SISTEMÁTICA DO DESPORTO II



Documentos relacionados
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA

PROGRAMA DE FUTEBOL 10ª Classe

PROGRAMA DE GINÁSTICA 11ª Classe

Sistemática do Desporto - Ginástica REGENTE: Equiparada a Prof. Adjunta Mestre Marta Martins DOCENTE(s): Drª. Joana Macedo

COLÉGIO TERESIANO BRAGA Ano Letivo Educação Física 1º Período 7º Ano 1. ATLETISMO

A. Disposições Gerais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MARTIM DE FREITAS Grupo Disciplinar de Educação Física. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO - 2º Ciclo

A classificação do exame corresponde à média aritmética simples, arredondada às unidades, das classificações das duas provas (escrita e prática).

REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES SECRETARIA REGIONAL DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA INTRODUÇÃO

MESTRADO EM PSICOLOGIA SOCIAL E DAS ORGANIZAÇÕES GUIA DE ORGANIZAÇÃO E DE FUNCIONAMENTO DOS ESTÁGIOS

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular METODOLOGIAS DE INVESTIGAÇÃO AVANÇADA EM SERVIÇO SOCIAL Ano Lectivo 2012/2013

Ficha de Unidade Curricular (FUC) de Estratégia Empresarial

REGULAMENTO DO CURSO DE MESTRADO EM DESPORTO DA ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO DE RIO MAIOR DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM

FICHA DE UNIDADE CURRICULAR 2014/2015

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular PROJECTO APLICADO Ano Lectivo 2014/2015

PÓS-GRADUAÇÃO EM ACTIVIDADE FÍSICA NA GRAVIDEZ E PÓS-PARTO

PLANIFICAÇÕES. PLANIFICAÇÃO DA DISCIPLINA DE Educação Física 2º ciclo ATIVIDADES E ESTRATÉGIAS

DOMÍNIOS SUBDOMÍNIOS CONTEÚDOS OBJETIVOS. 1.º Período: ATIVIDADES DESPORTIVAS

Sociedade União 1º.Dezembro. Das teorias generalistas. à ESPECIFICIDADE do treino em Futebol. Programação e. Periodização do.

Escola Básica 2,3 com Ensino Secundário de Alvide

GUIA DE FUNCIONAMENTO DA UNIDADE CURRICULAR

CÂMARA MUNICIPAL DE MOURA

PRÁTICAS DE AVALIAÇÃO COMO UM MEIO DE MOTIVAÇÃO. Celina Pinto Leão Universidade do Minho

AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE FRAGOSO

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular Fundamentos Económicos da Inclusão Social Ano Lectivo 2011/2012

EDUCAÇÃO FÍSICA ANDEBOL

O essencial sobre Autor: Francisco Cubal

formativa e das atividades de ensino e de aprendizagem nela desenvolvidas;

DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA

JOGOS DESPORTIVOS COLETIVOS

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular OPÇÃO I - EMPREENDEDORISMO E EMPRESAS FAMILIARES Ano Lectivo 2011/2012

INDAGAR E REFLECTIR PARA MELHORAR. Elisabete Paula Coelho Cardoso Escola de Engenharia - Universidade do Minho elisabete@dsi.uminho.

COMISSÃO CIENTÍFICA DO CURSO DE MESTRADO EM ENSINO DE DANÇA ANO LECTIVO DE 2011/2012-1º SEMESTRE RELATÓRIO

Educação Física Componente Escrita

INFORMAÇÃO - EXAME DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA 2.º CICLO DO ENSINO BÁSICO

REGULAMENTO DE TRANSIÇÃO CURRICULAR E PLANO DE CREDITAÇÕES. Curso de 1º Ciclo de Estudos em Educação Física e Desporto do ISMAI.

Programa de Unidade Curricular

CURSOS PROFISSIONAIS Ficha de Planificação Modular

I - CRITÉRIOS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

Desenvolvimento das capacidades motoras

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PORTELA E MOSCAVIDE. Informação - Prova de Equivalência à Frequência da disciplina de Educação Física

Ficha de Unidade Curricular (FUC) de Simulação Empresarial II-Marketing

Conteúdos/ Matérias Nucleares

Caracterização dos cursos de licenciatura

CAMPEONATOS DE PORTUGAL EM PISTA COBERTA E CAMPEONATO NACIONAL DE SUB-23 EM PISTA COBERTA

Regulamento Municipal de Apoio Financeiro às Modalidades Desportivas

Circuito de Atletismo em Pavilhão Games and Fun

Critérios Gerais de Avaliação

Departamento de Ciências da Saúde LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOMÉDICAS Biologia Oral II. Designação ECTS Docentes T TP.

