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Transcrição:

A1 Notícias ao Minuto Online ID: 56065176 08-10-2014 Audiência 11720 País: Portugal Âmbito: Informação Geral OCS: Notícias ao Minuto Online InvestigadoraPortugueses preocupados com poluição de água e ar URL: http://www.noticiasaominuto.com/pais/287139/portugueses-preocupados-com-poluicaode-agua-e-ar Os portugueses estão a preocupar-se cada vez mais com o ambiente, em especial com a poluição da água e do ar, enquanto os restantes europeus com os recursos naturais e alterações climáticas, disse hoje a investigadora Luísa Schmidt. 07:21-08 de Outubro de 2014 Por No que respeita ao ambiente e aos seus problemas, "os portugueses acompanham a crescente preocupação da média dos cidadãos europeus, mas distinguem-se porque atribuem mais importância àquilo a que chamamos os problemas de primeira geração, a poluição da água e do ar", explicou a investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Os restantes europeus, sobretudo do centro e norte, "estão mais preocupados com os problemas de segunda geração, como os recursos naturais e as alterações climáticas", acrescentou. "Os jovens portugueses estão muito mais próximos dos seus pares europeus de que as gerações mais velhas entre si, e do que as gerações mais velhas em relação aos jovens, o que tem a ver com a escolaridade, com a formação, [fatores] que introduziram uma diferença grande na sociedade portuguesa", realçou ainda Luísa Schimdt. A especialista em ambiente falava a propósito do livro "Ambiente, Alterações Climáticas, Alimentação e Energia: a opinião dos portugueses", da sua autoria e de Ana Delicado, que será lançado na quintafeira, durante o Greenfest, evento que decorre no Estoril, até domingo. O trabalho analisa a evolução dos resultados dos 25 anos do Eurobarómetro, comparando a opinião sobre questões do ambiente dos portugueses, ao longo do tempo e relativamente aos restantes europeus. "Ao longo das séries, seja ambiente, alterações climáticas, energia ou defesa do consumidor, há um número bastante superior de inquiridos nacionais que optam pela resposta 'não sabe', número ainda mais elevado entre as mulheres e os portugueses mais velhos e entre as pessoas com menos literacia", sobretudo em assuntos energéticos, referiu a investigadora. Os jovens estão mais informados atingindo o nível médio dos jovens europeus. As diferenças entre portugueses e europeus não são nas gerações mais novas, mas são notadas diferenças em termos globais e nas gerações mais velhas. Para Luísa Schmidt, "a não resposta significa que os temas não têm sido tratados e a informação é curta e frágil". Na análise das práticas ambientais, os portugueses "são menos ativos que a média dos europeus, mas aproximam-se da média, por exemplo, nos hábitos de separação do lixo e na redução do consumo de água e de energia", referiu a investigadora. Atualmente, com a situação de crise, a necessidade de poupar "revela-se mais fortemente", mas a Página 1

separação de lixo é um comportamento novo que tem crescido, "mais ou menos em toda a população". A explicação é, segundo Luísa Schmidt, investimento realizado na informação, nas políticas públicas, e os portugueses correspondem "cada vez mais", embora prevaleça uma cultura centrada na poupança "dentro de casa", enquanto os outros europeus mudaram, por exemplo, na utilização dos transportes, usando mais as alternativas públicas. Página 2

A1 Notícias ao Minuto Online ID: 56065159 08-10-2014 Audiência 11720 País: Portugal Âmbito: Informação Geral OCS: Notícias ao Minuto Online InvestigadoraFundos europeus deviam ter sido usados na água e não em estradas URL: http://www.noticiasaominuto.com/economia/287143/fundos-europeus-deviam-ter-sidousados-na-agua-e-nao-em-estradas A investigadora Luísa Schmidt defendeu hoje que Portugal devia ter usado mais os fundos comunitários na água, esgotos e transportes públicos, em vez de manter o "investimento excessivo" em estradas, opção que ainda se reflete na sociedade. 07:09-08 de Outubro de 2014 Por "O primeiro quadro comunitário [1989-1993] foi muito importante para as infraestruturas rodoviárias, mas o segundo já devia ter sido investido muito mais nos transportes públicos e em outras áreas completamente diferentes, em vez de termos continuado nas estradas e no alastramento da indústria da construção civil e da especulação imobiliária, ainda hoje estamos a sofrer disso", disse à agência Lusa a investigadora do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa. Com o segundo quadro comunitário de apoio, entre 1994 e 1999, "devíamos ter investido em outras áreas completamente diferentes, continuando com a questão da água e dos esgotos, que não se resolveu naqueles cinco anos", salientou. O investimento "excessivo" em infraestruturas rodoviárias e grandes obras públicas "acabou por ter efeitos perversos e hoje vemos a falta de ordenamento e planeamento porque, por exemplo, os planos diretores municipais são de 1995 e os planos regionais de ordenamento de território ainda são mais tardios", explicou Luísa Schmidt. A especialista em ambiente falava a propósito do livro "Ambiente, Alterações Climáticas, Alimentação e Energia: a opinião dos portugueses", da sua autoria e de Ana Delicado, que será lançado na quintafeira, durante o Greenfest, evento que decorre no Estoril, até domingo. Apontou o exemplo das grandes superfícies comerciais, defendendo que "não houve planeamento que equacionasse dimensão, concentração territorial e localização e Portugal supera a média europeia de centros comerciais per capita, alguns agora em desativação por causa da crise". A especialista realçou o impulso "muito forte" que a União Europeia (UE) trouxe a Portugal na área do ambiente, e recordou que, em 1986, não havia praticamente legislação específica sobre os setores da água, resíduos, ar, ruído, e só havia leis em relação à conservação da natureza, parques naturais e as reservas ecológica nacional e agrícola nacional. "Foi um impulso externo demasiado forte, no sentido em que internamente não estávamos preparados para aderir [à UE] e para adotar seriamente muitas das diretivas que chegaram entre finais de 80 e princípios de 90, mas foi um 'driver' importantíssimo", reconheceu. A par das verbas, Portugal teve acesso a leis e ao quadro administrativo, que "trouxeram inúmeras vantagens e melhorias sensíveis, sobretudo na resolução de problemas básicos, como águas, esgotos, resíduos urbanos, mas não foram de qualquer maneira suficientes para inverter um certo modelo muito apostado nas estradas e no imobiliário suburbano e urbano", referiu Luísa Schmidt. A cientista social também salientou a importância da necessidade de fornecer dados à UE, "uma Página 1

