PLANEJAMENTO E MODELAGEM



Documentos relacionados
UNIPAC Araguari FACAE - Faculdade de Ciências Administrativas e Exatas SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

PLANEJAMENTO SIMPLIFICADO DE PROJETOS

Física II Ondas, Fluidos e Termodinâmica USP Prof. Antônio Roque Aula 14

Introdução ao Projeto de Aeronaves. Aula 17 Diagrama v-n de Manobra, Vôo em Curva e Envelope de Vôo

Seleção de Materiais. 1. Introdução. 1. Introdução

Laboratório de Modelos Estruturais. Flambagem

Prof. Michel Sadalla Filho

Unidade 3 Função Afim

Métodos Quantitativos Aplicados a Custos Análise Estatística como um auxiliar valioso nas decisões

Análise de Regressão. Notas de Aula

UNESP DESENHO TÉCNICO: Fundamentos Teóricos e Introdução ao CAD. Parte 6/5: Prof. Víctor O. Gamarra Rosado

NBR 10126/87 CORTE TOTAL LONGITUDINAL E TRANSVERSAL

Universidade Federal de Juiz de Fora. Faculdade de Engenharia. Manual de Orientações Básicas

CURSO: Engenharia de Controle e Automação Campus Praça XI Missão

Melhorias de Processos segundo o PDCA Parte IV

Curso de Sistemas de Informação 8º período Disciplina: Tópicos Especiais Professor: José Maurício S. Pinheiro V

Paradigmas da Teoria da Comunicação

MODELAGEM MATEMÁTICA DE UM SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA EM MÉDIA TENSÃO 1. Gabriel Attuati 2, Paulo Sausen 3.

CIRCULAR TÉCNICA N o 171 NOVEMBRO 1989 TABELAS PARA CLASSIFICAÇÃO DO COEFICIENTE DE VARIAÇÃO

BANCO DE DADOS I AULA 2. Willamys Araújo willamysaraujo7@gmail.com

alocação de custo têm que ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária (como o aluguel, a supervisão, as chefias, etc.

A pesquisa é uma atividade voltada para a solução de problemas teóricos ou práticos com o emprego de processos científicos.

Matemática Básica Intervalos

ANEXO 3 GERENCIAMENTO DE MODIFICAÇÕES

O que é Histerese? Figura 1. A deformação do elemento elástico de um tubo tipo Bourdon.

Engenharia de Software

Onde está o peso extra? Série Problemas e Soluções. Objetivos 1. Estudar uma estratégia que valoriza ao máximo as informações disponíveis.

Introdução ao Projeto de Aeronaves. Aula 9 Análise Aerodinâmica da Asa

INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DA SOLUÇÃO DE SISTEMA EQUAÇÃO LINEAR COM O USO GEOGEBRA

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Faculdade de Engenharia FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO SISTEMAS ESTRUTURAIS II

Reabilitação e Reforço de Estruturas

Projeto e implementação de um sistema de levitação magnética microcontrolado

Cursos Educar [PRODUÇÃO DE ARTIGO CIENTÍFICO] Prof. M.Sc. Fábio Figueirôa

2. Qual dos gráficos abaixo corresponde à função y= x? a) y b) y c) y d) y

Inteligência Artificial Redes Neurais Artificiais

Desenvolvimento de Veículos Autônomos em Escala. Identificação de Parâmetros e Calibração dos Modelos dos Sistemas de Propulsão, Frenagem e Direção

Administração Central Unidade de Ensino Médio e Técnico - Cetec. Ensino Técnico. Qualificação: Assistente Administrativo

Alfabetização matemática e direitos de aprendizagem no 1º ciclo. Luciana Tenuta lutenuta@gmail.com

Introdução ao Projeto de Aeronaves. Aula 29 Diagrama v-n de Manobra e de Rajada

CÁLCULO DO MODELO NUMÉRICO (MDT)

SERG 2014 SEMIOTIC ENGINEERING RESEARCH GROUP

MEDIDAS DE VAZÃO ATRAVÉS DE VERTEDORES

Metodologias de alinhamento PETI. Prof. Marlon Marcon

O Engenheiro. Introdução à Engenharia Elétrica Prof. Edmar José do Nascimento

Modelos Matemáticos de Sistemas

BC 0208 Fenômenos Mecânicos. Experimento 2 - Roteiro

Contabilometria. Análise Discriminante

Erros e Incertezas. Rafael Alves Batista Instituto de Física Gleb Wataghin Universidade Estadual de Campinas (Dated: 10 de Julho de 2011.

