Observatório de emprego 2011 Relatório descritivo de resultados



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Transcrição:

Observatório de emprego 2011 Relatório descritivo de resultados Relatório Elaborado por: Mário Figueiredo Paulo Gonçalves Data: Fevereiro de 2012

Índice 1. Introdução..2 2. Metodologia..2 3. Perfil dos respondentes....4 4. Percurso... 5 a. Trabalhador por conta de outrem...7 b. Desempregado.13 c. Empresário.. 15 d. Trabalhador por conta própria....16 5. Factores de inserção socioprofissional.....18 6. Apoio da ESHTE à empregabilidade...... 22 7. Evolução da taxa de empregabilidade dos cursos da ESHTE...30 8. Considerações finais...32

Índice de quadros e gráficos 2.Metodologia Quadro 1 Taxa de respostas total....3 3. Perfil dos Respondentes Gráfico 1 Taxa de respostas por curso...5 4. Percurso Quadro 2 Situação Profissional por curso...5 Gráfico 2 Taxa de empregabilidade por curso.. 6 a. Trabalhador por conta de outrem Quadro 3 Sector de actividade.....7 Quadro 4 Outros sectores de actividade..7 Gráfico 3 Taxa de alunos que trabalham fora da área...8 Quadro 5 Funções mais desempenhadas por alunos de DGH.... 8 Quadro 6 - Funções mais desempenhadas por alunos de PAR.......9 Quadro 7 - Funções mais desempenhadas por alunos de DGOT....9 Quadro 8 - Funções mais desempenhadas por alunos de IT.....9 Quadro 9 - Funções mais desempenhadas por alunos de GT...10 Quadro 10 Situação contractual dos trabalhadores por conta de outrem...10 Quadro 11 Remunerações 10 Quadro 12 Sectores de actividade da actividade secundária..11 Gráfico 4 Relevância do curso para a situação profissional actual.. 11 Quadro 13 Nº de empregos....12

b. Desempregado Quadro 14 Expectativas da futura situação contractual....13 Quadro 15 Expectativa de remuneração...13 Gráfico 5 Relevância do curso para a situação profissional anterior..14 Quadro 16 Nº de empregos...14 c. Empresário Quadro 17 Funções desempenhadas..15 Quadro 18 Sector de actividade..16 d. Trabalhador por conta própria Quadro 19 Sectores de actividade...16 Quadro 20 Tempo de actividade....17 Quadro 21 Volume de facturação.....17 Quadro 22 Nº de empregos...17 5. Factores de Inserção Profissional Gráfico 6 Grau de Importância dos factores na procura de emprego..18 Gráfico 7 Classificação do grau de importância dos factores na procura de emprego. 19 Quadro 23 Outros factores de acesso ao mercado de trabalho... 19 Gráfico 8 Grau de importância dos recursos na procura de emprego..20 Gráfico 9 Classificação do grau de importância dos recursos na procura de emprego....21 Quadro 24 Importância da preparação do curso para a entrada no mercado de trabalho.....22 7. Evolução da taxa de empregabilidade dos cursos da ESHTE Gráfico 10 Taxa de empregabilidade comparativa 2008-2011....30 Quadro 25 Evolução da taxa de desemprego nacional 31 Quadro 26 Evolução da taxa de desemprego dos diplomados da ESHTE que responderam ao questionário...31 8. Considerações Finais Gráfico 11 Evolução do n.º de ofertas divulgadas pelas Eshtemprego.. 32

1

1. Introdução Tendo em conta o estudo da inserção e percurso profissional dos diplomados da ESHTE no mercado de trabalho, e no seguimento do estudo anterior feito em 2008 pela Dra. Lurdes Calisto, a ESHTE deu continuidade aos questionários de empregabilidade entre Outubro e Dezembro de 2011. O estudo está estruturado em 5 secções: Análise do perfil dos respondentes; Análise do percurso dos diplomados; Principais factores de inserção e integração no mercado de trabalho; Principais apoios da ESHTE à empregabilidade; O relatório contempla uma análise descritiva das respostas ao questionário aplicado. 2. Metodologia O questionário que serve de base ao presente relatório, foi elaborado através da ferramenta online www.questionpro.com, tendo sido enviada a hiperligação do questionário via correio electrónico para os endereços dos alunos diplomados na ESHTE até ao ano lectivo 2008/2009. Escolheu-se apenas aplicar o estudo aos alunos que concluíram a sua formação até ao ano lectivo 2008/2009, dando-se desta forma algum tempo para uma consolidação profissional. No âmbito do que está preconizado no SIGQ (Sistema Interno de Garantia da Qualidade) foi decidido realizar 2 estudos diferentes, um estudo geral de acompanhamento do percurso profissional dos diplomados da ESHTE, e outro do estudo de empregabilidade dos alunos licenciados há não menos do que 2 anos lectivos. Assim, o cronograma elaborado para o efeito prevê a realização de um questionário geral a aplicar de 5 em 5 anos a todos os diplomados da ESHTE, e outro a aplicar anualmente aos alunos que concluíram a sua formação há um período não inferior a 2 anos lectivos. 2

