Regulamento Sanitário Internacional (2005)



Documentos relacionados
NÚCLEO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA HOSPITALAR

PORTARIA MS Nº 1.271, DE 6 DE JUNHO DE 2014

DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIAS

ANEXO I - Lista de Doenças e Agravos de Notificação Compulsória (LDNC). 1. Acidente com exposição a material biológico relacionado ao trabalho;

Vigilância Epidemiológica: Informar para conhecer

O REGULAMENTO SANITÁRIO INTERNACIONAL (2005) Aula 6

RECOMENDAÇÕES PARA A SAÚDE DOS VIAJANTES

ANEXO I. Lista de Notificação Compulsória

Epidemiologia Hospitalar

PORTARIA Nº 104, DE 25 DE JANEIRO DE 2011

VIGILÂNCIA EM SAÚDE CONCEITOS

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA. Conceito: Forma tradicional de utilização da Epidemiologia nos serviços de saúde.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

27 a CONFERÊNCIA SANITÁRIA PAN-AMERICANA 59 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS RESOLUÇÃO SES Nº 3244 DE 25 DE ABRIL DE 2012

CIEVS - Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde. Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde

É uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus A (H1N1).

DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA PLANO DE AÇÃO

Ocorrências de casos humanos de influenza suína no México e EUA Informe do dia , às 13h

REGULAMENTO SANITÁRIO INTERNACIONAL (2005) Relatório do Director Regional RESUMO

Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional ESPII. Ocorrências de casos humanos na América do Norte Informe do dia

PREFEITURA DO RECIFE SECRETARIA DE SAÚDE SECRETARIA EXECUTIVA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE CLIPPING

DOENÇAS OU AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA IMEDIATA

Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional ESPII. Ocorrências de casos humanos na América do Norte Informe do dia

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA. Lisiane Morelia Weide Acosta Mestre em Epidemiologia/UFRGS

Ações de Vigilância Epidemiológica, Perspectivas e Desafios para o enfrentamento de uma nova epidemia

Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados do Rio Grande do Sul

NOTA INFORMATIVA - SVS/MS. Assunto: Procedimentos a serem adotados para a vigilância da Febre do Chikungunya no Brasil

Atuação da Anvisa em Emergência em Saúde Pública (ESP)

Plano de Contingência de Saúde Pública de Portos

Febre Amarela Silvestre, Brasil, 2009.

Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional ESPII. Ocorrências de casos humanos na América do Norte Informe do dia

Responsabilidades Secretaria de Defesa Agropecuária

Monitoramento e Gestão de Risco Sanitário: os desafios do SNVS para o usuário que é sujeito, cidadão e cliente

Determinantes do Processo Saúde-Doença. Prevalência e Fatores de Risco. Vigilância Epidemiológica

Programa Estadual de Saúde do Viajante. Programa Estadual de Saúde do Viajante (PESV)

PROTOCOLO PARA INVESTIGAÇÃO DE SURTOS

Serviço de Epidemiologia Hospitalar: Hospital de Clínicas/UFPR

Boletim Informativo - SVE

Introdução aos Eventos de Massa

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA GERÊNCIA GERAL DE PORTOS, AEROPORTOS, FRONTEIRAS E RECINTOS ALFANDEGADOS - GGPAF INFLUENZA A (H1N1)

Boletim Epidemiológico Julho/2015

RENASES LISTA 2012 V I G I L Â N C I A S A N I T Á R I A

Estado do Rio Grande do Sul Secretaria da Saúde Complexo Regulador Estadual Central de Regulação das Urgências/SAMU. Nota Técnica nº 10

Situação epidemiológica e medidas de preparação. Jarbas Barbosa da Silva Jr. Secretário de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde

Profª.Drª.Sybelle de Souza Castro Coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do HC_UFTM

HOSPITAL DE S. JOÃO, EPE Gabinete de Relações Externas e Saúde Internacional

Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de Vigilância Epidemiológica Centro de Informações Estratégias e Resposta em

Preparação e Resposta à Doença por Vírus Ébola Avaliações Externas

O futuro digital das cidades

CURSO PARA REMETENTES Introdução Treinamento para Transporte de Substâncias Infecciosas

Termos usados em Segurança Empresarial:

DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSORIA E AS COMISSÕES DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

Monitoramento das Doenças Diarréicas icas Agudas

FORTALECIMENTO DAS CAPACIDADES BÁSICAS EM PONTOS DE ENTRADA INDICADORES OMS

Critérios de Biossegurança em Laboratórios para atender novas pandemias: INFLUENZA AVIÁRIA e INFLUENZA A(H1N1)

SCIH NOTIFICAÇÃO DE DOENÇAS COMPULSÓRIAS

Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN

Epidemiologia Vigilância Epidemiológica Conceitos Básicos. Nara Melo SMS - Recife

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992)

BENTO GONÇALVES SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE SERVIÇO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES

Influenza A (H1N1): Perguntas e Respostas

Vigilância Epidemiológica de casos suspeitos de Doença do Vírus Ebola DVE e Atividades do CIEVS/Goiás

Palavras- chave: Vigilância epidemiológica, Dengue, Enfermagem

EPIDEMIOLOGIA. CONCEITOS EPIDÊMICOS Professor Esp. André Luís Souza Stella

ZIKA VÍRUS INFORMAÇÕES SOBRE A DOENÇA

Informe Técnico Sarampo nº 9 - ALERTA SARAMPO. Novos casos confirmados de sarampo (Genótipo D4), residentes no Estado de São Paulo.

Perguntas e Respostas Influenza A (atualizado em 11/06/2009) MINISTÉRIO DA SAÚDE Assessoria de Comunicação

PROGRAMAÇÃO DAS AÇÕES DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE /2009

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL

Diarreicas Agudas e CóleraC

Mudanças Socioambientais Globais, Clima e Desastres Naturais

CRONOLOGIA DA POLIOMIELITE SÉCULO XX

Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM )

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento

Alcançado (b) Número total de casos notificados. Número total de notificações negativas recebidas

Pandemia Influenza. Márcia Regina Pacóla. GVE XVII Campinas SES - SP.

HOSPITAL DE DOENÇAS TROPICAIS DR. ANUAR AUAD. Thais Yoshida Coordenadora do SVS Serviço de Vigilância em Saúde NISPGR/SVS/HDT/HAA

Segurança e Higiene do Trabalho. Volume XIX Gestão da Prevenção. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção.

Plano Estadual de Preparação da Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmitidas por Alimentos (VE DTAs) em Eventos de Massa 2013 e 2014

Eventos de Massa: Atribuições de cada membro do Grupo Técnico

SUP E RINT E NDÊ NCIA DE VIG IL ÂNCIA E M SAÚDE

O engenheiro na equipa de saúde ocupacional: a visão da medicina do trabalho

Ministério da Saúde esclarece as principais dúvidas sobre a doença e apresenta recomendações para viajantes internacionais.

Síndrome DST Agente Tipo Transmissã o Sexual Vaginose bacteriana Candidíase

Proposta de Lei n.º 189/XII

Transcrição:

Regulamento Sanitário Internacional (2005) CIEVS Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde CNE Centro Nacional de Enlace - BRASIL Eliana Tiemi Masuda

Visão geral Doenças infecciosas não respeitam fronteiras geográficas; Intensificação de fluxos de pessoas, bens e mercadorias aumenta a possibilidade de disseminação de doenças; Ocorrência de doenças com potencial de dispersão internacional, além do impacto na saúde da população, tem um impacto negativo para o turismo, agricultura, negócios e, conseqüentemente na economia; Riscos para doenças de natureza não infecciosa;

Trânsito Internacional de Pessoas Ano: 1506 Nº de passageiros:? Ano: 2006 Nº de passageiros: 2,1 bilhões* Nau Portuguesa: Capacidade: 240 passageiros Tempo de viagem: meses Airbus A380: Capacidade: 845 passageiros Tempo de viagem: horas * Fonte: OMS, Un porvenir más seguro. Informe sobre la salud en mundo 2007.

Impacto econômico direto por surtos de doenças infecciosas, 1990-2003 EUA E.coli O157 US$ 1,6 bilhões 1991-1999 Reino Unido DCJ US$ 39 milhões 1990-1998 Asia SARS US$ 30 bilhões 2003 Malásia Nipah US$ 625 milhões 1999 Peru Cólera US$ 770 milhões 1991 Tanzânia Cólera US$ 36 milhões 1998 Índia Peste US$ 1,7 bilhões 1995

Conferências Sanitárias Internacionais 1851 Paris 1ª reunião para o RSI 1864 Genebra Cruz Vermelha 1892 Veneza 1ª CSI Cólera 1897 Veneza 4ª CSI Peste 1902 Washington Criação da OPAS 1903 Paris 5ª CSI Cólera, Peste e menção a febre amarela Criação da Oficina Sanitária Internacional 1926 Paris Regulamento Profilático Internacional contra peste, cólera e febre amarela 1948 Paris Criação da OMS

Regulamento Sanitário Internacional - RSI 1951 Regulamento Sanitário Internacional contra peste, cólera, febre amarela, varíola, tifo e febre recorrente 1969 Revisão Exclusão: febre recorrente e tifo 1973 - Revisão Inclusão de medidas sobre cólera 1981 - Revisão Exclusão de varíola, erradicada em 1980 (33ª AMS) 1995-2005 Última revisão 2007 Entrada em vigor do RSI (2005)

Regulamento Sanitário Internacional Um dos poucos acordos mundiais legalmente vinculantes para proteção da Saúde Pública Adotado pela Assembléia Mundial da Saúde Revisado recentemente por mandato dos Estados Membros, documento final resultado de extensa negociação entre os países.

