista o grande volume de estoques e a necessidade de um controle mais preciso dos resultado brutos, sendo possível saber o custo do produto em cada venda efetuada. O controle é feito por meio de fichas de estoques (atualmente em sistemas informatizados com softwares específicos). Conhecendo os componentes do custo de aquisição, o problema agora prende-se ao fato de a empresa ter em estoque o mesmo produto adquirido em datas distintas e com custo unitários diferentes. Assim, surge a dúvida sobre qual preço unitário deve ser atribuído a tais estoques na data do balanço. As possibilidades de atribuição desse valor unitário, sempre baseadas no custo ou valor de aquisição, são os seguintes métodos de avaliação de estoques: Preço Específico PEPS ou FIFO (Primeiro que entra, primeiro que sai / first in, first out) UEPS ou LIFO (Último que entra, primeiro que sai / last in, first out) Média Ponderada Móvel ou custo médio ponderado 1 Preço Específico Talvez seja o método mais correto de se apurar os estoques, porém, com uma praticidade menor, o que pode colocar em risco a produtividade ou a competitividade da empresa. Consiste em considerar, no ato da saída da mercadoria, o custo específico daquela unidade ou daquele produto. Exige um controle mais rígido, nem sempre trazendo vantagens para a empresa. 2 - PEPS ou FIFO Chamado de Primeiro que entra, primeiro que sai (em inglês First in, First out). Consiste em considerar, no ato da saída da mercadoria, o primeiro valor que entrou como sendo o valor de custo do produto que está saindo. É um método bastante utilizado pelas empresas em geral. 3 UEPS ou LIFO Chamado de Último que entra, primeiro que sai (em inglês Last in, First out). Consiste em considerar, no ato da saída da mercadoria, o último valor que entrou como sendo o valor de custo do produto que está saindo. Este método não é aceito pela Legislação brasileira por sub avaliar os estoques e super avaliar os custos das vendas (CMV e CPV), reduzindo assim, a base de cálculo para o Imposto de Renda e Contribuição Social. 4 MPM - Chamado de Média Ponderada Móvel. Consiste em considerar, no ato da saída da mercadoria, a média unitária do valor das compras como sendo o valor de custo do produto que está saindo. Criado para atender às diferenças entre o valor mais antigo e o valor mais novo dentro da empresa. Também é bastante utilizado no Brasil. Obs. Existem outros métodos específicos de apuração de estoques, como Estocagem por família de produtos, que são mais específicos e tem um critério particular de apuração, utilizado em especial para fins gerenciais. Exemplo: A Cia Mercante realizou as seguintes operações: 26/09 Compra de 100 un. por R$ 5,00 cada 27/09 Compra de 200 un. por R$ 6,00 cada 28/09 Venda de 150 un. por R$ 9,00 cada 29/09 Compra de 300 un. por R$ 8,00 cada 30/09 Venda de 400 un. por R$ 10,00 cada Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 5

Modelo de Ficha de estoques método PEPS: Evento Entradas Saídas Saldo Quant. unit. Total quant. unit. total quant. unit. total compra 100 5,00 500,00 100 5,00 500,00 compra 200 6,00 1.200,00 100 5,00 500,00 venda 100 5,00 500,00 200 6,00 1.200,00 50 6,00 300,00 150 6,00 900,00 compra 300 8,00 2.400,00 150 6,00 900,00 venda 150 6,00 900,00 300 8,00 2.400,00 250 8,00 2.000,00 50 8,00 400,00 total entradas 4.100,00 total cmv 3.700,00 50 8,00 400,00 Modelo de Ficha de estoques método UEPS: Evento Entradas Saídas Saldo quant. unit. total quant. unit. total quant. unit. Total compra 100 5,00 500,00 100 5,00 500,00 compra 200 6,00 1.200,00 100 5,00 500,00 200 6,00 1.200,00 100 5,00 500,00 venda 150 6,00 900,00 50 6,00 300,00 compra 300 8,00 2.400,00 100 5,00 500,00 venda 300 8,00 2.400,00 50 6,00 300,00 50 6,00 300,00 300 8,00 2.400,00 50 5,00 250,00 50 5,00 250,00 total entradas 4.100,00 total cmv 3.850,00 50 5,00 250,00 6 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

Modelo de Ficha de estoques método MPM: Evento Entradas Saídas Saldo quant. unit. total quant. unit. total quant. unit. total compra 100 5,00 500,00 100 5,00 500,00 compra 200 6,00 1.200,00 300 5,67 1.700,00 venda 150 5,67 850,00 150 5,67 850,00 compra 300 8,00 2.400,00 450 7,22 3.250,00 venda 400 7,22 2.888,89 50 7,22 361,11 total entradas 4.100,00 total cmv 3.738,89 50 7,22 361,11 Observando os modelos apresentados anteriormente, visualiza-se que as operações no inventário permanente, em qualquer um dos métodos, são controladas a cada entrada e cada saída (por isso inventário permanente). Observações: - O valor de entrada das mercadorias em estoque deverá ser deduzido dos impostos recuperáveis (ex: ICMS). - Se houver devoluções de compras, as mesmas deverão ser registradas na coluna de entradas, com sinal matemático negativo. - Se houver devoluções de vendas, as mesmas deverão ser registradas na coluna de saídas, com sinal matemático negativo. Uma compra a vista de mercadorias para revenda com ICMS por dentro, deverá ser lançada a débito de mercadorias e crédito de caixa pelo valor total. Uma venda de mercadorias a prazo deverá ser lançada a débito de duplicatas a receber e crédito de estoque pelo valor total. Uma compra a prazo de mercadorias para revenda por R$ 1.000,00 com ICMS de 12% deverá ser lançado a débito de mercadorias R$ 880,00; débito de ICMS a recuperar R$ 120,00 e crédito de fornecedores R$ 1.000,00. Uma venda de mercadorias por R$ 8.000,00 a vista, recebida em cheque, deverá ser lançada a débito de bancos conta movimento e crédito de receita de venda. Ao efetuar, diretamente da fábrica, uma compra, a prazo, de 200 latas de tinta, de 18 litros cada, ao preço unitário de R$ 35,00, sofrendo incidência de IPI a 8% e ICMS a 12%, destinando essa tinta para revender, a empresa deverá lançar a débito da conta estoques de mercadorias o valor de R$ 6.720,00. O balancete de verificação da empresa Firma Livre, levantado em 31 de dezembro, antes do ajuste de ICMS sobre compras e vendas, apresentava compras de Mercadorias de R$120.000,00 e Vendas de Mercadorias de R$300.000,00. O ICMS incidente sobre as vendas alcançou o valor de R$ 54.000,00. Examinando-se o balancete acima e considerando-se que o imposto sobre circulação de mercadorias e serviços incide sobre as compras à alíquota de 12% pode-se afirmar que essa empresa tem ICMS a Recolher no valor R$ 39.600,00. As mercadorias são itens de alta rotação, que sofrem movimentação constante. Por isso, demandam o uso de critérios matemáticos para sua avaliação. Um desses critérios é o custo médio ponderado. Vejamos o exemplo abaixo: estoque inicial de 100 unidades ao custo unitário de R$ 20,00 compras de 100 unidades ao custo unitário de R$ 30,00 vendas de 140 unidades ao preço unitário de R$ 35,00 compras de 50 unidades ao custo unitário de R$ 40,00 Se o fluxo físico ocorreu na ordem indicada, o critério de avaliação é a média ponderada móvel e não incidência de impostos, podemos dizer que o estoque final será de R$ 3.500,00. Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 7

A empresa Mártir S/A apresentou a seguinte movimentação de mercadorias, isentas de tributação, referente à última semana do mês de outubro: Estoque de mercadorias em 23/10: 50 unidades a R$ 8,00 1ª compra realizada em 24/10: 50 unidades a R$ 10,00 2ª compra realizada em 28/10: 50 unidades a R$ 12,00 1ª venda realizada em 25/10: 50 unidades a R$ 14,00 2ª venda realizada em 30/10: 50 unidades a R$ 16,00. Considerando os dados fornecidos acima, pode-se dizer que, se for utilizado o critério de avaliação conhecido como preço médio, o estoque final de mercadorias terá o valor de R$ 500,00 A Cia Comercial Fernandópolis utiliza o sistema de inventário permanente. No mês de início de suas atividades, apresentou a seguinte movimentação de mercadorias, em ordem cronológica (desconsidere a incidência de impostos): - aquisição de 50 unidades a R$ 40,00 cada uma; - aquisição de 100 unidades a R$ 50,00 cada uma; - venda de 120 unidades a R$ 40,00 cada uma. O valor do estoque final de mercadorias, caso a empresa utilize o método UEPS (último que entra, primeiro que sai) será de R$ 1.200,00 No início do mês de maio, o estoque de mercadorias estava avaliado ao custo unitário de R$ 15,00 e constava de 80 unidades. Durante o mês ocorreram duas compras, uma dia três, de 120 unidades por R$ 2.400,00; e outra, no dia 10, de 160 unidades, por R$ 4.000,00. A única venda do mês aconteceu no dia 8 e foi feita a prazo por R$ 6.000,00. O inventário físico final acusa a existência de 200 unidades. Considerando que as compras e vendas são tributadas com ICMS de 20% e que os estoques são avaliados pelo critério técnico-matemático do Custo Médio, podemos afirmar que o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV), no aludido mês de maio, alcançou o valor de R$ 2.496,00. A Comercial Lunar, que controla seus estoques pelo critério PEPS, informou as seguintes operações com mercadorias, ao final de um determinado mês: Dia Compra Venda Quantidade Preço Unitário Quantidade Preço Unitário 5 50 R$ 10,00 6 25 R$ 13,00 8 40 R$ 20,00 10 35 R$ 15,00 12 40 R$ 22,00 O custo das mercadorias vendidas no dia 12, em reais, é R$ 525,00 No balancete de 30 de junho, a firma Zimbra Comercial Ltda., apresentava um estoque de mercadorias no valor de R$ 75.000,00. Durante o mesmo mês, o movimento de entradas e saídas demonstrou: estoque inicial de R$ 60.000,00, com compras de R$ 120.000,00 e vendas de R$ 100.000,00. As operações foram tributadas em 10% com IPI nas compras; em 12% com ICMS nas compras; e em 17% com ICMS nas vendas. No mês seguinte, ao acertar as contas com o fisco, a empresa demonstrará, em relação ao movimento de junho passado ICMS a Recolher de R$ 17.000,00. OPERAÇÕES COM DUPLICATAS Segundo RIBEIRO (2003, p. 197), as empresas comerciais, freqüentemente, vendem mercadorias a prazo. Quando as vendas são efetuadas mediante a emissão e aceite de duplicatas, estas poderão ser negociadas pelas empresas. Com esses títulos, as empresas efetuam transações junto aos bancos, sendo as mais comuns: cobrança simples de duplicatas, desconto de duplicatas e empréstimos mediante caução de duplicatas. Cobrança Simples de Duplicatas A cobrança simples consiste na remessa de títulos aos bancos, os quais prestam serviços à empresa, cobrando-os dos respectivos devedores. Para efetuarem as cobranças de suas duplicatas, as empresas poderão utilizar os serviços de outras empresas especializadas em cobrança ou até mesmo de cobradores particulares. Nesse tipo de operação, a empresa transfere a posse dos títulos ao banco, porém a propriedade continua sendo da empresa. Para remeter os títulos ao banco, a empresa os relaciona através do borderô, ao qual anexa os respectivos títulos. A operação de cobrança se resume nas seguintes fases: 1ª Pela remessa dos títulos ao banco: 1 Registro da operação, nas contas de Compensação (Ativo e Passivo Compensado). 2 Registro das despesas cobradas pelo bando com a cobrança de tarifas de cobrança. 2ª Pelo recebimento das importâncias referentes aos títulos: O banco comunica que os títulos foram quitados. 3 Baixa da responsabilidade nas contas de compensação. 4 Baixa dos direitos, através do débito da conta bancos conta movimento pelo recebimento e crédito da conta duplicatas a receber para baixa dos direitos. Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 8