A base de dados de contactos foi exportada do programa informático da Digitalis, utilizado pelos serviços académicos da ESHTE. A listagem integrou 1229 alunos, mas apenas 1151 endereços de correio electrónico. Após envio do questionário por correio electrónico obteve-se a seguinte distribuição de respostas: Curso Nº de alunos Nº de Respondentes % DGH 357 91 25% IT 237 48 20% GT 188 38 20% PAR 136 30 22% GLAT 109 25 23% DGOT 75 28 37% GAC 46 5 11% RAH 32 3 9% ATNA 27 3 11% SHA 11 1 9% TR 11 1 9% Total 1229 273 22% Quadro 1 Taxa de respostas total Legenda: DGH- Licenciatura em Direcção e Gestão Hoteleira DGOT Licenciatura em Direcção e Gestão de Operadores Turísticos (curso existia da oferta formativa Pré-Bolonha) GLAT Licenciatura em Gestão do Lazer e Animação Turística GT Licenciatura em Gestão Turística IT Licenciatura em Informação Turística PAR Licenciatura em Produção Alimentar em Restauração RAH Curso de Especialização Tecnológica em Recepção e Alojamento Hoteleiro SHA Curso de Especialização Tecnológica em Segurança e Higiene Alimentar TR Curso de Especialização Tecnológica em Técnicas de Restauração ATNA Curso de Especialização Tecnológica em Animação em Turismo de Natureza e Aventura GAC Cursos de Especialização Tecnológica em Gastronomia e Artes Culinárias 3

O questionário foi respondido por um total de 273 pessoas, que representam uma taxa de resposta de 22%. De referir que todos os cursos superiores obtiveram taxas de resposta acima dos 20%, e os cursos de especialização tecnológica (CET) obtiveram apenas 9% e 11%. A baixa taxa de respostas dos alunos que concluíram o CET, aliado ao facto de grande parte destes alunos continuarem os seus estudos em cursos superiores na ESHTE (dos 127 formados em CET até 2008/2009, apenas 27 não prosseguiram com os seus estudos na ESHTE e por este motivo a maior parte encontra-se na situação de estudante sem qualquer actividade remuneratória), levou a que se excluíssem as respostas destes alunos do presente estudo, já que estas situações não são de desemprego efectivo. Observou-se ainda que muitos dos diplomados em licenciaturas, frequentaram os mestrados e/ou as pós-graduações na ESHTE. Este facto irá representar uma duplicação de respostas já que 1 só aluno pode ter frequentado o CET, a licenciatura, a pós-graduação e o mestrado. Para evitar as duplicações de respostas, em estudos futuros, apenas se aplicará o questionário aos alunos diplomados em licenciaturas, pois por norma, é este ciclo de estudos que serve de rampa de lançamento para o mercado de trabalho, sendo os outros níveis de formação considerados como especializações e ferramentas para uma melhoria da situação profissional/contratual. 3. Perfil dos respondentes Analisando o perfil dos respondentes, verifica-se que a maior parte é do género feminino (61%), e apenas 39% dos respondentes pertence ao género masculino. A média de idades encontra-se nos 30 anos e a moda nos 27 anos. 70% dos respondentes terminou o curso entre 2007 e 2009, e a maior parte (aproximadamente 36%) concluiu no ano lectivo de 2006/2007. 4

Relativamente à distribuição das respostas por curso frequentado, houve uma maior percentagem de diplomados em Direcção e Gestão Hoteleira (DGH) e o curso com a menor taxa de resposta foi o curso de Gestão do Lazer e Animação Turística (GLAT). Gráfico 1 Taxa de respostas por curso 4. Percurso No período de resposta aos questionários (entre Outubro e Dezembro de 2011), 90% dos respondentes encontrava-se empregado, dos quais, 79% encontravam-se na situação de trabalhador por conta de outrém (TCO), 3% como empresário (EMP) e 8% como trabalhador por conta própria (TCP). 10% de diplomados manifestaram-se em situação de desemprego (DES). CURSO TCO % DES % EMP % TCP % TOTAL DGH 71 78% 12 13% 4 4% 4 4% 91 PAR 24 80% 2 7% 1 3% 3 10% 30 GLAT 21 84% 1 4% 1 4% 2 8% 25 DGOT 23 82% 2 7% 2 7% 1 4% 28 IT 35 73% 3 6% 0 0% 10 21% 48 GT 32 84% 6 16% 0 0% 0 0% 38 TOTAIS 206 79% 26 10% 8 3% 20 8% 260 Quadro 2 Situação Profissional por curso 5

Analisando a situação profissional dos alunos que concluíram a licenciatura, verifica-se que 87% dos inquiridos que frequentaram o curso de DGH, 93% dos que frequentaram PAR, 96% dos diplomados de GLAT, 93% dos alunos de DGOT, 94% dos diplomados de IT e 84% dos alunos de GT encontrava-se empregado à data de realização do questionário. Gráfico 2 Taxa de empregabilidade por curso Seguidamente analisar-se-ão as várias situações profissionais referenciadas no estudo. 6

