PRINCIPAIS ALTERAÇÕES PARA 2013



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Transcrição:

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES PARA 2013

Índice CERTIFICAÇAO DOS PROGRAMAS DE FATURAÇAO... 3 DECRETO-LEI Nº 197/2012... 4 FATURAS... 5 PRAZO PARA EMISSÃO DAS FATURAS:... 5 ELEMENTOS E MENÇÕES EXIGÍVEIS NAS FATURAS... 5 DOCUMENTO RETIFICATIVO DA FATURA... 6 OUTRAS ALTERAÇÕES... 6 FATURA ELETRÓNICA... 7 FATURA SIMPLIFICADAS... 7 ELEMENTOS EXIGIVEIS NA FATURA SIMPLIFICADA... 7 MODO DE PROCESSAMENTO DA FATURA SIMPLIFICADA... 8 OUTROS MODOS... 8 REGISTO DE OPERAÇÕES... 8 QUADRO COMPARATIVO DOS ELEMNTOS A CONSTAR DAS FATURAS E DAS FATURAS SIMPLIFICADAS... 9 EM RESUMO.... 10 DECRETO-LEI Nº 198/2012... 13 MEDIDAS DE CONTROLO DE EMISSÃO DE FATURAS E OUTROS DOCUMENTOS COM RELEVÂNCIA FISCAL (nova obrigatoriedade de comunicação dos elementos das faturas à AT)... 14 ALTERAÇÕES AO REGIME DOS BENS EM CIRCULAÇÃO... 15 EMISSÃO DE DOCUMENTOS DE TRANSPORTE... 15 COMUNICAÇÃO DOS DOCUMENTOS DE TRANSPORTE... 15 DISPENSA DA COMUNICAÇÃO... 16 2

CERTIFICAÇAO DOS PROGRAMAS DE FATURAÇAO A partir de 1 de Janeiro de 2013 a obrigatoriedade será imposta a: Todos os sujeitos passivos de IRC e de IRS com volume de negócios superior a 100.000,00 ANTES: Excluem-se da obrigatoriedade de utilização de programa de faturação certificados: VN > 125.000,00 Os SP que utilizem software produzido internamente ou por empresa integrada no mesmo grupo económico, do qual sejam detentores dos respetivos direitos de autor; Tenham emitido, no período de tributação anterior, um número de faturas inferior a 1.000 unidades; Efectuem transmissões de bens através de aparelhos de distribuição automática ou prestações de serviços em que seja habitual ou de transporte, senha ou documento pré-impresso e ao portador comprovativo do pagamento NOTA: bastará que apenas uma destas exclusões se verifique para que o utilizador esteja dispensado. 3

DECRETO-LEI Nº 197/2012 Alteração ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado Alteração dos artigos: 2.º, 6.º, 7.º, 8.º, 16.º, 19.º, 22.º, 27.º, 29.º, 36.º, 37.º, 38.º, 40.º,45.º, 46.º, 47.º, 48.º, 51.º, 52.º, 62.º, 65.º, 72.º, 78.º, 79.º e 97.º 1 do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 394 -B/84, de 26 de Dezembro. Sumário: Novas regras de emissão de faturas Novas regras de faturação eletrónica Faturas simplificadas (substituição do regime de dispensa de obrigação de faturação e obrigatoriedade de emissão de talões de venda) 1 Art. 2º - Incidência Subjetiva; 6.º - Localização da Operações; 7.º - Factor gerador e exigibilidade do imposto, 8.º - Exigibilidade do imposto em caso de obrigação de emitir fatura, 16.º - Valor tributável, 19.º - Direito à dedução; 22.º - Momento e modalidades do exercício à dedução; 27.º - Pagamento do imposto apurado pelo Sujeito Passivo; 29.º - Obrigação em geral; 36.º - Prazo emissão e formalidades das faturas; 37.º - Repercussão do imposto; 38.º - Faturação de mercadorias enviadas à consignação; 40.º - Faturas Simplificadas; 45.º -Registo das operações em caso de emissão de faturas; 46.º - Registo das operações em caso de emissão de faturas simplificadas; 47.º - Revogado; 48.º - Registo das operações efetuadas ao SP; 51.º - Registo dos bens de investimento; 52.º - Prazo de arquivo e conservação de livros, registos e documentos de suporte; 62.º - Faturação; 65.º - Registos das operações e livros obrigatórios; 72.º - Direito à dedução dos adquirentes; 78.º - Regularizações; 79.º - Responsabilidade solidária do adquirente, e 97.º - Recursos hierárquicos, reclamação e impugnação. 4

