Marcação CE na Indústria Extractiva e Transformadora



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Transcrição:

CTCV Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro 1 de Abril 2009 Marcação CE na Indústria Extractiva e Transformadora Francelina Pinto 1

Apresentação da associação ANIET Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora Representa os subsectores: Rocha Ornamental (Cubos, guias, fachadas, pavimentos, revestimentos, ) Rocha Industrial (Agregados/Britas, areias,...) Minas (Cobre, volfrâmio, sal-gema, caulino, ) 204 Associados Tipo de associados 92% 1% 4% 3% Rocha Industrial + Ornamental Minas Aderentes Honorários Francelina Pinto 2

Caracterização dos associados Marcação CE (RO e RI) 56 % associados têm marcação CE 15 % dos associados sem obrigatoriedade 24 % ainda sem marcação CE 2 % dos associados em fase de implementação Dos que têm marcação CE 62 % rocha industrial 38 % rocha ornamental 62% Caracterização Associados Marcação CE 56% 3% 2% 15% 24% Com marcação CE Sem Marcação CE Sem obrigatoriedade A tratar Sem resposta Situação Associados por sub-sector 38% Com marcação CE - Rocha Industrial Com marcação CE - Rocha Ornamental Francelina Pinto 3

Sistemas de avaliação da conformidade de produtos resultantes da Indústria Extractiva Sistema 4 Rochas Ornamentais Responsabilidade do produtor a realização dos ensaios de tipo inicial; implementação de um sistema de Controlo da Produção em FábricaF Sistema 2+ - Rochas Industriais Responsabilidade do produtor realização dos ensaios de tipo inicial implementação do sistema de Controlo da Produção em Fábrica Intervenção de um organismo notificado avaliação da conformidade do sistema (com base numa inspecção inicial e na supervisão contínua nua do Controlo da Produção em Fábrica) F Francelina Pinto 4

Lista de normas - pedra natural NORMAS DE PRODUTO NORMAS HARMONIZADAS EN 771-6 Especificações para unidades de alvenaria - Parte 6: Unidades de alvenaria em pedra natural EN 1341 Lajes de pedra natural para pavimentos exteriores - requisitos e métodos m de ensaio EN 1342 Cubos e paralelepípedos pedos de pedra natural para pavimentos exteriores - requisitos e métodos m de ensaio EN 1343 Lancil de pedra natural para pavimentos exteriores - requisitos e métodos m de ensaio EN 1469 Pedra Natural - Placas para revestimento de paredes - Requisitos EN 12057 Pedra Natural - Ladrilhos modulares - Requisitos EN 12058 Pedra Natural - Placas para pavimentos e degraus - Requisitos EN 12326-1 Ardósias e outras pedras para coberturas e revestimentos descontínuos nuos Parte 1: Especificações dos produtos NORMAS VOLUNTÁRIAS (NÃO HARMONIZADAS) EN 1467 Pedra Natural - blocos em bruto - requisitos EN 1468 Pedra Natural - placas em bruto - requisitos EN 12059 Pedra Natural - trabalhos de pedra de cantaria - requisitos Projecto de Norma EN Placas e produtos dimensionados de pedra natural para tampos de casas de banho e de cozinhas 5

Dificuldades de implementação (RO) Esforço financeiro significativo para as empresas, geralmente de pequena dimensão Custos ensaios iniciais Custos equipamentos de medição Custo com calibração de equipamentos Custos com ensaios periódicos Organização das empresas Falta de recursos humanos Falta de quadros técnicos Inexistência de procedimentos internos de controlo Falta de informação e/ou tratamento inexistente ou deficitário da mesma Francelina Pinto 6

Dificuldades de implementação (RO) Processo encarado como burocrático e moroso Dificuldade na caracterização de todos os produtos Atraso na publicação das normas em Português Diferenças entre as diversas normas harmonizadas e diferente interpretação das mesmas pelas entidades Falta de fiscalização Donos de obra (Câmaras Municipais) continuam a aceitar produtos sem Marcação CE. Exemplo: granitos de origem chinesa Francelina Pinto 7

Lista de normas Rocha industrial NORMAS - AGREGADOS EN 12620 Agregados para betão EN 13043 Agregados para misturas betuminosas e tratamentos superficiais para p estradas, aeroportos e outras áreas de circulação EN 13055-1 Agregados leves Parte 1: Agregados leves para betão, argamassas e caldas de injecção EN 13055-2 Agregados leves Parte 2: Agregados leves para misturas betuminosas e tratamentos superficiais e para aplicações em camadas de materiais não ligadas ou ligadas EN 13139 Agregados para argamassa EN 13242 Agregados para materiais não ligados ou tratados com ligantes hidr dráulicos utilizados em trabalhos de engenharia civil e na construção rodoviária ria EN 13383-1 Enrocamentos Parte 1: Especificações EN 13450 Agregados para balastros de vias férreasf Francelina Pinto 8

Dificuldades de implementação (RI) Sistema de Avaliação da Conformidade (2+) Grande Investimento com custos elevados (que não se fez reflectir no preço do produto) com ensaios com auditorias aquisição de normas formação e sensibilização aquisição de equipamento laboratorial A forma como o sistema 2+ é aplicado causa dificuldades pelo tempo que demora a obter o certificado. Exemplos: solicitação de novos produtos pelos clientes (realizar ensaios e aguardar alteração do certificado pelo organismo notificado demora alguns meses). aplicações de materiais reciclados em obra aplicação de materiais produzidos em obra Francelina Pinto 9

