N : Data: 20/05/15 Cliente: Projeto: 1 de 24 Análise de Vazamento Acústico de Salas de Reunião 2 e 3 Edição: 1 Revisão: A Capítulo: I ESCOPO DE FORNECIMENTO Local: CIDADE-RJ 1. APRESENTAÇÃO DO SUMÁRIO EXECUTIVO: Este relatório refere-se ao estudo para avaliação de isolamento acústico entre salas a partir de inspeções e medições de índices acústicos como RF (Ruído de Fundo), Nível de Pressão Sonoro Médio (LEQ), índices de isolamento acústico (R e Dnt.w) e de atenuação direta (Dnt) de divisória móvel e de portas das salas de reunião 2 e 3. Contemplando, com menos destaque, as paredes, divisórias fixas, septos, dutos de ar, identificados e reconhecidos como menos críticos para o vazamento acústico entre salas e corredor. O diagnóstico a partir de medições acústicas em 1/3 de oitavas com equipamentos de exatidão tipo 1 permitiu identificar, reconhecer e quantificar as principais vias de vazamento de nível de pressão sonora e o ruído de fundo característico dos ambientes, tendo em vista o conforto e a inteligibilidade da voz. Com foco nas duas salas de reunião adjacentes separadas por divisórias móveis, foram estabelecidos métodos e procedimento de medição com medidor analisar tipo 1 (em 1/3 e 1/1 de oitavas) e fonte geradora de ruído padronizado (ruído rosa), de grande exatidão e com certificados de calibração RBC/INMETRO, possibilitando identificar os elementos valorizáveis para a questão de vazamento; numa ordem de criticidade. Nosso estudo permitiu identificar com clareza vazamentos aéreos e estruturais principalmente pela divisória móvel: trilhos, junções com parede, com a divisória fixa, piso e forro e as portas acústicas das salas de reunião 2 e 3 para o corredor, reconhecidos como pontos críticos. Também foram verificadas as características de forro, dutos de ar-condicionado, parede e divisórias fixas, contudo com menor destaque como constatado como pontos de menor vazamento, mascarado pelos demais. Não foi verificado vazamento considerável pelos dutos de ar-condicionado no entrono (externo as salas). Os vazamentos provenientes dos dutos de ar-condicionado entre as salas foram verificados pela ausência de tratamento acústico interno dos dutos de ar. Foram identificados, reconhecidos e quantificados um baixo desempenho acústico das portas das salas 2 e 3 e das divisórias móveis modulares entre as duas salas de reunião devido aos acoplamentos e características construtivas: foco da análise de desempenho a partir das medições e análise de índices acústicos normalizados atendendo as normas: ISO 140-4, ISO 717-1 para isolamento, índice NC segundo a NBR 10152 para conforto de ambientes internos e a norma NBR 15575, referencia técnica nacional, e, portanto, de regulamentações de desempenho e conforto com classificações padronizadas de isolamento: mínimo, intermediário e superior. O baixo desempenho acústico das divisórias móveis e portas (16 db a 24 db) somados ao baixo ruído de fundo nos ambientes das salas 2 e 3, em torno de LEQ = 44 a 46 db(a), comprometem a inteligibilidade e o conforto no interior das salas de reunião e no corredor. Segundo a NBR 15575 para um desempenho intermediário entre áreas comuns o índice de diferença padronizado de NPS, Dnt.w deve ser de 35 db a 39 db. Embora o recomendado para ambientes com isolamento acústico seria superior a 40 db. REV. 0 REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E DATA 20 / 05 / 2015 EXECUÇÃO RDR RDR VERIFICAÇÃO RDR RDR APROVAÇÃO RDR RDR AUTORIZADO RDR RDR
2 de 24 Então, conforme solicitado, sugere-se soluções customizadas numa ordem levando em consideração a voz inteligível e o conforto nas reuniões: a) atender as metas acústicas mínimas entre 35 db a 39 db das divisórias móveis e portas. b) Aplicar sistema de mascaramento de som na sala que necessita de sigilo: da Lady Acoustics; b) preenchimento do forro com travesseiros de Lá de rocha de baixo custo para condicionamento acústico nos ambientes adjacentes e entre septos: material do tipo MLV 16 Kg/ m³ 610X610X100 ensacada em véu elastométrico preto (verificar entre forro ~10 a 15 cm); c) troca dos dutos de ar-condicionado de comunicação entre salas de reunião por outro com tratamento acústico: do tipo