a. Trabalhador por Conta de Outrem Conforme se pode verificar no quadro 2, dos 260 inquiridos, 206 (79%) encontrava-se empregado como trabalhador por conta de outrem. Uma grande parte dos diplomados (34%) que se encontra empregado como trabalhador por conta de outrem, exerce as suas funções no sector da restauração e hotelaria. Houve no entanto uma predominância na taxa de resposta de alunos que se encontravam a desempenhar funções noutros sectores que não os descritos, conforme se verifica na seguinte tabela. Agência de Viagem 5% Animação 3% Aviação Comercial 5% Consultoria 4% Formação 6% Operador Turístico 5% Organização de Eventos 5% Restauração 10% Unidade Hoteleira 24% Outro 32% Dos 63 inquiridos que afirmam desenvolver actividade profissional noutro sector, apenas 33 se encontra numa área que não está ligada ao turismo, hotelaria e/ou restauração, e os sectores mais representados são o comércio e as tecnologias de informação. Tal situação representa 16% de diplomados em situação de emprego por conta de outrem e fora da área de formação. Quadro 3 Sector de Actividade Comércio 8 TI 5 Contabilidade 4 Administração local 3 Banca / Seguros 3 Administrativa 2 Telecomunicações 2 Controlador aéreo 1 Gestão de Centros Comerciais 1 Importações/exportações 1 Marketing 1 Saúde 1 Televisão 1 Quadro 4 Outros Sectores de actividade 7

Cruzando os respondentes por curso frequentado com o sector de actividade onde se encontram empregados como trabalhadores por conta de outrem, verifica-se que o curso onde se registam mais pessoas a trabalhar fora da área do turismo, hotelaria e restauração, é o curso de GLAT com 34% dos inquiridos. Gráfico 3 - Taxa de alunos que trabalham fora da área O questionário permitiu também apurar quais as funções mais comuns relativas aos diplomados dos vários cursos. Desta forma, para o curso de DGH, as funções com mais incidência de respostas (consideraram-se apenas as funções indicadas por 3 pessoas ou mais) foi o cargo de assistente de direcção e de account manager. Assistente de Direcção 9 Account Manager 7 Consultor 5 Gerente 5 Coordenador de Grupos 4 Direcção 4 Recepcionista 3 Quadro 5 Funções mais desempenhadas por alunos de DGH 8

Já no curso de PAR a maior incidência foi para o Chefe de Cozinha e o formador/docente. Chefe de Cozinha 6 Formador / Docente 5 Quadro 6 Funções mais desempenhadas por alunos de PAR Os respondentes diplomados no curso de GLAT têm uma maior amplitude de funções sendo que a única em que existem mais do que 2 incidências é a função de produtor/organizador de eventos com 6 registos, as restantes funções têm registos únicos ou apenas 2 incidências no registo (nas funções de animador e administrativo). Quanto aos alunos que frequentaram DGOT, a incidência é na função, comercial e de técnico de turismo. Comercial 4 Técnico de Turismo 3 Quadro 7 Funções mais desempenhadas por alunos de DGOT As funções onde predominam mais alunos do curso de IT são as de técnico de turismo, recepcionista e assistente de bordo. De salientar que apenas 1 pessoa indicou que desempenhava funções como guia e intérprete o que é justificado, pelo facto de a profissão ser desempenhada em regime de trabalhador por conta própria e como trabalhador independente: Técnico de Turismo 6 Recepcionista 5 Assistente de Bordo 3 Quadro 8 Funções mais desempenhadas por alunos de IT 9

A amostra de funções desempenhadas pelos respondentes diplomados em GT é também diversificada, salientando-se no entanto a função de coordenador de eventos e técnico de turismo como as mais desempenhadas: Técnico de Turismo 5 Coordenador de Eventos 3 Quadro 9 Quadro das funções mais desempenhadas por alunos de GT Nas questões relativas ao tipo de vínculo laboral, existe uma percentagem muito reduzida de pessoas em situação de falso recibo verde já que apenas 3% dos inquiridos que referiram encontrar-se empregado como trabalhador por conta de outrem indicou que era trabalhador independente. Observa-se também uma predominância dos contratos de trabalho sem termo sobre os contratos de trabalho a prazo. 96% dos respondentes encontra-se a desempenhar funções em regime de tempo inteiro. Trab. Dependente Trab. Independente 97% 3% Prazo Sem Termo 37% 63% Tempo Inteiro Tempo Parcial 96% 4% Quadro 10 Quadro da situação contractual dos trabalhadores por conta de outrem Já no que diz respeito às remunerações, mais de metade dos respondentes aufere rendimentos no 2º e 3º escalão, entre os 601 e os 1200, sendo que 28% se situa nos 601 e 900 e 26% aufere entre 901 e 1200. Apenas 7% dos inquiridos ganha menos de 600. Menos de 600 7% 601-900 28% 901-1200 26% 1201-1500 18% 1501-2000 14% Mais de 2000 8% Quadro 11 Remunerações 10

Aproximadamente 20% dos respondentes que se encontram em situação de trabalhador por conta de outrem possui uma actividade secundária. A distribuição por ramo de actividade das actividades secundárias regista-se da seguinte forma: Agência de Viagem 3% Animação 6% Consultoria 9% Formação 18% Organização de Eventos 15% Restauração 12% Unidade Hoteleira 3% Outro 35% Quadro 12 Sectores de actividade da actividade secundária Relativamente à questão sobre a relevância da conclusão do curso para a situação actual de emprego, verifica-se que 60% dos respondentes considera que o curso e a respectiva conclusão foram essenciais para a situação profissional em que presentemente se encontram. Gráfico 4 Relevância do curso para a situação profissional actual 11

