Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios Curso Regular Prof. Moraes Junior Aula 5
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- Emanuel Maranhão Benke
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1 Aula 5 Provisões. Depreciação, Amortização e Exaustão. Conteúdo 6. Provisões; Provisões em Geral Provisões do Ativo Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado Instrumentos financeiros, Direitos, Títulos de Crédito e Estoques Instrumentos Financeiros Disponíveis para Venda ou Mantidos para Negociação Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado - Demais Instrumentos Financeiros, Direitos e Títulos de Crédito Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado - Estoques Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ou Provisão para Perdas com Créditos Incobráveis ou Provisão para Devedores Duvidosos Investimentos Permanentes "Provisões" do Passivo Passivo Contingente Ativo Contingente Depreciação, Amortização e Exaustão Critérios de Avaliação e Baixas das contas do Ativo - Imobilizado e Intangível Depreciação Método das Quotas Constantes ou Método Linear ou Método da Linha Reta Método da Soma dos Dígitos ou Método de Cole Tipos de Depreciação Alienação de Bens do Ativo Não Circulante Imobilizado Depreciação de Bens Adquiridos Usados Amortização Exaustão Exaustão de Recursos Minerais Exaustão de Recursos Florestais Memorize para a Prova Exercícios de Fixação Resolução dos Exercícios de Fixação 61 Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 1
2 6. Provisões Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios 6.1. Provisões em Geral Uma provisão é uma obrigação presente e é provável que ocorra uma saída de recursos para liquidá-la, que irá incorporar benefícios econômicos. Para constituir a provisão, também é necessário que seja possível fazer uma estimativa confiável de seu valor. Contudo, não há certeza quanto aos prazos ou os valores que serão desembolsados. São estimativas. Resumindo, uma provisão deve ser reconhecida quando atender, cumulativamente, as seguintes condições: - a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como consequência de um evento passado; Obrigação Presente: indica que é mais provável ocorrer do que não ocorrer a obrigação. Evento Passado: é aquele que cria obrigações, por exigência legal ou por criar alguma relação válida perante terceiros. - é provável a saída de recursos para liquidar a obrigação; e - pode ser feita estimativa confiável no montante da obrigação. Estimativa confiável: uma estimativa confiável considera os riscos (variabilidade de situações prováveis de ocorrer) e incertezas. Uma observação importante diz respeito às provisões derivadas de apropriação pelo regime de competência, que já são consideradas obrigações, ou seja, não existe grau de incerteza relevante. São exemplos desse "tipo de provisão" as "provisões" do passivo, como a "Provisão para Décimo-Terceiro" e "Provisão para o Imposto de Renda", que, na verdade, são "Décimo-Terceiro a Pagar" e "Imposto de Renda a Pagar", respectivamente. As provisões são sempre contas de natureza CREDORA. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 2
3 6.2. Provisões do Ativo As provisões do ativo figuram, no Balanço Patrimonial, como contas redutoras do Ativo, tendo em vista que as provisões são sempre de natureza credora, e são constituídas debitando-se uma conta de "Despesa" e creditando-se uma conta patrimonial representante da respectiva provisão. Caso a perda seja consumada, deve-se debitar a conta da respectiva provisão e creditar a conta com base na qual ela foi constituída. Entretanto, se a perda não for consumada, o saldo da provisão será revertido para uma conta de "Receita" (a reversão da provisão poderá ser parcial ou total). Constituição da Provisão: Despesas com Provisão (Despesa) a Provisão (Ativo - Retificadora) Perda Consumada: Provisão (Ativo - Retificadora) a Conta com base na qual ela foi constituída (Ativo) Reversão da Provisão: Provisão (Ativo - Retificadora) a Reversão da Provisão (Receita) As provisões do Ativo mais utilizadas são: - Provisão p/ Ajuste ao Valor de Mercado; - Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa; - Provisão p/ Perdas Prováveis na Realização de Investimentos. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 3
4 Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado Instrumentos financeiros, Direitos, Títulos de Crédito e Estoques Instrumento financeiro é qualquer contrato que origine um ativo financeiro para uma entidade ou um passivo financeiro ou título patrimonial para outra entidade Instrumentos Financeiros Disponíveis para Venda ou Mantidos para Negociação Nesse caso, não será constituída uma provisão para ajuste ao valor de mercado, pois haverá um ajuste diretamente em conta do patrimônio líquido ou em conta de resultado. Vejamos! De acordo com o inciso I do artigo 183 da Lei das S.A., as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo, serão avaliadas: a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e... De acordo com a Resolução n o 1.199/09, do Conselho Federal de Contabilidade, que aprovou o IT 02 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação: Valor justo é o montante pelo qual um ativo poderia ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes independentes com conhecimento do negócio e interesse em realizá-lo, em uma transação em que não há favorecidos. Ainda de acordo com a Resolução n o 1.199/09: - O ganho ou a perda relativo a ativo financeiro disponível para venda deve ser reconhecido em conta específica no patrimônio líquido (ajustes de avaliação patrimonial) até o ativo ser baixado, exceto no caso de ganhos e perdas decorrentes de variação cambial e de perdas decorrentes de redução ao valor recuperável (impairment). - O ganho ou a perda relativo a ativo financeiro mantido para negociação (negociação imediata) deve ser reconhecido em conta de resultado. - No momento da baixa, o ganho ou a perda acumulado na conta específica do patrimônio líquido deve ser transferido para o resultado do período como ajuste de reclassificação. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 4
5 - Os dividendos de título patrimonial registrado como disponível para venda devem ser reconhecidos no resultado no momento em que é estabelecido o direito da entidade de recebê-los. Ou seja, resumindo, temos o seguinte: - Instrumentos Financeiros Disponíveis para Venda (a negociação não é imediata): ajustes na conta Ajustes de Avaliação Patrimonial (ganho ou perda). - Instrumentos Financeiros Mantidos para Negociação (a negociação é imediata): ajustes em contas de resultado (receita ou despesa). Exemplo: Em 11/07/2010, a empresa J4M2 S/A adquire ações preferenciais da Companhia Vale do Rio Doce (VALE5) na bolsa de valores pelo valor de R$ 43,00. Suponha que o preço das referidas ações em 31/12/2010 é de R$ 42,00 e que a empresa J4M2 S/A vendeu as ações em 31/01/2011 por R$ 44,00. Efetue os lançamentos necessários. Repare que as ações da Vale do Rio Doce, para a empresa J4M2, são instrumentos destinados a negociação ou disponíveis para venda. Vamos considerar que, no momento da compra, as ações ficaram disponíveis para venda (a negociação não será imediata). Em 11/07/2010: Investimentos Temporários - Ações VALE5 (Ativo Circulante) a Bancos (Ativo Circulante) (1000 ações x R$ 43,00 = R$ ,00) Em 31/12/2010: o preço da cada ação caiu para R$ 42,00 Ajustes de Avaliação Patrimonial (Patrimônio Líquido) a Investimentos Temporários - Ações VALE5 (Ativo Circulante) (*) (R$ ,00 - R$ ,00) (*) ATENÇÃO! Neste caso, se o valor de mercado das ações em 31/12/2010 fosse maior que o valor de aquisição, também haveria lançamento a fazer. Suponha que o valor de mercado em 31/12/2010 fosse R$ 45,00. Lançamento: Investimentos Temporários - Ações VALE5 (Ativo Circulante) a Ajustes de Avaliação Patrimonial (PL) Resultado em 2010 = Receitas - Despesas = 0 Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 5
6 Em 31/01/2011: venda das ações por R$ 44,00 cada. Receita = ações x R$ 44,00 = R$ ,00 Bancos (Ativo Circulante) a Receitas - Renda Variável (Receitas) Despesa - Custo de Aplicação de Renda Variável (Despesa) a Investimentos Temporários - Ações VALE5 (Ativo Circulante) Despesa - Ajuste de Reclassificação (Despesa) a Ajustes de Avaliação Patrimonial (Patrimônio Líquido) Conforme definido na norma do CFC, na venda (no momento da "baixa" das ações do patrimônio da empresa), o valor existente em "Ajustes de Avaliação Patrimonial" é apropriado no resultado do período. Resultado em 2011 = Rec. - Desp. = = (*) Caso a empresa recebesse dividendos de R$ 2.000,00 em relação a essas ações, o lançamento seria: I - Distribuição dos dividendos pela Vale do Rio Doce: Dividendos a Receber (Ativo Circulante) a Receita de Dividendos (Receita) II - Pagamento dos dividendos pela Vale do Rio Doce: Bancos (Ativo Circulante) a Dividendos a Receber (Ativo Circulante) Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado - Demais Instrumentos Financeiros, Direitos e Títulos de Crédito De acordo com o inciso I do artigo 183 da Lei n o 6.404/76, as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo, serão avaliadas: a)... b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 6
7 Portanto, no caso das demais aplicações, direitos e títulos de crédito, poderá haver uma provisão para ajuste ao valor de mercado, caso o valor de mercado seja inferior ao custo de aquisição. Exemplo: Suponha que, em 30/06/2010, a empresa J4M2 possuía um título a receber no valor de R$ 1.950,00, com vencimento em 15/07/2010, que sofria ajustes de acordo com IGP-M (Índice Geral de Preço do Mercado). Suponha ainda que o IGP-M de junho foi de -1% (houve uma deflação de 1%). Calcule a provisão para ajuste ao valor de mercado e faça os lançamentos necessários. A conta existente era: Títulos a Receber = R$ 1.950,00 Se o título a receber é ajustado pelo IGP-M e houve deflação de 1%, o valor a receber em 15/07/2010 será de: Valor a receber = % x = ,50 = R$ 1.930,50. Portanto, em 30/06/2010, faremos o seguinte lançamento: Despesas com Provisão (Despesa) a Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado (Ativo Circulante - Retif.) 19,50 Por ocasião do pagamento do título pelo cliente: Diversos a Títulos a Receber (Ativo Circulante) Bancos (Ativo Circulante) 1.930,50 Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado (AC - Retif.) 19, Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado - Estoques De acordo com o inciso II do artigo 183 da Lei das S.A., os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, serão avaliados pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior. Ou seja, caso o valor de aquisição seja menor que o valor de mercado, nenhuma provisão deverá ser feita. Caso contrário, ou seja, se o valor de aquisição seja maior que o valor de mercado, deverá ser feita uma Provisão p/ Ajuste ao Valor de Mercado, que será retificadora da conta de Estoques. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 7
8 Exemplo: A Cia. J4M2 Ltda adquiriu, em 31/01/2009, mercadorias no valor de R$ ,00. Suponha que, por ocasião do encerramento do exercício social da Cia. J4M2 Ltda, em 31/12/2009, o valor de mercado mercadorias era de R$ ,00. Desconsidere a incidência de tributos na operação de compra. Efetue os lançamentos necessários. Na aquisição do investimento: Mercadorias (Ativo Circulante) a Bancos (Ativo Circulante) Em 31/12/2009: A provisão deverá ser constituída no valor da diferença entre o custo de aquisição e o valor de mercado. Provisão para Ajustes ao Valor de Mercado = = Despesas com Provisões (Despesas) a Prov. para Ajuste a Valor de Mercado (Ativo Circulante - Retif.) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ou Provisão para Perdas com Créditos Incobráveis ou Provisão para Devedores Duvidosos Corresponde ao valor provisionado ao final de cada exercício social para cobrir, no exercício seguinte, perdas decorrentes de não recebimento de direitos da empresa (Ex: Duplicatas a Receber, Clientes). O valor da provisão é obtido a partir da aplicação de um percentual (baseado em estudos realizados tendo por base as perdas ocorridas nos últimos exercícios) sobre os valores dos direitos existentes na época do Balanço Patrimonial. Esta provisão é uma conta retificadora das contas "Clientes" ou "Duplicatas a Receber". Lançamentos: Constituição da Provisão: Despesa com Provisões (Despesa) a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante - Retif.) Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 8
9 ATENÇÃO!!! A "Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa", constituída no ano anterior, pode ter duas destinações: Perda Consumada: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante - Retif.) a Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) Reversão da Provisão: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante - Retif.) a Reversão de Provisão (Receita) Exemplo: A empresa Kaprisma Ltda, no encerramento do exercício social de 2006, apurou o saldo de Duplicatas a Receber no valor de R$ ,00, constituindo uma Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa a uma taxa de 3%. Ao longo do exercício de 2007, foram consideradas incobráveis Duplicatas a Receber no valor de R$ 1.000,00. Efetue os lançamentos devidos: 1) Constituição da Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa (31/12/2006): PCLD = 3% x = Despesas com Provisões (Despesa) a Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa (AC-Retificadora) ) Duplicatas a Receber incobráveis ao longo de 2007: Perda consumada Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa (AC-Retificadora) a Duplicatas a Receber (AC) ) No encerramento de 2007: Reversão da provisão Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa (AC-Retificadora) a Reversão de Provisões (Receita) 500 Contudo, as bancas costumam adotar o método da complementação, ou seja, não fazem a reversão da provisão que não foi utilizada e constituem a provisão para o ano seguinte somente pelo valor da diferença entre o valor da provisão calculada e o saldo atual da provisão. Não entendeu? Nada melhor que um exercício para entender tal explicação. Vejamos. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 9
10 Já caiu em prova! (AFRFB-2009-Esaf) No balanço patrimonial encerrado em 31/12/2007, a empresa Previdente S.A. apresentava a conta Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa com saldo de R$ ,00. Durante o ano de 2008 a empresa baixou créditos incobráveis no valor de R$ 7.000,00 e teve comprovada a experiência de perdas no recebimento de créditos, ocorrida nos últimos três anos, em média de 4%. Em 31/12/2008, data de encerramento do exercício social, a empresa tinha créditos a receber no valor de R$ ,00, dos quais R$ ,00 eram devidos por uma firma que abriu concordata, conseguindo um acordo judicial à base de 68%. Ao contabilizar uma nova provisão no exercício de 2008, o contador deverá constituir para o balanço um saldo de a) R$ ,00. b) R$ 5.800,00. c) R$ 7.200,00. d) R$ 6.000,00. e) R$ ,00. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) = Baixa de Créditos incobráveis = Lançamento da perda consumada (baixa de créditos incobráveis): Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante - Retificadora) a Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) PCLD Média de Perdas = 4% 31/12/2008 ^ Créditos a Receber = Um ponto importante da questão é: R$ ,00 eram devidos por uma firma que abriu concordata (*), conseguindo um acordo judicial à base de 68%. Ou seja, 32% de R$ ,00 (diferença em 100% e 68%) ficarão sem previsão de recebimento. (*) Em 2008, não havia mais concordata e sim recuperação judicial, mas não interfere na resolução da questão. Cálculo da PCLD (geral) = 4% x ( ) = 4% x = Cálculo da PCLD (concordata) = (1-68%) x = 32% x = PCLD (total) = = Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 10
11 Nos últimos anos, as questões da Esaf sobre PCLD sempre adotaram o método da complementação (sem fazer a reversão). Neste caso, teríamos o seguinte saldo da PCLD: PCLD Constituição da PCLD por complementação: PCLD = (calculado) (saldo atual da PCLD) = Lançamento: Despesas com Provisões (Despesa) a PCLD (Ativo Circulante - Retificadora) A questão foi anulada pela banca examinadora, pois não há resposta correta Investimentos Permanentes Provisão para Perdas Prováveis na Realização de Investimentos De acordo com o inciso III do artigo 183 da Lei das S.A., os investimentos em participação no capital social de outras sociedades avaliados pelo custo de aquisição serão deduzidos de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente. Esta provisão aparece como retificadora da conta "Participações Permanentes", do Ativo Não Circulante - Investimentos. Ou seja, são provisões para perdas prováveis em participações permanentes avaliadas pelo custo de aquisição. Repare que aqui pode gerar certa confusão, pois a lei fala em provisão para perdas prováveis e depois fala que a perda deve ser comprovada como permanente. Afinal, a perda é provável ou permanente? Calma, vou explicar. Para reconhecer a provisão na investidora, a perda deve ser comprovada como permanente na investida. A perda é provável na investidora, pois ela ainda não realizou a perda, ou seja, ainda não alienou sua participação na investida. Vamos ver um exemplo. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 11
12 Exemplo: A Cia. Linotécnica, em outubro de 2005, adquiriu, sem a intenção de venda 5% das ações da Cia. Investida, por R$ ,00, em um investimento que será avaliado pelo custo de aquisição. Em 31/12/2005, o valor de mercado das ações caiu para R$ ,00, pois, em novembro de 2005 houve um incêndio na Cia. Investida, sendo tal perda considerada de difícil recuperação. Deste modo, no encerramento do exercício social de 2005, a Cia. Linotécnica deverá constituir uma Provisão p/ Perdas Prováveis na Realização de Investimentos, conforme abaixo: Na aquisição do investimento: Participações Societárias (Ativo Não Circulante - Investimentos) a Bancos (Ativo Circulante) Na constituição da provisão: Despesas com Provisões (Despesa) a Provisão p/ Perdas Prováveis na Realização de Investimentos (ANC-Inv- Retificadora) Repare que a perda é provável, pois a investidora ainda não alienou seu investimento. Se ela alienasse hoje, teria um prejuízo de R$ 5.000,00 (comprou por R$ ,00 e a alienação seria por R$ ,00). Contudo, como ainda não houve a alienação, a perda é provável. Já na investida, a perda é permanente, pois houve um incêndio. Suponha que, em 2006, parte da perda seja recuperada, fazendo com que o valor das ações suba de R$ ,00 para R$ ,00. Nessa situação, a Cia Linotécnica deverá efetuar o seguinte lançamento: Provisão p/ Perdas Prováveis na Realização de Investimentos (ANC-Inv- Retificadora) a Reversão de Provisões (Receita) Ou seja, a perda provável na investidora foi reduzida para R$ 2.000,00 (R$ ,00 - R$ ,00). Finalmente, de acordo com o inciso IV do artigo 183 da Lei das S.A., os demais investimentos avaliados pelo custo de aquisição também serão deduzidos de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 12
13 6.3. "Provisões" do Passivo Como as provisões são sempre contas de natureza CREDORA, as "provisões" do Passivo (ou "provisões passivas") não são contas retificadoras e sim contas representativas de obrigações, em virtude da apropriação pelo regime de competência, também chamadas de "Provisões para Pagamentos". São exemplos: - Provisão para o Imposto de Renda; - Provisão para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido; - Provisão para Décimo-Terceiro Salário; - Provisão para Férias; - Provisão para Contingências. Um exemplo de provisão para contingências seria a constituição de uma provisão para contingências trabalhistas, em virtude de um empregado da empresa ter entrado com um processo contra a empresa exigindo direitos referentes às horas-extras trabalhadas. Se há uma grande chance de a empresa perder a causa e o valor da perda possa ser razoavelmente estimado, deve ser constituída a provisão. Lançamentos: Na constituição da Provisão (Por exemplo: Imposto de Renda): Despesas com Provisão para Imposto de Renda (Despesa) a Provisão para Imposto de Renda (Passivo Circulante) No pagamento: Provisão para Imposto de Renda (Passivo Circulante) a Bancos (Ativo Circulante) Já caiu em prova! (Analista de Atividades do Meio Ambiente-Contador- Ibram-2009-Cespe) Contas R$ provisão para perdas em estoque provisão para crédito de liquidação duvidosa provisão para contingências trabalhistas provisão para contingências ambientais Considerando as informações acima, que constam do balancete de verificação de determinada companhia levantado após o encerramento das contas de resultado, julgue os itens a seguir. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 13
