Desenvolvimento Cognitivo
CAPACIDADES DO RECÉM-NASCIDO Os recém-nascidos entram no mundo com todos os seus sistemas sensoriais funcionando Visão Os bebês têm baixa acuidade visual Existem algumas evidências de que os recém-nascidos têm uma preferência facial
CAPACIDADES DO RECÉM-NASCIDO Audição Os recém-nascidos viram a cabeça na direção da origem do som e mostram preferência pela voz da mãe. Bebês com apenas 6 meses também conseguem discriminar as entonações da voz que indicam aprovação e desaprovação
CAPACIDADES DO RECÉM-NASCIDO Paladar e olfato Os bebês conseguem discriminar os sabores logo após o nascimento, eles preferem os líquidos doces. Os recém-nascidos também conseguem discriminar odores. Odores desagradáveis, como os da amônia ou de ovos podres, os fazem virar a cabeça na direção oposta. Aprendizagem e memória Recém-nascidos podem aprender respostas simples a partir do nascimento Quando chega aos 3 meses de idade, o bebê tem uma ótima memória.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO NA INFÂNCIA Teoria dos estágios de Piaget Crianças constroem esquemas - teorias sobre como os mundos físico e social funcionam As crianças tentam assimilar novos eventos em esquemas existentes Sempre que um novo evento não se enquadra, a criança irá modificar o esquema para se adaptar as novas informações Acomodação Ele dividiu o desenvolvimento cognitivo em quatro estágios principais.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO NA INFÂNCIA... Teoria dos estágios de Piaget Sensório-motora (nascimento 2 anos) Diferencia-se dos objetos A criança se reconhece como um agente de ação e começa a agir intencionalmente, por exemplo, puxa uma corda para mover um móbile ou sacode o chocalho para fazer barulho Pré-operatório (2-7 anos) Aprende a usar a linguagem e a representar os objetos por meio de imagens e palavras Classifica os objetos por uma única característica O pensamento ainda é egocêntrico: tem dificuldade em analisar o ponto de vista dos outros
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO NA INFÂNCIA... Teoria dos estágios de Piaget Operacional concreta (7-12 anos) Obtém a conservação (quantidade permanece igual, mesmo que mude de forma) de número (6 anos), massa (7 anos) e peso (9 anos). Estágio operatório-concreto embora as crianças usem termos abstratos, elas o fazem apenas em relação a objetos concretos objetos aos quais elas possuem um acesso sensorial direto. Estágio operatório-formal a pessoa é capaz de raciocinar em termos puramente simbólicos.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO NA INFÂNCIA... Teoria dos estágios de Piaget Uma crítica à teoria de Piaget Piaget subestimou a capacidade das crianças A criança pode ter a capacidade que está sendo testada, mas pode ser incapaz de realizar a tarefa porque não possui uma das outras capacidades exigidas. Vejamos o exemplo da permanência do objeto. Como vimos antes, quando crianças com menos de 8 meses observam um brinquedo sendo coberto, elas agem como se o brinquedo não existisse mais e nem tentam procurá-lo. Observe, no entanto, que o sucesso nesse teste exige que a criança não apenas entenda que o objeto ainda existe, mas também se lembre onde ele foi escondido e mostre, por meio de alguma ação física, que está procurando por ele.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO NA INFÂNCIA Evento Possível Evento Impossível
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO NA INFÂNCIA Alternativas à teoria de Piaget Abordagens de processamento de informações Alguns pesquisadores consideram o desenvolvimento cognitivo uma aquisição de várias habilidades no processamento das informações separadas habilidades específicas para coletar e analisar os dados a partir do ambiente. Abordagens de aquisição do conhecimento Alguns psicólogos de desenvolvimento acreditam que depois da infância, as crianças e adultos têm essencialmente os mesmos processos e capacidades cognitivos e que a principal diferença entre eles é que a base de conhecimento do adulto é mais ampla.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO NA INFÂNCIA... Alternativas à teoria de Piaget Abordagens socioculturais Alguns (incluindo Vygotsky) consideram a influência cultural no desenvolvimento das crianças, por exemplo, através da oportunidade, frequência ou papel das atividades desenvolvidas Teoria da Mente Entendendo o que as outras pessoas pensam Perto dos 4 anos, a criança começa a entender que os pensamentos e crenças das pessoas afetam seus comportamentos e que as pessoas podem ter crenças que simplesmente não refletem a realidade. Simon Baron-Cohen sugeriu que crianças com autismo não possuem uma teoria da mente fundamental, o que compromete a capacidade de entender os sentimentos, desejos e crenças dos outros.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO NA INFÂNCIA O desenvolvimento do julgamento moral Piaget acreditava que o nível geral de desenvolvimento cognitivo da criança determinava o seu julgamento moral. Lawrence Kohlberg ampliou o trabalho de Piaget sobre raciocínio moral para a adolescência e a maturidade e chegou a seis fases de desenvolvimento do julgamento moral, as quais ele agrupou em três níveis:préconvencional, convencional e pós-convencional
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO NA INFÂNCIA
Cognição Social
Ênfase: Mediadores cognitivos; Como estes dispositivos mentais se inserem: estímulos sociais e as manifestações comportamentais. Assim, os julgamentos, as lembranças e as avaliações sobre as pessoas são moldados e guiados pelo conhecimento prévio e pelas representações formadas esquemas, categorias ou estereótipos.
