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Transcrição:

Turma e Ano: Flex B (2014) Matéria / Aula: Propriedade industrial / Aula 03 Professor: Marcelo Tavares Conteúdo: Marcas (cont.), Desenho Industrial (início). continuação de Marcas Quanto a forma de apresentação: Figurativa é um desenho Nominativa acaba sendo uma marca mais forte Mista mistura da figurativa com a normativa Prioridades do Registro Se uma empresa depositar o pedido de registro e uma outra empresa comprova o uso anterior ou o depósito daquela marca em um país que o Brasil mantenha um tratado. Essa primeira empresa que usava ou mantinha o registro internacional pode pedir a prioridade no registro da marca. Concedida a marca não é mais possível pedir a prioridade no registro. O que não impede de se tentar anular a marca administrativa ou judicialmente. Para depositar o pedido do registro tem que haver a demonstração que aquela pessoa natural ou jurídica exerça atividade vinculada com aquela marca. Exemplo: Uma empresa que trabalha no ramo derivado de combustível, ela não pode pedir o registro de uma marca de roupa. Porque a marca vai ser concedida determinada classe, então tem que haver uma correlação entre a marca e o objeto da empresa. Tem que haver renovação do pedido da marca a cada 10 anos. Quem é titular do direito da marca pode ceder, como se fosse a venda, a titularidade ou pode licenciar o uso, e assim o titular continua sendo o proprietário.

As cessões de marca devem ser registradas no INPI. O ato de cessão é entre particulares. O registro no INPI é apenas para dar ciência a terceiros de que houve a cessão. O que transfere a marca é o contrato, a marca é um bem material móvel. O apostilamento é uma anotação de restrição do uso de um determinado termo da marca. Nulidade do Registro o registro concedido em desacordo com a LPI, que violar qualquer previsão d artigo 124 da LPI, faz com que haja a possibilidade de nulidade do registro. Exceção: prevista na CUP, não há prescrição para o pedido de nulidade em caso de marca notoriamente conhecida, e desde que o registro seja obtido com má fé. Art. 124. Não são registráveis como marca: I brasão, armas, medalha, bandeira, emblema, distintivo e monumento oficiais, públicos, nacionais, estrangeiros ou internacionais, bem como a respectiva designação, figura ou imitação; II letra, algarismo e data, isoladamente, salvo quando revestidos de III expressão, figura, desenho ou qualquer outro sinal contrário à moral e aos bons costumes ou que ofenda a honra ou imagem de pessoas ou atente contra liberdade de consciência, crença, culto religioso ou idéia e sentimento dignos de respeito e veneração; IV designação ou sigla de entidade ou órgão público, quando não requerido o registro pela própria entidade ou órgão público; V reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciador de título de estabelecimento ou nome de empresa de terceiros, suscetível de causar confusão ou associação com estes sinais distintivos; VI sinal de caráter genérico, necessário, comum, vulgar ou simplesmente descritivo, quando tiver relação com o produto ou serviço a distinguir, ou aquele empregado comumente para designar uma característica do produto ou serviço, quanto à natureza, nacionalidade, peso, valor, qualidade e época de produção ou de prestação do serviço, salvo quando revestidos de VII sinal ou expressão empregada apenas como meio de propaganda; VIII cores e suas denominações, salvo se dispostas ou combinadas de modo peculiar e distintivo;

IX indicação geográfica, sua imitação suscetível de causar confusão ou sinal que possa falsamente induzir indicação geográfica; X sinal que induza a falsa indicação quanto à origem, procedência, natureza, qualidade ou utilidade do produto ou serviço a que a marca se destina; XI reprodução ou imitação de cunho oficial, regularmente adotada para garantia de padrão de qualquer gênero ou natureza; XII reprodução ou imitação de sinal que tenha sido registrado como marca coletiva ou de certificação por terceiro, observado o disposto no art. 154; XIII nome, prêmio ou símbolo de evento esportivo, artístico, cultural, social, político, econômico ou técnico, oficial ou oficialmente reconhecido, bem como a imitação suscetível de criar confusão, salvo quando autorizados pela autoridade competente ou entidade promotora do evento; XIV reprodução ou imitação de título, apólice, moeda e cédula da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios, dos Municípios, ou de país; XV nome civil ou sua assinatura, nome de família ou patronímico e imagem de terceiros, salvo com consentimento do titular, herdeiros ou sucessores; XVI pseudônimo ou apelido notoriamente conhecidos, nome artístico singular ou coletivo, salvo com consentimento do titular, herdeiros ou sucessores; XVII obra literária, artística ou científica, assim como os títulos que estejam protegidos pelo direito autoral e sejam suscetíveis de causar confusão ou associação, salvo com consentimento do autor ou titular; XVIII termo técnico usado na indústria, na ciência e na arte, que tenha relação com o produto ou serviço a distinguir; XIX reprodução ou imitação, no todo ou em parte, ainda que com acréscimo, de marca alheia registrada, para distinguir ou certificar produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim, suscetível de causar confusão ou associação com marca alheia; XX dualidade de marcas de um só titular para o mesmo produto ou serviço, salvo quando, no caso de marcas de mesma natureza, se revestirem de XXI a forma necessária, comum ou vulgar do produto ou de acondicionamento, ou, ainda, aquela que não possa ser dissociada de efeito técnico; XXII objeto que estiver protegido por registro de desenho industrial de terceiro; e

XXIII sinal que imite ou reproduza, no todo ou em parte, marca que o requerente evidentemente não poderia desconhecer em razão de sua atividade, cujo titular seja sediado ou domiciliado em território nacional ou em país com o qual o Brasil mantenha acordo ou que assegure reciprocidade de tratamento, se a marca se destinar a distinguir produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim, suscetível de causar confusão ou associação com aquela marca alheia. Adjudicação da Marca é tomar a Marca do outro. Controvérsia: alguns entendem que é possível a adjudicação da marca sempre que era for adquirida com má fé, assim o titular originário pode tomar a marca e não apenas anular a Marca. A CUP prevê a adjudicação baseada em 2 requisitos: 1º o registro com má fé, e 2º o registro tem que ser feito com má fé pelo representante da empresa ou por um preposto da empresa. Denis Barbosa diz que qualquer marca registrada com má fé pode ser adjudicada. Princípios da Marca a) Princípio da especialidade Permite o convívio de marcas em ramos diferentes. A Classe é uma tentativa burocrática de organizar ramos de exploração comercial. Mas a classe não é absoluta. Exceção: Marca de auto renome tem proteção em todas as classes. Exemplo: Coca cola. b) Princípio da territorialidade O registro vale no território nacional. A marca tem abrangência nacional e não estadual como é a abrangência do nome empresarial. O nome empresarial é protegido pela lei civil no âmbito do Estado. Já a marca é em âmbito nacional.

Exceção: Marca notoriamente conhecida tem proteção mesmo fora do país de origem. Não se aplica o princípio da territorialidade no nome comercial. c) Princípio da Independência das Marcas A CUP não determina que a marca registrada em um país valha em outros países da União. DESENHO INDUSTRIAL Protegido também mediante registro. O desenho industrial não muda a natureza da coisa, é uma alteração ornamental.