14 1. As contas credoras somam R$ ,00 no total. Lembra do que eu falei? Todas as contas de provisão são de natureza credora. Portanto, apareceu "provisão para..." é de natureza credora. provisão para perdas em estoque (credora) provisão para crédito de liquidação duvidosa (credora) provisão para contingências trabalhistas (credora) provisão para contingências ambientais (credora) Saldo das contas de natureza credora Portanto, o item está correto. 2. As contas classificadas no passivo somam R$ ,00 no total. Provisão para Perdas em Estoques: Ativo Circulante - Retificadora Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: Ativo Circulante - Retificadora Provisão para Contingências Trabalhistas: Passivo Circulante ou Passivo Não Circulante "Longo Prazo" Provisão para Contingências Ambientais: Passivo Circulante ou Passivo Não Circulante "Longo Prazo" Portanto, no passivo temos: provisão para contingências trabalhistas (credora) provisão para contingências ambientais (credora) Saldo das contas do passivo Logo, o item está errado. 3. O aumento na conta provisão para perdas em estoque afeta a situação líquida da companhia, e a constituição da provisão para contingências trabalhistas é fato contábil modificativo, pois aumenta o resultado. Vamos analisar o item: I - Aumento da provisão para perdas em estoques O lançamento seria: Despesas com Provisões (Despesas) a Provisão para Perdas em Estoques (Ativo Circulante - Retificadora) Portanto, como afeta o Ativo Circulante (há uma diminuição, tendo em vista que a conta de provisão é sempre de natureza e, quando classificada no Ativo Circulante, é retificadora), afeta a situação líquida da companhia. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 14
15 II - Constituição da provisão para contingências trabalhistas: O lançamento seria: Despesas com Provisões (Despesas) a Provisão para Contingências Trabalhistas (Passivo Circulante ou Passivo Não Circulante "Longo Prazo") Como há uma despesa na constituição da provisão, há uma redução do patrimônio líquido da empresa, sendo, portanto, um fato modificativo diminutivo (diminui o resultado). Logo, o item está errado. Mais um ponto importante que não podemos confundir na hora da prova! Vejamos: Reservas: São parcelas que compõem o Patrimônio Líquido e podem representar os valores recebidos dos sócios/acionistas ou uma parte dos lucros obtidos pela empresa e não distribuídos. Além disso, não representam aumento do Capital Social. As "Reservas" não transitam pelo resultado do exercício. Provisões: Representam valores que ainda são incertos (estimados). Ou seja, representam expectativas de perdas de ativos ou estimativas de valores a serem desembolsados em um futuro próximo. ATENÇÃO! As obrigações com valores líquidos e certos (determinados) não são consideradas provisões. Exemplo: Aluguel a Pagar, Duplicatas a Pagar, ICMS a Recolher, etc. Diferença entre Reservas e Provisões: Reservas para Contingências (art. 195, da Lei n o 6.404/76): A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado (classificada no Patrimônio Líquido). Provisões para Contingências: se essa possibilidade existe e deve-se a algum fato gerador contábil já ocorrido e, ainda, se o possível desembolso ou perda pode ser razoavelmente mensurado em reais, precisa ser contabilizado dentro do regime de competência, mediante constituição de uma provisão, com uma contrapartida a débito do resultado. Exemplo: Provisão para Contingências Fiscais e Trabalhistas (classificada no Passivo Circulante ou Passivo Não Circulante - Exigível a Longo Prazo). Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 15
16 Já caiu em prova! (Fiscal de Rendas-RJ-2007-FGV-Adaptada) A empresa BARRACÃO S/A, dedicada ao comércio de tecidos, apurou em seu balancete de encerramento (31/12/2007) os saldos das contas patrimoniais e de resultado listados no quadro abaixo. Observe que todos os saldos se referem a 31/12/2007, com exceção da conta "lucros acumulados", que se refere a 31/12/2006. Considerando que o estagiário ordenou as contas em ordem crescente dos respectivos saldos, sugere-se organizá-las conforme a estrutura do Balanço Patrimonial para responder às questões de números 104 a 106 que seguem. provisão para redução das mercadorias a valor de mercado provisão para créditos de liquidação duvidosa (referente aos vencem em dentro de 12 meses) provisão para créditos de liquidação duvidosa (referente aos vencem após os 12 primeiros meses) despesas antecipadas (prazo: após os 12 primeiros meses) amortização acumulada marcas e patentes empréstimos concedidos (prazo: após os 12 primeiros meses) ações em tesouraria despesas antecipadas (prazo: em dentro dos 12 primeiros meses) provisão para contingências trabalhistas (estimativa de pagamento dos 12 primeiros meses) provisão para contingências trabalhistas (estimativa de pagamento: primeiros meses) caixa empréstimos concedidos a diretores (transações não-operacionais) reserva para contingências descontos comerciais e abatimentos móveis e utensílios (de uso próprio) receita de equivalência patrimonial depósitos judiciais (expectativa de decisão terminativa: após os meses) terrenos (de uso próprio) deságio relativo a participações societárias vendas canceladas empréstimos obtidos (prazo: após os 12 primeiros meses) duplicatas descont. (títulos que vencem em dentro de 12 meses) impostos a recolher (prazo: em dentro dos 12 primeiros meses) veículos (de uso próprio) aplicações financeiras (prazo: após os 12 primeiros meses) impostos parcelados (prazo: em dentro dos 12 primeiros meses) outras aplic. Financ.(prazo: em dentro dos 12 primeiros meses) despesa com imposto de renda e contribuição social sobre o lucro salários a pagar (prazo: em dentro dos 12 primeiros meses) impostos parcelados (prazo: após os 12 primeiros meses) aplicações financeiras de imediata realização empréstimos obtidos (prazo: em dentro dos 12 primeiros meses) 746,00 títulos que 1.054,00 títulos que 1.090, , , , , , ,00 em dentro 6.500,00 após os , , , , , , ,00 12 primeiros , , , , , , , , , , , , , , , ,00 Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 16
17 reserva legal ,00 despesas financeiras ,00 lucros acumulados (saldo inicial) ,00 duplicatas a receber de clientes (prazo: após os 12 primeiros meses)54.500,00 prédios e construções (de uso próprio) ,00 fornecedores a pagar (prazo: em dentro dos 12 primeiros meses) ,00 bancos conta corrente ,00 estoque de mercadorias ,00 reserva de capital ,00 duplicatas a receber (prazo: em dentro dos 12 primeiros meses) ,00 receita não-operacional ,00 Participações societárias em controladas e coligadas avaliadas pelo método da equivalência patrimonial ,00 capital social ,00 despesa não-operacional ,00 depreciação acumulada ,00 máquinas e equipamentos (de uso próprio) ,00 despesas de comercialização ,00 despesas administrativas ,00 impostos sobre vendas ,00 custo das mercadorias vendidas ,00 receita bruta ,00 O saldo do Ativo Não Circulante, em 31/12/2007, é: (a) ,00. (b) ,00. (c) ,00. (d) ,00. (e) ,00. Primeiramente, para fins didáticos, vamos classificar todas as contas e levantar o balancete de verificação: ATENÇÃO! Como a conta Lucros Acumulados ainda está com saldo inicial, no balancete de verificação irão constar contas patrimoniais e de resultado (a apuração do resultado do período ainda não foi efetuada). Caso contrário, ou seja, o resultado do período já tivesse sido apurado e transferido para o patrimônio, não haveria contas de resultado (balancete de verificação final). Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 17
18 Conta Provisão para redução das mercadorias a valor de mercado Provisão para créditos de liquidação duvidosa (vencimento dentro de 12 meses) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (vencimento após 12 meses) Despesas Antecipadas (prazo: após 12 meses) Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios Prol F. Moraes Junior Saldo Devedor Saldo Característica Credor 746,00 Ativo Circulante - Retificadora 1.054,00 Ativo Circulante - Retificadora 1.090,00 Ativo Não Circulante - Realizável a Longo Prazo - Retificadora 1.790,00 Ativo Não Circulante - Realizável a Longo Prazo Amortização Acumulada 1.800,00 Ativo Não Circulante - Intangível Marcas e Patentes 2.000,00 Ativo Não Circulante - Intangível Empréstimos Concedidos (prazo: após 12 meses) 4.500,00 Ativo Não Circulante - Realizável a Longo Prazo Ações em Tesouraria 5.000,00 Patrimônio Líquido - Retificadora Despesas Antecipadas (prazo: dentro dos 5.000,00 Ativo Circulante 12 primeiros meses) Provisão para Contingências 6.500,00 Passivo Circulante Trabalhistas (estimativa de pagto: dentro dos 12 primeiros meses) Provisão para Contingências 8.000,00 Passivo Não Circulante - Trabalhistas (estimativa de pagto: Longo Prazo após os 12 primeiros meses) Caixa ,00 Ativo Circulante Empréstimos Concedidos a Diretores ,00 Ativo Não Circulante - (transações não-operacionais) Realizável a Longo Prazo Reserva para Contingências ,00 Patrimônio Líquido Descontos Comerciais e Abatimentos ,00 Redução da Receita Bruta - Despesa Móveis e Utensílios (de uso próprio) ,00 Ativo Não Circulante - Imobilizado Receita de Equivalência Patrimonial ,00 Receita Depósitos Judiciais (expectativa de decisão terminativa: após 12 primeiros meses) ,00 Ativo Não Circulante - Realizável a Longo Prazo Terrenos (de uso próprio) ,00 Ativo Não Circulante - Imobilizado Deságio Relativo a Participações Societárias ,00 Ativo Não Circulante - Investimentos - Retificadora Vendas Canceladas ,00 Redução da Receita Bruta - Despesa Empréstimos Obtidos (prazo: após os ,00 Passivo Não Circulante - primeiros meses) Longo Prazo Duplicatas Descontadas (títulos que vencem em dentro de 12 meses) Impostos a Recolher (prazo: em dentro dos 12 primeiros meses) ,00 Ativo Circulante - Retificadora ,00 Passivo Circulante Veículos (de uso próprio) ,00 Ativo Não Circulante - Imobilizado Aplicações Financeiras (prazo: após os 12 primeiros meses) Impostos Parcelados (prazo: em dentro dos 12 primeiros meses) ,00 Ativo Não Circulante - Realizável a Longo Prazo ,00 Passivo Circulante Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 18
19 Outras Aplicações Financeiras (prazo: em ,00 Ativo Circulante dentro dos 12 primeiros meses) Despesas com imposto de renda e ,00 Despesa contribuição social sobre o lucro Salários a Pagar (prazo: em dentro dos ,00 Passivo Circulante primeiros meses) Impostos Parcelados (prazo: após os ,00 Passivo Não Circulante - primeiros) Longo Prazo Aplicações Financeiras de Imediata ,00 Ativo Circulante Realização Empréstimos Obtidos (prazo: em dentro ,00 Passivo Circulante dos 12 primeiros meses) Reserva Legal ,00 Patrimônio Líquido Despesas Financeiras ,00 Despesa Lucros Acumulados (saldo inicial) ,00 Patrimônio Líquido Duplicatas a Receber de Clientes (prazo: ,00 Ativo Não Circulante - após os 12 primeiros meses) Realizável a Longo Prazo Prédios e Construções (de uso próprio) ,00 Ativo Não Circulante - Imobilizado Fornecedores a Pagar (prazo: em dentro ,00 Passivo Circulante dos 12 primeiros meses) Bancos Conta Corrente ,00 Ativo Circulante Estoque de Mercadorias ,00 Ativo Circulante Reserva de Capital ,00 Patrimônio Líquido Duplicatas a Receber (prazo: em dentro ,00 Ativo Circulante dos 12 primeiros meses) Receita Não-Operacional ,00 Receita Participações Societárias em Controladas e Coligadas Avaliadas pelo MEP Capital Social ,00 Ativo Não Circulante - Investimentos ,00 Patrimônio Líquido Despesa Não-Operacional ,00 Despesa Depreciação Acumulada ,00 Ativo Não Circulante - Imobilizado - Retificadora Máquinas e Equipamentos (de uso próprio) ,00 Ativo Não Circulante - Imobilizado Despesas de Comercialização ,00 Despesa Despesas Administrativas ,00 Despesa Impostos sobre Vendas ,00 Redutor da Receita Bruta - Despesa Custo das Mercadorias Vendidas ,00 Despesa Receita Bruta ,00 Receita Total , ,00 Agora, antes de resolver a questão, gostaria de chamar a sua atenção para as seguintes contas (para que você não erre na hora da prova): Provisões: são sempre contas de natureza CREDORA, sendo, portanto, retificadoras do Ativo e obrigações no Passivo. Depósitos Judiciais: direito constituído mediante o depósito, em virtude de uma ação judicial, sendo, portanto, uma conta do Ativo. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 19
20 Vamos à resolução da questão: Conta Saldo Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo Duplicatas a Receber de Clientes (prazo: após os 12 primeiros meses) ,00 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (vencimento após 12 meses) (1.090,00) Despesas Antecipadas (prazo: após 12 meses) 1.790,00 Empréstimos Concedidos (prazo: após 12 meses) 4.500,00 Empréstimos Concedidos a Diretores (transações não-operacionais) ,00 Depósitos Judiciais (expectativa de decisão terminativa: após 12 primeiros ,00 meses) Aplicações Financeiras (prazo: após os 12 primeiros meses) ,00 Investimentos Participações Societárias em Controladas e Coligadas Avaliadas pelo MEP ,00 Deságio Relativo a Participações Societárias (20.300,00) Imobilizado Veículos (de uso próprio) ,00 Prédios e Construções (de uso próprio) ,00 Móveis e Utensílios (de uso próprio) ,00 Terrenos (de uso próprio) ,00 Máquinas e Equipamentos (de uso próprio) ,00 Depreciação Acumulada ( ,00) Intangível Marcas e Patentes 2.000,00 Amortização Acumulada (1.800,00) Ativo Não Circulante ,00 A alternativa "c" é a correta Passivo Contingente Passivo contingente é: - uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade; ou - uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é reconhecida porque: - não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação; ou - o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade. Ou seja, os passivos contingentes ou contingências passivas são caracterizados como possíveis para não prováveis saídas de recursos (a probabilidade maior é que não ocorra a saída de recursos). Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 20
21 Passivos contingentes não são reconhecidos como passivo porque são: - obrigações possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos; ou - obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento (porque não é provável que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a obrigação, ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do valor da obrigação). Portanto, passivos contingentes não são reconhecidos, bastando a sua divulgação em notas explicativas. Atenção! Provisões são contabilizadas, passivos contingentes não. Memorize para a prova: Probabilidade de ocorrência do desembolso Tratamento contábil Obrigação presente Mensurável por meio de Uma provisão é provável estimativa confiável reconhecida e é divulgado em notas explicativas Não mensurável por Divulgação em notas inexistência de explicativas (passivo estimativa confiável contingente) Possível (mais provável que não tenha saída de Divulgação em notas recursos do que sim) explicativas (passivo contingente) Remota Não divulga em notas explicativas Já caiu em prova! (Analista de Controle Interno-Cargo 10-Ministério Público da União-2010-Cespe) Na hipótese de ocorrência de um desembolso, cujo valor não for mensurável, a obrigação é classificada como provável e deve ser reconhecida e registrada no balanço patrimonial. O valor do desembolso deve ser mensurável por meio de estimativa confiável para que a provisão do passivo (obrigação) seja reconhecida no Balanço. No caso do item, temos um passivo contingente. O item está errado. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 21
22 6.5. Ativo Contingente Os ativos contingentes surgem normalmente de evento não planejado ou de outros não esperados que dão origem à possibilidade de entrada de benefícios econômicos para a entidade. Exemplo: Reivindicação que a entidade esteja reclamando por meio de processos legais, em que o desfecho seja incerto. Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações contábeis, uma vez que pode tratar-se de resultado que nunca venha a ser realizado. Porém, quando a realização do ganho é praticamente certa, então o ativo relacionado não é um ativo contingente e o seu reconhecimento é adequado. O ativo contingente é divulgado quando for provável a entrada de benefícios econômicos. Os ativos contingentes são avaliados periodicamente para garantir que os desenvolvimentos sejam apropriadamente refletidos nas demonstrações contábeis. Se for praticamente certo que ocorrerá uma entrada de benefícios econômicos, o ativo e o correspondente ganho são reconhecidos nas demonstrações contábeis do período em que ocorrer a mudança de estimativa. Se a entrada de benefícios econômicos se tornar provável, a entidade divulga o ativo contingente. Memorize para a prova: Probabilidade de Ocorrência de Entrada de Recursos Praticamente certa Tratamento Contábil O ativo não é contingente, um ativo é reconhecido. Provável, mas não praticamente certa Nenhum ativo é reconhecido, mas existe a divulgação em notas explicativas (ativo contingente). Não é provável Nenhum ativo é reconhecido e não divulga em notas explicativas. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 22
23 7. Depreciação, Amortização e Exaustão 7.1. Critérios de Avaliação e Baixas das contas do Ativo - Imobilizado e Intangível. De acordo com o inciso V e VI do artigo 183 da Lei das S.A., - os direitos classificados no imobilizado serão avaliados pelo custo de aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão; e - os direitos classificados no intangível serão avaliados pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização Depreciação De acordo com a Resolução CFC n o 1.177/09, que aprovou a NBC T Ativo Imobilizado, a depreciação é a alocação sistemática do valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil. Ou seja, a depreciação consiste em considerar, como despesa ou custo do período, uma parte do valor gasto na compra de bens de consumo durável utilizados nas atividades da empresa. Estes bens serão depreciados ao longo de sua vida útil, de modo que o valor gasto na sua aquisição seja considerado despesa ao longo dos anos de sua utilização. Lançamento: Despesas ou Encargos de Depreciação (Despesa) a Depreciação Acumulada (Ativo Não Circulante - Imobilizado - Retificadora) - Causas: desgaste pelo uso, ação da natureza ou obsolescência; - Alcança bens materiais (tangíveis) classificados no Ativo Não Circulante Imobilizado e bens de renda classificados no subgrupo de Investimentos do Ativo Não Circulante, como no caso de imóvel alugado por uma empresa cuja atividade é o aluguel de imóveis. Para empresas que não possuem como atividade o aluguel de imóveis, o imóvel alugado será classificado no imobilizado; - O bem poderá ser depreciado a partir da data em que for instalado, colocado em serviço ou esteja em condições de produzir, independentemente do dia do mês, ou seja, conta-se o primeiro mês integralmente, qualquer que seja o dia; Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 23
