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Transcrição:

Tomografia Computadorizada Helder C. R. de Oliveira N.USP: 7122065 SEL 5705: Fundamentos Físicos dos Processos de Formação de Imagens Médicas Prof. Dr. Homero Schiabel

Sumário História; Funcionamento e Classificação dos Tomógrafos; Imagem Tomográfica; Projeção por senogramas; Retroprojeção filtrada; Número CT; Visualização; Uso de Contrastes; Indicações e Contra indicações; Tomografia por Emissão; Referências. 2

Fatos Históricos 1895: Röntgen: Experimento com tubo de Crooks; Primeira Radiografia; 1901: Nobel de Física. Características do Raio X: Wilhelm Röntgen Contraste baixo; Sobreposição; Imagem borrada. Primeiro Raio X (1895) 3

Fatos Históricos 1917: J. Radon - Permite a reconstrução a partir das projeções (Transformada de Radon); Rf ( L) = f ( X) dx L 1956: Bracewell - Técnicas de reconstrução foram desenvolvidas para identificar regiões do sol que emitiam micro-ondas; Cormack - Criou modelos matemáticos que possibilitaram a obtenção de imagens mais precisas; 4

Fatos Históricos 1961: Oldendorff (Neurologista): Iniciou o conceito de TC; Sistema capaz de escanear o crânio através da tiragem de vários Raios X em torno da cabeça. 1967: Hounsfield (Engenheiro Eletrônico) e Ambrose (Radiologista) se encontram em um hospital em Londres; Hounsfield já vinha trabalhando em uma máquina para mapear o cérebro com detalhes; 1971: Hounsfield e Ambrose: Começam os estudos clínicos com TC; 5

Fatos Históricos 1972: Hounsfield: Montou um aparelho rudimentar de tomografia que enviava os dados para um computador; O processamento demorou 9 dias devido a baixa radiação; Junto com Ambrose fez um segundo experimento: Utilizou um tubo de Raios X; Cadáver com tumor cerebral. 6

Fatos Históricos 1973: Apresentação dos resultados no Annual Congress of the British Institute of Radiology. 1979: Prêmio Nobel de Medicina: Cormack e Hounsfield; Cormack Hounsfield 7

: Análise de estruturas internas; Imagens transversais; O interior do corpo é retratado com precisão: Cada tipo de tecido apresenta diferentes níveis de absorção de Raios X; 8

TC utiliza a mesma ideia da radiografia com algumas diferenças: Raios Raios X X Forma Forma da da Imagem Imagem Tomografia Forma de Leque Fatias Radiografia Piramidal Projeção 9

Funcionamento do Tomógrafo Uma fonte de Raios X gira em torno do paciente em forma de espiral; Cada rotação completa (360 ) 1 Fatia; Fonte de Raios X Paciente Detector 10

Funcionamento do Tomógrafo Radiografias Transversais ou Cortes Tomográficos; 11

Funcionamento do Tomógrafo Reconstrução por Computador; 12

Funcionamento do Tomógrafo Aspectos Técnicos: Tensão: 120kVp; Temperatura: 2 megajoules; Filtragem: Placa de alumínio ou cobre; Feixe de Raios X colimado (focado): Espessura da fatia: 1~10mm; Detectores perfeitamente alinhados com o feixe. 13

Funcionamento do Tomógrafo Feixe de Raios X é disparado, colimado e filtrado. O raios chegam ao paciente causando atenuação da sua energia. Ao atravessar o paciente os raios chegam aos detectores. Os valores de energia que chegaram aos detectores são medidos e convertidos de analógico para digital. 14

Partes de um Sistema de TC Torre de Escaneamento; Mesa de Exame; Unidade de Energia; Mesa de Controle. 15

Partes de um Sistema de TC Torre de Escaneamento (Scanning Gantry): Tubo de Raios X; Detectores; Gerador de Tensão; Colimadores. 16

Partes de um Sistema de TC Mesa de Exame: Posiciona corretamente o Paciente; Permite ajuste longitudinal. 17

Partes de um Sistema de TC Unidade de Energia: Possui seu próprio hack; Envia energia para: Tubo de Raios X; Motor de Escaneamento; Motor da Mesa; Detectores; A necessidade de alta tensão e corrente faz com que seja um dispositivo essencial e preciso. 18

Partes de um Sistema de TC Mesa de Controle: Composto por dois ou três consoles; Console dedicado: Controle do exame: Posição da torre; Altura da mesa; Cópia dos dados. Visualização da imagem; Pós processamento; Ajustes de contraste; Melhorar o diagnóstico. 19

Classificação/Geração dos Tomógrafos 1ª Geração (EMI 1972) (Translação/Rotação): Feixe linear; 180 projeções 180 ; ~5mins por projeção; Um detector: cristais de iodeto de sódio. 20

Classificação/Geração dos Tomógrafos 2ª Geração (Ohio Nuclear - 1974 ) (Translação/Rotação): Feixe em leque (abertura de 10 ); Permitiam incrementos de rotação; ~1min por projeção; Múltiplos detectores. 21

Classificação/Geração dos Tomógrafos 3ª Geração (Artronix/GE - 1975) (Rotação/Rotação): Feixe em leque (abertura de 210 ); Mais detectores; Tubo e detectores rotativos; 1 a 2s por projeção. 22

Classificação/Geração dos Tomógrafos 4ª Geração (AS&E - 1976) (Rotação/Fixo): Feixe em leque (aberturas de 30 e 50 ); Tubo de Raios X giratório; Detetores fixos cobrem 360 ; < 1s por projeção. 23

Tomógrafos Convencionais Cortes únicos; Limitações: Reposicionamento constante das partes que constituem o sistema; Limitações dos cabos; Grandes volumes corporais só podiam ser examinados através de cortes únicos; Dificuldade em produzir imagens em diferentes planos anatômicos; Difícil representar pequenas lesões posicionadas entre os cortes tomográficos. 24

Classificação/Geração dos Tomógrafos 5ª Geração (Tomografia Helicoidal): Tecnologia Slip-Ring: Rotação contínua tubo-detector, em uma única direção; A mesa do paciente se move continuamente para o interior do gantry; Recebe dados continuamente. 25

Classificação/Geração dos Tomógrafos Velocidade da mesa: 1 a 10mm/s; Tudo de Raios X rotaciona 360 ; Pitch (1 a 2): Deslocamento da mesa do paciente (em uma rotação) / espessura da projeção: Ex.: Desl. da mesa 10mm / Esp. da projeção: 10mm = 1pitch; 26

Classificação/Geração dos Tomógrafos Helicoidal multi-cortes vs. corte único: Possuem várias linhas ativas de detectores associadas à alta velocidade de rotação do sistema tubo-detector: Multi-cortes (Multiple Row) Corte único (Single Row) Detectores Detector 27

Classificação/Geração dos Tomógrafos Helicoidal multi-cortes: Vantagens : Grande volume de tecido pode ser irradiado com tempos mais curtos, a partir de uma única exposição; Possibilidade de reconstruir imagens de alta qualidade; Cortes sem intervalos; Imagens cardíacas; Pacientes incapazes de cooperar em exames que necessitam conter a respiração. 28

Classificação/Geração dos Tomógrafos Helicoidal multi-cortes: 6 cortes 16 cortes 29

Classificação/Geração dos Tomógrafos TC Volumétrica de Feixe Cônico (Cone Beam CT): Feixe Cônico; Receptor de imagem 2D: Uma rotação de 360 graus em torno da região de interesse; Múltiplas projeções são enviadas ao computador. 30

Imagem Tomográfica Para cada fatia: Uma grande quantidade de radiação é absorvida; É feita a tradução de: Radiação Tons de Cinza; Perfil de atenuação Voxel. 31

Imagem Tomográfica Senograma: Projeções em vários ângulos de incidência: 32

Imagem Tomográfica Os histogramas de cada ângulo são alinhados formando o senograma: 33

Imagem Tomográfica Retroprojeção filtrada (filtered back-projection): Inserção de artefatos necessitando de filtragem; Incidência dos Raios X Perfis de Atenuação Paciente é Tomografado 34

Imagem Tomográfica Cada tipo de tecido absorve uma quantidade de radiação: Perfis de Atenuação (Numérico) Área de Interesse 35

Imagem Tomográfica O valor de cada voxel será dado pela soma dos valores das projeções: 36

Imagem Tomográfica Cada valor da matriz de atenuação é transformado em um pixel da imagem final: 37

Imagem Tomográfica É possível que hajam ruídos, por isso a filtragem: Transformada de Fourier: Retroprojeção Resultado Projeções Retroprojeção filtrada Resultado 38

Imagem Tomográfica O tom de cinza de um pixel é definido de acordo com a escala de cinza de Housnfield (Número CT nct); nct = Unidade Hounsfield (HU); 1000 = branco tecido ósseo; 0 = água; -1000 = preto ar. Número de Hounsfield (número CT): nct tecido μ tecido μ água = 1000 ( ) μ água 39

Imagem Tomográfica (nct) Números CT: Ar -1000 Pulmão -300 Gordura -90 Água 0 Substância Branca 30 Substância Cinzenta 40 Músculo 50 Osso cortical 1000 40

Imagem Tomográfica (nct) Tons de cinza para os diferentes tipos de materiais: 41

Imagem Tomográfica Os diferentes tons de cinza em uma tomografia: Gordur a Ar ulo c s Mú s s O o 42

Imagem Tomográfica É possível ter projeções em outros planos: Axial: Perpendicular ao maior eixo do corpo; Coronal: Visão frontal; Sagital Sagital: Visão lateral. Coronal Axial 43

Visualização da Imagem Tomográfica Visualizadas em monitores especiais; Impressas em filme; Cada tom de cinza está no intervalo de 256 a 4096; Imagens de 12bits; Impossível do olho humano distinguir; Utiliza-se técnicas de janelamento (windowing); 44

Visualização da Imagem Tomográfica Técnica de Janelamento: Basicamente uma alteração de histograma; Alteração da escala de cinza para melhor visualização: Alteração da largura da janela: Número máximo de tons de cinza na imagem; Alteração do nível da janela: O valor central da escala de nct e é alterado; A escolha dos valores variam de acordo com a necessidade; 45

Visualização da Imagem Tomográfica Escala HU: 46

Visualização da Imagem Tomográfica Tomografia Torácica: 47

Uso de Contrastes Melhora a atenuação entre duas estruturas (análise de partes ocas); Sua administração pode ser: Via oral, retal ou endovenoso; Via oral ou retal: hidrossolúvel (a base de iodo) ou baritado diluído; Via Oral: administrado 1 hora antes do exame em sala Via Retal: é feito direto na sala (para doenças pélvicas) Contraste endovenoso: Realça estruturas vasculares; Nocivos a saúde! 48

Onde é Indicada a TC? Em exames: Cérebro e medula espinhal; Tórax e do mediastino: Abdome superior; Cavidade peritoneal. Sua utilidade: Demonstração de tumores, abscessos, ruptura de órgãos e acúmulo de líquidos com alta precisão; Guiar agulhas de biópsia e para introdução de tubos de drenagem para abscessos. Odontologia. 49

Contra Indicações Mulheres grávidas; Peso superior a 180 kg; Alérgicos ao contraste; Pessoas que recentemente se submeteram a exames contrastados com sulfato de bário; Distúrbios neurológicos e psiquiátricos; Crianças ou idosos (imobilização prolongada). 50

Tomografia por Emissão Exames funcionais: PET; SPECT; Emissão de radiação gama a partir do objeto de estudo, sendo captada por detectores; O objetivo é determinar a distribuição de radioatividade, resultante da biodistribuição de um radiofármaco; Muito utilizadas em aplicações médicas. 51

Referências Roman, L. E.; Computed tomography for technologists: A comprehensive text, 2011; Webb, W. R.; Brant, W. E.; Major, N. M.; Fundamentals of body CT; 3th Edition, 2006; Saba, L. editor; Computed tomography: special applications, 2011; Wikipédia; 52