DE CIGARRAS ASSOCIADAS AO CAFEEIRO



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Transcrição:

DE CIGARRAS ASSOCIADAS AO CAFEEIRO MARIA Orlentador: Prof. Dr. ROBERTO ANTONIO Tese apresentada Escola Superior de Agricultura de da Universidade de Paulo, para obtenção do título de Doutor em Area de Concentração: Estado de Paulo - Brasil Junho, 1985

i Aos meus pais, pela vida e amor.' Meu Agradecimento RENATA, minha sobrinha, pelos seus 15 anos de convivência muito amiga. Minha Homenagem

AGRADECIMENTOS - Ao Prof. Dr. Roberto Antonio pela orientação segura, constante em todas as fases da deste trabalho. - Ao Prof. Dr. Neto e Prof. Dr. Ricardo Pereira Carvalho, pelas sugestões e estímulos. - Aos Professores do Departamento de da Escola Superior de Agricultura de ção e incentivo. - Aos Professores do Departamento de Defesa tossanitária da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Campus de pelo apoio e convívio. - Ao Prof. Dr. José Guimarães, de Zoologia da Dr. Carlos Jorge da de Julio do Instituto Agronômico de Campinas: Prof. Dr. de Souza, da Escola Superior de Agricultura de La e Pesquisador Carlos C. A. da Fazenda de São Sebastião do Paraíso - pela

de de acesso e empréstimo de exemplares de cigarras estuda dos. - Aos funcionários do Departamento de Defesa tossanitária da Campus de e em a Aparecido Longo, pela colaboração. - Faculdade de Ciências Agrárias e rias - Campus de na pessoa do Prof. Dr. Antonio Casagrande, Prof. Dr. Wanderley de e Prof. Dr. Nelson de Carvalho, pelas facilidades e apoio para o desenvolvimento deste trabalho. ção do Summary. - Ao Prof. Dr. pela elabora

LISTA DE FIGURAS... RESUMO... SUMMARY... Página vi X.... 01,..... 2. DE LITERATURA... 03 2.1. Aspectos... 03 2.2. Importância Econômica... 08 3.... 11 3.1. Coleta de Exemplares... 11 3.2. Coleções Estudadas e Identificação dos... 12 3.3. Preparo das... 13 3.4.... 13 3.5. Caracterização das... 14 4. RESULTADOS E... 15 4.1. Espécies de Cigarras Associadas ao Cafeeiro 15

4.2. Chave para Gêneros e Espécies de Cigarras As saciadas ao Cafeeiro... 16 4.3. Chave para Identificação das Espécies de Cigar Associadas ao Cafeeiro com Base na lia Masculina... 18 4.4. Chave para Identificação das Espécies de Cigar Associadas ao Cafeeiro com Base no sitor... 4.5. das Espécies de Cigarras Associadas ao Cafeeiro... 4.5.1. gigas 1790).... 4.5.2. (Walker, 1850).... 4.5.3. (Fabricius, 1803).. 4.5.4. (Walker, 1850).... 4.5.5. (Berg;, 1879)..... 4.5.6. Dorisiana 1854).... 4.5.7. Dorisiana 1790).... 4.5.8. Carineta 1821)... 4.5.9. Carineta (Distant, 1892)... 4.5.10. Carineta spoliatu (Walker, 1858).... 4.6. Distribuição Geográfica das Espécies de Cigar Associadas ao Cafeeiro...... 4.1. Gerais...... 4.1.1. Ocorrência das Espécies............... 4.7.2. Características das nas... 19 20 20 25 29 32 35 36 40 43 46 49 53 53 53 54

vi 4.7,,3.... 54 5.... 56 6. LITERATURA CITADA... 5%

vi i Figura 6 7 8 9 10 LISTA DE FIGURAS gigas... sodatis............................ Dorisiana... Dorisiana... Carineta.................. Carineta... Carineta... Distribuição das Associadas ao em diferentes municípios dos Estados de Minas Gerais São Paulo e... Página 24 28 31 34 39 42 45 48 52 55

DE CIGARRAS ASSOCIADAS AO CAFEEIRO MARIA ROBERTO ANTONIO RESUMO Com o objetivo de identificar as espécies de garras que atacam o cafeeiro e elaborar chaves de identificação para gêneros e espécies desses foram realizados levantamentos em condições de campo nos municípios de Franca, Patrocínio Paulista, e Len çóis e (Estado de São Paulo), São Sebastião do Paraíso (Estado de Minas Gerais). Além disto, foram tados exemplares de coleções das seguintes Instituições: e As foram feitas com base na lite e posteriormente confirmadas através de comparação com exemplares do British Museum (Natural History) pelo Prof. Dr. e através das identificações do Dr. do National de Paris. Ao cafeeiro estão associadas 10 espécies de garras, as quais estão distribuídas em 1 família, 2 e gêneros. Estas espécies foram e em

suas características foram elaboradas três chaves de identificação, com base em características gerais, lia masculina e ovipositor. Elaborou-se ainda um mapa de geográfica das espécies. Os resultados obtidos permitem concluir que as espécies de cigarras infestando cafeeiros atualmente são: gigas 17901, Dorisiana 18541, Carineta (Walker, Dorisiana Carineta 1892) e Carineta (Walker, 18581, sendo que as quatro são espécies constatadas pela primeira vez em cafeeiros, e as duas primeiras as que apresentam os maiores níveis As espécies (Walker, (Fabricius, (Berg, 1879) estão relacionadas atualmente com as planta de cafeeiros. Observações de campo revelaram que a do adulto inicia-se em setembro-outubro gigas, e dezembro e fevereiro (C. e C..

X CICADA SPECIES ATTACKING COFFEE PLANTS MARIA ROBERTO ANTONIO.SUMMARY To identify the species of cicadas that attack coffee plants, and to elaborate keys for classification in genera and species, field surveys were made in municipalities of Franca, Patrocínio Paulista, São Sebastião do Paraíso and being the first three in the State of São Paulo and the last two, in the te of Minas Gerais, Brazil. Besides the cicadas collected in these surveys, cicadas from the collections of sa de Pesquisa de Minas Gerais), (Escola Superior de Agricultura de, (Instituto Agronômico de Campinas) and (Museu de Zoologia da Uni versidade de São Paulo) were studied. The identifications were made based on the liter ature descriptions, comparison with specimens of the Museum (Natural History) the aid of Dr. of the National de Paris. Ten cicada species distributed in 1 family, 2

xi subfamilies and 4 genera were found associated to coffee - plants. These species were described, in this paper, and three- classification keys were prepared based on their general char their male genitalia and their ovipositor. Also the geographic distribution of the different cicada species was in a map. At present, the species attacking coffee plants, in the surveyed regions, are gigas 17901, Dorisiana Carineta (Walker, 18501, Dorisiana Carineta (Distant, 1892) and rineta (Walker, being the first two species found in highest population levels. The last four species are being described by the first time, in this paper, coffee plant?,. attacking (Walker, fera (Fabricius, 1803) and (Berg, 1879) were not found, at present, damaging coffee plants. Also, it was found that the emergence of the cada adults begin to occur, in field conditions, in September- October (&. gigas, and December and February (C. and C.