24 Exemplo: A empresa J4M2 adquiriu um veículo para ser utilizado na entrega de mercadorias, no dia 20/01/2010. O veículo começou a operar no dia 30/01/2010. Portanto, deve ser considerado integralmente o mês de janeiro para o cálculo da depreciação, apesar de o veículo só ter operado efetivamente em dois dias de janeiro (30 e 31). - Taxa de Depreciação = 1/Vida Útil do Bem (Depreciação Linear, por Quotas Constantes ou em Linha Reta); - As taxas anuais de depreciação normalmente admitidas pela Legislação Fiscal para uso normal de bens em turno de oito horas diárias são: Vida Útil Taxa Anual de Edifícios 25 anos 4% Máquinas e Equipamentos 10 anos 10% Instalações 10 anos 10% Móveis e Utensílios 10 anos 10% Veículos 5 anos 20% Bens de Informática 5 anos 20% Exemplos (considerando que os bens são utilizados por um período normal de 8 horas diárias): Veículos: Vida Útil = 5 anos ^ Taxa de Depreciação = 1/5 anos = 20% ao ano Imóveis: Vida Útil = 25 anos ^ Taxa de Depreciação = 1/25 anos = 4% ao ano Máquinas e Equipamentos = 10 anos ^ Taxa de Depreciação = 1/10 anos = 10% ao ano - Vedações à depreciação de acordo com a Legislação do Imposto de Renda: I - Terrenos, salvo em relação a benfeitorias e construções; II - Bens que aumentam de valor com o tempo, como antiguidades e obras de arte; III - Bens para os quais sejam registradas cotas de amortização ou exaustão; e IV - Bens móveis ou imóveis que não estejam intrinsecamente relacionados à produção ou comercialização de bens e serviços e bens imóveis não alugados. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 24
25 - Edificações: o valor das edificações deve estar destacado do valor do custo de aquisição do terreno, admitindo-se o destaque baseado em laudo pericial. - Valor Residual: valor provável da realização do bem após ser totalmente depreciado. Caso o valor residual seja diferente de ZERO, deverá ser subtraído do valor do custo de aquisição do bem a ser depreciado. Este resultado é que servirá de base de cálculo para a taxa de depreciação. - Valor Contábil do Bem: corresponde à diferença entre o custo de aquisição do bem e a depreciação acumulada. Valor Contábil = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada Nota: Projetos florestais destinados à exploração de seus frutos também são passíveis de depreciação. Exemplo: Pomares - depreciação inicia a partir do momento em que se encontram em condições de produzir (colheita) Método das Quotas Constantes ou Método Linear ou Método da Linha Reta Corresponde ao método de depreciação onde a depreciação acumulada é diretamente proporcional ao tempo, ou seja, é uma função linear. Pode-se calcular a depreciação, por este método, de duas formas: - Aplica-se a taxa constante sobre o valor depreciado; ou - Divide-se o valor a ser depreciado pelo tempo de vida útil. Depreciação Acumulada = Taxa de Depreciação x Período x Base de Cálculo Taxa de Depreciação = 1/Vida Útil do Bem Período = período em que o bem foi utilizado até a data do cálculo da depreciação acumulada Base de Cálculo da Depreciação (ou Valor Depreciável): Custo de Aquisição do Bem (+) Gastos com instalação (+) Acréscimos Posteriores (-) Valor Residual Base de Cálculo da Depreciação ou Valor Depreciável Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 25
26 Atenção! Não confunda depreciação acumulada com despesas com depreciação: - A depreciação acumulada é uma conta patrimonial que mostra toda a depreciação do bem desde o início de sua vida útil. - A despesa com depreciação é uma conta de resultado, ou seja, demonstra a depreciação de determinado período. Já caiu em prova! (AFRFB-2009-Esaf) Na Contabilidade da empresa Atualizadíssima S.A. os bens depreciáveis eram apresentados com saldo de R$ ,00 em 31/03/2008, com uma Depreciação Acumulada, já contabilizada, com saldo de R$ ,00, nessa data. Entretanto, em 31/12/2008, o saldo da conta de bens depreciáveis havia saltado para R$ ,00, em decorrência da aquisição, em primeiro de abril, de outros bens com vida útil de 5 anos, no valo r de R$ ,00. Considerando que todo o saldo anterior é referente a bens depreciáveis à taxa anual de 10%, podemos dizer que no balanço patrimonial a ser encerrado em 31 de dezembro de 2008 o saldo da conta Depreciação Acumulada deverá ser de a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ ,00. 31/03/2008: Bens Depreciáveis I = R$ ,00 em 31/03/2008 Depreciação Acumulada = R$ ,00 Taxa de Depreciação = 10% ao ano 31/12/2008: Bens Depreciáveis (Total) = R$ ,00 (aquisição, 01/04, de outros bens com vida útil de 5 anos, no valor de R$ ,00). Bens Depreciáveis 2 = R$ ,00 Taxa de Depreciação = 1/5 ano = 20% ao ano I - Cálculo da Depreciação Acumulada em 31/12/2008: I.1 - Bens Depreciáveis 1: Taxa de Depreciação = 10% ao ano Período = de 01/04/2008 a 31/12/2009 = 9 meses = 9 meses/12 meses Período = 3/4 ano = 0,75 ano (até 31/03/2008, a depreciação acumulada já está calculada) Base de Cálculo da Depreciação = (não há valor residual) Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 26
27 Depreciação Acumulada (Bens 1) = Depreciação Acumulada (até 31/03) + Taxa x Período x Base de Cálculo (de 31/03 a 31/12) Depreciação Acumulada (Bens 1) = % x 0,75 x Depreciação Acumulada (Bens 1) = = I.2 - Bens Depreciáveis 2: Taxa de Depreciação = 20% ao ano Período = de 01/04/2008 a 31/12/2009 = 9 meses = 9 meses/12 meses Período = 3/4 ano = 0,75 ano (até 31/03/2008, a depreciação acumulada já está calculada) Base de Cálculo da Depreciação = (não há valor residual) Depreciação Acumulada (Bens 2) = Taxa x Período x Base de Cálculo Depreciação Acumulada (Bens 2) = 20% x 0,75 x Depreciação Acumulada (Bens 2) = Depreciação Acumulada Total = = A alternativa "b" é a correta Método da Soma dos Dígitos ou Método de Cole Por este método a depreciação é calculada da seguinte maneira: Método de Cole Decrescente: I - Soma-se os algarismos que compõem o número de anos da vida útil do bem; II - Multiplica-se o valor a ser depreciado a cada ano pela fração cujo denominador é a soma calculada acima (subitem 1), e o numerador, para o primeiro ano, é o tempo de vida útil do bem (n), para o segundo ano é "n-1", para o terceiro ano é "n-2". Utiliza-se esta metodologia até o último ano de vida útil, quando o numerador será igual a 1. Exemplo: Depreciação de um veículo adquirido por R$ ,00, sem valor residual (Suponha uma vida útil de 4 anos). Soma dos Dígitos = = 10 Primeiro Ano Depreciação = (4/10) x = ; Segundo Ano Depreciação = (3/10) x = 9.000; Terceiro Ano Depreciação = (2/10) x = 6.000; e Quarto Ano Depreciação = (1/10) x = Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 27
28 Método de Cole Crescente: I - Soma-se os algarismos que compõem o número de anos da vida útil do bem; II - Multiplica-se o valor a ser depreciado a cada ano pela fração cujo denominador é a soma calculada acima (subitem 1), e o numerador, para o primeiro ano é "1", para o segundo ano é "2", para o terceiro ano é "3". Utiliza-se esta metodologia até o último ano de vida útil, quando o numerador será igual a via útil. Exemplo: Depreciação de um veículo adquirido por R$ ,00, sem valor residual (Suponha uma vida útil de 4 anos). Soma dos Dígitos = = 10 Primeiro Ano ^ Depreciação = (1/10) x = 3.000; Segundo Ano ^ Depreciação = (2/10) x = 6.000; Terceiro Ano ^ Depreciação = (3/10) x = 9.000; e Quarto Ano ^ Depreciação = (4/10) x = Nota: Para a resolução das questões de prova, adotaremos o seguinte critério: 1 - Questão não menciona o método de depreciação utilizado: utilizar Método Linear. 2 - Questão menciona que o método é linear: utilizar Método Linear (tudo bem, sei que é óbvio! Risos). 3 - Questão menciona que é o método de Cole, mas não especifica se é crescente ou decrescente: utilizar Método de Cole Descrescente. 4 - Questão menciona que é o método de Cole, é especifica se é crescente ou decrescente: utilizar Método de Cole Crescente/Decrescente, conforme especificado na questão. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 28
29 Já caiu em prova! (AFC-STN-2000-ESAF) Um direito sobre bens do ativo permanente tem vida útil de 7 (sete) anos. Submetendo-se esse bem à depreciação, comparativamente, pelos Métodos da Linha Reta e da Soma dos Dígitos dos Anos, pode-se afirmar que, no quarto ano da vida útil, (a) o imposto de renda seria maior se fosse utilizado o método da linha reta (b) o imposto de renda seria maior se fosse utilizado o método da soma dos dígitos dos anos (c) coincidentemente, o imposto de renda seria o mesmo em ambas as hipóteses (d) a depreciação, durante a vida útil, na verdade, não afetaria o imposto de renda (e) o imposto de renda seria maior, num ou noutro método, dependendo do valor residual Vida Útil do Bem = 7 anos I - Método da Linha Reta de Depreciação Taxa Anual de Depreciação = 1/ 7 anos No quarto ano de vida útil do bem: Despesas com Depreciação = Custo do Bem x Taxa = Custo do Bem/7 II - Método de Cole de Depreciação Soma dos Dígitos = = 28 Quarto Ano ^ Depreciação = (4/28) x Custo do Bem = Custo do Bem/7 Logo, no quarto ano de vida útil, a despesa com depreciação seria igual para os dois métodos (Custo do Bem/7) e, conseqüentemente, o imposto também seria igual. Nesta questão, também não faria diferença utilizar o Método de Cole Crescente ou Decrescente, pois, no quarto ano, a depreciação seria igual para os dois métodos. A alternativa "c" é a correta. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 29
30 Tipos de Depreciação A depreciação ainda pode ser normal e acelerada. Depreciação Normal: é empregada quando o bem for utilizado em apenas um turno de 8 horas diárias, sendo o cálculo realizado com base na taxa normal de depreciação; Depreciação Acelerada: empregada quando o bem for utilizado em mais de turno de 8 horas diárias, devendo a taxa normal de depreciação do bem ser multiplicada por um coeficiente, conforme tabela abaixo: Turnos Coeficiente Coeficiente (Legislação Societária) (Legislação Fiscal) 1 turno (8 horas) 1,0 1,0 2 turnos (16 horas) 2,0 1,5 3 turnos (24 horas) 3,0 2,0 Nessas situações, a fórmula de cálculo da depreciação seria: Depreciação = Coeficiente x Taxa x Período x Base de Cálculo Exemplo: Uma máquina, cuja taxa de depreciação é de 10% ao ano, está sendo utilizada em três turnos de 8 horas diárias. Logo, sua taxa de depreciação passa a ser: Contábil ^ Taxa de Depreciação = 3,0 x 10% = 30% ao ano Fiscal ^ Taxa de Depreciação = 2,0 x 10% = 20% ao ano Exemplo: Em 14/10/X1, a Cia. Industrial Silvestre adquiriu três máquinas nos valores de R$ 3.000,00, R$ 6.000,00 e R$ 8.000,00, a serem utilizadas, respectivamente, nos departamentos de corte, pintura e montagem, operando, respectivamente, em um turno de 8 horas diárias, dois turnos de 8 horas diárias e três turnos de 8 horas diárias. Sendo a taxa de depreciação anual de 10%, calcule depreciação contábil total máxima e a depreciação fiscal total máxima: 10% ao ano = (10/12) % ao mês 3 meses (out a dez) = (10/12) % x 3 meses = 10/4 = 2,5% I - Depreciação Contábil Máxima: Corte = 2,5% x x 1 = 75 Pintura = 2,5% x x 2 = 300 Montagem = 2,5% x x 3 = 600 Depreciação Contábil Máxima = = 975 Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 30
31 II - Depreciação Fiscal Máxima: Corte = 2,5% x x 1 = 75 Pintura = 2,5% x x 1,5 = 225 Montagem = 2,5% x x 2 = 400 Depreciação Contábil Máxima = = 700 Já caiu em prova!(contador Junior-Petrobras-2011-Cesgranrio) Uma máquina, adquirida em segunda mão pela Companhia Lourival S/A, está evidenciada no Balanço Patrimonial, ao final do primeiro ano de sua utilização, da seguinte forma: Ativo Não Circulante Imobilizado Máquina R$ ,00 (-) Depreciação Acumulada (R$ ,00) Informações adicionais apresentadas pela Companhia Lourival: A máquina foi vendida por R$ ,00, exatamente no dia seguinte ao do encerramento do terceiro ano de sua utilização. Utilização da máquina: 1 o ano - regime de três turnos; 2 o ano - regime de dois turnos e 3 o ano - regime de turno único. Método de depreciação: quotas constantes. Valor residual da máquina: 0 (zero). Considere as informações recebidas e a boa técnica teórico-conceitual aplicável ao caso e desconsidere a incidência de qualquer tipo de imposto. Nesse contexto, o resultado apurado na venda da máquina, em reais, é (A) ganho de ,00 (B) ganho de ,00 (C) ganho de ,00 (D) perda de ,00 (E) perda de I - Ao final do primeiro ano de utilização da máquina: Máquina = Depreciação Acumulada = II - A máquina foi vendida no dia seguinte ao do encerramento do terceiro ano de sua utilização: Valor da Venda = Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 31
32 Utilização da Máquina: como a questão não especificou, vamos utilizar os coeficientes permitidos pelo fisco. Primeiro Ano = 3 turnos (Coeficiente pela Legislação Fiscal = 2,0) Segundo Ano = 2 turnos (Coeficiente pela Legislação Fiscal = 1,5) Terceiro Ano = 1 turno (Coeficiente pela Legislação Fiscal = 1,0) Método de Depreciação = Quotas constantes Valor Residual = 0 Sabemos que a vida útil de uma máquina é de 5 anos. Taxa de Depreciação = 1/Vida Útil = 1/5 anos = 0,20 = 20% ao ano Depreciação (Primeiro Ano) = Coeficiente x Taxa x Período x Valor Depreciável Depreciação (Primeiro Ano) = 2 x 0,20 x 1 x Depreciação (Primeiro Ano) = (confere com a depreciação acumulada ao final do primeiro ano) Depreciação (Segundo Ano) = Coeficiente x Taxa x Período x Valor Depreciável Depreciação (Segundo Ano) = 1,5 x 0,20 x 1 x Depreciação (Segundo Ano) = Depreciação (Terceiro Ano) = Coeficiente x Taxa x Período x Valor Depreciável Depreciação (Terceiro Ano) = 1 x 0,20 x 1 x Depreciação (Terceiro Ano) = Depreciação Acumulada (ao final do terceiro ano) = Depreciação Acumulada (ao final do terceiro ano) = Custo de Aquisição do Bem (-) Depreciação Acumulada ( ) Valor Contábil da Máquina Valor da Venda (-) Valor Contábil da Máquina (12.500) Lucro na Venda A alternativa "b" é a correta. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 32
33 Alienação de Bens do Ativo Não Circulante Imobilizado Quando bens do ativo não circulante imobilizado são alienados, o resultado desta alienação pode ser um ganho de capital, quando o valor da alienação é maior que o valor contábil do bem; ou pode ser uma perda de capital, quando 0 valor da alienação é menor que o valor contábil do bem. Resultado = Valor da alienação - Valor Contábil Se Valor da Alienação > Valor ContábilGanho de Capital Se Valor da Alienação < Valor Contábil Perda de Capital Lançamentos: 1 - Determinação do Custo do Bem (Valor Contábil do Bem): Depreciação Acumulada (ANC - Imobilizado - Retificadora) a Bem (ANC - Imobilizado) II - Alienação do Bem: à vista ou a prazo. Caixa ou Títulos a Receber (Ativo Circulante) a Outras Receitas (Receita) III - Baixa do Bem: Outras Despesas (Despesa) a Bem (ANC - Imobilizado) Exemplo: Considere os dados abaixo: Conta: Veículos Data de Aquisição: 30/07/2002 Valor de Aquisição: R$ ,00 Taxa de Depreciação: 20% ao ano Venda à vista em 28/02/2003: R$ ,00 Determine se houve ganho ou perda de capital na data da alienação. I - Cálculo do valor contábil do bem na data da alienação Custo de Aquisição = Período = de 30/07/2002 até 28/02/2003 = 8 meses (incluindo o mês de aquisição) Depreciação Acumulada = 20% x 8/12 x = 5.333,33 Valor Contábil = ,33 = ,67 Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 33
34 II - Cálculo do Ganho ou Perda de Capital: Valor da Venda (-) Valor Contábil (34.666,67) Perda de Capital (4.666,67) Já caiu em prova! (AFRFB-2009-Esaf) A empresa Revendedora S.A. alienou dois veículos de sua frota de uso, por R$ ,00, a vista. O primeiro desses carros já era da empresa desde 2005, tendo entrado no balanço de 2007 com saldo de R$ ,00 e depreciação acumulada de 55%. O segundo veículo foi comprado em primeiro de abril de 2008 por R$ ,00, não tendo participado do balanço do referido ano de A empresa atualiza o desgaste de seus bens de uso em períodos mensais. Em 30 de setembro de 2008, quando esses veículos foram vendidos, a empresa registrou seus ganhos ou perdas de capital com o seguinte lançamento de fórmula complexa: a) Diversos a Diversos Caixa ,00 Perdas de Capital 6.000,00 a Veículo "A" ,00 a Veículo "B" ,00 b) Diversos a Diversos Caixa ,00 Depreciação Acumulada ,00 a Veículos ,00 a Ganhos de Capital ,00 c) Diversos a Diversos Caixa ,00 Depreciação Acumulada ,00 a Veículos ,00 a Ganhos de Capital ,00 d) Diversos a Diversos Caixa ,00 Depreciação Acumulada ,00 a Veículos ,00 a Ganhos de Capital 7.750, , , , , , , , ,00 Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 34
35 e) Diversos a Diversos Caixa Depreciação Acumulada a Veículos a Ganhos de Capital Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios 30/09/2008 Alienação de Dois Veículos = , , , , , , ,00 Sabe-se que a vida útil de um veículo é igual a 5 anos Taxa de Depreciação = 1/5 = 20% ao ano I - Cálculo do Valor Contábil do Veículo 1: Veículo 1 (registrado no balanço em 2007) = Período = anterior a meses/12 meses Período = anterior a /4 ano = anterior a ,75 ano Depreciação Acumulada (Veículo 1 até 31/12/2007) = 55% Depreciação Acumulada = (55% (até 2007) + 20% x 0,75) x Depreciação Acumulada (Veículo 1) = (55% + 15%) x Depreciação Acumulada (Veículo 1) = 70% x = Valor Contábil (Veículo 1) = Custo de Aquisição - Dep. Acumulada Valor Contábil (Veículo 1) = = II - Cálculo do Valor Contábil do Veículo 2: Veículo 2 (comprado em 01/04/2008) = Período = de abril a setembro = 6 meses/12 meses = 0,5 ano Depreciação Acumulada = 20% x 0,5 x Depreciação Acumulada (Veículo 2) = 10% x = Valor Contábil (Veículo 2) = Custo de Aquisição - Dep. Acumulada Valor Contábil (Veículo 2) = = III - Apuração do ganho ou perda de capital: Valor da Alienação dos dois Veículos (-) Valor Contábil do Veículo 1 (7.500) (-) Valor Contábil do Veículo 2 (9.000) Ganho de Capital Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 35
36 Venda à vista: Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios Caixa (Ativo Circulante) a Outras Receitas (Receita) Depreciação Acumulada (ANC - Imobilizado - Retificadora) a Veículos (ANC - Imobilizado) Depreciação Acumulada (ANC - Imobilizado - Retificadora) a Veículos (ANC - Imobilizado) Baixa dos Veículos (pelo valor contábil): Outras Despesas (Despesa) a Veículos (ANC - Imobilizado) Outras Despesas (Despesa) a Veículos (ANC - Imobilizado) Lançamento consolidado: Diversos a Diversos Caixa (Ativo Circulante) Depreciação Acumulada (ANC) a Ganho de Capital (Receita) a Veículos (ANC - Imobilizado) ( ) ( ) ( ) Diversos a Diversos Caixa (Ativo Circulante) Depreciação Acumulada (ANC - Imobilizado) a Ganho de Capital (Receita) a Veículos (ANC - Imobilizado) A alternativa "b" é a correta Depreciação de Bens Adquiridos Usados No caso de bens adquiridos usados a taxa anual de depreciação será determinada considerando-se o maior entre os seguintes prazos: I - Metade da vida útil do bem adquirido novo; e II - Restante da vida útil, considerada em relação à primeira instalação para utilização do bem. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 36
37 Exemplo: A Cia J4M2 adquiriu um equipamento novo em 10/03/2004, com tempo de vida útil estimado em 4 anos. Em 25/11/2006, a Cia J4M2 vendeu este equipamento, agora usado, para a empresa Kaprisma. Qual será a taxa anual de depreciação utilizada pela Cia. Kaprisma para o referido bem? Metade da Vida Útil do Equipamento = 2 anos O equipamento estaria totalmente depreciado em fevereiro de Tempo de Vida Útil Restante = 2 meses (11 e 12/2006) + 1 ano (2007) + 2 meses (01 e 02/2008) Tempo de Vida Útil Restante = 1 ano e 4 meses Portanto, prevalecerá o tempo de 2 anos Taxa de Depreciação Anual = 1/2 anos = 50% ao ano 7.3. Amortização De acordo com o art. 183, 2 o, b, da Lei das S.A., a amortização corresponde à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado. Lançamento: Despesas ou Encargos de Amortização (Despesa) a Amortização Acumulada (Ativo Não Circulante - Intangível - Retificadora) A taxa de amortização é função do número de exercícios sociais em que deverão ser usufruídos os benefícios das despesas diferidas. Utiliza-se o método linear (método de quotas constantes) para cálculo das taxas de amortização. Fundo de Comércio: é o que uma empresa tem de valor acima do seu patrimônio líquido avaliado a preço de mercado. Como sabemos, o Patrimônio Líquido de uma empresa é a diferença entre seus Ativos e seus Passivos Exigíveis. Contudo, o Patrimônio Líquido poderá estar expresso em "termos contábeis", ou seja, depender diretamente dos valores contabilizados para cada Ativo e para cada Passivo. Representa, então, o "goodwill", aquilo que um Patrimônio Líquido consegue ter de valor, se negociada a empresa como um todo, acima do que seria obtido com a negociação de cada Ativo, individualmente, a preços de mercado. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 37
