Briefing. Boletim Epidemiológico 2010



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c Taxas por milhão, ajustadas pela população padrão mundial, Câncer na Criança e no Adolescente no Brasil

Transcrição:

Briefing Boletim Epidemiológico 2010 1. HIV Estimativa de infectados pelo HIV (2006): 630.000 Prevalência da infecção (15 a 49 anos): 0,61 % Fem. 0,41% Masc. 0,82% 2. Números gerais da aids * Casos acumulados de aids (1980 a junho de 2010): 592.914 Casos novos: 2008: 37.465 2009: 38.538 Taxa de incidência (por 100.000 hab): 2008 19,8 2009 20,1 Número de óbitos por aids (1980 a 2009): 229.222 2008 11.839 2009 11.815 Coeficiente de mortalidade (por 100.000 hab): 2008 6,2 2009 6,2 * Dados preliminares para os últimos cinco anos 3. Regiões De acordo com a série histórica dos casos de aids no Brasil, desde 1980 a junho de 2010, foram registrados 592.914 casos. O maior número está concentrado na região Sudeste com 344.150 (58,0%) casos, seguido da Sul com 115.598 registros (19,5%), Nordeste 74.364 (12,5%), Centro-Oeste 34.057 (5,7%) e Norte 24.745 (4,2%). Em 2009, a região Sul apresentou a maior taxa de incidência (32,4 casos a cada 100 mil habitantes), seguida da Sudeste e Norte, que registraram taxas de 20,4 e 20,1, respectivamente. Para a região Centro-Oeste a taxa foi de 18,0 e para o Nordeste, 13,9.

Taxa de incidência (por 100.000 hab.) dos casos de aids (1) segundo região de residência por ano de diagnóstico. Brasil, 1997-2009. 35.0 30.0 Taxa de incidência 25.0 20.0 15.0 10.0 5.0 0.0 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Ano de diagnóstico Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste NOTA: (1) Casos notificados no SINAN e registrados no SISCEL/SICLOM e SIM. Dados preliminares para os últimos cinco anos. 4. Sexo De 1980 até junho de 2010, foram identificados 385.818 (65,1%) casos de aids no sexo masculino e 207.080 (34,9%) no sexo feminino. O número de casos é maior entre os homens quando comparado às mulheres, entretanto, essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos, fato que pode ser observado a partir da razão de sexos (número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres). Em 1989, a razão era de 6,0 e passou para 1,6 no ano de 2009. Ainda em 2009, a taxa de incidência entre os homens foi de 25,0 casos por 100 mil habitantes e nas mulheres, a taxa foi de 15,5 por 100.000 habitantes. 5. Faixa etária Em ambos os sexos, as maiores taxas de incidência em 2009 encontraram-se na faixa etária de 30 a 49 anos. Quando se observa separadamente homens e mulheres, percebe-se que a taxa de incidência entre os homens nessa faixa etária passou de 54,6 casos a cada 100 mil habitantes em 1999 para 54,5 em 2009, enquanto entre as mulheres observa-se um aumento para o mesmo período, passando de 24,4 para 30,9. A taxa de incidência apresenta tendência de crescimento a partir dos 40 anos para homens, e em mulheres a partir dos 30 anos de idade, comparando-se 1999 e 2009. Em 2009, a taxa de incidência de aids em mulheres com 50 anos ou mais de idade aumentou mais de duas vezes em relação a 1999 (5,7 por 100 mil

habitantes para 12,3). Nos homens dessa faixa etária, passou de 13,9 casos por 100 mil habitantes para 20,8 no mesmo período. Taxa de incidência de aids (por 100 mil hab.) segundo faixa etária e sexo. Brasil, 1999. 60 e mais 6,7 2,7 50 a 59 21,7 9,2 40 a 49 41,3 18,1 35 a 39 30 a 34 62,6 65,5 27,2 30,5 25 a 29 47,2 27,5 20 a 24 18,3 16,5 13 a 19 05 a 12 < 05 anos 5,0 2,1 0,7 2,9 0,8 5,8 80,0 60,0 40,0 20,0 0,0 20,0 40,0 60,0 Masculino Feminino NOTA: (1) Casos notificados no SINAN e registrados no SISCEL/SICLOM e SIM. Dados preliminares para os últimos cinco anos. Taxa de incidência de aids (1) (por 100.000 habitantes) segundo faixa etária e sexo. Brasil, 2009. 60 e mais 10.8 6.4 50 a 59 31.1 19.3 40 a 49 52.4 28.0 35 a 39 30 a 34 58.4 54.2 31.3 35.5 25 a 29 39.0 23.8 20 a 24 18.1 13.4 13 a 19 05 a 12 < 05 anos 2.4 1.0 2.8 3.1 1.4 3.2 80.0 60.0 40.0 20.0 0.0 20.0 40.0 60.0 Masculino Feminino NOTA: (1) Casos notificados no SINAN e registrados no SISCEL/SICLOM e SIM. Dados preliminares para os últimos cinco anos.