1 I cafeeiro uma cultura tradicional do Brasil e o seu bom desempenho é de fundamental importância para nacional, sendo os principais estados cafeicultores nas Gerais, São Paulo, Paraná e Espírito Santo. A implantação de cafezais em novas regiões de cultivo pode acarretar profundas transformações agravamento dos problemas principalmente de pragas. Nos anos, além do problema das tradicional importância como da broca-do-café, bicho mineiro e das da parte aérea, agravaram-se os problemas da da lagarta-das-folhas e mais recentemente com as cigarras. Segundo apontamentos os primei registros de ocorrência de cigarras em cafezais no Estado de São Paulo foram feitos no período de 1900-1904, principal mente no município de e depois em Campinas

02. 1908). Registros posteriores foram constatados em outros lo cais do Estado. Mais recentemente, em 1972-1974 foram relata: dos surtos de cigarras no Estado de Minas Gerais, na região do Alto nos municípios de São Gotardo e Santa Rosa da Serra. Atualmente, as regiões consideradas mais pelas cigarras são os municípios de atin Bata tais, Franca, Patrocínio Paulista, no Estado de Paulo, e São do Paraíso, São Tomás de e nas, em Minas Gerais, onde causam sérios prejuízos ã além de se constituírem em importantes focos das gas. A literatura registra a ocorrência de várias de cigarras distribuídas por todo o território atacando as mais diversas espécies vegetais. Entretanto, são encontrados poucos trabalhos sobre esses insetos, OS referentes espécies de importância Assim, este trabalho se constitui em uma ao conhecimento das espécies de que atacam o cafeeiro, no que diz respeito ã taxonomia e ã que possibilite o reconhecimento dos gêneros e espécies, bem como,ã elaboração de chaves de para esses e espécies de cigarras.

2, DE LITERATURA ASPECTOS As espécies de cigarras pertencem a uma familia, distribuídas em três e (LIMA, 1942). Todavia WOODWARD et (1970) mencionam além desta, e três lias, sem apresentar o nome das mesmas. Porém, mais mente (1976) adicionou mais três famílias,, e e a este grupo de insetos. Diversos aspectos externos e inter nos deste grupo de insetos foram estudados por HEMPEL FONSECA e AUTUORI MYERS EVANS LIMA (1942) e HEINRICH (1967). ASHMEAD estudou dezoito gêneros de encontrados na Europa e do Norte, apresentando as características genéricas dos mesmos, dentre estes nou e Carineta. Carineta foi descrita

04. apresentando 15 de comprimento, 46 de envergadura, além de relatar algumas características assinalou alguns detalhes de Carineta (Walker, 1858). Os estudos de foram tos por DISTANT (1906) onde relatouas divisões e Carinetaria, sinopses de gêneros de cada divisão, bem como as características para o reconhecimento dos mesmos. DISTANT estudou a divisão com seus respectivos gêneros, incluindo as características taxonô micas de METCALF (1963) publicou Catálogo Geral de sobre O das espécies deste go foi compilado por WADE (1964). Um suplemento deste DUFFELS e VAN DER LAAN (1985). o período de 1956 a 1980, foi elaborado por Uma chave para gêneros, que ocorrem na Argentina, permitindo identificar e entre outros, foi apresentada por (1919) a característica de três para rando-o de Dorisia por apresentar dois era confundido por outros autores com 1923). As cigarras da Argentina foram estudadas por DE o qual mencionou através de chaves de os para tribo e gêneros,

gundo y para divisão e gêneros (segundo Distant). Este autor relatou também que Dorisia drew. pode ser identificada através do primeiro segmento ventral, que forma um processo mais ou menos agudo que se prolonga para frente entre os Por outro lado, através do segmento abdominal visível de fêmea e macho, pela sua forma e ta LAWSON (1920) e CHRISTENSEN (1938) fizeram a separação de algumas espécies de cigarras, observando com isto que há específica dos mesmos. GODING (1925) descreveu três novas espécies Carineta e publicou uma chave para as divisões, de e vinte espécies de encontrados no Equador. vier, Ao examinar exemplares de gigas TORRES (1940) verificou que um exemplar fêmea feria dos demais, comprovando através dos que se tratava de uma forma de gigas, pois, eliminando o fator coloração, não havia outros de diferenciação. As espécies Carineta (Berg, (Fabricius, Dorisiana 1854) e gigas são citadas por TORRES como prejudiciais para a agricultura no Bra e de ocorrência na Argentina, apresentando as para aquelas espécies. A maioria das espécies do gênero Carineta, se gundo TORRES apresenta coloração, distribuição de de

06. e manchas muito semelhantes, havendo dificuldade na se das espécies. Diante disto, o autor pôde verificar, que os espinhos do do primeiro par de pernas represen tam um importante caráter para o referido gênero. Assim, TORRES (1948) introduziu os espinhos dos ante riores como um caráter para separar as espécies de Carineta e descreveu seis novas espécies. METCALF propôs nome novo de Dorisiana pa Dorisia 1919. CHINA (1954) verificou que o tipo de Carineta (Walker, 18581, era ao de C. obtusa (Walker, 1858) que havia sido por Distant com C. lata. Desta forma, considerou C. Walker como mo de C. 1821). TORRES e CHINA (1955) verificaram, através dos espinhos do anterior dos tipos de Cicada 1858 e C. obtusa Walker, 1858, que estas espécies são si de Carineta 1821). A importância da alar em estudos dos insetos conhecida. Nos esta cia é tal que se considerar isoladamente as de-se ver a grande importância que elas possuem como elemento sistemático. Assim TORRES (1941) descreveu interessantes rações que podem ocorrer neste grupo de insetos e entre outros, citou um exemplar fêmea de gigas. A sistemática que antes se baseava em

07. res como cor e tamanho, tem sua investigação em busca de menos variáveis e, atualmente, é possível estabelecer diferenças específicas através do estudo das masculinas e femininas. Assim, EVANS (1940) figurou a do macho de tomentose White, (1948) representou as de Carineta na descrição de espécies desse gênero. CHINA (1954) a de três espécies de Carineta e em adição figurou o ápice dilata do do endossoma. o qual dissecou a foi descrita e figurou o BOLA (1958) publicou algumas descrições e figurou os de algumas espécies de da Belga e figurou os do nas diferentes espécies des cri tas lo autor. TORRES (1960) em vários trabalhos, discutiu a figuras do minou com detalhes o de diferentes espécies de Todavia, nenhum destes (1964) estudou detalhada mente a do macho de descrevendo e interpretando as estruturas envolvidas, como o mostrando a extremidade da theca com vesica estendi da. Mais recentemente, HAYASHI (1974, 1975 e e DUFFELS (1982) apresentaram a terminologia para do macho e fêmea de Com respeito caracterização das de cigarra, HAYASHI instares do inseto através do formato do os diferentes anterior.