Regulamento Sanitário Internacional - 2005 Eventos de doenças graves e inusitadas são inevitáveis Globalização problema em um lugar uma preocupação de todos Um código de conduta pactuado para: Prevenir, proteger, controlar e responder de modo proporcional e restrito ao risco, contra a propagação internacional de doenças, e evitar interferência desnecessária ao trânsito e comércio internacional

Regulamento Sanitário Internacional - 2005 Mudança de Paradigma Controle de fronteiras a contenção na fonte Lista de doenças a todo risco de saúde pública Medidas pré-estabelecidas a resposta adaptada Inclusão: Algoritmo de decisão Pontos Focais Nacionais Fontes de informação não oficial ( rumor )

RSI(2005):Conceitos Evento: significa uma manifestação de doença ou uma ocorrência que apresente potencial para causar doença Risco para saúde pública: a probabilidade de um evento afetar adversamente a saúde de populações humanas, com ênfase naqueles que possam se propagar internacionalmente, ou possa apresentar um perigo grave e direto Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional ESPII: constitui um risco de saúde pública para outro País por meio da propagação internacional de doenças e por potencialmente requerer uma resposta internacional coordenada

O mundo necessita de um sistema de detecção, notificação, resposta, monitoramento de riscos para saúde pública internacional.

Rede de Alerta e Resposta a Surtos Globais Verificação e Alerta Epidêmico Organização Mundial de Saúde

GOARN - Rede de Alerta e Resposta a Surtos Globais Rede + parceiros => Rápida identificação, confirmação e resposta a surtos de importância internacional. Manter a comunidade internacional em constante alerta para a ameaça de surtos e pronto para responder.

GOARN/WHO Global Outbreak Alert and Response Network 2005 2003 2006

Eventos de Relevância Nacional Um caso suspeito => LVE/ESPII Deve ser notificado: Algoritmo para avaliação de risco => Alerta/ LVE/ESPII Carbúnculo ou Antraz Dengue -4 Febre do Nilo Ocidental Influenza Humana por novo Subtipo Peste Poliomielite por Poliovírus Selvagem Sarampo (importado) Varíola Tularemia SARS - Coronavírus Surto ou agregação de casos ou de óbitos: Difteria Meningite Virais Doença Meningocócica Influenza Sazonal Humana Dengue grave/óbitos Desastres: Origem natural: inundações, furacões, terremotos. Origem antropogênica: acidentes químicos e radionucleares. Botulismo Cólera Febre Amarela Influenza Humana Pandêmica Hantavirose Doença de Chagas Aguda Raiva Humana Alteração no padrão epidemiológico de qualquer doença, independente de constar na lista de notificação compulsória Eventos incomuns ou inesperados Epizootias em primatas não humano Outras epizootias de importância epidemiológica Anexo II da: Portaria SVS Nº 5/2006 RSI (2005)

Resposta coordenada Vigilância Ambiental, Epidemiológica e Sanitária Biossegurança Defesa Civil Diagnóstico Outros... Investigação de Campo SAMU Assistência Corpo de Bombeiros Medicamentos e Imunizações

CIEVS Aprimorar Comunicação, Detecção,Verificação, Avaliação,Resposta, Monitoramento

Referências sobre o RSI(2005) WHO. International Health Regulations (1969). Geneva, Switzerland: World Health Organization. 3 Ed. 1983. WHA 48.7. Revision and updating of International Health Regulations. Disponível em http://www.who.int/governance/en/. Acesso em 20.10.2009 WHO. The revision of the International Health Regulations. Weekly Epidemiological Record 71, No 31, August, 1996. International Health Regulations (2005). Disponível em http:/www.who.int/gb/ebwha/pdf_files/wha58/wha58_3-em.pdf. Acesso em 19.09.2005 Revision of the International Health Regulations. Disponível em http:/www.who.int/gb/ebwha/pdf_files/wha58/wha58_3-em.pdf. Acesso em 19.09.2005 David P. Fidler and Lawrence O. Gostin. The New International Health Regulations: An Historic Development for International Law and Public Health. Journal of law, medicine & ethics. Spring, 2006. p: 85 94.

OBRIGADO! Contatos: Centro Nacional de Enlace CNE/BRASIL notifica@saude.gov.br Disque notifica 0800 644 66 45 Notifique aqui www.saude.gov.br/svs