A maior parte dos inquiridos (44%) encontra-se no 1º emprego, sendo que 15% das pessoas já teve mais do que 3 empregos. Nº de Empregos % 1 44% 2 27% 3 16% 4 6% 5 3% 6 1% 7 1% 8 2% 9 1% Quadro 13 Nº de empregos As pessoas que já tiveram mais do que 1 emprego enumeraram como principais motivos para a mudança de emprego: Projecto mais interessante (47%) Melhor remuneração (47%) Melhores perspectivas de carreira (45%) Já os motivos menos escolhidos foram: Despedimento (5%) Procura de melhor ambiente de trabalho (9%) 12

b. Desempregado Dos 260 inquiridos (com licenciaturas), apenas 10% se encontravam em situação de desemprego. Quando questionados relativamente às expectativas do futuro emprego, registou-se que a maioria das pessoas, espera desempenhar funções como trabalhador por conta de outrem, e em regime de tempo integral. Relativamente à tipologia do contrato as expectativas encontram-se distribuídas entre o contrato a prazo e o contrato a termo. Trabalhador Dependente Trabalhador Independente 92% 8% Prazo Sem Termo 50% 50% Tempo Inteiro Tempo Parcial 88% 12% Quadro 14 Expectativa da futura Situação Contatual Já no que à remuneração diz respeito, a maioria dos respondentes (42%) espera auferir um vencimento entre os 601 e os 900, os intervalos de ordenado com menos expectativas por parte dos diplomados inquiridos situa-se a partir dos 1201. Menos de 600 16% 601-900 42% 901-1200 26% 1201-1500 5% 1501-2000 0% Mais de 2000 11% Quadro 15 Expectativa de remuneração 13

Quando confrontados com o grau de importância do curso para a situação anterior de emprego, verifica-se que 35% considera que a conclusão do curso foi relevante para a situação anterior de emprego e que 38% considera que a sua conclusão foi indiferente. Apenas 27% considera que o curso não teve qualquer importância. Gráfico 5 Relevância do curso para a situação profissional anterior A maior parte dos inquiridos em situação de desemprego, já teve mais do que 1 emprego, sendo que 27% destes apenas tiveram 1 emprego. Já o primeiro emprego em 55% dos casos ocorreu após a conclusão do curso. Nº de empregos % 1 27% 2 36% 3 18% 4 18% Quadro 16 Nº de empregos Quando confrontados com a hipótese de se tornarem empresários verifica-se que apenas 2 pessoas (8%) não pretendem vir a tornar-se empresário, enumerando como principais factores a falta de conhecimento de mercado, a falta de competências de gestão e falta de capital. As restantes pessoas que considera a hipótese de se vir a tornar empresário refere como principais barreiras à implementação de um futuro projecto a obtenção de financiamento (71%) e a falta de conhecimentos de gestão (21%). 14

c. Empresário Apenas 8 pessoas, (3% dos inquiridos) se encontrava na situação de empresário. Destas, 1 pessoa não constituiu a própria empresa. 38% das empresas foram constituídas à mais de 6 anos, 25% entre 4 e 6 anos, 13% ente 1 e 3 anos e 25% à menos de 1 ano. Quanto às funções desempenhadas verifica-se que 75% assume o cargo de sócio-gerente. Sócio-Gerente 75% Empresário em Nome Individual 13% Accionista 13% Quadro 17 Funções Desempenhadas Analisando o ramo de actividade destas empresas, verifica-se que metades delas, desenvolve actividade fora do sector do turismo, hotelaria e restauração (não se destacando nenhum ramo em particular) e as restantes estão distribuídas conforme o quadro abaixo: Organização de eventos 13% Unidade Hoteleira 25% Restauração 13% Outro 50% Quadro 18 Sector de Actividade 15

Aproximadamente 40% dos inquiridos não quis indicar qual o volume de facturação da empresa, no entanto 38% indicou que a empresa tinha um volume de facturação anual compreendido entre os 50.000 e os 250.000. Metade dos respondentes teve 2 empregos desde a conclusão do curso e apenas 1 pessoa teve mais do que 1 emprego. Os restantes apenas tiveram 1 emprego desde o término da formação. Quando inquiridos quanto aos factores que mais contribuíram para a decisão de se tornarem empresários, verifica-se que a maior parte (50%) indicou: Características de personalidade Conhecimentos do mercado Conhecimentos de gestão d. Trabalhador por conta própria Apenas 8% dos 260 diplomados que responderam ao questionário, está em regime de trabalhador por conta própria, e a maior parte é licenciada em Informação Turística e desenvolve actividade fora dos ramos predefinidos, como se pode ver no quadro 19. Agência de Viagem 10% Animação 5% Aviação Comercial 0% Consultoria 5% Formação 5% Operador Turístico 0% Organização de Eventos 5% Restauração 5% Unidade Hoteleira 5% Outro 60% Quadro 19 Sector de Actividade Dos inquiridos que indicaram desenvolver actividade noutra área, 50% são guias-intérpretes (o que representa 30% da amostra do trabalhadores por conta própria), e apenas 2 pessoas trabalham fora do sector do turismo, hotelaria ou restauração. 16

Apenas 15% dos respondentes iniciou actividade há menos de 1 ano, e 30% iniciou actividade à mais de 6 anos. A maior parte dos respondentes (75%) factura menos de 25.000 e apenas 11% factura mais de 75.000 por ano. Menos de 1 ano 15% 1-3 anos 30% 4-6 anos 25% Mais de 6 anos 30% Menos de 25.000 74% 25.000-50.000 16% Mais de 75.000 11% Quadro 20 Tempo de actividade Quadro 21 Volume de facturação A conclusão do curso foi relevante para a situação actual de emprego (55%), sendo que 15% referem que a conclusão do mesmo foi indiferente e 30%, não dá importância a este facto. Aproximadamente 40% encontra-se no 1º emprego após a conclusão do curso. Nº de empregos % 1 40% 2 25% 3 10% 4 10% 5 10% 6 5% Quadro 22 Nº de Empregos Quando inquiridos quanto aos factores que mais contribuíram para a decisão de ser trabalhador por conta própria, as respostas mais frequentes foram: Conhecimento do mercado (45%) Características de personalidade (35%) 17

5. Factores de inserção profissional Analisando as opiniões relativamente ao grau de importância de alguns factores no acesso ao emprego, verifica-se que os factores indicados pelos inquiridos como tendo elevada importância na entrada no mercado de trabalho, foram a experiência profissional (50%), as características pessoais (53%) e as competências técnicas (49%), igualmente importante para grande parte dos diplomados está o nível de formação (56%) e a experiência em estágios (50%). Os factores de menor importância são a classificação final do curso e as experiências extracurriculares. Gráfico 6 Grau de Importância dos factores na procura de emprego 18

Utilizando a escala de importância (valorizando a escala, de 3 (muito importante) a 0 (nada importante)), obtém-se o seguinte gráfico: Gráfico 7 Classificação do grau de importância Relativamente aos outros factores de importância no acesso ao mercado de trabalho verificase que os mais identificados são os conhecimentos e a rede de contactos (22%) e a capacidade de adaptação (26%). Capacidade de desenvolver relações interpessoais 9% Competências Linguísticas 9% Conhecimentos e rede de contactos 22% Disponibilidade de horários 9% Formação extracurricular 9% Idade 4% Iniciativa e capacidade de adaptação 26% Outros factores 13% Quadro 23 Outros factores de acesso ao mercado de trabalho 19

Relativamente ao grau de importância dos vários recursos na procura de emprego, verifica-se que os inquiridos, consideram muito importante a resposta a anúncios (39%), convite da empresa (41%), também considerados importante estão os contactos informais (46%), a candidatura espontânea (41%) e a bolsa de emprego da ESHTE, a Eshtemprego (43%). Os recursos considerados de menor relevância por grande parte dos diplomados são o centro de emprego (38%) e as agências de trabalho temporário (36%). Gráfico 8 Grau de Importância dos recursos na procura de emprego 20

Utilizando a escala de importância (valorizando a escala, de 3 (muito importante) a 0 (nada importante)), obtém-se o seguinte gráfico: : Gráfico 9 Classificação do Grau de Importância dos recursos na procura de emprego Os diplomados referiram que as maiores dificuldades na procura de emprego foram: Remuneração insuficiente (indicado por 49% dos inquiridos) Falta de experiência profissional (indicado por 38%) Por sua vez, as menores dificuldades foram: Classificação final do curso (1%) Características pessoais (2%) Muitos dos inquiridos referiram ainda outras dificuldades encontradas, nomeadamente: Excesso de formação Falta de oportunidades ao nível de emprego e progressão de carreira Instabilidade contractual 21

Aproximadamente 88% dos inquiridos considera que o curso teve importância na preparação para o mercado de trabalho, sendo que 28% considera que a preparação do curso foi muito importante e 60% considera que foi importante. Apenas 12% considerou pouco importante a preparação que o curso deu. Muito Importante Importante Pouco Importante Nada Importante 28% 60% 12% 0% Quadro 24 Importância da preparação do curso para a entrada no mercado de trabalho 6. Apoio da ESHTE à empregabilidade Os ex-alunos foram ainda questionados quanto aos apoios que gostariam de ter obtido por parte da ESHTE, na transição da ESHTE para o mercado de trabalho. Aproximadamente 48% dos diplomados, referiram que gostariam de ter tido mais apoios ao nível da entrada na vida activa. Os comentários e apoios desejados são apresentados de seguida, transcritos e categorizados por imagem institucional, curso, estágios e apoio à inserção no mercado de trabalho. 22

Apoios à Inserção no Mercado de Trabalho: Como preparar um CV apelativo e que promova a projecção pessoal ; A Eshtemprego deveria privilegiar empregos e estágios dignos de seu nome ignorando meras propostas de escravatura, mostrando ao mercado que os seus alunos estão acima do nível de propostas miseráveis oferecidas. ; A existência de uma bolsa de emprego ; Acompanhamento ; Acompanhamento da escola durante um certo tempo após ter terminado a licenciatura, para arranjar emprego na área. A escola podia ter feito divulgação junto de empresas que tinha recém licenciados das mais diversas áreas, e perguntar se tinham interesse. Acima de tudo a escola devia ter sido, durante um período de tempo limitado, mediador entre o recém licenciado e o mercado de trabalho. ; Acompanhamento e aconselhamento na área de emprego do meu curso, através de propostas de emprego dirigidas à escola. Áreas de empregabilidade no meu curso. ; Acompanhamento mais direccionado aos recém-formados, nomeadamente na colocação em estágios profissionais ou programas estatais de 1º emprego. ; Acompanhamento personalizado da Escola, através de contacto telefónico ou de e-mail a saber como decorreu essa transição e através da prestação de ajuda e eventuais contactos, a acrescentar ao serviço da bolsa de emprego da ESHTE que é de grande utilidade. ; Algum tipo de acompanhamento teria sido uma mais valia. Na altura em que terminei o curso a Estheemprego não existia ao que sei. ; Apresentação a potenciais empresas interessadas em mão de obra qualificada ; Bolsa de Emprego a semelhança de outras faculdades, os melhores tem sempre lugar nas melhores empresas. O índice de empregabilidade é inferior a 5 meses. ; Bolsa de emprego activa por parte da escola, e não um mero centro de reencaminhamento de emails das empresas. ; Carta de boas referências, Encaminhamento ; 23

Carta de boas referências ; Contactos ; Contactos de empresas interessadas. Ajuda na procura do 1º emprego ; Creio que nesta escola específica existe uma boa ligação com o mercado de trabalho logo a maioria dos alunos consegue logo emprego mas poderia haver uma melhor preparação do aluno no que se refere por exemplo a preparação para entrevistas de emprego ou procura de emprego. ; Creio que nesta escola específica existe uma boa ligação com o mercado de trabalho logo a maioria dos alunos consegue logo emprego mas poderia haver uma melhor preparação do aluno no que se refere por exemplo a preparação para entrevistas de emprego ou procura de emprego. ; Divulgação dos cv's dos finalista a empresas que contactam com a escola ; Encaminhamento para o mercado de trabalho ; Gostaria que me tivessem esclarecido, no sentido da integração em operadores turísticos, que devido à inexistência na Ilha da Madeira, ou melhor, existindo apenas 1 a integração tornou-se difícil, mesmo quando estava a trabalhar em Lisboa, nunca consegui entrar num Operador Turístico, mas sim em agências de viagens, que como todos nós sabemos não tem nada a ver. ; Informação de empresas dispostas a receber recém-formados, mesmo que para um período inicial de estágio e posteriormente colocação profissional. ; Informação de pequenos trabalhos (animações, hospedeiros, eventos logística) por parte dos professores (quando possível), maior continuidade de 'colaboração' entre escola e ex-alunos ; Mais apoio nas empresas, dar mais chance. ; Mais interligações para garantir não só estágios aos alunos, mas sim emprego ; Mais meios de contacto directo com as entidades empregadoras. ; Mais ofertas de trabalho e menos ofertas de estágios não remunerados ; Melhor conhecimento das diversas aéreas de emprego relacionados com o nosso curso ; 24

Não falo por mim, pois como disse, terminei o curso e depois de uma experiência de 4 meses em Inglaterra já tinha um emprego à espera e depois fui convidada para vir para a ESHTE, mas falo por alguns alunos que me têm dito que seria útil haver apoio da nossa parte (ESHTE) também com estágios Profissionais ou maior encaminhamento para empresas que os acolham como trabalhadores e não só estagiários. ; Oportunidades de emprego mais direccionadas para a área de formação ; Os idênticos à Universidade Católica, ao ISEG, à Nova... Criação de gabinete de emprego e participação activa da Escola no meio. ; Parcerias com mais hotéis e restaurantes para facilitar a nossa integração. ; Parcerias para a realização de estágios profissionais; Contactos mais directos com Directores de Recursos Humanos ; Podiam estabelecer protocolos mais fortes com as empresas do turismo. Penso que seria também importante desenvolverem alguns cursos mais práticos com as empresas, no sentido de termos mais prática profissional mas onde se aprofundariam matérias reais e não somente funções de estagiário. Seria pois necessário algum acompanhamento entre a ESHTE e os mentores de estágio. Esta prática usa-se nas grandes escolas estrangeiras. ; Que apoiassem no final do curso a inserir-nos em empresas ; Talvez a organização de um evento em que vários tipos de empresas turísticas fossem convidadas e em que pudesse haver uma apresentação clara acerca da área em que devemos apostar, do tipo de recursos humanos que as empresas mais precisam e da empregabilidade que cada área tem de momento, de maneira a que os alunos possam saber o que podem fazer e em que áreas devem apostar para singrar no mercado de trabalho. ; Um maior apoio após estágios na procura de trabalho. Talvez um 'eshte empregos', um departamento que actualizasse os alunos e antigos alunos periodicamente de ofertas de trabalho na área de hotelaria e afins, por email ou através de um site. Seria uma ajuda preciosa sem dúvida, mas não fundamental. Talvez num futuro próximo! ; 25

