INCLUSÃO EDUCACIONAL DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS.



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Transcrição:

INCLUSÃO EDUCACIONAL DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS. INTRODUÇÃO Nayara Viturino dos Santos Faculdades Integradas de Patos Nayara.edu@hotmail.com A ausência de conhecimento sobre o potencial das pessoas com deficiência perpetuou-se por um longo período da história da humanidade, resultando em sentimentos e atitudes de rejeição, ignorância e intolerância para com essas pessoas. Ao serem concebidas como doentes, as pessoas com deficiência eram excluídas do convívio social, sendo encaminhadas para as instituições especiais, as quais lhes ofereciam assistência educacional e social. Após a publicação da Declaração de Salamanca (1994), desencadeou -se uma série de deliberações políticas que geraram o crescimento de estudos, eventos e publicações no que diz respeito à inclusão escolar de pessoas com deficiência. Atualmente, leis, decretos, programas educacionais regulamentam a oferta de educação para as pessoas com deficiência, preferencialmente, nos sistemas regulares de ensino. Sendo assim, elaboramos este trabalho com o objetivo geral de analisar situações de ensino e de aprendizagem na perspectiva da inclusão de alunos com deficiência visual na escola regular. Para tanto, tomamos como objetivos específicos: examinar planos de aulas e instrumentos avaliativos em vista das especificidades dos alunos com deficiência visual; verificar, in loco, a adequação metodológica às suas necessidades; e identificar os critérios adotados para avaliar a sua aprendizagem. METODOLOGIA

A nosso ver a opção por um método de pesquisa que nos remetesse tão somente a coletar dados históricos e/ou depoimentos de pessoas com deficiência seria insuficiente para nos possibilitar segurança no exercício da docência junto a essas pessoas. Por esta razão, optamos por desenvolver uma pesquisa participante, uma vez que esta oferece ao pesquisador a possibilidade de envolvimento/interação com o objeto a ser investigado. Realiza-se através do contato direto do pesquisador com o fenômeno observado a fim de obter informações sobre a realidade dos atores sociais em seu próprio contexto (OLIVEIRA, 2010, p. 80). Por meio da pesquisa participante o pesquisador mantém uma relação direta com seu objeto de estudo, fato este que proporciona uma abertura e segurança na investigação. Para Minayo ( 1998, p. 101), a investigação qualitativa requer como atitudes fundamentais a abertura, a flexibilidade, a capacidade de observação e de interação com o grupo social de investigadores e com seus atores sociais envolvidos. Assim sendo, ao optarmos por esta abordagem esperamos que a presente pesquisa ofereça, a nós e aos demais profissionais comprometidos com a educação, uma compreensão aprofundada acerca do processo de ensino-aprendizagem de alunos com deficiência visual, objeto de investigação desse estudo, que foram nomeados como: B, N, J, T¹, T². Para realização desta pesquisa, o lócus é constituído por uma escola da rede pública estadual, localizada no bairro da Liberdade, município de Campina Grande- PB. O motivo que nos levou a esta escolha foi o fato dessa instituição ser considerada referência no que diz respeito à inclusão de alunos com deficiência visual na sala de aula regular. RESULTADOS E DISCUSSÃO Deficiência visual: conceitos e implicações pedagógicas A deficiência visual, de acordo com as definições médicas, é classificada como cegueira e baixa visão. São consideradas cegas as pessoas que apresentam