38 Exemplo: Suponha que o Patrimônio Líquido da J4M2 seja de dois bilhões de reais. Contudo, caso a J4M2 fosse vendida, existiriam compradores interessados em pagar cinco bilhões de reais. Ou seja, a diferença entre o valor negociado e o Patrimônio Líquido, de três bilhões de reais, seria o "goodwill". Bens sujeitos à amortização: - Patentes de invenção, fórmulas e processos de fabricação, direitos autorais, licenças, autorizações ou concessões; Nota: As marcas serão amortizadas por quem adquiriu o direito de uso. As patentes serão amortizadas pelo prazo restante de proteção do direito de privilégio - Direitos sobre bens que, nos termos da lei ou contrato que regule a concessão de serviço público, devem reverter ao poder concedente, ao fim do prazo de concessão, sem indenização; - Custo de aquisição, prorrogação ou modificação de contratos e direitos de qualquer natureza, inclusive de exploração de fundo de comércio; - Custo das construções ou benfeitorias em bens locados ou arrendados, ou em bens de terceiros, quando não houver direito ao recebimento de seu valor em restituição. Nota: As benfeitorias em bens de terceiros somente se sujeitam à amortização caso sejam atendidas as seguintes condições cumulativas: - o contrato de locação, arrendamento ou cessão seja celebrado por prazo determinado; - não haja direito de indenização das benfeitorias edificadas por ocasião do término do prazo contratual estabelecido. Caso o contrato seja por prazo indeterminado, serão computados os encargos de depreciação. As benfeitorias em bens de terceiros são construções, restaurações, reformas em bens de propriedade de terceiros, recebidos pela empresa a título de locação ou empréstimo. Caso haja direito a restituição do valor gasto com as benfeitorias em imóveis de terceiros, elas devem ser registradas no ativo circulante ou no ativo não circulante realizável a longo prazo. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 38
39 Tempo utilizado no cálculo da amortização: - estabelecido em lei que regule os direitos do bem incorpóreo; - fixado no contrato por intermédio do qual foi adquirido o bem incorpóreo; e - decorrente da natureza do bem, quando sua existência ou duração seja limitada. Exemplo: A empresa J4M2 adquiriu uma patente de invenção em 01/10/2006 por R$ ,00, com duração de 10 anos. Taxa de Amortização Anual = 1/10 anos = 10% ao ano Amortização Anual = 10% x = R$ 5.000,00 Já caiu em prova! (TRT-18R-Analista Judiciário-Área Contabilidade FCC) A Cia. Maracanã efetuou uma benfeitoria em imóvel alugado de terceiros, cujo valor será revertido ao proprietário do imóvel no final do contrato de locação. O valor contábil da benfeitoria está assim demonstrado em seu balanço patrimonial levantado em : Custo da benfeitoria R$ ,00 (-) Amortização acumulada (R$ ,00) (=) Valor contábil R$ ,00 Sabendo que o contrato de locação é de 10 anos, pode-se concluir que, em relação a , o início da amortização ocorreu há (A) seis anos e quatro meses. (B) seis anos. (C) cinco anos e meio. (D) cinco anos e três meses. (E) quatro anos e meio. Contrato de Locação = 10 anos Taxa de Amortização = 1/10 anos = 10% ao ano Amortização Acumulada = Taxa x Período x Base de Cálculo = 10% x Período x Período = / = 5,5 anos A alternativa "c" é a correta. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 39
40 7.4. Exaustão Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios De acordo com o art. 183, 2 o, c, da Lei das S.A., a exaustão corresponde à perda de valor, decorrente de sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Lançamento: Despesas ou Encargos de Exaustão (Despesa) a Exaustão Acumulada (Ativo Não Circulante - Imobilizado - Retificadora) De acordo com a Lei das S.A., os bens aplicados na exploração de recursos minerais e florestais estão sujeitos à exaustão. A Legislação do Imposto de Renda estabeleceu que a quota de depreciação, registrável em cada período de apuração, dos bens aplicados exclusivamente nas minas, jazidas e florestas, cujo período de exploração total seja inferior ao tempo de vida útil desses bens, poderá ser determinada, opcionalmente, em função do prazo de concessão ou do contrato de exploração, ou ainda, do volume de produção de cada período de apuração e sua relação com a possança conhecida da mina ou dimensão da floresta explorada. - As máquinas e equipamentos de extração mineral ou florestal, opcionalmente, podem ser depreciados, ao invés de exauridos; - Somente se sujeitam à exaustão as minas que estejam sob regime de concessão. A exploração de recursos minerais sob a forma de arrendamento ou licenciamento não pode ser objeto de exaustão; Exaustão de Recursos Minerais Há dois métodos para o cálculo de exaustão de recursos minerais: Método 1: Exaustão em função do prazo de concessão (utilizado para fins fiscais) Exemplo: Custo da concessão = R$ ,00 Prazo da concessão = 20 anos Taxa de Exaustão Anual = 1/20 anos = 5% ao ano Despesa de Exaustão (anual) = 5% x = R$ ,00 Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 40
41 Método 2: Exaustão em função da relação entre a produção do período e a possança conhecida da mina (utilizado para fins contábeis) Exemplo: Custo da Concessão = R$ ,00 Possança Conhecida = m 3 Produção do Ano = m 3 Tempo Previsto para Esgotamento da Mina = m 3 /2.000 m 3 = 50 anos Taxa de Exaustão Anual = 2.000/ ou 1/50 anos = 2% ao ano Despesa de Exaustão Anual = 2% x = R$ 4.000,00 Se o prazo de concessão for menor que o prazo previsto para esgotamento dos recursos, a exaustão deverá ser calculada em função do prazo de concessão. Ou seja, no caso dos dois exemplos supracitados, deveria ser adotado o cálculo do método 1, pois o prazo de concessão (20 anos) é menor que o tempo previsto para esgotamento dos recursos (50 anos). Já caiu em prova! (Agente-Polícia Federal-2009-Cespe) Suponha que uma empresa mineradora tenha adquirido os direitos de exploração de uma mina por R$ 5 milhões, por meio de um contrato com cinco anos de vigência. Nesse caso, após dois anos de exploração, se tiverem sido extraídos 30% da possança da mina, o referido ativo, classificado no imobilizado, deverá estar avaliado no balanço da empresa por R$ 3 milhões. Método 1: Exaustão em função do prazo de concessão (utilizado para fins fiscais) Custo de aquisição da mina = Taxa anual de depreciação = 100% 5 anos = 20% ao ano Período = 2 anos Exaustão acumulada = 20% x 2 anos x = Valor Contábil da mina (na data do balanço) = Valor Contábil da mina (na data do balanço) = R$ Método 2: Exaustão em função da relação entre a produção do período e a possança conhecida da mina (utilizado para fins contábeis) Custo de aquisição da mina = Taxa anual de exaustão = 30% ^ 2 anos = 15% ao ano Período = 2 anos Exaustão acumulada = 15% x 2 anos x = Valor Contábil da mina (na data do balanço) = Valor Contábil da mina (na data do balanço) = R$ Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 41
42 Como o prazo de concessão (5 anos) é menor que o prazo previsto para o esgotamento da mina (6,67 anos), a exaustão deveria ser calculada em função do prazo de concessão. 0 erro da questão está na classificação na classificação dos "direitos de exploração de uma mina" que pertencem ao ativo não circulante intangível. O item está errado Exaustão de Recursos Florestais De acordo com o Regulamento do Imposto de Renda, só haverá exaustão de recursos florestais quando o esgotamento dos recursos estiver previsto para terminar antes do término do prazo contratual ou quando o prazo de exploração de recursos for indeterminado. Exploração de Recursos Florestais (hipóteses): 1 - Quando o prazo contratual for inferior ao período previsto para esgotamento dos recursos florestais, a perda de valor será contabilizada como amortização, e não como exaustão, pois antes do esgotamento dos recursos, o direito de exploração terá terminado; II - Quando o esgotamento dos recursos estiver previsto para ocorrer antes do fim do prazo contratual, a perda de valor será contabilizada como exaustão; III - Quando o prazo de exploração dos recursos florestais for indeterminado, a perda de valor será contabilizada como exaustão; e IV - Os projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos sujeitam-se à depreciação, calculada com base na vida útil estimada dos recursos florestais objeto da exploração. Já caiu em prova! (AFRFB-2009-Esaf) A diminuição do valor dos elementos do ativo será registrada periodicamente nas contas de: a) provisão para perdas prováveis, quando corresponder à perda por ajuste ao valor provável de realização, quando este for inferior. b) depreciação, quando corresponder à perda do valor de capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial. c) exaustão, quando corresponder à perda de valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. d) provisão para ajuste ao valor de mercado, quando corresponder à perda pelo ajuste do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for superior. e) amortização, quando corresponder à perda de valor, decorrente da exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 42
43 Análise das alternativas: a) provisão para perdas prováveis, quando corresponder à perda por ajuste ao valor provável de realização, quando este for inferior. De acordo com os incisos III e IV, do art. 183, da Lei n o 6.404/76: Art No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250 (investimentos avaliados pela Equivalência Patrimonial), pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; IV - os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior; A alternativa está CORRETA. Para as alternativas "b", "c" e "e": De acordo com o 2 o, do art. 183, da Lei n o 6.404/76: 2 o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei n , de 2009) a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência; b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado; c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. b) depreciação, quando corresponder à perda do valor de capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial. é amortização. A alternativa está INCORRETA. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 43
44 c) exaustão, quando corresponder à perda de valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. é depreciação. A alternativa está INCORRETA. e) amortização, quando corresponder à perda de valor, decorrente da exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. é exaustão. A alternativa está INCORRETA. d) provisão para ajuste ao valor de mercado, quando corresponder à perda pelo ajuste do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for superior. De acordo com os incisos III e IV, do art. 183, da Lei n o 6.404/76: II - os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior; A alternativa está INCORRETA. A alternativa "a" é a correta. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 44
45 7.5. Memorize para a Prova 1) Provisões em Geral: - atendem aos Princípios da Competência, Oportunidade e Prudência; - valores estimados que cobrem perdas prováveis ou representam a existência de exigibilidades, cujos montantes podem ser previamente conhecidos e/ou calculados; - são sempre contas de natureza CREDORA 2) Provisões do Ativo: contas redutoras do Ativo. Constituição da Provisão: Despesas com Provisão (Despesa) a Provisão (Ativo - Retificadora Passivo) Perda Consumada: Provisão (Ativo - Retificadora) a Conta com base na qual ela foi constituída (Ativo) Reversão da Provisão: Provisão (Ativo - Retificadora) a Reversão da Provisão (Receita) Exemplos: Provisão p/ Ajuste ao Valor de Mercado; Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa; Provisão p/ Perdas Prováveis na Realização de Investimentos. Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa - Critério das Perdas Prováveis: taxa sobre uma base de cálculo formada por um montante da conta "Duplicatas a Receber", desde que estejam relacionadas às atividades operacionais da empresa. 3) "Provisões" do Passivo: contas representativas de obrigações. Exemplos: - Provisão para o Imposto de Renda; - Provisão para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido; - Provisão para Décimo-Terceiro Salário; - Provisão para Férias; - Provisão para Contingências. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 45
46 4) Depreciação: - considerar, como despesa ou custo do período, uma parte do valor gasto na compra de bens de consumo durável utilizados nas atividades da empresa; - alcança bens materiais (tangíveis) classificados no Ativo Não Circulante Imobilizado e bens de renda classificados no subgrupo de Investimentos do Ativo Não Circulante, como no caso de imóvel alugado por uma empresa cuja atividade é o aluguel de imóveis. Para empresas que não possuem como atividade o aluguel de imóveis, o imóvel alugado será classificado no imobilizado; - o bem poderá ser depreciado a partir da data em que for instalado, colocado em serviço ou esteja em condições de produzir, independentemente do dia do mês, ou seja, conta-se o primeiro mês integralmente, qualquer que seja o dia; - Taxa de Depreciação = 1/Vida Útil do Bem; Lançamento: Despesas de Depreciação ou Encargos de Depreciação (Despesa) a Depreciação Acumulada (Ativo Não Circulante - Imobilizado - Retificadora) - Vedações à depreciação de acordo com a Legislação do Imposto de Renda: I - Terrenos, salvo em relação a benfeitorias e construções; II - Bens que aumentam de valor com o tempo, como antiguidades e obras de arte; III - Bens para os quais sejam registradas cotas de amortização ou exaustão; e IV - Bens móveis ou imóveis que não estejam intrinsecamente relacionados à produção ou comercialização de bens e serviços. - Valor Contábil do Bem: corresponde à diferença entre o custo de aquisição do bem e a depreciação acumulada. - Valor Residual: valor provável da realização do bem após ser totalmente depreciado. Custo de Aquisição do Bem (+) Gastos com instalação (+) Acréscimos Posteriores (-) Valor Residual Base de Cálculo da Depreciação Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 46
47 Métodos Mais Utilizados de Depreciação: Método das Quotas Constantes ou Método Linear ou Método da Linha Reta: depreciação acumulada é diretamente proporcional ao tempo. Método da Soma dos Dígitos ou Método de Cole (decrescente): I - Soma-se os algarismos que compõem o número de anos da vida útil do bem; II - Multiplica-se o valor a ser depreciado a cada ano pela fração cujo denominador é a soma calculada acima (subitem 1), e o numerador, para o primeiro ano, é o tempo de vida útil do bem (n), para o segundo ano é "n-1", para o terceiro ano é "n-2". Utiliza-se esta metodologia até o último ano de vida útil, quando o numerador será igual a 1. Tipos de Depreciação: - Depreciação Normal: turno de 8 horas diárias; - Depreciação Acelerada: mais de turno de 8 horas diárias; Turnos Coeficiente Coeficiente (Legislação Societária) (Legislação Fiscal) 1 turno (8 horas) 1,0 1,0 2 turnos (16 horas) 2,0 1,5 3 turnos (24 horas) 3,0 2,0 Bens Adquiridos Usados: a taxa anual de depreciação - o maior entre os seguintes prazos: I - Metade da vida útil do bem adquirido novo; e II - Restante da vida útil, considerada em relação à primeira instalação para utilização do bem. Edificações: o valor das edificações deve estar destacado do valor do custo de aquisição do terreno, admitindo-se o destaque baseado em laudo pericial. 5) Amortização Perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado. Lançamento: Despesas de Amortização ou Encargos de Amortização (Despesa) a Amortização Acumulada (Ativo Não Circulante - Intangível - Retificadora) Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 47
48 Bens sujeitos à amortização: - patentes de invenções, fórmulas e processos de fabricação, direitos autorais, licenças, autorizações ou concessões. - direitos sobre bens que, nos termos da lei ou contrato que regule a concessão de serviço público, devem reverter ao poder concedente, ao fim do prazo de concessão, sem indenização. - custo de aquisição, prorrogação ou modificação de contratos e direitos de qualquer natureza, inclusive exploração de fundo de comércio. - custo das construções ou benfeitorias em bens locados ou arrendados, ou em bens de terceiros, quando não houver direito ao recebimento de seu valor em restituição. 6)Exaustão Corresponde à perda de valor, decorrente de sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Lançamento: Despesas de Exaustão ou Encargos de Exaustão (Despesa) a Exaustão Acumulada (Ativo Não Circulante - Imobilizado - Retificadora) Exploração de recursos florestais: Primeira Hipótese: Prazo Contratual < Período previsto p/ esgotamento dos recursos florestais (amortização) Segunda Hipótese: Prazo Contratual > Período previsto p/ esgotamento dos recursos florestais (exaustão) Terceira Hipótese: Prazo indeterminado de exploração dos recursos (exaustão) Quarta Hipótese: Projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos (depreciação) Exploração de recursos minerais: sempre exaustão. Método 1 (fiscal): Exaustão em função do prazo de concessão Método 2(contábil): Exaustão em função da relação entre a produção do período e a possança conhecida da mina Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 48
49 Resolva a questão abaixo, que é referente a um assunto de aulas anteriores (resolução ao final da aula): (Fiscal da Receita Estadual-Amapá-2011-FGV) Analise as contas extraídas dos livros contábeis da Cia WFIL, apresentadas a seguir: Contas Ajustes de exercícios anteriores INSS a Recolher Reserva Legal Receita Diferida (exercícios futuros) Fornecedores* Ações em Tesouraria Provisões Fiscais* Reserva de Incentivos Fiscais Ajustes de avaliação patrimonial (Sd credor) Investimento em Ações Temporárias * Vencimento após o exercício subsequente. Saldos , , , , , , , , , ,00 A partir dos dados, pode-se afirmar que o total do Passivo Não-Circulante, de acordo com a Legislação Societária vigente, é de: (A) R$ ,00. (B) R$ ,00. (C) R$ ,00. (D) R$ ,00. (E) R$ ,00. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 49
50 7.6. Exercícios de Fixação 1.(Fiscal de Rendas-Rio de Janeiro-RJ-Esaf-2010) A Cia. das Máquinas S/A faz seus balanços considerando um exercício coincidente com o ano calendário. Nesse exercício, a conta Máquinas e Equipamentos apresenta um saldo devedor de R$ ,00. A empresa utiliza contabilização mensal dos encargos de depreciação e uma taxa anual de 12%, para os cálculos. Entre os equipamentos, R$ ,00 foram comprados em abril de 2008; R$ ,00 foram comprados em abril de 2009 e o restante, em agosto de Ao encerrar o ano de 2009, na Demonstração do Resultado do Exercício, os encargos de depreciação com esses equipamentos terão o valor de a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ ,00. 2.(Analista do Mercado de Capitais-CVM-2010-Esaf) A empresa ARPEC S/A, em 31 de dezembro de 2010, apresenta um saldo de R$ ,00 na conta Veículos. A conta Depreciação Acumulada, nessa data, já tinha saldo de R$ ,00, antes de se contabilizar os encargos do exercício. A vida útil econômica dos veículos foi estimada em cinco anos e o seu valor residual foi estimado em 5%, dispensando-se os centavos, após o arredondamento matemático. O método de cálculo da depreciação utilizado é o linear. Os veículos foram adquiridos e incorporados ao patrimônio, para uso, na forma como segue: em outubro de 2008 R$ ,00; em junho de 2009 R$ ,00; em abril de 2010 R$ ,00. Ao registrar na contabilidade os encargos de depreciação do exercício de 2010, a empresa vai encontrar o valor de a) R$ ,00 b) R$ ,00 c) R$ ,00 d) R$ ,00 e) R$ ,00 Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 50