Curso: Adequação dos cursos ministrados à falta de profissionais existentes no mercado. ; Conhecimentos mais aprofundados e maior exigência, nomeadamente em gestão. os conteúdos são regra geral elementares e muitas vezes, a formação de profissionais designadamente de contabilidade fica aquém das necessidades dos alunos, reflectindo-se naturalmente no contexto laboral. ; CONTEUDOS PROGRAMATICOS MAIS ADEQUADOS AO MERCADO DE TRABALHO; APOIO NA PROCURA DE EMPREGO; DIVULGACAO DOS CVS DOS ALUNOS JUNTO DAS ENTIDADES EMPREGADORAS ; Gostaria de ter realizado os 5 anos de curso, em vez da transição para Bolonha ; MAIS INFORMAÇAO (grandes cargos não são atribuídos a um aluno comum, apenas com conhecimentos e experiencia no ramo. Ordenado muito inferior para um licenciado, e oferta de emprego para áreas em que não há interesse.) ; Melhor preparação para lidar com situações de viagem numa posição de liderança, como é a do guia-intérprete, principalmente com grupos ; Na transição não digo, mas por várias vezes fui a entrevistas na área do Turismo em que não fiquei por acharem 'impensável' ter-se estudado Turismo e não saber funcionar com Galileu, nem Amadeus ou qualquer outro software do género, o que a propósito concordo. ; Os cursos da ESHTE deveriam ter uma componente mais forte no que diz respeito as cadeiras de gestão, afinal é o core do curso. No final do curso deveria ser proposto um grupo de estágio remunerado (quem sabe estagio profissional do IEFP) pré-acordados (com critérios de selecção a definir) e em áreas fora da operação, como por exemplo: Marketing, Vendas, Direcção, etc. ; Os cursos que eu frequentei estão desenquadrados do mercado de trabalho, ora estão atrasado ou muito avançados da realidade actual do mercado de trabalho nacional. ; Sobretudo apoio no tipo de empresa onde poderia trabalhar. Com o meu curso quase sempre se resume a agência de viagens ; 26

Urge ajustar o mercado de trabalho com a correspondência dos cursos. Na ESHTE ou em qualquer outra área. Formar 'gestores' tem tanta importância como formar bons 'técnicos'. Sendo no entanto necessário esclarecer desde cedo o posicionamento dos cursos em relação ao mercado de trabalho. ; Estágios: Maior controlo dos estágios atribuídos de modo a gerar verdadeira experiencia profissional, de modo a pelo menos clarificar ao aluno o que o espera no mercado de trabalho. Existem demasiados estágios que são uma perda de tempo dos alunos e das empresas por falta de acompanhamento. ; Um período maior de estágio, assim como uma preparação psicológica para o que o mercado de trabalho tem para oferecer. ; Empresas que ao aceitarem o estágio, o mesmo não seja apenas mais um estágio, dando oportunidade ao estagiário de permanecer na empresa. ; Estágio profissional numa unidade hoteleira no último ano como parte da disciplina de projecto. ; Estágio remunerado superior a 6 meses. ; Estágios ; Gostaria que os estágios fossem no final do curso pois perdi 1 oportunidade de trabalho num hotel no último estágio por incompatibilidade entre os horários da escola e o trabalho. Para além disso penso que a ESHTE é gerida como uma escola secundária e não superior - os professores dão demasiada importância à frequência nas aulas, o que me levou a ter de optar entre boas notas e emprego. Penso que no conhecimento não interessa tanto o método, mas sim o fim - e frequência nas aulas não é sinónimo de sabedoria. ; Inserção em estágios mais prolongados (mais de 3meses) e remunerados / par-times fora do curso, ajudariam a criar uma boa rede de conhecimentos e contactos preciosos para o futuro emprego. ; Mais estágios propostos pela escola, durante todos os anos do curso ; 27

Mais incentivos para a realização de estágios em locais de renome e impedir que os alunos façam estágios que não venham a ter impacto no seu curriculum. ; N/A Apenas uma nota: acho fundamental a existência dos estágios profissionais, pois representam a entrada e contacto no mundo do trabalho, geram contactos, experiência e aplicação na prática de toda a teoria produzida no ano lectivo. Geram oportunidades de trabalho. ; No meu caso não é aplicável. Mas acho que deveria ser dado mais apoio na selecção dos estágios que se fazem e mais apoio no sentido de direccionar os melhores alunos para os melhores estágios (empresa muito reconhecidas no mercado). ; No meu caso não se trata de falta de apoios, pois na verdade nunca os procurei na escola. Trata-se de não ter feito um curso adequado para os meus objectivos de carreira. Não pretendia ser guia turística, logo, concluí uma formação que não era a ideal para mim. De qualquer forma, gostaria de ter podido fazer mais estágios durante o período escolar, de forma a ter mais contacto com (alguns) dos diferentes ramos do turismo. ; Os estágios que fizemos na ESHTE acabam por ser (na maioria) o nosso único currículo a apresentar às empresas. Acho que seria importante haver uma carta/documento com o nosso desempenho nos estágios que fizemos enquanto estivemos na ESHTE, para que a empresa saiba que apesar de pouca experiencia, o que fizemos nos 3 estágios foi bem feito, e como tal, seremos bons mesmo com pouca experiencia. Os Professores têm acesso através dos relatórios e das entidades. ; Ter havido estágios mais diversificados ; Imagem Institucional: Acho que a escola apoia suficientemente a inserção no mercado de trabalho dos seus alunos, considero é que o mercado de trabalho não procura suficientemente os alunos da escola. O que a escola poderá fazer é divulgar melhor junto das entidades empregadoras os cursos que disponibiliza e as competências desenvolvidas nos mesmos. ; Melhor comunicação entre a escola e Companhias Hoteleiras Internacionais. ; 28