5.1 Jovens de 13 a 19 anos O total de casos de aids em jovens de 13 a 19 anos, de 1980 até junho de 2010, corresponde a 12.693. No ano de 2009, a região com a maior taxa de incidência foi a Sul (4,2 casos a cada 100 mil habitantes), seguida da Norte (3,1), Sudeste (2,7), Centro-Oeste (2,6) e Nordeste (1,9). Chama atenção a análise da razão de sexos em jovens de 13 a 19 anos, pois esta revela que a partir de 1998, um maior número de casos tem ocorrido no sexo feminino, diferenciando do perfil observado para os casos de aids acumulados no país, no qual o maior número de casos tem sido atribuído ao sexo masculino. Taxa de incidência de aids em jovens de 13 a 19 e razão de sexos (M:F) segundo ano de diagnóstico. Brasil, 1996-2009. 4,0 3,5 12:10 3,0 10:10 Taxa de incidência 2,5 2,0 1,5 1,0 8:10 7:10 7:10 6:10 6:10 7:10 6:10 6:10 6:10 8:10 8:10 8:10 0,5 0,0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Ano de diagnóstico M F Razão de sexos (M:F) NOTA: Casos notificados no SINAN e registrados no SISCEL/SICLOM e SIM. Dados preliminares para os últimos cinco anos.

Nos mapas abaixo podemos observar as mudanças na taxa de incidência ao longo do tempo no que se refere a ocorrência de casos de aids na faixa etária de 13 a 19 anos. Em 1991, havia 155 municípios com pelo menos um caso de aids nessa faixa etária. Em 2009, subiu para 237 o número de cidades com registro da doença entre jovens. Nos jovens de 13 a 19 anos do sexo masculino, considerando o período de 1999 a 2009, a principal categoria de exposição atribuída aos casos foi a sexual, mais especificamente nas categorias homossexual e heterossexual. Em 2009, encontraram-se 63,1% de casos de aids na categoria sexual e 7,0%, na sanguínea. Para o sexo feminino, nesta mesma faixa etária, 90% dos casos de aids notificados de 1999 a 2009 se concentram na categoria de exposição heterossexual.

5.2 Menores de cinco anos de idade De 1980 a junho de 2010 foram identificados 13.676 casos de aids em menores de cinco anos. O Brasil reduziu em 44,4% a taxa de incidência de casos aids em crianças menores de cinco anos de idade de 1999 a 2009, passando de 5,4 para 3,0 casos por 100 mil habitantes. O coeficiente de mortalidade também diminuiu em 73,3% (em 1999, o coeficiente de mortalidade era de 1,5 por 100 mil habitantes, caindo para 0,4, em 2009). A taxa de incidência de aids nessa faixa etária é utilizada para monitorar rotineiramente a transmissão vertical do HIV, pois 88,3% dos casos de aids nesta faixa etária é devido a transmissão vertical. De acordo com o gráfico abaixo, a partir de 2001, as regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram tendência de decréscimo da taxa de incidência na série histórica. Entretanto, no Norte observa-se aumento da taxa de incidência em menores de cinco anos, ao se comparar 1999 e 2009. Taxa de incidência de aids (1) (por 100.000 habitantes) em menores de cinco anos, segundo região de residência por ano de diagnóstico. Brasil, 1997-2009. 14,0 12,0 Taxa de incidência 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Ano de diagnóstico Brasil Região Norte Região Nordeste Região Sudeste Região Sul Região Centro-Oeste NOTA: (1) Casos notificados no SINAN e registrados no SISCEL/SICLOM e SIM. Dados preliminares para os últimos cinco anos. 6. Categoria de exposição em adultos Em 2009, entre adultos do sexo masculino, a maior proporção dos casos de aids foi na categoria de exposição heterossexual (43,5%) sendo que a proporção dos casos na categoria de usuários de drogas injetáveis foi de 5,8% para o mesmo ano. No sexo feminino, há predomínio na categoria de exposição heterossexual em toda a série histórica, com percentuais que variaram entre 87,6% em 1999 e 94,9% em 2009.