Abordagem do Salto em Comprimento Trabalho Final

PROGRAMA DE METODOLOGIA DO ENSINO DE MATEMÁTICA 11ª Classe

Ano Letivo 2011/2012

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO MARAJÓ- BREVES FACULDADE DE LETRAS

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA

REGULAMENTO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular OPÇÃO 2 - EMPREENDEDORISMO E EMPRESAS FAMILIARES Ano Lectivo 2010/2011

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular GESTÃO COMERCIAL E DAS VENDAS Ano Lectivo 2011/2012

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular ECONOMIA MUNDIAL E COMÉRCIO EXTERNO Ano Lectivo 2011/2012

Art.º 1.º (Natureza e finalidade do Ensino Clínico) Art.º 2.º (Supervisão clínica dos estudantes em Ensino Clínico)

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular FINANÇAS PÚBLICAS Ano Lectivo 2015/2016

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular MÉTODOS E TÉCNICAS DE INVESTIGAÇÃO Ano Lectivo 2012/2013

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular ESTRATÉGIA EMPRESARIAL Ano Lectivo 2015/2016

Este documento vai ser divulgado na escola-sede do Agrupamento e na página eletrónica:

Áreas Específicas CEF Secundário 3º Ciclo e Cursos Profissionais. Atividades Físicas e Desportivas 50% 60% 50% Conhecimentos 10% 20% 20%

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Reitoria Gabinete do Reitor. Apreciação do anteprojecto de decreto-lei Graus académicos e diplomas do Ensino Superior

UNIVERSIDADE TÉCNICA DE MOÇAMBIQUE UDM DIRECÇÃO ACADÉMICA CURRÍCULO DA ÁREA DE FORMAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DE EMPRESAS AFAGE

Introdução à Psicologia do Desporto e Exercício

Critérios de Avaliação Educação. Grupo Disciplinar de Educação Física 2014/2015

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular AUDITORIA EM MARKETING Ano Lectivo 2012/2013

As diferentes funções que o modelo de jogo da equipe desencadeia ao goleiro uma comparação entre Brasil e Alemanha

PLANO DE AÇÃO 2013/2015

INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO DE RIO MAIOR LICENCIATURA EM CONDIÇÃO FÍSICA E SAÚDE NO DESPORTO FITNESS I

Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Seminário. Ano Lectivo 2007/2008

REGULAMENTO SOBRE INSCRIÇÕES, AVALIAÇÃO E PASSAGEM DE ANO (RIAPA)

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular PROGRAMAÇÃO PARA WEB Ano Lectivo 2011/2012

Projecto de Lei n.º 54/X

PROGRAMA DE METODOLOGIA DO ENSINO DE EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular Economia Social Ano Lectivo 2014/2015

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular CONTABILIDADE FINANCEIRA Ano Lectivo 2014/2015

Licenciatura em Administração Pública (LAP)

EMENTÁRIO. Princípios de Conservação de Alimentos 6(4-2) I e II. MBI130 e TAL472*.

Licenciatura em Gestão de Marketing (LMK)

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GIL VICENTE ESCOLA GIL VICENTE EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO ANUAL DE ATIVIDADES


PLANO DE ETAPAS 8ºE FUT2+ VED. 11 Ter Sala 13 Qui. Andebol 10. Futebol 10 FUT2+ VED FUT1+ SUP. 16 Ter. 11 Qui

Saltos Horizontais Comprimento e Triplo

Diagrama das dimensões de uma quadra oficial Diagrama das dimensões de uma tabela oficial Equipe - Existem duas equipes que são compostas por 5

Critérios de Avaliação Educação Cursos Profissionais. Grupo Disciplinar de Educação Física 2013/2014

REGULAMENTO DO CURSO DE LICENCIATURA EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICO-PRIVADA DA FACULDADE DE DIREITO DE COIMBRA