FATURAS PRAZO PARA EMISSÃO DAS FATURAS: O art. 36º do CIVA foi alterado passando a prever os seguintes prazos para emissão de fatura: a) 5 dias úteis seguintes ao momento em que o imposto é devido b) Até ao 15º dia do mês seguinte àquele em que o imposto é devido, no caso das prestações intracomunitárias de serviços que sejam tributáveis no território de outro Estado membro c) Na data de recebimento, no caso de pagamentos relativos a uma transmissão de bens ou prestações de serviços ainda não efetuada, bem como no caso em que o pagamento coincide com o momento em que o imposto é devido. NOTA: no caso de pagamento imediato do serviço prestado ou da venda de bens, a fatura tem que ser emitida no próprio dia. ELEMENTOS E MENÇÕES EXIGÍVEIS NAS FATURAS As faturas continuam a ter de ser datadas, numeradas, sequencialmente e a conter os seguintes elementos: Os nomes, firmas ou denominações sociais e a sede ou domicilio do fornecedor de bens ou prestador de serviços e do destinatário ou adquirente, bem como os correspondentes números de identificação fiscal dos sujeitos passivos de imposto; A quantidade e denominação usual dos bens transmitidos ou dos serviços prestados, com especificação dos elementos necessários à determinação da taxa aplicável; As embalagens não efetivamente transacionadas devem ser objeto de indicação separada e com menção expressa de que foi acordado a sua devolução; O preço, liquido de imposto, e os outros elementos incluídos no valor tributável; As taxas aplicáveis e o montante de imposto devido; O motivo justificativo da não aplicação do imposto se for caso disso; A data em que os bens foram colocados à disposição do adquirente, em que os serviços foram realizados ou em que foram efetuados pagamentos anteriores à realização das operações, se essa data não coincidir com a da emissão da fatura; Nos casos de elaboração de faturas por parte do adquirente dos bens ou dos seriços as faturas devem conter a menção: AUTOFATURAÇÃO As faturas emitidas em caso de inversão do sujeito passivo, ou seja, quando é o adquirente dos bens ou serviços a liquidar o IVA devem conter a expressão: IVA AUTOLIQUIDAÇÃO ATUALMENTE: IVA DEVIDO PELO ADQUIRENTE 5

