USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL

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Transcrição:

USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL ASPECTOS REGISTRAIS Marcelo de Rezende C. M. Couto 12 de novembro de 2015 1

Ø ROMA (Lei das 12 Tábuas) 450 a.c Ø usucapio Origem Ø 2 anos exfnguia a responsabilidade do transmitente Ø PROPRIEDADE QUIRITÁRIA Ø Transferida pela mancipa+o (formalismo) Ø 5 testemunhas + porta-balança + fórmula Ø Somente cidadãos romanos 2

Origem Ø PROPRIEDADE BONITÁRIA OU PRETORIANA Ø Quase propriedade Ø TransmiFda pela tradição (real, ficta, simbólica, brevi manu, cons+tuto possessorio) Ø Protegida pela ação publiciana Ø USUCAPIÃO EM 2 ANOS Ø Sanava o vício da ausência de formalidade Ø Sanava o vício da venda a non domino Ø Transformava a propriedade pretoriana em quiritária Ø Exigia-se justo btulo e boa-fé 3

Origem Ø PRAESCRIPTIO (204 a.c) Ø Exceção fundada no tempo Ø Neutralizada a pretensão reivindicatória Ø Não se exigia justo?tulo (mas justa causa de posse) Ø Exigia-se boa-fé: neminem laedere (não lesar outrem) Ø Prazo longo: 20 anos (presentes) / 30 anos (ausentes) Ø Não gerava btulo de propriedade (defesa processual) 4

Ø Imperador JusFniano (Sec. VI d. C.) Ø Tradição como forma de transmissão Ø Unificou ou insftutos Ø USUCAPIO para bens móveis Ø PRAESCRIPTIO para bens imóveis Ø PRAESCRIPTIO LONGI TEMPORIS Ø Justo btulo e boa-fé Ø 20 anos (presentes) / 30 anos (ausentes) Ø PRAESCRIPTIO LONGISSIMI TEMPORIS Ø Origem 30 anos, sem justo btulo (mas com boa-fé) 5

TRANSMISSÃO DA PROPRIEDADE Ø DUPLA FORMALIDADE Ø ESCRITURA PÚBLICA* Ø REGISTRO* * SITUAÇÕES DE INFORMALIDADE Ø TRANSMISSÃO DA POSSE: Ø TRADIÇÃO 6

TRANSMISSÃO DA PROPRIEDADE Ø SITUAÇÕES DE INFORMALIDADE Ø VÍCIO DE FORMA Ø Contrato parfcular / recibo / procuração pública Ø VÍCIO DE TITULARIDADE Ø Alienação a non domino Ø PROBLEMAS REGISTRAIS Ø ConFnuidade / Especialidade subjefva Ø Especialidade objefva Ø Legalidade... Ø AUSÊNCIA DE MATRÍCULA (ou transcrição) 7

PROPRIEDADE X DOMINIO v PROPRIEDADE FORMAL v RELAÇÃO EXTERNA COM A COLETIVIDADE v DIREITO DE REIVINDICAR v OPONIBILIDADE ERGA OMNES v PROPRIEDADE SUBSTANCIAL OU DOMÍNIO v RELAÇÃO INTERNA COM A COISA v FACULDADES DE USAR, GOZAR E DISPOR v EXERCIDA ATRAVÉS DA POSSE 8

PROPRIEDADE X POSSE v PROPRIEDADE FORMAL v SÓ SE ADQUIRE PELO REGISTRO v EM RAZÃO DE UM TÍTULO v QUE INSTRUMENTALIZA UMA DAS FORMAS DE AQUISIÇÃO: v ALIENAÇÃO / HERANÇA / ACESSÃO / USUCAPIÃO / CASAMENTO v POSSE v TRANSMISSÃO POR TRADIÇÃO / HERANÇA v POSSE CIVIL v AQUISIÇÃO ORIGINÁRIA (OCUPAÇÃO INVASÃO) v POSSE NATURAL 9

PROPRIEDADE PLENA DIREITO REAL DE PROPRIEDADE DOMÍNIO (FACULDADES) USAR GOZAR DIREITO OBRIGACIONAL (efeitos inter partes) LOCAÇÃO USUFRUTO ALIENAÇÃO DIREITO REAL (efeitos erga omnes) ATRIB. DE EFEITOS REAIS CONST. DIREITO REAL TRANSF. DA PROPRIEDADE FORMAL DISPOR ATO OU NEGÓCIO JURÍDICO REGISTRO 10