1 Introdução. 1.1 Importância da Utilização da Amostragem

ARTIGO CIENTÍFICO. Metodologia Científica. Graduação Tecnológica. Prof. Éder Clementino dos Santos. Prof. Éder Clementino dos Santos

Métodos Quantitativos Aplicados

INTRODUÇÃO A ENGENHARIA

Equilíbrio de um corpo rígido

3º Trabalho de GI Análise DFD

Unidade 10 Análise combinatória. Introdução Princípio Fundamental da contagem Fatorial

Conjuntos mecânicos II

Definição: representação matemática computacional da distribuição de um fenômeno espacial que ocorre dentro de uma região da superfície terrestre.

I TORNEIO CIENTÍFICO PONTES DE MACARRÃO

Modelos Matemáticose Classificaçãode Robôs

Capítulo II. Elementos de Circuitos

Planificação a longo prazo

EXPLORANDO A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS COM O MAPLE

TEORIA 5: EQUAÇÕES E SISTEMAS DO 1º GRAU MATEMÁTICA BÁSICA

6 CONCEPÇÃO BÁSICA DO SISTEMA DE APOIO À DECISÃO

Modelo de negócios CANVAS

MODELO MATEMÁTICO HÍBRIDO APLICADO À PREDIÇÃO DO TEMPO DE VIDA DE BATERIAS 1. Gabriel Attuati 2, Paulo Sausen 3.

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ. Câmpus Ponta Grossa. Coordenação do Curso Superior de Tecnologia em. Automação Industrial

GUIA PARA A REALIZAÇÃO DE ESTUDOS DE ESTABILIDADE DE PRODUTOS SANEANTES

Plano de Ensino PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA APLICADA À ENGENHARIA - CCE0292

Avaliação e Desempenho Aula 1 - Simulação

PROPOSTAS COMPUTACIONIAS PARA O ENSINO DE MECÂNICA VETORIAL: Materiais Potencialmente Significativos

Algoritmos e Programação : Conceitos e estruturas básicas. Hudson Victoria Diniz

Semana 7 Resolução de Sistemas Lineares

Preparação para a Certificação de Engenheiro da Qualidade 1

CINEMÁTICA DO PONTO MATERIAL

III. Representações das portas lógicas (recordação): Figura 1: Símbolos padronizados e alternativos para várias portas lógicas e para o inversor 2

Atualizado em: 10/08/2010

Bases Matemáticas. Daniel Miranda de maio de sala Bloco B página: daniel.miranda

Manual do Usuário SISCOLE - Sistema de Cadastro de Organismos e Laboratórios Estrangeiros

Modelagem de Transformadores para Estudos dos Esforços Eletromecânicos Causados pela Corrente de Curto-Circuito

4.1. Variáveis meteorológicas para previsão de carga

GESTÃO DA MANUTENÇÃO

PNV 3100 INTRODUÇÃO À ENGENHARIA

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DESENHO TÉCNICO

Dinâmica de um Sistema de Partículas

Metodologia de Investigação Educacional I

4. Álgebra Booleana e Simplificação Lógica. 4. Álgebra Booleana e Simplificação Lógica 1. Operações e Expressões Booleanas. Objetivos.