DOCUMENTO RETIFICATIVO DA FATURA As faturas são substituídas por guias ou notas de devolução, quando se trate de devoluções de mercadorias anteriormente transacionadas entre as mesmas pessoas, devendo a sua emissão processar-se o mais tardar no 5º dia útil seguinte à data da devolução (art. 36º nº3 CIVA) Estes documentos servem apenas para retificar faturas e não debitar outros custos ou encargos. As guias ou notas de devolução e outros documentos retificativos de faturas devem conter, além da data e numeração sequencial, os elementos a que se refere a alínea a) do nº 5 do art. 36º, bem como a referencia à fatura a que respeitam e as menções desta que são objeto de alteração. NOTA: não pode, assim, ser emitida nova fatura, como forma de retificação do valor tributável ou do correspondente imposto, sem prejuízo da possibilidade de anulação da fatura inicial e a sua substituição por outra, quando a retificação se deva a outros motivos. OUTRAS ALTERAÇÕES Nas faturas processada através de sistemas informáticos, todas as menções obrigatórias, incluindo o nome, a firma ou a denominação social e o número de identificação fiscal do sujeito passivo adquirente, devem ser inseridas pelo respetivo programa ou equipamento informático de faturação (nº14 do art.36º do CIVA). NOTA: deixa de ser possível a prática habitual do preenchimento de determinados dados à mão, como o nome e NIF. A indicação na fatura da identificação e do domicílio do adquirente ou destinatário que não seja sujeito passivo não é obrigatório nas faturas de valor inferior a 1.000,00 (mil euros), salvo quando o adquirente ou destinatário solicite que a fatura contenha esses elementos (nº 15 do art. 36º do CIVA). A indicação na fatura do número de identificação fiscal do adquirente ou destinatário que não seja sujeito passivo é sempre obrigatória quando este solicite (nº16 do art. 36º do CIVA). PRINCIPAIS CONCLUSÕES: - É obrigatória a emissão de uma fatura por cada transmissão de bens ou prestações de serviços, independentemente da qualidade do adquirente dos bens ou do destinatário dos serviços, ainda que estes não a solicitem. - Em consequência foi eliminada do CIVA e do RITI a expressão documento equivalente a fatura. - Os sujeitos passivos não podem emitir e entregar documentos de natureza diferente da fatura para titular a transmissão de bens ou prestação de serviços aos respetivos adquirentes ou destinatários (nº19 do art. 29º do CIVA). 6

FATURA ELETRÓNICA Considera-se fatura eletrónica, uma fatura que contenha os elementos previstos no código do CIVA e que tenha sido emitida e recebida em formato eletrónico. As faturas podem, sob reserva de aceitação pelo destinatário, ser emitidas por via eletrónica desde que seja garantida a autenticidade da sua origem, a integridade do seu conteúdo e a sua legibilidade através de quaisquer controlos de gestão que criem uma pista de auditoria fiável. Considera-se garantida a autenticidade da origem e a integridade do conteúdo, mediante a adoção de um dos seguintes procedimentos: Assinatura eletrónica avançada ou Utilização de um sistema de intercâmbio eletrónico de dados nas condições do Acordo tipo EDI europeu. FATURA SIMPLIFICADAS Com as alterações introduzidas no art. 40º do Código, é revogada a dispensa de faturação. Consequentemente deixa de ser possível a emissão de talão de venda. A norma legal passa a estabelecer a possibilidade de emissão de uma fatura simplificada em certas operações, quando o imposto seja devido no território nacional: Transmissões de bens efetuadas por retalhistas ou vendedores ambulantes a adquirentes não sujeitos passivos, quando o valor da fatura não seja superior a 1.000,00 (mil euros). Outras transmissões de bens e operações de serviços, independentemente da qualidade do adquirente ou destinatário, quando o valor da fatura não seja superior a 100,00 (cem euros). ELEMENTOS EXIGIVEIS NA FATURA SIMPLIFICADA As faturas simplificadas devem ser datadas, numeradas sequencialmente e conter os seguintes elementos: - nome ou denominação social e número de identificação fiscal do fornecedor dos bens ou prestador de serviços; - a quantidade e a denominação usual dos bens transmitidos ou dos serviços prestados; - o preço, liquido de imposto, as taxas aplicáveis e o montante do imposto devido ou, o preço com a inclusão do imposto e a taxa ou as taxas aplicáveis; - o numero de identificação fiscal do adquirente ou destinatário, quando este seja sujeito passivo do imposto. A fatura simplificada deve conter, ainda, o número de identificação fiscal do adquirente ou destinatário que não seja sujeito passivo de imposto, quando este o solicite. 7

