APROVADO EM 13-11-2015 INFARMED



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ANEXO RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

Transcrição:

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO 1. NOME DO MEDICAMENTO Levocetirizina Colinbosi, 5 mg, comprimido revestido por película 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Cada comprimido revestido por película contém 5 mg de dicloridrato de levocetirizina. Cada comprimido contém 39 mg de lactose mono-hidratada. Lista completa de excipientes, ver secção 6.1. 3. FORMA FARMACÊUTICA Comprimido revestido por película. Comprimido branco a esbranquiçado, redondo, ligeiramente biconvexo. Os comprimidos têm gravado um E estilizado numa das faces e na outra face têm gravado o número 281. 4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 Indicações terapêuticas Tratamento sintomático da rinite alérgica (incluindo rinite alérgica persistente). 4.2 Posologia e modo de administração Posologia Adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos: A dose diária recomendada é 5 mg (1 comprimido revestido por película). Idosos: É recomendado o ajuste da dose em doentes idosos com insuficiência renal moderada a grave (ver Doentes com insuficiência renal, abaixo). População pediátrica Crianças entre os 6 e os 12 anos de idade: A dose diária recomendada é 5 mg (1 comprimido revestido por película). Para crianças com menos de 6 anos de idade, não é possível ainda proceder-se ao ajuste posológico. Doentes com insuficiência renal: Os intervalos posológicos devem ser individualizados de acordo com a função renal. Ajustar a dose de acordo com a tabela abaixo. Para usar esta tabela posológica, é necessário determinar-se a depuração da creatinina do doente (CLcr), em ml/min. A CLcr (ml/min) pode ser determinada a partir da determinação da creatinina sérica (mg/dl), utilizando a seguinte fórmula: [140-idade(anos)] x peso (kg)

CLcr = (x 0,85 para mulheres) 72 x creatinina sérica (mg/dl) Ajustes Posológicos para Doentes com Insuficiência Renal Grupo Depuração da Posologia e frequência creatinina (ml/min) Normal 80 1 comprimido, uma vez por dia Ligeira 50 79 1 comprimido, uma vez por dia Moderada 30 49 1 comprimido, de 2 em 2 dias Grave < 30 1 comprimido, de 3 em 3 Doentes com insuficiência renal terminal, submetidos a diálise dias < 10 Contra-indicado Doentes com insuficiência hepática: Não são necessários ajustes posológicos em doentes com insuficiência hepática isolada. Em doentes com insuficiência hepática e insuficiência renal, recomenda-se o ajuste posológico (ver Doentes com insuficiência renal, acima). Modo de administração O comprimido revestido por película deve ser administrado por via oral, deglutido inteiro com auxílio de líquidos, podendo ser tomado às refeições ou fora delas. É recomendada a administração da dose diária numa toma única. Duração do tratamento: A duração do tratamento aconselhada é 3 a 7 dias. 4.3 Contraindicações Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1, ou a derivados da piperazina. Doentes com insuficiência renal grave, com uma depuração da creatinina inferior a 10 ml/min. 4.4 Advertências e precauções especiais de utilização Não é recomendada a utilização de Levocetirizina Colinbosi em crianças de idade inferior a 6 anos, dado que os comprimidos revestidos por película fina, atualmente disponíveis, não permitem ainda o ajuste posológico. Recomenda-se precaução na ingestão simultânea de álcool (ver Interações). Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase de ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento. 4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram efectuados estudos de interacção com a levocetirizina (incluindo estudos com indutores da CYP3A4); estudos efectuados com o composto racemato cetirizina demonstraram não existir interacções adversas clinicamente relevantes (com a pseudoefedrina, cimetidina, cetoconazole, eritromicina, azitromicina, glipizide e diazepam). Observou-se um pequeno decréscimo na depuração da cetirizina (16%), num estudo de dose múltipla com teofilina (400 mg, uma vez por dia); a biodisponibilidade da teofilina não foi alterada pela administração concomitante de cetirizina. A extensão da absorção da levocetirizina não é reduzida pela ingestão de alimentos, apesar da velocidade de absorção diminuir. Em doentes sensíveis, a administração simultânea de cetirizina ou levocetirizina com álcool, ou com outros depressores do SNC, pode ter efeitos a nível do sistema nervoso central, apesar de se ter demonstrado que a cetirizina racemato não potencia o efeito do álcool. 4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento Para a levocetirizina, não se encontram disponíveis dados clínicos sobre a exposição durante a gravidez. Estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos sobre a gravidez, desenvolvimento embrionário/fetal, parto ou desenvolvimento pós-natal. Deve ser tomada precaução quando se prescreve a mulheres grávidas ou lactantes. 4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas Ensaios clínicos comparativos não revelaram evidências de que a levocetirizina, na dose recomendada, diminua a vigilância mental, a reatividade ou a capacidade para conduzir. No entanto, alguns doentes podem sentir sonolência, fadiga ou astenia, durante a terapêutica com Levocetirizina Colinbosi. Por este motivo, os doentes que pretendam conduzir, empreender atividades potencialmente perigosas ou utilizar máquinas, devem ter em atenção a sua resposta individual ao fármaco. 4.8 Efeitos indesejáveis Em estudos terapêuticos realizados em homens e mulheres com idades entre os 12 e os 71 anos, 15,1% dos doentes no grupo dos 5 mg de levocetirizina tiveram, no mínimo, uma reação adversa ao fármaco por comparação com 11,3% no grupo placebo. 91,6% destas reações adversas foram de natureza ligeira a moderada. Nos ensaios terapêuticos, a taxa de drop-outs devidos a eventos adversos foi de 1,0% (9/935) com a levocetirizina, 5 mg e de 1,8% (14/771) com o placebo. Os ensaios clínicos com a levocetirizina incluíram 935 doentes expostos ao fármaco, na dose recomendada de 5 mg por dia. Deste grupo, observou-se a seguinte incidência de reações adversas medicamentosas, em taxas iguais ou superiores a 1% (comuns: >1/100, <1/10), no grupo da levocetirizina 5 mg ou do placebo: Termo Preferido (WHOART) Placebo (n = 771) Levocetirizina 5 mg (n = 935) Dor de cabeça 25 (3,2 %) 24 (2,6 %) Sonolência 11 (1,4 %) 49 (5,2 %) Boca seca 12 (1,6 %) 24 (2,6 %) Fadiga 9 (1,2 %) 23 (2,5 %)