Exemplo: A empresa BBB S/A efetuou uma venda de R$ 100.000 a prazo no dia 08/01/2009. Registro da venda D Duplicatas a receber C Receita de vendas Valor ref. venda a prazo conf. NF xxx...r$ 100.000 A empresa BBB S/A emitiu R$ 100.000 em duplicatas em função de suas vendas a prazo no dia 08/01/2009, com vencimento para 10/02/2009. No dia 12/01/2009, enviou em cobrança simples as mesmas duplicatas, conforme borderô para o Banco Alfa S/A, pagando uma tarifa de R$ 2.000. Registro: Despesa bancária D Despesas bancárias (ARE) C Bancos c/ movimento Valor referente aviso de cobrança nº yyy...r$ 2.000 No dia 10/02/2006, o banco comunicou o recebimento (quitação) dos títulos conforme aviso de movimentação. Baixa do direito D Bancos c/ movimento C Duplicatas a receber Pelo recebimento das duplicatas conf. aviso R$ 100.000 Pode ocorrer a situação em que as duplicatas são recebidas na empresa, sendo assim, ao invés do registro ser realizado na conta bancos c/ movimento, será debitada a conta caixa, mesmo que seja em cheque. Nota-se que o envio dos títulos ao banco para cobrança simples não é registrado por não afetar o patrimônio da empresa. Duplicatas Descontadas O desconto de duplicatas consiste na transferência dos títulos ao banco, mediante endosso ao portador. De posse das duplicatas com vencimentos futuros, a empresa poderá desconta-las em banco, afim de obter o recurso financeiro antecipadamente. No desconto, a empresa transfere ao banco o direito de recebimento dos títulos. O valor do desconto é determinado em função do número de dias que faltam para que os títulos sejam liquidados. Nesse tipo de transação, a empresa endossante é responsável, coobrigada pela liquidação de tais títulos descontados, ou seja, se o cliente não honrar o compromisso, a empresa que descontou terá a obrigação de pagá-los ao banco. A obrigação então, desaparece após o pagamento efetuado pelo devedor. A remessa dos títulos ao banco é semelhante à cobrança simples, sendo que a empresa endossante desconta os títulos e recebe do banco o valor nominal, descontados os juros e taxas correspondentes ao prazo que falta para o vencimento dos títulos negociados. Sendo assim, a propriedade dos títulos é transferida ao banco até a data do vencimento dos mesmos. 10.2.1 Desconto de duplicatas com quitação normal Supondo que a Cia Comercial Xenxen descontou duplicatas no valor de R$ 150.000 com vencimento para 30 dias no Banco Xauxau com juros de R$ 4.500 e tarifas bancárias no valor de R$ 500. Contabilização 1: da emissão das duplicatas D - Bancos conta movimento...r$ 145.000 Valor líquido creditado D - Juros passivos a vencer...r$ 4.500 Juros cobrados antecipadamente D - Despesas bancárias...r$ 500 Tarifas bancárias C - (-) Duplicatas Descontadas...R$ 150.000 Pela emissão de duplicatas conforme borderô. Observações: - Neste caso, houve a entrada no banco de R$ 145.000, pois foram cobrados antecipadamente os juros no valor de R$ 4.500 e as tarifas bancárias de R$ 500. - A conta duplicatas descontadas é uma conta retificadora de duplicatas a receber no ativo circulante (ou RLP), pois representa a obrigação da empresa com o banco, caso o cliente não honre seu compromisso. - A conta juros passivos a vencer é uma conta do ativo circulante (despesa antecipada), pois está sendo cobrado antes do vencimento da duplicata. Após 30 dias, o cliente liquidou a dívida junto ao Banco Xauxau, que emitiu aviso de movimentação de títulos. Contabilização 2: baixa das duplicatas descontadas em função do recebimento D - Duplicatas descontadas C - Duplicatas a receber Baixa pela liquidação dos títulos conf. aviso...r$ 150.000 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 9

Contabilização 3: reconhecimento da despesa com juros D - Juros passivos C - Juros passivos a vencer Pela apropriação dos juros pagos antecipados...r$ 4.500 Observações: - A conta duplicatas descontadas foi debitada, pois houve a baixa dela junto ao banco. - A conta juros passivos a vencer foi creditada, pois só agora, segundo o regime de competência, as despesas com juros podem ser reconhecidas na apuração do resultado. Desconto de duplicatas não quitadas pelo devedor na data do vencimento - Caso as duplicatas não sejam quitadas na data do vencimento, a empresa fará o seguinte registro: D - Duplicatas Descontadas C - Bancos conta movimento Pelo pagto da dupl. anteriormente descontada..r$ 150.000 Cabe a empresa, a partir de então, buscar o cliente para que o mesmo cumpra com o pagamento. Desconto de duplicatas com transferência para cobrança simples - As duplicatas descontadas e não quitadas pelo devedor podem ser transferidas para cobrança simples. Os lançamentos serão os seguintes: 1º lançamento: pagamento da duplicata. D - Duplicatas Descontadas C - Bancos conta movimento Pelo pagto da dupl. anteriormente descontada..r$ 150.000 2º lançamento: sistema de compensação. D - Duplicatas em cobrança (ativo compensado) C - Endosso para cobrança (passivo compensado) Títulos em transferência da operação de desconto para cobrança simples...r$ 150.000 3º lançamento: despesas bancárias (se houver): D - Despesas bancárias C - Bancos conta movimento Tarifas bancárias conf. novo aviso de cobrança...r$ 50 - Se houver quitação após a data do vencimento, depois de transferidas para cobrança simples: 1º lançamento: baixa do sistema de compensação. D - Endosso para cobrança (passivo compensado) C - Duplicatas em cobrança (ativo compensado) Baixa pelo recebto das duplicatas...r$ 150.000 2º lançamento: recebimento da duplicata com juros de 5%. D - Bancos conta movimento... R$ 157.500 C - Duplicatas a receber Baixa do valor da duplicata...r$ 150.000 C - Juros ativos Valor dos juros por atraso na quitação...r$ 7.500 Desconto de duplicatas com quitação na empresa - Se a quitação da duplicata ocorrer na empresa, então os registros serão os seguintes: 1º lançamento: recebimento em caixa. D - Caixa C - Duplicatas a receber Recebimento de títulos mediante recibo de Duplicatas que se encontram descontadas...r$ 150.000 2º lançamento: pagamento da duplicata ao banco. D - Duplicatas Descontadas C - Bancos conta movimento Pelo pagamento da duplicata anteriormente Descontada quitada no caixa da empresa...r$ 150.000 Desconto de duplicatas com quitação após a data do vencimento - Se houver quitação após a data do vencimento, os registros serão os seguintes: 1º lançamento: pagamento da duplicata. D - Duplicatas Descontadas C - Bancos conta movimento Pelo pagto da dupl. anteriormente descontada..r$ 150.000 2º lançamento: recebimento da duplicata com juros de 5%. D - Bancos conta movimento...r$ 157.500 C - Duplicatas a receber Baixa do valor da duplicata...r$ 150.000 C - Juros ativos Valor dos juros por atraso na quitação...r$ 7.500 10 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

Exercícios: A empresa Comercial Paz e Amor Ltda. efetuou em 01/02/2008, uma remessa de duplicatas ao Banco da Paz para cobrança simples, conforme borderô nº 0015 no valor de R$ 50.000. Na operação, o banco cobrou tarifa de 5% a título de comissão e taxas de cobrança. Após 30 dias o banco enviou aviso de movimentação comunicando o recebimento das duplicatas. O registro do dia 01/02/2008 será débito de duplicatas a receber e crédito de receita de vendas de R$ 50.000 e o registro do dia do recebimento será débito de caixa e crédito de duplicatas a receber de R$ 47.500. O lançamento contábil referente o recebimento de um cheque do cliente, em pagamento de uma duplicata no valor de R$ 40.000,00, mais juros de 10% será: D - Bancos conta Movimento 44.000 C - Duplicatas a Receber 40.000 C - Juros Ativos 4.000 A emissão de um cheque no valor de R$ 500 para pagamento de uma duplicata, com juros de 25%, deve receber o seguinte lançamento contábil: C - Bancos conta movimento... 500 D - Duplicatas a pagar... 400 D - Juros passivos... 100 A empresa Comércio Bola de Couro Ltda. efetuou remessa de duplicatas ao Banco Bola de Meia S/A para operação de desconto no valor nominal de R$ 700.000. O banco cobrou juros de 5% e comissões e taxas de R$ 10.000. O registro correto do fato deverá indicar débito de bancos conta movimento de R$ 655.000, débito de juros a vencer de R$ 35.000, débito de despesas bancárias de R$ 10.000 e crédito de duplicatas descontadas de R$ 700.000. O aviso de um banco comunicando o recebimento de duplicatas descontadas anteriormente pela empresa deverá ser lançado a débito de duplicatas descontadas e crédito de bancos conta movimento. A conta duplicatas descontadas é uma conta classificada no passivo circulante, por representar um empréstimo junto ao banco e o compromisso da empresa em honrar o pagamento. Ela é retificadora de duplicatas a pagar. O aviso de não recebimento de duplicatas descontadas no valor de R$ 20.000 deverá ser lançado a débito de duplicatas a receber e crédito de duplicatas descontadas. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO (ATIVO E PASSIVO) A Lei 6.404/76 determina em seus artigos 183 e 184, que os elementos do balanço sejam representados de forma a evidenciar sempre o valor mais próximo do real, de acordo com as convenções contábeis. Aqui, surgem as PROVISÕES (do ativo e do passivo), a DEPRECIAÇÃO, a AMORTIZAÇÃO e a EXAUSTÃO. Vejamos cada um dos critérios a seguir. PROVISÕES As provisões sejam elas do ativo ou do passivo, representam valores cujas perfeitas quantificações dependem de fatos ainda não concretizados, mas que, devido aos Princípios da Oportunidade, Competência e principalmente o da Prudência (ver Resolução CFC 750/93 do Conselho Federal de ) devem ser contabilizadas. Em outras palavras, são fatos que possivelmente se realizarão no futuro e não se sabe o valor exato no momento da contabilização, então se faz a provisão. (NEVES, VICECONTI, 2003) apresentam provisões como sendo despesas com perdas de ativos ou com a constituição de obrigações que, embora já tenham seu fato gerador contábil ocorrido, não podem ser medidas com exatidão e têm, portanto, caráter estimativo. Cabe aqui ressaltar que as provisões não são dedutíveis na apuração do imposto de renda das empresas que o fazem pelo Lucro Real. Provisões do Ativo Todas as contas de provisões que houver no Ativo, são contas RETIFICADORAS, ou seja, reduzem o valor do Ativo por meio das contas retificadas. Quando ocorrer a provisão no ativo, a contrapartida será sempre uma conta de despesa, que irá influenciar diretamente na apuração do resultado do exercício. As provisões mais conhecidas são: Provisão para ajuste a valor de mercado Provisão para crédito de liquidação duvidosa Provisão para perdas prováveis na realização de investimentos ****Provisão para ajuste a valor presente (Lei 11.638/07) Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 11

Provisão para ajuste a valor de mercado De Estoques Essa conta credora, que deve ser classificada como redutora (retificadora) do grupo Estoques, destina-se a registrar o valor dos itens de estoque que estiverem a um custo superior ao valor de mercado. O gasto relativo à constituição dessa provisão não é dedutível para fins fiscais (Art. 13 da Lei 9249/95) e deve ser reconhecido em conta específica (Despesa com provisão para redução ao Valor de Mercado). De acordo com o inciso II do Art. 183 da Lei 6.404/76 que trata do critério básico de avaliação dos estoques, expõe o seguinte: Os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, serão avaliados pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo a valor de mercado, quando este for inferior. Cabe aqui citar que, de acordo com o Art. 13 da Lei 9249/95, a partir de 01/01/1996, inciso I, tornou indedutível qualquer provisão (o que gera um tributo diferido registrado em Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo), excetuadas aquelas expressamente ressalvadas, entre as quais, não se inclui a provisão para ajuste a valor de mercado. Desse modo, como a Lei das S/As (Art. 183, inciso II) determina que o valor dos estoques seja deduzido de provisão para ajustá-lo a valor de mercado, quando este for menor que o custo de aquisição ou produção, o valor que for debitado ao resultado em contrapartida à contribuição dessa provisão, deve ser adicionado ao lucro líquido, para fins de determinação do Lucro Real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o lucro. Exemplo: A Comercial Ltda. no fim do exercício de 2003, tinha em seus estoques: Descrição Quantidade Custo Mercado Canetas Azuis 100 1,00 0,90 menor Canetas Vermelhas 500 1,20 1,10 menor Canetas Pretas 300 1,50 1,60 maior Atendendo em especial, ao Princípio da Prudência, a empresa deve adotar o lançamento de ajuste, como segue: Provisão para Ajuste a valor de mercado = 100 x (1,00 0,90) + 500 x (1,20 1,10) = 10,00 + 50,00 = 60,00 D Despesa c/ Provisão p/ajuste a Valor de Mercado 60,00 C Provisão para Ajuste a Valor de Mercado (Conta Retificadora do Ativo Circulante) 60,00 Pelo ajuste realizado a valor de mercado conforme Princípio da Prudência em 2003 Provisão de Crédito de Liquidação Duvidosa Essa Provisão deve ser feita para cobrir as perdas estimadas na cobrança das contas a receber, embora as despesas com esta provisão não sejam dedutíveis da base de cálculo do Imposto de Renda e Contribuição Social. Também conhecida como Provisão com créditos incobráveis ou PDD (provisão para devedores duvidosos), é uma conta retificadora de Duplicatas a Receber (Clientes), visto a possibilidade de não recebimento das mesmas. Existem dois critérios para sua apuração: Pelas perdas prováveis Pelas perdas efetivas Perdas Prováveis Neste critério, aplica-se uma taxa sobre uma base de cálculo. Esta provisão, como dito anteriormente, não é dedutível da base de cálculo do Imposto de Renda e Contribuição Social, mas devem ser realizadas em atendimento ao Princípio da Prudência. Não fará parte da Base de cálculo: - Créditos com pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, mistas ou subsidiárias a elas. - Venda com reserva de domínio, alienação fiduciária ou garantia real (Móveis, imóveis ou títulos) - Créditos com coligadas e controladas - Créditos com Instituições Financeiras - Créditos com sócios ou acionistas, administradores, titular ou cônjuge, parentes de até 3º grau e afins - Créditos com coobrigação (duplicatas descontadas fazem com que a empresa esteja coobrigada a pagar) - Que não tenham transitado por contas de resultado - Às empresas que trabalham com arrendamento mercantil (direitos de garantia) Exemplo: Na empresa Apolo Ltda., os saldos das contas a receber apresentam os seguintes valores no fim de 2003: Duplicatas a Receber 36.000 Dupl. a Receber (com garantia) 5.000 (vencidas à 2 meses) Duplicatas a Receber de Coligadas 16.000 Empréstimos a Controladas 10.000 Adiantamentos a Fornecedores 2.000 TOTAL 69.000 Para a Base de Cálculo, apenas as Duplicatas a receber, sem garantia (as primeiras) serão reconhecidas, pois os demais créditos da empresa não compõem a base de cálculo. Sendo assim, somente consideraremos 36.000. 12 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