Vários: Penso que a nível de empreendedorismo a escola deveria apoiar mais. Quando eu e os meus colegas acabamos o curso tínhamos um projecto ligado a eventos que por falta de apoio acabou por terminar. Os alunos poderiam apresentar as suas ideias e a escola apoiar caso fossem viáveis. ; Formação extracurricular ; Integração em projecto escola / empresa ; Regulação legislativa da actividade no mercado da Restauração. 29

7. Evolução da taxa de empregabilidade dos cursos da ESHTE Tendo em consideração os dados obtidos com o questionário de empregabilidade realizado em 2011 e comparando com os resultados extraídos do relatório de empregabilidade do ano de 2008, verifica-se que houve um aumento do desemprego nas licenciaturas leccionadas, à excepção dos cursos de Gestão do Lazer e Animação Turística e de Produção Alimentar em Restauração cuja taxa de empregabilidade registou um aumento de 15% e 2%, respectivamente. Gráfico 10 Taxa de empregabilidade comparativa 2008-2011 A variação verificada no curso de GLAT, pode ser explicada pelo facto de quando realizado o estudo da empregabilidade dos cursos da ESHTE em 2008, ainda existirem poucos diplomados nesta licenciatura, já que o inquérito foi feito aos diplomados da ESHTE até ao ano de 2007 (ano lectivo 2006/2007) e a conclusão das primeiras licenciaturas de GLAT ocorreu em 2006 (ano lectivo 2005/2006), tendo decorrido um espaço de tempo demasiado curto para que estes se consolidassem profissionalmente. 30

Assim, analisando a taxa de empregabilidade global dos cursos leccionados verifica-se que ouve um aumento de 3,6% do número de desempregados entre os diplomados que responderam ao inquérito. Tal aumento está directamente relacionado com a conjuntura económica que o país atravessa e situa-se abaixo da taxa de desemprego nacional, já que segundo os dados do Banco de Portugal, a taxa de desemprego no 3º trimestre de 2008 encontrava-se nos 7,7% e no 3º trimestre de 2011 (últimos dado disponíveis à data da realização do presente relatório) nos 12,4%, representando um aumento de 4,7% do desemprego nacional face aos 3,6% de desemprego registado nos diplomados da ESHTE que responderam ao questionário. Taxa de Desemprego (%) Trimestre Portugal Área Euro 2008:1º 7,6 7,4 2008:2º 7,3 7,5 2008:3º 7,7 7,6 2008:4º 7,8 8,1 2011:1º 12,4 10,0 2011:2º 12,1 10,0 2011:3º 12,4 10,2 Quadro 25 Evolução da taxa de desemprego Nacional (Fonte: Banco de Portugal) Curso Taxa de Empregados 2008 Taxa de Empregados 2011 Taxa de Desempregados 2008 Taxa de Desempregados 2011 Variação do nº de desempregados DGH 95,8% 86,8% 4,2% 13,2% 9,0% PAR 91,3% 93,3% 8,7% 6,7% -2,0% GLAT 81,0% 96,0% 19,0% 4,0% -15,0% DGOT 93,8% 92,9% 6,3% 7,1% 0,9% IT 96,6% 93,8% 3,4% 6,3% 2,8% GT 87,0% 84,2% 13,0% 15,8% 2,7% TOTAL 93,6% 90,0% 6,4% 10,0% 3,6% Quadro 26 Evolução da taxa de desemprego dos diplomados da ESHTE que responderam ao questionário 31

8. Considerações Finais Concluído o estudo geral da empregabilidade dos cursos da ESHTE e aplicando os resultados obtidos dos respondentes à generalidade dos diplomados da ESHTE, regista-se um declínio do nº de empregados, que pode ser justificado pelo fenómeno crise e pelo próprio aumento do desemprego a nível nacional. Embora se registe uma degradação das condições de trabalho desde 2008 (ano em que se aplicou o 1º questionário sobre a empregabilidade dos cursos leccionados na ESHTE), verifica-se que os cursos superiores da ESHTE continuam a apresentar taxas de empregabilidade muito positivas (90%). Considerando os resultados obtidos e a tendência de emprego verificada, podemos concluir que a ESHTE deve recorrer a todos os meios e serviços ao seu dispor para auxiliar o aluno a integrar-se no mercado de trabalho, procurando desta forma aumentar, ou pelo menos, manter as taxas de empregabilidade que se apresentam. Neste âmbito a Eshtemprego (bolsa de emprego da ESHTE) tem procurado aumentar o nível de divulgação das ofertas de emprego, tendo desta forma aumentado em aproximadamente 127% as ofertas divulgadas entre 2010 e 2011 (conforme demonstrado no gráfico n.º 11). Gráfico 11 Evolução do nº de ofertas divulgadas pela Eshtemprego 32

Embora o aumento das ofertas divulgadas seja uma medida relevante, mantém-se insuficiente, sendo importante melhorar o nível de satisfação dos respondentes ao questionário, no que ao apoio da ESHTE na transição e integração no mercado de trabalho diz respeito. Sugere também que a opinião das entidades empregadoras seja registada e tratada, de forma a identificar a percepção que estas têm das capacidades técnicas dos diplomados da ESHTE, contribuindo para o reconhecimento de possíveis falhas e oportunidades de melhoria nos planos curriculares dos cursos. Esta acção é fundamental para permitir aos diplomados da ESHTE, melhores hipóteses de diferenciação face a diplomados de outras instituições, indo desta forma de encontro às necessidades identificadas pelas próprias entidades empregadores. 33

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