PROPOSTA DE RESOLUÇÃO



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Transcrição:

PARLAMENTO EUROPEU 2009-2014 Documento de sessão 17.10.2013 B7-0000/2013 PROPOSTA DE RESOLUÇÃO apresentada na sequência da pergunta com pedido de resposta oral B7-0000/2013 nos termos do artigo 115.º, n.º 5, do Regimento sobre crimes contra a vida selvagem (2013/2747(RSP)) Romana Jordan em nome do Grupo PPE Pavel Poc em nome do Grupo S&D Gerben-Jan Gerbrandy em nome do Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa Sandrine Bélier em nome do Grupo VERTS/ALE Julie Girling em nome do Grupo ECR Kartika Tamara Liotard em nome do Grupo GUE/NGL RE\1007063.doc PE521.450v02-00 Unida na diversidade

B7-0000/2013 Resolução do Parlamento Europeu sobre crimes contra a vida selvagem (2013/2747(RSP)) O Parlamento Europeu, Tendo em conta a Resolução da Comissão para a Prevenção do Crime e para a Justiça Penal das Nações Unidas, de maio de 2013, que apela às nações em todo o mundo para que considerem os crimes contra as florestas e a vida selvagem uma forma grave de criminalidade organizada, colocando-o, por conseguinte, ao nível do tráfico de seres humanos e do tráfico de estupefacientes, Tendo em conta a investigação conjunta da INTERPOL e da IFAW sobre o comércio em linha de marfim no território da UE, que observou que a aplicação de legislação relativa aos crimes em linha contra a vida selvagem está ainda a dar os primeiros passos e solicitou a introdução na UE de uma legislação específica em matéria de comércio em linha de espécies selvagens, Tendo em conta a sua Resolução, de 6 de fevereiro de 2013, sobre os objetivos estratégicos da UE para a 16.ª reunião da Conferência das Partes na Convenção CITES, realizada em Banguecoque, em março de 2013 (2012/2838), Tendo em conta a Convenção CITES, aplicada na União Europeia através do Regulamento (CE) n.º 338/97 do Conselho, relativo à proteção de espécies da fauna e da flora selvagens através do controlo do seu comércio, e do Regulamento (CE) n.º 865/2006 da Comissão, que estabelece pormenorizadamente as normas de execução do Regulamento (CE) n.º 338/97 do Conselho, Tendo em conta os resultados da Conferência das Partes (Cop16) na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Selvagens da Fauna e da Flora Ameaçadas de Extinção (CITES), realizada em março de 2013 em Banguecoque (Tailândia), em que as Partes manifestaram o seu acordo quanto a uma série de ações concretas destinadas a combater a caça furtiva e o tráfico de espécies selvagens, Tendo em conta o Relatório intercalar da Comissão Especial sobre a Criminalidade Organizada, de agosto de 2013, nomeadamente o n.º 143, Tendo em conta os resultados do seminário sobre os crimes internacionais contra a vida selvagem, organizado pela Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar, em 27 de fevereiro de 2013, em Bruxelas, Tendo em conta o artigo 115.º, n.º 5, e o artigo 110.º, n.º 2, do seu Regimento, A. Considerando que os crimes contra a vida selvagem, desde a caça furtiva ao trânsito de produtos e derivados da fauna e da flora selvagens, passando pelo comércio ilegal e pela utilização desses produtos nos países consumidores, estão a conduzir à expansão dos negócios dos grupos de crime organizado; PE521.450v02-00 2/6 RE\1007063.doc