Foram observadas incidências adicionais de reações adversas não comuns (não comuns > 1/1000, < 1/100), tais como astenia ou dor abdominal. A incidência de reações adversas medicamentosas de natureza sedativa tais como sonolência, fadiga e astenia foi, no seu conjunto, mais comum (8,1%) no grupo da levocetirizina a 5 mg, do que no grupo do placebo (3,1%). Adicionalmente às reações adversas reportadas durante os estudos clínicos, listadas acima, foram reportados casos muito raros das seguintes reacções adversas medicamentosas, durante a experiência pós-comercialização. Doenças do sistema imunitário: hipersensibilidade incluindo anafilaxia Perturbações do foro psiquiátrico: agressão, agitação Doenças do sistema nervoso: convulsão Afeções oculares: perturbações visuais Cardiopatias: palpitações Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino: dispneia Doenças gastrointestinais: náusea Afeções hepatobiliares: hepatite Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas: edema angioneurótico, erupção medicamentosa fixa, prurido, exantema, urticária Afeções músculo-esqueléticas e dos tecidos conjuntivos: mialgia Exames complementares de diagnóstico: aumento de peso, testes de função hepática anómalos. Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao, I.P.:, I.P. Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) Fax: + 351 21 798 73 97 Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt 4.9 Sobredosagem Sintomas Os sintomas da sobredosagem, em adultos, podem incluir sonolência e em crianças, inicialmente, agitação e desassossego, seguidos de sonolência. Tratamento de sobredosagens Não é conhecido nenhum antídoto específico para a levocetirizina. Em caso de sobredosagem, recomenda-se tratamento sintomático de suporte. Em caso de ingestão recente, deve ser considerada a lavagem gástrica. A levocetirizina não é removida eficazmente por hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS 5.1 Propriedades farmacodinâmicas Grupo farmacoterapêutico: 10.1.2 - Medicação antialérgica. Anti-histamínicos. Antihistamínicos H1 não sedativos, código ATC: R06AE09 A levocetirizina, o enantiómero (R) da cetirizina, é um antagonista potente e seletivo dos recetores H1 periféricos. Estudos sobre ligações revelaram que a levocetirizina tem uma afinidade elevada para os recetores H1 humanos (Ki = 3,2 nmol/l). A levocetirizina tem uma afinidade duas vezes mais elevada do que a cetirizina (Ki = 6,3 nmol/l). A levocetirizina dissocia-se dos recetores H1 com uma semi-vida de 115 ± 38 min. Os estudos farmacodinâmicos em voluntários saudáveis demonstram que, com metade da dose, a levocetirizina tem uma actividade comparável à cetirizina, em ambos os níveis, pele e nariz. A actividade farmacodinâmica da levocetirizina tem sido estudada em ensaios clínicos aleatorizados e controlados: Num estudo comparativo dos efeitos de levocetirizina 5 mg, desloratadina 5 mg e placebo na formação de pápulas e máculas induzidas pela histamina, o tratamento com levocetirizina resultou numa diminuição significativa da formação de pápulas e máculas, a qual foi superior nas primeiras 12 horas e se prolongou durante 24 horas (p<0,001), comparativamente com o placebo e a desloratadina. O início da actividade da levocetirizina 5 mg no controlo de sintomas induzidos por pólen tem sido observado 1 hora após a administração do medicamento em estudos controlados com placebo em testes de indução de alergia em câmaras. Estudos in vitro (câmaras de Boyden e técnicas de camadas celulares) mostraram que a levocetirizina inibe a migração transendotelial dos eosinófilos, induzida pelas eotaxinas, através de ambas, células dérmicas e pulmonares. Um estudo farmacodinâmico experimental in vivo (técnica da câmara cutânea) mostrou três efeitos inibitórios principais da levocetirizina 5 mg, nas primeiras 6 horas de reação induzida pelo pólen, por comparação com o placebo, em 14 doentes adultos: inibição da libertação das VCAM-1, modulação da permeabilidade vascular e diminuição do recrutamento de eosinófilos. A eficácia e segurança da levocetirizina foram demonstradas em diversos estudos clínicos, controlados por placebo, em dupla ocultação, realizados em doentes com rinite alérgica sazonal ou rinite alérgica peranual. Um estudo clínico, com a duração de 6 meses, realizado em 551 doentes (incluindo 276 doentes tratados com levocetirizina) com rinite alérgica persistente (sintomas presentes 4 dias por semana, durante um período mínimo de 4 semanas consecutivas) e sensibilização para os ácaros do pó da casa e pólen da relva, demonstrou que a levocetirizina, na dose de 5 mg era, do ponto de vista clínico e estatístico, significativamente mais potente do que o placebo na melhoria da totalidade dos sintomas da rinite alérgica, durante o período de duração do estudo, sem qualquer taquifilaxia. Durante todo o estudo, a levocetirizina melhorou significativamente a qualidade de vida dos doentes.