Entre homens que fazem sexo com homens (HSH), a partir de 1999 ocorre uma tendência de estabilização na proporção em relação às demais categorias. Houve acentuada redução na proporção dos casos da categoria de usuários de drogas injetáveis (UDI), tanto em homens quanto em mulheres. Nos homens reduziu de 18,4%, em 1999, para 5,8%, em 2009, e nas mulheres, reduziu de 7,4%, em 1999, para 2,0%, em 2009. 7. Raça/Cor Dos casos de aids registrados em 2009 (20832), 47,7% são de brancos, 46,8% de negros *, 0,5% de amarelos, 0,3% de indígenas e 4,7% ignorados. Casos de aids notificados no SINAN segundo raça/cor. Brasil, 2009. 0,3 4,7 35,8 47,7 branca preta amarela parda indígena ignorado 0,5 11,0 8. Escolaridade Do total de casos de aids registrados em 2009 (20832), a maior proporção dos casos de aids (30,0%) está entre as pessoas que têm entre 8 e 11 anos de estudo. Em 1999, a incidência de aids era maior entre pessoas com menos escolaridade, uma vez que 29,5% dos registros eram em pessoas que tinham entre 1 e 3 anos de estudo. Observando-se separadamente homens e mulheres, há diferenças na incidência de casos de aids segundo escolaridade. Em 2009, no sexo masculino, a maior incidência é observada entre os homens que têm entre 8 a 11 anos de estudo, já no sexo feminino, a predominância dos casos ocorre em mulheres que possuem entre 4 a 7 anos de estudo. * Negros pretos e pardos

9. Mortalidade De 1980 a 2009 foram registrados 229.222 óbitos por aids no Brasil. A maioria concentrou-se na região Sudeste (65,1%), seguida das regiões Sul (16,5%), Nordeste (10,5%), Centro-Oeste (4,7%) e Norte (3,1%). A partir de 1998, o coeficiente de mortalidade vem se mantendo estável no país, média de 6,2 óbitos por 100 mil habitantes. Observa-se queda deste coeficiente no Sudeste, estabilização no Centro-Oeste, e aumento no Norte, Nordeste e Sul. Coeficiente de mortalidade por aids, segundo região de residência. Brasil, 1997-2009. 14.0 Coeficiente de mortalidade 12.0 10.0 8.0 6.0 4.0 2.0 0.0 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Ano do óbito Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Pesquisa prevalência de HIV entre conscritos de 17 a 20 anos de idade 1. Dados gerais A pesquisa foi realizada pelo Ministério da Saúde, com conscritos brasileiros (jovens que se alistam no serviço militar). Além de dados de conhecimento e comportamento sexual entre homens de 17 a 20 anos de idade, foram realizados 35.432 testes de HIV e de sífilis, em 2007. Esta é a sétima pesquisa realizada com esse público. A análise de dados foi feita pela pesquisadora Célia Landmann Szwarcwald, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 2. Prevalência de HIV Foram estimadas as taxas de prevalência de HIV por subgrupo populacional, nível educacional, preferência sexual e ocorrência de

problemas relacionados às doenças sexualmente transmissíveis. A prevalência de HIV subiu de 0,09% para 0,12%, entre 2002 e 2007. Em relação às taxas de prevalência por subgrupos populacionais, chama atenção os valores elevados entre homens que fazem sexo com homens (HSH). Quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que tem ensino fundamental completo). 3. Fatores relacionados à infecção pelo HIV Homens que fazem sexo com homens têm 11 vezes mais chance de se infectar pelo HIV. Os jovens com pelo menos um sinal ou sintoma de doença sexualmente transmissível corrimento no canal da urina, bolha, ferida ou verruga no pênis apresentaram risco de infecção pelo vírus da aids 2,5 vezes maior. Quem teve mais de 10 parceiros sexuais na vida tem 2,5 vezes mais chance de se infectar pelo HIV. 4. Comportamento sexual Há diminuição da atividade sexual entre os jovens, de 82%, em 2002, para 75%, em 2007. A proporção de jovens com início da atividade sexual antes dos 14 anos de idade diminuiu de 25%, em 1999, para 17%, em 2007. No que se fere ao uso de drogas injetáveis, a tendência de decréscimo é nítida: a proporção de uso pelo menos uma vez na vida diminuiu de 1,9%, em 1999, para 0,5% em 2007. Entre os jovens sexualmente ativos, a proporção de conscritos que têm relações sexuais com homens (HSH) se manteve (3,2%), enquanto a proporção com mais de 10 parceiros na vida mostrou pequeno acréscimo (22,6%). Em relação ao sexo protegido, no período analisado, houve aumento paulatino na proporção de conscritos que usaram camisinha na última relação sexual, alcançando 71,5%, em 2007, enquanto a proporção de uso na primeira relação sexual foi um pouco menor, no patamar de 67%. 5. Sinais e sintomas de DST A frequência percentual de sinais e sintomas de doenças sexualmente transmissíveis (corrimento, bolhas, feridas e verrugas no pênis) diminuiu entre 2002 e 2007. A taxa de prevalência da sífilis caiu de 0,85% para 0,53%. Tabela 1: Taxas de prevalência de HIV e sífilis*. Conscritos do Exército do Brasil, 2007 2002 2007 Sífilis (positivo) 0,848 0,531 HIV (positivo) 0,090 0,113 * Não necessariamente sífilis em atividade, podendo se referir à infecção prévia (cicatriz sorológica).