A ADEQUAÇÃO DO ENSINO ACADÉMICO ÀS NECESSIDADES DAS EMPRESAS: O CASO DA SIMULAÇÃO EMPRESARIAL EM FINANÇAS NO ISCA-UA

PROJETO DO DESPORTO ESCOLAR

ESCOLA SECUNDÁRIA DE ANADIA

Regulamento do Prémio de Mérito 2011/2012. Enquadramento

REGULAMENTO DE MINIVOLEIBOL

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular SISTEMAS INFORMAÇÃO EM GESTÃO Ano Lectivo 2015/2016

Utilizar a Estatística com recurso ao Excel Escola(s) a que pertence(m): Ciclos/Grupos de docência a que pertencem os proponentes:

Transcrição:

INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM Escola Superior de Desporto de Rio Maior Ano Lectivo 2009/20010 SISTEMÁTICA DO DESPORTO II Licenciatura em Desporto: Variante de Condição Física Regente: Hugo Louro Docentes: Eduardo Teixeira e António Graça

INDICE Pág. PROGRAMA GERAL DA SISTEMÁTICA DO DESPORTO Âmbito da Unidade Curricular (UC) 3 Objectivos Gerais 3 Objectivos Específicos 3 Organização da Unidade Curricular (UC) 3 Avaliação 4 Bibliografia 5 PROGRAMAS ESPECÍFICOS DA SISTEMÁTICA DO DESPORTO I Bloco de Futebol 6 Bloco de Atletismo 11 2

ÂMBITO A UC de Sistemática do Desporto, pretende proporcionar aos alunos a vivência de um conjunto de situações motoras próprias de diversas modalidades, de forma a que estes possam tomar conhecimento de diferentes metodologias e didácticas que diferenciam a cultura de cada uma das modalidades abordadas. OBJECTIVOS GERAIS Esta UC terá por objectivo, o de transmitir novos conhecimentos aos alunos, de forma a que possam aumentar as suas opções de intervenção na orientação multilateral do treino da sua modalidade de opção. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Tendo como especial preocupação a integração efectiva dos alunos no mercado de trabalho, sendo este um aspecto fundamental na avaliação externa do curso ao nível ministerial, consideramos que é importante proporcionar aos alunos deste curso vivências com outras modalidades, que tanto têm evoluído na nossa sociedade e que deverão fazer parte do currículo de um licenciado em Desporto, possibilitando o aumento das suas opções de intervenção na orientação multilateral da formação desportiva. Como tal, pretende-se transmitir novos conhecimentos das seguintes modalidades: Futebol, Voleibol e Andebol, pois são modalidades colectivas presentes em múltiplas actividades desportivas, quer no âmbito formal, quer informal; Ginástica, Atletismo, Judo e Natação pois são modalidades individuais presentes em múltiplas actividades desportivas, quer no âmbito formal, quer informal; Escalada e Rappel, como uma actividade de lazer e de contacto com a natureza. ORGANIZAÇÃO DA UC Como tal, pretende-se transmitir novos conhecimentos das seguintes modalidades: Futebol e Basquetebol, pois são modalidades colectivas presentes em múltiplas actividades desportivas, quer no âmbito formal, quer informal; Ginástica, Atletismo, Judo e Natação pois são modalidades individuais presentes em múltiplas actividades desportivas, quer no âmbito formal, quer informal; Desportos de Natureza, como actividades de lazer e de contacto com a natureza. 3

ORGANIZAÇÃO DA UC A Sistemática do Desporto é uma UC semestral, que está incorporada no plano de estudos, durante os dois primeiros anos do curso, sendo por isso decomposta em Sistemática do Desporto I, II, III e IV. Para uma melhor compreensão da organização desta UC, apresentamos seguidamente um quadro explicativo: Ano 1º Ano 2º Ano Tipo 1º Semestre 2º Semestre 1º Semestre 2º Semestre UC s Sistemática I Sistemática II Sistemática III Sistemática IV Horas Totais 30 30 30 30 Horas Seman. 2 H (1x 2h) 2 H (1x 2h) 2 H (1x 2h) 2 H (1x 2h) Horas/Modal. 15 H 15 H 15 H 15 H Modalidades Natação, Ginástica, Futebol e Basquetebol e Desportos Atletismo Judo Natureza AVALIAÇÃO A avaliação realiza-se segundo o modelo de avaliação contínua, pretendendo esta valorizar a intervenção prática do aluno, salientando a sua prestação motora (aquisição de novas competências desportivas, a sua consolidação e aplicação), interacção com os colegas a nível de relações socio-desportivas, técnicas e tácticas inerentes a cada modalidade desportiva. Para que o aluno esteja sujeito ao processo de avaliação contínua deverá estar presente em quatro quintos (80%) das aulas dadas ao longo do bloco e terá de realizar as actividades de avaliação propostas. Assim, a classificação final da UC obtida em avaliação contínua será o reflexo da avaliação de cada um dos blocos desportivos, traduzindo-se na média aritmética do somatório da classificação obtida em cada um dos blocos, salvaguardando que o aluno só terá aprovação nas várias UC s de Sistemática do Desporto (I, II, III, IV) se tiver nota positiva (de valor igual ou maior a 9,5) em todos os blocos de modalidades desportivas. 4