grande vantagem", já que, até ai, Portugal não tinha levantamentos estatísticos suficientes na área do ambiente. "Toda a rede de monitorização e informação montada com os fundos é um instrumento extremamente importante de apoio à decisão e de conhecimento da sociedade", declarou. Página 2

A1 SIC Notícias Online ID: 56066154 08-10-2014 Audiência 9205 País: Portugal Âmbito: Informação Geral OCS: SIC Notícias Online Portugueses preocupados com poluição de água e ar, europeus com alterações climáticas URL: http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2014-10-08-portugueses-preocupados-com-poluicaode-agua-e-ar-europeus-com-alteracoes-climaticas 08:37 08.10.2014 (Lusa/ Arquivo) Os portugueses estão a preocupar-se cada vez mais com o ambiente, em especial com a poluição da água e do ar, enquanto os restantes europeus com os recursos naturais e alterações climáticas, disse hoje a investigadora Luísa Schmidt. No que respeita ao ambiente e aos seus problemas, "os portugueses acompanham a crescente preocupação da média dos cidadãos europeus, mas distinguem-se porque atribuem mais importância àquilo a que chamamos os problemas de primeira geração, a poluição da água e do ar", explicou a investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Os restantes europeus, sobretudo do centro e norte, "estão mais preocupados com os problemas de segunda geração, como os recursos naturais e as alterações climáticas", acrescentou. "Os jovens portugueses estão muito mais próximos dos seus pares europeus de que as gerações mais velhas entre si, e do que as gerações mais velhas em relação aos jovens, o que tem a ver com a escolaridade, com a formação, [fatores] que introduziram uma diferença grande na sociedade portuguesa", realçou ainda Luísa Schimdt. A especialista em ambiente falava a propósito do livro "Ambiente, Alterações Climáticas, Alimentação e Energia: a opinião dos portugueses", da sua autoria e de Ana Delicado, que será lançado na quintafeira, durante o Greenfest, evento que decorre no Estoril, até domingo. O trabalho analisa a evolução dos resultados dos 25 anos do Eurobarómetro, comparando a opinião sobre questões do ambiente dos portugueses, ao longo do tempo e relativamente aos restantes europeus. "Ao longo das séries, seja ambiente, alterações climáticas, energia ou defesa do consumidor, há um número bastante superior de inquiridos nacionais que optam pela resposta 'não sabe', número ainda mais elevado entre as mulheres e os portugueses mais velhos e entre as pessoas com menos literacia", sobretudo em assuntos energéticos, referiu a investigadora. Os jovens estão mais informados atingindo o nível médio dos jovens europeus. As diferenças entre portugueses e europeus não são nas gerações mais novas, mas são notadas diferenças em termos globais e nas gerações mais velhas. Para Luísa Schmidt, "a não resposta significa que os temas não têm sido tratados e a informação é curta e frágil". Na análise das práticas ambientais, os portugueses "são menos ativos que a média dos europeus, mas aproximam-se da média, por exemplo, nos hábitos de separação do lixo e na redução do consumo de água e de energia", referiu a investigadora. Página 1

Atualmente, com a situação de crise, a necessidade de poupar "revela-se mais fortemente", mas a separação de lixo é um comportamento novo que tem crescido, "mais ou menos em toda a população". A explicação é, segundo Luísa Schmidt, investimento realizado na informação, nas políticas públicas, e os portugueses correspondem "cada vez mais", embora prevaleça uma cultura centrada na poupança "dentro de casa", enquanto os outros europeus mudaram, por exemplo, na utilização dos transportes, usando mais as alternativas públicas. Página 2