Flexliner 50x20; d) Adequar divisórias móveis, fixas e portas, nestas inserir guilhotinas e borrachas de ar nas portas sobre pressão para o isolamento e o atendimento as metas mínimas nos acoplamentos com o caxonete e o piso. Verificou-se que a vedação das portas não condiz com o desempenho das divisórias fixas. Sendo que ambas as vedações destes elementos são comprometidas pela falta de fechamento de septos no piso. O sistema de mascaramento sugerido para sigilo proposto é inovador e torna as conversas mais difíceis de ouvir ou compreender, ajuda a relaxar, mascarando as vozes que podem perturbar a concentração ou o relaxamento. Não compromete o layout do ambiente, pois é instalado sobre o forro. O serviço proposto demandou de profissional qualificado e empresa credenciada no CREA no 36, com certificado de comprovação perante Órgãos Públicos; que deve ser parte integrante do relatório/laudo de medição técnica. Portanto, como prestador de serviço e responsável pelo presente, eu, Rogério Dias Regazzi, Engenheiro Mecânico e de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, ID 94-1-10654-4 CREA-RJ / 138481/D (Nova carteira) com mestrado em metrologia (ciência da medição) e qualidade industrial, especialista em acústica e vibração, me julgo qualificado, e, portanto, apto para a realização dos trabalhos solicitados, sem qualquer interferência externa. 2. LOCAL,FONTE E DATA DO ESTUDO. LOCAL: Salas 2 e 3 (Reunião) do Escritório 3R BRASIL TECNOLOGIA. ENDEREÇO: Rua Maria de Medeiros, número 777, 201, Centro, - Rio de Janeiro. FONTE DE RUÍDO: Caixa acústica de alto desempenho de 350 Wrms. RUÍDO GERADO: Ruído rosa, mesma energia em oitavas de frequência. DATA: 11/05/2015. Detalhes dos Ambientes de Estudo:
3 de 24 Figura 1 Pontos de maior vazamento: trilho e acoplamento com a parede. Junção entre divisória e piso Figura 2 Detalhe das frestas nas portas e guilhotinas sem pressão no piso.
4 de 24 Segue abaixo o croqui dos ambientes do estudo: Volume Sala 2 = 35,32 m 3 ; Volume Sala 3 = 41,13 m 3 e área da divisória móvel = 10,00 m 2 ; área de cada porta = 1,80 m 2 Figura 3 Detalhe das salas e configurações.
5 de 24 3. RESULTADOS SUMARIZADOS. Foram realizadas perfilagens e medições pontuais dos ambientes com e sem fonte geradora de nível de pressão sonora, permitindo identificar, quantificar e analisar vazamentos acústicos. Obtendo-se resultados práticos do desempenho dos elementos: Figura 4 Fonte de nível de pressão sonora de alta potência 350 W RMS. Os resultados das medições são apresentados em gráficos impressos diretamente do equipamento de medição onde são fornecidas as funções Leq, Ln(s), Lmax e Lmin em níveis globais e por frequência, atendendo exigência de engenharia, rastreabilidade documental e metrológica. Desta forma os resultados do estudo permite, inclusive, atender a NR-17 anexo II, do Ministério do Trabalho e Emprego (ergonomia), referente a recomendações para conforto em ambiente de trabalho segundo índices NC da NBR 10152. 3.1 Qualidades do Meio Acústico Adaptada aos Diferentes Ambientes: A qualidade do meio acústico no interior de um ambiente é função da natureza deste local, de seu contexto e da atividade que vai acolher. Para atingir um bom conforto acústico, deve-se explicitar as exigências relativas à proteção/isolamento contra ruídos indesejáveis e à audibilidade das emissões sonoras úteis. Então, é recomendado determinadas metas acústicas de níveis de ruído de fundo; conforme a funcionalidade dos ambientes. Destacamos neste item valores que devem ser levados em consideração. Recomenda-se NR e NC de 25-30 db em ambientes silenciosos, NR de 35 db para escritórios silenciosos e NR de 40 db para área de circulação, NR 50 para áreas de vendas e telemarketing, e, o máximo de NR 60 para conforto acústico em ambiente multiuso. Os valores do NR e do NC serão medidos através do Leq, do L10 e do L90, dependendo do objetivo, sem a presença de conversação no ambiente ou outras fontes. A curva NC (NBR 10152) é definida pela composição de oito níveis de pressão sonora nas oitavas com centro em 63, 125, 250, 500, 1000, 2000, 4000 e 8000 Hz. Portanto, nos pontos que a mesma não é definida deve-se usar o NR.