08. 2 Existem no Brasil cerca de 80 espécies de cigar indígenas, que se alimentam de seiva das plantas nativas. A substituição das florestas mistas naturais por algumas extensivas e uniformes, provocou tal vida desses insetos, que muitas espécies se adaptaram na no vas condições de vida, procurando seu alimento em plantas prejudiciais (FONSECA, 1934). Os são insetos que causam dano nos estados de e adulto. As sucção de seiva nas raizes do cafeeiro fêmeas, por ocasião da em ramos e galhos, podem, eventualmen te, levar morte do mesmo. As cultivares de café plantadas, são tadas por algumas espécies de cigarras, causando graves juizos lavouras atingidas. Os primeiros autores a estuda rem o ataque destes insetos em raizes de cafeeiro (1908) e mencionando (Berg, 1379) e Carineta 1821). A primeira era mais numerosa em e a outra em Campinas e Mais tarde, FONSECA e AUTUORI (1932) assinalaram que riam nos cafeeiros, além destas duas espécies citadas, da (Walker, (Fabricius, 1803) e 1854). Relatando os que as somente pela enorme quantidade de seiva que retiram do vegetal, mas também pelos das raizes.

09. Estas espécies de foram ressaltadas por FONSECA como sendo os insetos mais nocivos a cultura em São Paulo, observando que C. ta, e são as mais comuns foi a que se manifestou com maior intensidade. gigas 1790) adicionada a ta lista por FONSECA e como sendo o primeiro relato de ocorrência em planta cultivada. Esta espécie é men por HEINRICH e PUPIN NETO e PUPIN NE TO (1965) e HEINRICH (1967) como uma praga séria em várias re do Estado de São Paulo, pelos aumentos de danos em plan de café. Este fato indicaria, este autor, uma melhor adaptação do inseto em plantas de café ou próprias condições favoráveis de clima. A entomofauna do Estado de Minas Gerais foi observada por REIS e SOUZA da incidência de gigas em cafeeiros de São Gotardo. SOUZA et alii encontraram na região de São Sebastião do Paraíso, gigas numa proporção de de por cova de cafeeiro infestada. Observando seus ataques generalizados, elas podem causar juizos totais lavouras atacadas. A literatura nacional não registra nenhuma pesquisa referente ã biologia de cigarras. Porém, na Argentina, estudou a de em erva mate.

10. Em outros países da América Latina as cigarras também constituem-se pragas agrícolas. Assim, TORRES descreveu novas espécies de cigarras prejudiciais a na Argentina; (1970) assinalou Dorisiana e gigas, sendo que esta causa danos em frutíferas e são prejudiciais plantas de café no Brasil e (1974) coletou de gigas e 1850) sugando raizes de café em Peru. Várias outras espécies em diferentes partes do mundo têm algumas vezes causado danos relativamente sérios em frutíferas e outras plantas 1934).

3, DE Os exemplares de cigarras estudados foram cole tados em cafeeiros nos municípios de Franca, Patrocínio Pau lista, Lençóis Paulista (Estado de São Paulo), São do Paraíso e (Estado de Minas Gerais). Foram selecionadas três culturas de em cada um dos municípios de Franca, Patrocínio ta e sendo cada propriedade, escolheu-se ao acaso três plantas, constituindo assim um total de 9 e 27 plantas examinadas. Nestas plantas, sob a copa, locou-se uma armação de ferro, com 1,5 m de diâmetro e O, 40 de altura, coberta com tela os adultos permaneciam dentro do modo que, após sendo coletados. Procederam-se também coletas de cigarras manual mente e através de rede nestas propriedades

12. municípios de Paulista, S. do Paraíso e Após a coleta, os exemplares foram mortos e con em frascos etiquetados contendo a 70% e poste devidamente montados e etiquetados. A localidade de procedência e de depósito dos exemplares de cada espécie acha-se descrito no item Examinado". As abreviaturas das instituições onde estão os exemplares são: - Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso - Empresa de Pesquisa pecuária de Minas Gerais - São do Paraíso. - - - Departamento de da Escola Superior de Agricultura - - Departamento de Defesa da Faculdade de Ciências Agrárias e - Campus de - - Seção de de do Instituto de Campinas - Campinas. - Museu de Zoologia da Universidade Paulo - Paulo. de ESTUDADAS E EXEMPLARES Estudaram-se exemplares de cigarras do cafeeiro provenientes de coleções da Fazenda

13. tal de São Sebastião do Paraíso - Departamento de En - Departamento de Defesa Seção de - e Museu de Zoologia -. As espécies foram identificadas com base na teratura. Posteriormente, estas identificações foram confirma das através comparação com exemplares do Museum (Natural History) e das identificações do Dr. do National de Paris, para o qual foram enviados um macho e uma fêmea de cada espécie estudada. li 3,3, PREPARO DAS Separou-se o abdômen do tórax com ça, submetendo-o ao aquecimento em banho-maria, durante 15 a 30 minutos, em solução de a 10% para clarificação. Em se o material foi lavado com colocado em por 24 horas e conservado em tubos com devidamente quetados. 3,4, I As figuras apresentadas, para caracterização mor das espécies de foram efetuadas em câmara clara adaptada ao microscópio Para os mas do ovipositor (vista ventral) utilizou-se uma câmara a um microscópio A terminologia da

14. do macho foi baseada nos trabalhos de HAYASHI (1974, 1975 e e DUFFELS (1982) e para anterior de exü via em HAYASHI DAS As medidas foram tomadas com auxílio de uma ré O comprimento foi medido do vértice até a ex tremidade apical do abdômen, tomando-se a medida do nor exemplar. Para a envergadura, as asas foram distendidas, medindo-se a porção distal de uma asa até a outra. O do corpo das foi medido do vértice até a apical do abdômen e a maior largura do corpo. As sinonímias das espécies estudadas constam do catálogo de METCALF sendo omitidas no presente lho.