51 3.(AFRFB-2009-Esaf) A firma comercial Alvorada Mineira Ltda. adquiriu um bem de uso por R$ 6.000,00, pagando uma entrada de 25% em dinheiro e financiando o restante em três parcelas mensais e iguais. A operação foi tributada com ICMS de 12%. Ao ser contabilizada a operação acima, o patrimônio da firma Alvorada evidenciará um aumento no ativo no valor de: a) R$ 6.720,00. b) R$ 4.500,00. c) R$ 5.220,00. d) R$ 5.280,00. e) R$ 3.780,00. 4.(ATRFB-2009-Esaf) A empresa Hélices Elíseas S.A. já tinha máquinas e equipamentos adquiridos em outubro de 2007, por R$ 8.000,00, quando comprou outra, em primeiro de abril de 2008, por R$ 6.000,00 e mais outra, por R$ ,00, em primeiro de outubro de Sabendo-se que a vida útil desses equipamentos é de apenas dez anos, podemos dizer que, no balanço de 31 de dezembro de 2008, o seu valor contábil será de a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ ,00. 5.(ATM-Natal/RN-2008-Esaf) A empresa Fastfood Ltda., com contas a receber no valor de R$ ,00, em , tinha também uma conta de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa com saldo remanescente de R$ ,00. No encerramento do exercício de 2007, mandou fazer nova provisão baseada numa estimativa de perdas de 3,5%, igual às perdas efetivas ocorridas no recebimento de créditos nos últimos três exercícios. Feitos os lançamentos cabíveis, a empresa levará ao resultado do exercício uma despesa provisionada de: a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ ,00. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 51
52 6.(ATM-Natal/RN-2008-Esaf) A empresa Meireles S.A., em , tem um saldo de R$ ,00 na conta Máquinas e Equipamentos, que já tem Depreciação Acumulada no valor de R$ ,00. A composição das máquinas é a seguinte: adquiridas até 2006: R$ ,00; adquiridas em abril de 2007: R$ ,00; adquiridas em abril de 2008: R$ ,00; e adquiridas em julho de 2008: R$ ,00. A vida útil das máquinas é estimada em 5 anos e a depreciação é contabilizada anualmente. Com base nessas informações, pode-se dizer que a despesa de depreciação, no exercício social de 2008, será de: a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ ,00. 7.(AFC-STN-Áres:Contábil-Financeira-2008-Esaf) A empresa Dúbias Cobranças S/A tinha créditos no valor de R$ ,00 em e de R$ ,00 em Durante o exercício de 2007, houve a baixa de perdas no valor de R$ 3.200,00, referente a créditos já existentes em 2006 e de R$ 1.100,00, referente a créditos de A conta provisão para créditos de liquidação duvidosa foi a balanço em 2006 com saldo de R$ 4.800,00 e deverá ir a balanço em 2007 com saldo equivalente a 3% dos créditos cabíveis. Após a contabilização dos ajustes para o balanço de 2007, pode-se dizer que essa empresa contabilizou, no exercício de 2007, perdas com créditos de liquidação duvidosa no valor de a) R$ 2.800,00. b) R$ 3.300,00. c) R$ 3.900,00. d) R$ 7.100,00. e) R$ 7.600,00. 8.(AFC-STN-Áres:Contábil-Financeira-2008-Esaf) Assinale abaixo a opção que contém uma afirmativa falsa. a) A quota de depreciação registrável na escrituração, como custo ou despesa operacional, será determinada mediante a aplicação da taxa anual de depreciação sobre o custo de aquisição dos bens depreciáveis. b) A quota anual de depreciação será ajustada proporcionalmente no caso de período-base com duração inferior a doze meses, e de bem acrescido ao ativo, ou dele baixado, no curso do período-base. c) A taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção de seus rendimentos. d) Será admitida quota de depreciação referente a prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus rendimentos ou destinados a revenda. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 52
53 e) Podem ser objeto de depreciação todos os bens sujeitos a desgaste pelo uso ou por causas naturais ou obsolescência normal, inclusive edifícios e construções e projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos. 9.(SUSEP-2006-Esaf) A empresa Comércio Limitado, tendo créditos a receber no valor de R$ ,00, em , e com experiência de perda efetiva no recebimento de itens dessa espécie, comprovada em 4% nos últimos três exercícios sociais, precisa mandar constituir uma provisão para devedores duvidosos, antes de elaborar o seu balanço anual. Considerando que, no livro Razão, já existe uma conta de provisão com essa finalidade, com saldo anterior de R$ 520,00, não utilizado, e que a empresa quer contabilizar o evento com um único lançamento no livro Diário, o Contador deverá mandar fazer na conta Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa um registro de a) R$ 1.280,00, a crédito. b) R$ 960,00, a crédito. c) R$ 760,00, a crédito. d) R$ 520,00, a débito. e) R$ 440,00, a débito. 10.(ENAP-Contador-2006-ESAF) A firma Dadivo S/A vendeu, por R$ ,00, a prazo, uma máquina usada. Referido equipamento fora comprado por R$ ,00, mas já estava depreciado em 30%. O lançamento adequado para contabilizar essa operação de venda deverá considerar o seguinte mecanismo de débito e crédito: a) débito de Contas a Receber crédito de Máquinas e Equipamentos b) débito de Contas a Receber crédito de Máquinas e Equipamentos crédito de Lucro na Alienação c) débito de Contas a Receber débito de Prejuízo na Alienação crédito de Máquinas e Equipamentos d) débito de Contas a Receber débito de Depreciação Acumulada crédito de Máquinas e Equipamentos crédito de Lucro na Alienação e) débito de Contas a Receber débito de Depreciação Acumulada crédito de Máquinas e Equipamentos crédito de Lucro na Alienação R$ ,00 R$ ,00. R$ ,00 R$ ,00 R$ 8.600,00. R$ ,00 R$ 4.000,00 R$ ,00. R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ 7.400,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ 8.600,00 R$ ,00. R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 53
54 11.(IRB-2006-Esaf) A empresa Domesticação Ltda., utiliza duas máquinas em seu processo produtivo, sendo uma de sua propriedade, no valor de R$ ,00, e outra, no valor de R$ 8.000,00, locada de Ferragens S/A, a R$ 250,00 por mês. Ambas as máquinas têm vida útil estimada em dez anos. Em manutenção mensal essas máquinas consomem despesas fixas de R$ 100,00 cada uma, sendo que, em 31 de dezembro de 2005, já havia sido paga a manutenção dos meses de janeiro e fevereiro de 2006, ao contrário do aluguel que só fora pago até o mês de outubro de Em decorrência dos fatos informados, cuja ocorrência verificou-se durante o ano inteiro, e em observância aos princípios contábeis de Competência e da Entidade, essa empresa deverá apresentar despesas no valor de a) R$ 5.200,00. b) R$ 6.300,00. c) R$ 6.400,00. d) R$ 6.640,00. e) R$ 7.200, (TRF-2006-Esaf) Uma máquina de uso próprio, depreciável, adquirida por R$15.000,00 em março de 1999 e instalada no mesmo dia com previsão de vida útil de dez anos e valor residual de 20%, por quanto poderá ser vendida no mês de setembro de 2006, sem causar ganhos nem perdas contábeis? Referido bem, nas condições acima indicadas e sem considerar implicações de ordem tributária ou fiscal, poderá ser vendido por a) R$ 5.900,00. b) R$ 5.400,00. c) R$ 3.900,00. d) R$ 3.625,00. e) R$ 3.000, (ENAP-Contador-2006-Esaf) A empresa Sem Mércio S/A, em 2005, mantinha a conta Máquinas e Equipamentos representando três máquinas em utilização na empresa. A primeira delas, máquina Alfa, foi adquirida por R$ 6.000,00 e tem vida útil de 8 anos, iniciada em agosto de A segunda, máquina Beta, foi adquirida por R$ 4.000,00 e tem vida útil de 10 anos, iniciada em abril de A terceira, máquina Celta, também com vida útil de 10 anos, iniciada em outubro de 2004, foi adquirida por R$ ,00. A empresa faz a apropriação das despesas com desgaste dos bens em lançamentos anuais, pelo método da linha reta. Sobre a máquina Celta é mantido um valor residual de 15% de seu custo histórico, visando a uma possível reintegração, enquanto que a máquina Alfa foi baixada do ativo imobilizado, por alienação. Ao elaborar as demonstrações relativas ao exercício de 2005, encerrado em 31 de dezembro, a Contabilidade apresentou depreciação acumulada no valor de Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 54
55 a) R$ 4.725,00. b) R$ 3.662,50. c) R$ 2.350,00. d) R$ 2.262,50. e) R$ 2.162,50. Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios 14.(IRB-2006-Esaf) Possuindo, há três anos e meio, uma máquina comprada por R$ ,00 e depreciada com base linear em vida útil de 5 anos e valor residual de 20%, a empresa Onetwoelen S/A, promoveu sua alienação, a prazo, logrando obter margem bruta de lucro de 25%. Observando as informações acima, pode-se dizer que a empresa obteve, nesta operação de venda, um lucro no valor de a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ 9.600,00. e) R$ 7.200, (IRB-2006-Esaf) A empresa Almeiderson S/A adquiriu por R$ ,00 um equipamento industrial que, em junho de 2002, incorporou a seu ativo imobilizado, estimando sua vida útil em dez anos, desde que sobrasse um valor residual de 20% do custo de aquisição. Se a empresa utiliza o método da linha reta para depreciar tal equipamento, em 31 de dezembro de 2005 ele deverá apresentar valor contábil de a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ , (Contador Júnior-Companhia Potiguar de Gás-2006-FGV) Determinada empresa mercantil vendeu mercadorias a prazo (por $ ,00) para diversos clientes, durante o mês de julho/2006. Essas duplicatas vencem em janeiro/2007. Considerando que o departamento financeiro estima que a probabilidade de esses clientes não honrarem suas dívidas seja de 10%, determine o valor e a classificação da Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD). (a) Deve-se contabilizar a PCLD no valor de $ ,00, como retificadora do Ativo Circulante. (b) Não se deve contabilizar a PCLD, porque 10% não são relevantes. (c) Não se deve contabilizar a PCLD, porque não é mais dedutível do Imposto de Renda. (d) Deve-se contabilizar a PCLD no valor de $ ,00, sendo $ 5.000,00 como retificadora do Ativo Circulante e $ 5.000,00 como retificadora do Realizável a Longo Prazo. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 55
56 (e) Deve-se contabilizar a PCLD no valor de $ ,00, como retificadora do Realizável a Longo Prazo. 17.(Analista Legislativo-Contabilidade-Senado-2008-FGV) A Companhia Z apresentava os seguintes saldos das contas patrimoniais em 31/12/X0: Caixa: ; Provisão para Riscos de Contingências: ; Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: ; Contas a Receber ; Reserva de Lucros: ; Contas a pagar: ; Estoques: ; Despesas Antecipadas: Considerando que todas as contas serão realizadas dentro de um ano, o valor do Ativo Circulante, em 31/12/X0, é de: (A) (B) (C) (D) (E) (Fiscal de Rendas-RJ-2007-FGV) Josefa, Josefina e Josenalva constituíram a empresa Netositter S/A, dedicada à prestação de serviços de babysitter. Entre outros ativos, a empresa tinha um veículo que era utilizado para o transporte das babás, o qual fora adquirido por R$ ,00. No último balanço patrimonial, apurado em 31/12/2006, o saldo da conta Depreciação Acumulada desse veículo já evidenciava o valor de R$ ,00. Na respectiva Nota Explicativa, constava que tal ativo tinha sua vida útil original estimada em 5 anos, ao final do qual se esperava valor residual de R$ 9.000,00. Em 01/10/2007, tal veículo foi vendido por R$ ,00. Ignorando-se qualquer tributo, a classificação e o valor do resultado auferido com a venda do veículo são, respectivamente: (a) operacional, R$ 1.350,00. (b) operacional, R$ 2.700,00. (c) operacional, R$ 5.700,00. (d) não-operacional, R$ 1.350,00. (e) não-operacional, R$ 2.700,00. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 56
57 19.(Fiscal de Rendas-RJ-2010-FGV) A Cia Barra Mansa apresentava os seguintes dados em relação ao seu Ativo Imobilizado: equipamentos - custo R$10.000,00. Esses ativos entraram em operação em e têm vida útil estimada em 5 anos, sendo depreciados pelo método linear. No início de 2010, a empresa procedeu a uma revisão dos valores, conforme previsto no CPC 27, aprovado pelo CFC. Assim, constatou as seguintes informações: Valor Justo R$ 4.500,00. Valor Residual R$ 4.800,00. Analisando as informações citadas, assinale a alternativa que indique corretamente o tratamento contábil a ser seguido, a partir de (A) A empresa deve manter a despesa de depreciação de R$ 2.000,00 ao ano. (B) A empresa deve acelerar a despesa de depreciação uma vez que o valor residual aumentou. (C) A empresa deve suspender a despesa de depreciação uma vez que o valor residual está maior que o valor contábil. (D) A empresa deve suspender a despesa de depreciação uma vez que o valor justo está maior que o valor contábil. (E) A empresa deve acelerar a despesa de depreciação uma vez que o valor justo aumentou. 20.(Técnico de Contabilidade-Petrobras-2008-Cesgranrio) A Usina Cana Doce Ltda. adquiriu um trator, com vida útil estimada em 4 anos, em , por R$ ,00. Sabendo-se que o trator começou a ser utilizado no dia seguinte, e que não foi determinado nenhum valor residual, o total da depreciação do trator, lançado no exercício de 2007, encerrado em 31 de dezembro, em reais, foi (A) ,00 (B) ,00 (C) ,00 (D) ,00 (E) ,00 21.(Técnico de Contabilidade-Petrobras-2008-Cesgranrio)Dentre os itens abaixo, qual deve sofrer amortização? (A) Obras civis (B) Obras de arte (C) Ferramentas (D) Direito de exploração (E) Direitos sobre recursos naturais Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 57
58 22.(Técnico em Contabilidade-ANP-2008-Cesgranrio) Ramos & Ramos Ltda., empresa varejista de hortifrutigranjeiros, em geral, comprou por R$ ,00 um veículo para fazer a entrega de suas mercadorias aos clientes. Passados 5 anos da aquisição, com o veículo totalmente depreciado, a empresa deve (a) arbitrar internamente um novo valor para o veículo e fazer a depreciação. (b) manter o veículo no Ativo Permanente, com o valor simbólico de R$ 1,00. (c) dar baixa no veículo, por estar totalmente depreciado. (d) dar baixa no veículo somente quando ele for vendido. (e) baixar o veículo quando este for tirado de circulação. 23.(Técnico em Contabilidade-Ceb-2010-Funiversa) Assinale a alternativa que apresenta o valor da depreciação acumulada em 31 de dezembro de 2009, de um veículo adquirido em 1. de julho de 2008, por R$ ,00, desprezando-se os centavos. (A) R$ (B) R$ (C) R$ (D) R$ (E) R$ (Ciências Contábeis-Oficial Técnico de Inteligência-Abin Cespe) No caso de existir um contrato oneroso, isto é, um contrato que não pode ser cancelado sem se pagar compensação a outra parte, a obrigação contábil será reconhecida e mensurada como provisão no passivo. 25.(Analista de Contabilidade-Perito-Cargo 9-Ministério Público da União-2010-Cespe) A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível da companhia deve ser registrada periodicamente nas contas de depreciação, de amortização ou de exaustão, sendo vedada qualquer alteração nos critérios utilizados para a determinação da vida útil econômica estimada do bem e para o cálculo da redução de valor a contabilizar. 26.(Técnico Científico-Contabilidade-Banco da Amazônia-2009-Cespe) Uma empresa que apure o resultado e levante balanço em 30 de junho, mas pague a primeira parcela do décimo terceiro salário até essa data, deverá ter representada em seu balanço uma provisão para o décimo terceiro salário correspondente a seis doze avos do valor bruto da folha de pagamento acrescido dos encargos sociais respectivos. 27.(Auditor-FUB-2009-Cespe) As perdas prováveis na realização de valores ativos e a diminuição de importâncias que exprimam bens imobilizados, sejam tangíveis ou intangíveis, devem ser posicionadas como elementos de retificação no momento em que se elaboram e se apresentam as demonstrações financeiras. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 58
59 (Ministério Público de Roraima-Contador-2008-CESPE) 28. O registro da reversão da provisão para desvalorização de estoques proporciona acréscimo ao resultado do exercício e débito no ativo circulante. Julgue os itens a seguir, relativos ao reflexo do registro das operações de uma empresa em seu patrimônio. 29. A reversão da provisão para perda de investimentos proporciona aumento na conta de investimentos, vinculada à provisão, e acréscimo ao resultado do exercício do período. 30. O registro da provisão para créditos de liquidação duvidosa reduz o valor do ativo, circulante ou realizável em longo prazo. Como conta retificadora de ativo, o saldo dessa provisão é credor, e sua contrapartida é em conta de resultado do exercício. (STF-Contador-2008-CESPE) A respeito da constituição das provisões e dos seus reflexos na estrutura patrimonial, julgue os itens a seguir. 31. O registro da provisão para desvalorização de estoques reduz tanto o capital circulante líquido como o resultado do exercício. 32. O registro da provisão para contingências judiciais aumenta o capital circulante líquido e reduz o resultado do exercício. O pagamento das provisões já contabilizadas não afetará o capital circulante líquido. 33. O registro da provisão para perda de investimentos afetará o saldo do ativo permanente e também o saldo do resultado do exercício de maneira negativa. O registro da perda de investimentos provisionada será a débito da provisão para perda de investimentos e a crédito da conta de investimento. (TST-Contador-2008-Cespe) 34. Na hipótese de ser provável uma perda resultante de processo trabalhista, a empresa deverá constituir provisão para as contingências, se o valor for conhecido, ou reserva de contingência, se o valor for calculável. 35. Suponha que uma empresa constituía provisão para créditos de liquidação duvidosa regularmente à base de 3% sobre o saldo das contas a receber. Com o aumento da inadimplência no setor, resolveu aumentar esse percentual para 5%. Nesse caso, o contador da empresa procederá corretamente se lançar a diferença de 2% como ajuste de exercícios anteriores por mudança de critério contábil. 36. (ACE-MDIC-2008-Cespe) Caso um bem do ativo imobilizado, adquirido e registrado por R$ ,00, já tiver acumulado uma depreciação correspondente a 40% de sua vida útil, nessa ocasião, a venda à vista desse bem por R$ ,00 caracterizará um fato contábil misto diminutivo. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 59
60 37. (Serpro-Gestão Financeira-2008-Cespe) O registro da depreciação das máquinas utilizadas em processo produtivo de empresas que possuem sistemas contábeis integrados deve ser feito a débito da despesa de depreciação e a crédito de depreciação acumulada e não exerce influência na margem bruta da empresa. GABARITO: 1 - D 26 - Errado 2 - C 27 - Certo 3 - B 28 - Certo 4 - B 29 - Errado 5 - A 30 - Certo 6 - D 31 - Certo 7 - A 32 - Errado 8 - D 33 - Certo 9 - C 34 - Errado 10 - E 35 - Errado 11 - C 36 - Certo 12 - A 37 - Errado 13 - E 14 - A 15 - C 16 - A 17 - A 18 - D 19 - C 20 - D 21 - D 22 - E 23 - B 24 - Certo 25 - Errado Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 60
61 7.7. Resolução dos Exercícios de Fixação 1.(Fiscal de Rendas-Rio de Janeiro-RJ-Esaf-2010) A Cia. das Máquinas S/A faz seus balanços considerando um exercício coincidente com o ano calendário. Nesse exercício, a conta Máquinas e Equipamentos apresenta um saldo devedor de R$ ,00. A empresa utiliza contabilização mensal dos encargos de depreciação e uma taxa anual de 12%, para os cálculos. Entre os equipamentos, R$ ,00 foram comprados em abril de 2008; R$ ,00 foram comprados em abril de 2009 e o restante, em agosto de Ao encerrar o ano de 2009, na Demonstração do Resultado do Exercício, os encargos de depreciação com esses equipamentos terão o valor de a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ ,00. Resolução Exercício coincidente com o ano calendário Máquinas e Equipamentos = R$ ,00 Comprados em abril de 2008 = R$ ,00 Comprados em abril de 2009 = R$ ,00 Comprados em agosto de 2009 = Comprados em agosto de 2009 = R$ ,00 Taxa anual de depreciação = 12% Atenção! A questão pergunta sobre os encargos de depreciação (conta de despesa) em 2009 e não sobre a depreciação acumulada (conta patrimonial). Vamos aos cálculos: I - Equipamentos comprados em abril de 2008: Período = de janeiro de 2009 a dezembro de 2009 = 1 ano Encargos de Depreciação = Taxa x Período x Base de Cálculo Encargos de Depreciação = 12% x 1 ano x = II - Equipamentos comprados em abril de 2009: Período = de abril de 2009 a dezembro de 2009 = 9 meses Período = 9 meses/12 meses = 3/4 ano Encargos de Depreciação = Taxa x Período x Base de Cálculo Encargos de Depreciação = 12% x 3/4 ano x = Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 61
