O pessimismo amplamente precificado em bolsa ao longo de 2011 parece ter sofrido uma mudança de rota em direção a céus mais azuis. Em janeiro de 2012, o Ibovespa subiu 11,13%, de tal forma a recuperar aproximadamente metade da queda do ano passado. Há, no entanto, alguns fatores, como inflação, crise européia e desaceleração chinesa, que seguem preocupando os investidores. No cenário interno, a inflação, que fechou 2011 no limite superior da faixa aceitável pelo regime de metas, segue em patamar relativamente alto. Uma medida possível do Banco Central diante desse cenário, teria sido o aumento das taxas de juros. Mas, uma vez que a inflação tem dado sinais de convergência à meta, o BC segue sinalizando sua intenção de cortar cada vez mais a taxa SELIC, para estimular investimentos. Para 2012, os cortes ainda serão singelos, mas a presidente Dilma, quando eleita, prometeu levar os juros reais a 2% ao ano. Na Europa, o desenrolar da crise da dívida mostrou que a existência do euro não garante, como se pensava, risco soberano igual para todos os países que o adotam. Isso pode ser observado através das taxas de títulos públicos, que andavam juntas até o estouro da crise de 2008 e, agora, abriram um leque, com os títulos de 10 anos da Grécia a mais de 16% ao ano e os alemães a menos de 2,5% ao ano. Para resolver o problema da dívida, há algumas soluções possíveis. Uma delas é a emissão de moeda pelo Banco Central Europeu, provavelmente acompanhada pela imposição de medidas de austeridade fiscal, que teriam o ônus de pressionar ainda mais os salários e o consumo. Há, no entanto, alguma resistência, por parte dos alemães, em salvar os países endividados. Outro caminho é a renegociação ou o calote da dívida, o que também traria desvantagens, como a posterior restrição de crédito. Por fim, um possível hard landing chinês preocupa investidores ao redor do mundo. Nesse mês de janeiro, um dos membros de nossa equipe esteve na China e trouxe impressões para compartilhar nesse relatório. Muito mais do que o impressionante crescimento passado (a média foi cerca de 10% na última década), o que chama a atenção na China é o espaço para o crescimento futuro. Os chineses, mesmo no meio urbano, são visivelmente muito pobres e se aproximam de turistas de forma agressiva, e quase desesperada, para vender, por poucos centavos, algum produto chinês, que, em geral, passa a sensação de ter o custo de produção maior que o preço de venda. É claro que isso seria inviável, mas essa sensação é provocada pela disparidade entre os custos da mão-deobra chinesa e da brasileira. Enquanto a China se destaca pela mão-de-obra barata, o Brasil tem sua menor taxa de desemprego na história, o que significa mercado de trabalho aquecido e salários altos.
O turismo de chineses dentro do próprio país é muito expressivo e vem aumentando. O potencial de expansão desse turismo é gigante, visto que a China tem mais de um sexto da população do mundo, e grande parte dela está começando agora a ter acesso à informação, à cultura e à renda. Se por um lado, a ausência de democracia impede a livre iniciativa privada e, conseqüentemente, dificulta o crescimento, por outro lado, o regime autoritário e de partido único impõe regras que organizam esse crescimento. A sensação geral foi de que a China cresce com ordem. Ao contrário do que se pensa, nas grandes cidades, não há venda escancarada de produtos falsificados. Além disso, criminalidade é baixa, visto que o porte de armas é proibido e as armas são escassas. O chinês típico já ouviu, sentiu e aprendeu que seu país apresenta taxas de crescimento muito elevadas. Mas, em função da renda per capita ser muito baixa, ele ainda não sabe, ou pelo menos não assimilou, que seu país é a segunda maior economia do mundo. Menos ainda ele tem consciência de que o resto do mundo está de olho na China. Mas ninguém negligencia um parceiro comercial desse peso. O Brasil exporta para lá grandes volumes de minério de ferro, soja, óleo e papel. E felizmente a impressão é de que ainda há muita demanda chinesa para suprir.