MODO DE PROCESSAMENTO DA FATURA SIMPLIFICADA As faturas podem ser processadas por outros meios eletrónicos, nomeadamente: Máquina registadora; Terminais eletrónicos; Balanças eletrónicas. Estes meios têm registo obrigatório das operações no rolo interno da fita da máquina ou em registo interno, por cada transmissão de bens ou prestação de serviços. OUTROS MODOS A obrigação de emitir fatura pode ser cumprida mediante a emissão de documentos ou registo de operações: Prestações de serviços de transporte, de estacionamento, portagens e entradas em espetáculos, quando seja emitido um bilhete de transporte, ingresso ou outro documento ao portador comprovativo do pagamento Transmissões de bens efetuados através de aparelhos de distribuição automática REGISTO DE OPERAÇÕES Os sujeitos passivos que emitam faturas simplificadas e não utilizem sistemas informáticos integrados de faturação e contabilidade, podem efetuar o registo das operações, realizadas diariamente com não sujeitos passivos, pelo montante global das contraprestações recebidas pelas transmissões de bens e prestações de serviços tributáveis, imposto incluído, assim como pelo montante relativo às operações não tributáveis ou isentas. O registo deve ser efetuado, o mais tardas, no 1º dia útil seguinte ao da realização das operações, com base em: Duplicado das faturas emitidas; Extratos diários produzidos pelos equipamentos eletrónicos relativos a todas as operações realizadas, ou Folhas de caixa que podem substituir o mesmo registo desde que contenham a indicação inequívoca de um único total diário (não dispensa no entanto a obrigatoriedade de conservação dos duplicados das faturas e dos demais documentos). 8

QUADRO COMPARATIVO DOS ELEMNTOS A CONSTAR DAS FATURAS E DAS FATURAS SIMPLIFICADAS ELEMENTOS NORMAL ELEMENTOS Aceite como documento de transporte. Não aceite como documento de transporte. As faturas ou documentos equivalentes devem ser datadas, numeradas sequencialmente e conter os seguintes elementos: Art.36º nº5 SIMPLIFICADA 1 As faturas ou documentos equivalentes devem ser datadas, numeradas sequencialmente e conter os seguintes elementos: Art. 40º nº2 Os nomes, firmas ou denominações sociais e a sede ou domicilio do fornecedor de bens ou prestador de serviços e do destinatário ou adquirente, bem como os correspondentes números de identificação fiscal dos sujeitos passivos de imposto; (NIF apenas dos sujeitos passivos) 2 * 3. Art.36 nº5 al.a) Nome ou denominação social e número de identificação fiscal do fornecedor dos bens ou prestador dos serviços; (não necessita de indicar a sede ou domicilio do transmitente ou prestador e o nome ou denominação social do adquirente). Obrigatório a indicação do NIF do adquirente quando sujeito passivo 4. Art. 40º nº2 al.a) A quantidade e denominação usual dos bens transmitidos ou dos serviços prestados, com especificação dos elementos necessários à determinação da taxa aplicável; as embalagens não efetivamente transacionadas deve ser objeto de indicação separada e com menção expressa de que foi acordada a sua evolução. Art.36º nº5 al.b) Quantidade e denominação usual dos bens transmitidos ou dos serviços prestados; (Dispensada de indicar a especificação dos elementos necessários à determinação da taxa aplicável; as embalagens não efetivamente transacionadas devem ser objeto de indicação separada e com menção expressa de que foi acordada a sua devolução). Art.40º nº2 al.b) O preço, líquido de imposto, e os outros elementos incluídos no valor tributável. Art.36º nº5 al.c) As taxas aplicáveis e o montante de imposto devido; (nas faturas emitidas por retalhistas e prestador de serviços pode indicar-se apenas o preço com inclusão do imposto e a taxa ou taxas aplicáveis, em substituição dos elementos previstos nas alíneas c) e d) do nº5 do art.36º, conforme art.39º). Art.36º nº5 al.d) O motivo justificativo da não aplicação do imposto, se for caso disso. Art.36º nº5 al.e) A data em que os bens foram colocados à disposição do adquirente, em que os serviços foram realizados ou em que foram efetuados pagamentos anteriores à realização das operações, se essa data não coincidir com a da emissão da fatura. Art.36º nº5 al.f) O preço líquido de imposto, as taxas aplicáveis e o montante de imposto devido, ou o preço com a inclusão do imposto e a taxa ou taxas aplicáveis; (nas operações pelas quais seja emitida uma fatura pode ser incluído no preço, para efeitos da repercussão do imposto (nº2 do art. 37º). Em todas as situações. Ou seja, é obrigatório a indicação de uma das seguintes combinações: *Preço líquido de imposto + taxas aplicáveis + montante de imposto *Preço com imposto incluído + taxas aplicáveis. Art.40º nº2 al.c) 1 Condições para emissão de fatura simplificada (art40º nº1): Imposto seja devido em território nacional, nas seguintes situações: a) Transmissões de bens efetuadas por retalhistas ou vendedores ambulantes a não sujeitos passivos, quando valor da fatura não for superior a mil euros; b) Outras transmissões de bens e prestações de serviços em que o montante da fatura não seja superior a cem euros. 2 O NIF do adquirente não sujeito passivo, é obrigatório desde que solicitado (nº16 do art. 36º). 3 A indicação na fatura da identificação e do domicílio do adquirente ou destinatário que não seja sujeito passivo não é obrigatória nas faturas de valor inferior a mil euros, salvo quando o adquirente ou destinatário solicite que a fatura contenha esses elementos (nº15 do art. 36º). 4 As faturas devem ainda conter o número de identificação fiscal do adquirente ou destinatário que não seja sujeito passivo quando este solicite (nº3 do art. 40º).