TAXA = Perdas dos últimos três anos x 100 Créditos a receber dos últimos três anos Exemplo: Ano Perdas Dupl. Receber (Início do ano) 2001 4.000 110.000 2002 6.000 105.000 2003 5.000 160.000 TOTAL 15.000 375.000 TAXA = 15.000 x 100 = 4% 375.000 Logo; 36.000 x 4% = 1.440 Lançamento no Diário D Despesa com PCLD 1.440 C PCLD 1.440 Lançamento em Razonetes: Despesa c/ PCLD (-) PCLD D C D C 1.440 1.440 * PCLD Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa Obs. Se no exercício subseqüente ao do valor provisionado não houver créditos incobráveis, será feita a Reversão integral da PDD formada no exercício anterior, conseqüentemente não sendo tributável. Caso o valor incobrável dentro do exercício subseqüente for inferior ao valor provisionado anteriormente, será dada a baixa dos créditos incobráveis e o restante será revertido da mesma forma que o mencionado anteriormente. Perdas Efetivas Neste critério, diga-se de passagem, o único aceito pela legislação do imposto de renda como sendo DEDUTÍVEL, poderá contemplar esta situação quando: a) Os créditos são baixados em decorrência de sentença proferida pelo poder judiciário, ou seja, quando já existir a declaração de insolvência do devedor de forma judicial. b) Os créditos sem garantia apresentam as seguintes condições: Títulos vencidos há mais de seis meses, de valor igual ou inferior a R$ 5.000,00, por operação, mesmo que não haja procedimentos judiciais transcorrendo; Títulos vencidos há mais de um ano, com valor acima de R$ 5.000,00 até R$ 30.000,00 por operação, mesmo que os procedimentos judiciais não tenham sido iniciados, mantendo a cobrança administrativa (protesto de títulos em cartórios); Títulos vencidos há mais de um ano, com valor acima de R$ 30.000,00 por operação, desde que iniciados os procedimentos judiciais para o efetivo recebimento. c) Os créditos com garantia, de qualquer valor, vencidos há mais de dois anos, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento; Os créditos contra devedor declarado falido ou PJ concordatária, relativamente à parcela que exceder o valor que se tenha comprometido a pagar. Em outras palavras, quando houver declaração de Falência ou concordata do devedor, em relação à parcela incobrável a partir da data da decretação da falência ou da concessão de concordata, mantidos os procedimentos judiciais. Provisão para ajuste a valor presente (Lei 11.638/07) Segundo alteração da Lei 6.404/76, os valores a receber e os valores a pagar registrados como LONGO PRAZO, deverão ser ajustados a valor presente, na data do balanço. Os juros e correções que estiverem embutidos nos respectivos valores deverão ser ajustados conforme determina o art. 183 e 184 alterados pela Lei 11.638/07: VIII os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. III as obrigações, encargos e riscos classificados no passivo exigível a longo prazo serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. DEPRECIAÇÃO / AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO Baseados no Art. 183 2º da Lei 6.404/76, o qual estabelece que: A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente nas contas de: a) Depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgastes ou perda da utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência; Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 13

b) Amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto seja bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado; c) Exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente de sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Depreciação Conforme RIBEIRO (2003, p. 182), depreciação corresponde à diminuição do valor dos elementos do Ativo Permanente Imobilizado (ou seja, bens destinados à atividade da empresa), resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza ou obsolescência normal. Na mesma linha de raciocínio, FERRARI (2003, p. 292), comenta que depreciação é a despesa com a perda do valor dos bens do Ativo Permanente, sujeitos ao mesmo desgaste citado anteriormente. Com exceção de terrenos e de alguns outros itens, os elementos do Ativo Permanente Imobilizado têm um período limitado de vida útil econômica. Dessa forma, o custo de tais ativos deve ser alocado aos exercícios beneficiados por seu uso no decorrer de sua vida útil econômica. (Equipe de professores da USP Fipecafi). Porque Depreciar? Quando a empresa compra bens para uso próprio, ela efetua um gasto e, por este ser considerado investimento, não pode ser contabilizado como despesa. Entretanto, esses bens, sendo utilizados pela empresa, desgastam-se e perdem o valor. Esta é a razão de fazer a depreciação. Bens intrinsecamente relacionados com a produção ou comercialização de bens e serviços São considerados: - os bens móveis e imóveis utilizados no desempenho das atividades de contabilidade; - os bens imóveis utilizados como estabelecimento da administração; - os bens móveis utilizados nas atividades operacionais, instalados em estabelecimento da empresa; - os veículos do tipo caminhão, caminhoneta de cabine simples ou utilitário, utilizados no transporte de mercadorias e produtos adquiridos para revenda, de matéria-prima, produtos intermediários e de embalagens aplicados à produção; - os veículos do tipo caminhão, caminhoneta de cabine simples ou utilitário, as bicicletas e motocicletas utilizadas pelos cobradores, compradores, vendedores nas atividades de cobrança, compra e venda; - os veículos do tipo caminhão, caminhoneta de cabine simples ou utilitário, as bicicletas e motocicletas utilizadas nas entregas de mercadorias e produtos vendidos; - Os veículos utilizados no transporte coletivo de empregados; - os bens móveis e imóveis utilizados em pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos; - os bens móveis e imóveis próprios, locados pela pessoa jurídica que tenha a locação como objeto de sua atividade; - os bens móveis e imóveis objeto de arrendamento mercantil nos termos da Lei 6099 de 1974, pela pessoa jurídica arrendadora; - os veículos utilizados na prestação de serviços de vigilância móvel, pela pessoa jurídica que tenha por objeto essa espécie de atividade. Vedações à Depreciação pela Legislação do Imposto de Renda. Não são depreciados: - Terrenos, salvo em relação a benfeitorias e construções; - Bens que aumentam de valor com o tempo, como antiguidades e obras de arte; - Bens para os quais sejam registradas quotas de amortização ou exaustão; - Bens móveis ou imóveis que não estejam intrinsecamente relacionados à atividade da empresa. Início da Depreciação FERRARI (2003, p. 292) expõe que a depreciação de um bem é contada, não em função da data de aquisição, mas sim a partir do mês em que o bem for instalado, posto em funcionamento ou em condições de uso, independentemente do dia do mês, isto é, conta-se o primeiro mês integralmente, qualquer que seja o dia. Desta forma, se um bem for adquirido por exemplo, no dia 13 de agosto, e posto em operação em 22 de outubro, a depreciação será contada a partir de outubro, contando-se este mês integralmente, sem proporção de dias. RIBEIRO (2003, p. 184) comenta que a depreciação pode ser anual ou mensal. Será anual quando calculada e contabilizada uma única vez ao ano. O valor da quota anual é obtido aplicando-se a taxa normal de depreciação sobre o valor do bem. Será mensal quando calculada e contabilizada mensalmente. O valor da quota mensal é obtida dividindo-se o valor da quota anual por 12. Taxas de Depreciação O RIR/99 (Regulamento do Imposto de Renda de 1999), nos seus artigos de números 305 e 323 são quem estabelece os critérios de depreciação. As taxas anuais de depreciação normalmente admitidas pelo Fisco para uso normal de bens em turno de oito horas diárias constam, todavia, de publicações à parte, da Secretaria da Receita Federal. Para se chegar à esta taxa, é necessário que se saiba o período de vida útil do bem, o que aquele regulamento traz com clareza e que as publicações - Instruções Normativas SRF 162/98 e 130/99 também discriminam em duas partes: - Anexo I, bens relacionados na Nomenclatura Comum do Mercosul NCM; - Anexo II Demais bens. Vejamos alguns exemplos: 14 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

BENS VIDA ÚTIL TAXA MÁQ. E EQUIP. 10 ANOS 10% A.A. VEÍCULOS 5 ANOS 20% A.A. COMPUTADORES 5 ANOS 20% A.A. MÓVEIS 10 ANOS 10% A.A. EDIFICAÇÕES 25 ANOS 4% A.A. INSTALAÇÕES 10 ANOS 10% A.A. TERRENOS SEM PRAZO NÃO TEM Após definida a vida útil do bem e a respectiva taxa anual de depreciação, deve-se verificar qual o método de depreciação a ser utilizado. Métodos de Depreciação Existem vários métodos de depreciação, tais como: - Método das Quotas Constantes, Linear ou em Linha Reta - Método da Soma dos Dígitos ou Método de Cole - Método do Saldo decrescente - Método das unidades produzidas - Método de Horas de Trabalho Método das Quotas Constantes, Linear ou Linha Reta Apesar de os Professores Iudícibus, Gelbke e Martins (FEA/USP FIPECAFI) declararem que este método é impropriamente chamado de linear, isto devido a sua simplicidade, é o método de maior utilidade pela grande maioria das empresas. Ao aplicar a taxa de depreciação sobre o valor registrado do bem, obtém-se o valor da depreciação anual. Vejamos Supondo o Custo de um bem de R$ 6.000 Vida útil estimada em 5 anos (60 meses) Não há a estimativa de valor residual Depreciação = 6.000 = R$ 100 por mês 60meses ou 6.000 = R$ 1.200 ao ano 5 anos R$ 1.200 / 12 meses = R$ 100,00 por mês Vemos que, se o bem já tivesse 6 meses de uso, o mesmo teria sido depreciado em R$ 600,00 restando um VALOR CONTÁBIL de R$ R$ 5.400 (6.000 600). Ao passar dos 54 meses restantes (60 6 = 54), o valor contábil do bem será igual a zero. Caso o bem apresente valor residual, e isto acontece quando o bem, após sua vida útil, apresenta um valor de provável realização, este valor deve ser extraído da base de cálculo da depreciação. Quase sempre, em função da dificuldade em se avaliar o residual de um bem, o mesmo é igual a zero. Seguindo o exemplo anterior e estipulemos um saldo residual estimado de R$ 1.000, assim teríamos: Custo do Bem R$ 6.000 Residual estimado R$ 1.200 Valor Depreciável R$ 4.800 4.800 = 80 ao mês 60 Assim teremos: 6 meses (6 x 80 = 480), seria: 6.000 480 = 5.520 12 meses (6 x 80 = 480), seria: 6.000 960 = 5.040 18 meses (6 x 80 = 480), seria: 6.000 1.440 = 4.560 24 meses (6 x 80 = 480), seria: 6.000 1.920 = 4.080 30 meses (6 x 80 = 480), seria: 6.000 2.400 = 3.600 36 meses (6 x 80 = 480), seria: 6.000 2.880 = 3.120 42 meses (6 x 80 = 480), seria: 6.000 3.360 = 2.640 48 meses (6 x 80 = 480), seria: 6.000 3.840 = 2.160 54 meses (6 x 80 = 480), seria: 6.000 4.320 = 1.680 60 meses (6 x 80 = 480), seria: 6.000 4.800 = 1.200 RESIDUAL TAXAS INFERIORES ÀS ADMITIDAS Caso a pessoa jurídica adote taxa inferior à permitida, o valor não contabilizado em um período não poderá ser recuperado posteriormente através da utilização de taxas superiores às máximas permitidas para cada período. Nesse caso, haverá uma dilatação no prazo durante o qual se poderia depreciar o respectivo bem. CONTABILIZAÇÃO Como visto anteriormente, a escrituração contábil é feira com base no método das partidas dobradas e, a depreciação, como já sabemos, é a perda do valor contábil dos bens, sendo assim, isto gera para a empresa uma despesa não desenbolsável (ou custo caso esteja indiretamente ligada a produção), ou seja, não é paga ou não ocorre dispêndio de dinheiro para depreciar um bem. Sendo assim, o registro da depreciação seria, simplesmente: D Depreciação (ou despesa com depreciação) C Depreciação Acumulada Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 15