Os alunos que não tenham êxito num ou mais blocos de modalidade desportiva durante o processo de avaliação contínua, poderão efectuar exame final do(s) referido(s) bloco(s), estando dependentes do êxito obtido no(s) referido(s) exame(s). O processo de avaliação contínua centra-se na observação feita pelo docente do respectivo bloco, da intervenção diária do aluno, analisando-o segundo três parâmetros: Domínio Motor (40%) Qualidade da participação nas tarefas propostas no decurso do processo de ensino-aprendizagem. Domínio Cognitivo (30%) Conhecimentos teórico-práticos adquiridos. Poderão ser realizadas frequências, fichas ou trabalhos escritos com objectivo avaliativo durante este processo. Domínio Sócio-Afectivo (30%) Assiduidade e empenho nas actividades propostas e relacionamento inter-grupo. Para que o aluno seja aprovado, terá obrigatoriamente de obter uma classificação igual ou superior a 9,5 valores em cada um dos domínios anteriormente apresentados. A avaliação em exame final centra-se na prestação de uma prova escrita (50%) e de uma prova prática (50%), que versarão os assuntos temáticos dos respectivos blocos. Em ambas as provas, o aluno terá de obter a classificação mínima de 8 valores e a classificação final terá de ser igual ou superior a 9,5 valores. BIBLIOGRAFIA A bibliografia é específica a cada modalidade que compõe a UC, sendo por isso apresentada nos programas específicos das mesmas. 5

INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM Escola Superior de Desporto de Rio Maior Ano Lectivo 2009/2010 SISTEMÁTICA DO DESPORTO II FUTEBOL Docentes Eduardo Teixeira 6

1. Âmbito / Objectivos Gerais A UC de Sistemática do Desporto, tem como principal objectivo proporcionar aos alunos a experimentação de um conjunto de situações que pela especificidade de cada uma das modalidades desportivas abordadas, lhes permita através de um processo baseado principalmente na vivência de situações práticas, conhecer e experimentar novos instrumentos, técnicas, modelos de intervenção e a aquisição/aperfeiçoamento do conhecimento e execução das principais acções técnicas, tácticas e regulamentares nas principais modalidades desportivas. 2. Objectivos do Bloco de Futebol Pretende-se, que os estudantes ultrapassem a visão parcial do jogo de futebol, através da transição progressiva do jogar à bola para o jogar futebol. Para que assim aconteça transmitir-se-á ao aluno um modelo de sistematização do jogo de futebol, onde se destaca como matéria privilegiada de ensino os aspectos técnicos fundamentais e as bases de racionais do jogo, que permitem aos jogadores orientarem a sua acção, quer individualmente, quer colectivamente durante o jogo. a) Conhecer os principais factos históricos da modalidade, sua evolução b) Conhecer o jogo de Futebol, através da análise sistemática, entendendo os diferentes componentes estruturais do jogo, a partir do conhecimento: - e domínio dos aspectos técnicos fundamentais; - e reprodução das diferentes fases por que passa o jogo; - e reprodução das formas fundamentais porque passam as diferentes fases do jogo; - e reprodução dos princípios fundamentais e específicos do jogo. c) Conhecer as Leis do Jogo 3. Conteúdos da UC 3.1. Resumo Histórico 3.1.1. As origens do Futebol 7