62 III - Equipamentos comprados em agosto de 2009: Período = de agosto de 2009 a dezembro de 2009 = 5 meses Período = 5 meses/12 meses = 5/12 ano Encargos de Depreciação = Taxa x Período x Base de Cálculo Encargos de Depreciação = 12% x 5/12 ano x = Total de Encargos de Depreciação (2009) = Total de Encargos de Depreciação (2009) = R$ ,00 GABARITO: D 2.(Analista do Mercado de Capitais-CVM-2010-Esaf) A empresa ARPEC S/A, em 31 de dezembro de 2010, apresenta um saldo de R$ ,00 na conta Veículos. A conta Depreciação Acumulada, nessa data, já tinha saldo de R$ ,00, antes de se contabilizar os encargos do exercício. A vida útil econômica dos veículos foi estimada em cinco anos e o seu valor residual foi estimado em 5%, dispensando-se os centavos, após o arredondamento matemático. O método de cálculo da depreciação utilizado é o linear. Os veículos foram adquiridos e incorporados ao patrimônio, para uso, na forma como segue: em outubro de 2008 R$ ,00; em junho de 2009 R$ ,00; em abril de 2010 R$ ,00. Ao registrar na contabilidade os encargos de depreciação do exercício de 2010, a empresa vai encontrar o valor de a) R$ ,00 b) R$ ,00 c) R$ ,00 d) R$ ,00 e) R$ ,00 Resolução Veículos = Valor Residual Estimado = 5% Valor Depreciável dos Veículos = % x Valor Depreciável dos Veículos = ,50 = (desprezando-se os centavos) O valor depreciável corresponde justamente aos valores informados para os veículos: Veículo 1 = Veículo 2 = Veículo 3 = Soma = = Ou seja, o valor informado já é o valor depreciável. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 62
63 A depreciação acumulada em 31/12/2010 era: Depreciação Acumulada = (encargos contabilizados até 31/12/2009) Período: Veículo 1 (adquirido em outubro de 2008) = 2 anos e 3 meses Veículo 2 (adquirido em junho de 2009) = 1 ano e 7 meses Veículo 3 (adquirido em abril de 2010) = 9 meses Cálculo dos encargos de depreciação em 2010: Taxa de depreciação anual = 1/5 anos = 20% ao ano I - Veículo adquirido em outubro de 2008: Depreciação = 20% x 1 ano x ' Depreciação = 20% x = II - Veículo adquirido em junho de 2009: Depreciação = 20% x 1 ano x Depreciação = 20% x = III - Veículo adquirido em abril de 2010: Período = de abril a dezembro = 9 meses = 9 meses/12 meses = 3/4 ano Depreciação = 20% x 3/4 ano x Depreciação = 20% x 3/4 x = Encargos de Depreciação (2010) = = GABARITO: C 3.(AFRFB-2009-Esaf) A firma comercial Alvorada Mineira Ltda. adquiriu um bem de uso por R$ 6.000,00, pagando uma entrada de 25% em dinheiro e financiando o restante em três parcelas mensais e iguais. A operação foi tributada com ICMS de 12%. Ao ser contabilizada a operação acima, o patrimônio da firma Alvorada evidenciará um aumento no ativo no valor de: a) R$ 6.720,00. b) R$ 4.500,00. c) R$ 5.220,00. d) R$ 5.280,00. e) R$ 3.780,00. Resolução Bem de uso = Entrada = 25% x = Financiamento = (três parcelas mensais e iguais) ICMS = 12% (imposto por dentro já está embutido no preço) Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 63
64 Como é bem de uso, o ICMS não será recuperado: Lançamento: Bem de Uso (ANC) a Diversos a Caixa (Ativo Circulante) a Financiamento a Pagar (Passivo Circulante) Aumento no Ativo Bem de Uso débito na conta "Bem de Uso" (-) Pagamento à vista (1.500) crédito na conta "Caixa" Aumento do Ativo GABARITO: B 4.(ATRFB-2009-Esaf) A empresa Hélices Elíseas S.A. já tinha máquinas e equipamentos adquiridos em outubro de 2007, por R$ 8.000,00, quando comprou outra, em primeiro de abril de 2008, por R$ 6.000,00 e mais outra, por R$ ,00, em primeiro de outubro de Sabendo-se que a vida útil desses equipamentos é de apenas dez anos, podemos dizer que, no balanço de 31 de dezembro de 2008, o seu valor contábil será de a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ ,00. Resolução Máquinas e Equipamentos (adquiridos em outubro de 2007) = Compra da Máquina 1 = (abril/2008) Compra da Máquina 2 = (outubro/2008) Vida Útil = 10 anos Taxa de Depreciação = 1/10 = 10% ao ano I - Cálculo do valor contábil das maquinas adquiridas em outubro de 2007, no balanço de 31/12/2008: Depreciação Acumulada = Taxa x Período x Base de Cálculo Taxa = 10% ao ano Período = de outubro/2007 a dezembro/2008 = 1 ano e 3 meses Período = 1 ano + 3/12 ano = 1,25 ano Base de Cálculo = Depreciação Acumulada = 10% x 1,25 x = Valor Contábil (Máquinas e Eqptos) = Custo de Aquisição - Dep. Acumulada Valor Contábil (Máquinas e Eqptos) = = Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 64
65 II - Cálculo do valor contábil das maquinas adquiridas em abril de 2008, no balanço de 31/12/2008: Depreciação Acumulada = Taxa x Período x Base de Cálculo Taxa = 10% ao ano Período = de abril/2008 a dezembro/2008 = 9 meses = 9/12 = 3/4 = 0,75 ano Base de Cálculo = Depreciação Acumulada = 10% x 0,75 x = 450 Valor Contábil (Máquina 1) = Custo de Aquisição - Dep. Acumulada Valor Contábil (Máquina 1) = = III - Cálculo do valor contábil das maquinas adquiridas em outubro de 2008, no balanço de 31/12/2008: Depreciação Acumulada = Taxa x Período x Base de Cálculo Taxa = 10% ao ano Período = de outubro/2008 a dezembro/2008 = 3 meses = 3/12 = 0,25 ano Base de Cálculo = Depreciação Acumulada = 10% x 0,25 x = 250 Valor Contábil (Máquina 2) = Custo de Aquisição - Dep. Acumulada Valor Contábil (Máquina 2) = = IV - Valor contábil total: Valor Contábil (Máquinas e Eqptos) Valor Contábil (Máquina 1) Valor Contábil (Máquina 2) Valor Contábil Total GABARITO: B 5.(ATM-Natal/RN-2008-Esaf) A empresa Fastfood Ltda., com contas a receber no valor de R$ ,00, em , tinha também uma conta de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa com saldo remanescente de R$ ,00. No encerramento do exercício de 2007, mandou fazer nova provisão baseada numa estimativa de perdas de 3,5%, igual às perdas efetivas ocorridas no recebimento de créditos nos últimos três exercícios. Feitos os lançamentos cabíveis, a empresa levará ao resultado do exercício uma despesa provisionada de: a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ ,00. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 65
66 Resolução Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios Contas a Receber = Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (31/12/2007) = Provisão para 2008: 3,5% Despesas com Provisões = 3,5% x = Despesas com Provisões = GABARITO: A 6.(ATM-Natal/RN-2008-Esaf) A empresa Meireles S.A., em , tem um saldo de R$ ,00 na conta Máquinas e Equipamentos, que já tem Depreciação Acumulada no valor de R$ ,00. A composição das máquinas é a seguinte: adquiridas até 2006: R$ ,00; adquiridas em abril de 2007: R$ ,00; adquiridas em abril de 2008: R$ ,00; e adquiridas em julho de 2008: R$ ,00. A vida útil das máquinas é estimada em 5 anos e a depreciação é contabilizada anualmente. Com base nessas informações, pode-se dizer que a despesa de depreciação, no exercício social de 2008, será de: a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ ,00. Resolução Máquinas e Equipamentos = Depreciação Acumulada = Máquinas adquiridas em 2006 = Máquinas adquiridas em abril de 2007 = Máquinas adquiridas em abril de 2008 = (nove meses até 31/12/2008) Máquinas adquiridas em julho de 2007 = (seis meses até 31/12/2008) Vida Útil das Máquinas = 5 anos Taxa de Depreciação = 1/5 anos = 20% ao ano Depreciação contabilizada anualmente I - Cálculo da despesa com depreciação em 31/12/2008: I.1 - Máquinas adquiridas até dezembro/2007 Máquinas adquiridas até dezembro/2007 = = Despesas com Depreciação em 2008 (1) = x 20% = Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 66
67 I.2 - Máquinas adquiridas em 2008: Despesas com Depreciação em 2008 (2) = 20% x 9/12 meses x % x 6/12 meses x Despesas com Depreciação em 2008 (2) = = Despesas com Depreciação em 2008 = = GABARITO: D 7.(AFC-STN-Áres:Contábil-Financeira-2008-Esaf) A empresa Dúbias Cobranças S/A tinha créditos no valor de R$ ,00 em e de R$ ,00 em Durante o exercício de 2007, houve a baixa de perdas no valor de R$ 3.200,00, referente a créditos já existentes em 2006 e de R$ 1.100,00, referente a créditos de A conta provisão para créditos de liquidação duvidosa foi a balanço em 2006 com saldo de R$ 4.800,00 e deverá ir a balanço em 2007 com saldo equivalente a 3% dos créditos cabíveis. Após a contabilização dos ajustes para o balanço de 2007, pode-se dizer que essa empresa contabilizou, no exercício de 2007, perdas com créditos de liquidação duvidosa no valor de a) R$ 2.800,00. b) R$ 3.300,00. c) R$ 3.900,00. d) R$ 7.100,00. e) R$ 7.600,00. Resolução Constituição da Provisão: Despesa com Provisão (Despesa) a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante - Retif.) Perda Consumada: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante - Retif.) a Duplicatas a Receber (Ativo Circulante) Reversão da Provisão: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante - Retif.) a Reversão de Provisão (Receita) Vamos à resolução da questão: Duplicatas a Receber = (31/12/2006) PDD (31/12/2006) = (3% dos créditos) Baixa por perdas de créditos de 2006 em 2007 = PDD a Duplicatas a Receber Saldo de PDD (31/12/2007) = = Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 67
68 Baixa por perdas de créditos de 2007 em 2007 = => repare que, se as perdas são do próprio exercício, ou seja, são referentes a créditos que não fazia parte do saldo final de Duplicatas a Receber em 2006, devem ser consideradas diretamente como despesa, pois não houve provisão para estas perdas. Perdas com Clientes a Duplicatas a Receber.100 Duplicatas a Receber = (31/12/2007) PDD (31/12/2007) = 3% x = Constituição de PDD = (+) Perdas com Clientes (2007) Perdas com Créditos de Liq. Duvidosa GABARITO: A 8.(AFC-STN-Áres:Contábil-Financeira-2008-Esaf) Assinale abaixo a opção que contém uma afirmativa falsa. a) A quota de depreciação registrável na escrituração, como custo ou despesa operacional, será determinada mediante a aplicação da taxa anual de depreciação sobre o custo de aquisição dos bens depreciáveis. b) A quota anual de depreciação será ajustada proporcionalmente no caso de período-base com duração inferior a doze meses, e de bem acrescido ao ativo, ou dele baixado, no curso do período-base. c) A taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção de seus rendimentos. d) Será admitida quota de depreciação referente a prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus rendimentos ou destinados a revenda. e) Podem ser objeto de depreciação todos os bens sujeitos a desgaste pelo uso ou por causas naturais ou obsolescência normal, inclusive edifícios e construções e projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos. Resolução a) A quota de depreciação registrável na escrituração, como custo ou despesa operacional, será determinada mediante a aplicação da taxa anual de depreciação sobre o custo de aquisição dos bens depreciáveis. Cálculo da Depreciação Anual: Depreciação = Taxa x Custo de Aquisição dos Bens Depreciáveis Encargos de Depreciação (Custo ou Despesa Operacional) a Depreciação Acumulada A alternativa está CORRETA. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 68
69 b) A quota anual de depreciação será ajustada proporcionalmente no caso de período-base com duração inferior a doze meses, e de bem acrescido ao ativo, ou dele baixado, no curso do período-base. Período com duração inferior a doze meses: Depreciação = Taxa Anual x Período x Custo de Aquisição Período = Número de Meses/12 meses Exemplo: Um bem comprado e utilizado a partir de setembro de 2005 terá o seguinte período: Período = 4 meses (de setembro a dezembro)/12 meses = 1/3 do ano A alternativa está CORRETA. c) A taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção de seus rendimentos. A taxa anual de depreciação é fixada em função da vida útil do bem, ou seja, do prazo durante o qual se possa esperar utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção de seus rendimentos. A alternativa está CORRETA. d) Será admitida quota de depreciação referente a prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus rendimentos ou destinados a revenda. Não é admitida quota de depreciação referente a prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus rendimentos ou destinados a revenda. A alternativa está INCORRETA. e) Podem ser objeto de depreciação todos os bens sujeitos a desgaste pelo uso ou por causas naturais ou obsolescência normal, inclusive edifícios e construções e projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos. Os projetos florestais destinados à exploração dos respectivos frutos sujeitam-se à depreciação, calculada com base na vida útil estimada dos recursos florestais objeto da exploração. A alternativa está CORRETA. GABARITO: D 9.(SUSEP-2006-Esaf) A empresa Comércio Limitado, tendo créditos a receber no valor de R$ ,00, em , e com experiência de perda efetiva no recebimento de itens dessa espécie, comprovada em 4% nos últimos três exercícios sociais, precisa mandar constituir uma provisão para devedores duvidosos, antes de elaborar o seu balanço anual. Considerando que, no livro Razão, já existe uma conta de provisão com essa finalidade, com saldo anterior de R$ 520,00, não utilizado, e que a empresa quer contabilizar o evento com um único lançamento no livro Diário, o Contador deverá mandar fazer na conta Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa um registro de Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 69
70 a) R$ 1.280,00, a crédito. b) R$ 960,00, a crédito. c) R$ 760,00, a crédito. d) R$ 520,00, a débito. e) R$ 440,00, a débito. Resolução Duplicatas a Receber = R$ ,00, em ; Experiência de perda efetiva no recebimento de itens dessa espécie = 4% nos últimos três exercícios sociais; Provisão para devedores duvidosos (saldo anterior) = R$ 520,00 A empresa quer contabilizar o evento com um único lançamento no livro Diário I - Cálculo da Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa = 4% x = II - Lançamento da diferença entre o saldo anterior = = 760 Despesas com Provisões a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 760 Logo, houve um crédito na conta de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa de R$ 760,00. GABARITO: C 10.(ENAP-Contador-2006-ESAF) A firma Dadivo S/A vendeu, por R$ ,00, a prazo, uma máquina usada. Referido equipamento fora comprado por R$ ,00, mas já estava depreciado em 30%. O lançamento adequado para contabilizar essa operação de venda deverá considerar o seguinte mecanismo de débito e crédito: a) débito de Contas a Receber crédito de Máquinas e Equipamentos b) débito de Contas a Receber crédito de Máquinas e Equipamentos crédito de Lucro na Alienação c) débito de Contas a Receber débito de Prejuízo na Alienação crédito de Máquinas e Equipamentos d) débito de Contas a Receber débito de Depreciação Acumulada crédito de Máquinas e Equipamentos crédito de Lucro na Alienação R$ ,00 R$ ,00. R$ ,00 R$ ,00 R$ 8.600,00. R$ ,00 R$ 4.000,00 R$ ,00. R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ 7.400,00 R$ ,00. R$ ,00 Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 70
71 e) débito de Contas a Receber R$ ,00 débito de Depreciação Acumulada R$ ,00 R$ ,00 crédito de Máquinas e Equipamentos R$ ,00 crédito de Lucro na Alienação R$ 8.600,00 R$ ,00. Resolução Empresa: Dadivo S/A Valor da Venda a prazo de Máquina Usada = R$ ,00 Valor de Aquisição da Máquina = R$ ,00 Depreciação Acumulada = 30% I - Cálculo da Depreciação Acumulada: Depreciação Acumulada = 30% x = II - Dados Iniciais: III - Determinação do Valor Contábil do Bem: Depreciação Acumulada (Ativo Não Circulante - Imobilizado - Retificadora) a Máquina (ANC - Imobilizado) Logo, o valor contábil do bem é igual a R$ ,00. IV - Lançamento da Operação de Venda: 1. Conta a Receber (Ativo Circulante) a Receita na Alienação (Receita - Conta de Resultado) Receita na Alienação a Lucro/Prejuízo na Alienação (Conta de Resultado) Lucro/Prejuízo na Alienação (Conta de Resultado) a Máquinas (ANC - Imobilizado) Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 71
72 Como a conta Lucro/Prejuízo na Alienação ficou, após a venda da máquina usada, com um saldo credo r de R$ 8.600,00, houve um Ganho de Capital (Valor da Alienação maior que o Valor Contábil do Bem) - Outras Receitas. O Lançamento consolidado de toda a operação, sem a utilização da conta Receita na Alienação, seria o seguinte: Depreciação Acumulada (ANC - Imobilizado - Conta Retificadora) a Máquina (ANC - Imobilizado) Conta a Receber (Ativo Circulante) a Lucro na Alienação (Conta de Resultado) Lucro na Alienação (Conta de Resultado) a Máquinas (ANC - Imobilizado) Ou seja, haveria os seguintes débitos e créditos: débito de Contas a Receber R$ ,00 débito de Depreciação Acumulada R$ ,00 R$ ,00 crédito de Máquinas ( ) R$ ,00 crédito de Lucro Alien. ( ) R$ 8.600,00 R$ ,00 GABARITO: E 11.(IRB-2006-Esaf) A empresa Domesticação Ltda., utiliza duas máquinas em seu processo produtivo, sendo uma de sua propriedade, no valor de R$ ,00, e outra, no valor de R$ 8.000,00, locada de Ferragens S/A, a R$ 250,00 por mês. Ambas as máquinas têm vida útil estimada em dez anos. Em manutenção mensal essas máquinas consomem despesas fixas de R$ 100,00 cada uma, sendo que, em 31 de dezembro de 2005, já havia sido paga a manutenção dos meses de janeiro e fevereiro de 2006, ao contrário do aluguel que só fora pago até o mês de outubro de Em decorrência dos fatos informados, cuja ocorrência verificou-se durante o ano inteiro, e em observância aos princípios contábeis de Competência e da Entidade, essa empresa deverá apresentar despesas no valor de a) R$ 5.200,00. b) R$ 6.300,00. c) R$ 6.400,00. d) R$ 6.640,00. e) R$ 7.200,00. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 72
73 Resolução Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios Empresa: Domesticação Ltda - Máquina 1 (pertencente à empresa): R$ ,00 (Vida Útil: 10 anos - Depreciação: 10% ao ano). - Máquina 2 (aluguel): R$ 250,00 por mês (pelo Princípio da Entidade, esta máquina não é propriedade da empresa, e, por isso, não há razão para considerar o valor contábil do bem e nem a sua depreciação). - Despesas fixas mensais de manutenção: R$ 100,00 por máquina. I- Paga a manutenção dos meses de janeiro e fevereiro de 2006 (pelo Princípio da Competência, não devem ser consideradas como despesas do período). Despesas Pagas Antecipadamente = = 2 máquinas x 2 meses (jan e fev) x 100 = 400 Despesas Pagas Antecipadamente (Ativo Circulante) a Bancos (Ativo Circulante) 400 II- Aluguel da máquina 2: só foi pago até outubro de 2005, mas a ocorrência se verificou durante o ano inteiro (Princípio da Competência, como o fato gerador ocorreu, considera-se a despesa incorrida durante todo o ano de 2005). III- Despesas do Período (jan/05 a dez/05) - Princípio da Competência 1 - Manutenção das duas máquinas = 2 máquinas x 12 meses x 100 = Depreciação da máquina I = 10% x = Aluguel da máquina II = 12 meses x 250 = Total de Despesas (jan/05 a dez/05) = = GABARITO: C 12.(TRF-2006-Esaf) Uma máquina de uso próprio, depreciável, adquirida por R$15.000,00 em março de 1999 e instalada no mesmo dia com previsão de vida útil de dez anos e valor residual de 20%, por quanto poderá ser vendida no mês de setembro de 2006, sem causar ganhos nem perdas contábeis? Referido bem, nas condições acima indicadas e sem considerar implicações de ordem tributária ou fiscal, poderá ser vendido por a) R$ 5.900,00. b) R$ 5.400,00. c) R$ 3.900,00. d) R$ 3.625,00. e) R$ 3.000,00. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 73