B. Considerando que os crimes contra a vida selvagem constituem uma ameaça ao bem-estar de cada animal e à preservação das espécies animais e vegetais em causa e que comprometem todo o ecossistema local; C. Considerando que os crimes contra a vida selvagem se tornaram uma grave ameaça à segurança, à estabilidade política, à economia, aos recursos naturais e ao património cultural de muitos países e que a dimensão da resposta exigida para extinguir eficazmente essas ameaças extravasa muitas vezes os limites de competências dos organismos responsáveis pela aplicação da legislação em matéria ambiental ou de vida selvagem, ou de um país ou região; D. Considerando que o tráfico ilícito de espécies selvagens constitui uma grave ameaça à paz e à segurança, ao Estado de direito e ao desenvolvimento global; E. Considerando que o combate aos crimes contra a vida selvagem implica uma resposta global e coordenada dos chefes de Estado e a utilização adequada de instrumentos de aplicação da legislação através do sistema de justiça penal; F. Considerando que os rendimentos resultantes do tráfico de produtos da fauna e da flora selvagens são frequentemente utilizados para apoiar organizações criminosas internacionais; 1. Tem conhecimento de que a União Europeia é, simultaneamente, um mercado importante e uma rota de trânsito do comércio ilegal de espécies selvagens; destaca que, segundo as estimativas da Europol, os rendimentos anuais gerados pelo tráfico de espécies ameaçadas oscilarão entre 18 e 26 mil milhões de euros, sendo a UE o principal mercado de destino do mundo; 2. Observa que a CITES tem como objetivo garantir que o comércio internacional de animais e de plantas selvagens não constitua uma ameaça à sobrevivência dessas espécies no meio natural; 3. Tem conhecimento de que, no seu relatório sobre a criminalidade transnacional no mundo desenvolvido, de fevereiro de 2011, o organismo para a Integridade Financeira Global (Global Financial Integrity) estimou que o comércio ilegal de produtos da fauna e da flora selvagens terá rendido, só na Internet, cerca de 10 mil milhões de dólares anuais; 4. Manifesta a sua preocupação quanto ao reforço progressivo da rede de pessoas e de dinheiro associados ao comércio de espécies selvagens e outras formas de atividade criminosa organizada; 5. Está ciente de que, para os grupos de crime organizado, nomeadamente para os que desenvolvem atividades de contrabando, o tráfico de espécies selvagens se revela atrativo devido à reduzida capacidade de aplicação e execução da legislação, às grandes margens de lucro e às sanções pouco pesadas; 6. Chama a atenção para o facto de os crimes contra a vida selvagem poderem constituir uma grave ameaça ao Estado de direito e ao desenvolvimento sustentável; RE\1007063.doc 3/6 PE521.450v02-00

Ações a nível da UE 7. Toma nota do recente relatório da TRAFFIC, que revela que a UE é um importante destino de trânsito para os produtos ilegais da fauna e da flora selvagens (http://ec.europa.eu./environment/cites/pdf/overview%20significant%20seizures.pdf) e que, por conseguinte, ocupa uma posição privilegiada para controlar esse comércio; 8. Insta os Estados-Membros a aplicarem na íntegra a Recomendação n.º 2007/425/CE da Comissão, que identifica um conjunto de ações com vista ao controlo da aplicação do Regulamento (CE) n.º 338/97 do Conselho relativo à proteção de espécies da fauna e da flora selvagens através do controlo do seu comércio; recomenda que os Estados-Membros prevejam a apreensão imediata de qualquer exemplar confiscado, a fim de aumentar a eficácia da aplicação da CITES e de salvaguardar o bem-estar dos animais vivos; 9. Exorta a Comissão a agilizar a harmonização entre os Estados-Membros, nos termos da sua Recomendação n.º 2007/425/CE, por forma a evitar que aqueles que prevejam sanções mais leves criem uma lacuna no sistema; 10. Apela a que sejam aplicadas sanções adequadas às infrações ao Regulamento (CE) n.º 338/97, a fim de prevenir os crimes contra a vida selvagem, e a que sejam também tidas em conta na determinação do delito e dos custos incorridos o valor de mercado e o valor de preservação das espécies em causa; 11. Solicita à UE e aos Estados-Membros que apliquem integralmente as recomendações enunciadas no âmbito do "Projeto WEB", uma investigação INTERPOL/IFAW sobre o comércio em linha de marfim no território da UE; 12. Tem conhecimento de que uma caça ao troféu insustentável e destituída de ética levou ao declínio em larga escala da população de várias espécies ameaçadas enumeradas nas listas constantes dos Anexos I e II da CITES e insta os Estados-Membros a apoiarem uma eventual revisão das disposições legais da UE que regulam a importação de troféus de caça para o seu território; 13. Apela à criação, na Europol, de uma unidade especial de combate aos crimes contra a vida selvagem, a fim de centralizar a informação e as avaliações, bem como de coordenar as investigações, o que deverá favorecer uma abordagem mais estratégica; 14. Encoraja os Estados-Membros a constituírem, para este fim, grupos de trabalho nacionais sobre a segurança ambiental, conforme recomendado pela Interpol; 15. Reitera o seu apoio ao relatório da Comissão sobre a Criminalidade Organizada (2012/2117(INI)), em particular o n.º 143, que «exorta a Comissão a elaborar um plano de ação europeu contra o tráfico de animais selvagens, destacando objetivos concretos, tanto a nível interno, como externo da UE, a fim de reduzir o comércio ilegal de espécies selvagens e respetivas partes anatómicas; insta a Comissão e o Conselho a explorar os respetivos instrumentos de comércio e desenvolvimento para criar programas específicos dotados de fundos substanciais, tendo em vista fortalecer a implementação da CITES e disponibilizar recursos que permitam desenvolver as capacidades de luta contra a caça furtiva e o tráfico, sobretudo através do apoio, reforço e ampliação de iniciativas PE521.450v02-00 4/6 RE\1007063.doc