3.1.2. O Futebol em Portugal 3.2. Componentes Estruturais do Jogo 3.2.1. Fases do Jogo - Ataque (Processo Ofensivo) - Defesa (Processo Defensivo) 3.2.1.1. Fases do Ataque - Construção das acções ofensivas - Criação de situações de finalização - Finalização 3.2.1.2. Fases da Defesa - Impedir a construção das acções ofensivas - Anular/Impedir as situações de finalização - Impedir a finalização 3.2.2. Princípios do Jogo 3.2.2.1. Fundamentais - Recusar a inferioridade numérica - Evitar a igualdade numérica - Criar a superioridade numérica 3.2.2.2 Específicos (Ataque / Defesa) - Progressão / Contenção - Cobertura Ofensiva / Cobertura Defensiva - Mobilidade / Equilíbrio 3.2.3. Factores do Jogo 3.2.3.1. Acções Individuais de Ataque e de Defesa - Técnicas de remate e de cabeçeamento; - Técnicas de recepção/controlo, condução, passe e de intercepção; - Técnicas de drible/finta e simulação e de desarme; - Técnicas de desmarcação e de marcação; - Técnicas de carga; - Técnicas de lançamento da linha lateral; 8

- Técnicas de guarda redes. 3.2.3.2. Acções Colectivas de Ataque e de Defesa - Deslocamentos ofensivos e defensivos; 3.3. Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo - As formas do jogo no ataque e na defesa; - As formas fundamentais e complementares; - A estrutura e organização dos diferentes níveis de complexidade. 3.4. Leis do Jogo 4. Avaliação A avaliação deste bloco decorrerá de acordo com o estipulado no programa geral da UC. Salientamos somente que a avaliação do domínio cognitivo consiste na realização de um teste escrito. 5. Bibliografia Bibliografia Fundamental Documento de Apoio da UC de Futebol, ESDRM Bibliografia de Extensão Castelo, Jorge F. (1994) Futebol Modelo Técnico-Táctico do Jogo. FMH-UTL, Lisboa. F.I.F.A. (1997) Guia universal para árbitros Leis do Jogo. Edição da F.P.F., Lisboa. Castelo, Jorge F. (1986) A marcação em futebol. In: Ludens Vol. 10 n.º 2 Jan/Mar,12-27. Castelo, Jorge F. (1993) Os princípios do Jogo de Futebol. In: Ludens Vol. 13 n.º 1 Jan/Mar, 47-60. 9

Queiroz, Carlos L. (1985) As Desmarcações, ISEF-UTL, Lisboa. Queiroz, Carlos L. (1986) Estrutura e Organização dos Exercícios de treino em Futebol, FPF. Lisboa. Queiroz, Carlos L. (1986) Para uma teoria do ensino/treino do futebol Análise sistemática do jogo. In: Futebol em Revista, F.P.F.,Julho/Agosto, n.º10, 3ª Série. Queiroz, Carlos L. (1986) Para uma teoria do ensino/treino do futebol. In: Futebol em Revista, F.P.F.,Maio/Junho, n.º1, 4ª Série. 10

INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM Escola Superior de Desporto de Rio Maior Ano Lectivo 2009/2010 SISTEMÁTICA DO DESPORTO I BLOCO DE ATLETISMO Docente António Graça 11

1. Âmbito O Bloco de Atletismo, sendo um dos blocos que integram a Unidade Curricular (UC) de Sistemática do Desporto III e IV, visa fornecer um conjunto de instrumentos, práticas e vivências que permitam conhecer o Atletismo nos seus domínios pedagógicos e didácticos, nomeadamente nas questões que se relacionam com a aprendizagem das técnicas de cada UC e com o conhecimento e aplicação do regulamento oficial. 2. Objectivos 2.1. São objectivos gerais do Bloco de Atletismo: - Conhecer as diferentes disciplinas e eventos do Atletismo - Realizar os diferentes gestos técnicos das disciplinas atléticas, associando as capacidades de observação e correcção; - Conhecer e aplicar as principais regras da F.I.A.A. 2.2. São Objectivos específicos do Bloco de Atletismo: Realizar os seguintes gestos de acordo com o modelo técnico de cada um: - Corrida de Velocidade; - Partida de Blocos (por forma a conseguir uma acelaração eficaz); - Transposição de barreiras (conseguindo correr entre estas, o mais eficaz possível três passadas); - Lançamento do Peso (a partir da posição de força e/ou com deslizamento); - Lançamento do Dardo (a partir da posição de força, com passo cruzado e com 3 a 5 pasadas de balanço); - Lançamento do Disco; - Lançamento do Martelo (com molinetes e uma volta) - Salto em comprimento com corrida de balanço prévia; - Triplo Salto com corrida de balanço prévia; - Salto em Altura (tesoura e flop) com corrida de balanço prévia; - Salto com Vara em comprimento com corrida de balanço prévia; 12