Exemplo: A empresa Perde Tudo S/A adquiriu um caminhão para transporte dos seus produtos no valor de R$ 30.000 em 15 de Outubro de 2006. Vejamos que, normalmente a taxa utilizada e admitida é 20% ao ano. Vejamos 30.000 x 20% = 6.000 ao ano 6.000 / 12 meses = 500 ao mês Em 2000 = 3 meses (out/nov/dez)=500 x 3 = 1.500 Reparo e Conservação de bens do Ativo Imobilizado A legislação do imposto de renda dispõe que os gastos com reparo, conservação ou substituição de partes e peças de bens do ativo imobilizado da pessoa jurídica, destinados a mantê-los em condições eficientes de operação, caso não resultem em aumento da vida útil do bem, poderão ser lançados como custo ou despesa operacional. Entretanto, se de tais melhorias resultar em aumento da vida útil do bem superior a um ano, os gastos respectivos deverão ser ativados para servirem a base de futuras depreciações. Exemplo: Máquinas R$ 500.000 Taxa anual de depreciação 10% Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 16 Depreciação ou Despesa c/ Depreciação Depreciação Acumulada D C D C 1.500 1.500 Em 2001 = 12 meses = 500 x 12 = 6.000 Depreciação ou Despesa c/ Depreciação Depreciação Acumulada D C D C 6.000 1.500 anterior 6.000 atual No balanço Veículos 30.000 Depreciação Acumulada 7.500 Valor contábil 22.500 Em 2002 = 12 meses= 500 x 12 = 6.000 Depreciação ou Despesa c/ Depreciação Depreciação Acumulada D C D C 6.000 7.500 anterior 6.000 atual No balanço Veículos 30.000 Depreciação Acumulada 13.500 Valor contábil 16.500 Em 2003 = 12 meses= 500 x 12 = 6.000 Depreciação ou Despesa c/ Depreciação Depreciação Acumulada D C D C 6.000 13.500 anterior 6.000 atual No balanço Veículos 30.000 Depreciação Acumulada 19.500 Valor contábil 10.500 DEPRECIAÇÃO DE BENS ADQUIRIDOS USADOS Neste caso, o prazo de depreciação será o maior dentre os seguintes: a) Metade do prazo de vida útil do bem quando adquirido novo; b) Restante do prazo de vida útil do bem, considerando este em relação à primeira instalação ou utilização desse bem. Exemplo: A Cia Holocausto adquiriu um equipamento novo, em 15/02/2001 sendo o tempo de vida útil estimado em 4 anos. Dessa forma, em janeiro de 2005, o bem estará 100% depreciado. No entanto, tal bem foi vendido para a Cia Iraque em 10/01/2003. Sendo assim, na Cia Iraque: Metade da vida útil - 4/2 = 2 anos (24 meses) Tempo restante 25 meses (uso de 11 meses em 2001 e 12 meses em 2002 que somados dá 23 meses usados) Como deve ser adotado o maior entre os dois, utilizar-se-á a taxa de: 100% do bem ou 40% ao ano 25 meses

Valor depreciado (60%) R$ 300.000 Gastos de reparos R$ 100.000 Aumento da vida útil em 4 anos Contabilização da baixa da depreciação D Depreciação Acumulada 300.000 C Máquinas 300.000 Contabilização do gasto ativado D Máquinas 100.000 C Caixa ou Bancos 100.000 Novo valor contábil (500.000 300.000) + 100.000 = 300.000 (valor a ser depreciado no novo prazo de vida útil, ou seja, 8 anos (4 anos do valor original e 4 anos do acréscimo de vida útil). Venda de Bens do Ativo Imobilizado Qualquer entidade pode realizar seus bens registrados no ativo permanente por meio de venda dos mesmos. Esta operação não caracteriza sua atividade usual. Por este motivo, os ganhos ou perdas na alienação de investimentos ou bens do imobilizado, serão registrados como Despesas ou Receitas Não Operacionais na apuração do resultado e, conseqüentemente, deverão ser dadas as baixas dos referidos ativos. Exemplo: A Cia Carmem Miranda, possuidora de um veículo registrado em seu imobilizado pelo valor de R$ 20.000, vendeu à Cia Gilberto Gil o mesmo por R$ 14.000. O referido veículo com vida útil estimada em 5 anos, estava sendo usado na Cia Miranda há exatos 2 anos. Sendo assim: Pelo registro da venda: D Caixa ou Bancos c/ movimento 14.000 C Ganhos ou Perdas na alienação do imobilizado (despesa/receita não operacional) 14.000 Pelo registro da saída do bem do ativo: D - Ganhos ou Perdas na alienação do imobilizado (despesa/receita não operacional) 20.000 C Veículos (Ativo Permanente Imobilizado)20.000 Pela baixa da depreciação registrada 20.000 / 5 anos = 4.000 ao ano -2 x 4.000 = 8.000 (depreciação registrada no período) D Depreciação Acumulada 8.000 C - Ganhos ou Perdas na alienação do imobilizado (despesa/receita não operacional) 8.000 Neste lançamento, a depreciação acumulada tem o sentido de receita pelo fato de representar o tempo que a empresa já usou o bem, sendo assim, se o bem já estivesse totalmente depreciado, qualquer que fosse o valor da venda, a empresa apresentaria lucros na operação. Saldo da conta Ganhos ou Perdas na alienação do imobilizado Saldo = 14.000 20.000 + 8.000 = 2.000 (Neste caso houve lucro. Caso o saldo seja negativo, obviamente haverá prejuízo na operação. Este ganho é tributado pelo IR. Quando há perda, a mesma é dedutível da base de cálculo do imposto). No Balanço Patrimonial, os saldos das contas Veículos e Depreciação Acumulada estarão com saldo zero, pois o bem foi vendido, não restando motivos para existir também o saldo da conta de depreciação acumulada. Nova interpretação (Lei 11.941/09) De acordo com a nova lei, a empresa fará uma análise sobre a vida útil para recuperação de ativos, o que afeta o cálculo da depreciação dos bens, haja vista que a vida útil poderá mudar. Assim, a empresa poderá ter duas vidas úteis diferentes para o mesmo bem. Vejamos a nova redação dada pela lei 11.941/09 que altera o Art. 183 da Lei 6.404/76: 2 A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência; b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado; c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. 3 A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) I registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) II revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) Neste sentido, a vida útil dos bens definidos no RIR/99 (tabela NCM), terá validade única e exclusivamente para fins de apuração do imposto de renda, não mais sendo utilizada na contabilidade da empresa para fins de balanço. Porém, a Cia poderá deixar de usar registros auxiliares, tais como é o LALUR, e considerar os dados contábeis para apuração do imposto, segundo a nova lei. Isso reflete no que alguns chamam de LALUC, (livro de apuração do lucro contábil) que servirá de base apuração do imposto. Cabe lembrar que a Receita federal, no que diz respeito ao imposto de renda deverá se pronunciar a respeito da nova legislação. Vejamos a redação da lei: Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 17

Art. 177 2 A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas nesta Lei, as disposições da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras demonstrações financeiras. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) AMORTIZAÇÃO De acordo com o Art. 183, 2º da Lei 6.404/76, recentemente alterado pela Lei 11.638/07, os elementos intangíveis, ao invés de depreciação, sofrem amortização. É a mesma perda com o nome diferente; os bens tangíveis de uso na atividade sofrem depreciação e os bens intangíveis sofrem amortização (ex: direitos de uso de marcas e patentes). Ocorrerá a amortização quando a perda ocorrer com o capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou duração limitada (ex: concessões obtidas), ou cujo objetos sejam de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado (ex: benfeitorias em propriedade de terceiros). RIBEIRO (2002, p. 185) simplesmente define Amortização como sendo a diminuição do valor dos bens imateriais em razão do tempo. NEVES e VICECONTI (2003, p. 81) estendem um pouco mais e mencionam a amortização como sendo a importância correspondente à recuperação do capital aplicado em bens intangíveis, ou dos recursos aplicados em despesas que contribuam para a formação do resultado de mais de um exercício social, a ser lançada como custo ou encargo em cada exercício. De modo geral, as três definições estão corretas e, não cabe a nós questioná-las e sim, entendê-las. A Amortização, no INTANGÍVEL será aplicada, mediante duas características básicas e cumulativas: Prazo de duração limitado Inexistência de indenização FERRARI (2003, p. 312) cita um exemplo: No caso de Benfeitorias em propriedades de terceiros, somente se sujeitam a amortização caso sejam atendidas as seguintes condições: - o contrato de locação, arrendamento ou cessão seja celebrado por prazo determinado; - não haja direito à indenização das benfeitorias edificadas por ocasião do término do prazo contratual estabelecido. Caso o contrato seja celebrado por prazo indeterminado, serão computados os encargos de depreciação, ao invés dos encargos de amortização. Caso no contrato haja previsão de indenização as benfeitorias edificadas, não há sentido algum em se falar de encargos de amortização ou depreciação. Bens Intangíveis Sujeitos à Amortização - Marcas e Patentes - Logiciais (software) - Recursos florestais (direitos contratuais de exploração) - Fórmulas ou processos de fabricação, direitos autorais, autorização ou concessões - Ponto Comercial, Fundo de Comércio - Benfeitorias em propriedades de terceiros - Custos de Projetos técnicos - Despesas pré-operacionais, pré-industriais, de organização, reorganização, reestruturação ou remodelação de empresas. Assim como a depreciação, o montante da amortização não poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem ou direito. Se a existência ou exercício do direito, ou a utilização do bem, terminar antes da amortização integral de seu custo, o saldo não amortizado constituirá encargo do período de apuração em que se extinguir o direito ou terminar a utilização do bem. Prazos de amortização do Intangível A taxa de amortização do intangível ocorre em função do tempo de utilização do bem intangível, podendo tal tempo ser estabelecido em lei que regule os direitos sobre o bem; ser fixado no contrato de aquisição do bem; ou ser proveniente da natureza do bem de existência limitada. De forma semelhante à depreciação, as taxas de amortização também são obtidas pelo método linear (quotas constantes), isto é, o custo de aquisição do bem intangível amortizável é distribuído, através do sei prazo de duração ou existência, de forma uniforme. Exemplo: Se uma empresa adquirir o direito de explorar, ao longo de 25 anos, uma determinada marca, a taxa anual de amortização será: 100% 25 anos = 4% ao ano. Cálculo da Amortização É absolutamente simples. Basta aplicar a taxa, anual ou mensal, de amortização sobre a base de cálculo, ou seja, sobre o custo de aquisição do bem ou direito amortizável, somados os acréscimos posteriores. Exemplo: A Cia Paraíso adquiriu, em 15/10/2001, uma patente de invenção por R$ 48.000 com duração de 10 anos. Taxa 100% - 10 anos = 10% ao ano Quota de amortização R$ 48.000 x 10% = 4.800 ao ano Quota mensal R$ 4.800 / 12 meses = 400 18 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