A segurança e a eficácia pediátricas dos comprimidos de levocetirizina foram estudadas em dois ensaios clínicos controlados por placebo, que incluíram doentes com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos, com rinite alérgica sazonal e perene, respetivamente. Em ambos os ensaios, a levocetirizina melhorou significativamente os sintomas e aumentou a qualidade de vida relativa à saúde. Relação farmacocinética/farmacodinâmica: 5 mg de levocetirizina proporcionam uma inibição das pápulas e máculas induzidas pela histamina, num padrão semelhante ao proporcionado por 10 mg de cetirizina. Tal como para a cetirizina, a acção sobre as reações cutâneas induzidas pela histamina não era concordante com a fase das concentrações plasmáticas. Os ECGs não revelaram efeitos relevantes da levocetirizina no intervalo QT. 5.2 Propriedades farmacocinéticas A farmacocinética da levocetirizina é linear com a dose e independente do tempo, com uma baixa variabilidade inter-individual. O perfil farmacocinético é o mesmo, quer quando administrado como enantiómero simples ou quando administrado como cetirizina. Não ocorre inversão quiral durante o processo de absorção e eliminação. Absorção A levocetirizina é rápida e extensivamente absorvida após administração oral. As concentrações plasmáticas máximas são alcançadas 0,9 horas após a administração. O estado de equilíbrio é alcançado após dois dias. As concentrações máximas são normalmente 270 ng/ml e 308 ng/ml após, respetivamente, uma dose única e uma dose diária repetida de 5 mg. A extensão da absorção é independente da dose e não é alterada pela ingestão de alimentos, mas a concentração máxima é reduzida e atrasada. Distribuição Não estão disponíveis dados da distribuição tecidual, nem da passagem da barreira hemato-encefálica, da levocetirizina, no Homem. Em ratos e cães, os níveis teciduais mais elevados encontram-se no fígado e rins, encontrando-se os mais baixos no compartimento do SNC. A levocetirizina liga-se às proteínas plasmáticas em 90%. A distribuição da levocetirizina é restritiva, já que o volume de distribuição é de 0,4 l/kg. Biotransformação A extensão do metabolismo da levocetirizina no Homem é inferior a 14% da dose e, por isso, espera-se que as diferenças resultantes do polimorfismo genético ou da ingestão concomitante de inibidores enzimáticos seja negligenciável. As vias metabólicas incluem oxidação aromática, N- e O- desalquilação e conjugação taurina. As vias de desalquilação são mediadas principalmente pelo CYP 3A4, enquanto a oxidação aromática envolveu isoformas CYP múltiplas e/ou não identificadas. A levocetirizina não teve efeito na actividade das isoenzimas CYP 1A2, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 e 3A4, em concentrações bastante superiores às concentrações máximas atingidas após a administração de uma dose oral de 5 mg. Devido ao seu metabolismo baixo e à ausência de potencial inibição metabólica, a interação da levocetirizina com outras substâncias, ou vice-versa, é improvável. Eliminação A semi-vida plasmática em adultos é 7,9 ± 1,9 horas. A depuração corporal total aparente média é 0,63 ml/min/kg. A principal via de excreção da levocetirizina e metabolitos é a via urinária, que elimina uma média de 85.4% da dose. A excreção