EM RESUMO. NOVO REGIME DE FATURAÇÃO A VIGARAR A PARTIR DE 01 DE JANEIRO DE 2013 I - REQUISITOS DA EMISSÃO DE FATURA BASE LEGAL FONTE 1 NOTAS Obrigação de emissão de fatura Todas as transmissões de bens e serviços, incluindo pagt ö s antecipados, independentemente da qualidade do adquirente ou do destinatário dos mesmos, ainda que estes não a solicitem. Exclusivamente para quem pratica operações isentas do imposto que não conferem direito à dedução. Art.29º nº1 al.b) CIVA Art.29º nº3 CIVA Ponto 2.1 Dispensa de emissão de fatura Documentos de natureza diferente da fatura Prazo de emissão Exceto as operações isentas do imposto que não confiram direito à dedução. Art. 20º nº1 al.b) CIVA Ponto 2.2 Sujeitos passivos isentos no regime especial de isenção. Art.53º CIVA Ponto 2.3 Interdição de emissão e entrega, para titular as operações tributáveis. Art.29º nº 19 CIVA Ponto 3 -até ao 5º dia útil seguinte ao momento em que o imposto é devido, nos termos do art.7º; -na data de recebimento, em pagamentos de transmissões de bens ou prestações serviços ainda não efetuados; -na data de recebimento, quando coincide com o Art.36º nº1 CIVA Ponto 4 Ver operações financeiras e de seguros com entidades estabelecidas oi domiciliadas fora da Comunidade Europeia (nº3 do art.29º com a subalínea V) da al.b) do nº1 do art.20º do CIVA). Não obrigação de fatura para prestações de serviços financeiro e de seguros isentas, quando o destinatário esteja estabelecido ou domiciliado na Comunidade Europeia. Sem prejuízo de, caso emitam fatura, a mesma deve obedecer ao disposto do art.36º. Documentos de natureza diferente: os que não se destinam a titular as transmissões de bens ou prestações de serviços, nem reúnem os requisitos do nº5 do art.36º, ou o nº2 do art.40º do CIVA. Consultar também o art.6º e art.7º do CIVA. 1 OFICIO CIRCULADO 30136 DE 19.11.2012