6 de 24 3.2 Gráficos das Perfilagens e Medições do Ruído de Fundo dos Ambientes A seguir são apresentados de forma objetiva os dados de medição em diferentes situações e ambientes na forma de tabelas e gráficos dos níveis de pressão sonora em oitavas e estatísticos. Portanto a medição do ruído de fundo das Salas em sequencia: Sala 2 (Reunião) Ar acionado: Figura 5 Medição do Ruído de Fundo Sala 2 Ar-Ligado (situação normal): RF=L90 = 45,1 db(a) e NR = 41,1 db.
7 de 24 Sala 3 (Reunião) Ar Acionado: Figura 6 Medição do Ruído de Fundo Sala 3 Ar-Ligado (situação normal): RF=L90 = 45,1 db(a) e NR = 41,3 db. Níveis de pressão sonora (NPS) dos outros ambientes: Biblioteca: Leq = 51,2 db(a) e Lmin = 49,2 db(a). Corredor entre as portas da sala 2 e sala 3: Leq = 49,3 db(a) e Lmin = 44,6 db(a). Corredor circulação: Leq = 50,3 db(a) e Lmin = 47,9 db(a). Salão com Baias Divisórias (sala advogados e administrativas): Leq = 53,3 db(a) e Lmin = 51,8 db(a). Copa: Leq = 56,1 db(a) e Lmin = 55,3 db(a). Recepção: Leq = 49,8 db(a) e Lmin = 45,8 db(a).
8 de 24 Verificau-se que o ruído de fundo varia de 44 db(a) a 46 db(a) nas salas de reunião com o ar condicionado acionado. Desta forma com uma meta acústica mínima de 35 db, as fontes das salas não devem ser superiores a 79 db(a). Numa reunião típica dependendo do assunto e situação os níveis de pressão sonora podem variar de 65 db(a) a 90 db(a). Contudo, ficam normalmente em torno de 77 db(a). Com uma atenuação média de18 a 20 db, por exemplo, entre salas e corredor, é fácil constatar que níveis de pressão sonora acima de 66 db(a) durante as reuniões já serão audíveis. Visualização dos dados de medição com modelagem acústica dos ambientes: Figura 7 Níveis de Ruído de Fundo dos ambientes com o MapAtWork. Como observado no mapeamento de ruído com as salas ocupadas e desocupadas com o sistema de arcondicionado acionado, verifica-se o atendimento aos limites de conforto segundo a NBR 10152, conforme requerido no anexo II da NR-17.
9 de 24 Medições de vazamentos acústicos (índices acústicos de isolamento): Foram realizadas perfilagens e medições pontuais dos ambientes com e sem fonte geradora de nível de pressão sonora determinístico (ruído rosa), permitindo identificar, quantificar e analisar vazamentos acústicos. Obtendo-se resultados práticos do desempenho dos elementos presentes no ambiente e atuando de forma eficaz nas sugestões de soluções de isolamento. Os vazamentos críticos identificados que mais comprometem o conforto e a inteligibilidade do ambiente são: divisória móvel e portas das salas 2 e 3. Então, foram realizadas medições focando as regiões de vazamento, isto é, os módulos das divisórias móveis próximo a parede e a divisória fixa. Os resultados são conforme segue: a) Divisórias móveis (próximo a parede e os trilhos): Pior caso Figura 8 Detalhes dos pontos de maior vazamento (pior caso).