via fecal elimina apenas 12,9% da dose. A levocetirizina é excretada por ambas, filtração glomerular e secreção tubular ativa. Insuficiência renal A depuração corporal aparente da levocetirizina está correlacionada com a depuração da creatinina. Por este motivo, recomenda-se o ajuste dos intervalos posológicos da levocetirizina, com base na depuração da creatinina em doentes com insuficiência renal moderada e grave. Em indivíduos com doença renal anúrica terminal, a depuração corporal total encontra-se diminuída em cerca de 80% por comparação com indivíduos normais. A quantidade de levocetirizina removida durante um procedimento padrão de hemodiálise, de 4 horas, foi < 10%. 5.3 Dados de segurança pré-clínica Dados pré-clínicos não revelam risco especial para o Homem, com base em estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, toxicidade para reprodução, genotoxicidade ou carcinogenicidade. 6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS 6.1 Lista dos excipientes Núcleo: Celulose microcristalina Sílica coloidal anidra Lactose monohidratada Hidroxipropilcelulose de baixa substituição Estearato de magnésio Revestimento: Opadry II 33G28523, consistindo de : Hipromelose 2910 Dióxido de titânio (E171) Lactose mono-hidratada Macrogol 3350 Triacetina 6.2 Incompatibilidades Não aplicável. 6.3 Prazo de validade 3 anos 6.4 Precauções especiais de conservação O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Conservar na embalagem de origem. 6.5 Natureza e conteúdo do recipiente Blister de alumínio OPA/alumínio/PVC. Embalagens de 7 comprimidos.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento Não existem requisitos especiais. Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais. 7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Helm Portugal, Lda. E. N. nº 10 Km 140, 260 2695 066 Bobadela, Loures Portugal Telefone: (+351) 21 994 83 00 Telefax: (+351) 21 955 24 75 E-mail: info@helmportugal.com 8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO N.º de registo: 5325741 7 comprimidos revestidos por película, 5 mg, blister de OPA/Alu/PVC-Alu 9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO 31 de Agosto de 2010 10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO