Período Industrial Mecânico
Joseph Niépce Primeira fotografia de Niépce tirada da janela do sótão de sua casa de campo em Le Gras em Chalons-sur- Saône, na França. (1826)
Hercules Florence Produção de Rótulos (1833) Criação da Fotografia o Brasil. Em frente à cadeia de Campinas está a Vila de São Carlos. O experimento da cadeia era um a mais, desde que Hércules Florence, passeando na varanda de sua casa, intuiu sobre a possibilidade de fixar imagens em câmara escura, utilizando um elemento que mudasse de cor com a ação da luz. O boticário Joaquim Correia de Mello foi quem o informou sobre o nitrato de prata. Ambos batizaram o processo de photographie. O nome de Florence está entre os dois conterrâneos: Joseph Niépce e Louis Daguerre, que depois anunciariam a invenção da fotografia.
Eadweard Muybridge Em 1872, Leland Stanford, o magnata ferroviário e ex-governador da Califórnia, questionou Muybridge sobre a possibilidade de comprovar se um cavalo galopando ficava, mesmo que por pouco tempo, com as quatro patas fora do chão. A fotografia naquela época não estava muito desenvolvida mas, mesmo com essas restrições técnicas, Muybridge conseguiu satisfazer Leland e seu amigo Frederick MacCrellish. Com o auxílio de três baterias de máquinas fotográficas, era possível registrar o movimento de vários ângulos. As fotografias eram tomadas numa velocidade 1/6000s.
Eadweard Muybridge Mulher seminua em movimento de locomoção humana e animal
Eadweard Muybridge Mulher em movimento
A eloqüência da pintura de Van Gogh, sua imensa imaginação, fazem com que se descubram, sempre, por trás das formas mais rígidas, a vida e o movimento que existe em cada ser humano, em cada objeto. Van Gogh já revela a influência i das teorias de Seurat. Vicent Van Gogh Trigal com corvos (1887)
Paul Signac O Palácio Papal (1900) Pequenas manchas de cores puras fundem-se opticamente t para criar uma imagem do palácio Papal de Avignon. À esquerda, destacando-se em matizes de verde, aparece a famosa ponte de Avignon. Signac usava a técnica pontilhista, assim como Georges Serat, colocando cores complementares umas ao lado das outras, sem mistura-las. O resultado é uma série de pontos que se fundem vistos à distância. Signac explorou as descobertas dos impressionistas sobre as mudanças da cor sob diferentes condições de iluminação.
Gustav Klimt O beijo (1907) Em meio a uma massa de padrões e formas, um casal se beijando emerge de um campo de flores. O erotismo da imagem é conferido pela linha sensual, pela disposição audaciosa e pelas cores viçosas que criam um mundo onírico, também de luxúria e decadência.
Pablo Picasso As Senhoritas de Avinhão (1907) Fascinado pela escultura negra e ibérica, Picasso deixa-se influenciar pela monstruosa deformação de linhas dos fetiches africanos e, a partir daí começa a inventar formas ousadas, com muita expressividade. Nesta obra, a composição não obedece a qualquer unidade. Fragmentando o objeto, o artista mostra vários ângulos ao mesmo tempo,
Pablo Picasso Guernica (1937) A idéia de sofrimento e de luta expressam-se na materialidade entre vida e morte representada metaforicamente nesta obra. Através de elementos contraditórios e antagônicos percebemos que Picasso buscou representar o sentido e drama da terra arrasada pelo fascismo durante a Guerra Civil Espanhola. Em Guernica ele constrói uma narrativa que é um hipertexto visual onde, praticamente todas as figuras dirigem seus olhares para o Touro. Ele representa a fortaleza, o orgulho e a masculinidade do povo espanhol.
De fato, neste momento, vamos encontrar Picasso, com um grande número de obras explicitando suas metamorfoses e sua fecundidade inesgotável e ininterrupta. Aí encontramos a serialidade nas diversas formas de produção, especialmente nas artes. Marcel Duchamp Nu Descendo Escada (1911-1918) Duchamp foi a principal figura do dadaísmo. Ele aplicou o conceito estético de máquina ao ser humano através de suas cinco versões do Nu Descendo a Escada. A respeito destes trabalhos ele escreveu que eles não eram pinturas, mas sim uma organização de elementos cinéticos que expressavam o tempo e espaço pelas representações abstratas do movimento. Para ele, temos que ter em mente que quando consideramos o movimento representado no espaço estamos entrando no reino da matemática e da geometria, do mesmo modo quando construímos uma máquina.
Duchamp, autor de uma única obra, nega a pintura moderna fazendo dela uma idéia, um conceito, não concebendo a pintura como uma arte apenas visual. Marcel Duchamp O Grande Vidro e o Livro Verde (1915 1923)
René Magritte Ceci nést pas une pipe (1911-1918)
Marcel ace Duchamp Ready-Made (1912) Esta obra é uma réplica de um mictório de porcelana que foi comprado pelo artista em 1917. Duchamp simplesmente assinou o objeto e depois o inscreveu numa exposição. A idéia é retirar um objeto comum de seu cenário habitual para coloca-lo num contexto novo e incomum. O que importava não é a criação, mas sim a idéia e a seleção. Para Otávio Paz, era através destes objetos e do Grande Vidro que Duchamp enfatizava sua crítica a sociedade e elaborava a sua negação à pintura moderna. Paz, em seu livro "O Castelo da Pureza", afirma que a pintura-idéia e os ready-made constituíam-se em "alguns gestos e um grande silêncio" (Paz 1977: 8).