10 de 24 Divisórias Móveis:
11 de 24 Figura 9 Resultado: atenuação aproximada de DnTw = 16 db (±2) no módulo próximo a parede (pior caso) Figura 10 Atenuação aproximada de DnTw = 18 db (±2) para o conjunto todo, variando de 20-22 db(a) próximo a porta.
12 de 24 b) Porta acústica (sala 2), semelhante a sala 3:
13 de 24 Figura 11 Resultado: atenuação aproximada de DnTw = 18 db (±2) para a porta (pior caso na altura do piso) Figura 12 Resultado: atenuação aproximada de DnTw = 23 db (±2) para o conjunto todo
14 de 24 c) Sala Estagiários (salão): Atenuação média das paredes em conjunto com septos e dutos: Figura 13 Resultado: atenuação aproximada de DnTw = 32 db (±2) para o conjunto todo. Identificamos que embora sejam utilizadas divisórias acústicas as mesmas não atendem uma meta mínima de 35 db a 39 db (NBR 15575). Com relação as divisórias fixas separando os ambientes do corredor as mesmas não possuem septos entre pisos e as portas apresentam problemas de vedação na altura da maçaneta e entre o piso. M-mínimo, I-intermediário e S-superior.
15 de 24 4. OBJETIVO: Estudo para avaliação de isolamento acústico entre salas a partir de inspeções e medições de índices acústicos como RF (Ruído de Fundo), Nível de Pressão Sonoro Médio (LEQ) e a diferença padronizada (Dnt.w) da avaliação de atenuação de portas e divisórias móveis modulares para reconhecimento das características atuais em atendimento as expectativas de não interferência da palavra (voz) inteligível em ambientes adjacentes, objetivando o sigilo. Permitindo estabelecer as premissas para a concepção de solução customizada pela identificação das principais vias de vazamento acústico e o ruído de fundo dos ambientes, tendo em vista o conforto, portanto, a inteligibilidade da voz. Com foco nas duas salas adjacentes de reunião: sala 2 e sala 3. 5. ENDEREÇO CONTRATANTE LOCAL: Salas 2 e 3 (Reunião) do Escritório 3R BRASIL TECNOLOGIA. ENDEREÇO: Rua Borges de Medeiros, número 633, 201, Leblon, - Rio de Janeiro. DATA: 11/05/2015. Acompanhante: José Danilo Braz da Silva, jsilva@fladv.com.br Data das medições: 11 de Maio de 2015 6. RESPONSABILIDADES E EXECUÇÃO Responsáveis pelo Monitoramento de Ruído (NPS) Razão Social: 3R Brasil Tecnologia Ambiental, Cultura, Serviços e Comercio Ltda. REGISTRO NO CREA-RJ (PJ): 1999203990 no número 36 CNPJ: 03.295.269/0001-30 Inscrição Municipal: 269.766-1 Telefone: (21) 3549-4863 / 9999-6852 / 8272-8534 Email: regazzi@esp.puc-rio.br e contato@isegnet.com.br Pessoa Responsável: Eng. Rogério Dias Regazzi /CREA-RJ: A 3R Brasil e uma empresa nacional de consultoria, medição, perícia, auditoria em SMS e treinamento especializado, dedicada a cuidar dos interesses de seus clientes e de seus parceiros de execução. Somos registrados no CREA-RJ 36 para a realização de serviços de medição e avaliação ambiental e ocupacional com profissionais capacitados e equipamentos calibrados e rastreados a RBC e INMETRO. Os relatórios e laudos são assinados por Engenheiro de Segurança do Trabalho devidamente registrado; exigências do Legislador para a realização do serviço proposto de estudo e avaliação ambiental. Mini Curriculum - 3R Brasil. Consultor em SMS, Avaliação Ambiental, Acústica e Vibrações. ROGÉRIO DIAS REGAZZI, Engenheiro Mecânico (UFRJ) especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho (CEFET) e Engenharia Legal (CEFET). Mestre em Metrologia e Qualidade Industrial. Ex-Gerente Executivo do projeto Larson Davis (Empresa EUA de equipamentos da área de ruído e vibração). Observador da ABNT (ISO 14000).
16 de 24 Sócio-Gerente da 3R Brasil. Membro da CCR (Cooperativa de Consultores e Técnicos Reunidos Ltda). Ex Diretor de Automação e SMS da Gaveasensors (atual Gas Oil) e Perito Judicial. Autor de diversos trabalhos publicados na revista do INMETRO, PROTEÇÃO, SOS e SOBRAC e em outros Fóruns e Congressos Nacionais e Internacionais. Autor dos Softwares 'Autolab', 'NRnoise', 'Gerente SST', 'Calix SST' e GerenteCST-PCA, Autor e Editor do livro 'Perícia e Avaliação de Ruído e Calor' e Soluções Práticas de Instrumentação e Automação Utilizando a Linguagem Labview. Professor do Curso de Segurança do Trabalho da UEPA, UCL, PUC-Rio e UFRJ e de cursos especiais da APETROLEOA, SOBEM e PUC-RJ. Pesquisador da PUC-RJ nos projetos da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Pós- Graduado na UFF / Universidade de Petrópolis em Sustentabilidade e Performance de Edificações. Credenciamento: Registro Pessoa Jurídica número 36 (Perícia e Laudos Ambientais): 7 TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES a) T20 e T30 Tempo de decaimento do nível de sinal (no caso pressão sonora) a partir de um ponto de referência e outro a 20 db e 30 db abaixo, respectivamente.
17 de 24 b) RT60 O Tempo de Reverberação pode ser descrito como sendo o tempo em que o término de uma emissão sonora cai a um milionésimo da sua intensidade inicial. Também é definido como o tempo necessário para que um som, emitido com 0 db de intensidade, caia a -60 db, o que corresponderia ao espaço de tempo entre a emissão de um som na sua intensidade máxima (0tdB), até o momento em que sua queda auditiva tenha chegado a um milionésimo daquela intensidade máxima inicial (-60 db). c) STC - Sound Transmitiom Class, Classe de Transmissão Sonora, que define em um único valor, o isolamento sonoro proporcionado por uma dada barreira física, empregado principalmente para classificar paredes, portas, janelas e visores acústicos; d) EDT O tempo de reverberação também pode ser definido como -10 db (= queda de 10% da intensidade inicial), RT10, que multiplicado por 6 (seis) é comparável com o RT60 em alguns casos, e representa o EDT. O "Tempo do Primeiro Caimento" ou "EDT" (Early Decay Time) é muito importante em salas de concertos, mas, também, para a inteligibilidade do ambiente. e) Ln Nível de ruído estatístico em db(a) representativo dos níveis instantâneos durante um período de medição. O L10 e o L90, por exemplo, representam o nível de pressão sonora em db(a) acima dos 10% e 90% dos níveis de pressão sonora instantâneos existente no ambiente. Portanto, normalmente, o L90 é utilizado como o ruído de fundo (RF) porque representa o menor valor dos 90% dos ruídos existentes no ambiente. f) LEQ Média logarítmica no tempo do nível de pressão sonora. É uma função de integração usada em ambientes para definir o valor médio do ruído existente no local (nível sonoro equivalente contínuo que segue o princípio da igual energia). g) Lmax Nível de pressão sonora máximo existente no local durante as medições. Representa o ruído que ocorreu acima de 0,1% do tempo de medição (L0.1). h) Lmim Nível de ruído mínimo existente no local durante as medições. Representa o ruído a partir do qual ocorreram níveis de pressão sonora acima de 99% do tempo de medição. i) Fator de Pico O fator de crista (do inglês, Crest Factor) é definido como uma razão entre o nível de pico e o nível RMS de um sinal, geralmente expresso em db. Sinais com fator de crista elevado devem ser evitados, uma vez que estes sinais apresentam picos elevados, que podem causar distorção do sinal. j) Índice de redução sonora (SRI ou R) É um índice utilizado para expressar a propriedade de isolamento entre ambientes em db. Pode ser obtido em oitavas ou terças de oitavas. O R normalmente se refere a propriedade de produtos e materiais portanto obtido em Laboratório e estimado no ambiente, enquanto o SRI é utilizado para avaliação do isolamento real medido entre os ambientes. k) Diferença de nível sonoro padronizado (D) A diferença de nível de pressão sonora padronizado é utilizada para avaliar o isolamento de ruído aéreo entre salas. A diferença de nível de pressão sonora por uma partição vai depender da absorção na sala de recebimento. É recomendado que a diferença de nível medido seja corrigida conforme o tempo de reverberação da sala de recebimento (padrão de 0.5 segundos). l) Nível de pressão sonora de isolamento de impacto (L) Índice de avaliação de isolamento sonoro do piso. m) Ruído estrutural Onda sonora que viaja de um espaço a outro não através do ar, mas através das estruturas das construções. É conhecido como som structureborn. Esta é uma forma de transmissão flanking. Estes podem ser transmitidos a longas distâncias com pouca atenuação e ser re-irradiados em outro ambiente causando problema distante da fonte original de ruído. n) Coeficiente de transmissão de som (TC) O coeficiente de transmissão de som é uma medida da energia do som incidente que passa através de parede, porta, partição ou qualquer barreira. O som não passa realmente através da parede, a energia de som incidente provoca vibração na parede ou barreira que vibra e então irradia som para o espaço de recebimento.