Dificuldades de implementação (RI) Coexistência de diferentes normas/exigências para definição das características dos produtos (EP, BRISA, Instituto da Água, REFER, etc) Pouca clareza no âmbito de aplicação de determinadas normas, o que leva os produtores a, na dúvida, não marcarem aquele produto Exemplo: - Enrocamentos Documentos de acompanhamento do produto Para que serve a ficha técnica em cada carga de um mesmo produto para o mesmo cliente? Francelina Pinto 10

Dificuldades de implementação (RI) Obrigatoriedade de referir a aplicação do produto na guia de acompanhamento. A subjectividade com que as normas são interpretadas pelos organismos de notificação. Exemplos: Exigência de redes dos crivos com Marcação CE. A rede só interfere numa propriedade geométrica (curva granulométrica) que é controlada a jusante da operação. Plano de inspecção e ensaio: definido na norma para o controlo de produção em fábrica, sendo da responsabilidade do produtor a alteração do respectivo plano de inspecção e ensaio. Existem intermediários no negócio (revendedores, subempreiteiros) que utilizam as fichas dos produtos de empresas certificadas para comercializar agregados de diferentes proveniências. Francelina Pinto 11

Dificuldades de implementação (RI) Novo Caderno Encargos da EP utiliza categorias para o índice de LA não compatíveis com a realidade nacional. Não existe LA 35 na NP EN 13043 Consequência: Os calcários de Alenquer que até a esta data foram utilizados nas obras de pavimentação da região não podem ser utilizados no fabrico de misturas betuminosas Não existe LA 45 na NP EN 13242 Consequência: A sub-base habitualmente utilizada deixou de o poder ser já que o valor actual é de LA 40. O mesmo que para os materiais de base. Francelina Pinto 12

Dificuldades de implementação (RI) Os materiais para camada de desgaste devem possuir LA20 (LA 25 para granitos) Consequência: Os granitos de um modo geral em todo o território nacional não podem ser utilizados para camada de desgaste ao contrário do que anteriormente acontecia. Ficou excluída a possibilidade de utilização de burgau britado em camadas de desgaste Consequência: A região litoral centro, entre Leiria e Aveiro, que tradicionalmente sempre utilizou burgau britado nas pavimentações, passará a ter que procurar produtos para esta aplicação em outras regiões. Francelina Pinto 13

Projecto de Decreto-lei: Regulamentação de Agregados (DGAE) Este decreto-lei estabelece as condições a que deve obedecer a colocação no mercado dos agregados, de modo a garantir a segurança a e a satisfação das exigências essenciais das obras em que venham a ser aplicados. Define as propriedades consideradas essenciais para cada produto Define o modelo da declaração de conformidade Clarifica e define as informações que acompanham a marcação CE Clarifica definições, como por exemplo: Colocação no mercado - a primeira vez que os agregados são colocados à disposição, no mercado nacional, a titulo oneroso ou gratuito, com vista à sua distribuição ou utilização, considerando-se, se, também, m, abrangidos por esta definição os agregados produzidos pelo próprio prio construtor da obra. Francelina Pinto 14

Projecto de Decreto-lei: Regulamentação de Agregados Propõe uma nova definição dos sistemas de avaliação da conformidade a aplicar (mais de acordo com a realidade europeia) : Sistema 2+ Sistema 4 Agregados para betão Agregados para balastro de via férrea Agregados para misturas betuminosas e tratamentos de superfície destinados a infraestruturas de transporte Agregados leves para betão, argamassas e caldas Agregados leves para misturas betuminosas, tratamentos de superfície e camadas tratadas e não tratadas destinados a infraestruturas de transporte Agregados para argamassas Agregados para enrocamentos destinados a obras hidráulicas Agregados para materiais tratados com ligantes hidráulicos e materiais não tratados destinados a infraestruturas de transporte Francelina Pinto 15

Vantagens da implementação Cumprimento legal e normativo Maior conhecimento dos produtos por parte do produtor Designação uniforme dos produtos Mais e melhor informação prestada aos clientes Imagem da organização Estabelecimento de procedimentos de controlo Redução de custos Uniformização das regras no mercado Caminho para a certificação de produtos e processos Garantia da manutenção da qualidade para o consumidor Francelina Pinto 16

Desvantagens de implementação Para quem jáj possuía a um sistema de garantia de qualidade implementado a marcação CE não se traduziu em vantagens comerciais nem de qualidade A marcação CE veio exigir ao produtor maiores custos com novo equipamento de laboratório rio e maior número n de ensaios Os produtos sem marcação CE continuam a ser comercializados concorrencialmente para qualquer tipo de obra A comercialização de novos produtos é dificultada pelo morosidade na obtenção do certificado mesmo para empresas jáj certificadas. Francelina Pinto 17

Oportunidades de melhoria Revisão e uniformização dos requisitos normativos, nomeadamente o número n e frequência de ensaios Uniformização de procedimentos e exigências entre os vários v organismos notificados (ex: certificados com data de validade e outros não) Criação de condições para obtenção, em tempo útil, de um certificado que permita a comercialização excepcional de um novo produto Fiscalização Francelina Pinto 18