13

3. Conteúdos da UC 3.1. Introdução ao bloco de Atletismo: funcionamento, objectivos, avaliação e conteúdos. 3.2. O Atletismo 3.2.1. As disciplinas que integram a modalidade 3.2.2. As épocas de competição 3.2.3. As pistas 3.2.4. Dados histórico-sociais da modalidade 3.2.5. Organização Estrutural do Atletismo 3.4. As Corridas 3.4.1. As Corridas de Velocidade 3.4.1.1. O programa de provas 3.4.1.2. A técnica de corrida 3.4.1.3. A técnica de partida 3.4.1.4. As fases da corrida (Partida, Aceleração, Velocidade Máxima e Resistência à Velocidade Máxima) 3.4.1.5. As corridas de estafetas A técnica e táctica na corrida de estafetas 3.4.1.6. Regulamento das provas de velocidade 3.4.2. As Corridas de Barreiras 3.4.2.1. Análise técnica das corridas de 100/110m b. e 400m bar. 3.4.2.2. As fases da corrida de barreiras (Corrida à1ª bar., Transposição das bar., Corrida entre bar. e Corrida para a meta) 3.4.2.1. Regulamento das corridas de barreiras 3.4.3. As Corridas da Meio Fundo, Fundo e Obstáculos 3.4.3.1. O Programa de Provas 3.4.3.2. Características específicas 3.4.3.3. Principais meios e métodos de treino da resistência utilizados no atletismo 14

3.4.3.4. Regulamento das corridas de meio fundo, fundo e obstáculos 3.5. A Marcha de competição 3.5.1. O Programa de Provas 3.5.2. A Técnica de marcha 3.5.3. Iniciação à marcha de competição 3.5.4. Regulamento das provas de marcha 3.6. Os Saltos 3.6.1. O Programa de Provas 3.6.2. Regulamento das provas de saltos 3.6.3. Salto em Comprimento 3.6.4.1. As fases do salto em comprimento (Corrida de balanço, Ligação corrida-chamada, Chamada, Suspensão, Queda ou recepção). 3.6.4.1. Técnicas de execução do salto em comprimento (Suspensão, Na passada e Tesoura) 3.6.4.2. Treino técnico-condicional para o salto em comprimento 3.6.5. Triplo Salto 3.6.5.1. As fases do triplo salto (Corrida de balanço, Ligação corrida-chamada, Chamada, Hop, Step, Jump e Recepção) 3.6.5.1. Técnica de execução do triplo salto 3.6.5.2. Treino técnico-condicional para o triplo salto 3.6.6. Salto em Altura 3.6.6.1. As fases do Salto em Altura (Corrida de balanço/ Corrida em Curva, O ritmo final de aproximação, Chamada, Transposição e Queda) 3.6.6.2. Técnica de execução do Fosbury Flop 3.6.6.3. Treino técnico-condicional para o Salto em Altura 15

3.6.7. Salto com Vara 3.6.7.1. As fases do salto com vara (Corrida de balanço, Apresentação e encaixe da vara, Chamada, Penetração, Engrupamento, Posição em L, Posição em I, A rotação final e transposição e a Queda) 3.6.7.2. A técnica de execução do Salto com Vara 3.6.7.3. Treino técnico-condicional para o Salto com Vara 3.7. Os Lançamentos 3.7.1. Programa de provas 3.7.2. Regulamento das provas de lançamentos 3.4.4. Lançamento do peso 3.7.4.1.Fases da técnica rectilínea (Posição de Partida, Deslizamento, Posição de Força, Arremesso/ Movimento Final) 3.7.4.2. Fases da técnica giratória (Posição Preliminar, Partida, Fase Aérea, Contacto com o Solo, Posição Final e Saída do Engenho) 3.7.4.3. Vantagens e desvantagens da técnica giratória 3.7.4.4. Técnicas de execução 3.4.5. Lançamento do Disco 3.7.5.1. Fases do lançamento do Disco (Oscilação Preliminar, Início da Rotação, Fase Aérea, Fase de Amortecimento e Fase de Aceleração Principal) 3.7.5.2. Técnica de execução do Lançamento do Disco 3.4.6. Lançamento do Martelo 3.7.6.1. Fases do Lançamento do Martelo (Posição de partida e rotação preliminar; Ligação 2º molinete/ 1ª volta; Fase de duplo apoio; Fase de apoio único; Posição final e saída do Martelo) 3.7.6.2. Técnica de execução do Lançamento do Martelo 16