acuidade visual igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com melhor correção óptica [...]. No que diz respeito à baixa visão, conceitua-se pela acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica (LIMA, NASSIF e FELIPPE, 2007, p. 5). Numa perspectiva educacional a deficiência visual está atrelada a perda total ou parcial, que pode ser congênita ou adquirida, constituindo-se em dois grupos: A cegueira - perda total ou resíduo mínimo de visão que leva a pessoa a necessitar do sistema Braille como meio de leitura e escrita (LIMA, NASSIF e FELIPPE, 2007, p. 5). É considerado cego aquele que apresenta desde ausência total de visão até a percepção luminosa. Baixa visão ou visão subnormal - comprometimento do funcionamento visual de ambos os olhos, mesmo após tratamento ou correção. As pessoas com baixa visão possuem resíduos visuais em grau que lhes permite ler textos impressos ampliados ou com uso de recursos ópticos especiais. A construção do projeto de ensino e aprendizagem O planejamento O ato de planejar faz parte da história do ser humano desde os seus primórdios. Num sentido amplo, planejar é uma reflexão que o indivíduo faz antes de realizar uma tarefa, examinando as reais condições em que se encontra, definindo o objetivo que pretende alcançar e pensando nas formas de atingi-lo. Vasconcellos (2010, p.79) amplia este conceito ao afirmar que planejar não é apenas algo que se faz antes de agir, mas é também agir em função daquilo que se pensou. No sistema educacional o planejamento tem sido objeto de discussões quanto à sua eficácia. Isso ocorre devido a muitas situações presenciadas no cotidiano escolar, visto que objetivos educacionais propostos nos currículos apresentam-se desconectados da realidade social e grande parte dos conteúdos trabalhados não são definidos pelos professores. Falam os alunos com deficiência visual

Sabendo que a adequação metodológica numa sala de aula regular na qual se encontram estudantes cegos e com baixa visão é essencial para o processo de aprendizagem, indagamos: Como a professora explica as tarefas a você? B: Eeelaaaa diz... como é o texto... éééééé..., explica ooooo trabalho o que é. Ela explica o texto, e depo... antes...ela faz oral e depois a gente vai escrevendo, e depois ela faz as perguntas. É... seria melhor pra mim se fosse em braille as tarefas, porque eu lia em casa,... pra mim (sic)ler em casa, porque eu tenho os livros em casa. N: Eeelaaa... chega perto de mim aí explica. Mas tem vez que eu não entendo, minha visão fica se apagando um poquim. Aí ela explica bem direitinho aí eu entendo. J: Escreve no quadro. T¹:Elaaa explica, e eu entendo, né? Mas tem coisa que... é praaa...o pessoal que vê. Como eu não vejo, eu fico perdido. (meneando a cabeça) T²: Ela explica, diz como é o certo... a tarefa... como é que tá certa. Aí se eu entender eu faço. Com base nos depoimentos é possível detectar a ausência do recurso adequado, mais especificamente no caso de B, que se refere ao fato de não receber a atividade impressa em braille. De sua fala e de nossas observações em sala, verificamos que os alunos cegos escrevem em braille os textos ditados pela professora, bem como as perguntas relacionadas ao estudo dos textos. A aluna deixa claro que gostaria que as atividades lhe fossem passadas nos livros didáticos impressos em braille, que ela tem em casa. Percebemos que isso não é possível, pelo fato da professora não dominar o código de leitura e escrita braille, seja por falta de interesse, disponibilidade ou outros motivos que a levaram a não obter esse conhecimento.

CONCLUSÃO A nosso ver, é urgente que se tome providências no sentido de proporcionar aos professores formação e ferramentas que subsidiem sua prática, a fim de que eles sejam melhor preparados para garantir a qualidade da aprendizagem destes estudantes, e que esses docentes acreditem no potencial das pessoas com deficiência. Entretanto, temos consciência de que o docente não é o único responsável por este processo, e que, para que a inclusão deixe de ser uma pseudoinclusão, é necessário e urgente o envolvimento de todos os seguimentos que integram o sistema escolar, no propósito de eliminar as barreiras arquitetônicas, instrumentais e atitudinais, criando condições para que os alunos com deficiência visual possam ter a experiência de um processo educativo verdadeiramente inclusivo. REFERÊNCIAS LIMA, José. NASSIF e FELIPPE. Atendimento Educacional Especializado. São Paulo: MEC, 2007. MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 5 ed. São Paulo: Hucitec, 1998. OLIVEIRA, Maria Marly de. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2010. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: Projeto de ensinoaprendizagem e Projeto Político Pedagógico. 20 ed, São Paulo: Libertard, 2010.