Relatório da Oficina



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Transcrição:

M I N I S T É R I O D O M E I O A M B I E N T E Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental Departamento de Qualidade Ambiental na Indústria Gerência de Resíduos Perigosos Relatório da Oficina Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Global Environment Facility BRA/08/G32: BRASIL ESTABELECIMENTO DA GESTÃO DE RESÍDUOS DE PCB E SISTEMA DE DISPOSIÇÃO Breve Descrição O objetivo amplo do Brasil no que diz respeito às PCBs é atingir uma gestão sustentável de PCB e fortalecer os arranjos reguladores e institucionais para o controle e a eliminação progressiva de PCBs de acordo com os requerimentos da Convenção de Estocolmo e outros protocolos e convenções relacionados ratificados pelo Brasil. O Brasil, como signatário da Convenção de Estocolmo, compromete-se com a completa eliminação e destruição de PCBs até 2025 ou antes. O principal objetivo deste projeto de 5 anos seria desenvolver completamente a capacidade do Brasil de gerenciar e disponibilizar óleos PCB, equipamentos contendo PCB e outros resíduos PCB de maneira sustentável, a fim de estar conforme, dentro do prazo estabelecido, com as exigências da Convenção de Estocolmo para a gestão de PCB, e minimizar o risco de exposição à PCB da população e do meio ambiente. Como delineado na Convenção de Estocolmo, será dada prioridade a materiais com maior concentração de PCB e locais vulneráveis. O projeto se alinha às prioridades estratégicas para a área focal GEF-4 POPS e engloba os seguintes componentes: Resultado 1 Fortalecimento da estrutura de procedimentos legais, administrativos e normatizados para gerenciar e dispor PCB; Resultado 2 Gestão de óleos PCB e resíduos contaminados por PCB de modo a minimizar a exposição humana e ambiental à PCB; Resultado 3 Disposição ambientalmente saudável de PCBs identificadas por meio de projetos

1. INTRODUÇÃO: Em 18 e 19 de novembro aconteceu a Oficina do Projeto BRA/08/G32 Gestão e Eliminação de PCB em Brasília. Havia cerca 60 pessoas presentes, representando o setor privado, empresas públicas, ONG, a equipe do Ministério do Meio Ambiente envolvida no projeto, bem como a do PNUD. 2. PLENÁRIA: O seminário foi aberto pela Sra. Sergia Oliveira, chefe do Departamento de Qualidade Ambiental da Indústria e da Gerente de Projeto de Resíduos Perigosos, Maria Zilda Veloso. No início, foram expostas as razões para o atraso do projeto devido a mudanças internas no Ministério. Apesar deste atraso no lançamento eles assumiram para o público que o projeto PCB é uma prioridade no Departamento de Qualidade Ambiental do MMA para que sejam atingidas as diretrizes da Convenção de Estocolmo, tendo a Analista Sênior de Meio Ambiente, Sabrina Andrade como coordenadora principal no MMA e Lucia Armesto PNUD. Foram também apresentados ao público os dois Consultores Técnicos, Paulo Fernandes e Adriana Fixel que são responsáveis para o desenvolvimento de trabalhos relacionados, respectivamente, a Gestão/ Eliminação de PCB e Legislação / Integração com o Governo. Além disso, foi mencionado que um outro termo de referência para contratar um consultor para os laboratórios de certificação em breve será lançado. Desta forma, os 3 principais grupos de trabalho estabelecidos pela implementação do projeto estarão estabelecidos. Prosseguindo o Seminário, o Sr. Paulo Fernandes apresentou as necessidades que o Brasil tem para alcançar os objetivos estabelecidos na Convenção de Estocolmo para eliminar os estoques de PCB até 2025, informando as principais metas do projeto: Avaliar os sistemas de tratamento de PCB no Brasil e comparar com as tecnologias disponíveis no mundo inteiro. Desenvolver um sistema de inventário informatizado capaz de controlar as entradas e saídas de transformadores contaminados e outros materiais correlatos em um banco de dados nacional. Ter um sistema de controle de qualidade para laboratórios em cooperação com o INMETRO para obter o credenciamento. Desenvolver programa nacional de sensibilização para divulgar informações em todo o país sobre normas, leis e legislações aplicadas para controle e gestão de PCB. Desenvolver um sólido sistema de treinamento para as empresas (treinar o treinador) que também esteja disponível para o público, setores federais, estaduais e municipais de meio ambiente e para o setor privado.

Selecionar 3 lugares como locais de demonstração a serem utilizados para avaliar as orientações técnicas e jurídicas desenvolvidas e também para ser usado como local de treinamento. Dando prosseguimento a Sra. Adriana Fixel fez sua apresentação de relatórios da legislação ambiental brasileira e revisão de regulamentos dos últimos 30 anos. Ela mencionou que muitas leis foram editadas durante esses anos, mas que não foram efetivamente aplicadas, reforçando a necessidade do desenvolvimento de mecanismos legais eficazes para a questão da Eliminação e Gestào de PCB. Os principais pontos foram: Lei 12.288 de 22/02/06 do Estado de São Paulo que traz a eliminação controlada, descontaminação e eliminação de transformadores que contenham PCB; Lei 12.305 02/08/2010 que traz a disposição adequada de resíduos sólidos; Necessidade de estabelecer um calendário adequado para que os setores público e privado possam se adequar ao Plano de Gestão e Eliminação de PCB; Instituição de mecanismos diferenciados para a celeridade no licenciamento ambiental das unidades de destinação final de resíduos de PCBs. Desenvolver mecanismos para atenuar a responsabilidade ambiental de empresários que voluntariamente se comprometam a resolver o problema de eliminação de PCBs, nos três níveis governamentais (federal, estadual e municipal). Utilização dos instrumentos econômicos que o poder público disponibilizará para tanto (medidas indutoras e linhas de financiamento art.42 da PNRS) 3. GRUPOS DE TRABALHO: Durante o segundo dia do Seminário, os presentes escolheram grupos de trabalho específicos para discutir sobre as três principais linhas do projeto a fim de dar a sua contribuição. Eliminação e Gestão Estoques Laboratórios e Certificações É importante enfatizar que cada participante tomou sua própria decisão em escolher o grupo de trabalho de acordo com seus conhecimentos sobre os três temas específicos mencionados. Depois das discussões nos grupos de trabalho, todas as pessoas voltaram ao plenário para as apresentações de grupos e debates. 3.1. APRESENTAÇÕES DO GRUPO DE TRABALHO:

Grupo de Inventário: 1. OBJETIVO Inventariar o estoque de PCBs no Brasil. 2. O QUE INVENTARIAR? Todos os óleos isolantes em estoque (tambores, tanques) e em equipamentos. 3.CRITÉRIOS POR TIPO DE EMPRESA 3.1. CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA GERAÇÃO: todos os óleos isolantes em estoque e em todos os equipamentos isolados a óleo. TRANSMISSÃO: todos os óleos isolantes em estoque e em todos os transformadores de força e auxiliares, reatores, disjuntores, religadores e capacitores. Para transformadores de instrumento (TI) será utilizado critério estatístico. DISTRIBUIÇÃO: todos os óleos isolantes em estoque e em todos os transformadores de força, reatores, disjuntores, religadores e capacitores. Para transformadores de instrumentos e aéreos ou de rede será utilizado um critério estatístico a ser definido. 3.1.1. METODOLOGIA Para óleos em estoque, transformadores de força, transformadores auxiliares, reatores, religadores será realizado inventário pela análise de teor de PCB no óleo isolante. Para capacitores, será realizado inventário pelo ano de fabricação. Fabricação até 1984 será considerado PCB. Para reatores de lâmpadas será realizado inventário pelo ano de fabricação. Fabricação até 1984 será considerado PCB. Para transformadores de instrumento e transformadores aéreos ou de rede, será utilizado um critério estatístico para estimar a quantidade de equipamentos contaminados com PCB a partir da análise de teor de PCB no óleo isolante de uma amostra estatisticamente representativa da população em estudo tomada por critério a ser definido posteriormente. 3.2. INDÚSTRIA Todos os óleos isolantes em estoque e todos os equipamentos isolados a óleo de cabine ou subestação. Para equipamentos aéreos serão utilizados critérios estatísticos. 3.2.1. METODOLOGIA Para óleos em estoque, transformadores de força, transformadores auxiliares, transformadores de instrumentos, reatores, religadores será realizado inventário pela análise de teor de PCB no óleo isolante. Para capacitores, será realizado inventário pelo ano de fabricação. Fabricação até 1984 será considerado PCB.

Para reatores de lâmpadas será realizado inventário pelo ano de fabricação. Fabricação até 1984 será considerado PCB. Para transformadores de instrumento e transformadores aéreos ou de rede, será utilizado um critério estatístico para estimar a quantidade de equipamentos contaminados com PCB a partir da análise de teor de PCB no óleo isolante de uma amostra estatisticamente representativa da população em estudo tomada por critério a ser definido posteriormente. 3.3. LOCAIS COM TRÂNSITO INTENSO DE PESSOAS (HOSPITAL, CENTRO DE COMPRAS, EDIFÍCIO COMERCIAL, ESCOLA, METRÔ, BANCO, FERROVIA Todos os óleos isolantes em estoque e todos os equipamentos isolados a óleo de cabine ou subestação. Para equipamentos aéreos serão utilizados critérios estatísticos. 3.3.1. METODOLOGIA Para óleos em estoque, transformadores de força, transformadores auxiliares, transformadores de instrumentos, reatores, religadores será realizado inventário pela análise de teor de PCB no óleo isolante. Para capacitores, será realizado inventário pelo ano de fabricação. Fabricação até 1984 será considerado PCB. Para reatores de lâmpadas será realizado inventário pelo ano de fabricação. Fabricação até 1984 será considerado PCB. Para transformadores de instrumento e transformadores aéreos ou de rede, serão utilizados critérios estatísticos para estimar a quantidade de equipamentos contaminados com PCB a partir da análise de teor de PCB no óleo isolante de uma amostra estatisticamente representativa da população em estudo tomada por critério a ser definido posteriormente. 3.4. SUCATEIROS E REPARADORES DE TRANSFORMADORES Todos os óleos isolantes em estoque e em todos os equipamentos isolados a óleo. Grupo de Eliminação: 1 Definição de resíduos de PCB São considerados resíduos de PCB: Óleos isolantes e líquidos em geral com concentração maior que 50 mg/kg de PCB, e devem ser eliminados. Sólidos impermeáveis (por exemplo, vidros, metais, aço carbono), com concentração maior ou igual a 100 µg/dcm 2. Sólidos permeáveis, com concentração superior ou igual a 50 mg/kg. Materiais plásticos usados em revestimentos de cabos fabricados antes de 1981. Metodologia analítica: não definida pelo GT

Metodologia de Amostragem: não definida pelo GT. Nota 1: No caso de transformadores, cujo óleo contenha concentração acima 50 mg/kg o óleo e os transformadores devem ser destinados de forma ambientalmente correta. Nota 2: Não fica permitida a diluição para alcançar nenhuma das concentrações mencionadas acima. 2 Processos de destinação Não são consideradas como alternativas de destinação o envio de resíduos de PCB para o Coprocessamento em fornos de clinquerização (cimento) e para Aterros de qualquer natureza. Também não são aceitáveis alternativas de tratamentos térmicos que possuam eficiência de destruição destes poluentes inferior a 99,99%, alternativas de diluição ou de rerrefino. 3 Informações importantes levantadas Dentro do PGR, caso indicada a presença de PCB, deveria haver alguma forma de incentivo para eliminação. Caso o PCB for de propriedade de micro e pequenas empresas, pessoas físicas, prédios residenciais, propriedades rurais, deveriam ser dados incentivos, por exemplo, compensação tributária, isenção de IPI para o novo equipamento. Suporte às empresas de energia pela ANEEL, face à necessidade desligamento para o abatimento e os custos associados, principalmente com as multas pelo desligamento. 4 Prazos para eliminação Foi consenso do grupo, para o caso de equipamentos em operação, a elaboração de prazos diferenciados, de acordo com o segmento, tomando como exemplo a legislação de SP. Grupo de laboratório: Adoção de um método único para determinação de PCBs em óleos Revisão da Norma brasileira para análise de PCBs em óleo (em andamento) NBR 13882 rev. 2008. Realização de estudos para adoção da norma internacional IEC 61.619 de 1997, Pelo Cigré Brasil. Acreditação pelo INMETRO dos Laboratórios nacionais que realizam este ensaio. O MMA aceitará resultados somente de laboratórios acreditados pelo INMETRO. Os laboratórios devem ser acreditados para análises em matrizes ambientais, como solo, ar, água, sedimentos e outros, e/ ou para analise de PCBs em óleo isolante.

Foi identificada a necessidade de treinamentos para capacitação dos laboratórios executantes de análise de PCBs em óleo isolante e outras matrizes Os fornecedores de padrões de PCBs estão com dificuldade na obtenção das licenças de importação. Sugere-se a adoção de um NCM para material de referência analítica