EZTEC Dentro de nossa estratégia atual de privilegiar o investimento em empresas com foco no mercado interno, uma das maiores posições de nosso portfólio são ações da EZTEC, de forma a capturar o boom recente do mercado imobiliário brasileiro. Os resultados que obtivemos até o momento mostram, conforme demonstrado mais abaixo, que o investimento em ações de boas construtoras/incorporadoras pode ser tão ou mais rentável que o investimento em um imóvel propriamente dito. A EZTEC atua, há 32 anos, no setor de construção e incorporação de edifícios residenciais e comerciais na Região Metropolitana de São Paulo. A preferência pelo mercado de São Paulo se justifica por ser a região com a maior participação no PIB brasileiro e uma das maiores rendas per capita do país. A divisão por preço dos imóveis vai desde o Padrão Super- Econômico (preço de venda do metro quadrado inferior a R$2.500,00) ao Alto Padrão (preço de venda acima de R$7.000,00). Em janeiro, a EZTEC divulgou sua prévia de resultados operacionais e anunciou o cumprimento do guidance para 2011. A empresa projetava lançar entre R$1,0 bilhão e R$1,2 bilhão em VGV 1 próprio. Seus lançamentos totalizaram R$1.157,4 milhões, um valor 30,5% superior ao obtido em 2010. Em 2011, o volume de vendas somou R$884,3 milhões, um número 18,2% maior que no ano anterior. Para 2012, a expectativa de lançamentos da EZTEC é de R$1,2 bilhão a R$1,4 bilhão. Quanto às margens, seu novo guidance estabelece mínimos de 40% e 30% para as margens bruta e líquida, respectivamente. Começamos a montar nossa posição em junho de 2009, a um preço de R$4,53 por ação. Beneficiamo-nos de grande parte de sua valorização de 277% em 2009 e inteiramente das valorizações de 70,4% em 2010 e 15,4% em 2011. No final de janeiro de 2012, EZTC3 era negociada a R$17,74. A rentabilidade da ação no período de junho de 2009 a janeiro de 2012 foi de 291,6%, enquanto a do Ibovespa foi de 18,24%. Isso tudo, sem falar nos dividendos. Sabemos que a rentabilidade passada não nos garante rentabilidade futura. No entanto, ela diz muito sobre a solidez e a força da empresa, ao considerarmos que a grande maioria das demais construtoras/incorporadoras com ações negociadas na Bovespa teve desempenho bem aquém da EZTEC. 1 VGV: Valor Geral de Vendas. É a soma do valor de venda de todas as unidades de um empreendimento lançado.
COTA EM 31/01/2012 VARIAÇÃO NO MÊS (EM DÓLAR) (EM % DO CDI) PATRIMÔNIO LÍQUIDO CLUBE IMPACTO R$13,74330 7,27% 15,71% 855,84% R$17.783.213,36 DATA IMPACTO (%) IBOVESPA (%) CDI (%) POUPANÇA (%) IGP-M (%) DÓLAR (%) Janeiro/2012 7,27 11,13 0,85 0,59 0,25-7,29 Dezembro/2011 7,31-0,21 0,90 0,59-0,12 3,58 Últimos 12 meses 4,98-5,26 11,58 7,46 4,53 3,91 Últimos 24 meses 23,88-3,56 22,72 14,96 16,56-7,27 Últimos 36 meses 94,17 60,49 34,35 22,71 15,79-25,57 Últimos 48 meses 43,51 6,02 51,18 32,51 25,22-2,05 Acum. desde Ago99* 1274,33 542,44 483,53 170,94 188,24-10,03 2003 90,97 97,34 23,25 11,10 8,71-18,23 2004 51,63 17,81 16,17 8,10 12,41-8,13 2005 3,73 27,71 19,01 9,17 0,92-11,83 2006 20,99 32,93 15,04 8,32 3,85-8,66 2007 36,74 43,65 11,81 7,71 7,75-17,14 2008-32,13-41,22 12,38 7,90 9,81 31,96 2009 63,91 82,66 9,90 6,93-1,71-26,12 2010 20,57 1,04 9,76 6,90 11,32-4,32 2011-12,59-15,82 9,66 6,22 4,70 1,33 2012 7,27 11,13 0,85 0,59 0,25-7,29 *O Clube de Investimentos IMPACTO teve início em 20 de agosto de 1999, de forma que os cálculos têm essa data como base. Fonte: IMPACTO Investimentos e Banco Itaú. Rentabilidade nos Últimos 36 meses Rentabilidade Acumulada desde Ago/99 (%) 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 0,00-0,20-0,40 94,17% 60,49% 34,35% 22,71% 15,79% 100,00% -25,57% Impacto Ibovespa CDI Poupança IGPM Dolar 1350 1150 950 750 550 350 150-50 ago/99 fev/00 ago/00 fev/01 ago/01 fev/02 ago/02 fev/03 ago/03 fev/04 ago/04 fev/05 ago/05 fev/06 ago/06 fev/07 ago/07 fev/08 ago/08 fev/09 ago/09 Impacto Ibovespa CDI Poupança IGPM Dolar fev/10 ago/10 fev/11 ago/11 = A rentabilidade anual real, ou seja, descontada a inflação (IGP-M), alcançada pelo IMPACTO nos últimos 150 meses (início da gestão) foi de 13,36% ao ano. 16 14 12 10 8 6 4 2 0 Rentabilidade acumulada em US$ dólares desde de Ago/99 1426% 614% 545% 200% 218% impacto Ibovespa CDI Poupança IGPM 250% 200% 150% 100% 50% 0% Rentabilidade do Clube de Investimento Impacto em % do CDI 197% 43% 6 Meses 1 Ano 2 Anos Impacto CDI 105%
COTA EM 31/01/2012 VARIAÇÃO NO MÊS (EM DÓLAR) (EM % DO CDI) PATRIMONIO LÍQUIDO IMPACTO VALUATION FIA R$ 2,46833 3,70% 11,85% 434,98% R$9.488.744,09 DATA VALUATION(%) IBOVESPA (%) CDI (%) POUPANÇA (%) IGP-M (%) DÓLAR (%) Janeiro/2012 3,70 11,13 0,85 0,59 0,25-7,29 Dezembro/2011 7,22-0,21 0,90 0,59-0,12 3,58 Últimos 12 meses 5,66-5,26 11,58 7,46 4,53 3,91 Últimos 24 meses 24,69-3,56 22,72 14,96 16,56-7,27 Últimos 36 meses 101,63 60,49 34,35 22,71 15,79-25,57 Ultimos 48 meses 58,15 6,02 51,18 32,51 25,22-2,05 Acum. desde Out/06** 146,83 73,04 75,92 46,43 38,50-20,69 2006 19,14 22,01 3,12 1,98 1,55-1,67 2007 48,41 43,65 11,81 7,71 7,75-17,14 2008-28,18-41,22 12,38 7,90 9,81 31,96 2009 67,92 82,66 9,90 6,93-1,71-26,12 2010 20,48 1,04 9,76 6,90 11,32-4,32 2011-8,87-15,82 9,66 6,22 4,70 1,33 2012 3,70 11,13 0,85 0,59 0,25-7,29 *** O IMPACTO VALUATION FIA teve inicio em 29/09/06, de forma que os cálculos têm essa data como base. Fonte: IMPACTO Investimentos e Banco Itaú. Rentabilidade nos Últimos 36 meses Rentabilidade Acumulada desde Out/06 (%) 1,20 101,63% 200 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 0,00-0,20-0,40 60,49% 34,35% 22,71% 100,00% -25,57% 15,79% valuation Ibovespa CDI Poupança IGPM Dolar 150 100 50 0-50 out/06 abr/07 out/07 abr/08 out/08 abr/09 out/09 abr/10 valuation Ibovespa CDI Poupança IGPM Dolar out/10 abr/11 out/11 A rentabilidade anual real, ou seja, descontada a inflação (IGP-M), alcançada pelo VALUATION nos últimos 65 meses (início da gestão) foi de 11,26% ao ano. Rentabilidade acumulada em US$ dólares desde de Out/06 3 2 2 1 1 0 211% 118% 122% 85% 75% valuation Ibovespa CDI Poupança IGPM
Disclaimer: Fundo de Investimentos, Clubes de Investimentos Impacto e Impacto II IMPORTANTE:: Este relatório pretende apenas divulgar informações e dar transparência à gestão executada pela IMPACTO Investimentos, não significando oferta de venda dos Clubes de Investimentos. Clubes de investimento e Fundos de Investimentos não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, do Fundo Garantidor de Crédito - FGC. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. As informações das rentabilidades de CDI, Poupança, IGPM e Dólar são meras referências econômicas, e não parâmetros objetivo dos fundos. Impacto Valuation FIA - Início 29/09/2006 A política de investimento do FUNDO consiste no investimento em uma carteira de títulos e valores mobiliários de emissão de companhias negociadas em bolsa de valores através de uma gestão ativa de uma carteira concentrada em ações de empresas que apresentam um alto potencial de valorização, negociadas com Política de Investimentos Objetivo Público Alvo Categoria ANBID Aplicação Resgate Política de Administração de Risco grande desconto em relação ao seu valor justo. O objetivo do Fundo é proporcionar elevados retornos absolutos no longo prazo a partir do investimento em ações. O FUNDO tem como público alvo os investidores em geral, pessoas físicas ou jurídicas que buscam elevados retornos absolutos no longo prazo a partir do investim Ações Livre Será cotizada em D+1ou, para recursos disponibilizados até as 14h, em D+0. Será cotizado em D+1e pago em D+4, para pedidos até às 14hs.Solicitações realizadas após o horário pré-determinado serão consideradas como efetuadas no dia út A política de administração de risco da ADMINISTRADORA baseia-se em duas metodologias: Value at Risk (VaR) e Stress Testing. Tx de Administração 2%a.a. do patrimônio líquido, provisionada diariamente e paga mensalmente Investimento Inicial R$20.000,00 Tx de Performance 20%sobre o ganho que exceder Ibovespa, provisionada diariamente e paga semestralmente com marca d'água Movimentação Mínima R$2.000,00 Gestor Impacto Investimentos Ltda. Saldo Mínimo R$10.000,00 Administrador BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM S.A. Patrimônio Janeiro R$ 9.961.565,42 Prazo de Carência Não há Patrimônio Médio 12 Mese R$ 8.030.653,69 Impacto Valuation FIA A taxa de administração prevista acima é a taxa de administração mínima do FUNDO. Tendo em vista que o FUNDO admite a aplicação em cotas de fundos de investimento, fica instituída a taxa de administração máxima de 4,00% a.a. (quatro por cento ao ano) sobre o valor do patrimônio líquido do FUNDO. IMPORTANTE: É recomendada a leitura cuidadosa do prospecto e regulamento do fundo de investimento pelo investidor ao aplicar seus recursos. Este fundo utiliza estratégias com derivativos como parte integrante de sua política de investimento. Tais estratégias, da forma como são adotadas, podem resultar em significativas perdas patrimoniais para seus cotistas. Os fundos de ações podem estar expostos à significativa concentração em ativos de poucos emissores, com os riscos daí decorrentes. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. Em atendimento à Instrução CVM n 465, desde 02/05/2008, os fundos de renda variável deixaram de apurar sua rentabilidade com base na cotação média das ações e passou a fazê-lo com base na cotação de fechamento. Assim, comparações de rentabilidade devem utilizar, para períodos anteriores a 02/05/2008, a cotação média dos índices de ações e, para períodos posteriores a esta data, a cotação de fechamento. Este relatório pretende apenas divulgar informações e dar transparência à gestão executada pela IMPACTO Investimentos, não significando oferta de venda dos Clubes de Investimentos. Clubes de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, do Fundo Garantidor de Crédito - FGC. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Administrador/Distribuidor: BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM S.A. (CNPJ: 02.201.501/0001-61) Av. Presidente Wilson, 231 11 andar Rio de Janeiro - RJ CEP: 20.030-905 Telefone (21) 3219-2998 Fax (21) 3974-4501 www.bnymellon.com.br/sf SAC: sac@bnymellon.com.br ou (21)3974-4600, (11)3050-8010, 0800 725 3219 Ouvidoria: ouvidoria@bnymellon.com.br ou 0800 7253219