Interdisciplinar II Módulo CST: GESCOM

Área de CONSTRUÇÃO CIVIL RESULTADOS ADEQUAÇÃO DE PROCESSOS NORMA DE DESEMPENHO GRUPO MINAS GERAIS S E N A I C I M A T E C REALIZAÇÃO

3 Modelos de Simulação

Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Naturais e Exatas Departamento de Física Laboratório de Teoria da Matéria Condensada

2016 Formação CERTIEL

O QUE É A FILOSOFIA? A filosofia no Ensino Médio

Comunicação. O Cartaz. Escola Básica Integrada da Quinta do Conde Educação Visual e Tecnológica

Mecânica Geral. Aula 04 Carregamento, Vínculo e Momento de uma força

MESTRADO ACADÊMICO. 1. Proposta do programa

O USO DE MATERIAIS CONCRETOS PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA A ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES VISUAIS E AUDITIVAS: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

ANÁLISE DOS SISTEMAS ESTRUTURAIS PRESENTES NO CENTRO DE CONVIVÊNCIA INFANTIL DA UNESP DE PRESIDENTE PRUDENTE

Transcrição:

Apresentação 06 Introdução a Engenharia Elétrica COMO CRIAR MODELOS NA ENGENHARIA. PLANEJAMENTO E MODELAGEM Prof. Edgar Alberto de Brito Continuando os conceitos anteriores, nessa apresentação será mostrado como gerenciar seus projetos

SINOPSE É muito arriscado, além da dificuldade, e às vezes até impossível, a solução direta de muitos dos problemas em engenharia, coloca-los em prática imediatamente. É preciso ter consciência de que o melhor projeto é aquele em que está completamente descrito e validado! Sem esse processo pode ser que apresente dificuldades operacionais relevantes.

PROJETOS SEM PLANEJAMENTO Imagine o que acontece se os responsáveis pelo projeto partissem diretamente para a sua execução. Quais as dificuldades encontradas para construção de: Transatlântico Jato comercial Barragem para uma hidrelétrica

PREOCUPAÇÕES NA ENGENHARIA Ao menos, existem três grandes preocupações constantes na engenharia, que podem estar comprometidas, são elas: Segurança Custos Eficiência

PRINCIPAL: NECESSIDADE DE PLANEJAMENTO, COMUNICAÇÃO & ENTENDIMENTO

O QUE É PRECISO: Planejar [uma das principais tarefas é modelar adequadamente o problema]. Representar a idéia [a representação é feita através de uma estrutura mais simplificada que facilita a sua solução] ou seja, criar um: Modelo!

O QUE ACONTECE SEM PROJETO?(1)

ISSO (2)...

ISSO...(3)

ISSO... (4)

OU ISSO... (5)

OU AINDA ISSO... (6)

CUIDADO!!! Ainda bem que sei ler projetos...

O QUE É MODELAR Modelar é representar um Sistema Físico Real (SFR), ou parte dele, em forma simbólica, convenientemente preparada para predizer ou descrever o seu comportamento...

SISTEMA FÍSICO REAL Furador de papel e seu modelo

CLASSIFICAÇÃO DOS MODELOS Os modelos podem ser classificados basicamente em quatro tipos, a saber: Icônico Diagramático Matemático Representação gráfica (que poder ser interpretada como uma visualização dos modelos matemáticos ou de algum SFR)

MODELO ICÔNICO é aquele que representa, de forma mais fiel possível, o SFR. Podem ser bi ou tridimensionais, confeccionados em tamanho natural (escala 1x1) ou em escala ampliada ou reduzida.

EXEMPLOS Bidimensional mapas, plantas, fotografias. Tridimensional maquetes e estátuas.

MODELO DIAGRAMÁTICO é um conjunto de linhas e símbolos que representam a estrutura ou o comportamento do SFR Uma característica típica desta forma de representação é a pouca semelhança física entre o modelo e o seu equivalente real.

MODELO MATEMÁTICO É uma idealização, onde são usadas técnicas de construção lógica, não necessariamente naturais e, certamente, não completas. Deve-se ter em mente que os SFRs são em geral complexos e que, criando um modelo matemático, simplifica-se o sistema podendo analisá-lo com mais facilidade.

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA Uma representação gráfica é a amostra de fenômenos físicos, econômicos, sociais, ou outros de forma ordenada e escrita.