Contabilização Como já era de se esperar, a contabilização dos encargos de amortização, seguem a mesma linha da depreciação. Assim teremos: D Despesa com Amortização (ou apenas Amortização Despesa) C Amortização Acumulada (Retificadora do Ativo Intangével) Exemplo: A Comercial Andrade Ltda. em Agosto de 2002 iniciou suas atividades. Antes deste início a empresa teve gastos préopercionais de R$ 60.000 que beneficiarão os próximos 10 anos. A empresa respeita a Lei das Sociedades Anônimas e o Regulamento do Imposto de Renda. Sendo assim, no encerramento do exercício a empresa registrou encargos de amortização de: Valor = 60.000 Taxa = 100% / 10 anos = 10% ao ano então 60.000 x 10% = 6.000 / 12 meses = 500 ao mês 500 x 5 meses = 2.500 Contabilização: D Amortização 2.500 C Amortização Acumulada 2.500 1 Julgue os itens a seguir como certo ou errado: ( ) Não apareceriam num balanço patrimonial as seguintes contas: Provisão para crédito de liquidação duvidosa, Provisão para Imposto de renda e Provisão para ajuste ao mercado. ( ) A redução do saldo de uma provisão para crédito de liquidação duvidosa é indício de que pode ter havido baixa pelo valor não recebido dos clientes, estorno ou reversão de períodos anteriores. A empresa Chapada Diamantina S/A ao encerrar o exercício social de 31/12/2009 tinha estoques de bens de venda de 100 mil unidades, com custo unitário de R$ 1,00 e duplicatas emitidas em suas vendas a prazo no valor de R$ 200.000. - a empresa sabe que, nos últimos três exercícios, 2% de seus créditos se tornaram incobráveis; - o valor de mercado de suas mercadorias foram cotados a R$ 1,20 a unidade no encerramento do exercício; - as duplicatas a receber não estão vencidas ( ) Ao aplicar integralmente o princípio da prudência, a referida empresa apresentará, em balanço, esse Ativo circulante pelo valor contábil de R$ 296.000. A Cia Comercial CKF sabe, ao final do exercício social de 2009, que determinados créditos em relação a terceiros, decorrentes de suas atividades operacionais, não deverão ser honrados porque alguns de seus clientes estão com concordata ou falências decretadas ou passando dificuldades financeiras insolúveis a curto prazo. A perda é praticamente certa, embora seu valor não seja conhecido com precisão. Sabe também que os valores a receber no início dos exercícios eram: 2007 2008 2009 Duplicatas a receber 150 120 130 Créditos sem garantia 100 110 140 Créditos com Estatais 20 30 32 Créditos com coligadas 60 40 30 Adiantam. a fornecedores 5 11 3 TOTAL DE CRÉDITOS 335 311 335 PERDAS NO PERÍODO 15 22 38 ( ) Ao final do exercício os valores permitidos como base para constituir provisão para crédito de liquidação duvidosa era de R$ 800. Diante dos fatos, o valor registrado como provisão para crédito de liquidação duvidosa pela contabilidade na Comercial CKF foi R$ 80,00. ( ) Ao constituir uma provisão para crédito de liquidação duvidosa e provisão para ajuste ao mercado o o passivo sofrerá um aumento e o resultado do exercício sofrerá uma redução. ( ) Em outubro de 2007, a empresa adquiriu um caminhão por R$ 50.000,00. O procedimento usual de depreciação utilizou o método linear, com resíduo estimado em 10% e vida útil prevista para 5 anos. No balanço patrimonial de 2010, encerrado em 31 de dezembro, a conta Depreciação Acumulada, em relação a esse veículo, deverá ter saldo credor de R$ 29.250,00. ( ) O único Jeep da empresa Vásculo Ltda., foi adquirido há algum tempo, por R$ 2.000,00 e vem sendo usado ininterruptamente, desde então, com um nível de desgaste físico estimado em 20% ao ano. Se a empresa tem contabilizado essa depreciação, levando em conta o valor residual de 10% e sabendo-se que ainda resta ao veículo uma vida útil de quatro anos e três meses, pode-se dizer que o valor contábil atual desse veículo é de R$ 1.530,00. Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 19

( ) A Cia Valadão adquiriu um veículo usado, que será utilizado em suas atividades operacionais. Considerando-se que o veículo foi posto em funcionamento pela primeira empresa que o adquiriu há exatos 3 anos da data da compra pela Cia Valadão e que o veículo tem 5 anos de vida útil, a taxa de depreciação que poderá ser usada por esta última será de 60%. ( ) O lançamento contábil da depreciação de um bem do ativo imobilizado deverá ser a débito de despesa e crédito de depreciação acumulada no passivo. ( ) Suponha que uma empresa mineradora tenha adquirido os direitos de exploração de uma mina por R$ 5 milhões, por meio de um contrato com cinco anos de vigência. Nesse caso, após dois anos de exploração, se tiverem sido extraídos 30% da possança da mina, o referido ativo, classificado no imobilizado, deverá estar avaliado no balanço da empresa por R$ 3 milhões. ( ) Os bens de uso do ativo imobilizado deverão ser depreciados a partir do momento de sua aquisição, mesmo que permaneçam estocados para utilização futura. ( ) Existe um piso, atualizado periodicamente pela Receita Federal, para incorporação de bens ao ativo imobilizado. Os bens adquiridos para uso, com valor inferior, deverão ser contabilizados como despesas operacionais. PARTICIPAÇÕES NO LUCRO Com base no Art. 187 da Lei 6.404/76 (alterado pela Lei 11.941/09), a Cia poderá pagar participações sobre os seus lucros, caso tais participações sejam determinadas no seu Estatuto Social ou em contrato. São elas: - Participação de Debenturistas art. 187 - Participação de Empregados art. 190 - Participação de Administradores art. 190 - Participação de Partes Beneficiárias art. 190 - Participação de Fundos de Assistência ou Previdência privada de empregados art. 190 A base de cálculo das participações é definida no Art. 189 da seguinte forma: BC = RAIR Imp. Renda Prejuízos Acumulados A forma do cálculo das participações estatutárias é determinada no Art. 189. Em consonância com o artigo 190, as participações de empregados, administradores e partes beneficiárias / Fundos de Assistência ou Previdência de empregados serão determinadas, sucessivamente nessa ordem, com base nos lucros que remanescerem depois de deduzida a participação anteriormente calculada. O Art. 190 não faz menção aos debenturistas, mas será a primeira a ser calculada. Cabe lembrar que, os debenturistas se caracterizam / formalizam por meio de contrato e não do estatuto, ou seja, não é uma participação estatutária. Resultado Líquido do Exercício (Lucro ou Prejuízo Liquido do exercício) É o último lucro a ser apurado na DRE. Conforme o Art. 191 da Lei 6.404/76: O lucro líquido do exercício é o resultado que remanescer depois de deduzidas as participações de que trata o Art. 190. Pode ser obtido pela seguinte fórmula: Lucro Líquido = RAIR IR - PARTICIPAÇÕES Diante do resultado NEGATIVO nesta fórmula será constatado, obviamente, o PREJUÍZO. De acordo com o Art. 189 da mesma Lei, Parágrafo único. o prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela reserva legal, nessa ordem. O Lucro ou Prejuízo é oriundo da diferença entre as RECEITAS e DESPESAS ocorridas no exercício social. Se as RECEITAS (VENDAS OU FATURAMENTO) forem maiores que as DESPESAS, a entidade terá LUCROS. Caso contrário terá PREJUÍZOS. Estes formam a finalidade Econômica da. Serão Acumulados dentro do PATRIMÔNIO LÍQUIDO durante os exercícios que se encerram. Atualmente, o saldo dos Lucros apurados no exercício que não forem constituir uma reserva de lucros deverão ser distribuídos como dividendos do período. A Empresa Alemã S/A definiu, em seu Estatuto Social e em contrato, que, as debêntures, os administradores e empregados, têm direito (cada uma) a 10% do lucro do exercício. Em exercícios anteriores, a empresa apresentou prejuízos acumulados de R$ 100.000. Neste exercício, a Demonstração do resultado apresentou Lucro Operacional de R$ 500.000 com um prejuízo não operacional negativo de R$ 51.000. Sabendo-se que o Imposto de renda foi de R$ 50.000 e a Contribuição Social do período foi de R$ 40.000 julgue os itens a seguir: O valor da base de cálculo para as participações estatutárias é de R$ 259.000 respectivamente O valor das participações, segundo determinação da Lei 6.404/76 será de R$ 25.900 para empregados; R$ 23.310 para debenturistas e; R$ 20.979 para os administradores. 20 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

O lançamento correto das participações podem implicar em vários débitos e vários créditos no valor de R$ 70.189. O prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela reserva legal, nessa ordem. Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos acumulados e a provisão para o imposto sobre a renda. Dadas as seguintes informações relativas à Cia Vinhedo (em R$): - Prejuízo contábil de exercícios anteriores 120.000 - Lucro líquido do exercício antes das participações 380.000 Sabendo que as participações dos empregados e dos administradores foram calculadas de acordo com o disposto na Lei 6.404/76 e que as percentagens previstas no estatuto da Cia são, respectivamente, 10% e 5% para cada uma delas, o valor da participação dos administradores foi, em R$, de 11.700. Na Demonstração do Resultado do Exercício apurou-se o resultado do exercício antes do imposto de renda no valor de R$ 10.000. A alíquota do imposto de renda é de R$ 25%. Pelo Estatuto da sociedade, os empregados e os administradores têm direitos a uma participação nos lucros de 10% e 8%, respectivamente. A participação dos Debenturistas é de 10%. Cada um dos três administradores recebeu, em partes iguais R$ 162,00. A Comercial Lima S/A apresentou-nos o seguinte extrato de sua D.R.E, para fazermos o cálculo do lucro líquido por ação, que deverá constar ao fim da demonstração, no exercício em causa: Demonstração do Resultado do Exercício Lucro Líquido antes do IR e da CSLL R$ 500.000,00 (-) Provisão para Imposto de Renda R$ 100.000,00 (-) Provisão para CSLL R$ 50.000,00 Lucro Líquido após o IR e a CSLL R$ 350.000,00 A partir dos dados demonstrados acima foram calculados e contabilizados apenas os itens seguintes: Reserva legal de 5%; Participação de Administradores 10%; Participação de Empregados 10%. Sabemos que a quantidade das ações do Capital Social é de 100 mil ações. De posse dessas informações e dados, completamos nossos cálculos encontrando o lucro líquido de R$ 2,80 por ação de capital social. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Classificação das contas de Resultado O Art. 187 trata sobre a disposição das contas de resultado, estas demonstradas primeiramente pela sua operacionalidade, ou seja, as receitas decorridas da operação ou atividade da empresa serão demonstradas primeiramente, em seguida as despesas também operacionais, por fim, caso haja, as despesas e receitas não operacionais. Após esta seqüência, a apuração do resultado (RECEITAS subtraídas as DESPESAS) se dá por meio da Demonstração do Resultado do Exercício que discriminará: a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos incidentes diretamente s/ as vendas; a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos, o lucro bruto; as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, outras despesas operacionais; o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais; o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda, a provisão para o imposto de renda; as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, e as contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados; nesta ordem, o lucro ou prejuízo líquido do exercício, o seu montante por ação do capital social. Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará: I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto; III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; IV o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto; VI as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; e b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos. Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 21

A Demonstração do Resultado do Exercício (Art. 187) como o próprio nome já informa, evidencia qual foi o resultado que a empresa obteve no exercício, se houve lucros ou prejuízos. É uma relação das contas de RECEITAS menos as contas de DESPESAS. Deve seguir uma ordem básica que evidencia as várias fases dos resultados dentro das empresas e, de forma analítica, demonstrar todas as contas envolvidas que sofreram mutações durante o exercício. Segue o exemplo de DRE Demonstração do Resultado do Exercício: (+) RECEITA OPERACIONAL BRUTA (-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA Devoluções e Abatimentos s/ vendas Descontos Incondicionais concedidos ICMS s/ vendas PIS s/ faturamento ou s/ vendas COFINS s/ faturamento ou s/ vendas Abatimentos sobre vendas (=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (-) CUSTO DA ATIVIDADE (CPV/CMV/CSP) (=) LUCRO OPERACIONAL BRUTO (-) DESPESAS OPERACIONAIS Despesas de Vendas ou Comerciais (-/+) Despesas ou Receitas Financeiras Líquidas (Despesas Receitas) Despesas Administrativas e Gerais (=) LUCRO OU PREJUÍZO OPERACIONAL (+/-) OUTRAS RECEITAS / DESPESAS (=) RESULTADO ANTES DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (-) Despesa de Provisão p/ Contribuição Social s/ Lucro (LALUR) (=) RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA (-) Despesa de Provisão p/ Imposto de Renda (LALUR) (-) Participações de Debenturistas (-) Participação de Empregados (-) Participação de Administradores (-) Participação de Partes Beneficiárias (-) Participação de Fundos de Pensão ou previdência de empregados (=) LUCRO OU PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Lucro Líquido por Ação Conta em R$ serviços prestados 480.000 descontos promocionais 20.000 propaganda e publicidade 18.000 descontos financeiros a clientes 13.000 ISS 23.000 contribuições incidentes sobre as receitas 28.000 custo dos serviços prestados 170.000 Com base nas informações apresentadas acima, referentes a uma empresa prestadora de serviços, julgue o item seguinte. As informações mostram que o lucro bruto da empresa foi de R$ 226.000,00. Dados extraídos do balancete de verificação da empresa Mares Verdes S/A, em 31/12/2008, em reais. Elabore a DRE: Contas Saldos PIS/COFINS 800,00 Energia Elétrica 100,00 Venda de Mercadorias 15.000,00 Custo da Mercadoria Vendida 7.000,00 Água e Esgoto 100,00 Despesas Gerais 500,00 Salários e Encargos 1.100,00 Provisão p/imp. De renda 380,00 Partic. De empregados 120,00 Juros passivos 60,00 ICMS s/ vendas 2.000,00 Descontos condicionais obtidos 20,00 22 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