PROPRIEDADE SEGREGADA v PROPRIEDADE FORMAL v ESVAZIADA v SEM QUALQUER AÇÃO CONTRA O POSSUIDOR OU TITULAR DO DOMÍNIO v PROPRIEDADE SUBSTANCIAL OU DOMINIAL v FACULDADES DE USAR, GOZAR, DISPOR v POSSE 11

PROCESSO DE TRANSMISSÃO v TRANSMISSÃO DA PROPRIEDADE DEVE SER VISTA COMO UM PROCESSO v SÉRIE DE ATOS QUE SE ASSENTAM NO ANTERIOR v FINALIDADE É O REGISTRO ATO JURÍDICO TÍTULO REGISTRO 12

USUCAPIÃO Ø CONCEITO: Ø RECONHECIMENTO DA TITULARIDADE DOMINIAL Ø ATRIBUIÇÃO DE TÍTULO APTO A MODIFICAR A PROPRIEDADE FORMAL PARA QUEM EXERCE (POSSUI) O DOMÍNIO POR CERTO LAPSO TEMPORAL. 13

USUCAPIÃO Ø EFEITOS DO TEMPO NAS RELAÇÕES JURÍDICAS Ø SANEAR FALHAS DO PROCESSO DE TRANSMISSÃO Ø ESTABILIZAÇÃO DAS SITUAÇÕES JURÍDICAS Ø QUEBRA DE PARADIGMAS v USUCAPIÃO VISA A TITULAÇÃO v ATOS NULOS PODEM SER CONVALIDADOS? v (Art. 169. O negócio jurídico nulo não é suscebvel de confirmação, nem convalesce pelo decurso do tempo.) v CANCELAMENTO DOS ÔNUS E GRAVAMES 14

USUCAPIÃO POSSE CIVIL: A posse tem base na propriedade, em contrato ou em outro direito real, ou seja, em uma relação jurídica. EXERCÍCIO DO DIREITO DOMINIAL POSSE NATURAL: A posse não tem por base nenhuma relação jurídica. Com a usucapião consptui-se o direito dominial Posse natural também pode sofrer desdobramento. (Estes conceitos podem ser encontrados no Resp 537.363/RS) 15

POSSE NATURAL CAUSA FORMA DE AQUISIÇÃO COMPROVAÇÃO INVASÃO ORIGINÁRIA ATOS EXTERNOS POSSE CIVIL CONTRATO DERIVADA Instrumento escrito DIREITO REAL DERIVADA Cerpdão imobiliária TODAS AS POSSES SUCESSÃO DERIVADA Cerpdão de óbito + outros documentos 16

TÍTULO Ø JusFfica o exercício da posse Ø Conforma seu exercício Ø Instrumentaliza o ato jurídico Ø POSSE EXERCIDA EM RAZÃO DE UM TÍTULO É POR ELE LIMITADA 17

USUCAPIÃO Ø FORMA DERIVADA DE AQUISIÇÃO Ø POSSE ORIGINOU DE RELAÇÃO JURÍDICA COM O TITULAR REGISTRAL Ø NÃO SE TRANSMITE MAIS DO QUE TEM Ø FORMA ORIGINÁRIA DE AQUISIÇÃO Ø POSSE SEM VINCULAÇÃO JURÍDICA COM O TITULAR REGISTRAL Ø CONTEÚDO DO NOVO DIREITO PODE SER O MESMO DO ANTERIOR 18

USUCAPIÃO É possível a mesmeidade do conteúdo do direito sem mesmeidade do direito, de forma que a aquisição pode ser originária, a despeito de ser o mesmo o conteúdo do direito que pertencia a outro. (PONTES DE MIRANDA, tomo V, 512, item 2) 19

USUCAPIÃO Ø Posse em razão de um btulo ü Título vincula a posse ü Ônus e restrições nele constantes serão preservados ü Não se adquire contra o?tulo ü Posse ad interdicta e ad usucapionem ü Área e limites ü Não impede a repficação intra muros 20