18 de 24 o) Coeficiente de absorção sonora (α) Esta é a quantidade usada para descrever a capacidade de absorção sonora de um material. Para um material perfeitamente absorvedor, o índice α deve ter um valor de 1, enquanto para um perfeitamente refletor, deve ter o valor de zero. O coeficiente de absorção varia com a freqüência e também com o ângulo no qual o som incide no material. Devido à dependência angular é comum medir o coeficiente de absorção de materiais em campos de som difuso para que o som efetivamente bata no material por todos os ângulos de incidência. O coeficiente de absorção medido sob essas condições é conhecido como coeficiente de absorção sonora de incidência randômica. p) Noise criteria (NC) O conceito de NC foi originalmente desenvolvido nos EUA para classificação de ambientes com aplicações comerciais. O cálculo do NC é baseado nas bandas de oitava em db comparadas as curvas de referência padrões estabelecidas pela literatura. O valor de NC será o da primeira curva acima da interceptação da oitava de freqüência medida no ambiente em db. q) Noise rating number (NR) Índice de classificação de ambiente utilizado em projetos acústicos na Europa. O cálculo do NR é baseado nas bandas de oitava em db comparadas as curvas de referência padrão estabelecidas pela literatura. O valor de NR será a mais alta curva que intercepta a oitava de freqüência medida no ambiente em db. r) Detecção (slow e fast) Os aparelhos usados para monitorar o ruído apresentam internamente circuitos de detecção lenta e rápida. No nosso caso, foi utilizada a detecção rápida (fast). s) NPS Nível de Pressão Sonora. t) Ruído de Fundo Todo e qualquer ruído proveniente de uma ou mais fontes sonoras, que esteja sendo captado durante o período de medição e que não seja proveniente da fonte objeto das medições. u) db(a) - Valor em decibéis que simula a curva de resposta do ouvido humano. v) LEQ Média logarítmica no tempo do nível de pressão sonora. É uma função de integração usada em ambientes para definir o valor médio do ruído existente no local (nível sonoro equivalente contínuo que segue o princípio da igual energia). x) Fontes Internas - Definimos como fontes internas as principais fontes de ruído proveniente da ambientes em análise ou da empresa, incluído o trânsito interno de veículos. z) Fontes externas - definimos como as principais fontes de ruído externas ao ambiente em análise ou a empresa, isto é, não provocado pelas atividades internas da mesma, por exemplo: tráfego de veículos na redondeza. 8. NORMAS E REFERÊNCIAS JURÍDICAS. [1] NBR 10151/2000 - Estabelece procedimentos de medição e limites para a aceitabilidade do ruído em ambientes diversos; [2] NBR 10152/2000 - Estabelece Níveis de Ruído para Conforto Acústico; [3] CONAMA N 1/90 - Resolução CONAMA que estabelece, entre outros, os critérios e padrões para a emissão de ruído, em decorrência de atividades industriais; [4] CONAMA N 02/90 - Institui o Programa Nacional de Educação e Controle de Poluição Sonora; [5] CONAMA N 281/90 - Dispõe sobre as publicações de licenças ambientais; [6] Política Nacional de Meio Ambiente - PNMA Lei Federal 6.838/1981; [7] ISO 266 Curvas iso-audíveis, isofônicas "Loudness"; [8] Perícia e Avaliação de Ruído e Calor - Passo a Passo segunda edição, Rogério Regazzi, 2001; [9] LEI Nº 646, de 05 de Novembro de 1984 - Estabelece condições básicas de proteção