74 Resolução Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios Máquina de uso próprio, depreciável, adquirida por R$15.000,00 em março de 1999 e instalada no mesmo dia Vida Útil = 10 anos Valor Residual = 20% Por quanto poderá ser vendida no mês de setembro de 2006, sem causar ganhos nem perdas contábeis? I - Taxa de Depreciação = 1/Vida Útil do Bem = 1/10 = 0,1 II - Base de Cálculo da Depreciação = Valor de Aquisição - Valor Residual ^ ^ Valor de Cálculo da Depreciação = ,2 x = II - Cálculo da depreciação acumulada: março/1999 a dezembro/1999 = 10 meses (março também entra, pois a máquina foi adquirida em março e instalada no mesmo dia) janeiro/2000 a dezembro/2000 = 1 ano janeiro/2001 a dezembro/2001 = 1 ano janeiro/2002 a dezembro/2002 = 1 ano janeiro/2003 a dezembro/2003 = 1 ano janeiro/2004 a dezembro/2004 = 1 ano janeiro/2005 a dezembro/2005 = 1 ano janeiro/2006 a setembro/2006 = 9 meses Período = 6 anos e 19 meses = 7 anos e 7 meses = 7 anos + 7/12 anos Período = 91/12 anos Depreciação Acumulada = Base de Cálculo da Deprec. x Período x Taxa de Depreciação ^ ^ Depreciação Acumulada = x 91/12 x 0,1 = III - Valor Contábil do Bem = Valor de Aquisição - Depreciação Acumulada = ^ ^ Valor Contábil do Bem = IV - Venda sem causar ganhos nem perdas: Valor da Venda = Valor Contábil do Bem Valor da Venda = GABARITO: A Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 74
75 13.(ENAP-Contador-2006-Esaf) A empresa Sem Mércio S/A, em 2005, mantinha a conta Máquinas e Equipamentos representando três máquinas em utilização na empresa. A primeira delas, máquina Alfa, foi adquirida por R$ 6.000,00 e tem vida útil de 8 anos, iniciada em agosto de A segunda, máquina Beta, foi adquirida por R$ 4.000,00 e tem vida útil de 10 anos, iniciada em abril de A terceira, máquina Celta, também com vida útil de 10 anos, iniciada em outubro de 2004, foi adquirida por R$ ,00. A empresa faz a apropriação das despesas com desgaste dos bens em lançamentos anuais, pelo método da linha reta. Sobre a máquina Celta é mantido um valor residual de 15% de seu custo histórico, visando a uma possível reintegração, enquanto que a máquina Alfa foi baixada do ativo imobilizado, por alienação. Ao elaborar as demonstrações relativas ao exercício de 2005, encerrado em 31 de dezembro, a Contabilidade apresentou depreciação acumulada no valor de a) R$ 4.725,00. b) R$ 3.662,50. c) R$ 2.350,00. d) R$ 2.262,50. e) R$ 2.162,50. Resolução Máquinas e Equipamentos: Máquina Alfa = R$ 6.000,00 (vida útil = 8 anos, iniciada em agosto de 2002); Máquina Beta = R$ 4.000,00 (vida útil = 10 anos, iniciada em abril de 2003); Máquina Celta = R$ ,00 (vida útil = 10 anos, iniciada em outubro de 2004) Depreciação: Método da linha reta. Máquina Celta: valor residual de 15% Máquina Alfa: baixada do ativo imobilizado (ativo não circulante), por alienação. Depreciação Acumulada em 31/12/2005 =? I - Máquina Alfa: (i) Período de Depreciação: De agosto/2002 a dezembro/2005 = 3 anos e 5 meses ^ ^ Período de Depreciação = 3 anos + 5/12 ano = 3,42 anos (ii) Taxa de Depreciação = 1/Vida Útil do Bem = 1/8 ao ano (iii) Depreciação Acumulada (Alfa) = x 1/8 x 3,42 = 2.562,50 (iv) Esta máquina foi baixada do Ativo Não Circulante Imobilizado por alienação. Logo, a conta Depreciação Acumulada foi encerrada para calcular o valor contábil da máquina, de acordo com o seguinte lançamento: Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 75
76 Depreciação Acumulada - Alfa (ANC - Imobilizado - Conta Retificadora) a Máquinas e Equipamentos - máquina Alfa (ANC - Imobilizado) 2.562,50 II - Máquina Beta: (i) Período de Depreciação: De abril/2003 a dezembro/2005 = 2 anos e 9 meses ^ ^ Período de Depreciação = 2 anos + 9/12 ano = 2,75 anos (ii) Taxa de Depreciação = 1/Vida Útil do Bem = 1/10 = 0,1 = 10% a a (iii) Depreciação Acumulada (Beta) = x 0,1 x 2,75 = III - Máquina Celta: (i) Período de Depreciação: De outubro/2004 a dezembro/2005 = 1 ano e 3 meses ^ ^ Período de Depreciação = 1 ano + 3/12 ano = 1,25 ano (ii) Taxa de Depreciação = 1/Vida Útil do Bem = 1/10 = 0,1 = 10% a a (iii) Valor Residual = 15% x = (iv) Valor utilizado no cálculo da depreciação = = (v) Depreciação Acumulada (Celta) = x 0,1 x 1,25 = 1.062,50 IV - Determinação da Depreciação Acumulada Total: Depreciação Acumulada Total = Depreciação Acumulada (Beta + Celta) ^ > Depreciação Acumulada Total = ,50 = R$ 2.162,50 GABARITO: E 14.(IRB-2006-Esaf) Possuindo, há três anos e meio, uma máquina comprada por R$ ,00 e depreciada com base linear em vida útil de 5 anos e valor residual de 20%, a empresa Onetwoelen S/A, promoveu sua alienação, a prazo, logrando obter margem bruta de lucro de 25%. Observando as informações acima, pode-se dizer que a empresa obteve, nesta operação de venda, um lucro no valor de a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ 9.600,00. e) R$ 7.200,00. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 76
77 Resolução Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios Máquina = R$ ,00 Tempo de uso = 3,5 anos Depreciação Linear Vida Útil = 5 anos Valor Residual = 20% Margem Bruta de Lucro na alienação = 25% I - Valor Residual = 20% x = ; II - Base de Cálculo da Depreciação = = ; III - Depreciação Linear (Vida Útil = 5 anos) ^ Taxa de Depreciação = 1/5 = 20% ao ano; IV - Depreciação Acumulada = 3,5 anos x 20% ao ano x = V - Valor Contábil da Máquina = = VI - Margem Bruta de Lucro na Alienação Preço de Venda - Valor Contábil = 0,25 x Preço de Venda 0,75 x Preço de Venda = Valor Contábil Preço de Venda = /0,75 = VII - Lucro na Alienação = = GABARITO: A 15.(IRB-2006-Esaf) A empresa Almeiderson S/A adquiriu por R$ ,00 um equipamento industrial que, em junho de 2002, incorporou a seu ativo imobilizado, estimando sua vida útil em dez anos, desde que sobrasse um valor residual de 20% do custo de aquisição. Se a empresa utiliza o método da linha reta para depreciar tal equipamento, em 31 de dezembro de 2005 ele deverá apresentar valor contábil de a) R$ ,00. b) R$ ,00. c) R$ ,00. d) R$ ,00. e) R$ ,00. Resolução Equipamento Industrial = R$ ,00 (incorporado ao ativo imobilizado em junho de 2002) Vida Útil = 10 anos Valor Residual = 20% do custo de aquisição Depreciação = método da linha reta Valor contábil em 31/12/2005 =? Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 77
78 I - Valor Residual = 20% x = ; II - Base de Cálculo da Depreciação = = ; III - Depreciação Linear (Vida Útil = 10 anos) ^ Taxa de Depreciação = 1/10 = 10% ao ano; IV - Período de tempo entre a aquisição (junho/2002) e o dia 31/12/2005 a. De junho/2002 a dezembro/2002 = 7 meses = 7/12 ano = 0,583 ano b. De janeiro/2003 a dezembro/2003 = 1 ano; c. De janeiro/2004 a dezembro/2004 = 1 ano; e d. De janeiro/2005 a dezembro/2005 = 1 ano. Total em Anos = 0, = 3,58 anos. IV - Depreciação Acumulada = 3,58 anos x 10% ao ano x = V - Valor Contábil da Máquina = = (não há resposta correta. A resposta que mais se aproxima é a alternativa "c") GABARITO: C 16.(Contador Júnior-Companhia Potiguar de Gás-2006-FGV) Determinada empresa mercantil vendeu mercadorias a prazo (por $ ,00) para diversos clientes, durante o mês de julho/2006. Essas duplicatas vencem em janeiro/2007. Considerando que o departamento financeiro estima que a probabilidade de esses clientes não honrarem suas dívidas seja de 10%, determine o valor e a classificação da Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD). (a) Deve-se contabilizar a PCLD no valor de $ ,00, como retificadora do Ativo Circulante. (b) Não se deve contabilizar a PCLD, porque 10% não são relevantes. (c) Não se deve contabilizar a PCLD, porque não é mais dedutível do Imposto de Renda. (d) Deve-se contabilizar a PCLD no valor de $ ,00, sendo $ 5.000,00 como retificadora do Ativo Circulante e $ 5.000,00 como retificadora do Realizável a Longo Prazo. (e) Deve-se contabilizar a PCLD no valor de $ ,00, como retificadora do Realizável a Longo Prazo. Resolução Valor das Vendas das Mercadorias a Prazo = (repare as vendas foram realizadas em julho/2006 e as Duplicatas a Receber serão pagas em janeiro/2007, ou seja, antes do término do exercício seguinte, devendo ser classificadas no Ativo Circulante). Probabilidade dos clientes não honrarem as dívidas = 10% Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 78
79 Logo, a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa será de: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa = 10% x = Lançamento: Despesa com Provisão (Despesa) a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante - Retificadora) GABARITO: A 17.(Analista Legislativo-Contabilidade-Senado-2008-FGV) A Companhia Z apresentava os seguintes saldos das contas patrimoniais em 31/12/X0: Caixa: ; Provisão para Riscos de Contingências: ; Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: ; Contas a Receber ; Reserva de Lucros: ; Contas a pagar: ; Estoques: ; Despesas Antecipadas: Considerando que todas as contas serão realizadas dentro de um ano, o valor do Ativo Circulante, em 31/12/X0, é de: (A) (B) (C) (D) (E) Resolução Ativo Circulante Caixa Contas a Receber (-) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (15.000) Estoques Despesas Antecipadas Total do Ativo Circulante ATENÇÃO!! Provisão para Riscos de Contingências Circulante Reservas de Lucros Patrimônio Líquido GABARITO: A Passivo Circulante ou Passivo Não Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 79
80 18.(Fiscal de Rendas-RJ-2007-FGV) Josefa, Josefina e Josenalva constituíram a empresa Netositter S/A, dedicada à prestação de serviços de babysitter. Entre outros ativos, a empresa tinha um veículo que era utilizado para o transporte das babás, o qual fora adquirido por R$ ,00. No último balanço patrimonial, apurado em 31/12/2006, o saldo da conta Depreciação Acumulada desse veículo já evidenciava o valor de R$ ,00. Na respectiva Nota Explicativa, constava que tal ativo tinha sua vida útil original estimada em 5 anos, ao final do qual se esperava valor residual de R$ 9.000,00. Em 01/10/2007, tal veículo foi vendido por R$ ,00. Ignorando-se qualquer tributo, a classificação e o valor do resultado auferido com a venda do veículo são, respectivamente: (a) operacional, R$ 1.350,00. (b) operacional, R$ 2.700,00. (c) operacional, R$ 5.700,00. (d) não-operacional, R$ 1.350,00. (e) não-operacional, R$ 2.700,00. Resolução Fórmulas importantes: Depreciação = Taxa x Período x Base de Cálculo Base de Cálculo = Custo de Aquisição - Valor Residual Valor Contábil = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada Ganho de Capital: Valor Contábil < Valor da Alienação Perda de Capital: Valor Contábil > Valor da Alienação Vamos à resolução da questão: Veículo = Depreciação Acumulada em 31/12/2006 = Vida Útil Estimada = 5 anos Valor Residual = I - Venda do Veículo em 01/10/2007, por R$ ,00 I.1 - Cálculo da Depreciação Acumulada até 01/10/2007: Depreciação Acumulada até 31/12/2006 = Taxa de Depreciação = 1/5 anos = 20% ao ano Despesas com Depreciação de 01/01/2007 até 01/10/2007: Período = 9 meses Base de Cálculo da Depreciação = Valor de Aquisição - Valor Residual Base de Cálculo da Depreciação = = Despesas com Depreciação (2007) = x 9/12 meses x 20% ao ano Despesas com Depreciação (2007) = 4.350,00 Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 80
81 Depreciação Acumulada (até 01/10/2007) = = I.2 - Cálculo do Valor Contábil do Veículo em 01/10/2007: Valor Contábil do Veículo = Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada ^ ^ Valor Contábil do Veículo = = II.3 - Resultado auferido na venda do Veículo: Valor da Venda Outras Receitas (-) Valor Contábil do Veículo (13.650) Outras Despesas Ganho de Capital (ex-resultado não operacional) GABARITO: D 19.(Fiscal de Rendas-RJ-2010-FGV) A Cia Barra Mansa apresentava os seguintes dados em relação ao seu Ativo Imobilizado: equipamentos - custo R$10.000,00. Esses ativos entraram em operação em e têm vida útil estimada em 5 anos, sendo depreciados pelo método linear. No início de 2010, a empresa procedeu a uma revisão dos valores, conforme previsto no CPC 27, aprovado pelo CFC. Assim, constatou as seguintes informações: Valor Justo R$ 4.500,00. Valor Residual R$ 4.800,00. Analisando as informações citadas, assinale a alternativa que indique corretamente o tratamento contábil a ser seguido, a partir de (A) A empresa deve manter a despesa de depreciação de R$ 2.000,00 ao ano. (B) A empresa deve acelerar a despesa de depreciação uma vez que o valor residual aumentou. (C) A empresa deve suspender a despesa de depreciação uma vez que o valor residual está maior que o valor contábil. (D) A empresa deve suspender a despesa de depreciação uma vez que o valor justo está maior que o valor contábil. (E) A empresa deve acelerar a despesa de depreciação uma vez que o valor justo aumentou. Resolução I - Cálculo da Depreciação Acumulada: Data de Aquisição do Equipamento = 01/01/2007 Custo de Aquisição = R$ ,00 Data do Cálculo = 01/01/2010 Período = 3 anos Vida Útil Estimada = 5 anos Taxa de Depreciação Anual = 1/Vida Útil = 1/5 = 20% ao ano Depreciação Acumulada = Taxa x Período x Base de Cálculo Depreciação Acumulada = 20% x 3 x = Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 81
82 II - Cálculo do Valor Contábil do Equipamento: Valor de Registro (-) Depreciação Acumulada (6.000) Valor Contábil do Equipamento No início de 2010, a empresa procedeu a uma revisão dos valores. Como o valor residual (R$ 4.800,00) é maior que o valor contábil, a empresa deve suspender a despesa com depreciação. GABARITO: C 20.(Técnico de Contabilidade-Petrobras-2008-Cesgranrio) A Usina Cana Doce Ltda. adquiriu um trator, com vida útil estimada em 4 anos, em , por R$ ,00. Sabendo-se que o trator começou a ser utilizado no dia seguinte, e que não foi determinado nenhum valor residual, o total da depreciação do trator, lançado no exercício de 2007, encerrado em 31 de dezembro, em reais, foi (A) ,00 (B) ,00 (C) ,00 (D) ,00 (E) ,00 Resolução Usina Cana Doce Ltda. Trator = R$ ,00 Data de Aquisição = 30/09/2007 Vida útil estimada = 4 anos Início da utilização = 01/10/2007 Valor Residual = 0 Depreciação = Taxa x Período x Base de Cálculo Depreciação = (1/4 anos) x (3 meses/12 meses) x Depreciação = GABARITO: D 21.(Técnico de Contabilidade-Petrobras-2008-Cesgranrio)Dentre os itens abaixo, qual deve sofrer amortização? (A) Obras civis (B) Obras de arte (C) Ferramentas (D) Direito de exploração (E) Direitos sobre recursos naturais Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 82
83 Resolução Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios Obras Civis depreciação Obras de Arte não sofrem depreciação, nem amortização e nem exaustão Ferramentas não sofrem depreciação, nem amortização e nem exaustão Direito de Exploração amortização Direito sobre recursos naturais ^ exaustão GABARITO: D 22.(Técnico em Contabilidade-ANP-2008-Cesgranrio) Ramos & Ramos Ltda., empresa varejista de hortifrutigranjeiros, em geral, comprou por R$ ,00 um veículo para fazer a entrega de suas mercadorias aos clientes. Passados 5 anos da aquisição, com o veículo totalmente depreciado, a empresa deve (a) arbitrar internamente um novo valor para o veículo e fazer a depreciação. (b) manter o veículo no Ativo Permanente, com o valor simbólico de R$ 1,00. (c) dar baixa no veículo, por estar totalmente depreciado. (d) dar baixa no veículo somente quando ele for vendido. (e) baixar o veículo quando este for tirado de circulação. Resolução Passados 5 (cinco) anos do período de aquisição do veículo, ou seja, com o veículo totalmente depreciado, o valor contábil do bem será igual a zero (Valor de Aquisição menos a Depreciação Acumulada). Contudo, este bem continua no Ativo Não Circulante - Imobilizado (antigo Ativo Permanente) da empresa, só devendo ser baixado quando for tirado de circulação ou quando ele for vendido. Portanto, as alternativas "a", "b" e "c" estão incorretas. Além disso, o erro da alternativa "d" é a palavra "somente", visto que, como visto acima, o veículo pode ser baixado quando tirado de circulação ou quando for vendido. GABARITO: E 23.(Técnico em Contabilidade-Ceb-2010-Funiversa) Assinale a alternativa que apresenta o valor da depreciação acumulada em 31 de dezembro de 2009, de um veículo adquirido em 1. de julho de 2008, por R$ ,00, desprezando-se os centavos. (A) R$ (B) R$ (C) R$ (D) R$ (E) R$ Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 83
84 Resolução Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios Veículo = R$ ,00 Data de Aquisição = 01/07/2008 Valor Residual = 0 (não foi informado) Taxa de Depreciação Anual = 1/5 anos = 20% ao ano (aqui, você precisava saber, pois a banca não informou) Cálculo da depreciação acumulada em 31/12/2009: Depreciação Acumulada = Taxa x Período x Base de Cálculo Período De 01/07/2008 a 31/12/2008 = 6 meses = 6 meses /12 meses = 0,5 ano De 01/01/2009 a 31/12/2009 = 1 ano Período = 0,5 ano + 1 ano = 1,5 ano Base de Cálculo = Valor de Aquisição - Valor Residual Base de Cálculo = = Depreciação Acumulada = 20% x 1,50 x Depreciação Acumulada = 0,20 x ,00 Depreciação Acumulada = R$ ,00 GABARITO: B 24.(Ciências Contábeis-Oficial Técnico de Inteligência-Abin Cespe) No caso de existir um contrato oneroso, isto é, um contrato que não pode ser cancelado sem se pagar compensação a outra parte, a obrigação contábil será reconhecida e mensurada como provisão no passivo. Resolução Por exemplo, se há um contrato oneroso entre uma empresa e seu fornecedor, ou seja, não há possibilidade de cancelamento sem que seja paga uma compensação, a empresa deve reconhecer esta compensação com uma provisão do passivo. Aproveitando o item, memorize os seguintes conceitos para a prova: Uma provisão deve ser reconhecida quando atender, cumulativamente, as seguintes condições: - a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como consequência de um evento passado; Obrigação Presente: indica que é mais provável ocorrer do que não ocorrera a obrigação. - é provável a saída de recursos para liquidar a obrigação; e - pode ser feita estimativa confiável no montante da obrigação. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 84
85 Passivo contingente é: - uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade; ou - uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é reconhecida porque: - não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação; ou - o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade. Ou seja, os passivos contingentes ou contingências passivas são caracterizados como possíveis para não prováveis saídas de recursos (a probabilidade maior é que não ocorra a saída de recursos). Probabilidade de ocorrência do desembolso Tratamento contábil Obrigação presente Mensurável por meio de Uma provisão é provável estimativa confiável reconhecida e é divulgado em notas explicativas Não mensurável por Divulgação em notas inexistência de explicativas (passivo estimativa confiável contingente) Possível (mais provável que não tenha saída de Divulgação em notas recursos do que sim) explicativas (passivo contingente) Remota Não divulga em notas explicativas GABARITO: Certo 25.(Analista de Contabilidade-Perito-Cargo 9-Ministério Público da União-2010-Cespe) A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível da companhia deve ser registrada periodicamente nas contas de depreciação, de amortização ou de exaustão, sendo vedada qualquer alteração nos critérios utilizados para a determinação da vida útil econômica estimada do bem e para o cálculo da redução de valor a contabilizar. Resolução Diz o Art. 183 da Lei das S/A: "(...) 2 o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de: a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência; Prof. José Jayme Moraes Junior 85
