GESTÃO EDUCACIONAL E TECNOLOGIA

Documentos relacionados
I SEMINÁRIO POLÍTICAS PÚBLICAS E AÇÕES AFIRMATIVAS Universidade Federal de Santa Maria Observatório de Ações Afirmativas 20 a 21 de outubro de 2015

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: ELABORAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PEDAGÓGICOS NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM

POLÍTICAS INSTITUCIONAIS DE ACESSIBILIDADE. - Não seja portador de Preconceito -

PROFESSOR PEDAGOGO. ( ) Pedagogia Histórico-Crítica. ( ) Pedagogia Tecnicista. ( ) Pedagogia Tradicional. ( ) Pedagogia Nova.

Desafios para a gestão escolar com o uso de novas tecnologias Mariluci Alves Martino

A INFORMÁTICA E O ENSINO DA MATEMÁTICA

A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE PEDAGOGIA DA FESURV - UNIVERSIDADE DE RIO VERDE

Administração de Pessoas

PALAVRAS-CHAVE (Concepções de Ciência, Professores de Química, Educação Integrada)

Proposta de Curso de Especialização em Gestão e Avaliação da Educação Profissional

PEDAGOGO E A PROFISSÃO DO MOMENTO

SIGNIFICADOS ATRIBUÍDOS ÀS AÇÕES DE FORMAÇÃO CONTINUADA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DO RECIFE/PE

O QUE APORTAM E O QUE OCULTAM AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO A DISTÂNCIA DA FURG: UM OLHAR SOBRE O CURSO DE PEDAGOGIA

Título: O moodle como ambiente virtual de aprendizagem colaborativa: o caso do Curso Introdutório Operacional Moodle na UEG.

FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES 1

A REGULAMENTAÇÃO DA EAD E O REFLEXO NA OFERTA DE CURSOS PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

INTEGRAÇÃO DE MÍDIAS E A RECONSTRUÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

As respostas devem ser assinadalas na Folha de Resposta, a qual deverá ser entregue ao Fiscal de Sala Itapetininga, 04 de Dezembro de 2015

MÍDIAS NA EDUCAÇÃO Introdução Mídias na educação

PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL E DO TRABALHO POT

ANEXO AO MODELO DO PLANO DE AULA DO PROCESSO SELETIVO DOCENTE GERAL (PSD-G)

A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES

O Curso de Graduação em Ciências da Religião nas Faculdades Integradas Claretianas em São Paulo

Palavras-chave: Ambiente de aprendizagem. Sala de aula. Percepção dos acadêmicos.

AIMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA COLABORATIVA ENTRE PROFESSORES QUE ATUAM COM PESSOAS COM AUTISMO.

AS CONTRIBUIÇÕES DAS VÍDEO AULAS NA FORMAÇÃO DO EDUCANDO.

compreensão ampla do texto, o que se faz necessário para o desenvolvimento das habilidades para as quais essa prática apresentou poder explicativo.

FACULDADE ASTORGA FAAST REGULAMENTO ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPROMISSOS E DESAFIOS

COLÉGIO MATER CONSOLATRIX PROJETO DE INTERVENÇÃO DE PSICOLOGIA

USO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PRESENCIAL E A DISTÂNCIA

DESCRIÇÃO DAS PRÁTICAS DE GESTÃO DA INICIATIVA

5 Considerações finais

ERGONOMIA, QUALIDADE e Segurança do Trabalho: Estratégia Competitiva para Produtividade da Empresa.

O COORDENADOR PEDAGÓGICO COMO FORMADOR: TRÊS ASPECTOS PARA CONSIDERAR

PLANEJAMENTO OPERACIONAL: RECURSOS HUMANOS E FINANÇAS MÓDULO 10

OS CANAIS DE PARTICIPAÇÃO NA GESTÃO DEMOCRÁTICA DO ENSINO PÚBLICO PÓS LDB 9394/96: COLEGIADO ESCOLAR E PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

FACULDADE DO NORTE NOVO DE APUCARANA FACNOPAR PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO INICIAL DOS GRADUANDOS DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA

O COORDENADOR PEDAGÓGICO E AS REUNIÕES PEDAGÓGICAS POSSIBILIDADES E CAMINHOS

Unidade III ORIENTAÇÃO E PRÁTICA DE GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM AMBIENTES ESCOLARES E NÃO ESCOLARES. Prof. Tarciso Oliveira

A INCLUSÃO DIGITAL NO ENSINO DE GEOGRAFIA E A UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS EM SALA DE AULA

6.1 A Simulação Empresarial tem utilização em larga escala nos cursos de Administração, em seus diversos níveis de ensino no Brasil?