19 de 24 [10] IEC 60804 e IEC 225 e ANSI S1.11 Equipamentos de Medição; [11] ISO 3382 Measurement of the reverberation time of room with reference to the acoustical parameters; [12] In the Acoustics Build Environment Advice for the Design Team -Second Edition, Ducan Templeton; [13] ISO 7029-1984, Threshold of Hearing Air Conduction as a Function of Sex and Age for Otologically Normal Persons, International Organization for Standardization, Geneva, Switzerland; [14] NBR 11677 Divisórias Leves Internas Moduladas Determinação da Isolação Sonora in loco ; 9. EQUIPAMENTOS E RASTREABILIDADE Calibrador: Modelo: 890-2; 114-94 db em 1000 Hz e Cal 200. Marca: Simpson e Larson Davis. Tipo:2. S/N: 66112 Certificado: RBC: RBC2-9257-670 de 07/05/2015. Função: fornecer nível de sinal conhecido antes e após as medições. Medidor analisador: Modelo: Duo (analisador); n série: 10278. Marca: 0,1 db Metrovib. Tipo: 1L (maior exatidão nas medições). Certificado: 0,1 db Metrovib Certif. CV-DTE-T-11-PVE-55783 (ano de 2011) e Certificado RBC/INMETRO: RBC3-8662-697 de 19/09/2013, conforme IEC 61672 (mais atual). Função: fornecer nível global de pressão sonora em db(a) na detecção impulsiva, rápida, lenta e medição em tempo real dos níveis de pressão sonora por faixa de freqüência e níveis estatístico. Microfone: Modelo: 40C GRAS n série: 141263. Marca: G.R.A.S. Tipo: Capacitivo Campo Livre (em 0 Graus) ou Omnidirecional com acessório específico com correção interna pelo DUO ( em 90 Graus). Função: Fornecer maior exatidão nas medições em diferentes situações; atendendo a NBR 10151 e Normativas para ensaios acústicos. Nota: calibração, verificação e ajuste com cal 200, certificado RBC/INMETRO de 07/05/2015. 10. TEORIA E MÉTODOS PARA OBTENÇÃO DE PARÂMETROS ACÚSTICOS
20 de 24 A Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas, visando o conforto da comunidade seguem os procedimentos da NBR 10151 e os valores recomendados da NBR 10152 Níveis de Ruído para Conforto Acústico. Contudo estas normas não estabelecem critérios de isolamento e absorção acústica para a avaliação de um projeto. Para preencher essa lacuna, a norma de desempenho NBR 15575 para edifícios de até cinco pavimentos, aprovada em maio de 2008, tem o foco principalmente na funcionalidade da construção, inclusive em relação ao conforto acústico, abordando aspectos que faltam na NBR 10151 e NBR 10152. A norma define o desempenho mínimo obrigatório para alguns sistemas das edificações ao longo de uma vida útil mínima obrigatória. Além disso, a norma leva em conta o estágio sócio-econômico do Brasil, seus níveis de desempenho higiênicos e não aumenta os custos de construção para quem já cumpre as normas técnicas. Também, define os níveis de desempenho diferentes: mínimo, intermediário e superior, além de recomendar os prazos de garantia mínimos para sistemas, elementos e componentes. Define, ainda, as incumbências dos intervenientes: incorporadores, construtores, projetistas e administradores pós-obra e, para alguns requisitos, pode ser aplicada a edificações com qualquer número de pavimentos. 10.1) Os parâmetros requeridos, RW e D2m,nT,W (conforme NBR 15575-4) Então, pode-se destacar os seguintes valores recomendados para fachada:
21 de 24 10.2 ) Os parâmetros requeridos, RW e D conforme EN ISO 140-3, 140-4 e EN 12354. Deve-se lembrar que Rw é o valor ponderado obtido em laboratório e que leva em consideração material do produto em análise e as suas dimensões. As estimativas podem ser realizadas a partir de estimativa deste índice através de tabelas fornecidas pela literatura ou pelo fornecedor, podem levar ou não em consideração efeitos de vazamento dos contornos do produto. Segue as equações diretas utilizadas nas estimativas do fator de redução: Camadas de materiais diferentes da divisória totalmente selada Rw = R1 + R2 + R3 Diferentes materiais com sua respectiva área na divisória ou aberturas que considera R = 0 mantendo a área: Rw = 10 log10 ((S1+S2+..+Sn))/(10R1/10 x S1...+ 10Rn/10 x Sn). Equação normalmente usada em fachadas. Somatório das atenuações por oitavas, por exemplo, fornecido a atenuação em n oitavas: Rw = 10 log10 (n) - log10 (10R1/10+ 10Rn/10). Para as estimativas do isolamento sonoro bruto: Entre Salas: Estimativa do D = Rw-10 log10 S/A (sem normalização ou correção) De fora para dentro: D = Rw-10 log10 S/A - 6 (sem normalização ou correção) De dentro para fora: D = Rw-10 log10 S + 14 + 20 log10 r (sem normalização ou correção) Onde A: absorção, S área da divisória e r a distância entre o centro da fachada e o local do receptor na área externa. Sendo que Rw fornecido em tabela de materiais pode ser corrigido para as curvas (c 45,c.tr), de acordo com o objetivo.
22 de 24 Onde, A é a absorção no receptor (em L2) e Ao é o valor normalizado de 10m2. Onde, A é a absorção da sala (L2) e S a área total da divisória entre os ambientes. Relação entre o índice de redução aparente medido in situ e diferença de isolamento normalizado: Diferença de isolamento normalizado e padronizado pelo tempo de reverberação do ambiente: Onde, A é a absorção da sala (L2) e S a área total da divisória.
23 de 24 Segue tabela referente ao Ruído de Fundo (ENTRE AMBIENTES INTERNOS) conforme valor em db(a) e índice NC como recomendado pela Norma NBR 10152 nos ambientes típicos: Locais db(a) NC Hospitais Apartamentos, Enfermarias, Berçários, Centros cirúrgicos 35 45 30 40 Laboratórios, Áreas para uso do público 40 50 35 45 Serviços 45 55 40 50 Escolas Bibliotecas, Salas de música, Salas de desenho 35 45 30 40 Salas de aula, Laboratórios 40 50 35 45 Circulação 45 55 40 50 Hotéis Apartamentos 35 45 30 40 Restaurantes, Salas de estar 40 50 35 45 Portaria, Recepção, Circulação 45 55 40 50 Residências Dormitórios 35 45 30 40 Salas de estar 40 50 35 45 Locais db(a) NC Auditórios Salas de concertos, Teatros 30 40 25 30 Salas de conferências, Cinemas, Salas de uso múltiplo 35 45 30 35 Restaurantes 40 50 35 45 Escritórios Salas de reunião 30 40 25 30 Salas de gerência, Salas de projetos e de administração. 35 45 30 40 Salas de computadores 45 65 40 60
24 de 24 Nota: deve-se sempre que possível optar pelo NC, pois leva em consideração as frequências de mascaramento. O nível menor da faixa é o sugerido e o maior o aceitável. Estes são valores aplicados quando reclamação entre vizinhos de mesmo logradouro ou prédio (desempenho de piso e paredes). Rio de Janeiro, 20 de Maio de 2015. M.Sc Rogério Dias Regazzi Membro do CIT Comitê de Inovação Tecnológica 3RNAW Diretor 3R Brasil Tecnologia Ambiental Diretor www.isegnet.com.br e Inovando no Isegnet Engo Mecânico, de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente Especialista em Acústica, Vibrações e Green Building CREA-RJ: 94-1-1065-4 / 138481/D (nova carteira) Registro Pessoa Física CREA: 1994110654 REGISTRO NO CREA-RJ (PJ): 1999203990 CNPJ: 03.295.269/0001-30