A firma Pascoal Ltda. apresenta as seguintes rubricas vinculadas ao resultado do exercício: COFINS R$ 180,00 Custo da Mercadoria Vendida R$ 2.800,00 Despesas Financeiras R$ 600,00 ICMS s/ Vendas R$ 720,00 PIS s/ Faturamento R$ 60,00 Receita Operacional Bruta R$ 6.000,00 Salários e Ordenados R$ 1.000,00 Com base nos dados apresentados, julgue os itens a seguir: A Receita Líquida de Vendas é de R$ 5.280,00 A Receita Líquida de Vendas é R$ 5.040,00 O Lucro Operacional Bruto é de R$ 2.040,00 O Lucro Operacional Líquido R$ 640,00 Constituem eventos que afetam o patrimônio líquido, como acréscimo ou redução, ajustes de exercícios anteriores, resultado líquido do exercício e resultado na venda de ações em tesouraria. A relação seguinte refere-se aos títulos contábeis constantes do livro Razão da empresa comercial Concórdia Sociedade Anônima, e respectivos saldos, em 31 de dezembro de 2008. Elabore a DRE segundo a Lei Societária: Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 212.500,00 Salários e Ordenados 10.000,00 Doações concedidas 5.000,00 Descontos incondicionais concedidos 3.520,00 Contribuições de Previdência 3.750,00 Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa 3.500,00 Vendas de Mercadorias 352.000,00 Participação de empregados e administradores 1.400,00 Impostos e Taxas 2.200,00 PIS e COFINS 8.625,00 ICMS sobre vendas 52.500,00 Pró-labore 7.600,00 Encargos de Depreciação 32.000,00 Provisão p/ imposto de renda 2.000,00 Elabore a DRE com base nas Contas e valores em 31/12/2009: rubricas valores R$ Despesas gerais e administrativas 490.000 Outras receitas operacionais 50.000 Receita bruta de vendas 4.600.000 Descontos, abatimentos e tributos sobre as vendas 1.012.000 Despesa c/provisão para IR e CSLL 68.000 Custo das mercadorias vendidas 1.840.000 Participação de empregados 25.000 Despesas comerciais 680.000 Outras despesas operacionais 300.000 Despesas financeiras 115.000 Receita não-operacional 12.000 DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS A DLPA como é chamada, evidencia a composição dos lucros da empresa e sua destinação para reservas, dividendos ou até mesmo para o capital social. A DLPA é obrigatória para todas as empresas, podendo ser substituída pela DMPL conforme definição do Art. 186 da Lei 6.404/76: Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará: I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial; II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes. 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia. Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 23

Para uma interpretação correta da DLPA, se faz necessário conhecer suas destinações. Os lucros de uma empresa podem ser destinados, basicamente, para 3 áreas: RESERVAS DE LUCROS CAPITAL SOCIAL DIVIDENDOS AOS SÓCIOS RESERVAS DE LUCROS (Art. 192) Serão classificadas como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. Proposta de Destinação do Lucro Art. 192. Juntamente com as demonstrações financeiras do exercício, os órgãos da administração da companhia apresentarão à assembléia-geral ordinária, observado o disposto nos artigos 193 a 203 e no estatuto, proposta sobre a destinação a ser dada ao lucro líquido do exercício. As Reservas de Lucros tem certa limitação em sua constituição. Vejamos a determinação legal conforme Art. 199, com redação dada pela Lei 11.638/07: Limite do Saldo das Reservas de Lucro Art. 199. O saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social. Atingindo esse limite, a assembléia deliberará sobre aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. Reserva Legal (Art. 193 6.404/76) Esta reserva é de constituição obrigatória. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social. 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. Reservas Estatutárias (Art. 194 6.404/76) O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma: I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade; II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão destinados à sua constituição; III - estabeleça o limite máximo da reserva. Reservas para Contingências (Art. 195 6.404/76) De acordo com a Lei 6.404/76, a assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro à formação dessa reserva com a finalidade de compensar, em exercícios futuros, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado. A proposta deverá indicar a causa prevista, com razões de prudência que a recomendem, a constituição da reserva. Reserva de Incentivos Fiscais (Lei 11.638/07 - Art. 195A) Segundo determinação da nova Lei, os ganhos com doações obtidos pela empresa que são oriundos do governo, deverão ser registrados como receitas não operacionais e, posteriormente, no encerramento do exercício, caso a Cia aprove em assembléia, poderá destinar o valor desta receita com doações para a reserva de incentivos fiscais. Reserva de Incentivos Fiscais Art. 195-A. A assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório (inciso I do caput do art. 202 desta Lei). Reserva de Retenção de Lucros (Art. 196 6.404/76) Também chamada de Reserva orçamentária ou de Expansão, é constituída para atender os planos de expansão da empresa. Tendo em vista que, de acordo com o Art. 198 da Lei 6.404/76 tal reserva não poderá ser constituída em prejuízo do dividendo obrigatório, a finalidade da formação de tal reserva é justificar a não-distribuição de dividendos adicionais aos obrigatórios. Esta Reserva deverá estar justificada com orçamento de capital da empresa, ser proposta pela administração, ser aprovada pela assembléia geral O orçamento deverá compreender todas as fontes de recursos e aplicações de capital, fixo ou circulante, poderá ter duração de até cinco exercícios, salvo no caso de execução, por prazo maior de projeto. Reserva de Lucros a Realizar (Art. 197 6.404/76) Representam os Lucros não realizados financeiramente. O objetivo desta reserva é postergar o pagamento de dividendos sobre os lucros que não se realizarão financeiramente no próximo exercício, ou seja, não se transformarão em moeda. Na Lei 6.404/76: Art. 197. No exercício em que o montante do dividendo obrigatório, calculado nos termos do estatuto ou do art. 202, ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a assembléia-geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) 24 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

1o Para os efeitos deste artigo, considera-se realizada a parcela do lucro líquido do exercício que exceder da soma dos seguintes valores: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) I - o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial (art. 248); e (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001) II o lucro, rendimento ou ganho líquidos em operações ou contabilização de ativo e passivo pelo valor de mercado, cujo prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) 2o A reserva de lucros a realizar somente poderá ser utilizada para pagamento do dividendo obrigatório e, para efeito do inciso III do art. 202, serão considerados como integrantes da reserva os lucros a realizar de cada exercício que forem os primeiros a serem realizados em dinheiro. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001) DIVIDENDOS É a distribuição dos lucros aos acionistas da Cia. Ao final do exercício a assembléia irá votar a distribuição dos dividendos conforme estabelecido nos estatutos da Cia. A Lei 6.404/76 define os critérios para a distribuição: Art. 201. A companhia somente pode pagar dividendos à conta de lucro líquido do exercício, de lucros acumulados e de reserva de lucros; e à conta de reserva de capital, no caso das ações preferenciais de que trata o 5º do artigo 17. 1º A distribuição de dividendos com inobservância do disposto neste artigo implica responsabilidade solidária dos administradores e fiscais, que deverão repor à caixa social a importância distribuída, sem prejuízo da ação penal que no caso couber. 2º Os acionistas não são obrigados a restituir os dividendos que em boa-fé tenham recebido. Presume-se a má-fé quando os dividendos forem distribuídos sem o levantamento do balanço ou em desacordo com os resultados deste. Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou, se este for omisso, a importância determinada de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) I - metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) a) importância destinada à constituição da reserva legal (art. 193); e (Alínea incluída pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) b) importância destinada à formação da reserva para contingências (art. 195) e reversão da mesma reserva formada em exercícios anteriores; (Alínea incluída pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) II - o pagamento do dividendo determinado nos termos do inciso I poderá ser limitado ao montante do lucro líquido do exercício que tiver sido realizado, desde que a diferença seja registrada como reserva de lucros a realizar (art. 197); (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) III - os lucros registrados na reserva de lucros a realizar, quando realizados e se não tiverem sido absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes, deverão ser acrescidos ao primeiro dividendo declarado após a realização. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) 1º O estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem do lucro ou do capital social, ou fixar outros critérios para determiná-lo, desde que sejam regulados com precisão e minúcia e não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos órgãos de administração ou da maioria. 2 o Quando o estatuto for omisso e a assembléia-geral deliberar alterá-lo para introduzir norma sobre a matéria, o dividendo obrigatório não poderá ser inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido ajustado nos termos do inciso I deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) 3 o A assembléia-geral pode, desde que não haja oposição de qualquer acionista presente, deliberar a distribuição de dividendo inferior ao obrigatório, nos termos deste artigo, ou a retenção de todo o lucro líquido, nas seguintes sociedades: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) I - companhias abertas exclusivamente para a captação de recursos por debêntures não conversíveis em ações; (Inciso incluído pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) II - companhias fechadas, exceto nas controladas por companhias abertas que não se enquadrem na condição prevista no inciso I. (Inciso incluído pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) 4º O dividendo previsto neste artigo não será obrigatório no exercício social em que os órgãos da administração informarem à assembléia-geral ordinária ser ele incompatível com a situação financeira da companhia. O conselho fiscal, se em funcionamento, deverá dar parecer sobre essa informação e, na companhia aberta, seus administradores encaminharão à Comissão de Valores Mobiliários, dentro de 5 (cinco) dias da realização da assembléia-geral, exposição justificativa da informação transmitida à assembléia. 5º Os lucros que deixarem de ser distribuídos nos termos do 4º serão registrados como reserva especial e, se não absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes, deverão ser pagos como dividendo assim que o permitir a situação financeira da companhia. (RESERVA ESPECIAL DE LUCROS) 6 o Os lucros não destinados nos termos dos arts. 193 a 197 deverão ser distribuídos como dividendos. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 25

De acordo com a legislação brasileira as partes beneficiárias alienadas pela companhia classificam-se no seu Patrimônio Líquido. São reservas que podem ultrapassar o valor do capital social, conforme a Lei 6.404/76 a Reserva Legal e reserva de Lucros a Realizar. Sendo uma empresa limitada, de pequeno porte, com Lucros Acumulados de R$ 150.000 e Lucro líquido do exercício de R$ 200.000, Reserva Legal de 5%, Reserva de Retenção para Investimentos de R$ 40.000, Reservas de Contingência de R$ 15.000, Reserva de Capital de R$ 30.000 e Dividendos obrigatórios de R$ 1,50, considerando que a empresa tenha 1.000 ações, o saldo dos Lucros ou Prejuízos Acumulados será R$ 283.500. Ao final do exercício de 2008, antes da destinação do lucro líquido do exercício, observam-se os seguintes saldos nas contas da Cia Alcântara: - Capital Social 30.000 - Reserva Legal 5.000 - Reserva de Capital 5.000 - Lucro Líquido de 2001 4.000 Com base nos dados anteriores, o valor que a Cia deverá destinar, obrigatoriamente, para a constituição da Reserva Legal em 2008 é de R$ 200. O Patrimônio Líquido da Comercial Renascer S/A, em 31/12/2002, antes da destinação do resultado do exercício, estava assim constituído: - Capital Social R$ 20.000 - Reserva de Ágio na emissão de Ações R$ 400 - Reserva Legal R$ 3.960 - Lucros Acumulados R$ 600 O Lucro Líquido do exercício foi de R$ 4.000, do qual deve se destinar primeiramente o disposto na Lei 6.404/76 que será o valor de R$ 40. O Estatuto Social da Rainha da Sucata S/A é omisso quanto ao pagamento de dividendos. No exercício social, findo em 31/12/2002, o seu contador estabeleceu a base de cálculo do dividendo obrigatório com base nos seguintes elementos: - Lucro Líquido do Exercício 160.000 - Quota destinada a Reserva Legal 8.000 - Reversão da Reserva para Contingência 40.000 - Constituição de Reserva de Lucros a realizar 8.000 Em decorrência, os acionistas tiveram o direito de receber, naquele exercício, a importância de R$ 88.000. A empresa Agrolândia S/A apurou no exercício um lucro líquido de R$ 140.000,00. Não havendo prejuízos anteriores a amortizar, a providenciou o registro da seguinte destinação: Participações estatutárias R$ 7.000,00 Reservas estatutárias R$ 8.000,00 Reserva legal R$ 9.000,00 Reserva para contingência R$ 10.000,00 Reversão de reserva p/contingênciasr$ 2.000,00 Reversão de reservas estatutárias R$ 1.000,00 Após a constituição e a reversão das reservas acima, o Contador deve contabilizar o Dividendo Mínimo Obrigatório de 30% sobre o lucro, conforme previsto nos Estatutos. Isso provocará um aumento do passivo no valor de R$ 34.800,00. Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos acumulados e a provisão para o Imposto de Renda. O prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucro e pelas reservas de capital, nessa ordem. Lucro líquido do exercício é o resultado do exercício que remanescer depois de deduzidas as participações estatuárias. A proposta para formação da reserva de contingências não deverá indicar a causa da perda prevista e justificar a constituição da reserva. 26 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - DFC (ART. 188 DA LEI 6.404/76 ALTERAÇÃO 11.638/07) A DFC, à semelhança da DOAR, também visa identificar as modificações ocorridas na posição financeira da empresa. No caso da DFC, a posição financeira retratada é a de curtíssimo prazo, representada pelo saldo do DISPONÍVEL (Caixa, Bancos e Aplicações de liquidez Imediata). A DOAR demonstra as causas da variação do Capital Circulante Líquido (CCL) num determinado exercício. A DFC demonstra as causas da variação do Disponível. Conforme texto da Lei 11.638/07, a estrutura da DFC deverá conter: Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no mínimo: I demonstração dos fluxos de caixa as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos: a) das operações; b) dos financiamentos; e c) dos investimentos; Método Indireto A DFC, pelo método indireto, é muito similar à DOAR, com a diferença que as variações do Ativo Circulante (exceto o DISPONÍVEL) e do Passivo Circulante passam a integrar as origens e aplicações (entradas e saídas) da demonstração. - Os aumentos do ATIVO representam APLICAÇÕES (saídas) - As reduções do ATIVO representam ORIGENS (entradas) - O inverso ocorre com as contas do PASSIVO. - A DFC pelo método INDIRETO inicia-se com o Resultado do Período e, na seqüência, deve-se identificar todas as variações ocorridas com as demais contas do Balanço Patrimonial. Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 27

Estrutura do Método Indireto: 1 Atividades Operacionais (ou das Operações) (+/-) Resultado do Exercício (+/-) Ajustes (como a DOAR: depreciação/amortização) (+) Aumentos do Passivo Circulante (ou vice-versa) (-) Aumentos do Ativo Circulante (ou vice-versa) (=) Saldo Gerado pela Atividade Operacional 2 Atividades de Financiamentos (+/-) Variação de Empréstimos e financiamentos (+/-) Variação de Capital Social (+/-) Variação de títulos a Resgatar (debêntures) (-) Variação de Dividendos a pagar (+) Saldo Gerado pela Atividade de Financiamento 3 Atividades de Investimentos (-) Aumentos do Realizável a Longo Prazo (-) Aumentos do Ativo Permanente (+) Redução do Realizável a Longo Prazo (+) Redução do Ativo Permanente (=) Saldo Gerado pela Atividade de Investimentos 4 (=) Variação do Disponível no período (1-2-3) 5 (+) Saldo Anterior do Disponível 6 (=) Saldo Atual do Disponível (4+5) Método Direto Corresponde a uma descrição do fluxo de entradas e saídas no DISPONÍVEL durante um exercício. O fluxo do DISPONÍVEL pode ser estruturado da seguinte forma: RECEBIMENTOS PAGAMENTOS - Créditos operacionais (recebimentos de clientes) - Resgate de aplicações - Obtenção de Empréstimos e Financiamentos - Receitas recebidas antecipadamente - Integralização ou aumento de capital social - Dividendos de investimentos avaliados pelo custo Estrutura do Método Direto: 1 Atividades Operacionais (ou das Operações) (+) Recebimento de Clientes (+) Recebimento de receitas antecipadas (-) Pagamento de Fornecedores (-) Pagamento de tributos (-) Pagamento de Despesas operacionais e antecipadas (-) Pagamento de Adiantamento à funcionários (=) Saldo Gerado pela Atividade Operacional 2 Atividades de Financiamentos (+) Empréstimos Obtidos (+) Emissão de ações (ou aumento de capital em dinheiro) (+) Emissão de títulos (debêntures) (-) Pagamento de Empréstimos e Financiamentos (-) Pagamento por resgate de títulos (-) Pagamento de Dividendos (+) Saldo Gerado pela Atividade de Financiamento 3 Atividades de Investimentos (+) Alienação de Investimentos (+) Alienação de Imobilizado (+) Resgate de Investimentos Temporários (+) Resgate de Depósitos Judiciais (-) Aplicações em Investimentos Temporários (-) Aquisição de Investimentos Permanentes (-) Aquisição de Imobilizado (-) Gastos do Ativo Diferido (=) Saldo Gerado pela Atividade de Investimentos 4 (=) Variação do Disponível no período (1-2-3) 5 (+) Saldo Anterior do Disponível 6 (=) Saldo Atual do Disponível (4+5) 28 Atualizada 08/04/2011 - Compra de mercadorias e insumos - Despesas Antecipadas - Depósitos judiciais - Empréstimos a sócios - Compra de imobilizado - Aplicações em investimentos e/ou Diferido - Devolução de Capital - Custos e despesas - Dividendos Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DVA (ART. 188 DA LEI 6.404/76 ALTERAÇÃO 11.638/07) Com a recente alteração da Lei 6.404/76, a DVA tornou-se uma das demonstrações contábeis exigidas para as Cias de capital aberto. A DVA já era elaborada pelas mesmas de longa data, em função de uma transparência maior na divulgação dos seus resultados junto ao público externo e aos órgãos reguladores, mas sem a exigência legal. Com o advento da Lei 11.638/07, um dos maiores impactos é a sua elaboração obrigatória a partir de 2008. A estrutura permanece como a anterior, que já era realizada de acordo com o FASB/IASB e agora com a definição no art. 188, que substituiu a DOAR. CONCEITO DE VALOR ADICIONADO Segundo NEVES, VICECONTI (2003), valor adicionado ou agregado representa a riqueza criada por uma entidade num determinado período de tempo (normalmente, um ano). Pode-se afirmar que a soma das importâncias agregadas representa, na verdade, a soma das riquezas criadas. Numa visão mais econômica, MARION (2002) menciona que o valor adicionado procura evidenciar para quem a empresa está canalizando a renda obtida, ou ainda, admitindo que o valor que a empresa adiciona por meio de sua atividade seja um bolo, para quem estão sendo distribuídas as fatias do bolo e de que tamanho são essas fatias. NECESSIDADE DE ELABORAÇÃO DA DVA A necessidade da elaboração da DVA surgiu tendo em vista que: a) A DRE demonstração do resultado do exercício identifica apenas qual a parcela da riqueza criada que efetivamente permanece na empresa na forma de lucro, logo, não identifica as demais gerações de riquezas. b) As demais demonstrações também não são capazes de indicar quanto de valor a entidade está adicionando ou agregando às mercadorias ou insumos que adquire; c) O CFC Conselho Federal de, em sua Norma NBCT 3.7 também se pronunciou a respeito da DVA, seu conteúdo, nomenclatura e forma (estrutura) normatizando sua elaboração. Recentemente, a Lei 11.638/07 tornou sua elaboração obrigatória para as Cia s de capital aberto. Segundo Art. 188 da nova Lei, a DVA deverá conter: II demonstração do valor adicionado o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA (ESTRUTURA DA DVA) Sinteticamente, a DVA poderá ser apresentada da seguinte forma: Demonstração do Valor Adicionado (em R$) I Geração do Valor Adicionado Receitas Operacionais e não operacionais (-) Custo das mercadorias, produtos e serviços vendidos (-) Serviços adquiridos de terceiros (-) Materiais e insumos, Energia, Comunicação, Propaganda (=) Valor Adicionado Bruto (-) Despesas de Depreciação, Amortização e Exaustão e Provisões (=) Valor Adicionado Líquido (+) Remunerações de terceiros (juros ativos, alugueis ativos e outras receitas) (=) Valor adicionado à disposição da Cia II Distribuição do Valor Adicionado Remuneração do Trabalho (salários) Remuneração do governo (impostos e Contribuições) Remuneração do Capital de Terceiros (juros passivos, alugueis passivos e outras despesas) Remuneração do Capital Próprio (Dividendos e Lucros Distribuídos) Lucros Retidos (Reservas de Lucros) (=) Total do Valor Distribuído (igual ao total gerado) A DVA está implicitamente contida no Balanço Social, que agora, portanto, é uma Demonstração obrigatória para as Cia s de capital aberto, pois é peça fundamental para informações sociais, ambientais e econômicas à sociedade. A CVM vinha, até então, incentivando e apoiando a divulgação voluntária de informações de natureza social, tendo emitido o Parecer de Orientação CVM nº 24/92 sobre a divulgação da Demonstração do Valor Adicionado. Além disso, fez incluir no anteprojeto de reformulação da Lei nº 6.404/76 a obrigatoriedade da divulgação da DVA e de informações de natureza social e de produtividade. Instruções para preenchimento Como as informações extraídas são da contabilidade, deverão ter como base o Princípio Contábil do Regime de Competência de exercícios. Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 29

1 RECEITAS (soma dos ítens 1.1 a 1.3) 1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços Inclui os valores do ICMS e IPI incidentes sobre essas receitas, ou seja, corresponde á receita bruta ou faturamento bruto. 1.2) Provisão p/ devedores duvidosos Reversão/Constituição Inclui os valores relativos á constituição/baixa de provisão para devedores duvidosos. 1.3) Não operacionais Inclui valores considerados fora das atividades principais da empresa, tais como: ganhos ou perdas na baixa de imobilizados, ganhos ou perdas na baixa de investimentos, etc. 2 INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (soma dos ítens 2.1 a 2.4) 2.1) Matérias-primas consumidas (incluídas no custo do produto vendido). 2.2) Custo das mercadorias e serviços vendidos (não inclui gastos com pessoal próprio). 2.3) Materiais, energia, serviço de terceiros e outros (inclui valores relativos às aquisições e pagamentos a terceiros). Nos valores dos custos dos produtos e mercadorias vendidas, materiais, serviços, energia etc., consumidos deverão ser considerados os impostos (ICMS e IPI) incluídos no momento das compras, recuperáveis ou não. 2.4) Perda / Recuperação de valores ativos Inclui valores relativos a valor de mercado de estoques e investimentos etc. (se no período o valor líquido for positivo deverá ser somado). 3 VALOR ADICIONADO BRUTO (diferença entre ítens 1 e 2) 4 RETENÇÕES 4.1) Depreciação, amortização e exaustão Deverá incluir a despesa contabilizada no período. 5 VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (diferença entre os ítens 3 e 4) 6 VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA (soma dos ítens 6.1 e 6.2). 6.1) Resultado de equivalência patrimonial (inclui os valores recebidos como dividendos relativos a investimentos avaliados ao custo). O resultado da equivalência poderá representar receita ou despesa; se despesa, deverá ser informado entre parênteses. 6.2) Receitas financeiras (incluir todas as receitas financeiras independentemente de sua origem). 7 VALOR ADICIOADO TOTAL A DISTRIBUIR (soma dos ítens 5 e 6). 8 DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (soma dos ítens 8.1 a 8.5) 8.1) Pessoal e encargos Nesse item deverão ser incluídos os encargos com férias, 13º salário, FGTS, alimentação, transporte etc., apropriados ao custo do produto ou resultado do período (não incluir encargos com o INSS veja tratamento a ser dado no item seguinte). 8.2) Impostos, taxas e contribuições Além das contribuições devidas ao INSS, imposto de renda, contribuição social, todos os demais impostos, taxas e contribuições deverão ser incluídos neste item. Os valores relativos ao ICMS e IPI deverão ser considerados como os valores devidos ou já reconhecidos aos cofres públicos, representando a diferença entre os impostos incidentes sobre as vendas e os valores considerados dentro do item 2 Insumos adquiridos de terceiros. 8.3) Juros e aluguéis Devem ser consideradas as despesas financeiras e as de juros relativas a quaisquer tipos de empréstimos e financiamentos junto à instituições financeiras, empresas do grupo ou outras e os aluguéis (incluindo-se as despesas com leasing) pagos ou creditados a terceiros. 8.4) Juros s/ capital próprio e dividendos Inclui os valores pagos ou creditados aos acionistas. Os juros sobre o capital próprio contabilizados como reserva deverão constar do item lucros retidos. 8.5) Lucros retidos / prejuízo do exercício Devem ser incluídos os lucros do período destinados às reservas de lucros e eventuais parcelas ainda sem destinação específica 30 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

A SEGUIR, COLOCAMOS À DISPOSIÇÃO OS PRINCIPAIS ARTIGOS DA LEI 6.404/76 E SUAS ALTERAÇÕES (LEI 11.638/07 E LEI 11.941/09) - ART S 175 À 205 - RELACIONADOS À CONTABILIDADE GERAL E DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA ACOMPANHAMENTO EM AULA. LEI 6.404/76 (E ALTERAÇÕES LEI 11.638/07 E LEI 11.941/09) CAPÍTULO XV Exercício Social e Demonstrações Financeiras SEÇÃO I Exercício Social Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto. Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício social poderá ter duração diversa. SEÇÃO II Demonstrações Financeiras Disposições Gerais Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I - balanço patrimonial; II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III - demonstração do resultado do exercício; e IV demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) V se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) 1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior. 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou "contas-correntes". 3º As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros segundo a proposta dos órgãos da administração, no pressuposto de sua aprovação pela assembléia-geral. 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. 5 As notas explicativas devem: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) I apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos significativos; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) III fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação adequada; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) IV indicar: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art. 247, parágrafo único); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações (art. 182, 3 ); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) f) o número, espécies e classes das ações do capital social; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, 1 ); e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) 6 A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) 7 A Comissão de Valores Mobiliários poderá, a seu critério, disciplinar de forma diversa o registro de que trata o 3 deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Escrituração Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência. Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 31