Tecnologias e tempo docente

Módulo 9 A Avaliação de Desempenho faz parte do subsistema de aplicação de recursos humanos.

Projeto Educativo de Creche e Jardim de Infância

Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Petrolina - FACAPE Curso: Ciência da Computação Disciplina: Ambiente de Negócios e Marketing

A LEITURA NA VOZ DO PROFESSOR: O MOVIMENTO DOS SENTIDOS

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO ENSINO MÉDIO DA ESCOLA ORLANDO VENÂNCIO DOS SANTOS DO MUNICÍPIO DE CUITÉ-PB

História da Mídia Impressa na Educação

Pedagogia Estácio FAMAP

Prefeitura Municipal de Santos

Relato de Grupo de Pesquisa: Pesquisa, Educação e Atuação Profissional em Turismo e Hospitalidade.

Direito a inclusão digital Nelson Joaquim

ADMINISTRAÇÃO GERAL MOTIVAÇÃO

difusão de idéias A formação do professor como ponto

O uso de jogos no ensino da Matemática

Gestão em Sistemas de Saúde

Um mercado de oportunidades

CONSTRUÇÃO DE MATERIAL EDUCATIVO MULTIMÍDIA SOBRE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS VIA PARENTERAL: INTRAVENOSA, INTRAMUSCULAR E SUBCUTÂNEA

PROGRAMA DE EXTENSÃO PROEX

ORGANIZAÇÕES NOS NOVOS TEMPOS. Prof. Marcio R. G. de Vazzi

Módulo 14 Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas Treinamento é investimento

Plano de Carreira e Desenvolvimento

EXPRESSÃO CORPORAL: UMA REFLEXÃO PEDAGÓGICA

LICENCIATURA EM MATEMÁTICA. IFSP Campus São Paulo AS ATIVIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS

A INCLUSÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NUMA ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA: DA TEORIA À PRÁTICA

METODOLOGIAS ALTERNATIVAS PARA O ENSINO DE BIOLOGIA: UMA ANÁLISE REALIZADA COM PROFESSORES DE ENSINO MÉDIO EM ARAGUATINS-TO

ANEXO II EDITAL Nº 80/2013/PIBID/UFG PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA - PIBID

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA) ROSALENA BARBOSA MOTA

PIBID: DESCOBRINDO METODOLOGIAS DE ENSINO E RECURSOS DIDÁTICOS QUE PODEM FACILITAR O ENSINO DA MATEMÁTICA

Caro(a)s voluntário(a)s. é

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS NO CONTEXTO ESCOLAR

O ensino de Ciências e Biologia nas turmas de eja: experiências no município de Sorriso-MT 1

TÍTULO: PERFIL SOCIOECONÔMICO DOS PROFISSIONAIS FORMANDOS DA ÁREA DE NEGÓCIOS DA FACIAP

A TUTORIA A DISTÂNCIA NA EaD DA UFGD

Aprimoramento através da integração

Disciplina : Introdução à Teoria Geral da Administração 1º semestre do curso

RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

PROJETO DE ELEIÇÃO E ORGANIZAÇÃO DE REPRESENTANTES DE TURMA DO CURSO DE FORMAÇÃO DE DOCENTES 2011

atitudes e comportamentos. Acima de tudo, o Ser Humano tem alma, emoções e sentimentos. Quantas mudanças ocorrem na vida da empresa? Inúmeras.