Ao se defrontar com as pessoas: Vai além da informação dos sentidos; As crenças e os julgamentos podem ser modificados pelo processamento da informação; Avaliação envolvimento afetivo; Automatismo e controle.
Processamento da informação: Codificação ; Arquivamento; Julgamento; Ação.
Esquemas mentais Estrutura abstrata de conhecimento hipóteses e interpretação; Autoconceito; Os esquemas servem para saber o que esperar dos outros e ajuda na conduta: percepção, atenção, interpretação e julgamento; Esquema de eventos (ver exemplo); Protótipo: rótulo verbal + conjunto de fatores.
Esquema de eventos
Cognição social e percepção social As pesquisas começaram a postular que as pessoas apreendem e dão sentido às informações sociais complexas, simplificando-as e organizando-as em estruturas cognitivas significativas chamadas de esquemas. As pessoas são mais capazes de lembrar informações quando as organizam em torno de um tema comparado-as ao que não são. Os primeiros modelos de esquema também postularam que as pessoas são avarentas cognitivamente, e muitos julgamentos e avaliações também são realizadas desta forma.
Tipos de esquemas Esquemas sobre pessoas: estruturas conceituais de traços de personalidade ou protótipos que permitem que uma pessoa possa categorizar e fazer inferências a partir da experiência de interação com outras pessoas. Auto-esquemas: referem-se às estruturas conceituais que as pessoas têm de si mesmos. Esquemas de eventos: pode ser descrita como os scripts cognitivos que descrevem a organização seqüencial de eventos em atividades diárias. Esquemas de papel: referem-se às estruturas de conhecimento que as pessoas têm das normas e comportamentos esperados de posições específicas na sociedade.
Esquemas Esquemas / categorias são dispositivos de poupança de energia Esquemas / categorias de facilitação da memória: As categorias podem ser comparadas a ferramentas cognitivas que usamos para processar informações de forma rápida e eficiente. Categorias ou esquemas tem influência e serve como guia de informações sociais que serão codificadas e recuperadas da memória.
Orientação a idéias contra o pensamento orientado a dados Esquemas / categorias são avaliativos e afetivos Processamento categórico é usado quando os dados são relativamente sem importância para a pessoa. No entanto, se os dados são menos claros e são de grande importância para a pessoa, é usada uma abordagem mais individual e fragmentada. Esquemas representam estruturas normativas e, assim, proporcionam uma base para a avaliação da experiência de cada um.
Esquemas / categorias são organizadas hierarquicamente As origens e o desenvolvimento de esquemas / categorias Esquema / categoria de estabilidade e mudança Esquemas sociais são teoricamente e hiearquicamente estruturados com informações mais abstratas e gerais na parte superior de uma estrutura de pirâmide e categorias mais específicas na parte inferior. De onde é que vem as categorias? Os esquemas são aprendidos ou são adquiridas ao longo do tempo a partir da experiência direta e indireta no ambiente social. Fiske e Dyer (1985) indicou que os esquemas bem desenvolvidos geralmente resistem à mudança e continuam a existir, mesmo em face de provas inconsistentes e contraditórias.
Categorização social Totalidade de informações que uma pessoa possui na mente sobre uma classe particular de objetos; Categorias naturais, nominais, relativas aos artefatos e sociais; Categorias sociais: formação de classes para orientar as atividades cotidianas, fácil identificação; Categorias primitivas: gênero, raça e idade;
Consequências da categorização: Minimiza as diferenças do grupo e maximiza as diferenças em relação ao grupo; Preconceito; Infra-humanização do outgroup; Atribuições causais; Justificação das desigualdades.
Automatismo e controle Pressões do tempo, pessoa avaliada e recursos cognitivos ocupados ou escassos; Multitarefa; Delegação controlado p/ automático; Orientação automatismo p/ controle; Intrusão controle p/ automático; Regulação automatismo p/ controle; Automatismo controle se automatiza; Disrupção automático p/ controle.
Wegner e Bargh (1998) argumentam que existem quatro tipos de informação que são mais favorecidas ou tem acesso privilegiado à nossa mente: 1. Informações sobre si; 2. Informações frequentemente evocadas são sobre como as atitudes e valores que são importantes para nós ou definem quem somos; 3. Comportamento social valorizado negativamente; 4. Informações sobre categoria social.
Efeitos comportamentais Os estereótipos não só influenciam nossos julgamentos e atitudes, mas também podem influenciar o nosso comportamento. Chen e Bargh (1997) argumentam que, talvez, as consequências mais insidiosas e perniciosas de tais estereótipos implícitos são efeitos comportamentais automáticos. Estereótipos negativos podem produzir no observador o próprio comportamento que se espera de um membro do outgroup estigmatizado.
Influência da informação prévia;
Modificação dos conteúdos armazenados reconstruir de forma positiva os eventos do passado; Avaro cognitivo subordinado a: Tempo; Quantidade de dados; Habilidade. O taticamente motivado.
Teoria dos protótipos e exemplares Protótipos: exemplares mais típicos; Exemplares: limites mais fluidos evocação de nomes.
Teoria essencialista Os membros do endogrupo, apesar das semelhanças superficiais, são percebidos como entes e diferenciam-se dos outros grupos similaridade.
Uso de heurísticas: Representatividade: inclusão; Acessibilidade: julgamento de um evento; Ancoragem e ajustamento: dificuldade de mudar o julgamento; Regressão à média: atividade da pessoa especializada foge do padrão; Eu como ponto de referência; Falso consenso.