RELATO PESSOAL GÊNERO UFU
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS Textos narrados em 1ª pessoa Verbos no presente e em grande parte no pretérito (passado) Caráter subjetivo Experiências pessoais Presença de emissor e receptor
COMO FAZER UM RELATO PESSOAL Estrutura: Como Fazer um Relato Pessoal? Ainda que não exista uma estrutura fixa, para produzir um relato pessoal é essencial estarmos atentos a alguns pontos, por exemplo: quem? (narrador que produz o relato), o que? (fato a ser narrado), quando? (tempo), onde? (local que ocorreu), como? (de que maneira aconteceu o fato) e porque? (qual o causador do fato):
Título: ainda que não seja necessário em todos os relatos, há alguns indicados com um título referente ao tema que será abordado. Tema: primeiramente é importante delimitar o tema (assunto) que será abordado no relato pessoal, seja um evento que ocorreu, uma fase da vida, uma conquista, uma superação, ou até mesmo uma história triste. Introdução: pequeno trecho em que aparecem as principais ideias que se quer relatar. Nessa parte é possível encontrar o local, tempo e personagens que fazem parte da narrativa. Contexto: observe em que contexto se passa o relato que será narrado. Fique atento a utilização dos tempos verbais no presente e no passado e ainda ao espaço (local) que ocorrem os fatos. Personagens: observe no seu relato quais são as pessoas envolvidas e de qual maneira devemos mencioná-las no texto. Por exemplo se elas são relevantes e fazem parte do acontecimento. Desfecho: após apresentar a sequência de fatos (ordem dos acontecimentos), é extremamente importante pensar numa conclusão para seu relato, seja uma questão que surgiu com a escrita, ou mesmo uma sugestão para as pessoas enfrentam tal problema.
PARA A UFU 1.Contextualização inicial do relato, identificando tema, espaço e período; 2.Identificação do relator como sujeito das ações relatadas e experiências vivenciadas, ou seja, o narrador deve ser personagem, o que deve ser confirmado pela proposição geral da proposta de redação; 3.O discurso indireto é a única possibilidade de comunicação das falas dos personagens do relato. O discurso direto será penalizado. 4.É importante reforçar o uso de tempos verbais predominantemente no passado e com expressões temporais, como Naquela manhã, Depois, Em seguida, etc.; 5.Linguagem informal é mais comum, ainda que isso dependa das orientações da banca sobre como proceder na confecção do texto.
Texto 01. João EXEMPLO Carlos Martins UM herdou RELATO a paixão pela música de seu pai José, que teve seus estudos de piano interrompidos ainda na infância, quando perdeu um dos dedos da mão direita em uma máquina de corte, na gráfica onde trabalhava. A paixão pela música, no entanto, seria passada para a próxima geração e o acidente ocorrido com sua mão foi o primeiro de uma série que iria marcar a história da família. Em 1940 nasceu João Carlos Martins, 4º filho de José, que logo se tornou amante da música, assim como seu irmão, José Eduardo. Desde as primeiras aulas de piano João já demonstrava grande talento, e aos 8 anos venceu seu primeiro concurso tocando obras de Bach. João se tornou o maior intérprete mundial de Bach, mas teve vários incidentes ao longo da vida envolvendo suas mãos, que hoje estão atrofiadas. Aos 63 anos João iniciou uma nova carreira, como regente e mais uma vez surpreendeu a todos com sua dedicação. Hoje com 69 anos, ele se sente agradecido por ser brasileiro e poder continuar levando a música às todas as camadas sociais, provando que A música venceu. Fonte: http://viveravida.globo.com/platb/portal-da-superacao/
Texto 02. A reta final Quando chegou meu primeiro dia de ir para escola estava muito ansiosa pensando o que iria encontrar pela frente. Crianças, iguais a mim, meus futuros amigos, professores, obstáculos e uma grande insegurança, pois estava deixando o aconchego da minha casa para RELATO PESSOAL compartilhar parte do meu dia com pessoas estranhas e diferentes. Desde que iniciei na escola até hoje sempre gostei de estudar, aprender, trocar idéias acho que sempre temos algo á aprender e á ensinar. Pensava em dar continuidade aos estudos, em cursar nível superior, mas sem muitas condições financeiras, acabei adiando este sonho como tantas outras pessoas que lutam pra ingressar em uma faculdade, mas se limita a isso, apesar de minha família sempre me incentivar a estudar. No ensino fundamental estudei em três escolas e no ensino médio em duas, apesar dos obstáculos que encontrei, como a mudança de uma escola para outra, a conquista de novas amizades e novos professores, nunca desisti, procurava me esforçar e conseguir terminar no mínimo o segundo grau. Foi o que fiz. Passados alguns anos, depois de fazer alguns cursos, fui incentivada pelo meu namorado a prestar o vestibular, me inscrevi já com orgulho de mim mesma, pela coragem de encarar mais este obstáculo. Não imaginava que iria passar devido aos vários anos longe da escola. Além disso, surgia à dúvida entre qual curso eu escolheria. Fiz minha inscrição e decidi fazer Pedagogia, para minha surpresa passei em 1ª chamada, fiz minha matrícula e ingressei no curso. Durante a minha caminhada tive algumas dúvidas se era realmente este caminho que gostaria de seguir, pensava: Vou ser professora, será que é isso que realmente quero... Ficava um pouco confusa, pois além da dúvida, havia as pessoas que criticavam as minhas escolhas, dizendo: Tu vai ser professora para ganhar uma miséria? Tranquei minha matrícula por dois anos, pensei, repensei e pensei de novo. Quando surgiram algumas especializações na área, decidi voltar, pois haveria mais opções de escolha dentro da área de Pedagogia e não somente dar aula. Se não me saísse bem na sala de aula, teria outras opções. Hoje estou a um passo de concluir meu curso e sinto muito orgulho quando as pessoas perguntam quando vou me formar e posso responder: Me formo ano que vem.... Achava que este dia não iria chegar tão cedo. Imagino o dia da minha formatura, que as pessoas que eu amo estarão lá me assistindo, penso nos amigos torcendo por mim, pela minha conquista. Imagino a música tocando no momento que chamarem meu nome. Quero que este dia seja inesquecível, pois tenho certeza que naquele momento as pessoas próximas vão lembrar do quanto custou minha caminhada até realizar este sonho, as desilusões, as perdas e ganhos, as decepções até conseguir chegar aonde cheguei. Relembro o início da minha vida como estudante e da satisfação em estar conquistando mais um sonho na minha vida, que quase estava sendo deixado de lado. Mas não deixo de citar uma pessoa muito importante na realização desta conquista. Uma pessoa que sempre me ajuda muito que preciso, meu namorado Wagner, hoje meu marido. Graças ao incentivo dele, da sua insistência, da sua compreensão durante todos estes anos, estou na reta final da realização de mais um dos nossos sonhos, e espero que este seja apenas um alicerce que sustente os próximos sonhos que pretendemos realizar juntos. (Keli Cristina Till)
ESTRUTURA: COMO FAZER UM RELATO PESSOAL? Ainda que não exista uma estrutura fixa, para produzir um relato pessoal é essencial estarmos atentos a alguns pontos, por exemplo: quem? (narrador que produz o relato), o que? (fato a ser narrado), quando? (tempo), onde? (local que ocorreu), como? (de que maneira aconteceu o fato) e porque? (qual o causador do fato):
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