FUNÇÃO SOCIAL REGISTRAL v PUBLICIDADE IRRADIADA v COGNOSCIBILIDADE v SEGURANÇA JURÍDICA v ACESSO AO CRÉDITO A JUROS BAIXOS v PRESUNÇÃO VERACIDADE v PRINCÍPIO DA CONCENTRAÇÃO 21

USUCAPIÃO Ø USUCAPIÃO COMO MEIO DE FRAUDE Ø Imposto de transmissão Ø Penhoras, arrestos, sequestros, distribuição de ações Ø Hipoteca e alienação fiduciária Ø Boa-fé objepva e dever de conduta Ø Função social registral Ø Ônus jurídico: ordenamento jurídico impõe ao sujeito um determinado comportamento, que deverá ser adotado se não pretender ele arcar com consequências que lhe serão prejudiciais. 22

Ø USUCAPIÃO COMO MEIO DE FRAUDE Ø Adquiriu sem formalidade: Ø Cancela tudo USUCAPIÃO Ø Adquiriu com formalidade: Ø Recebe com ônus 23

Publicidade registral x ônus e gravames Ø Situação das servidões: Ø Aparente Ø Não aparente (existe uso?) Ø Situações publicizadas Ø Efeito erga omnes irradiado pelo registro Ø Princípio da concentração Ø Hipoteca USUCAPIÃO 24

USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL A aquisição da propriedade do prédio hipotecado pelo usucapiente é sem qualquer repercussão nessa; a aquisição da propriedade do prédio hipotecado por outrem que o usucapiente contém negação do direito do que hipotecou o prédio, mas o credor hipotecário somente pode ser apngido se foi parte na ação de usucapião e contra ele há, em conseqüência, a força declarapva (coisa julgada material) da sentença. Tal sentença contém usucapião do prédio livre, ou usucapião do prédio, ressalvado o direito real do credor hipotecário, conforme está, ou não, prescrita a ação hipotecária, ou foi, ou não, desconsptuída a hipoteca, para que se teria de cumular a ação adequada. (PONTES DE MIRANDA, Tomo XX, 2.516, item 7) 25

FUNÇÃO SANEADORA DA USUCAPIÃO ATO JÁ REGISTRADO LRP: Art. 214-5o A nulidade não será decretada se afngir terceiro de boa-fé que já Fver preenchido as condições de usucapião do imóvel. Usucapião como defesa (prescrição aquisipva) Efeito saneador Forma de aquisição derivada 26

FUNÇÃO SANEADORA DA USUCAPIÃO ATO NÃO REGISTRADO Art. 1.242. Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, conbnua e incontestadamente, com justo btulo e boa-fé, o possuir por dez anos. JUSTO TÍTULO elemento objefvo Presume a convicção de dono e a boa-fé (inverte o ônus da prova) BOA-FÉ Existência do justo btulo de propriedade (trans. DefiniFva do domínio) Nasce da confiança que o btulo gera (boa-fé objefva) ORIGEM DO TÍTULO Título pode ter vinculação com o Ftular registral 27

FUNÇÃO SANEADORA DA USUCAPIÃO USUCAPIÃO TABULAR Art. 1.242. Parágrafo único. Será de cinco anos o prazo previsto neste arpgo se o imóvel houver sido adquirido, onerosamente, com base no registro constante do respecpvo cartório, cancelada posteriormente, desde que os possuidores nele pverem estabelecido a sua moradia, ou realizado invespmentos de interesse social e econômico.(função social e econômica) É NECESSÁRIO O CANCELAMENTO DO REGISTRO? 28

FUNÇÃO PUNITIVA DA USUCAPIÃO USUCAPIÃO FAMILIAR Art. 1.240-A. Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar*, uplizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. NÃO SERIA AQUISIÇÃO ORIGINÁRIA * abandono familiar 29

USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL NOVO CPC (LEI 13.105/15) v Art. 216-A. Sem prejuízo da via jurisdicional, é admipdo o pedido de reconhecimento extrajudicial de usucapião, que será processado diretamente perante o cartório do registro de imóveis da comarca em que espver situado o imóvel usucapiendo, a requerimento do interessado, representado por advogado, instruído com (...) 30

USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL ü Não é nova modalidade de usucapião ü Como instrumento, pode ser uplizada para reconhecer qualquer modalidade de usucapião. ü Exige justo?tulo ou qualquer outro documento demonstrando a origem, conpnuidade, natureza e tempo da posse: Não basta prova testemunhal! ü Ata notarial qualifica a posse ü tempo e circunstância 31

USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL ü Cerpdões negapvas dos distribuidores em nome do requerente (e possuidores?) ü Foro do imóvel ü Foro de domicílio ü Planta e memorial: ü Se rural: deve ser georreferenciado? ü Art. 225, 3o, Lei 6015/73: nos autos judiciais... 32

USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL Ø Inpmação ou anuência necessária: Ø Titulares de direitos reais e outros direitos constantes na matrícula do próprio imóvel Ø INTERPRETADO O SILÊNCIO COMO DISCORDÂNCIA Ø Tendo havido relação jurídica anterior: Ø Com?tulo, tradição e ausência de ajuizamento de processo Ø Seria possível dispensar nova anuência? Ø Ex: procuração com poderes para venda 33

USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL Ø Inpmação ou anuência necessária: Ø Titular dos direitos reais e outros direitos constantes nas matrículas dos confinantes Ø Direito deve repercupr na esfera do imóvel usucapiendo Ø INTERPRETADO O SILÊNCIO COMO DISCORDÂNCIA Ø É possível proceder à prévia inserção de medidas, com anuência dos confrontantes, e dispensar a anuência expressa na usucapião? 34

USUCAPIÃO DE MATRÍCULA Ø IDENTIDADE ENTRE DESCRIÇÃO DO IMÓVEL NA MATRÍCULA E NO PEDIDO DE USUCAPIÃO. Ø Dispensa de infmação dos confrontantes Ø POSSIBILIDADE DE ADEQUAÇÃO PRÉVIA DA DESCRIÇÃO PERIMETRAL, NA FORMA DO ARTIGO 213, II, LRP: Ø LRP, art. 213, II a requerimento do interessado... Ø Usucapiente pode ser interessado Ø Considera-se o silêncio do confrontante como anuência. 35

USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL Ø Art. 216-A: II - planta e memorial descripvo assinado [...], e pelos ptulares de direitos reais e de outros direitos registrados ou averbados na matrícula do imóvel usucapiendo e na matrícula dos imóveis confinantes; Ø 2o - Se a planta não confver a assinatura de qualquer um dos ptulares de direitos reais e de outros direitos registrados ou averbados na matrícula do imóvel usucapiendo e na matrícula dos imóveis confinantes, [...] interpretado o seu silêncio como discordância. Ø 8o - Ao final das diligências, se a documentação não esfver em ordem, o oficial de registro de imóveis rejeitará o pedido. 36

EXTINÇÃO DE ÔNUS E GRAVAMES Ø USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL NÃO CANCELA ÔNUS E GRAVAMES. Ø Natureza administrapva do ato registral Ø Atos judiciais permanecem Ø Se não houver anuência do ptular do ônus pode ser reconhecido o direito de propriedade em razão da usucapião, mas será manpda a inscrição. Ø Não se cancelam restrições administrapvas, ambientais, tombamento... Ø Se cancelam cláusulas restripvas (inalienabilidade)? 37

ASPECTOS REGISTRAIS IMÓVEL SEM MATRÍCULA/TRANSCRIÇÃO Não impede o reconhecimento Prudência em receber impugnação após os 15 dias Descrição objepva conforme a lei Provavelmente confrontantes também não terão registro. Possibilidade de bloqueio de matrícula (art. 214/ LRP) Imóvel público, área de preservação, etc. 38

USUCAPIÃO ESPECIAL URBANA (art. 183/CR): Preenchidos os requisitos do art. 183 da Consptuição Federal, o reconhecimento do direito à usucapião especial urbana não pode ser obstado por legislação infraconsptucional que estabeleça módulos urbanos na respecpva área em que situado o imóvel (dimensão do lote). (Inf. 783/STF) FRAÇÃO MÍNIMA DO PARCELAMENTO RURAL (Lei 13.001/14) ASPECTOS REGISTRAIS Art. 8º, 4º, III - aos imóveis rurais cujos proprietários sejam enquadrados como agricultor familiar nos termos da Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006; 39

ASPECTOS REGISTRAIS RESERVA LEGAL NA USUCAPIÃO Foi condicionado o registro da sentença de usucapião no Cartório de Registro de Imóveis ao prévio registro da reserva legal no CAR. (STJ, RESP 1.356.207/SP) 40