EXEMPLO Este tipo de representação constitui um útil auxílio à visualização, comunicação e previsão de projetos

CONSTRUÇÃO GRÁFICA Representação gráfica da posição de um móvel em MRUV em função do tempo substituindo-se agora os valores de t, em segundos, tem-se: cuja representação gráfica resulta em:

OUTRO EXEMPLO Gráfico produzido no Excel

A IMPORTÂNCIA DOS MODELOS Os modelos são utilizados na engenharia porque: a) é muito dispendioso e nada prático construir todas as alternativas possíveis do SFR até se encontrar uma solução satisfatória; b) algumas vezes o processo direto de construção de alguns sistemas, além de impraticável, pode ser destrutivo e perigoso; c) a precisão do processo pode ser aumentada através do aprimoramento do modelo pois, como o problema está simplificado, tem-se condições de exercer um controle maior sobre o seu comportamento (menos variáveis para serem controladas);

CONT... d) é possível, em menor espaço de tempo, fazer um exame da situação de muitas variáveis, determinando seus efeitos no desempenho do SFR; e) com as ferramentas computacionais hoje disponíveis, diversas combinações de variáveis podem ser analisadas mais rápida e economicamente; f) a abstração de um problema relativo ao equivalente real, leva-o do campo desconhecido para um campo familiar, pois o engenheiro está lidando com algo que pertence ao seu domínio de conhecimento.

NOTAS: Sempre aparecerão erros ou diferenças entre os resultados previstos (calculados) e os medidos, devido às simplificações introduzidas na formulação dos modelos. Os modelos não são únicos. Diferentes modelos podem ser utilizados para analisar o desempenho de um sistema sob diferentes pontos de vista.

MODELO E SISTEMA FÍSICO REAL (SFR) A análise completa ou a solução perfeita de um problema, que exige levarse em consideração todos os fatores e efeitos concebíveis, é praticamente impossível ; Ninguém conhece todos os fatores relevantes ou prever todos os seus efeitos possíveis, como também, muitos desses fatores por serem pouco significativos, tem pouco influência e assim podem ser desprezados

EXEMPLO: Modelo para prever o deslocamento na extremidade livre de uma viga em balanço, que corresponde ao SFR abaixo indicado, onde os parâmetros representam:

EQUAÇÃO MATEMÁTICA REPRESENTATIVA. Para se chegar a equação abaixo, que fornece a previsão do deslocamento na extremidade livre da viga em balanço, algumas hipóteses simplificativas foram supostas válidas.

PREVISÃO DO MODELO Modelo de previsão do deslocamento de uma viga em balanço

VALIDADES DAS HIPÓTESES SIMPLITICATIVAS Hipóteses simplificativas para a solução de um problema, surge a necessidade de sua verificação, especialmente através da experimentação A verificação é mesmo imprescindível, pois não se pode utilizar um modelo sem saber da sua precisão na representação do SFR.

ANÁLISES DO MODELO Em função das hipóteses simplificativas, deles deve-se esperar um certo grau de discrepância com a realidade A equação representa o modelo matemático, que com os valores de ensaios de L, F, E, b e h calculam-se as deflexões Relação entre força e deslocamento (medido e calculado)

ANÁLISES DOS DADOS Sobrepondo os dois gráficos, para que o modelo matemático tenha uma boa capacidade de representação Relação entre força e deslocamento (correlação ou não)

PARA QUE SE UTILIZAM OS MODELOS Os engenheiros utilizam modelos para: Pensar (refletir, visualizar) Comunicar Prever Controlar Ensinar e Treinar

CONSIDERAÇÕES: É importante ressaltar que, na solução de problemas, deve-se ter consciência das limitações que sempre estarão presentes quanto da utilização de um modelo de um fenômeno físico ou na previsão do seu comportamento.

PROJETOS PARA PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS Projetos acadêmicos para os alunos de engenharia Baja. Aero design. Robótica. Projetos para Campeonato entre grupos: Barco a vapor de Papelão. Elevador de cargas de Seringas. Ponte de Macarrão. Catapultas Mecânicas. Propulsores Elásticos

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.!!! Tenham uma boa semana!!!