7 perguntas para fazer a qualquer fornecedor de automação de força de vendas

TEXTO PRODUZIDO PELA GERÊNCIA DE ENSINO FUNDAMENTAL COMO CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE

Elaboração de Projetos

O papel e a importância do Coordenador Pedagógico no espaço escolar

CURSO: EDUCAR PARA TRANSFORMAR. Fundação Carmelitana Mário Palmério Faculdade de Ciências Humanas e Sociais

TUTORIA EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Maria Teresa Marques Amaral. Introdução

REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO INTRODUÇÃO

Projeto Inovaeduc Perguntas Frequentes

Síntese do Projeto Pedagógico do Curso de Sistemas de Informação PUC Minas/São Gabriel

ACoordenação da Pós-Graduação da Faculdade São Luís

A NECESSIDADE DA PESQUISA DO DOCENTE PARA UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA INCLUSIVA, PRINCIPALMENTE NA EDUCAÇÃO ESPECIAL E NO TRABALHO COM AUTISTAS

O PSICÓLOGO (A) E A INSTITUIÇÃO ESCOLAR ¹ RESUMO

Estratégias adotadas pelas empresas para motivar seus funcionários e suas conseqüências no ambiente produtivo

A Ciência e a Arte de Ser Dirigente. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua

A influência da Tecnologia da Informação e Telecomunicação na Contabilidade - A Era do Contador Digital

Ao final do estudo deste módulo, você será capaz de: Caracterizar o ambiente escolar; Enumerar pontos sensíveis no ambiente escolar;

Transcrição:

www.uniube.brpropepmestradorevista GESTÃO EDUCACIONAL E TECNOLOGIA SILVA, Eduardo Alex Carvalho Ribeiroi Lívia Rodrigues Acadêmico do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas do Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas eduardoalone@bol.com.br PEREIRA,Virgínia França Acadêmica do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas do Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas vicfranca27@hotmail.com SILVA, Lívia Rodrigues da Acadêmica do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas do Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas liviars@hotmail.com SOUZA, Victor Costa de Acadêmico do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas do Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas souza.vc@hotmail.com REIS, Ailton Gonçalves Mestre em Educação; Professor do CEFET-AM. reisailton@cefetam.edu.br RPD, Uberaba, v.7, n. 15, p. 117-127 janjul.2007 ISSN 1519-0919

www.uniube.brpropepmestradorevista O livro resenhado tem como proposta central a formação dos gestores escolares, conceito entendido de forma bastante ampla, não se restringindo apenas à figura do diretor de uma unidade escolar, embora este seja o principal agente desse processo. A preocupação central dos autores foi trabalhar a gestão educacional a partir da prática desenvolvida em nossas escolas, de modo que os elementos teóricos das três áreas de conhecimento envolvidas - Educação, Administração e Tecnologia - são apresentados sempre permeando os estratos da realidade escolar. No primeiro capítulo Myrtes Alonso, Mestra em Educação: Administração Escolar (USA) e Doutora em Educação pela PUC-SP, sob o título - A GestãoAdministração Educacional no Contexto da Atualidade retrata um pouco da relação da administração escolar com a empresarial e, como esta influencia o sistema educacional que temos. Na verdade, ao lermos o livro notamos que muitas características do contexto das empresas fazem parte do contexto educacional, como por exemplo, a descentralização e desconcentração do poder, para agilizar o processo decisório. Outro ponto importante e esclarecedor deste capítulo é a escola tradicional e seu modelo de administração. Neste sentido, a autora aborda a concepção funcionalista desta escola, com ênfase na produção, entendida aqui como acumulação de conhecimentos; fechada para o meio exterior. Neste modelo o conhecimento acontece de fora para dentro, aprender é adquirir conhecimentos. Assim, o papel do diretor resume-se em manter a ordem, cumprir a legislação, garantir o cumprimento das obrigações estabelecidas oficialmente (papéis e funções); além de representar a escola. No entanto, com o advento da Revolução Tecnológica, características diversas revelaram uma nova concepção de ensino. Em outras palavras, a educação teve de orientar-se para a formação de pessoas conscientes e críticas, que participem ativamente RPD, Uberaba, v.7, n. 15, p. 117-127 janjul.2007 ISSN 1519-0919

