LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO



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Transcrição:

LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO A NECESSIDADE DE UM LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO O LP deve ser feito a partir da entrevista com o cliente atendendo as condições solicitadas num programa de necessidades. Através do LP pode-se determinar o perfil topográfico do terreno que influi no projeto da obra, podendo-se definir a futura implantação do corpo da edificação em um só nível, em 2 níveis com diferença de ½ pé direito, 1 pé direito ou com aproveitamento do subsolo. LIMPEZA DO TERRENO: O terreno deve ser limpo previamente. A limpeza consiste em roçar, capinar, destonar e remover entulhos. Este trabalho pode ser manual ou mecânico. TIPOS DE LEVANTAMENTOS PLANIALTIMÉTRICOS Podemos considerar os levantamentos Planialtimétricos em duas situações distintas: Para obras de médio e grande porte, onde se tem um projeto, feito por topógrafo com aparelhos (teodolito ou planímetro) e obras de pequeno porte, onde o levantamento deve ser feito pelo mestre de obra, com mangueira de nível e assistência do engenheiro responsável. Feito o LP, pode-se traçar o perfil topográfico do terreno, determinar a cota de implantação adequada e fazer o projeto da terraplenagem. IDENTIFICAÇÃO DO LOTE: Obras de grande porte: topógrafo Obras de pequeno porte: mestre de obra e engenheiro responsável. Confrontar as medidas legais com as medidas de fato. Ex.: 10 x 30m e 9,80 x 29m. Tomar como referência os piquetes do alinhamento do terreno e a posição do lote a partir do alinhamento da rua vizinha. Uma situação que costuma dar controvérsia é identificar um lote no meio de outros dois vazios, fazendo divisa com obras vizinhas. Por exemplo 3 lotes de 10 m de frente, quando se tem entre as edificações vizinhas 29 m. Quem ficará com 1 m a menos? Nestes casos é necessário a intervenção de um topógrafo para identificar perfeitamente o lote, a partir da planta do loteamento aprovada. O esquadrejamento do terreno se faz a partir de triângulos retângulos (3-4-5 ou 6-8-10m). Para que a construção seja efetivada como no projeto, este deve ser feito a partir de medidas tomadas no local (de fato e não legais), inclusive transportando-se ângulos quando o terreno for irregular. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO PARA PEQUENAS OBRAS: Divide-se o terreno em lotes menores de 10 x 10 m ou 5 x 5 m, dependendo do terreno ser muito ou pouco acidentado. Com uma mangueira de nível, considerando-se a RN = 00 na guia do passeio, pode-se cotar um único plano de corte longitudinal à meia largura do terreno ou cotar também as laterais. Quantos mais planos de cortes se tiver, maior será a precisão do corte/aterro. Determinar as cotas cheias a partir dos valores obtidos. Costuma-se fazer valores múltiplos de 50 cm (ou + depende da precisão desejada), tanto nas linhas verticais, quanto nas horizontais. Através dos pontos (múltiplos de 50 cm) traça-se as curvas de nível. OBS.: Este levantamento deverá compor o projeto para aprovação na Prefeitura). Tomando-se por base o perfil longitudinal passando pela ½ largura, e com a linha de Implantação, tem-se as áreas de corte e aterro.

CONDIÇÕES PARA SE ESTABELECER A COTA DE IMPLANTAÇÃO DA CONSTRUÇÃO NO TERRENO Tomar como referência de nível RN a cota do passeio na divisa do terreno. Verificar o declive mínimo para as águas pluviais e esgotos, mesmo para os pontos mais distantes da guia do passeio (por onde geralmente se deverá dar vazão às águas). Para se estabelecer a cota mínima, levar em conta além do declive, a altura necessária para se embutir o tubo (100 mm) mais a altura de piso + contra piso (10 cm) e altura de soleira (10 cm). Verificar o nível das obras vizinhas. A implantação da obra deve estar em nível compatível com as edificações da vizinhança. Em caso do NR estar muito acima dos vizinhos será necessário fazer a contenção do aterro necessário e a impermeabilização (laterais e fundos). No caso de um NR muito abaixo (como uma garagem subterrânea p.ex.) será necessário o rebaixamento do lençol freático, (com perigo de recalque do terreno existente caso não seja feita reinjeção da água retirada), contenção das obras vizinhas (feita metro a metro para evitar trincas na obra vizinha, devido à instabilidade do solo) e impermeabilização das paredes de contenção. Deve-se levar em conta também a prevenção contra enchentes. OBS.: Quem altera o nível original do solo é que deve se responsabilizar pela contenção do solo. GABARITO OU REQUADRO

Definição: O gabarito ou requadro é um sistema de eixos cartesianos utilizado para a locação da edificação no terreno. É uma construção provisória, que serve para a demarcação dos eixos da infra estrutura da edificação, utilizado na marcação das fundações como: locação de estacas, sapatas, vigas baldrames, arranques de pilares e destaque das paredes. É composto de tábuas (2 5 x30, 25 ou 20cm) ou sarrafos (2 5 x15cm) corridos (emendas sobrepostas) de madeira, nivelados, pregados em estacas (caibros 6x8cm) ou pontaletes roliços de eucalípto ou ainda paredes divisórias. Nas tábuas são demarcados os eixos das fundações, vigas baldrames, pilares e paredes, através de notações e pregos e linhas de nylon ou arames recozidos cruzados e prumo de centro. O gabarito pode ser feito também com pontaletes quando o terreno for muito acidentado ou construção muito extensa. O gabarito deve ficar afastado das paredes externas aproximadamente 1 metro, permitindo a circulação do pessoal e a altura do gabarito deve ser tal que as linhas não dificulte o movimento da mão de obra. Em terrenos acidentados o gabarito é feito em cavalete em degraus. É comum colocar pontaletes inteiros (3 m de altura) para suporte das tábuas ou sarrafos do gabarito. Quando as paredes são destacadas já não há mais necessidade do gabarito e os pontaletes são aproveitados como andaimes, onde são pregadas as travessas na altura dos peitoris das janelas.