Elementos exigíveis Menções exigíveis momento em que o imposto é devido nos termos do art.7º; -até ao 15º dia útil do mê seguinte àquele em que o imposto é devido nos termos do art.7º, para prestações intracomunitárias de serviços tributáveis noutro estado membro,, segundo a al.a) do nº6 do art.6. Sem alterações significativas, mas Ver quadro em anexo ao ofício circulado 30136. Art.36º, nº15 e 16 CIVA Ponto 5 Ponto 6 O nº15 do art.36º, foi aditado e é dispensada a menção, na fatura, do nome e do domicílio, etc, prevista na alínea a), quando o adquirente ou destinatário não for sujeito passivo de imposto e o valor da fatura inferior a 1000. Se for solicitada, a obrigação manter-se-á, inclusive para o NIF conforme o nº16 do mesmo artigo. Modo de Processamento a) Sistemas informáticos; b) Pré-impressas em tipografias autorizadas pelo Min. Finanças. De acordo com art.5º DL 189/90, 19/7 Ponto 7 Se com sistemas informáticos, devem ser inseridas através de respetivo programa informático de faturação, de harmonia com o nº14, aditado ao art.36º do CIVA. 11

II - REQUISITOS DA EMISSÃO DE FATURA SIMPLIFICADA BASE LEGAL FONTE 2 NOTAS Revogação da dispensa de faturação Possibilidade de fatura simplificada Elementos exigíveis Modo de Processamento Não é mais possível a emissão de talão de venda. Quando o imposto for devido no território nacional. Os constantes do art.40º, nº 2 e 3 do CIVA. Iguais ao da fatura (ponto 7 do oficio circulado), e podendo se-lo por outros meios eletrónicos, de entre os quais: máquinas registadoras e os terminais eletrónicos ou balanças eletrónicas, com registo obrigatório das operações no rolo interno da fita da máquina ou em registo interno, por CADA transmissão de bens ou prestação de serviços Art.40º CIVA Art.40º CIVA Ponto 8 Art. 40º CIVA Ponto 9 Art. 40º, nº4 do CIVA Ponto 10 Para: - Transmissões de bens efetuadas por retalhistas ou vendedores ambulantes a adquirentes não sujeitos passivos, quando o valor da fatura não seja superior a 1.000; - Outras transmissões de bens e prestações de serviços, independentemente da qualidade do adquirente ou destinatário, quando o valor da fatura não seja superior a 100. Se o adquirente ou destinatário não sujeito passivo de imposto, o NIF deve constar se este o solicitar. Uma vez que a fatura simplificada não contempla a possibilidade de indicação do nome e morada do destinatário,, nem da data em que os bens foram colocados à disposição do adquirente,, quando essa data não coincide com a respetiva emissão, nestas circunstancias, as faturas devem ser emitidas de acordo com art.36º. 2 OFICIO CIRCULADO 30136 DE 19.11.2012 12

DECRETO-LEI Nº 198/2012 Sumario: Medidas de controlo de emissão de faturas e outros documentos com relevância fiscal Alterações ao regime dos bens em circulação

MEDIDAS DE CONTROLO DE EMISSÃO DE FATURAS E OUTROS DOCUMENTOS COM RELEVÂNCIA FISCAL (nova obrigatoriedade de comunicação dos elementos das faturas à AT) A partir de 1 de Janeiro de 2013, todas as pessoas, singulares ou coletivas, que tenham sede, estabelecimento estável ou domicílio fiscal em território português e aqui pratiquem operações sujeitas a IVA, vão ser obrigadas a comunicar à AT, por transmissões eletrónicas de dados, os elementos das faturas no termos do Código do IVA. Esta comunicação, que deve ser feita até ao dia 8 do mês seguinte ao da emissão da fatura (não sendo possível alterar a via de comunicação no decurso do ano civil), poderá ser efetuada por uma das seguintes vias: Por transmissão eletrónica de dados em tempo real, Por transmissão eletrónica de dados, mediante remessa de ficheiro normalizado estruturado com base no ficheiro SAF-T (PT), contendo os elementos das faturas; Por inserção direta no Portal das Finanças; Por outra via eletrónica, em termos a definir pelo Ministro das Finanças. Os sujeitos passivos que sejam obrigados a produzir o ficheiro SAF-T (PT), devem obrigatoriamente optar: - por enviar por transmissão eletrónica da dedos em tempo real, integrada em programa de faturação eletrónica ou - por transmissão eletrónica de dados, mediante remessa de ficheiro normalizado estruturado com base no ficheiro SAF-T (PT), contendo os elementos das faturas. A AT disponibiliza no Portal das Finanças o modelo de dados para cumprimento desta nova obrigação, do qual deverão constar os seguintes elementos relativamente a cada fatura: a) NIF do emitente; b) Nº da fatura; c) Data de emissão; d) Tipo de Documento: e) NIF do adquirente que seja sujeito passivo de IVA, quando tenha sido inserido no ato da emissão; f) NIF do adquirente que não seja sujeito passivo de IVA, quando este solicite a sua inserção no ato da emissão; g) Valor tributável da prestação de serviços ou da transmissão de bens; h) Taxas aplicáveis; i) O motivo justificativo da não aplicação do imposto, se aplicável; j) Montante do IVA liquidado. 14