1º As demonstrações financeiras do exercício em que houver modificação de métodos ou critérios contábeis, de efeitos relevantes, deverão indicá-la em nota e ressaltar esses efeitos. 2 A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas nesta Lei, as disposições da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras demonstrações financeiras. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) I (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) II (revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) 3 As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão obrigatoriamente submetidas a auditoria por auditores independentes nela registrados. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) 4º As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por contabilistas legalmente habilitados. 5 As normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários a que se refere o 3 deste artigo deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores mobiliários. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) 6 As companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre demonstrações financeiras expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários para as companhias abertas. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) 7 (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) SEÇÃO III Balanço Patrimonial Grupo de Contas Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: I ativo circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: I passivo circulante; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II passivo não circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) III patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) 3º Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar serão classificados separadamente. Ativo Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte; II - no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia; III - em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa; IV no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) V (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) VI no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. Passivo Exigível Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Resultados de Exercícios Futuros Art. 181. (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) 32 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

Patrimônio Líquido Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias; b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; c) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) (Revogado pela Lei nº 11.638,de 2007) d) (revogada). (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) (Revogado pela Lei nº 11.638,de 2007) 2 Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto não-capitalizado. 3 Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na competência conferida pelo 3 do art. 177 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) 4º Serão classificados como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. 5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. Critérios de Avaliação do Ativo Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: I - as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; (Incluída pela Lei nº 11.638,de 2007) II - os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior; III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; IV - os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior; V - os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão; VI (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) VII os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização; (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) VIII os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) 1 Para efeitos do disposto neste artigo, considera-se valor justo: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser repostos, mediante compra no mercado; b) dos bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização mediante venda no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a margem de lucro; c) dos investimentos, o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros. d) dos instrumentos financeiros, o valor que pode se obter em um mercado ativo, decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes; e, na ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro: (Incluída pela Lei nº 11.638,de 2007) 1) o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares; (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) 2) o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros de natureza, prazo e risco similares; ou (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) 3) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de instrumentos financeiros. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) 2 A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência; Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 33

b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado; c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. 3 A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) I registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) II revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) 4 Os estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda poderão ser avaliados pelo valor de mercado, quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil. Critérios de Avaliação do Passivo Art. 184. No balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os seguintes critérios: I - as obrigações, encargos e riscos, conhecidos ou calculáveis, inclusive Imposto sobre a Renda a pagar com base no resultado do exercício, serão computados pelo valor atualizado até a data do balanço; II - as obrigações em moeda estrangeira, com cláusula de paridade cambial, serão convertidas em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor na data do balanço; III as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Critérios de Avaliação em Operações Societárias (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Art. 184-A. A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá, com base na competência conferida pelo 3 do art. 177 desta Lei, normas especiais de avaliação e contabilização aplicáveis à aquisição de controle, participações societárias ou negócios. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Correção Monetária Art. 185. (Revogado pela Lei nº 7.730, de 1989) SEÇÃO IV Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará: I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial; II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes. 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia. SEÇÃO V Demonstração do Resultado do Exercício Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará: I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto; III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; IV o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto; VI as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; e b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos. 2 (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) (Revogado pela Lei nº 11.638,de 2007) SEÇÃO VI Demonstrações dos Fluxos de Caixa e do Valor Adicionado (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caputdo art. 176 desta Lei indicarão, no mínimo: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) 34 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

I demonstração dos fluxos de caixa as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) a) das operações; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) b) dos financiamentos; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) c) dos investimentos; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) II demonstração do valor adicionado o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) III - (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) IV - (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) CAPÍTULO XVI Lucro, Reservas e Dividendos SEÇÃO I Lucro Dedução de Prejuízos e Imposto sobre a Renda Art. 189. Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos acumulados e a provisão para o Imposto sobre a Renda. Parágrafo único. o prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela reserva legal, nessa ordem. Participações Art. 190. As participações estatutárias de empregados, administradores e partes beneficiárias serão determinadas, sucessivamente e nessa ordem, com base nos lucros que remanescerem depois de deduzida a participação anteriormente calculada. Parágrafo único. Aplica-se ao pagamento das participações dos administradores e das partes beneficiárias o disposto nos parágrafos do artigo 201. Lucro Líquido Art. 191. Lucro líquido do exercício é o resultado do exercício que remanescer depois de deduzidas as participações de que trata o artigo 190. Proposta de Destinação do Lucro Art. 192. Juntamente com as demonstrações financeiras do exercício, os órgãos da administração da companhia apresentarão à assembléia-geral ordinária, observado o disposto nos artigos 193 a 203 e no estatuto, proposta sobre a destinação a ser dada ao lucro líquido do exercício. SEÇÃO II Reservas e Retenção de Lucros Reserva Legal Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social. 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. Reservas Estatutárias Art. 194. O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma: I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade; II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão destinados à sua constituição; e III - estabeleça o limite máximo da reserva. Reservas para Contingências Art. 195. A assembléia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado. 1º A proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda prevista e justificar, com as razões de prudência que a recomendem, a constituição da reserva. 2º A reserva será revertida no exercício em que deixarem de existir as razões que justificaram a sua constituição ou em que ocorrer a perda. Reserva de Incentivos Fiscais (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) Art. 195-A. A assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório (inciso I do caputdo art. 202 desta Lei). (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) Retenção de Lucros Art. 196. A assembléia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, deliberar reter parcela do lucro líquido do exercício prevista em orçamento de capital por ela previamente aprovado. Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 35

1º O orçamento, submetido pelos órgãos da administração com a justificação da retenção de lucros proposta, deverá compreender todas as fontes de recursos e aplicações de capital, fixo ou circulante, e poderá ter a duração de até 5 (cinco) exercícios, salvo no caso de execução, por prazo maior, de projeto de investimento. 2o O orçamento poderá ser aprovado pela assembléia-geral ordinária que deliberar sobre o balanço do exercício e revisado anualmente, quando tiver duração superior a um exercício social. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) Reserva de Lucros a Realizar Art. 197. No exercício em que o montante do dividendo obrigatório, calculado nos termos do estatuto ou do art. 202, ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a assembléia-geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) 1o Para os efeitos deste artigo, considera-se realizada a parcela do lucro líquido do exercício que exceder da soma dos seguintes valores: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) I - o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial (art. 248); e (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001) II o lucro, rendimento ou ganho líquidos em operações ou contabilização de ativo e passivo pelo valor de mercado, cujo prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) 2o A reserva de lucros a realizar somente poderá ser utilizada para pagamento do dividendo obrigatório e, para efeito do inciso III do art. 202, serão considerados como integrantes da reserva os lucros a realizar de cada exercício que forem os primeiros a serem realizados em dinheiro. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001) Limite da Constituição de Reservas e Retenção de Lucros Art. 198. A destinação dos lucros para constituição das reservas de que trata o artigo 194 e a retenção nos termos do artigo 196 não poderão ser aprovadas, em cada exercício, em prejuízo da distribuição do dividendo obrigatório (artigo 202). Limite do Saldo das Reservas de Lucro (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Art. 199. O saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social. Atingindo esse limite, a assembléia deliberará sobre aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) Reserva de Capital Art. 200. As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para: I - absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros (artigo 189, parágrafo único); II - resgate, reembolso ou compra de ações; III - resgate de partes beneficiárias; IV - incorporação ao capital social; V - pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem lhes for assegurada (artigo 17, 5º). Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda de partes beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses títulos. SEÇÃO III Dividendos Origem Art. 201. A companhia somente pode pagar dividendos à conta de lucro líquido do exercício, de lucros acumulados e de reserva de lucros; e à conta de reserva de capital, no caso das ações preferenciais de que trata o 5º do artigo 17. 1º A distribuição de dividendos com inobservância do disposto neste artigo implica responsabilidade solidária dos administradores e fiscais, que deverão repor à caixa social a importância distribuída, sem prejuízo da ação penal que no caso couber. 2º Os acionistas não são obrigados a restituir os dividendos que em boa-fé tenham recebido. Presume-se a má-fé quando os dividendos forem distribuídos sem o levantamento do balanço ou em desacordo com os resultados deste. Dividendo Obrigatório Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou, se este for omisso, a importância determinada de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) I - metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) a) importância destinada à constituição da reserva legal (art. 193); e (Incluída pela Lei nº 10.303, de 2001) b) importância destinada à formação da reserva para contingências (art. 195) e reversão da mesma reserva formada em exercícios anteriores; (Incluída pela Lei nº 10.303, de 2001) II - o pagamento do dividendo determinado nos termos do inciso I poderá ser limitado ao montante do lucro líquido do exercício que tiver sido realizado, desde que a diferença seja registrada como reserva de lucros a realizar (art. 197); (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) III - os lucros registrados na reserva de lucros a realizar, quando realizados e se não tiverem sido absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes, deverão ser acrescidos ao primeiro dividendo declarado após a realização. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) 36 Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores

1º O estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem do lucro ou do capital social, ou fixar outros critérios para determiná-lo, desde que sejam regulados com precisão e minúcia e não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos órgãos de administração ou da maioria. 2o Quando o estatuto for omisso e a assembléia-geral deliberar alterá-lo para introduzir norma sobre a matéria, o dividendo obrigatório não poderá ser inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido ajustado nos termos do inciso I deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) 3o A assembléia-geral pode, desde que não haja oposição de qualquer acionista presente, deliberar a distribuição de dividendo inferior ao obrigatório, nos termos deste artigo, ou a retenção de todo o lucro líquido, nas seguintes sociedades: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) I - companhias abertas exclusivamente para a captação de recursos por debêntures não conversíveis em ações; (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001) II - companhias fechadas, exceto nas controladas por companhias abertas que não se enquadrem na condição prevista no inciso I. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001) 4º O dividendo previsto neste artigo não será obrigatório no exercício social em que os órgãos da administração informarem à assembléia-geral ordinária ser ele incompatível com a situação financeira da companhia. O conselho fiscal, se em funcionamento, deverá dar parecer sobre essa informação e, na companhia aberta, seus administradores encaminharão à Comissão de Valores Mobiliários, dentro de 5 (cinco) dias da realização da assembléia-geral, exposição justificativa da informação transmitida à assembléia. 5º Os lucros que deixarem de ser distribuídos nos termos do 4º serão registrados como reserva especial e, se não absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes, deverão ser pagos como dividendo assim que o permitir a situação financeira da companhia. 6o Os lucros não destinados nos termos dos arts. 193 a 197 deverão ser distribuídos como dividendos. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001) Dividendos de Ações Preferenciais Art. 203. O disposto nos artigos 194 a 197, e 202, não prejudicará o direito dos acionistas preferenciais de receber os dividendos fixos ou mínimos a que tenham prioridade, inclusive os atrasados, se cumulativos. Dividendos Intermediários Art. 204. A companhia que, por força de lei ou de disposição estatutária, levantar balanço semestral, poderá declarar, por deliberação dos órgãos de administração, se autorizados pelo estatuto, dividendo à conta do lucro apurado nesse balanço. 1º A companhia poderá, nos termos de disposição estatutária, levantar balanço e distribuir dividendos em períodos menores, desde que o total dos dividendos pagos em cada semestre do exercício social não exceda o montante das reservas de capital de que trata o 1º do artigo 182. 2º O estatuto poderá autorizar os órgãos de administração a declarar dividendos intermediários, à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral. Pagamento de Dividendos Art. 205. A companhia pagará o dividendo de ações nominativas à pessoa que, na data do ato de declaração do dividendo, estiver inscrita como proprietária ou usufrutuária da ação. 1º Os dividendos poderão ser pagos por cheque nominativo remetido por via postal para o endereço comunicado pelo acionista à companhia, ou mediante crédito em conta-corrente bancária aberta em nome do acionista. 2º Os dividendos das ações em custódia bancária ou em depósito nos termos dos artigos 41 e 43 serão pagos pela companhia à instituição financeira depositária, que será responsável pela sua entrega aos titulares das ações depositadas. 3º O dividendo deverá ser pago, salvo deliberação em contrário da assembléia-geral, no prazo de 60 (sessenta) dias da data em que for declarado e, em qualquer caso, dentro do exercício social. Atualizada 08/04/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 37