ASPECTOS REGISTRAIS REGULARIZAÇÃO DE CONSTRUÇÕES COMPETÊNCIA DO PODER PÚBLICO NECESSIDADE CND/INSS USUCAPIÃO DE UNIDADE AUTÔNOMA (APARTAMENTO/LOJA) APENAS DA FRAÇÃO IDEAL QUEM SÃO OS CONFRONTANTES? USUCAPIÃO PARA MORADIA X HABITE-SE NÃO É NECESSÁRIO O HABITE-SE MAS NÃO REGULARIZA A CONSTRUÇÃO 41

ASPECTOS REGISTRAIS CONDOMÍNIO DE CHÁCARAS OBSERVAR FRAÇÃO MÍNIMA DE PARCELAMENTO PARCELAMENTO IRREGULAR REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA COMO MEIO PREFERÍVEL NÃO PERMITE MATRÍCULA INFERIOR AO MÍNIMO, SALVO HIPÓTESE CONSTITUCIONAL ESTREMAÇÃO USUCAPIÃO PELO CONDÔMINO DE ÁREA DETERMINADA NO TODO MAIOR 42

ASPECTOS REGISTRAIS SUPERAÇÃO DE PRINCÍPIOS REGISTRAIS CONTINUIDADE NAO SE REGISTRA OS ATOS INTERMEDIÁRIOS ESPECIALIDADE SUBJETIVA SUPRE AS FALHAS ESPECIALIDADE OBJETIVA DEVE TER DESCRIÇÃO CONFORME A MATRÍCULA OU CONTER OS DADOS NECESSÁRIOS PARA SUA ABERTURA OU INSERÇÃO DE MEDIDAS DISPONIBILIDADE VER CONFORME O CASO (ORIGINÁRIA OU DERIVADA) 43

ASPECTOS REGISTRAIS RETIFICAÇÃO EXTRA MUROS NÃO TERÁ TÍTULO PARA A ÁREA EXTRA TÍTULO EXCESSOS NA QUALIFICAÇÃO REGISTRAL INSEGURANÇA DO REGISTRADOR GERA INSEGURANÇA PARA O SISTEMA AUMENTO DA INFORMALIDADE 44

ASPECTOS REGISTRAIS EXCESSOS NA QUALIFICAÇÃO REGISTRAL EXIGÊNCIAS DE REPETIÇÕES DE CLÁUSULAS DESNECESSÁRIAS REPENSAR NOSSA ATIVIDADE CIÊNCIA DA CONVENÇÃO DE CONDOMÍNIO / REG. CONSTRUÇÃO - IPTU CINDIBILIDADE DO TÍTULO (TERRENO E BENFEITORIA) ESCRITURA COMO DOCUMENTO OFICIAL PARA COMPLETAR QUALIFICAÇÃO PESSOAL ESCRITURA COM ÓBICE + ATA NOTARIAL = ACESSO AO REGISTRO?? 45

ASPECTOS REGISTRAIS PRESUNÇÃO ABSOLUTA DE PROPRIEDADE? LRP, art. 214, 5o - A nulidade não será decretada se apngir terceiro de boa-fé que já pver preenchido as condições de usucapião do imóvel. Boa-fé vem da confiança gerada pelo registro + Posse pacífica e ininterrupta 46

A era dos direitos não pode ser confundida com a era das leis. O Direito é um fenômeno muito mais abrangente do que a literalidade. Sua função é destrinchar situações de embaraço, desanuviar as relações, desfazer ressenfmentos, restaurar a ordem ferida. José Renato Nalini h~p://www.conjur.com.br/2014-set-03/renato-nalini-excesso-normas-nao-faz-brasil-pais-justo 47

USUCAPIÃO PODE SE TORNAR O PRINCIPAL INSTRUMENTO PARA CONSOLIDAR A PROPRIEDADE DOMINIAL E FORMAL, RECEPCIONAR SITUAÇÕES DE INFORMALIDADE ESTABILIZADAS, TORNANDO O SISTEMA REGISTRAL MAIS CONFIÁVEL. 48

FUNÇÃO SOCIAL E ECONÔMICA DO REGISTRADOR: VIABILIZAR O ACESSO DOS TÍTULOS AO REGISTRO OBRIGADO! 49