www.uniube.brpropepmestradorevista do social, ou seja, pessoas capazes de definer as próprias necessidades de aprendizagem e conhecimento, ao menos era essa teoria empregada por aquela concepção. Ao resumir todas as características da escola e do papel do gestor, a autora enfatiza que o papel do gestor é uma condição necessária no contexto atual, embora esbarre na burocracia do sistema de ensino, portanto, necessita de autonomia. O segundo capítulo, Organização e Gestão Escolar: Evolução dos Conceitos, escrito por Alexandre Thomas Vieira, Mestre em Educação e Doutorando em Educação pela PUC-SP, é dividido em quatro subcapítulos, em que o autor apresenta os estudos realizados por Taylor e Fayol que se consolidaram como modelo de gestão, continuam dominantes, embora sejam consideradas uma forma de gestão ultrapassada. Os termos utilizados na indústria passaram a ser habituais nos tratados de pedagogia e nos programas de formação em administração escolar. O autor aponta que o aparelho escolar é inseparável do modo de produção capitalista, e podemos observar que numerosas propostas pedagógicas têm sido divulgadas por instâncias governamentais, para um reconhecimento mais amplo de suas capacidades de fazer e pensar, mesmo representando uma forma mais sofisticada de atingir seus interesses econômicos a obtenção de lucros. Apesar dessa aparente evolução, a estrutura organizacional da escola ainda não mudou, ou melhor, mudou muito pouco, na tendência de superar seu passado de reprodução a crítica das relações socioeconômicas existentes. O autor trata da falta de concordância entre os estudiosos sobre quais critérios e indicadores deveriam ser utilizados para medir a desempenho das organizações. Sendo assim, as escolas tendem a repetir os modelos de gestão de seus administradores anteriores. RPD, Uberaba, v.7, n. 15, p. 117-127 janjul.2007 ISSN 1519-0919

www.uniube.brpropepmestradorevista O terceiro capitulo, Bases para a Construção de uma Nova Organização Escolar escrito pelo doutor em educação pela PUC-SP, Alexandre Thomaz Vieira, e o quarto capitulo, Cultura Educacional e Gestão em Mudança escrito pelo Doutor em Psicologia Educacional, também pela PUC-SP, Marcos T. Masetto, retratam, respectivamente discussões sobre o Homem e o Conhecimento e A escola na sociedade pós-moderna como bases para a Construção de uma Nova Organização Escolar. Aborda, logo de início, a formação necessária dos professores para entender, independente de qualquer assunto, a necessidade do entendimento do todo como forma para compreender o seu momento de situação- problema, pois cada vez mais uma adaptação rápida aos problemas com soluções plausíveis é importante para o desenvolvimento do aluno uma vez que ele desenvolva estas mesmas características. O aluno por sua vez pode, por vários meios, adquirir informações necessárias para o desenvolvimento e sua própria lapidação, porém com o auxílio do professor orientador, o qual auxiliará o aluno a ter uma maior consistência sobre seu conhecimento. E este conhecimento passa a possuir um objetivo como muitas vezes no mundo globalizado é colocado e imposto aos funcionários como metas e diretrizes a serem seguidas. Dessa forma algumas escolas estão colocando estas idéias de formação do conhecimento, a fim de que seus alunos sejam bem sucedidos e possam levar o nome da escola, faculdade e etc. para a sociedade. Entretanto, é necessário discutir criticamente o ambiente escolar, não só para o desenvolvimento de capacidades afins ao mercado de trabalho, mas também para o senso crítico dos alunos, pois o conhecimento é sempre uma tradução, seguida de uma reconstrução. RPD, Uberaba, v.7, n. 15, p. 117-127 janjul.2007 ISSN 1519-0919

www.uniube.brpropepmestradorevista Esta nova organização educacional tem como resultado ensinar os alunos a se prepararem para lidar com incerteza, a mudança e a exigência de uma aprendizagem contínua. Portanto, o processo de aprendizagem contínua dos indivíduos de uma escola deve ser analisado dentro da concepção de gestão adotada pelastecnologias de Informação e Comunicação disponíveis. Teorias educacionais aprendidas e construídas ao longo da vida, relacionamentos, atitudes, gestos, ações profissionais e exercer sua função administrativa discutindo mudanças na educação, tudo isso são as principais atitudes de um gestor educacional. O capítulo Autonomia da Escola e Participação, também escrito por Alonso aborda a autonomia como um conceito relacional, que é exercida sempre num contexto de interdependências e num sistema de relações. Significa dizer então, que à escola cabe uma autonomia relativa, que se restringe, em grande parte, aos aspetos organizacionais, no sentido de permitir que ela se ajuste às necessidades locais, de forma a poder atingir seus objetivos. O que se observa nesse caso é que se estabelece uma espécie de acordo entre os dois níveis, da unidade e do sistema, o qual ao mesmo tempo em que se amplia a liberdade da primeira, se restringe o controle do último. Um ponto importante nesse tipo de gestão é o ganho e poder das escolas para decidir sobre a alocação de recursos em geral, materiais e humanos, a partir de critérios definidos em nível central. Conferir à escola maior poder de decisão é sem dúvida, livrá-la das amarras que constituem entraves à realização dos seus projetos. Porém, isso implica aumento de responsabilidades para os seus membros, sobretudo para o diretor. RPD, Uberaba, v.7, n. 15, p. 117-127 janjul.2007 ISSN 1519-0919