3.4.7. Lançamento do Dardo 3.4.7.1. Modelo Técnico do Lançamento do Dardo e as suas Fases (Corrida de balanço; Armar o braço; Passo cruzado e impulso; Apresentação do dardo e duplo apoio; Arco tenso; Final do lançamento; Desequilíbrio e recuperação. 3.4.7.2. Técnica de execução do Lançamento do Dardo 3.8. As Provas Combinadas 3.8.1. As Disciplinas de Provas Combinadas 3.8.2. A Tabela de Pontuação 3.8.3. Regulamento das Provas Combinadas 4. Metodologias de Ensino Apresentação das actividades e tarefas com explicação das características, objectivos e possibilidades de realização; Realização e Experimentação prática dos conteúdos previstos; Organização em grupos; Atendimento aos alunos para além do horário de aulas previsto E-learning e utilização da plataforma de ensino à distância Moodle como recurso para: o Informações gerais da UC; o Divulgação de sumários; o Divulgação de documentação relativa aos conteúdos abordados e outro tipo de documentos de interesse para a UC; o Esclarecimento de dúvidas colocadas pelos alunos (Moodle ou e-mail); o Afixação de Resultados da Avaliação; o Apresentação do Programa da UC e da Programação de aulas; 5. Avaliação Em termos gerais a Avaliação rege-se pelo Programa Geral. O presente documento especifica os momentos de avaliação e respectiva ponderação nas modalidades de Avaliação Contínua no Bloco de Atletismo da UC Sistemática do Desporto III e IV. 17

5.1. Avaliação contínua (30 aulas - 45h) Momentos de Avaliação: 5.1.1. Aspectos sócio-afectivos (os que estão definidos para toda a UC) 5.1.2. Conteúdos Teóricos 1 Teste escrito. 5.1.3. Conteúdos Práticos Provas Combinadas, realizadas após a abordagem teórica e prática das respectivas especialidades e em situação de competição simulada, em pequenos grupos em que os alunos auxiliam na observação e controlo da actividade. 5.1.4. Em alternativa ao ponto anterior poderão ser realizados trabalhos de pesquisa por especialidade. Ponderação para a nota final do bloco a ponderação será a seguinte: Aspectos sócio-afectivos Domínio cognitivo Prática Provas combinadas & ensino-aprendizagem 30% 30% 40% 5.2. Avaliação Final Todos os alunos que não obtiverem aprovação em avaliação contínua serão sujeitos a avaliação final, a qual consta de avaliação prática e teórica sobre os conteúdos abordados. Relativamente à teórica considera-se uma parte escrita e uma oral. A ponderação é a seguinte: Teórica Prática Provas combinadas 50% 50% 18

6. Bibliografia 6.1. Principal 7. Castelo, Jorge F. (1994) Futebol Modelo Técnico-Táctico do Jogo. FMH-UTL, Lisboa. 8. F.I.F.A. (1997) Guia universal para árbitros Leis do Jogo. Edição da F.P.F., Lisboa. 9. Castelo, Jorge F. (1986) A marcação em futebol. In: Ludens Vol. 10 n.º 2 Jan/Mar,12-27. 10. Castelo, Jorge F. (1993) Os princípios do Jogo de Futebol. In: Ludens Vol. 13 n.º 1 Jan/Mar, 47-60. 11. Queiroz, Carlos L. (1985) As Desmarcações, ISEF-UTL, Lisboa. 12. Queiroz, Carlos L. (1986) Estrutura e Organização dos Exercícios de treino em Futebol, FPF. Lisboa. 13. Queiroz, Carlos L. (1986) Para uma teoria do ensino/treino do futebol Análise sistemática do jogo. In: Futebol em Revista, F.P.F.,Julho/Agosto, n.º10, 3ª Série. 14. Queiroz, Carlos L. (1986) Para uma teoria do ensino/treino do futebol. In: Futebol em Revista, F.P.F.,Maio/Junho, n.º1, 4ª Série. 14.1. Bibliografia de Extensão Vários, (2001) Il manuale dellállenatore di atletica leggera (partes I, II &III). FIDAL Periódicos New Studies in Athletics, (IAAF) Cadernos Técnicos, (FPA) Cadernos Tecnicos (RFEA) Treino Total (Xistarca & FPA) Track Coach Boletim do CRD IAAF - Lisboa 19