repressivas, tais como ASEAN-WEN e HA-WEN, que visam a criação de centros regionais de perícia e o fornecimento de modelos de cooperação contra a criminalidade relacionada com as espécies selvagens»; Ações internacionais 16. Congratula-se com o facto de a Comissão para a Prevenção do Crime e para a Justiça Penal das Nações Unidas ter, na sua Resolução de maio de 2013, «elevado» a posição dos crimes contra a vida selvagem ao nível da de outras formas graves de criminalidade organizada internacional, nomeadamente do tráfico de seres humanos e do tráfico de estupefacientes, e exorta a Comissão e os Estados-Membros a tirarem partido da sua política de comércio e de desenvolvimento para assegurar que o acordo internacional seja integralmente aplicado; 17. Apoia vivamente o Consórcio Internacional de Combate ao Crime contra a Vida Selvagem (ICCWC), composto pela CITES, pela Interpol, pelo UNODC, pelo Banco Mundial e pela Organização Mundial das Alfândegas, que permitirá o intercâmbio de dados e de informações, bem como o reforço da aplicação e do cumprimento das medidas; 18. Insta a Comissão Europeia a reforçar as políticas, os quadros legais e a capacidade de aplicação da legislação, a satisfazer as necessidades de tecnologia de informações e a desenvolver sistemas judiciários eficazes, com vista a combater, de modo mais eficiente, os crimes contra a vida selvagem a nível local, regional e nacional, apoiando a aplicação de iniciativas como o conjunto de instrumentos da ICCWC; 19. Apela à Comissão para que crie e aplique estratégias regionais de execução em matéria de vida selvagem e redes que estejam interligadas através de um instrumento global de coordenação, apoiando os organismos regionais encarregados da aplicação da lei, nomeadamente o HA-WEN e o ASEAN-WEN; 20. Regista a elevada e crescente procura de produtos ilegais da fauna e da flora selvagens por parte da China e do Sudeste Asiático e salienta a necessidade de incluir esta questão na agenda do diálogo UE-Ásia; apoia, neste contexto, o acordo assinado pelo Comissário Potocnik e pelo Ministro chinês da Proteção do Ambiente, Zhou Sengxian, sobre os esforços comuns a envidar para combater o tráfico de espécies selvagens, que considera representar um passo significativo; 21. Incentiva a Comissão a incluir o tráfico de espécies selvagens na cooperação transatlântica, para que possa ser desenvolvida uma abordagem comum; 22. Considera que as medidas repressivas não serão suficientes para combater os crimes contra a vida selvagem e insta a Comissão a certificar-se de que tem o apoio das comunidades locais que se encontram mais perto das espécies selvagens em causa e a desenvolver programas que ofereçam uma fonte alternativa de rendimentos; 23. Insta as Partes a sensibilizarem os consumidores para o impacto do consumo de espécies ameaçadas, que se encontram em risco de extinção devido ao comércio ilegal da fauna e da flora selvagens; RE\1007063.doc 5/6 PE521.450v02-00

24. Encarrega o seu Presidente de transmitir a presente resolução ao Conselho, à Comissão e aos secretariados da CITES, da Interpol, da Europol e da UNODC, ao Banco Mundial e à Organização Mundial das Alfândegas; PE521.450v02-00 6/6 RE\1007063.doc