ALTERAÇÕES AO REGIME DOS BENS EM CIRCULAÇÃO A partir de 1 de Janeiro de 2013 entrarão em vigor alterações substanciais nos procedimentos para a emissão de documentos de transporte de bens, no entanto, a nova obrigatoriedade de comunicação dos documentos de transporte só se aplica a partir de 1 de Maio de 2013. Merecem destaques as seguintes alterações: A venda a dinheiro deixa de ser considerada documento de transporte, sendo como tal considerados a fatura, guia de remessa, nota de devolução, guia de transporte ou documento equivalente [al.b) do nº1 do art.2]. As alterações ao local de destino, ocorridas durante o transporte, ou a nãoaceitação imediata e total dos bens transportados, obrigam à emissão de documento de transporte adicional em papel, identificando a alteração e o documento alterado (art.4º, nº8) ATUALMENTE: Estas atualizações eram anotadas no próprio documento de transporte. EMISSÃO DE DOCUMENTOS DE TRANSPORTE Os documentos de transporte devem ser emitidos por uma das seguintes modalidade (nº1 do art.5º): Por via eletrónica; Através de programa informático que tenha sido previamente certificado pela AT; Através de software produzido internamente pela empresa ou por empresa integrada no mesmo grupo económico, de cujos direitos de autor seja detentor; Diretamente no Portal da Finanças; Em papel, utilizando-se impressas numeradas seguida e tipograficamente. NOTA: com exceção dos documentos emitidos por via eletrónica, os demais documentos de transporte têm de ser processados em três exemplares. A numeração dos documentos deve ser progressiva, continua e aposta no ato de emissão (nº3 do art.5º). COMUNICAÇÃO DOS DOCUMENTOS DE TRANSPORTE Os sujeitos passivos são obrigados a comunicar à AT os elementos dos documentos de transporte, antes do inicio do transporte. A comunicação é efetuada da seguinte forma: Nos casos em que o documento de transporte é emitido em papel através de serviço telefónico disponibilizado para o efeito, com indicação dos elementos 15

essenciais do documento emitido, com inserção no Portal das Finanças até ao 5º dia útil seguinte; Nos demais casos por transmissão eletrónica de dados para a AT. NOTA: não sendo efetuada a comunicação os documentos consideram-se não emitidos. DISPENSA DA COMUNICAÇÃO 1. Ficam dispensados da comunicação os sujeitos passivos que emitam documentos de transporte por via eletrónica e disponham de código fornecido pela AT. 2. Ficam também dispensados da comunicação os sujeitos passivos que tenham obtido no ano anterior, ara efeitos de IRS E IRC, um volume de negócios não superior a 100.000 (ATENÇÃO: este limite não se aplica à obrigação de comunicação dos elementos das faturas). 3. É ainda dispensada a comunicação nos casos em que a fatura serve também de documento de transporte e seja emitida pelos sistemas informáticos previstos nas alíneas a) a d) do nº 1 do art.5º do Regime dos Bens em Circulação, devendo a circulação dos bens ser acompanhada da respetiva fatura emitida. 16