www.uniube.brpropepmestradorevista O capítulo O Trabalho Coletivo na Escola e o Exercício da Liderança ainda de autoria de Alonso retrata que o trabalho coletivo é uma meta a ser perseguida pelos dirigentes escolares, uma vez que a tarefa de educar, mais que qualquer outra, é construída por uma ação conjunta dos vários personagens que atuam nesse processo. Entretanto, vários fatores concorrem pra dificultar a realização dessa meta, desde as condições de trabalho do professor, o tempo reduzido de sua permanência na escola, até a forma como está estruturada a instituição e os mecanismos de controle estabelecidos. Portanto, o propósito de estimular o trabalho coletivo pode se apresentar como uma tarefa quase impossível. A estratégia é dar pistas que auxiliem os dirigentes escolares nessa tarefa, de modo a superar as barreiras existentes e avançar no desenvolvimento de formas mais dinâmicas e atuais de organização e gestão escolar, que permitam a integração das ações e o alcance dos objetivos educacionais pretendidos. A liderança exerce papel importante nesse processo, garantido a participação de todos os integrantes, articulando as diferentes contribuições e elaborando sínteses, sempre que julgar necessário, para assim dar possibilidades para que o grupo avance. Supõe também a capacidade de superação de diversidade grupal e a formulação de um pensamento comum que englobe as diferenças de pensamento e aspirações, trazendo para o seu meio novas oportunidades. Para tanto, o líder desejável deve demonstrar a sua sensibilidade e compreensão para com o diferente, deve conhecer muito bem o ambiente de trabalho em que atua para poder inovar, fazendo a mediação entre sua organização e a comunidade em geral. O capítulo Tecnologias e Gestão do Conhecimento na Escola escrito pela Especialista em Educação Maria de Almeida discuteas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), que foram inicialmente introduzidas na RPD, Uberaba, v.7, n. 15, p. 117-127 janjul.2007 ISSN 1519-0919

www.uniube.brpropepmestradorevista educação para informatizar as atividades administrativas, visando agilizar o controle e a gestão técnica, principalmente a oferta e a demanda de vagas e a vida escolar do aluno e, posteriormente, incorporar uma perspectiva inovadora, com o objetivo de participar de forma integrativa em projetos extra classe, desenvolvidos com a orientação de professores em sala de aula onde estavam encarregados da coordenação e facilitação no laboratório de informática. O uso das TICs na escola facilitou para o acesso à informação atualizada e para favorecer a criação de comunidades colaborativas para agilizar a comunicação e eliminar os muros que separam a escola da sociedade. E o papel do gestor não será apenas para promover condições para o uso das tecnologias e sim, para ser um agente mobilizador e líder na escola. Os ambientes virtuais de aprendizagem permitem aos participantes fornecer informações, trocar experiências, discutir problemáticas e temas de interesses comuns, desenvolverem atividades colaborativas para compreender seus problemas e buscar alternativas de solução. Todo esse sistema só será possível se houver uma integração entre todos os membros da escola, trabalhando coletivamente, para uma verdadeira conscientização sobre a real utilização das tecnologias no processo de ensino aprendizagem. Os docentes precisam estar aptos na utilização das tecnologias e assim, poderem estar preparados para apresentarem novas formas de aprendizagem e garantirem um ensino mais didático. Diante disso, faz-se necessário que os educadores saibam da realidade de seus alunos para poderem compreender suas dificuldades. Para todo processo de aprendizagem é preciso dedicação, disciplina e esforço, o que muitas vezes não atende aos desejos dos educandos. RPD, Uberaba, v.7, n. 15, p. 117-127 janjul.2007 ISSN 1519-0919