4, RESULTADOS E DE CIGARRAS ASSOCIADAS AO CAFEEIRO As espécies de cigarras associadas ao cafeeiro acham-se distribuídas em 1 família, 2 4 gêneros e espécies. Através destas espécies foi possível elaborar chaves para identificá-las, baseadas em cos. As diferenças que caracterizam da espécie isoladamente, foram evidenciadas com base nas res descrições e com o auxílio dos esquemas representati vos. As espécies identificadas foram as seguintes: - Familia: - gigas 1790) soda (Walker, 1850) 1821)

16. - Carineta (Distant, 1892) Carineta (Walker, 1858) Dorisiana 1854) Dorisiana 1790) 1803) 1879) (Fabricius, (Walker, 1850) CHAVE PARA E DE CIGARRAS ASSOCIADAS AO I 1. posterior do dilatado (Fig. e... a) mancha escura nas bases da e (Fig.... gigas mancha escura nas bases da 2- a a 5- a e 7- a células cais (Fig.... posterior do pronoto não dilatado (Fig. e 2 2.... a) coloração escura intensa. a') coloração diferente..... b elevação cruciforme comas projeções posteriores não pontiagudas e afastadas en si

17. sais não (Fig. e 41)... elevação cruciforme comas projeções posteriores pon si; e próximas entre transversais (Fig. e 31) 2'. trimeros..... 3 3. Cabeça (incluindo olhos) qua se tão larga quanto abase do mesonoto (Fig. e... Dorisiana a) manchas do mesonoto lar gas, as laterais mais de que as inter nas (Fig.... a') manchas do mesonoto tas, as laterais mais cur tas que as internas (Pig.... 3'. Cabeça (incluindo olhos) mais estreita do que a base do me (Fig. e Carineta a) pronoto sem manchas.. (Fig.... C. a') pronoto com manchas... b anterior com três pinhos (Fig.... C.

18. anterior com quatro espinhos (Fig.... C. 4,3. CHAVE PARA DAS DE CIGARRAS AO CAFEEIRO COM BASE NA MASCULINA 1. lobo basal do com prolongamento apical... 2 1'. lobo basal do sem prolongamento apical.... 3 2. prolongamento do lobo basal do (Fig.... C. 2'. prolongamento do lobo basal do com o rami ficado ou (Fig.. C. 3.... 4 3'. simples.... 5 4. porção do pon (Fig.... 4'. do com projeção (Fig. 5. ápice do com e projeção (Fig.... 5'. ápice do diferente. 6 6. processo lateral do estreito, curvo e com o ápi

(Fig... 19. lateral do... foro diferente.. 7 com um longo lamento apical (Fig.... C. sem cal... 8 8. com espinho apical (Fig.... gigas sem espinho apical e ápice triangular em vista ventral (Fig. e sodatis PARA DAS DE CIGARRAS AO CAFEEIRO COM BASE NO OVIPOSITOR 1. margem externa da metade querda... 2 1'. margem externa da metade querda lisa..... 2. margem externa com 4 den... 3 2'. margem externa com de 4 dentes..... 4 3. primeiro dente pontiagudo (Fig.... 3'. primeiro dente arredondado (Fig.... 4. margem externa com até 5 den... 5

20. 4 margem externa com mais de 5 dentes.... 6 5. margem externa com os dentes arredondados, os 2 nares (Fig.... gigas externa com 3 dentes mais por 2 menores (Fig.... 6. margem externa com 6 dentes irregulares (Fig.... 6'. margem externa com 7 dentes os intermediários mais volvidos (Fig.... C. 7. margem interna sinuosa (Fig.... interna com dentes ar... redondados.. 8 8. margem interna com 7 dentes (Fig.... C. 8'. margem interna com 4 dentes (Fig.... C. FEE I DE CIGARRAS ASSOCIADAS AO Descrição: corpo largo e robusto de verde com manchas pretas nos segmentos e dor so-lateral do abdômen; região ventral do corpo coberta

21. secreção branca. Cabeça: verde apresentando na região do. vértice uma larga faixa transversal preta que se prolonga até a base das antenas, fronte longa e proeminente, mais ou angular com faixas pretas na parte dorsal; olhos compos tos projetados e circundados internamente por circular preta; atingindo as coxas posteriores, com primeiro e segundo artículos verdes e a metade terminal de coloração preta (Fig. apresentando no pronoto uma faixa trans estreita preta próxima da separação da cabeça com o não unida com a faixa posterior; margem lateral do to oblíqua; posterior do pronoto com uma pequena faixa preta; mesonoto um pouco convexo com três faixas pretas largas unidas entre si, intercaladas com duas faixas estreitas e curvas, lateralmente com uma faixa preta estreita de cada lado; parte anterior da elevação cruciforme em forma de W com as extremidades dilatadas e pretas (Fig. asas an teriores e posteriores a primeira com manchas mar nas célula apical (Fig. transversais da segunda e anterior com dois espinhos internos desenvolvidos e dois externos curtos (Fig. Abdômen: verde largo, com manchas late pretas atingindo quase a metade de cada segmento (Fig. nos machos estas manchas unem-se

22. (Fig. região com pequenas manchas de clara (Fig. e fêmeas com o to visível com a margem anterior convexa e a margem posterior distintamente e com duas pequenas manchas circula res pretas (Fig. e do macho largamente rados e não sobrepondo a base do abdômen (Fig. visível do macho duas vezes mais longo do que largo e levemente côncavo posteriormente (Fig. fêmea: metade esquerda do tor caracterizada pela presença de cinco dentes arredondados, nos quais os três primeiros são largos e os dois (Fig. e do macho: lobo anterior do uncus dondado; processo lateral do com os bordos arredonda dos; lobo basal do bem desenvolvido com a de levemente com ápice arredondado e com Medidas: comprimento do corpo (fêmea): (macho) : 45-55 envergadura: 130 globular; robusta; antena com cinco anterior com espinho intermediário desenvolvi do, separado do pente, composto por cinco dentes, o apical e mais de duas vezes mais largo do que os outros; espinho poste muito longo, basal e não arqueado (Fig. 1 O). Comprimento

23. do corpo: 32-35 largura: 16-19 Material Examinado: BRASIL. Minas Gerais: Boa Esperança; - 1983 2 fêmeas e 2 machos, São Sebastião do Paraíso, Fazenda Experimental da X - 1983 de Souza), 5 fêmeas e 5 machos, idem, X - 1984 (A.M. 1 fêmea e 1 macho, São Paulo: Cristais Paulista, X - 1982 fêmeas e machos, Fazenda Viradouro, - 1983 7 fêmeas e machos, Franca, Fazenda Santa cilia e Fazenda Paragon - 1983 li), 10 e 10 machos, Patrocínio Paulista, da das Pedras, X - 1983 8 fêmeas e 7 machos, Distribuição Geográfica : ANTILHAS, ARGENTINA, BO BRASIL (CearÚ, Santo, Mato Grosso, Minas Paraná, são Paulo), COLOMBIA, EQUADOR, ESTADOS UNIDOS GUATEMALA, GUIANA, URUGUAI, VENEZUELA. Hospedeiros: Acacia arabica, frutíferas e plantas naturais. Característica posterior do pronoto dilatado e asas anteriores com manchas marrons transversais da segunda e cal. Comentários: esta espécie se caracteriza

24.

a de maior tamanho encontrada nos cafezais do sul de Minas e Estado de São Paulo, constituindo-se, dentre todas as espécies, a mais prejudicial e de maior nestas re Através de observações de campo, verificou-se que a emergência do adulto ocorre de setembro a novembro, sen do esta emergência influenciada pela precipitação. Nos levantamentos efetuados coletou-se a forma de gigas observada na Argentina por TORRES (1940). Os levantamentos de de insetos, realizados no Departamento de da armadilha luminosa. demonstraram que esta espécie é atraída por. Descrição: corpo largo de coloração geral Cabeça: olhos projetados com estreita faixa ta circundando a margem interna; fronte pouco proeminente com listras pretas na parte dorsal: área dos circundada com mancha preta estreita indo até entre a base das antenas (Fig. pronoto com o posterior dilatado, ausência de faixa estreita transversal preta nos bordos, com

26. faixa estreita preta semicircular, unindo-se com outra, atrás da inserção quatro manchas estreitas internas; mesonoto com sete faixas pretas longitudinais si, sendo que as laterais atingem o ápice da elevação com pequenas manchas tas nas extremidades anteriores (Fig. asas anteriores e posteriores com as apresentando manchas mar nas transversais da segunda â ta e sétima célula apical (Fig. 21) anterior com os dois primeiros espinhos desenvolvidos, retos, e to (Fig. Abdômen: escuro, com manchas pretas cobrindo to ou quase todos os segmentos abdominais (Fig. e dorso do abdômen, com uma mancha clara de da lado; região pleural e com manchas de coloração preta (Fig. e do macho separados com os bordos posteriores não se prolongando posteriormente (Fig. o visível da fêmea é mais de duas mais longo do que largo, com a margem anterior reta, a mar gem lateral distintamente curva e oblíqua e nada (Fig. macho com visível tão lar go quanto longo, margens laterais acentuadamente oblíquas e distintamente invaginado posteriormente (Fig. da fêmea: a margem externa do tor apresenta-se não e a interna com uma ondulação (Fig. e

27. do macho: lobo anterior do uncus dondado; processo lateral do com a lobo basal do desenvolvido e com extremidade arredondada; com o ápice triangular e margens (Fig. e Medidas: comprimento do corpo (fêmea) : 33-35 (macho): 37-40 envergadura: 116 Material examinado: BRASIL. São Pauto: Sítio Cedro Velho, XI - 1980 2 machos, Santa Catarina, Brusque, - 1937 Lane), 1 Distribuição geográfica: DO SUL, BRASIL (Minas Gerais, Pauto, Santa Catarina), PERU. Hospedeiro: arabica. Característica apresenta o posterior do pronoto dilatado e com manchas marrons nas transversais da segunda quinta e sétima apical. Comentários: nos primeiros relatos de cia de cigarras em cafeeiros, esta espécie foi mencionada in a cultura (FONSECA e AUTUORI, 1932). Entretanto, nos levantamentos realizados mais recentemente, não foi constata da a presença da mesma.

28. FIGURA 2 A. cabeça e abdômen (ventral); C. ovipositor (ventral); E. abdômen 9 (lateral); abdômen (ventral); H. abdômen (lateral); I. asa anterior; (lateral); L. (ventral); metade esquerda ovipositor (ventral); anterior (adulto).

29. pilosidade dourada. Descrição: apresenta o corpo com uma Cabeça: coloração verde; olhos não projetados, com a margem interna preta; ârea do manchada de preto estendendo-se lateralmente nas margens da fronte; a base do abdômen, com extremidade distal preta (Fig. Tórax: apresenta o pronoto de coloração verde com uma faixa Longitudinal preta na margem anterior e duas pretas transversais; mesonoto marrom com duas faixas ante riores pretas e quatro manchas pretas triangulares sendo as duas anteriores mais curtas, e uma ta arredondada situada acima da cruciforme e próxima das manchas triangulares; elevação cruciforme comasprojeções posteriores pontiagudas e próximas entre si (Fig. asas an teriores com as (Fig. base das asas anteriores e posteriores moderadamente colorida e opacas; anterior com os dois primeiros espinhos desenvolvidos, o primeiro inclinado e terceiro curto (Fig. Abdômen: coloração cobertopor uma pilosidade dourada; fêmea (Fig. com o manchado de escuro, nos bordos, clareando mais centralmente; visível da estreito com a margem lateral curvada e margem posterior mediamente sinuosa, apresentando duas manchas

30. pretas circulares (Fig. quase unidos, com o macho como abdômen curto; um pouco pro (Fig. os segmentos abdominais commanchas pretas pouco desenvolvidas, lateralmente (Fig. visível do macho é pouco mais largo do que longo, com posterior aguda (Fig.. da fêmea: o ovipositor tem cerca de cinco dentes arredondados, três maiores e proeminentes, rados por dois menores e estreitos (Fig. do macho: apresentando do uncus pontiagudo e lobo basal do pou desenvolvido e com a extremidade distal e uma expansão lateral situada antes da extremidade (Fig. e Medidas: comprimento do corpo (fêmea): (macho): 37-41 envergadura: 116 Material examinado: BRASIL. São Paulo: 1966 (A., 5 e 5 machos, 1979 (sem, 5 fêmeas e 6 machos, Geográfica: ARGENTINA, (Mato Grosso, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do BRA São Paulo), COLOMBIA, EQUADOR, GUIANA FRANCESA, GUIANA, SURINAME. Hospedeiro : arabica.

31. FIGURA 3 - A. cabeça e tórax; abdômen (ventral); C. ovipositor (ventral); E. abdômen (lateral); abdômen (ventral); H. abdômen 8 (late I. asa anterior; (lateral); L. metade esquerda ovipositor (ventral); anterior to).

32. Característica apresenta a elevação cruciforme com as projeções posteriores pontiagudas e mas entre si e as com Comentários: espécie grande, embora menor doque gigas, não tem sido constatada atualmente em cafeeiros. Por outro lado, constituía-se, anteriormente, na espécie mais mum do gênero, em surtos de cigarras nesta cultura. Descrição: corpo de coloração geral marrom. ta-se de uma espécie de porte médio, que ataca o cafeeiro. Cabeça: olhos não projeta dos área te com uma mancha em forma de V invertido na sua margem (Fig. Tórax: pronoto não manchado; to com duas faixas estreitas pretas laterais atingindo a ex tremidade anterior da elevação cruciforme; duas manchas tas triangulares partindo da base do mesonoto, e duas manchas pretas pequenas circulares acima da elevação cruciforme; ele cruciforme com as projeções posteriores não pontiagudas e afastadas, entre si (Fig. asas anteriores com as não (Fig. base das asas anteriores e teriores levemente coloridas e opacas: anterior

33. espinhos, o primeiro curto e arredondado, o segundo do, inclinado e o terceiro curto (Fig. Abdômen: ventralmente pardacento (Fig. lateralmente segmentos abdominais tam-se marrom com estreitas faixas pretas transversais e ; visível da fêmea cinco vezes mais go doque largo, margem posterior distintamente (Fig. macho com o visível, com a margem ante côncava, anteriores pontiagudos e posterior leve mente invaginado e arredondado (Fig. da fêmea: ovipositor apresenta a meta de esquerda com três dentes pontiagudos (Fig. do macho: lobo anterior do uncus dondado; processo lateral do e do; lobo basal pouco desenvolvido e centralmente localizado; com o ápice sendo uma parte arredondada e outra mais desenvolvida, com saliências, e na margem externa (Fig. e Medidas: comprimento do corpo (fêmea): (macho): 30-35 envergadura: 85 Material examinado: BRASIL. São Paulo: Lençóis Paulista, Sítio - 1982 (S., 5 fêmeas e 5 ma Laranjal Paulista, Sítio Santa Luzia, XI - 1984 (S., fêmeas e 5 machos, Distribuição geográfica: BRASIL. (Mato Grosso,

34 FIGURA 4 A. cabeça e tórax; abdômen (ventral); C. ovipositor (ventral); E. abdômen 9 (lateral); abdômen 8 (ventral); H. abdômen (lateral); I. asa anterior; (lateral); L. d (ventral); metade esquerda ovipositor (ventral); anterior (adulto).

35. COLOMBIA, COSTA RICA, GUATEMALA, PERU, VENEZUELA. Hospedeiro: arabica. Característica apresenta a elevação cruciforme com as projeções posteriores não pontiagudas tadas entre si. Comentários: Trata-se da terceira espécie de associada ao cafeeiro pois, até ram relacionadas apenas para esta cultura, (Berg., 1879) e 1803). Nas coletas efetuadas no Sul de Minas Gerais e Alta foi observada esta espécie infestando constatando-a apenas nos municípios de Lençóis Paulista e Laranjal Paulista, com provável do início de do adulto em setembro. esta espécie diferencia das duas an citadas, por apresentar coloração escura intensa (TORRES, base das asas anteriores e posteriores opaca e geralmente de coloração brilhante (GODING, 1925). Medida: comprimento do corpo (macho) : 45 Distribuição geográfica : ARGENTINA, BRASIL (Mi nas Gerais, São.

Hospedeiro: arabica. Comentários: nos levantamentos efetuados em. atualmente, não se constatou nessa Descrição: alguns exemplares desta espécie sentam-se com a coloração do corpo marrom manchado de preto ou verde: tamanho mediano. Cabeça: quase tão larga quanto a base do to, incluindo os olhos, com uma larga faixa transversal preta na região do vértice, prolongando-se até a margem interna dos olhos compostos: fronte pouco convexa de coloração com a extremidade distal do terceiro artículo preto e as coxas posteriores (Fig. apresentando o pronoto sem manchas escuras: mesonoto com quatro manchas com as duas centrais mais curtas; duas manchas pretas ou mar pretas, peque nas circulares acima da elevação cruciforme: projeções riores da elevação cruciforme apresentam-se expandidas late (Fig. (Fig. ; ante com dois espinhos curtos e inclinados (Fig. Abdômen: lateralmente com manchas trans pretas atingindo a metade de cada segmento (Fig. visível da fêmea com a margem anterior

37. tintamente convexa, margem posterior com uma conspícua nação, de preto (Fig. e ; tos totalmente manchados de preto (Fig. e ; lateral mente com manchas pretas tos abdominais (Fig. quase totalmente os visível do macho aproximadamente longo quanto largo, margem lateral te côncava, ápice anterior arredondado (Fig. da fêmea: a margem externa do tor apresenta seis dentes irregulares quanto a forma e nho (Fig. e do macho: lobo basal do brindo quase que totalmente o lobo anterior triangular situado (vista lateral) (Fig. e Medidas: comprimento do corpo (fêmea) : 16-17 (macho): 16-20 envergadura: 65 antena composta por seis segmentos; pinho intermediário do anterior curto, separado do pen te, este composto por quatro dentes, os intermediários reduzidos; o posterior longo e arqueado (Fig. 5 O). Comprimento do corpo: 15-16 largura: 6-8 Material examinado: BRASIL. Minas Gerais: São Sebastião do Paraíso, Fazenda Experimental da - 1981 de Souza), 4 fêmeas e 4 machos, - 1984 (A.M. 2 fêmeas e 3 machos, São

38. Franca, Fazenda Paragon Fazenda Santa cilia, Fazenda Progresso, - 1983 10 e 10 machos, Fazenda - 1983 8 fêmeas e 8 Fazenda São - 1983 5 fêmeas e 5 machos, Fazenda Santa Clara, - 1983 Gonçalves), 5 fêmeas e 4 machos, Fazenda Santa Clara da Serra, - 1985 de Lima Silva), 6 fêmeas e 7 machos, Lençóis Paulista, - 1985 (S. 5 e 3 machos, Paraná: Sítio V. Pa - 1983 Moreno), 3 fêmeas e 3 machos, Distribuição geográfica: ARGENTINA, BRASIL (Mi nas Gerais, Paraná, Paulo), URUGUAI. Hospedeiro: Característica arabica, Cassia esta espécie pela coloração e pelas manchas largas do mesonoto. Comentários: a espécie sido erroneamente citada no Brasil no gênero na realidade pertence ao gênero Dorisiana 1854) tem e quando 1984). Constitui-se, juntamente com gigas, uma das espécies que mais infestam os cafezais. A emergência do adulto inicia- se em dezembro podendo ser encontrados até meados de abril. Os levantamentos de de insetos realiza dos no Departamento de da demonstram que esta espécie é atraída por armadilha luminosa.

FIGURA 5 - Dorisiana A. cabeça e abdômen v (ventral); C. ovipositor (ventral); E. abdômen (lateral); abdômen (ventral); (lateral); I. asa anterior; 8 (lateral); L. (ventral); metade esquerda ovipositor (ventral); anterior (adulto); O. anterior 39.

40. Descrição: coloração geral do corpo Cabeça: incluindo os olhos, quase to a base do mesonoto, apresentando quatro pequenas manchas pretas lateralmente aos dois destes unidos preta em forma de V; dos olhos compostos parte uma pequena preta; fronte pouco convexa e totalmente preta. faixa (Fig. pronoto com duas manchas curvas pretas próximas da cabeça e duas pequenas manchas transversais tas lateralmente; mesonoto com quatro manchas partindo da se, sendo as duas internas maiores e curvas e as duas nas pontiagudas; duas pequenas manchas circulares pretas si acima da elevação cruciforme; parte anterior da eleva ção cruciforme fechada com uma sutura em forma de V aberto; projeções posteriores pontiagudas da (Fig. espinhos, primeiro arredondado, dois anterior com curtos dos (Fig. Abdômen: fêmea com manchas claras na região terno - pleural; lateralmente segmentos abdominais commanchas circulares pretas e o segmento abdominal manchas alongadas (Fig. machos com manchas claras na pleura e faixas transversais claras lateralmente (Pig. ; vezes

41. margem anterior projetada e posterior levemente sinuosa (Fig. macho com visível com a margem an cerca de duas vezes mais longa do que a posterior, ta com uma pontiaguda, margens laterais oblíquas e retas (Fig. da fêmea: a metade esquerda do sitor possui quatro dentes, o primeiro pequeno seguido três maiores e arredondados (Fig. e do macho: uncus com o lobo anterior e lobo basal do estreito e comprido, localizado mais internamente; na extremidade, com uma parte maior bem arredondada e outra pontiaguda (Fig. e comprimento do corpo (fêmea): 20-22 (macho): 23-25 envergadura: 80 Material examinado: BRASIL. X - 1983 (E. Ferreira), 4 fêmeas e 4 machos, São Franca, X - 1983 Salgado), 4 fêmeas e 2 machos, geográfica: ARGENTINA, BRA (Amazonas, Mato Grosso, São COSTA RICA, GUIANA FRANCESA, GUIANA, PERU, ME, VENEZUELA. Hospedeiros: arabica, Persia americana, alba,

42. FIGURA 6 - A. cabeça e tórax; abdômen? (ventral); C. ovipositor (ventral); E. abdômen (lateral); abdômen (ventral); (lateral); I. asa anterior; (lateral); L. (ventral); metade esquerda ovipositor (ventral); anterior (adulto).

43. esta espécie que-se das demais espécies pela do mesonoto. Comentários: trata-se da primeira ta espécie em cafeeiros (Franca, a segunda espécie do gênero Dorisiana associada ao cafeeiro, com provável de em outubro. Descrição: coloração geral do corpo to de pêlos curtos e amarelos. Cabeça: incluindo os olhos, mais estreitadoque a base do mesonoto, manchada de preto na d.0 vértice (Fig. pronoto com duas pequenas manchas pretas centrais e duas laterais, além de uma mancha mesonoto com uma mancha preta central com aspecto de duas faixas pretas estreitas na margem lateral e cinco manchas pequenas pretas acima da elevação cruciforme; eleva ção cruciforme com uma sutura semi-circular na extremidade an (Fig. (Fig. ante com quatro espinhos, segundo voltado para o ápice do (Fig. Abdômen: coloração com uma faixa longitudinal de cor preta; com faixa

e lateralmente com algumas manchas pretas (Fig. e o visível da fêmea com a margem anterior curva, posterior com entalhe pontiagudo passando a metade da largura do (Fig. macho apresenta o com do e a margem posterior levemente côncava (Fig. da fêmea: margem externa da metade querda do ovipositor lisa; sete dentes pouco proeminentes margem interna (Fig. e. na do macho: uncus com o lobo anterior extremamente desenvolvido, com extremidade arredondada; lobo basal do com os bordos anteriores com as margens Medidas : comprimento do corpo (fêmea) : 21-22 (macho) : 19-22 envergadura: 55 Material examinado: BRASIL. São Paulo: seca), 1 fêmea e 3 machos, - 1964 Me 1 macho, Laranjal Paulista, Sítio Santa Luzia, XI - 1984 1 macho, geográfica: ARGENTINA, (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo),. Hospedeiro: arabica. Característica anterior com

45. lobo anterior do uncus FIGURA 7 - Carineta A. cabeça e tórax; abdômen 9 (ventral); ovipositor (ventral); E. abdômen H. abdômen (lateral); I. asa anterior; d (lateral); L. (ventral); metade esquerda tor (ventral); anterior to). (lã

46. quatro espinhos, segundo voltado para o ápice do Comentários: nos primeiros relatos de cia de cigarras em cafeeiros esta espécie era citada do esta cultura em várias todavia nos levantamentos realizados atualmente, em Laranjal Paulista, Examinando a exemplares foram coletados apenas masculina desta espécie, encontrou-se em um dos exemplares, na extremidade do um curto, todavia não foi observada esta tics em outro exemplar examinado. Isto discorda do esquema da de Carineta sinônimo de C. representada por CHINA no qual foi represen tado um longo na extremidade do espécie de tamanho pequeno, dentre as espécies que infestam o café, apresenta o corpo de coloração geral incluindo os olhos, mais estreitadoque a base do mesonoto; área do manchada de margem in terna dos compostos com faixa preta; fronte estreita (Fig. Tórax: pronoto com quatro pequenas duas centrais e duas laterais; bordo posterior do pronoto com faixa transversal preta curta: mesonoto com duas manchas

