OPERAÇÕES CAMBIAIS DE EXPORTAÇÃO



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Transcrição:

OPERAÇÕES CAMBIAIS DE EXPORTAÇÃO RANIERI, Patrícia FERREIRA, Marcelino Cristiliana Discentes da Faculdade de Ciências Jurídicas e Gerenciais E-mail: paty-patriciapati@hotmail.com PETITTO, Sônia Docente da Faculdade de Ciências Jurídicas e Gerenciais E-mail: smpetiramos@gmail.com RESUMO OPERAÇÕES CAMBIAIS DE EXPORTAÇÃO As empresas estrangeiras que se estabelecem no Brasil têm autorização do Banco Central para realiarem movimentações na conta corrente, preferencialmente em real. Denomina-se arbitragem de câmbio a operação de remessa de moeda de um país para outro, no sentido de obter vantagens temporárias na diferença dos preços. A especulação cambial consiste na compra ou venda de moeda estrangeira na expectativa de obter lucros provenientes da modificação das taxas cambiais. O principio geral, da empresa exportadora dispõe do prazo total de 570 dias sua liquidação. A determinação das taxas futuras depende de fatores, desde que o mercado cambial seja livre de diferentes taxas de juros vigentes nos dois países considerados, para depósitos ou títulos de primeira categoria. Palavras chaves: câmbio, moeda, mercado, taxa. TEMA CENTRAL: ADMINISTRAÇÃO ABSTRACT CAMBIAL OPERATIONS OF EXPORTATION The foreign companies who if establish in Brazil have authorization of the Central banking to have a against the account current movement preferential if in Real. Exchange arbitration is determined the operation that consists of sending currency of a square for another one, in the direction to get advantages of different prices. The cambial speculation consists of the purchase or sold of foreign currency in the expectation to get profits proceeding from the modification of

the cambial taxes. The general principle, of the exporting company makes use of the total stated period of 570 days its liquidation. The determination of the future taxes depends on factors, since the cambial market is free of different taxes of effective interests in the two considered countries, for deposits or headings of first category. Keywords: exchange, currency, market, tax. 1. INTRODUÇÃO As empresas estrangeiras que se estabelecem no Brasil, têm autorização do Banco Central para ter uma movimentação na conta corrente, preferencialmente em real. Isto significa que, todas as receitas em moedas estrangeiras auferidas nas exportações de bens e serviços, obrigatoriamente, devem ser convertidas para Real. Os valores das taxas de câmbio para compra (exportação) e venda (importação) são fixados pela ótica do banco: o banco compra da empresa exportadora as divisas geradas na exportação e as vende, acrescida de sua margem de lucro (CASTRO, p.267). 2. O CONTRATO DE CÂMBIO O contrato de câmbio de exportação, um instrumento especial firmado entre o exportador (vendedor divisas) e o banco (comprador da moeda estrangeira), menciona as características da operação de câmbio, as condições que ampararam sua realização, significando a formalização da transação em moeda estrangeira (CASTRO, p. 269). 2.1. Especulação Cambial A especulação cambial consiste na compra ou venda de moeda estrangeira na expecativa de obter lucros provenientes da modificação das taxas cambiais.

Se o especulador julgar que o preço da moeda estrangeira futuralmente irá se elevar, conseguirá a moeda no presente, para revendê-la no futuro as taxas mais elevadas. Se houver o efeito contrário, o especulador tiver a esperança de que o preço da moeda estrangeira sofra uma diminuição no futuro, contratará uma venda para a entrega futura quando, então, adquirirá a moeda a um preço inferior para atender ao compromisso. A distinção entre arbitragem de câmbio e especulação cambial é a de que na primeira não há incertezas, uma vez que os bancos jogam com diferenças de taxa em dado momento. 2.2. Prazo para Fechamento de Câmbio As empresas exportadoras dispõem de prazos para efetuar o fechamento do câmbio e sua liquidação. A contratação cambial pode ser realizada até 360 dias antes, ou até 210 dias após a data de embarque da mercadoria para o exterior, dependendo do contrato realizado entre as partes. Principalmente para as exportações em consignação, a realização do fechamento do câmbio ainda poderá ocorrer previamente ou posteriormente ao embarque da mercadoria para o exterior. 2.3. Custos do Contrato de Câmbio A realização do contrato de câmbio de exportação está sujeita a custos, decorrentes de despesas a serem cobradas pelo banco comprador das divisas e ou pelo corretor de câmbio. Antes, no passado toda operação cambial era obrigatoriamente realizada por intermédio de corretor de câmbio. Desde 1990, a interveniência do corretor de câmbio é facultativa, e fica a cargo de cada exportador a decisão de recorrer a seus serviços. No que diz respeito à comissão do corretor de câmbio, se houver, deverá ser livremente negociada. A legislação que atualmente

regulamenta essa matéria não define qualquer forma para sua remuneração (CASTRO, 2007, p. 294). 2.4. Fatores Determinantes das Taxas Futuras A decisão das taxas futuras, mais precisamente, a relação entre a taxa pronta de uma moeda depende de fatores determinados pelo mercado cambial. Por exemplo: um importador X compra cambio, hoje, de Y para liquidar uma importação cujo saque vence daqui a 90 dias. Somente no dia de liquidar a negociação X pagará a Y, quando fará uma remessa para o exterior. Isso é primordial para o importador, porque ele fixa o custo da importação na moeda de seu país e poderá vender a mercadoria adquirida em seguida, sem riscos de perda cambial (MAIA, 2004, p. 303). É fundamental notar que essas considerações são válidas para mercados cambiais totalmente livres. Na prática, porém, às vezes nos defrontamos com os mercados cambiais controlados, em maior ou menor profundidade, pelas autoridades monetárias. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Pode-se analisar, com este levantamento, que é importante para todas as pessoas, não só aquelas que realizam transações cambiais, terem informações gerais sobre essas operações, pois o mercado cambial sempre está sempre em mudança, influenciando o preço de tudo: desde a gasolina até o preço das hortaliças, pois muitos implementos agrícolas são importados. As empresas estrangeiras fazem a parte delas seguindo as normas, proporcionando aos países que participam das transações mais desenvolvimento, pois com as vendas e lucros, as moedas convertidas devem garantir, para os dois, lucros e vantagens. De acordo com o modelo Ricardiano (David Ricardo 1817), a Teoria da Vantagem Absoluta, as diferenças entre os países acarretam as trocas e ganhos no comércio internacional, pois, neste modelo, o trabalho é o

único fator de produção e os países diferem apenas na produtividade do trabalho nas diferentes indústrias (MAIA, 2004, p. 316). 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CASTRO, José Augusto de. Exportação: aspectos práticos e operacionais. 7. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2007. MAIA, Jayme de Mariz. Economia Internacional e Comércio Exterior. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2004. RATTI, Bruno. Comércio Internacional e Câmbio. 9. ed. São Paulo: Aduaneiras, 1997. Manual Básico de Exportação. São Paulo: Sebrae/ FIESP, 2004. Doc. Eletr. Acessado em 12/abril/2009. http://www.scribd.com/doc/7164667/manual-basico-exportacao