Tabela 2: Taxa de prevalência por infecção por HIV por escolaridade e grupos selecionados. Conscritos do Exército do Brasil, 2007 Grupo Tamanho (%) Taxa de prevalência IC 95% Amostra total 100,0 0,113 0,069-0,157 Ensino Fundamental incompleto 26,0 0,165 0,072-0,258 Ensino Fundamental completo 74,0 0,095 0,059-0,132 Homens que fazem sexo com homens 3,2 1,234 0,341-2,127 Pelo menos um problema relatado de IST 20,6 0,267 0,126-0,408 Tabela 3: Fatores relacionados à infecção pelo HIV. Conscritos do Exército do Brasil, 2007 Fatores Homens que fazem sexo com homens Pelo menos um problema relatado de IST Mais de 10 parceiros sexuais na vida OR* (ajustada) IC 95% 11,164 4,908-25,392 2,538 1,201-5,362 2,523 1,213-5,251 * Odds Ratio ou Razão dos produtos cruzados. Valor de p 0,000 0,015 0,013 Tabela 4: Comportamento sexual (%), por ano. Atividade sexual, uso de cocaína e de camisinha. Conscritos do Exército do Brasil, 1999-2007 Grupo Proporções Ano 1999 2000 2002 2007 Amostra total Atividade sexual 81,8 83,0 82,5 75,1 (n = 35432) Cocaína injetada Conscritos sexualmente ativos Pelo menos uma vez no passado 1,9 * 0,9 0,5 Atualmente usuário 0,6 * 0,2 0,2 Início atividade sexual < 14 anos 24,8 19,8 20,2 17,1 (n = 26198) Mais de 10 parceiros na vida 19,7 19,6 18,7 22,6 Conscritos sexualmente ativos (último ano) (n = 20779) Homens que fazem sexo com homens Uso de camisinha na última relação sexual Uso de camisinha na primeira relação sexual Pelo menos uma parceria paga pelo conscrito O conscrito foi pago para transar pelo menos uma vez 3,3 3,0 2,9 3,2 62,2 68,8 69,7 71,5 * * * 67,1 16,6 17,3 16,2 16,1 5,5 5,9 4,1 2,7 Mais de 5 parceiros no último ano 14,3 13,6 13,9 14,7 Uso regular de camisinha Parceria fixa 43,1 48,4 43,7 38,2

O conscrito foi pago para transar * Informação não coletada no ano Parceria casual 53,2 56,2 57,2 53,5 Parceria paga 68,8 67,0 77,9 68,1 53,8 48,6 44,0 63,0 Tabela 2: Uso regular de camisinha (%), por escolaridade e grupos selecionados. Conscritos do Exército do Brasil, 2002 e 2007 Grupo % de uso regular de camisinha 2002 2007 Amostra total 48,5 43,1 Ensino Fundamental incompleto 44,0 32,2 Ensino Fundamental completo 50,1 45,8 Homens que fazem sexo com homens 34,1 29,5 Início atividade sexual < 14 anos 41,7 33,0 Mais de 5 parceiros no último ano 42,2 40,2 Tabela 3: Percentual (%) de conscritos que relataram problemas relacionados às doenças sexualmente transmissíveis (DST) e indicadores de comportamento sexual de acordo com a ocorrência de problemas relacionados às DST. Conscritos do Exército do Brasil, 2002 e 2007 Grupo % de conscritos % de uso regular de camisinha 2002 2007 2002 2007 Corrimento no canal da urina 3,9 2,4 24,3 17,1 Bolha no pênis 5,7 2,8 28,6 25,3 Ferida no pênis 7,5 6,4 29,2 28,3 Verruga no pênis 2,9 2,7 21,4 22,5 Nenhum dos problemas anteriores 84,4 87,1 52,6 45,7