47. trais curtas e escuras e duas estreitas mais longas e acima da elevação pequenas manchas tas circulares; elevação cruciforme com as projeções res arredondadas (Fig. e asas com escuro (Fig. 81 anterior com o primei espinho desenvolvido, os dois outros (Fig. Abdômen: pardacento, lateralmente apresenta-se com manchas claras (Fig. trais marrons e base dos ; ventralmente com manchas com manchas do macho bastante desenvolvido (Fig. visível da fêmea apresenta a margem lateral reta oblíqua; posterior largamente atingindo aproximadamente do comprimento do (Fig. ; mo visível aproximadamente tão largo quanto longo, arredondados, margem posterior reta (Fig. da fêmea: ovipositor caracterizado la presença de sete dentes, três primeiros dentes pequenos, seguidos por dois dentes bastante proeminentes e dois menores (Fig. e do macho: lobo basal do com as extremidades anteriores formando processos tos, com o ápice reto (Fig. e Medidas: comprimento do corpo (fêmea): (macho): 13-15 envergadura: 45 pequena, estreita; antena composta por

4%. - Carineta A. cabeça e abdômen (ventral); ovipositor (ventral); E. abdômen (lateral); (ventral); o"; H. abdômen anterior; o" (lateral); L. O" (ventral); esquerda ovipositor (ventral); anterior (adulto); anterior

49 oito segmentos; próximo e quase anterior com espinho do pente, este com seis dentes praticamente do mesmo tamanho; espinho posterior do e arqueado (Fig. 8 Comprimento do corpo: 11 4 nun. Material BRASIL. Minas Gerais : nas, - 1984 de Souza), 6 fêmeas e 2 machos, Distribuição geográfica: BRASIL (Minas Gerais), VENEZUELA. arabica Característica anterior com o primeiro espinho desenvolvido, os dois outros Comentários: este é o primeiro relato cia desta espécie em cafeeiro. Trata-se, portanto, da segunda do gênero Carineta associada a esta cultura. A provável de emergência é no início de fevereiro. E atraídapor armadilhas luminosas. Descrição: corpo de coloração geral Cabeça: incluindo os olhos, mais estreitadoque a base do mesonoto, não manchada, fronte alongada (Fig.. pronoto não manchado; mesonoto com duas manchas centrais curtas marrom-claras não definidas e duas la

50. elevação cruciforme com as projeções ante riores pontiagudas (Fig. (Fig. ; anterior com quatro espinhos, segundo voltado para a se do (Fig. Abdômen: fêmea a região ventral não mancha da; lateralmente a fêmea apresenta-se sem manchas macho com os abdominais levemente manchados de placa sub-genital apresenta uma mancha com for mato de V com dois pontos pretos; macho, lateralmente, com manchas claras no centro dos segmentos abdominais (Fig. e visível da fêmea com a margem la reta, inclinada, posterior estreitamente atin aproximadamente do comprimento do (Fig. macho apresenta o visível tão largo quanto longo, margem anterior reta e posterior levemente (Fig. da fêmea: margem externa da metade querda do ovipositor lisa; margem interna com quatro dentes pequenos e arredondados; corn conspícua pontiaguda in terna (Fig. e do lobo anterior do de atingindo o lobo basal que está situado interna mente; lobo basal com as extremidades triangulares pretas; ápice do com longo em algumas partes e na sua extremidade (Fig.

51. Medidas: comprimento do corpo (fêmea): (macho): 20-21 envergadura: 44 alongada, antena com seis segmentos, anterior com o espinho intermediário, pequeno, próximo do pente, este com cinco dentes.do mesmo tamanho, espinho poste delgado, arqueado, unido a um dente pequeno (Fig. 9 O). Comprimento do corpo: 17 largura: 5 Material examinado: BRASIL. Minas Gerais: nas, - 1984 de Souza), 6 fêmeas e 1 machos, - 1964 (S. Silveira Neto), Distribuição geográfica: BRASIL (Minas Gerais, São Paulo), COLOMBIA, PERU, VENEZUELA. Hospedeiro: arabica. Característica anterior con quatro espinhos, o segundo voltado para a base do Comentários: nos levantamentos efetuados no sul de Minas Gerais, constatou-se, pela primeira vez, a ocorrência desta espécie em plantações de cafeeiro. Portanto, trata-se da terceira espécie do gênero Carineta associada a esta cultura. Início da em fevereiro.

52. FIGURA 9 - Carineta A. cabeça e tórax; abdômen (ventral); C. ovipositor (ventral); E. (lateral); (ventral); (lateral); I. asa anterior; d (lateral); L. (ventral); metade esquerda ovipositor (ventral); anterior (adulto); O. fé anterior.

53. AO CAFEEIRO DAS DE CIGARRAS Foram observadas treze localidades como sendo primeira referência de ocorrência de cigarras. Além disso, espécies foram assinaladas pela primeira vez em cafeeiros. Na literatura são mencionados no Gerais e São Paulo, ataques gerais de cigarras nas diferentes regiões, mencionando, vezes, apenas o gênero. Desta forma foram consideradas as identificações específicas destes res, como sendo, no presente trabalho, primeira referência de ocorrência (Fig. 10). 4.7, GERAIS DAS Através de observações visuais em campo pôde-se observar que o maior parque cafeeiro do Brasil, Sul de Minas Gerais e Alta São Paulo, encontra-se altamente tado pelas diferentes espécies de cigarras, constituindo-se num grande foco de para toda a cafeicultura destas regiões. Devido a contínua sucção de seiva pelas nas raizes, grandes prejuízos são causados lavouras Ainda não se conhece nenhuma ã respeito do ciclo biológico das cigarras do cafeeiro. Todavia, no presente pode-se observar que o período deve estar ao re dor de três a quatro anos.

54. DAS MASCULINAS As masculinas das espécies assimétricas e, dentro de um mesmo gênero, padronizado. As cigarras, principalmente os machos, tam um par de localizados lateralmente no primeiro segmento abdominal e cada espécie emite um som tornando-se possível fazer a identificação das mas.

55.

5 Pelos resultados obtidos pode-se concluir que: - A s espécies de cigarras, que atualmente Os cafeeiros, são: gigas na (Walker, 18501, Dorisiana Dorisiana Carineta (Distant, Carineta (Walker, 1858) e ta 1830). - As espécies (Walker, 18501, (Fabricius, 1803) e (Berg, 1879) não encontradas atualmente, plantações de cafeeiros ; - maiores níveis nos cafezais são de: gigas e Dorisiana - (Walker, Dorisiana ridis Carineta (Distant, 1892) e neta spoliatu (Walker, 1858) são espécies constatadas vez infestando cafeeiros

57. - A emergência do adulto inicia-se em outubro gigas, e Dorisiana dezembro (Dorisiana (Carineta e Carineta spoliatu).

6, LITERATURA CITADA ASHMEAD, H., 1888. A generic synopsis of the En Americana. New 4 1976. A new type of stridulating organ for the Revision of the higher classification of the superfamily Journal History. London, CHRISTENSEN, 1938. Sobre la anatomia genital de especialmente Re vista da Sociedade Argentina.

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