Ministério da Indústria e Comércio Instituto Nacional de Pesos e Medidas - INPM Portaria INPM nº. 12, de 31 de março de 1967 O Diretor-geral do Instituto Nacional de Pesos e Medidas, no uso de suas atribuições, Resolve aprovar a norma anexa para amostragem de petróleo e derivados, contidos em tanques, para fins quantitativos, elaborada pelo Instituto Nacional de Pesos e Medidas com a colaboração do Instituto Brasileiro de Petróleo e da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Paulo Sá Diretor-geral 1
NORMA PARA AMOSTRAGEM DE PETRÓLEO E DERIVADOS LÍQUIDOS, PARA FINS QUANTITATIVOS 1. Objetivo 1.1 Esta norma estabelece os tipos e procedimentos usados na amostragem de petróleo e seus derivados líquidos, para fins quantitativos. 2. Campo de Aplicação 2.1 Esta norma se aplica na amostragem de petróleo e seus derivados líquidos armazenados em tanques com pressão de trabalho até 220 g/cm 2 e de seção transversal uniforme. 3. Definições Na amostragem de petróleo e seus derivados utilizam-se os tipos de amostras abaixo definidos: 3.1 Amostra de Cima É a amostra colhida a 1 metro abaixo da superfície livre de produto armazenado. 3.2 Amostra do Meio É a amostra colhida na metade da altura total do produto armazenado. 3.3 Amostra do Fundo É a amostra colhida na parte inferior do produto armazenado, a 1 metro do fundo do tanque. 3.4 Amostra Combinada É a resultante da mistura em partes iguais dos volumes das amostras colhidas em um tanque. 3.5 Amostra Composta É a resultante da mistura de amostras individuais de dois ou mais tanques proporcionais aos volumes contidos em cada um deles. 4. Procedimento 4.1 Amostra de Cima, Meio e Fundo 4.1.1 Descer o sacador de amostra até que gargalo fique na profundidade escolhida. 4.1.2 Remover a rolha com um puxão do cordel. 4.1.3 Após a cessação das bolhas de ar, retirar o sacador de amostra. 4.2 Amostra Combinada e Composta 4.2.1 Retirar a amostra como foi descrito nos itens 4.1.1 a 4.1.3 4.2.2 Misturar, no laboratório, em partes iguais ou proporcionais conforme o caso. 4.3 Número de Amostras 2
4.3.1 O número de amostras e respectivos níveis serão os indicados abaixo: Altura do produto no tanque Nº mínimo de amostras mais de 5m 3 3m a 5m 2 Níveis em que devem ser tomadas as amostras a) 1m abaixo da superfície livre do líquido; b) meio da massa líquida; c) 1m acima do fundo a) 1m abaixo da superfície livre do líquido; b) 1m acima do fundo menos de 3m 1 a) meio da massa líquida 4.4 Identificação Os recipientes de amostras devem ser identificados com rótulos ou etiquetas com as seguintes indicações: * Local onde foi colhida a amostra; * Data; * Número do tanque, nome do navio, etc.; * Tipo de Amostra; * Produto; * Rubrica do operador. 5. Equipamentos 5.1 Sacador de Amostra É constituído de um recipiente de cobre, com gargalo, lastro de chumbo e uma alça articulada. No gargalo se introduz uma rolha de cortiça atravessada por um arame que forma na parte externa superior uma pequena alça. Nesta se prende uma corrente que se liga a um cordel que serve para subir ou descer o sacador de amostra. O cordel, por sua vez, se prende à grande alça. Todo o peso do sacador de amostra repousa na rolha. (Vide fig.) Especificações: Material: Cobre ou latão Construção: o fundo é falso, constituído de uma chapa de 3mm de espessura e deverá ser isolado do corpo principal do sacador. Capacidade: 360ml a 1.000ml 6. Precauções e Recomendações 6.1 Uma amostra não pode incluir material outro além do amostrado, e não deve ser alterada por evaporação ou oxidação durante outro processo de amostragem. 6.2 O aparelho de amostragem, inclusive cordas, recipientes e outros acessórios, deve estar seco e livre de qualquer substância contaminante. 6.3 Durante a operação de amostragem o material deverá ser protegido tanto quanto possível dos efeitos do vento e condições atmosféricas. Os recipientes devem ser fechados imediatamente após a coleta da amostra. 3
6.4 O aparelhamento para amostragem de líquidos deve ser cheio com material a ser amostrado, e drenado em seguida, pelo menos uma vez antes de colher a amostra. O mesmo procedimento se tem com o recipiente da amostra. 6.5 Todo o equipamento metálico de amostragem, deve ser feito de material não gerador de faíscas. 6.6 Quando são necessárias amostras de vários níveis de um tanque, a ordem de amostragem deve ser de cima para baixo, de maneira a colher cada amostra antes de agitar o líquido do nível escolhido. 6.7 Tanques de teto flutuante são normalmente amostrados pelo teto, mas, em condições excepcionais podem ser amostrados do topo da plataforma. 4
DESENHOS ANEXOS À PORTARIA N 12, DE 31 DE MARÇO DE 1967, DO DIRETOR GERAL DO INPM 5