86 b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado; c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. 3 o A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam: I - registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou II - revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização." (grifos nossos) Portanto, não é vedada a alteração nos critérios utilizados para a determinação da vida útil econômica estimada do bem. GABARITO: Errado 26.(Técnico Científico-Contabilidade-Banco da Amazônia-2009-Cespe) Uma empresa que apure o resultado e levante balanço em 30 de junho, mas pague a primeira parcela do décimo terceiro salário até essa data, deverá ter representada em seu balanço uma provisão para o décimo terceiro salário correspondente a seis doze avos do valor bruto da folha de pagamento acrescido dos encargos sociais respectivos. Resolução As provisões, normalmente, são valores estimados que cobrem perdas prováveis ou representam a existência de exigibilidades, cujos montantes podem ser previamente conhecidos e/ou calculados e são sempre de natureza CREDORA. Portanto, as provisões do ativo serão contas retificadoras do ativo. No caso da provisão para décimo terceiro salário, ela é uma obrigação da empresa, classificada no passivo circulante. Sabe por quê? Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 86
87 Vamos pensar em um empregado que começou a trabalhar na empresa J4M2 no dia 01/03/2010. Portanto, no dia 31/03/2010, ocorreu o fato gerador da despesa de salário para a empresa, tendo em vista que o empregado trabalhou 0 mês inteiro e já faz jus ao seu salário de março. Beleza até aqui? Então, vamos em frente. Além disso, esse mesmo empregado, também faz jus a um doze avos (1/12) do seu décimo terceiro salário, pois ele já trabalhou um mês. Portanto, pelo princípio da prudência, a empresa já faz a provisão para décimo terceiro salário todo final de mês, no valor de 1/12 do salário bruto mais encargos sociais. O lançamento seria o seguinte: débito em despesas com provisões e crédito em provisão para décimo terceiro salário. Como cheguei a esse lançamento? No final do mês iremos reconhecer as despesas com provisões, ok? Portanto, seguindo o procedimento para o lançamento contábil: 1 - Identificar as contas: Despesas com Provisão e Provisão para Décimo Terceiro. 2 - Classificá-las em Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido, Receitas ou Despesas: Despesas com Provisão: conta de Despesa, de natureza devedora. Provisão para Décimo Terceiro: conta do Passivo, de natureza credora. 3 - Verificar se o saldo está aumentando ou diminuindo: Atenção!!! Sempre que reconheço uma despesa do período, o saldo da conta referente a esta despesa aumenta. Despesas com Provisão: saldo aumenta Provisão para Décimo Terceiro: saldo aumenta, pois estou constituindo a provisão. 4 - Aplicar o mecanismo de débito e crédito (lançamento) e verificar o "Método das Partidas Dobradas". Despesas com Provisão: Como contas de despesas são de natureza devedora, se o seu saldo aumenta, devo fazer um débito. Provisão para Décimo Terceiro: Como contas do passivo são de natureza credora, se o seu saldo aumenta, devo fazer um crédito. O lançamento seria o seguinte: Despesas com Provisões (Despesa) a Provisão para Décimo Terceiro (Passivo Circulante) Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 87
88 Outra maneira de representar o lançamento seria: D - Despesas com Provisões (Despesa) C - Provisão para Décimo Terceiro (Passivo Circulante) Onde, D = Débito; e C = Crédito. Vamos utilizar um exemplo numérico para facilitar o entendimento. Suponha que o valor bruto dos salários mais encargos seja de R$ ,00 (de todos os funcionários da empresa. Portanto, a cada mês, a empresa fará uma provisão para décimo terceiro salário de R$ 1.000,00 (R$ ,00 x 1/12) Portanto, a cada mês o lançamento seria: Despesas com Provisões (Despesa) a Provisão para Décimo Terceiro (Passivo Circulante) (*) Repare que houve um débito de e um crédito de igual valor, fato que está de acordo com o Método das Partidas Dobradas. Conseqüentemente, de janeiro a junho, o saldo da provisão para décimo terceiro seria: Provisão para Décimo Terceiro = 6 meses x = R$ 6.000,00, que corresponde a seis doze avos do valor bruto da folha de pagamento mais encargos sociais. Uma maneira simples de entender é utilizando o razonete. No lançamento do exemplo teríamos: Provisão para Décimo Terceiro (jan) (fev) (mar) (abr) (mai) (jun) Despesas com Provisão (jan) (fev) (mar) (abr) (mai) (jun) Então o item está certo? NAOOOOO OO!!!! Atenção, pois o item está ERRADO. Repare que, de acordo com o item, a empresa paga a primeira parcela do décimo terceiro salário até 30 de junho. Ou seja, no pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário teríamos 0 seguinte lançamento: 1 - Identificar as contas: Bancos Conta Movimento (ou Caixa) e Provisão para Décimo Terceiro. 2 - Classificá-las em Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido, Receitas ou Despesas: Bancos Conta Movimento: conta do Ativo, de natureza devedora. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 88
89 Provisão para Décimo Terceiro: conta do Passivo, de natureza credora. 3 - Verificar se o saldo está aumentando ou diminuindo: Bancos Conta Movimento: saldo diminui, pois a empresa está pagando algo. Provisão para Décimo Terceiro: saldo diminui, pois está pagando uma obrigação que possuía. 4 - Aplicar o mecanismo de débito e crédito (lançamento) e verificar o "Método das Partidas Dobradas". Bancos Conta Movimento: Como contas do ativo são de natureza devedora, se o seu saldo diminui, devo fazer um crédito. Provisão para Décimo Terceiro: Como contas do passivo são de natureza credora, se o seu saldo diminui, devo fazer um débito. O lançamento seria o seguinte: Provisão para Décimo Terceiro (Passivo Circulante) a Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante) (*) Mais uma vez, um débito de e um crédito de 6.000, fato que está de acordo com o método das partidas dobradas. Portanto, qual será o saldo da conta "Provisão para Décimo Terceiro" em 31 de junho? ZERO. Atenção, pois esta foi pegadinha da banca examinadora. Veja em razonete: Provisão para Décimo Terceiro Bancos Conta Movimento (jun) (jan) Saldo Inicial (jun) (fev) (SI) (mar) SI (abr) (mai) (jun) Zero GABARITO: Errado 27.(Auditor-FUB-2009-Cespe) As perdas prováveis na realização de valores ativos e a diminuição de importâncias que exprimam bens imobilizados, sejam tangíveis ou intangíveis, devem ser posicionadas como elementos de retificação no momento em que se elaboram e se apresentam as demonstrações financeiras. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 89
90 Resolução Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios São contas retificadoras do ativo (logo, possuem natureza credora), entre outras: 1. Perdas prováveis na realização de ativos: - Provisão p/ Ajuste ao Valor de Mercado; - Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa; - Provisão p/ Perdas Prováveis na Realização de Investimentos; 2. Diminuição de importâncias que exprimam bens do ativo não circulante (nova denominação dada pela Lei n o /09): - Depreciação Acumulada; - Amortização Acumulada; e - Exaustão Acumulada. GABARITO: Certo (Ministério Público de Roraima-Contador-2008-CESPE) 28. O registro da reversão da provisão para desvalorização de estoques proporciona acréscimo ao resultado do exercício e débito no ativo circulante. Resolução Vamos relembrar o lançamento de reversão de provisão? Reversão da Provisão para Ajuste dos Estoques ao Valor de Mercado: Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado (Ativo Circ. - Retificadora) a Reversão da Provisão (Receita) GABARITO: Certo Julgue os itens a seguir, relativos ao reflexo do registro das operações de uma empresa em seu patrimônio. 29. A reversão da provisão para perda de investimentos proporciona aumento na conta de investimentos, vinculada à provisão, e acréscimo ao resultado do exercício do período. Resolução Reversão da Provisão para Perda de Investimentos: Provisão para Perda de Investimentos (ANC - Invest. - Retificadora) a Reversão da Provisão (Receita) Não há aumento na conta investimentos, e sim no seu valor contábil, em virtude da redução do saldo da Provisão. O valor contábil dos investimentos seria: Valor Contábil = Investimentos - Provisão para Perdas de Investimentos GABARITO: Errado Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 90
91 30. O registro da provisão para créditos de liquidação duvidosa reduz o valor do ativo, circulante ou realizável em longo prazo. Como conta retificadora de ativo, o saldo dessa provisão é credor, e sua contrapartida é em conta de resultado do exercício. Resolução Constituição da Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: Despesas com Provisão (Despesa) a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Ativo Circulante ou ANC - Retificadora) GABARITO: Certo (STF-Contador-2008-CESPE) A respeito da constituição das provisões e dos seus reflexos na estrutura patrimonial, julgue os itens a seguir. 31. O registro da provisão para desvalorização de estoques reduz tanto o capital circulante líquido como o resultado do exercício. Resolução Neste item, há o conceito de capital circulante líquido (CCL): CCL = Ativo Circulante - Passivo Circulante Provisão para Ajuste ao Valor de Mercado de Estoques: Despesas com Provisões (Despesa) reduz o resultado do exercício a Provisão para Ajustes ao Valor de Mercado (Ativo Circulante - Retificadora) reduz o Capital Circulante Líquido GABARITO: Certo 32. O registro da provisão para contingências judiciais aumenta o capital circulante líquido e reduz o resultado do exercício. O pagamento das provisões já contabilizadas não afetará o capital circulante líquido. Resolução I - Registro da Provisão para Contingências Judiciais: Despesas com Provisão (Despesa) reduz o resultado do exercício a Provisão para Contingências Judiciais (Passivo Circulante) reduz o capital circulante líquido II - Pagamento das provisões já contabilizadas: Provisão para Contingências Judiciais (Passivo Circulante) a Bancos (Ativo Circulante) Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 91
92 Como há uma diminuição do ativo circulante e uma diminuição do passivo circulante de mesmo valor, não há alteração do Capital Circulante Líquido (CCL = AC - PC). GABARITO: Errado 33. O registro da provisão para perda de investimentos afetará o saldo do ativo permanente e também o saldo do resultado do exercício de maneira negativa. O registro da perda de investimentos provisionada será a débito da provisão para perda de investimentos e a crédito da conta de investimento. Resolução I - Registro da Provisão para Perdas de Investimentos: Despesas com Provisões (Despesa) reduz o resultado do exercício a Provisão para Perdas de Investimentos (Ativo Não Circulante - Investimentos - Retificadora) reduz o saldo do ANC II - Registro da Perda: Provisão para Perdas de Investimentos (Ativo Não Circulante - Investimentos - Retificadora) a Investimento (Ativo Não Circulante - Investimentos) GABARITO: Certo (TST-Contador-2008-Cespe) 34. Na hipótese de ser provável uma perda resultante de processo trabalhista, a empresa deverá constituir provisão para as contingências, se o valor for conhecido, ou reserva de contingência, se o valor for calculável. Resolução Questão muito interessante, pois lida com dois conceitos muito cobrados em provas de concursos: Provisão para as contingências e reserva de contingências. Vamos estudas os dois conceitos: Reservas para Contingências (art. 195, da Lei n o 6.404/76): A assembléiageral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado. Provisões para Contingências: se essa possibilidade existe e deve-se a algum fato gerador contábil já ocorrido e, ainda, se o possível desembolso ou perda de ativo pode ser razoavelmente mensurado em reais, precisa ser contabilizado dentro do regime de competência, mediante constituição de uma provisão, a débito do resultado, como a Provisão para Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 92
93 Garantias de Produtos Vendidos e a Provisão para Contingências Fiscais e Trabalhistas. Logo, na hipótese de perda provável resultante de processo trabalhista, a empresa deverá constituir uma provisão para contingência, caso o possível desembolso seja razoavelmente mensurado em reais. A parte final da questão está totalmente errada, pois os motivos para a constituição de Reservas de Contingências ou Provisão para Contingências não estão relacionados ao fato de o valor ser conhecido ou calculável. GABARITO: Errado 35. Suponha que uma empresa constituía provisão para créditos de liquidação duvidosa regularmente à base de 3% sobre o saldo das contas a receber. Com 0 aumento da inadimplência no setor, resolveu aumentar esse percentual para 5%. Nesse caso, o contador da empresa procederá corretamente se lançar a diferença de 2% como ajuste de exercícios anteriores por mudança de critério contábil. Resolução Primeiramente, há que se ressaltar que a provisão para créditos de liquidação duvidosa deve ser feita para cobrir as perdas estimadas na cobrança das contas a receber, mas são indedutíveis na apuração do lucro real, de acordo com Regulamento do Imposto de Renda. Agora, para resolver a questão, precisamos esclarecer o conceito de "Mudança de Critério Contábil". Quando a modificação de métodos ou critérios contábeis afetar a apuração do lucro líquido do exercício, o efeito correspondente deverá ser lançado, conforme o caso, a débito ou a crédito da conta "Lucros ou Prejuízos Acumulados". Alguns exemplos de alterações de critérios contábeis são: 1 - alteração do método de avaliação dos estoques; II - passagem do regime de caixa para o de competência, na contabilização do Imposto de Renda (e outros passivos); III - mudança no método de avaliação dos investimentos (do método do custo para o da equivalência patrimonial). Além disso, a Lei das Sociedades por Ações estabeleceu que o lucro líquido no ano não deve ser influenciado por efeitos que, na verdade, não pertencem ao exercício, com o objetivo de que o resultado do ano reflita um valor que possa ser utilizado para comparação com o de outros anos em bases semelhantes. Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 93
94 A Lei das Sociedades por Ações estabeleceu o critério de que o lucro líquido do ano não deve estar influenciado por efeitos que, na verdade, não pertencem ao exercício, para que o resultado do ano reflita um valor que possa ser comparado com o de outros anos em bases similares. Ou seja, os valores relativos a ajustes de exercícios anteriores deverão ser lançados diretamente na conta "Lucros ou Prejuízos Acumulados", sem alterar as receitas ou despesas do ano, fato que pode ser observado no 1 o do art. 186 da Lei n o 6.404/76, conforme abaixo: "art. 186, 1. Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos de mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes." Contudo, no caso concreto da questão, não houve nenhuma mudança de critério contábil que justificasse o ajuste de exercícios anteriores. O que ocorreu foi o seguinte: 1) Ano 1: Provisão para créditos de liquidação duvidosa de 3%; 2) Ano 2: Com o aumento da inadimplência para 5%, a provisão para créditos de liquidação duvidosa, a partir deste ano, deve ser no valor de 5% dos créditos a receber, sem nenhuma alteração em relação à constituição realizada no ano anterior. Por isso, não há que se falar em ajuste de exercícios anteriores em função de mudança de critério contábil. GABARITO: Errado 36.(ACE-MDIC-2008-Cespe) Caso um bem do ativo imobilizado, adquirido e registrado por R$ ,00, já tiver acumulado uma depreciação correspondente a 40% de sua vida útil, nessa ocasião, a venda à vista desse bem por R$ ,00 caracterizará um fato contábil misto diminutivo. Resolução Bem do ativo não circulante imobilizado = R$ ,00 Depreciação Acumulada= 40% da vida útil = 40% x = R$ ,00 Venda do Bem (à vista) = R$ ,00 Valor Contábil do Bem = Valor do Custo de Aquisição - Depreciação Acumulada Valor Contábil do Bem = = Resultado na Venda (Prejuízo) = Valor da Venda - Valor Contábil Resultado na Venda (Prejuízo) = = Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 94
95 Lançamentos: Contabilidade Geral - Teoria e Exercícios Caixa (Ativo Circulante) a Outras Receitas (Receita) Depreciação Acumulada (ANC - Imobillzado - Retificadora) a Bem (ANC - Imobilizado) Custo do Bem - Outras Despesas (Despesa) a Bem (ANC - Imobilizado) Consolidando os lançamentos: Diversos a Bem (ANC - Imobilizado) Caixa (Ativo Circulante) Depreciação Acumulada (ANC - Imobilizado Prejuízo na Venda (Despesa) Logo, é um fato misto diminutivo. GABARITO: Certo 37.(Serpro-Gestão Financeira-2008-Cespe) O das máquinas utilizadas em processo produtivo de sistemas contábeis integrados deve ser feito a depreciação e a crédito de depreciação acumulada e margem bruta da empresa. Resolução I - Lançamento de depreciação das máquinas utilizadas no processo produtivo: Despesas com Depreciação (Despesas) a Depreciação Acumulada (Ativo Não Circulante - Imobilizado - Retificadora) II - Margem Bruta = Lucro Bruto/Receita Líquida de Vendas Receita Líquida de Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos (=) Lucro Bruto Retificadora) registro da depreciação empresas que possuem débito da despesa de não exerce influência na A depreciação de máquinas utilizadas em processo produtivo é custo para a empresa, fazendo parte do custo dos produtos vendidos. Por conseguinte, exerce influência na margem bruta da empresa. GABARITO: Errado Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 95
96 Resolução de questão referente a um assunto de aula anterior: (Fiscal da Receita Estadual-Amapá-2011-FGV) Analise as contas extraídas dos livros contábeis da Cia WFIL, apresentadas a seguir: Contas Ajustes de exercícios anteriores INSS a Recolher Reserva Legal Receita Diferida (exercícios futuros) Fornecedores* Ações em Tesouraria Provisões Fiscais* Reserva de Incentivos Fiscais Ajustes de avaliação patrimonial (Sd credor) Investimento em Ações Temporárias * Vencimento após o exercício subsequente. Saldos , , , , , , , , , ,00 A partir dos dados, pode-se afirmar que o total do Passivo Não-Circulante, de acordo com a Legislação Societária vigente, é de: (A) R$ ,00. (B) R$ ,00. (C) R$ ,00. (D) R$ ,00. (E) R$ ,00. Resolução Vamos classificar as contas: Ajustes de exercícios anteriores: normalmente, os ajustes de exercícios anteriores são realizados na conta "Lucros Acumulados" ou "Prejuízos Acumulados". INSS a Recolher: conta do passivo circulante. Reserva Legal: conta do patrimônio líquido. Receita Diferida (exercícios futuros): conta do passivo não circulante. Fornecedores: de acordo com a questão, possui vencimento após o exercício subsequente, sendo, portanto, uma conta do passivo não circulante. Ações em Tesouraria: conta retificadora do patrimônio líquido. Provisões Fiscais: de acordo com a questão, possui vencimento após o exercício subsequente, sendo, portanto, uma conta do passivo não Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 96
97 circulante. As provisões fiscais são, por exemplo, provisão para imposto de rende (ou imposto de renda a pagar) ou provisão para CSLL (ou CSLL a pagar). Reserva de Incentivos Fiscais: conta do patrimônio líquido. Ajustes de avaliação patrimonial: conta do patrimônio líquido. Investimento em Ações Temporárias: conta do ativo circulante. Portanto, o saldo das contas do passivo não circulante é: Receita Diferida (exercícios futuros) 8.800,00 Fornecedores* ,00 Provisões Fiscais* ,00 Saldo do Passivo Não Circulante ,00 GABARITO: A Espero que tenha gostado desta aula. Até a próxima aula! Bons estudos, Moraes Junior [email protected] Bibliografia Lei das Sociedades Anônimas com as alterações trazidas pela Lei n o /07 e pela MP n o 449/08, convertida na Lei n o /09. Normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). FIPECAFI, Manual de Contabilidade Societária (aplicável a todas as sociedades). São Paulo. Editora Atlas MORAES JUNIOR, José Jayme. Contabilidade Geral. Rio de Janeiro. Elsevier Editora. Segunda Edição Prof. José Jayme Moraes Junior com. br 97
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