www.uniube.brpropepmestradorevista O capítulo Gestão Inovadora com Tecnologia foi escrito por José Manoel Moram Costas, Doutor em Comunicação e professor da USP. A primeira idéia apresentada por Costas é sobre as características que os gestores devem possuir como competência, liberdade, confiança e amizade para obterem sucesso no processo educativo. Logo na introdução, mostra idéias sobre tecnologias ligadas ao ensino, como é o caso da Internet e seus ambientes virtuais, onde o indivíduo pode pesquisar textos, receber e enviar mensagens, discutir questões em fóruns ou em salas virtuais. Em Tecnologia na Gestão Escolar, vale ressaltar a idéia de tecnologias que o autor traz, as quais são os meios, apoio ou ferramenta utilizadas no processo de ensino aprendizagem. Nesse sentido, o giz, a lousa, o livro dentre outros são usados para o aprendizado. Já no subtítulo - Programas Integrados de Gestão Administrativo-Pedagógica - é mencionada a idéia da introdução da tecnologia nas escolas, onde antes o computador só era usado na administração e posteriormente foi introduzido como ferramenta pedagógica. É ainda explicitado pelo autor o programa de gestão tecnológica, chamado de portal, que é muito usado na maioria das escolas e universidades do Brasil, que permite uma maior interação das instituições em pais, alunos e professores, além de possibilitar a divulgação da escola; o marketing da instituição. Sobre programas de Gestão Pedagógica, é mostrada a tecnologia dos softwares que existem hoje no mercado e possibilitam o acompanhamento de alunos dentro de um mesmo ambiente virtual. Nesses programas são encontrados textos, vídeos e salas de discussões sobre o curso que é oferecido a distância. Em Tecnologia de RPD, Uberaba, v.7, n. 15, p. 117-127 janjul.2007 ISSN 1519-0919

www.uniube.brpropepmestradorevista Gestão Pedagógica são trazidos quatro passos para a implantação de tecnologias, os quais são: garantir o acesso da tecnologia a todos; domínio técnico; domínio pedagógico e gerencial; soluções inovadoras que seriam impossíveis sem as novas tecnologias. Por fim, Costas acredita que futuramente a comunidade escolar terá mais facilidade para dispor de tecnologias como o computador e Internet para colaborar mais ainda no processo ensino-aprendizado. Uma visão mais ampla da situação escolar depende de inúmeros pontos da gestão escolar que influenciam direta e indiretamente na perspectiva de mudança na escola em novos tempos, não podendo deixar o processo de formação de professores ser guiado, simplesmente, pelas novas tecnologias para a aquisição de conhecimento. Acaba-se que no que tange à melhoria da aprendizagem poucos resultados positivos são apurados em razão a falta de estrutura organizacional da escola, de tempo, de espaço, de equipamentos ou de apoio técnico e até mesmo por falta de incentivo e atitudes restritivas por parte da direção da escola, ou melhor, de uma possível gestão escolar. Assim o mais importante é levar em conclusão de que mostrar da forma mais clara possível à educação brasileira é indiscutível, embora não haja um significado real da amplitude da educação deve se ter um conceito bem estruturado não do que seja a gestão no contexto da atualidade, mas sim uma gestão continuada do processo de ensino. Portanto, essa nova situação escolar pode oferecer à escola um papel fundamental de extensão da família e da sociedade como um todo, formando circunstâncias favoráveis aos educadores e educandos tornando o processo de ensino e aprendizagem algo natural de ser e entender. RPD, Uberaba, v.7, n. 15, p. 117-127 janjul.2007 ISSN 1519-0919

www.uniube.brpropepmestradorevista Enfim, esta obra destina-se a todos os diferentes grupos de educadores, desde o diretor e seus colaboradores na gestão escolar até os estudantes das diversas áreas da educação, e principalmente a todos os envolvidos na mudança da escola e da Educação em geral. REFERÊNCIA VIEIRA, Alexandre Thomaz; ALMEIDA, Maria Elizabeth B. de; ALONSO, Myrtes (orgs).gestão Educacional e Tecnologia. São Paulo: Avercamp, 2003. 164 p. RPD, Uberaba, v.7, n. 15, p. 117-127 janjul.2007 ISSN 1519-0919